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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

INIMIGOS, PRECISA-SE!

 

Como é próprio de ditadores, o governo da geringonça, a braços com os buracos que vai abrindo (só não dão por ele os néscios, os distraídos e os clientes), dá-se agora ao trabalho de criar inimigos, como fazia o Estaline com os culaques, o Hitler com os judeus, o Fidel com os americanos, o Maduro com a oposição...

Éclaro que, dado o ambiente europeu dos nossos dias, não há hipótese de tratar os “inimigos” como o faziam os citados camaradas. Mas o espírito, a moral, a capacidade de engromilar o povo, é mais ou menos a mesma. O primeiro inimigo a criar foi o PSD e Passos Coelho. Costa, à falta de melhor e à boa maneira do Maduro, em vez de argumentos sérios e políticas não demagógicas nem ruinosas, dedicou-se a fazer oposição à oposição, valendo tudo e mais alguma coisa. Mas o tempo foi correndo e continuar a bater só nessa tecla começou a cansar. Daí, Costa, com o entusiástico aplauso dos repetidores do PC e do BE, resolveu, primeiro, utilizar os que estavam mais à mão: a “Europa”, o Schäubel, o BCE e quejandos, que têm em comum não ir na conversa da geringonça e continuar a “avisar”. Quando estes começaram a ficar gastos, havia que excitar as massas com mais inimigos internos. Daí, o Conselho de Finanças Públicas e o banco de Portugal, devidamente personalizados nos seus mais conhecidos representantes, dona Teodora e Carlos Costa, vítimas da mais desbragada e caluniosa campanha.

Agora, como sopa no mel, mesmo a calhar, vem o camarada Jeroen com a história dos copos e das gajas. Uma jogada de mestre. Primeiro, vira-se-lhe as declarações de pernas para o ar. A imprensa, a televisão, etc., agradecem e, servilmente, ecoam. Daí, desencadeia-se mais uma identificação de um poderoso inimigo. O camarada Santos Silva, de há anos encarregado da trauliteirice lá no partido, tece declarações absolutamente impróprias de um ministro (mais impróprias que as do Jeroen), dando gás à coisa. Vale tudo para distrair o pagode. Tudo!

Uma das muitas cerejas em cima deste bolo é o ascoroso tipo do lacinho, sito no "Expresso", alta figura da “informação”. Nas suas primárias palavras, o Jeroen passou a “moço de recados do Schäubel” e seu “cão de guarda”, “hominídio” e “primata”. Repete as palavras do homem de forma martelada e, portanto, falsa. Depois, vitupera a “histérica parvoíce da personagem”.  Diz que, qual Sócrates (esta é minha) aldrabou num curso qualquer. Que é uma figura “patética”. Acusa-o de não gostar da “solução governativa portuguesa” (alguém gosta, além dos seus actores?). O homem representa a “ala dura neoliberal” (esta tem barbas). Depois, mete-se com o BCE, que parece hesitar na aplicação de multas à geringonça.

O que são as metáforas, ordinárias mas certeiras, do Jeroen, se comparadas com a diatribe rasca do tipo do lacinho, servil, ultrapartidário, propagandista da tese dos “inimigos”, contribuinte de peso nas mistificações do governo? Não serão elogios, mas não há ninguém por essa Europa fora que não perceba as razões que lhe assistem. A geringonaça também percebe, mas prefere aldrabar.

 

27.3.17     

PLURALISMO DEMOCRÁTICO E VERDADES MEDIÁTICAS

Sexta Feira, 24 de Março de 2017, depois do jantar:

- SIC Notícias - Louçã, o grande, arcebispa trotzquices;

- TVI24 - Mariza (Le Pen) Matias, o pente penteado, larga uns clichés;

- RTP3 - O não sei quantos do BE larila doces lérias, em frente de concordante paspalho;

- SIC Notícias, Expresso da meia noite - Rangel (PSD) devidamente contrabalançado pela Marina (outra vez!), e por mais dois geringonços, do PC e do PS (3 a 1).

 

Em todos, e muitos outros, a máxima leninista a imperar: "2,1, o défice mais baixo em 48 anos". Uma mentira repetida acaba em verdade. Em 1989, o défice foi igual.

Por toda a parte, a mesma técnica. Por exemplo: o camarada Jeroen disse que andávamos a gastar em gajas e copos. Mentira. Mais uma virada verdade. O que o homem disse foi que, se ele próprio andasse a gastar dessa maneira, dificilmente podia pedir ajuda. E que o "sistema" de despesas malucas, se aplicado, mutatis mutandis, a empresas e Estados, teria o mesmo resultado.

E ainda dizem que é só o Trump que anda a fabricar aldrabices, pós-verdades e narrativas! Por cá, como se vê, está bem acompanhado.

 

25.3.17

 

 

 

QUALIDADE DE VIDA

 

Aqui há dias, estava um belo solinho, comprei o jornal e sentei-me numa esplanada da Avenida da República a beber uma bica. Por lá fiquei hora e meia, li os títulos, fiz as palavras cruzadas, e olhei à volta, ou melhor, à frente. A paisagem é dominada por duas formidáveis realizações da CM do senhor Me.dina, a via única para carros e a tão celebrada ciclovia, a tal que nos vai pôr à frente das “cidades sustentáveis” e dar “vida sã” aos lisboetas.

A via única (nos dois sentidos) é uma maravilha. Ali ao pé de mim, parou um táxi. Lá dentro, um senhor de idade, que deve ter tido um AVC ou coisa que o valha, abriu a porta, mas não foi capaz de a utilizar, isto é, não conseguiu sair. Solícito, saiu o motorista, deu a volta, veio ajudar o passageiro. Tirou a bengala cá para fora, puxou uma das pernas do senhor com todo o cuidado, depois a outra, pôs-lhe os pés no chão, puxou-o pelos braços e, uma vez cá fora devolveu-lhe a bengala e mandou-o em paz. Entretanto, lembrou-se que o velhinho ainda não tinha pago a corrida. Foi atrás dele. O senhor pediu desculpa e pagou com uma nota da cinquenta. Não tendo troco, o motorista foi ao café da minha esplanada com a nota. Após algumas reticências do patrão, lá lha trocaram. Deu o troco ao cliente, meteu-se no carro e... o problema é que, entretanto, havia mais uns trinta carros entupidos atrás dele, soavam buzinas, o cruzamento anterior estava engarrafado, os semáforos eram já inúteis, etc. O motorista do táxi resolveu responder a um tipo que o insultava, foi uma fita para os separar, obra de vários passantes. Tinha passado um quarto de hora, ou mais. Diverti-me imenso com a cena. Uma vez serenadas as coisas, o trânsito voltou a relativa normalidade. Até que... há um tipo que resolve estacionar. Não teria muito jeito para aquilo, nem a manobra é fácil, já a faixa parece ter sido concebida para a dificultar. Trânsito outra vez entupido, mais buzinas, mais nervos, seu azelha, vai tirar a carta, etc., isto em versão delicada. Passada mais esta cena, voltei a olhar pacificamente a avenida. Resolvi ocupar-me com a observação da ciclovia. Assim fiquei mais uma boa hora, desta vez a beber uma imperial para que os funcionários da esplanada não me chateassem. Contei então o número de ciclistas que passaram: um. Para não ficar à espera de outro mais uma hora, fui à minha vida.

No jornal que lia, tive a dita de me debruçar sobre o segundo deslizamento de terras dos últimos dias. Não sei quantos desalojados, casas em perigo, uma chatice, promessas da câmara, etc.

Dias depois, a ponte de Alcântara dava de si. Por acaso não caiu nenhum carro em cima do comboio, o que deve encher de orgulho o peito ilustre do senhor Me.dina. O mesmo no que respeita à cratera Avenida de Ceuta onde, também para dita do mesmo, ninguém se enfiou.

E pus-me a pensar. Quanto custou à CML estreitar a avenida de forma a dar cabo da vida às pessoas, e construir uma ciclovia do lá vai um, quem sabe se à imagem das auto-estradas do Sócrates e do Costa? Não sei quanto, mas foram uns milhões, ai foram foram. Se calhar, com umas centenas de milhar tinha-se fiscalizado e roforçado a ponte, tinha-se consolidado os taludes, tinha-se evitado a cratera, e ainda sobrava muito dinheiro para alguma coisa útil.

Se imaginarmos que, como apregoa a “informação”, o senhor Me.dina e seus rapazes poderão ficar no poleiro mais uns anos, bem podemos lamentar a nossa condição de alfacinhas.

 

24.3.17         

TAMBÉM QUERO!

Os bancos, como é sabido, pagam à malta juros de 1% brutos, ou menos. Se se quiser mais um bocadinho, dá cá a massa durante cinco anos, e porreiro pá, damos-te1,5% no primeiro ano e 4% no quinto! Brutos. Com "risco moderado". Fantástico. Se não é assim, é mais ou menos assim, ou pior.

Mas a CGD é muito mais generosa. Vai pagar mais de 10% aos obrigacionistas! Também quero, gaita! Mas não posso. Sou um privado, individual e, pior ainda, português!

Aqui temos a solidariedade socialista. Não a de que falava o holandês, mas uma mais fina, mais elaborada, mais sofisticada, a taxa do Centeno, desde ontem celebrada com foguetes pelo Costa & Cª, as esquerdoidas caladinhas, o PC a assobiar para o ar. Gloriosamente, dizem que até houve muita procura. Pudera!

Tudo bem, desde que a CGD continue pública, custando ao contribuinte 2.500.000.000, mais 50.000.000 por ano, mais o que está para vir. É a Caixa, coisa de todos nós, como eles tentam meter na cabeça do indígena.

Tudo bem, dizem eles, desde que não haja "privados", sobretudo portugueses, a ganhar algum com o assunto.

Querias!, dirá o Centeno.

Viva a esquerda!

 

24.3.17

RETRATAÇÃO

Ontem o IRRITADO atirou-se ao camarada socialista Dijsselbloem e, embora lhe tivesse adequadamente aceitado a metáfora, entrou na alcateia ululante de condenação da mesma, pela forma, que não pelo pela lição.

Hoje, retrata-se e pede desculpa. É que tomou por boas as transcrições por aí aprecidas das palavras do homem. As quais, para variar, eram manipuladas de acordo com os “valores” do politicamente correcto.

O homem disse o que segue:

O pacto na zona euro baseia-se na confiança. Com a crise do euro, os países do norte na zona euro mostraram a sua solidariedade para com os países em crise. Como social-democrata considero a solidariedade extremamente importante. Mas quem a exige, também tem obrigações. Não posso gastar todo o meu dinheiro em álcool e mulheres1 e continuar a pedir ajuda. Este princípio aplica-se a nível pessoal, local, nacional e, inclusivamente, europeu.”

Ora aí têm a verdade. Jeroen, quando fala de mulheres e vinho, refere-se a si mesmo, não aos outros. A estes ( países, estados, UE, etc.), aplica, com carradas de razão, o mesmo princípio. Mutatis mutandis, como é evidente. Quem somos nós, como Estado, para poder contrariar? Gastamos como gastámos (v. meu post anterior) e achamos que toda a gente deve estar, de bolsos abertos, à espera de prestar novas ajudas! A solidariedade é boa mas tem limites, diz homem. Deus queira que, quanto aos limites, não tenha razão. Já estivemos mais longe de precisar dela outra vez.

 

23.3.17

 

1 Com o correr da carruagem, não sei se o rapaz, se tivesse dito “álcool e homens”, teria tido tantas críticas. O politicamente tem razões que a razão desconhece...

VERDADES E BOCAS

 

Pois é. O rapaz Dijsselqualquercoisa resolveu desbroncar-se. Chateado com a tunda que levou, meteu a pata na poça, partiu a loiça e mandou bugiar a malta do Sul.

Se pensarmos bem, no que nos diz respeito o que ele quis dizer com a bojarda dos copos e das gajas foi: andaram a fazer auto-estradas do lá vai um, andaram a gastar milhões com aeroportos impossíveis e TGV’s malucos, andaram numa boa vai ela a dar milhões e milhões de créditos marados, andaram a sustentar carradas de pintosdesousa, andaram nas mais ruinosas negociatas, deram cabo dos tipos que quiseram endireitar o barco e, agora, sem mais reformas estruturais nem nada que se veja, com demagogia, números duvidosos e o buraco na calha, continuam a pensar que, quando lá caírem outra vez, cá estará a malta da massa para lhes acudir: não queriam mais nada?

Chamou-lhe copos e gajas, uma metáfora malcriada, safada, ordinária. Pois, é verdade sim senhor. Perdido por cem, perdido por mil: não se retratou nem pediu desculpa. Não tem nada a perder, vai à vidinha e boas festas.

Por cá, ficamos entretidos a dizer, com razão, mal das bocas do homem. Até achamos que, por trás delas, lá no fundo, ele não tem razão. Bonito.

 

22.3.17        

O QUE É LÓGICO

 

Pessoalmente, estou-me nas tintas para que a CGD feche balcões, abra balcões, junte balcões, ou faça o que lhe der na gana com os balcões. Há mais de vinte anos que nada tenho a ver com tal instituição. Quando as tive (não pessoalmente!), só me deram chatices. Relações com bancos públicos só como consequência da desgraça das nacionalizações e, mesmo assim, assaltado por patriótica tendência, passei a recorrer aos bancos estrangeiros que a ditadura comunista não tinha tocado.

Posto isto, é evidente que o fecho de balcões não tem influência prática na vida da generalidade dos indígenas. O dia a dia da vida bancária de cada um processa-se nas ATM’s ou na Net. Só é preciso ir ao balcão em ocasiões que nada têm a ver com o tal dia a dia, ou por causa de algum atrazado mental que ainda paga por cheque.

Contra o fecho de balcões ergueu-se um clamor dos diabos. Os partidos comunistas, que sabem muito bem o que fazem, desataram em tiradas demagógicas destinadas aos seus habituais alvos: os “trabalhadores”, as “pessoas”, o “interior”, a “proximidade”, etc., costumeiros chavões, tão inúteis como dirigidos à gente mais ignorante ou menos avisada. Passos Coelho atacou pelo lado certo: a incoerência, a incongruência da “gestão” Costa, da geringonça e dos seus compinchas: então tantas parangonas com a tal proximidade, e agora afastam os balcões das pessoas? O que é isto?

Lembremo-nos do fecho dos tribunais locais decretado pela ministra do PSD, da barulheira, das acusações, do esgrimir de hediondos crimes assacados à senhora e ao governo. Afinal, vem a chamada ministra da geringonça, reabre uns tribunais. Para além de dar umas prebendas aos empreiteiros, ainda ninguém viu a utilidade de tais reaberturas. Tribunais sem juízes, sem processos, sem funcionários, etc. Asneira!

Agora, é ao contrário. Como o governo legítimo não tinha mandado fechar balcões, reverter é fechá-los. No caso dos tribunais, era abri-los. Uma lógica irrefutável: nas reversões é que está o ganho!

Já agora, voltemos ao cerne da questão política. A geringonça não se tem cansado de proclamar que o governo legítimo - depois de ter injectado mil e não sei quantos milhões no capital da CGD para colmatar necessidades provenientes dos dourados tempos do Pinto de Sousa (PS!) - andou a “empurrar o problema com a barriga”. E, no entanto, passado, com este chamado governo, muito mais tempo do que o PSD levou a acorrer aos problemas da CGD quando eles vieram à tona, ainda não entrou um cêntimo na Caixa, só entraram trapalhices, aldrabices, soncices, trambiqueirices e outras ices que toda a gente conhece. Dinheiro do Estado, nem pinga.

O que se sabe é que, primeiro, a organização anda de mão estendida à caridade internacional, e que, segundo, o dinheiro que, eventualmente, o Estado lá meter será devidamente desorçamentado, vindo a ser pago, segundo o chamado governo, por ninguém! Por outras palavras, será pago por quem vier fechar a porta, leia-se, pelo indigenato. Como é lógico e inevitável.

Pior não é possível.  

 

21.3.17

FORA COM OS MAUZÕES

 

- Juros da dívida a dez anos:

No fim do Governo Passos Coelho: 2.305%

Diferença para a Alemanha: 1.845%

Hoje, com Costa: 4.295%

Diferença para a Alemanha: 3.849%

- Crescimento do PIB:

Em 2015, com Passos Coelho: 1.6%

Em 2016, com Costa: 1.4%

- Crescimento do consumo interno:

Em 2015, com Passos Coelho: 2.6%

Em 2016, com Costa: 2.3%

- Consumo público:

Em 2015, com Passos Coelho: + 0.8%

Em 2016, com Costa: +0.8%

- Investimento público:

Em 2015, com Passos Coelho: +4.5

Em 2016, com Costa: -0.3%

- Procura interna:

Em 2015, com Passos Coelho: +2.5%

Em 2016, com Costa: +1.5%

- Exportações:

Em 2015, com Passos Coelho: +6.1%

Em 2016, com Costa: +4.4%

- Dívida pública em 2016: +7.000.000.000

- Défice orçamental: 4.200.000.000

- Desorçamentação em 2016: cerca de 2.800.000.000*

 

Conclusão: Centeno, conhecido como ministro das finanças, tem toda a razão quando diz que os mercados são uns mauzões, as agências de rating também, o Jeroen nem se fala, o Schäuble é um Belzebu, a dona Teodora é uma traidora, os tipos do BdP umas bestas, todos se enganam, só dizem disparates e deviam ir todos para casa em vez de andar a largar postas de pescada sobre os extraordinários feitos da geringonça.

 

20.3.17

 

*Dados INE, citados por João Duque

MORALIDADES

 

Há, na Madeira, uma organização a que se dá o nome de “zona franca”. Tal zona não tem funções financeiras, só administrativas: não aceita depósitos, não tem, nem é, um banco. Chamem-lhe offshore, se quiserem, mas não se enquadra no tão odiado conceito de tais estruturas.

Dá emprego a umas centenas de madeirenses e representa nada menos que 20% das receitas fiscais da Região que, como é sabido se debate com as dificuldades do costume.

Patrioticamente, anda para aí a Bloca - falocraticamente conhecida por Bloco - aos gritos, que é preciso acabar com a Zona, que é tudo banditagem, fraude fiscal, etc. e tal.

É evidente que as esquerdoidas não têm qualquer solução, nem para dar emprego aos que vivem daquilo, nem para arranjar os milhões que integram os 20% da receita.

Não importa. Que se lixem os empregos e os 20%. Esta “justa luta” excita a inveja, alimenta o ódio, põe as pessoas umas contra as outras, faz um frisson dos diabos. Vale a pena!

 

19.3.17

POPULISMO

 

Muito se fala por aí de populismo. Tece-se, sobre o assunto, as mais rebuscadas teorias, opiniões e patacoadas.

Vou entrar nisso. O que é o populismo? Fácil: é identificar ou inventar problemas, arranjar uns culpados, e dizer que se tem ideias e soluções miraculosas para resolver uns e acabar com os outros, soluções simples que entrem na cabeça dos menos avisados de forma imediata e convincente.

A generalidade dos teóricos identifica o populismo com certas correntes políticas de direita radical. Nesta ordem de ideias, não há populismo em Portugal. Nada mais errado. Há por cá populismo com fartura. Só que, ao contrário do que se passa em França ou na Holanda, por exemplo, o nosso não é de direita, ainda menos radical, coisa que por cá não existe. No entanto, clama-se contra qualquer meia dúzia de tipos que representam coisa nenhuma, como se de horrendo e perigosíssimo populismo se tratasse. O “raciocínio” é simples: atirando o exclusivo do populismo para as costas de ínfimas franjas de direita, disfarça-se o verdadeiro populismo que por aí viçosamente campeia, e é de esquerda. O “Podemos” espanhol, por exemplo, não é populista, nem pensar!

 

- O populismo do PC, com base em ódios, frustrações e teorias, consiste em convencer “os trabalhadores e o povo” de que se tem soluções capazes de pôr a maralha a viver maravilhosamente. São conhecidos os resultados da aplicação de tais ideias, na Rússia, em Cuba, na Venezuela, etc.: miséria generalizada, ausência de liberdades públicas, direitos humanos no caixote do lixo, etc..

- O BE é mais ou menos a mesma coisa, com ingredientes afins: nacionalismo feroz, soberanismo, luta contra a democracia liberal, soluções ruinosas, demagogia a rodos. O mesmo caminho para a miséria, ora mascarado de “direitos”, sobretudo da cintura para baixo.

- Em matéria de populismo, o PS é mais eficaz que os outros. A propaganda infrene, o uso trafulha de tudo quanto é número, a perseguição e o insulto dedicados a quem não concorda, a manipulação desenfreada da informação, os saneamentos, as reversões, tudo serve para mascarar, ou aprofundar, o “caminho”.

- A cereja em cima do bolo do nacional-populismo reside em Belém. Uma cereja popular, popularucha, a proteger com mais populismo o populismo dos outros. É a função primeira do chefe da III República.

 

Populismo em Portugal? Que ideia!

 

19.3.17      

TÚLIPA NEGRA

 

Os barões da tribo do poder estão felicíssimos com o resultado das eleições holandesas. Não, não é o que estão para aí a pensar, não se trata da relativa derrota do Wilders. Foi bom, mas houve melhor: a derrocada eleitoral do camarada socialista dos caracolinhos, o odiado Jeroen Disselbloem (não sei se é assim que se escreve). Sim, dizem eles, o chefe holandês dos camaradas da Internacional Socialista levou uma tunda. Bem feita, bem feita, bem feita, nhá nhá nhá nhá nhá.

O que fez com que se apagasse a indefectível camaradagem da mãozinha marota, da rosa, da “aliança progressista”, substituindo-a por tão súbito ódio? O PS explica: nada menos que a austeridade que o homem, lado a lado com o tenebroso Schäuble, aplicou a Portugal, a política do TINA. O desviado camarada não percebeu que a poderosíssima influência da geringonça havia de pôr os holandeses contra ele. Não pecebeu, lixou-se. Eis a importância europeia, para não dizer universal, da nossa tão bela “solução” de governo! O homem "estava feito com a direita”, o PS puxou os cordelinhos, e pronto.

Além disso, o homem é um nabo. Não percebeu que, para ser governo, não é preciso ganhar eleições nenhumas, o que é preciso é ser um Jeroen da Costa, um tipo inteligente, honesto, íntegro, como demonstra a tradição, tão exemplarmente representada no PS português por homens da craveira de um Pinto de Sousa. Se Costa fosse holandês outro galo cantaria. Além de mau, o Jeroen é parvo. Tem o que merece.    

Ainda bem que ainda temos por cá pensadores desta qualidade.

 

18.3.17

AI BALDAIA BALDAIA...

 

Alguns tipos como eu ficaram todos contentes quando o Baldaia foi entronizado como director do jornal, dito "de referência”, chamado Diário de Notícias. A impressão que dava era de que se tratava de um tipo de bom senso e sem fidelidades outras que não as de uma certa independência.

Baldada impressão causada pelo Baldaia. Pouco tempo depois, era baldado, ou baldeado, o mais inteligente comentador com assento no jornal, Alberto Gonçalves de seu nome, cujo crime mais grava era o de não ser de esquerda. Uma perda para quem gosta de escritos com pés e cabeça, humor e acutilância crítica, concordando ou não com as opiniões do senhor.

Meus caros, consolem-se com o presente com que o Baldaia ora nos brinda. Em substituição do Gonçalves tivemos hoje a honra de receber um novo comentador, um tipo de de estalo, de confiança, o obscuro Jorge Cordeiro, cuja independência crítica está acima de qualquer suspeita: o homem é membro das mais antigas cavernas do comité central do PC.

Os ventos mudam, as páginas viram. Com eles e elas, viram-se dignidades, competências, imagens, criam-se novas submissões, novos interesses, novas influências. É a vida, dir-se-á. A vida, às vezes, é uma porcaria.

 

17.3.17

CONCERTO

 

O IRRITADO vai falar de altas questões, próprias de um sociólogo. Como declaração de interesses, diga-se que o dito, a falar de tais assuntos, é como um escaravelho a cantar o fado. Nesta ordem de ideias, o que segue vale o que vale, eventualmente nada.

Deve-se esta introdução a um “concerto” proporcinado à malta na arena do Campo Pequeno por uma organização “musical” que se chama Korn.

Camiões alemães rodeavam a praça, inúmeros “técnicos” de ruído enxameavam as redondezas com um ar de desprezo pelos passantes. Compreende-se, eram especialistas muito acima dos mortais que por ali andavam, ou levavam criancinhas ao parque infantil.

Parece que o tal concerto estava marcado para as oito. A partir das cinco, começou a juntar-se uma multidão de adeptos, pelos vistos ansiosos por aplaudir os “artistas”. É aqui que começa a história. Quem era tal gente? Não sei. Pareceu-me que, de alguma ignota toca, tinha saído uma humanidade desconhecida, quiçá marcianos ou modernos cavernícolas. Gente nova, digamos entre os dezasseis e os quarenta anos. Todos de preto. Eles exibiam rabos da cavalo, brincos, correntes á cinta, tichartes com caveiras ou frases ininteligíveis, cabelos rasos à esquerda e compridos à direita ou vice-versa, ar aluado, calcinha justa, estranhas barbas e bigodes. Elas andavam de colants aos quadradinhos, de preferência com buracos, calções curtíssimos, cabelos amarelos ou roxos às riscas, botifarras militares, batons pretos, olhos enegrecidos por estranhas pinturas, argolinhas no nariz, nas orelhas, nas beiças, anéis de lata pelos dedos acima. Uma ou outra talvez tivesse sido bonita, mas em geral eram gordas, baixas, e olhavam de esguelha.

A comunidade estava organizada em pequenos grupos, muita gente em pé - interminável bicha -, outros em grupinhos sentados no chão, rodeando garrafas de tinto e de cerveja, erva por todos os lados, trocas de passas, os mais modestos, julgo, fumavam tabaco em cigarros artesanais, as tascas da praça espirravam imperiais em larga quantidade. Estavam relativamante serenos, julgo que na ansiosa antecipação da barulheira “artística” que estava programada.

Dei várias voltas por ali, a apreciar a tribo. Ninguém me chateou, diga-se, por observar as criaturas como se fossem bichos no jardim zoológico. Perguntei-me quem seriam, de onde viriam, onde andavam escondidos nos dias normais. Perguntei-me se alguém nesta cidade daria emprego a gente com tal aspecto. Perguntei-me do que viveriam, se havia desgraçadas famílias lá em casa a vê-los tão degradados e a sustentar a sua mais que evidente inutilidade pessoal e social. Perguntei-me o que se passará naquelas cabeças, e que miserável futuro lhes está reservado. Seria só uma fase das suas tristes vidas, coisa que a realidade se encarregaria de ultrapassar, ou seriam para sempre um virtualmente insuportável peso pessoal e social, numa degradação insuperável?

Não sei. O que sei é que, até depois da meia noite, o bairro tremeu com o soturno ribombar dos Korn, certamente uma chusma de drogados cabeludos a regar a multidão com perdigotos “musicais”, à espera da overdose final.

A coisa já passou. Pergunto agora onde se acoitaram os adeptos, onde se esconderam, onde estarão, o que fazem para comprar mais erva, o que será deles nos intervalos dos concertos.

Como se vê, nada sei de sociologia, “ciência” que, diga-se, não faz parte das minhas simpatias, nem creio que sirva de muito para melhorar a sociedade. Mas quem sou eu nestas matérias, senão um escaravelho a cantar o fado?

 

17.3.17       

QUANTO MAIS FALAS MAIS TE ENTERRAS

Um tal Caramelo, ao que consta big chief de uma faculdade da Nova, não contente por ter censurado uma conferência de um intelectual de renome e escritor de valia (coisa rara cá no sítio), em vez de se retratar, veio ontem à liça decretar que tinha feito muito bem, e que até repetiria o feito se circunstâncias semelhantes se apresentassem.

Duas dúzias de díscolos ao serviço do Bloco de Esquerda resolveram ameaçar com distúrbios se a conferência fosse avante. O Caramelo borrou-se de medo e, em vez de mandar passear os idiotas, mostrou a sua censória personalidade, certamente por achar que vale mais a censura que a liberdade de pensamento e de expressão.

Acresce que, a mando das esquerdoidas do BE, os rapazolas decretaram que a conferência ia ser uma sessão de propaganda do fascismo e do colonialismo, e outras patacoadas do estilo. E se fosse? O que tinham tais imbecis a ver com isso?

Mas não era. O texto da conferência já foi publicado no jornal, sendo evidente que se trata de uma cristalina análise académica, cuja diferença em relação a muitas outras é mais a da inteligência e da profundidade com que é formulada do que da sua substância.

O Caramelo, pelos vistos, é mais adepto da estupidez das teses totalitárias do BE que da liberdade. E, quando devia, ou pedir desculpa ou estar calado, veio insistir nas suas “razões” e ameaçar repetir o acto.

Talvez ainda mais grave seja a reacção de certos figurões, como a do Tavares Mau (aquele do Livre), pelos vistos muito aflito com o assunto, bem como a omissão de outros, a saber os mencheviques do BE, os bolcheviques do PC e as mais mediáticas “figuras públicas” com que o PS vai brindado o indígena. Para tal gente, é perfeitamente legítmo ser radical se se for radical de esquerda. Se de direita, nem pensar – o que nem sequer era o caso da sobredita conferência. É a “democracia selectiva”, quer dizer, a infrene pulsão totalitária.

A “grande marcha” está em curso acelerado, sob a alta direcção do chamado primeiro-ministro e do seu colega de Belém.

 

14.3.17

DO POPULISMO SELECTIVO

 

A lata do nosso chamado primeiro-ministro deixou-me, hoje, mais uma vez, de boca aberta.

Saído de uma reunião qualquer, apareceu na televisão e, com democrática jactância, declarou-se preocupado com o populismo que alastra na Europa, os vilders, as lepenes e companhia, os perigos que representam, etc., blá blá blá. Daí, faz apelo aos “valores europeus que urge defender” e que por tal gente são combatidos. Muito bem.

Só que há uma “pequena” coisa que o orador se esquece de referir: é que é ele um dos mais lídimos adeptos de tal gente, uma vez que aliado, suportado e endeusado outros da mesma laia. Admitamos que não inclui, nos perigos de que fala, agremiações como o “Podemos” espanhol, os amantes do Tsipras e outros anti-europeístas como o PC nacional, o tenebroso BE e outras franjas ideológicas de que é parceiro. Substancialmente, que diferença fazem as tiradas nacionalistas, anti-europeias e protototalitárias da dona Marine das da dona Catarina, das outras esquerdoidas, das paragonas isolacionistas do Jerónimo ou da larga cópia de bestas políticas que o seguem? Nenhuma. Nem sequer são a outra face da mesma moeda. São a mesma moeda. Diferenças, só na terminologia. Ao que uns chamam “peuple”, outros chamam “trabalhadores”, ou “pessoas”. Mas o apelo, o sistema de pensamento, o pendor - ou intenção -  é o mesmo, os alvos sociais são os mesmos, a mentalidade, a demagogia ou, numa palavra, o populismo, é exactamente igual.

Costa, na sua face para inglês ver, é um anti-populista, um pensador “liberal”. Na prática é o protector, pior, o seguidor fiel dos populismos portugueses. Haverá, não sei, mais populismos de direita, ou ditos como tal, do que de esquerda. Diferença essa que, no fundo e à superfície, é zero. Por outras palavras, Costa engana lá fora, mas não pratica cá dentro o que proclama.

Com a vantagem, é certo, de haver, a começar pelo Presidente da República, quem nele acredite.

Uma vantagem que o torna mais perigoso que os vilders e as marines.

 

13.3.17

TERRÍVEL SOFRIMENTO

 

Neste Sábado,  a grande malha jornalística é nada menos que as afirmações relativas ao “enorme sofrimento” sentido pelo Presidente Sampaio ao indigitar Pedro Santanma Lopes como Primeiro-Ministro. O IRRITADO sente nas profundezas da alma tal “sofrimento”. Coitadinho do Presidente! Antes de mais, a sua alma socialista sentiu-se ofendida por “ter que” nomear o líder da maioria parlamentar para o cargo. Depois, viu-se obrigado a ouvir, dos seus amigos do MES, tipo Ferro Rodrigues, e de muitos outros, as mais duras críticas. Que pena! Até no Conselho de Estado o atacaram! Mas ele, firme como uma rocha, e ainda que com o coração partido, foi “institucional”: a maioria funcionava, não havia crise, e propunha-lhe um novo governo dentro da mesma legislatura. Heroicamente, Sampaio decidiu. Pobre senhor!

Punhamos agora as coisas de outra maneira. Sampaio olhou para os seus. A liderança do PS estava de rastos, vítima do processo Casa Pia e de outras desacreditantes cenas. O PC andava às voltas com a “eleição” de um novo chefe. O Presidente não podia arriscar, como é evidente, convocar eleições com as hostes na mó de baixo. Nomeou Santana e, na verrinosa opinião do IRRITADO, deve ter pensado: deixá-los poisar!

Entretanto, a imprensa de esquerda, isto é, praticamente toda a imprensa (na altura como agora), saltou às canetas de Santana com toda a artilharia e mais alguma, a propósito e a despropósito de tudo e mais alguma coisa. Entretanto, o PS estabilizava nas doces mãos do chamado engenheiro Sócrates. Entretanto, o PC estabilizava nos braços quentinhos do camarada Jerónimo. Entretanto, o senhor Cavaco publicava artigos “económicos” em que dava cabo do Santana.      

A situação tinha, finalmente, mudado. Deixei-os poisar. Poisaram todos. Está pronta a subida ao poder da minha gente. Daí, Sampaio meteu a Constituição na gaveta (não havia crise política, não estava em causa o funcionamento das instituiçõs), e zás!, ferrou com a sua constitucional(?) marreta, correu com o Santana, e venha a minha malta, a malta boa, a malta da “moeda boa” do Cavaco!

Acertou. A coisa foi bem montada. Funcionou, como se sabe, gloriosamente, até à bancarrota.

Calcule-se o que o Presidente Sampaio deve ter sofrido!

 

11.3.17

UMA SESSÃO MEMORÁVEL

Numa coisa que se chama “Café Europa”, na FNAC, foi, ou será, já não sei, o respeitável público presenteado com uma sessão democrática onde dois oradores de alta valia se confrontaram, ou confrontarão: um tal Carlos Zorrinho, figura conhecida do socratismo e da sua versão costista, e um tipo em ascensão no PC, qualquer coisa Ferreira. Até aqui tudo bem, ou tudo mal q.b..

Interessante é saber quem promoveu e anunciou nos jornais tão geringoncial manifestação: nada menos que a Comissão Europeia e o Parlamento Europeu, patrocinadores associados. Presume-se que a brilhante iniciativa terá sido agenciada pela representação dessas agremiações em Lisboa, formada, como é de pensar, por nomeados ou subordinados do costo-marcelismo. O que muito nos diz das preocupações democráticas e pluralistas da coisa, ou seja da facilidade que há em organizar manifestações “intelectuais” de apoio ao chamado governo. Só é estranho que o Senhor Presidente da República, certamente por engano, não apareça na lista dos patrocínios, nem tenha aparecido ou apareça, nos media, a dar beijinhos ao parzinho em palco e respectivos espectadores.   

 

11.3.17

O ASSALTO CONTINUA

 

Apesar das insistentes invectivas das esquerdoidas, o camarada Costa António não vai, por não poder fazê-lo, escovar o Costa Carlos, além do mais seguindo a abalizada opinião do seu ministro da propaganda Sousa Marcelo.

Gorada a hipótese de dar o devido tratamento ao bode expiatório da geringôncica agitação, havia que tomar medidas.

É neste quadro que se pode ler as doutas palavras de ontem do chamado ministro das finanças, quando anunciou aos indígenas a ingente necessidade de criar mais uma “entidade” (julga-se que a décima milésima quarta da colecção) destinada a altos voos no que diz respeito ao sistema bancário. Assim, viremos a ter mais umas dezenas de impecáveis inspectores, todos devidamente independentes, insuspeitos, capazes, competentes e, como é evidente e legal, todos escolhidos pelos geringonços - assim ficando garantidas aquelas subidas qualidades, como é evidente.

Costa Carlos não é corrido, não senhor. A compensar, e a fim de dar à canalha a devida consolação, tira-se-lhe umas competências, e está o bode expiatório devidamente tratado. Costa António compensará assim as tremuras das esquerdoidas. Elas não se importam porque já fizeram o seu número, que é o que importa. Equilibradas ficam as coisas, não é?

Restará um segundo acto, ou um segundo número, desta vez por inspiração maior da besta do PC que quer defenestrar a dona Teodora. Talvez mais uma entidadezinha, devidamente composta e, claro, independentissima...

A ver vamos.

 

10.3.17

CAMINHO

 

Sintetizando o ambiente “democrático” em que vegetamos, uma besta do PC declarou que a Senhora Teodora Cardoso devia ir para o desemprego. Fugiu-lhe a boca para a verdade ao mostrar, sem disfarce, a categoria moral, humana, política e educacional da generalidade dos geringonços.

Facto é que são todos iguais, só que uns se mascaram mais que os outros. Que dizer das declarações do ministro da propaganda Rebelo de Sousa acerca do mesmo assunto? Que o cinismo mais desbragado, com invocações religiosas e tudo, sobreleva, ou revela, o que vai na alma e no “pensamento” de quem se acha dono e senhor do País. Que brutal indignidade, que arrastar da República na lama, via seu mais alto representante! E a diatribe do Chamado primeiro-ministro? Terá já adoçado a pastilha, mas o que disse, disse.

Esta gente, mais do que o seu orago Sócrates alguma vez conseguiu, infirma e despreza tudo o que de independente haja que ainda tenha voz: a drª Cardoso, o dr. Costa (Carlos), a UE e mais o que não se prestar a servir de caixa de ressonância à propaganda governamental em vigor. Todos se enganaram, proclamam os geringonços, são incompetentes, só a geringonça tem razão.

Mas enquanto, para estrangeiros, o “engano” chega, cá dentro, onde têm poder, a linguagem é outra: a das perseguições, dos insultos ordinários do Costa, da troça de Belém, das exigências de substituição ou saneamento de tudo o que não for servil e obediente, de todos os que não acreditam nem avalisam a palhacice oficial.

Os media, esses, têm o comportamento habitual quando se sentem apertados. Olhem o Alberto Gonçalves a ser corrido do Diário de Notícias, olhem o Louçã e as suas diárias presenças teletrotskistas, olhem-no no Conselho de Estado e no Banco de Portugal, olhem a Catarina a ser entrevistada todos os dias, olhem a oposição na página 20, olhem a sujeira fabricada por causa das offshores (neste caso, como o IRRITADO, a tempo, disse, a montanha pariu um rato).

A coisa vai fazendo o seu caminho. Por influência do BE, o Doutor Nogueira Pinto é impedido, por díscolos a soldo - com o miserável apoio dos dirigentes universitários - de fazer uma conferência. Houve protestos (até do Vasco Lourenço!) mas, do BE, do PC e dos Galambas cá do sítio, nem uma palavra!  

Aos poucos, o totalitarismo, a propriedade da “razão”, a “superioridade da esquerda”, vão fazendo o seu caminho. Já não é (só) uma questão de políticas, é algo de mais importante, o desprezo pelo regime, pela liberdade, pela informação, a ocupação do Estado, tudo à boa maneira gonçalvista.

O caminho está aberto. Perceba quem quiser, antes que lhe caiam mais em cima.

 

8.3.17   

RTPG

Domingo, 5.3.17.

RTP1 – Horário nobre, oito da noite,Telejornal

Alinhamento:

  1. Medalha dos pulos do Nelson Évora. OK;
  2. Jerónimo tece as suas recomendações às deslumbradas massas;
  3. Catarina discursa perante entusiástica turba;
  4. Louçã diz de sua justiça ao merecedor povo;
  5. Menina desapareceu;
  6. Acidente no Carnaval;
  7. Internacional;
  8. Desporto;
  9. Festival da canção... etc..

Admire-se o fervor geringôncico do “serviço” público: independente, pluralista, incorruptível. Num dia em que não tinham o Costa nem o Professor Sousa (espécie de ministro da propaganda), recorreram aos disponíveis, mas sempre no âmbito da situação. Parecia que tínhamos voltado à II República...

O camarada Sócrates atirava-se quem nem um doido à chamada comunicação social, que queria dominar de qualquer maneira. Estes, hoje, são mais subtis. Mas a receita dá melhores resultados...

Acrescente-se meia primeira página do DN  com a foto da Catarina, e mais umas quatro ou cinco páginas de entrevista, talvez a centésima no currículo da rapariga.

Um Domingo nojento. Pelo menos.

 

 5.3.17

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