Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

GENTE DO MELHOR

Percebo as críticas de muitos opinion makers cá do sítio que vociferam contra a chamada partidarite, coisa que leva os adeptos de uns a pôr as culpas de tudo o que é mau para as costas de terceiros, contabilizando o que acham bom a crédito de si mesmos. É o evidente caso do Costa. Há dois anos não faz outra coisa, não se cansando de bater na oposição, raiz e fonte de todos os males reais e imaginários. Assim transformando o PS em particular e a geringonça em geral não num governo mas numa aguerrida e insultante oposição à oposição.

Porém, nos últimos tempos, os tiros desta espingarda passaram ser de pólvora seca ou a acertar nos pés do caçador, com inúmeras trapalhadas, mentidos e desmentidos, faltas evidentes à famosa “palavra honrada”, inúmeras pessegadas de tipos tidos por ministros, etc. e tal. É o “novo ciclo”, por aí tão propalado, a provocar ataques de histerismo às malucas do BE, crises de sovietismo primário ao Jerónimo e, imagine-se, uns tímidos estremeções nalguns fulanos do PS, já prontamente perseguidos pela “justiça” partidária. Até o camarada socialista revolucionário e arcebispo primaz do BE, senhor Louça, já tratou de anunciar a possibilidade de estar em preparação um novo resgate. Será que o diabo está à solta?

Neste brilhante estado de coisas, temeroso, o PS dá sinais de procurar uma tábua de salvação destinada a substituir os comunistas por quem estiver à mão, a fim de, no novo ciclo, manter o poder costita. Até o esquerdista dos Porsches e dos Maseratis, um tal Santos, já veio insinuar que, daqui por diante, será o tempo dos “consensos” à direita. Quem havia de dizer? Numa explicação simples mas certeira, é o poder do cagaço a funcionar.  

Apesar destas circunstâncias, do lado do PSD há quem dê uma ajudinha. O senhor Rio, aqui há tempos, deu o mote. Depois, disse que era mentira, mas, para muita gente, como o primeiro amor é que é bom, fica o que à partida foi dito. O estranho mandatário do homem, Sarmento de seu nome, leva as coisas mais longe. Sem papas na língua, denuncia-se como indefectível admirador do camarada Costa, em quem votará se, na sua pitoresca opinião “tudo ficar na mesma”, isto é, se Santana ganhar a liderança do partido que o Sarmento tenta afirmar como ainda seu. Acrescenta que jamais ouviu, de Santana, uma ideia que se veja. Lapidar. E, logo a seguir, afirma, com indiscutível amor à verdade e à coerência, que nunca disse nem dirá mal dele.

Tudo de pernas para o ar nesta mirabolante candidatura aquícola. Em vez de atacar, ou criticar, os adversários do partido, o mais notório apoiante de Sarmento confessa a sua admiração por eles, dá pancada no concorrente interno e, depois, diz que é mentira.

Tudo somado, temos homens for all seasons. Passaram do oitenta para o menos oito.  

 

11.12.17

GERINGONCIAIS EUFORIAS

Dizem, e parece que é verdade, que o pessoal, animado pela propaganda do chamado governo, não poupa um chavo e se vai endividando à fartazana. Tudo como nos tempos do camarada 44. Carros novos, casas novas, um vê se te avias, que a banca está aí outra vez, cheia de dinheiro e ávida de juros.

Se é verdade que as mesmas causas levam às mesmas consequências, imagine-se o que vem aí mais depressa do que seria de supor. O mal-amado chefe do Banco de Portugal já veio fazer um tímido aviso, a ver se mete algum juízo na gestão de créditos e na cabeça dos indígenas. Ou muito me engano ou anda a prègar no deserto. A conta virá, a seu tempo. Alguém há-de pagar. Se o “governo” diz que está tudo OK...  como dizia o Salazar, o que parece, é.

 

11.12.17

DEFESA NACIONAL

O Costa anda com bem merecido azar. Animado pela eleição do Centeno, achou que as primeiras páginas tinham boas razões para deixar de repisar cortejo de pessagadas em que tem andado envolvido.

Dois dias passados, a pessegada voltou, e é bem feita. O palhacinho da defesa encarregou-se dos pêssegos. Disse aos deputados que ia dar-lhes os documentos sobre o programa governamental da defesa europeia. Era mentira, não ia dar coisíssima nenhuma. Rebentada a bronca, veio clamar que o que tinha dito era verdade, só que não tinha lido a história toda e, por isso, não sabia do seu conteúdo. Mais uma palhaçada deste profissional das ditas.

O tipo a quem se chama ministro da defesa confessa que, quando prometeu aos deputados dar-lhes os papéis, não sabia o que eles continham, isto é, o ministro da defesa nunca leu aquilo de que falava, não fazia ideia do que se estava a “tramar” nas suas costas. Como ministro, não existe. Como palerma e aldrabão, abusa.

Pior do que o Costa ter ido buscar para ministro de matérias tão sensíveis um ignorante crasso, sem currículo nem nome na defesa, funcionário de segunda do tipo do Porto, avulta o facto de o manter no poleiro depois dos chorrilhos de asneiras com que tem presenteado a Nação.

Nada que não esteja de acordo com a coluna vertebral da geringonça.

 

7.12.17

ASSUMIR A DIREITA

Às vezes, muitas vezes, ou sempre, parece que estamos trinta anos atrás. Saídos de um sistema autoritário de direita, estatista e controleiro mas com inúmeros tiques socialistas, a direita democrática considerou-se “social”, evitou nomes, siglas e rótulos que pudessem ser conotados, ainda que por absurdo, com a filosofia vencida. O PPD original teve que se transmutar em PSD, ainda que, com apoios da respectiva internacional, à época vigorosa, o espaço dito social-democrata estivesse ocupado pelo PS. Internacionalmente, o PPD/PSD conotou-se com o PPE, mas internamente não foi capaz de o assumir.

Estamos na mesma. Décadas passadas, tudo mudou no mundo mas, em Portugal, os complexos de esquerda continuam evidentes. Os partidos do centro e da direita têm pejo em afirmar-se como tal, prisioneiros que continuam da tralha esquerdizante que assolou o país. Palavras como conservador e liberal, por exemplo, continuam banidas do nosso léxico político, como se os políticos, seguidos pela "opinião" e pela “informação”, tivessem vergonha de assumir claramente a posição que, no fundo, é a dos seus apoiantes e que está na raiz ideológica da maioria dos povos europeus.

Quando ouvimos, por exemplo, o bem articulado discurso de Rui Rio, para além de verificarmos ao vivo a aplicação do princípio de Peter, ficamos com uma imagem clara do domínio, omnipresente em 2017, do nacional complexo de esquerda, como se o mundo fosse o mesmo, como se o país fosse o mesmo de há tantos anos atrás. Os vícios que esta paralizia mental introduziram na nossa vida e na nossa mentalidade continuam a minar o pensamento e as emoções das nossas elites e a anquilosar a sociedade.

Precisamos de alterar o status quo como de pão para a boca. Mas os políticos que podiam corporizar tal alteração continuam com medo do eleitorado imediato, incapazes de perspectivar um futuro diferente e de o defender publicamente com coragem e determinação. De frente, por palavras claras, sem atalhos nem rodriguinhos. É por isso que a sociedade portuguesa continua tão ou mais estatista e controlada do que o era no tempo da ditadura.

Com uma réstia de pouco optimista esperança desejar-se-ia que o discurso de Pedro Santana Lopes venha a sair deste pântano, não com imediatismos cobardes mas com uma visão do futuro a médio e longo prazo.

 

7.12.17     

PALAVRA DADA

 

Numa das suas diárias sessões de propaganda, o cidadão tido por primeiro-ministro demonstrou mais uma vez a sua fidelidade aos compromissos e à palavra dada. Com toda a razão, desta vez no caso das renováveis, prado onde pastam o Mexia e o Pimenta. Cabeça levantada, voz poderosa, a criatura declarou que, havendo um contrato assinado (pelo Sócrates, quem havia de ser), o Estado (ele, Costa) era, como sempre, fiel à palavra dada, respeitava os compromissos do Estado. Notável, digno dos maiores encómios, não é?

É. Ou seria, se fosse verdade. Então não foi o mesmo Costa quem deitou para o lixo, por exemplo, os contratos de concessão dos transportes? Então não foi o mesmo Costa que, na altura, disse que era um caso de interesse público? Foi. Então, onde está a palavra, onde está a fidelidade aos contratos do mesmo Estado em nome de quem o Costa diz actuar? Foram-se.

Expliquemos, que parece que a bota não diz com a perdigota. Há uma difernça importante. Na cabeça do fulano, há contratos e contratos, de um lado os assinados pelo seu bem-amado ex-chefe Sócrates, do outro os subscritos pelo pai de todos os males, Passos Coelho. No primeiro caso, há que respeitar, no segundo, “reverter”. É o esplendor da "palavra" socialista.

Em alternativa, se o Costa fosse capaz de dizer a verdade, comunicaria aos indígenas que respeitava os contratos porque, fazendo o contrário, se arriscava a ser condenado a indemnizações monumentais. O que, aliás, vai acabar por acontecer no caso dos transportes. O Centeno disse-lhe que nem pensar, os contratos do Sócrates têm blindagens à la manière.

Mas dizer verdades não é especialidade que esteja em vigor, o que está em vigor é a propaganda.

“Os contratos da energia são para cumprir, nós cumprimos os contratos”, disse ele. Pois, dizia a minha prima, que gostava muito de dizer coisas.

 

6.12.17

LEITURAS

Mais uma importante notícia sobre os brilhantíssimos resultados da política “educativa” do Mário Nogueira e do seu amigo e aluno, o barbaças  da educção: a qualidade da leitura das criancinhas do quarto ano está em trigéssimo lugar entre cinquenta países avaliados, Burkina Fasso incluído. Dois anos de geringonça provocaram uma queda de onze lugares na classificação.

O campeonato continua, as perspectivas são negras, mas os treinadores são os mesmos e os jogadores andam na rua aos gritos em vez de dar corda às botas.

 

6.12.17   

MALDADE E BONDADE

Em Abril, o senhor de Belém declarou que a eleição do Centeno para o Eurogrupo era porque Portugal precisava de ter por cá o ministro das finanças. Aqui há dias, disse que era boa. Coerência e firmeza de opiniões. Conclui-se que, sem margem para dúvidas e segundo a actual opinião de Sexa, o Centeno já não faz cá falta nenhuma.

O IRRITADO não faz a menor ideia se, para Portugal, será bom ou mau - o mais provável é ser igual ao litro. Mas, para a Europa do Euro será uma maravilha. Todos os ministros da finanças aprenderão a tirar macacos do nariz e, mais importante ainda, a comê-los, o que constitui uma inigualável mensagem para os nutricionistas da zona que tanto lutam pela higiene alimentar dos europeus. É certo que o facto ficará conhecido como o ponto mais alto do eventual mandato do ilustre português. Alegremo-nos.

Para além da importantíssima gestão dos macacos do nariz, Centeno ensinará aos seus pares a quadratura do círculo em versão geringôncica, isto é, o remédio para todos os males, a euro-panaceia: se faltar dinheiro para pagar votos, não há problema, corta-se na saúde, na educação e noutras miudezas do género, mais umas cativaçõezinhas, uma reversões à la carte, e está o problema resolvido. Se bem seguida esta doutrina, todos precisarão de resgates, o que levará à igualdade, deixará de haver Europa do Sul e Europa do Norte, continentais e periféricos, uns a uma velocidade outros a outra. Tudo teso e feliz, como no tempo do doutor Salazar.

Soube agora que, à primeira contagem, o homem não passou. Se, em definitivo, não passar, ganhará juízo. Se passar, perderá o juízo que lhe resta.

 

4.12.17

DEMOCRACIA FOLCLÓRICA

 

Uma coisa ficamos a dever aos canalhas da Autoeuropa: a descoberta das vantagens da democracia referendária.

Os tipos tinham uma comissão de trabalhadores que, há anos, negociava com o patrão com bons resultados para as partes. Mas a comissão resolveu pôr a votos o seu último acordo de empresa. O Arménio viu a oportunidade. Depois de comunicar com o comité central, pôs a sua mesnada em acção. Referendou-se o acordo. Resultado: com ele, caiu a comissão. Passaram uns meses. Nova comissão foi eleita, negociou outra vez, e chegou a acordo. Mas, apesar de eleita e representativa, considerou, ou foi-lhe imposto pelos arménios lá do sítio, que havia que referendar o novo acordo. Nova oportunidade para o Arménio. Intriga daqui, intriga d’acolá, e o novo acordo também foi chumbado. Dizem que o comité central, sempre justo, lhe vai dar a Ordem de Lenine.

Postas as coisas em termos gerais, o que por duas vezes se passou foi a condenação da democracia representativa, isto é, o pessoal elege representantes, mas não lhes reconhece representatividade: a rua é que é bom, mesmo que isso, mais que prejudicar o patrão, prejudique os que estão na bicha para o emprego (é a solidariedade proletária!) e os que estão empregados, dê cabo dos restos de confiança de investidores atentos e leve o gigante germânico a pôr de lado este jardim em matéria de projectos.

Para alguns ilustres frequentadores deste blogue, aqui temos um exemplo de como funciona a democracia referendária.

 

4.12.17

 

PORTUGUESES CELEBREMOS

Uma das raras coisas positivas que a geringonça fez foi restaurar o feriado da Restauração Independência.

O pior é o resto, isto é, em termos públicos, as “comemorações” não existiram. Foram, por obra e graça da RTP, substituídas por uma manifestação de professores docemente patrocinada por SExa de Belém. Ninguém sabe, viu ou ouviu o que se terá passado na praça dos Restauradores, a não ser, é claro, vergonha das vergonhas, que a “oração de sapiência” foi pronunciada por um palhaço que, dizem, é ministro da defesa. Reconheço que a “reportagem” nos poupou a ouvir exercício de sabedoria do fulano, o que é de louvar. E até, ó maravilha, nos mostrou uma senhora professora a fugir aos beijinhos do nacional-beijoqueiro. Estava ali para a berraria, não para cenas de “afectos”.

É de perguntar ao senhor Ribeiro e Castro e a outros lutadores pela ressurreição do feriado se foi para isto que lutaram. Espero que tenham a patriótica atitude de condenar publicamente o “serviço” público da RTP e a escolha do orador, pelo menos com tanta energia como a que usaram para defender esta “reversão”. Isto, apesar de saber quão inútil é ter esperança no que de “público” se passa e faz na tristeza socialista em que vegetamos.

  

2.12.17

DOM DINIS DE PAPELÃO

Como se sabe, um dos grandes feitos do Rei Dom Dinis, o pinhal de Leiria, foi literalmente destruído, uns sete séculos depois de plantado. Ao contrário do que dizem as tontas do BE e quejandos, os eucaliptos, as celuloses, as multinacionais e o capitalismo não tiveram responsabilidade nenhuma, já que nada tinham a ver com a gestão ou a protecção do referido pinhal.

O auto proclamado Dom Dinis dos nossos dias, dito ministro da agricultura e florestas, diz que também não é responsável. Ainda assim, alvíssaras, confessa de seguida ter um niquinho dela, no que se afasta do chamado governo a que pertence, porque essa organização nem parcialmente é responsável seja pelo que for. Espera-se que não seja corrido em virtude deste pequeno acesso de parcial responsabilidade.

Pode, sem hipocrisia, dizer-se que o incêndio do pinhal de Leiria, sendo propriedade pública, teve a vantagem de pôr a nu a estupidez da argumentação política em vigor que põe as culpas para os privados e os eucaliptos. Os fogos não puseram a nu problemas derivados da propriedade, privada ou pública, das florestas, ou de se tratar de eucaliptos, de macieiras, de pinheiros ou de tílias. O que puseram à vista foi, como toda a gente sabe, a total, impune e impunível incompetência dos poderes político, autárquico, administrativo, operacional, enfim, de tudo o que, não sendo privado, tratou do assunto com os pés, num mar de irresponsabilidade e de desprezo pelos mortos e pelos vivos, bem expresso este nas reacções dos chamados membros do governo, maxime do respectivo chefe.

Enfim, o que de novo há a assinalar é o aparecimento a despropósito do dom dinis do socialismo  com as suas maravilhosas intenções e realizações. O homem já criou não sei quantas “unidades de missão”, mais umas comissões, umas autoridade ou coisas que o valham, além de outras “estruturas”. Já despejou e vai despejar milhões por todo o lado, diz ele. Fez um número indeterminado de projectos, de decretos, de portarias e outras alegorias. Proclama a súbita existência de toneladas de guardas republicanos e de vigilantes. E mais não sei quantas iniciativas de arromba.

Cereja em cima do bolo, propõe-se deslocalizar o ministério da agricultura (é de esperar que o tipo do Porto venha rapidamente exigir que a nova sede seja no Bulhão). Engraçado é que o argumento usado por Sexa seja o facto de ter havido “governos” (quando há culpas do PS não se diz que governos) que passaram as lojas concelhias do ministério para os distritos. Isso, segundo disse, vai continuar como está, isto, é as tais lojas são substituídas por cooperativas e outras associações. Foram mal abolidas, mas abolidas vão continuar.

À primeira vista, não se percebe como é que, sendo o problema derivado do fim de pequenas delegações, se vá mudar de sítio o ministério. Mas, vendo bem, percebe-se sim senhor. O homem pensou: se o tipo da saúde muda um escritório (o Infarmed), eu, para ser gente, mudo o ministério todo. Voilá.

O IRRITADO, de boa fé, autoriza o chamado governo a mudar o ministério para Vinhais, para a Amareleja ou para o Porto. É indiferente, e até tem a vantagem de aliviar Lisboa de uma data de gente que, por cá, só faz falta para tratar das hortas sociais, coisa que qualquer hortelão fará com evidentes economias e vantagens técnicas.

Mas não gosta de propagandas idiotas nem deste tipo de “descentralizações”.

 

30.11.17

OPÇÕES

Parecia-me que a ideia de pagar o mês 13 e o mês 14 em duodécimos podia não ser má, desde que, como era o caso, dependesse da vontade do trabalhador - e, já agora, não ofendendo a esquerda, do acordo do patrão. Pensaria que a esquerda gostasse desta liberdadezinha daqueles de quem se diz protectora.

Pelo contrário, a esquerda é contra a opção: tudo por inteiro e na altura própria, obrigatoriamente, qualquer que seja a vontade dos trabalhadores. Qual é a lógica da brilhante decisão? Não descortino. Tão feroz na defesa de tudo aquilo a que chama "direitos", porquê tirar este direitozinho à rapaziada?

Já li ensaios académicos sobre o assunto, cheios de pensamentos e de estatísticas. Fiquei na mesma. A pergunta mantém-se. Porquê? Haverá por aí alguém que me explique? 

 

30.11.17

HONRADEZ

 

Uma rapariga zanaga, ao que dizem muito honrada e reconhecidamente meia tonta, fez uma das suas cenas da treta no parlamento, dizendo por palavras cruas que o chamado primeiro-ministro, ao contrário do que proclama, não tem palavra honrada, honra na palavra ou palavra de honra. A coisa deu brado. O atacado insurgiu-se, rapou das divisas de 1º cabo, e vai de resgatar a honra ofendida mediante inflamada oração de ignorância, a qual consistiu na já nauseabunda reprodução da sua habitual cassete, genialmente programada para se opor à oposição, feita de reversões, cativações, donativos e estagnação.

Ofendida porque o PS e o seu cabo tinham dito o dito por não dito, dado uma cambalhota à rectaguarda e faltado à tal palavra, a rapariga descobriu o que toda a gente já sabe: que a palavra do cabo, ou não presta, ou há muito é vã. Acordou tarde. Se queria alegar como alegou, podia ter começado mais cedo. Bastava-lhe ter andado uma semana para trás para perceber o que é isso de palavra em acepção do poder costista. Em dois dias, sobre o caso dos professores, o homem tinha dito tudo de pernas para cima, de pernas para baixo, de pernas fechadas, de pernas abertas, numa multiplicação de palavras honradas, tantas que ninguém poderá dizer quantas o homem não honrou, e que só pararam após o nosso cabo ter prestado fidelidade e vassalagem ao general Nogueira. Se mais para trás fosse, a pequena teria encontrado quilos e quilos de material para se pronunciar. Mas não. Só o fez quando a palavra desonrada lhe tocou a fímbria das vestes e lhe retirou uso de mais uns “slogans” populistas. As outras não lhe dizem respeito.

A fechar este post, cito uma das últimas frases, em breve célebres, do chamado primeiro-ministro, bem demonstrativa da sua alta cultura, da sua argúcia, da sua inigualável inteligência e do seu distinto génio como cultor da língua portuguesa: Mesmo quando chegamos ao fim da estrada, vamos continuar a abrir a estrada, porque a nossa estrada não tem fim.

Fique-se com esta e, em abono da sua saúde mental, não tente pô-la a fazer sentido.

 

29.11.17

ESTRANHA COMUNHÃO

Vamos lá a ver se percebi. O camarada Centeno resolveu retirar uns territórios da lista negra dos “paraísos fiscais”, não sei se por terem deixado de ser paraísos se por alto critério do fulano. O resultado prático da douta decisão é o de que os tais territórios passam a ter que declarar todos os carcanhóis que os residentes em Portugal para lá enviaram. Quem, como e quanto.

Dada a justa e tão propalada luta desenvolida pela moral vigente contra tais práticas, legais e ilegais, parece que a decisão tem o resultado positivo, em termos fiscais, de pôr em cima da secretária dos sátrapas da AT os elementos necessários para a respectiva perseguição. Parece bem, dependendo dos critérios a aplicar.

Para já, parece que já foram arrolados uns quatro mil milhões que os “residentes em Portugal” lá têm a bom recato. Nada mau. Uns serão milhões legítimos, outros não, o que competirá julgar por quem de direito.

Não se percebe o que andam a fazer os “reguladores” que não sabem da saída de tanta massa. Em alternativa, tal massa não tem origem em Portugal, só os seus proprietários. Mas isto é matéria para iluminados, não para mim, que não percebo nada do assunto nem tenho dinheiro para fantasias. (a título de declaração de interesses cabe-me, no entanto, dizer que tenho cerca de 1.500 euros num banco francês  inshore, brilhante resultado de uns anitos que por lá andei).                                                                                

Certo é que, à primeira vista, a decisão do supramencionado camarada não devia merecer crítica. Estulta consideração. O CDS, de braço dado com o BE, opõe-se vigorosamente a ela. Não sei nem me interessa qual e quão especiosa argumentação une as duas formações políticas, ainda que não seja raro que o CDS mostre uma estranha e mui “cristã” tendência para, de vez em quando, escorregar para o socialismo. Desta vez, porém, terá ido longe demais: fez-se, não com um socialismo mais ou menos social democrata, mas com o socialismo maluco.

Espera-se que a estranha coligação, ou comunhão de ideias e objectivos, não faça escola. Ou que dona Cristas tenha a amabilidade de se explicar.

 

28.11.17     

O DIÁLOGO DO CANALHA

No dia seguinte a ter mandado chumbar toda as 60 propostas orçamentais do PSD e em eventual comemoração de o ter feito, o artista chefe da trampolinice política, o especialista em dizer hoje o contrário do que disse ontem e do que dirá amanhã, o mentiroso mor destas pobres terras, o desonesto indivíduo que, desde o dia em que foi claramente batido em eleições sempre recusou o diálogo com quem as ganhou, a criatura que anda há dois anos a fulanizar o ódio na pessoa de Passos Coelho, acossado pelo diabo que lhe ronda o quintal, resolveu vir à praça pública dizer que quer “dialogar”.

Dialogar sim, mas com Rio ou Lopes, tanto faz, diz ele, com Passos é que não, como se Passos tivesse obrigação de lhe coonestar as asneiras, as aldrabices, as trapalhadas.

A perversa coligação que criou ameaça ruir. O PC anda na rua. O BE multiplica-se nas habituais maluquices. O virar de página foi desmascarado. O Estado funciona cada vez pior. A saúde anda pelas ruas da amargura. A educação sofre já as consequências da palermice de um tipo de barbas, lacaio da CGTP. A defesa está às ordens de um palhaço e debate-se com generais de pacotilha. Os fogos queimam e matam. O governo manda bocas sem rei nem roque, apoiado em exclusivo pelo tipo do Porto. O dinheiro ameaça acabar. O Centeno estremece, borrado de medo. A União ameaça. Até o Benfica está de rastos. Em suma, repito, o diabo está no quintal. Ainda não entrou em casa, mas acena, faz fosquinhas.

Remédio? O “diálogo”. Com quem? Os “lamentáveis” que encontrem um líder à altura, um que lhe peça audiência e se disponha a apoiar-lhe o caminho, isto é, a ajudá-lo a abrir a porta ao diabo. Se o esquema da esquerda der de si, então a direita que o aguente. Desde que lhe garantam o poleiro, vale tudo.

A lata estanhada e vil desta desgraça que sobre nós se abateu terá o fim que merece. Mas quando, senhores, quando?

 

26.11.17            

INCURSÃO FUTEBOLÍSTICA

Para quem não saiba, informo que, tal como os camaradas Costa e Jerónimo, sou adepto do Benfica. Não que me agrade a companhia, nem que tenha por hábito ir à bola. Tenho um asco mortal aos intelectuais da coisa bem como às televisões que ocupam horas intermináveis com as exibições de tais criaturas. Sou totalmente alheio, desconheço e abomino as guerras dos presidentes e dos seus apaniguados que são vergonhosa matéria de manchetes e demandas.

Em concreto e verdadeiro, do que gosto é de ver um jogo ou outro na televisão, devidamente repimpado, bebendo qualquer coisa e fumando uns cigarritos. Isto quando tais jogos valem a pena e passam nos canais generalistas, que não pago para tal.

Porquê, então, julgo que pela primeira vez, dedico umas linhas ao futebol? É que o assunto não é futebol, é liberdade de opinião versus censura, é livre pensamento versus quem quer limitar a sua expressão.

Os meus prazeres futebolísticos são muitas vezes prejudicados pelos digníssimos árbitros que, de um modo geral, considero incompetentes, sem critérios decentes e estáveis, para não ir mais longe . Irritam-me sobremaneira. O problema não é esse. Problema é que estas excelências ameaçem com greves (“dispensas de serviço” ou lá o que é) porque não aceitam “os comportamentos” de quem os critica, vindo a paralizar as actividades daqui a vinte dias no caso de, entretanto, se não der uma “total ausência de insinuações da parte de clubes e agentes desportivos, que coloquem em causa a honra e o bom nome dos árbitros”. Suas excelências incluem expressamente nesta lei da rolha “dirigentes, treinadores, jogadores e demais funcionários, os meios de comunicação social próprios e os que promovem nas redes socias”. Tudo minha gente, ou está caladinho ou suas excelências fazem greve!

Se estão ofendidos, vão para os tribunais, direi eu. É seu direito. Mas não é seu direito ameaçar quem não lhes aceite a atitude censória. Sei que há muitas “bocas” ordinárias por aí. Daí até impor a obrigatoriedade de um respeitinho a que se julgam com mais direito que os outros, vai uma distância dos diabos.  

 

24.11.17

UM BAILARICO

A geringocial prosápia parece ter os seus dias quase contados. O chamado primeiro-ministro dá sinais de ter perdido as excelsas qualidades que tão gabadas têm sido. O homem já não dança, bailarica, meio coxo, com problemas nas ancas.  Mostrou o seu “carácter” em Pedrógão, remostrou-o nas Beiras, anda à rasca com o orçamento, acerca do qual já disse que era tudo branco e que tudo era preto, azul às riscas, côr de burro quando foge. Já meteu os pés pelas mão tantas e tão miseráveis vezes, já de tal maneira mostrou quem é, que já anda muita opinião por aí a duvidar da excelência da “solução governativa” do usurpador, da estatura moral do homem e da dos seus sequazes. Já há quem tenha percebido que a austeridade não acabou, que os impostos aumentaram, que a economia está só (se calhar antes só que mal acompanhada...), que o Sócrates tem seguidores à altura e agentes no governo em quantidades industriais, que o caminho nos leva a um triste fim.

As corporações privilegiadas, de repente, descobriram um filão e estão a mostrar o que é sua qualidade como colectivos de oportunismo e de marimbanço social e político. O PC cavalga a porcaria, o BE chama-lhe um figo, o Costa troca o passo todos os dias, já vislumbra o fundo do saco. Imitando o (ex?)chairman de Belém, muda de atitude, desata aos beijinhos a tudo o que mexe, sem perceber que isso de beijos é para quem sabe ou para quem o faz sem parecer cínico ou fingido. O camarada Centeno já não dá ordens como dava, anda a voar muito, muito baixinho, com medo de se espalhar, e vai dando abébias aos sócios, a ver se os acalma.

O descrédito começa a ser difícil de disfarçar. O diabo ameaça em várias frentes, os amigos são o que são, pode ser que a opinião pública, finalmente, comece a acordar.

 

23.11.17

FELICIDADE!

Segundo uns números que andam por aí, de Janeiro a Agosto deste ano cerca de 38.000 portugueses partiram para longes terras. Extrapolando, teremos, ou deixaremos de ter, uns 65.000 emigrantes durante o ridente ano de 2017.

Imagine-se o que seriam as primeiras páginas, as aberturas dos telejornais, os editoriais, os artigos de opinião, se estes números aparecessem durante o consulado de Passos Coelho. Não havia cão nem gato que não ladrasse ou miasse por causa de um escândalo de tais dimensões. Era a coligação que empurrava as pessoas borda fora, que as matava à fome, que as encorajava a deixar a pocilga em que a troica e os seus seguidores tinham transformado o país.

Agora, com o alto patrocínio da geringonça, os portugueses que partiram não merecem uma palavra, não são notícia. Devem ser milionários que foram viver para a Flórida, tipos cheios de contas em offshores, automóveis, aviões, ilhas paradisíacas onde, mercê do “virar de página” que a esquerda a todos proporcionou, orgulhosos e bem instalados, vão gozar as benesses do Costa e dos seus associados onde muito bem lhes apetecer.

Em alternativa, para o jornalismo, a opinião, os políticos, os pensadores de serviço, tais números não existem. Até aqui, no IRRITADO, comentadores virão dizer que tudo isto não passa de invenção, do cego passismo do blog e do seu autor, ou até de coisas bem piores.

O país inteiro está de tal maneira viciado em mentiras que tudo o que a geringonça disser é verdade, o futuro é risonho, estamos todos cheios de “direitos” - dos que dão dinheiro -, o Centeno é o máximo e, se as aldrabices do Costa, agravadas pela mão visível das esquerdoidas, do Jerónimo e do Arménio, forem por diante, todos ficaremos de barriga cheia, a fazer troça da “Europa”, a borrifar nos credores, na doce certeza de que alguém há-de pagar. Quem? Não interessa, o que for se verá.

O que vale é que parece que o diabo anda para aí a rondar e que começa a haver carecas por demais a descoberto. Mas isso é matéria para outros posts.

 

23.11.17

A QUADRATURA DA ASPIRINA

 

Com o seu arzinho de boa pessoa, o mui eficaz, competente e já famoso ministro da saude, ou assim chamado, resolveu dizer à Pátria que, em gesto de grande generosidade descentralizadora, ia transferir o Infarmed para o Porto. O interessante autarca lá do sítio apressou-se a elogiar a corajosa medida, muito condizente com o portoótico orgulho. Não acho mal. Quanto mais burocratas sairem de Lisboa melhor.

Fatal engano o meu. Sua excelência, com medo de mais alguma greve, apressou-se a declarar, para sossego das massas e dos partidos de esquerda, que nem um funcionário teria que ir se deslocar.

Como é?, perguntar-se-á. Então a coisa vai para o Porto e o pessoal fica em Lisboa? Que raio é isto?

Tratando-se de iniciativa da geringonça, há várias hipóteses a considerar. Ou é tudo mentira, o que é o mais provável, ou então mete-se mais 350 funcionários lá em cima e ficam os outros 350 cá em baixo a coçar os sovacos, assim se criando “emprego qualificado”. Outra hipótese, a mais “justa”, será a semana de 17,5 horas para os 700, o que muito agradará ao Arménio e poderá até ser usado como exemplo para toda a função pública.

Algo me diz que, daqui a um ano, andará o tipo do Porto aos gritos, que ainda não foi cumprida mais esta doce promessa da geringonça.

 

A seguir se transcreve a história falada da histórica decisão.

- Ó Adalberto, esta de os tipos dos remédios da UE irem para Amesterdão é uma chatice para aquele gajo do Porto que deu com os pés ao PS. Bem feita! Nada que não se soubesse à partida, cá no rectângulo só Lisboa tinha hipóteses, e poucas. Porreiro pá. Lisboa fica como estava, o Medina poupou um trabalhão e não se arriscou a ficar de fora. Nada que eu não tivesse em mente quando pus os deputados a votar a mudança. Genial, não achas?

- Com certeza que acho. Mas, ó António, o que é que eu tenho com isso?

- Muito, meu caro, muito. Temos que aproveitar para acalmar a dor de corno do fulano, a ver se o agarramos outra vez. Já que não vai a UE, vais tu.

- Eu?

- Não te assustes, era um refismo.

- Como?

- Pois, parece que nestes casos se diz qualquer coisa acabada em ismo.

- Talvez eufemismo...

- Adiante. Tu não vais. Mandas para lá aquela coisa da aspirina que está em Lisboa, os gajos ficam todos contentes, e marcámos mais um golo. É a descentralização, porra!

- Julgo que te referes ao Infarmed.

- O nome não interessa, desde que acabe em med. Estás perceber?  

- E como é que eu vou mudar 350 mamíferos de Lisboa para o Porto?

- Vamos lá ver se percebes. Não mandas ninguém, é preciso ter cuidado com o PC. Pessoal fora da zona de conforto é que não.

- Então como é que...

- Não sei. Arranja-te. Diz qualquer coisa que agrade a todos. Diz que não é para já. Daqui a um ano ou dois falamos outra vez.

- Se achas...

- Força meu rapaz, coragem! Tens que aprender a dizer coisas, olha que governar é dizer coisas.

 

Se não foi assim, podia ter sido. É o costume.     

 

22.11.17   

GERINGONCIAL COERÊNCIA

Ia eu a passear, eis senão quando vejo uma estação de bicicletas da EMEL, ou seja, da distinta Câmara de Lisboa, brilhantemente dirigida pelo melífluo alter ego do Costa, um tal Medina.

Junto às máquinas, um rapaz de blusão verde explicou-me como funcionava a coisa. Dando de barato os 25 euros que custa a "filiação", o resto é tudo normal, o costume: apps, com a sua interminável complicação, identificação, telefone, email, o raio a quatro.

O que me traz, no entanto (o Jerónimo diria portanto), não é a existência do sistema. É o rapaz do blusão verde, um exemplo acabado da "luta" esquerdista contra a precariedade. O tal rapaz não é funcionário, está ali à tarefa, se não chover. Está muito contente com a seca. É que, explicou, se chover, pára de trabalhar. Parando de trabalhar não ganha um chavo, aquilo é à hora, e acabou-se. Quando o pessoal já estiver a par do sistema, o rapaz vai à vida.

O IRRITADO não é, como já tem dito, contra a precariedade. Pelo contrário, acha que o mal está muito mais no emprego para a vida do que no facto de o tal rapaz trabalhar à tarefa, ainda que a chuva não devesse fazer parte do "contrato".

O que é interessante é que uma câmara de esquerda, fanfarrona como a esquerda em geral, aos gritos por "direitos", aos berros contra a precariedade (precaridade, em linguagem geringonça) os patrões, tudo o que não está com a cartilha mas mexe, "contrate" trabalhadores se precários, à hora, e só paga se não chover.

A coerência desta malta é assombrosa, não acham?

 

21.11.17

 

BELAS NOTÍCIAS DE FIM DE SEMANA

Do estatismo em marcha

Segundo informações oficiais, em Setembro deste ano havia mais 5.259 funcionários públicos que em Setembro do ano passado. O ganho médio mensal dos 661.429 contemplados, até Julho, subiu 1,7%, para 1.686,90. Nada mau.

 

Do Estado pessoa de bem

À frente de toda a Europa, o Portugal socialista é o que paga mais tarde, "em todas as categorias e modalidades". O prazo legal é de trinta dias, mas o nosso chamado governo paga, em média, a 95. Média... porque há casos em que paga a anos de vista e, às vezes, nunca paga, mesmo que condenado a fazê-lo. Em alternativa, o cidadão tem que ter meios para pôr um processo de execução, gastar uma pipa de massa, e esperar mais uns aninhos. Como os felizes cidadãos, as mais das vezes, não têm a tal pipa de massa, acabam por não receber um chavo do que o Estado lhes deve.

 

Regime sagrado

Muito se fala em meritocracia. Quer isto dizer que os melhores devem ser promovidos em função do seu mérito. É o que se passa na economia privada, onde as excepções confirmam a regra. O contrário do que se passa no Estado socialista. As promoções "normais" são "automáticas". Faças o que fizeres, de tanto em tanto tempo és promovido, ganhas mais, sobes de "escalão", progrides na vida sem fazer nada por isso. Os que fizerem alguma coisa por isso são iguais a ti, pelo que não vale a pena fazer alguma coisa por isso. É um direito!!! E assim vão 661.429 portugueses, ora a braços com a tesura do Estado. Descansem, a geringonça há-de acabar por corresponder às vossas justas e legais reivindicações. Alguém há-de pagar, não é?

 

À espera dos que hão de vir

Passados não sei quantos meses de Pedrógão e de Tancos, apesar de toneladas de relatórios e de investigações, não há um único indiciado, nem arguido, nem acusado pela monumental incompetência, ou negligência pública tão evidentemente demonstrada. A "técnica" é a do costume: deixa passar o tempo, que o tempo é amigo do poder, isto incha, desincha e passa.

 

20.11.17

 

 

 

O autor

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2012
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2011
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2010
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2009
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2008
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2007
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2006
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D