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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

INFRINGIMENTOS

O IRRITADO tem dito umas coisas sobre os rapazolas iraquianos envolvidos em gravíssima cena de pancadaria. Umas certas, outras, reconhece, nem por isso. Os tipos continuam por cá e, por alto serviço da SIC, contra-atacaram. Estão no seu direito de o fazer, e a SIC de os proteger.

As coisas não serão tão branco e preto como as notícias inculcavam. No entanto, em substância, fica a clara confissão da extrema violência com que os tipos deram cabo da cabeça do adversário. Será preciso mais para que se tornem arguidos? Parece que sim. O MNE aguarda burocracias várias, a PGR moita carrasco, a diplomacia continua com a tola na areia ao mesmo tempo que se desdobra em desculpas. É isto o mais importante do caso (depois, claro, da luta pela vida que é travada no hospital).

Entretando, o paleio jurídico-diplomático continua. Refiro-me à entrevista hoje dada pelo indispensável embaixador Seixas da Costa. Argumentação informada, com razão ou sem ela. O mais interessante, porém, é a contribuição do ilustre diplomata para o enriquecimento da pátria língua. Fala o senhor dos infringimentos dos rapazes. E repete, afastando enganos.  Faz inveja aos inconseguimentos da dona Assunção.

Consultados vários dicionários, o IRRITADO está em posição de eloguiar o neologismo, e mesmo de propor a Sexa o PR que dê uma condecoração ao nobre e culto senhor embaixador, pela sua alta valia linguística.

 

24.8.16

IMUNIDADES

Intérprete privilegiado e primeiro do nacional patriotismo, o senhor Presidente da República mandou um funcionário (ou funcionária, nada de machismos) telefonar para o hospital para se inteirar do desesperado estado de saúde de um miúdo de 15 anos que foi selvaticamente agredido por dois díscolos filhos de um diplomata de regiões inóspitas e pouco civilizadas. Que se saiba, não fez mais nada.

A chamada imunidade diplomática serve para garantir a segurança dos acreditados, não para proteger criminosos, ainda por cima sem acreditação nenhuma. Serve para proteger os diplomatas, não para lhes dar licença para matar.

E o senhor Presidente não tratou de emitir o seu alto parecer jurídico sobre o assunto, não chamou de urgência o chamado ministro dos negócios estrangeiros, não tratou de falar com a PGR, nada. Mandou telefonar, e pronto. O referido ministro “aguarda ser notificado" por quem de direito (!!!???). Deve estar à espera que os assassinos dêem à sola, o que é capaz de já ter sucedido. Ilustres figuras do socialismo, como o televisivo ex-embaixador Seixas da Costa, acham que “é preciso parar para pensar” (!!!???).

Ainda acabam por pedir desculpa ao tipo do Iraque pelo incómodo causado aos seus nobres rebentos. Já faltou mais.

 

20.8.16

A REPÚBLICA DOS CAGUINCHAS

É conhecida a tendência nacional para o caguinchismo. Foi o árbitro, foi o calor, foi o frio, foram as algas, foi a CE, a UE, foi Bruxelas, foi Angola, foi a Dilma, foi o raio que os parta. Nós é que não fomos. Com o alvorecer da geringonça, o caguinchismo ganhou honras de Estado. Temos inimigos por toda a parte. A culpa é de tudo e mais alguma coisa, não temos quem nos defenda, o mar salgado absorve as nossas lágrimas, ninguém quer saber, os inimigos acastelam-se por toda a parte, sim, a culpa não é dos cálculos do Centeno, não é das reversões, da falta de confiança, não é dos aumentos da função pública e outras maravilhosas benesses, é o dinheirinho que não entra nem à lei da bala, são os ricos que não investem, os pobres que não trabalham, o Verão que castiga.

Bem vistas as coisas, há remédio: cair a quatro patas em cima do contribuinte. Estamo-nos nas tintas para o contribuinte. É malhar nele! O contribuinte é, por definição, um pecador, deve ser perseguido, chateado, chupado, não com os pezinhos de lã do Passos, quem diria?, mas com a serena razão do Costa. Havemos de saber tudo o que tem e não tem: com suspeitas ou sem elas, vamos-lhe às contas do banco, taxamos os confessionários, aumentamos o IMI, criamos a contribuição da protecção civil, municipalizamos as florestas, os ricaços que ganham mais de mil euros por mês vão ver como elas lhes mordem. Os contribuintes são, se bem pensarmos, os maiores culpados. Nós, enquanto guardiões da moral republicana, aplicamo-la passando o caguinchismo para os contribuintes, queixem-se se quiserem, nós, como dizia um dos nossos mais ilustres ideólogos em relação à Alemanha, estamo-nos marimbando para eles. Demos o exemplo da caguinchice, sigam-no que nós ligamos tanto a isso como os inimigos externos nos ligam a nós: pevas, népias, zero.

E assim vai a Pátria.

 

20.8.16

CONTO NEGRO

Em Fortes Macucos de Cima há uma igreja com 500 metros quadrados, uma casa onde vive o padre Felismino, trasmontano de gema, com um anexo para o sacristão. 100 metros ao todo. O resort é complementado por um barracão destinado à sopa do Sidónio, e outro onde impera uma mesa de ping-pong. Ao todo, mais uns 150 metros. Do ponto de vista paisagístico, o complexo é complementado por um logradouro murado com uns 1.000 metros, a que se dá o nome de adro. Nele vicejam alguns pinheiros, três ciprestes e uma horta de nabos. A norte, estende-se a lonjura dos montes limitada pelo céu azul, a lembrar o destino das almas puras. A Sul, o cemitério, pejado de brancas campas. A oeste, uma fábrica de chouriços e uma pocilga mal cheirosa. A Leste, lá onde nasce o Sol, vê-se um bairro de casas abandonadas, vítimas da desertificação, do declínio populacional e das ratazanas.

 

Um dia, um desconhecido bem-posto, jovem licenciado em rendas de bilros, aborda o padre Felismino.

- Bom dia, meu filho. Em que posso ajudar-te?

- Sou inspector tributário - responde o homem, exibindo a identificação da República.

- Sê bem-vindo. Queres confessar-te? Marcar um matrimónio? Pedir a extrema-unção para alguma alma de partida?

- Nada disso. Venho a mando do governo marxisto-jacobino, a fim de pôr as coisas no são.

- ???

- Por ordem superior, o complexo que o senhor gere foi avaliado em três milhões oitocentos e vinte sete mil euros e quarenta e quatro cêntimos, sem contar com a majoração da paisagem, das condições edafo-climáticas da zona, da existência de espécies autóctones e de vários endemismos, assim como, naturalmente, das mais-valias que são características dos empreendimentos de natureza turística ou afins. Foram consideradas algumas menos valias, incluídas pela lei na fórmula de cálculo. Assim, a sua propriedade tem, feitas as contas, um valor fiscal final de quatro milhões trezentos e vinte sete mil euros e dois cêntimos.

- Mas…

- Não há mas nem meio mas. O cidadão responsável, que é vossemecê, uma vez que goza de benefícios camarários aprovados na Assembleia Municipal de 10 de Julho, tem desconto. Ora veja aqui no aipede. Em baixo, a negro: são dezoito mil oitocentos e quarenta e quatro euros por ano, que poderá pagar em três suaves prestações de cerca de seis mil euros…

- Eu não sei nada disso, nem tenho dinheiro para pagar, nem os cento e oitenta a quatro habitantes da paróquia me podem ajudar.

- Isso não interessa. Não paga, nacionaliza-se esta coisa toda, e pronto. Mas tem os seus direitos assegurados. Por exemplo, tem o direito de reclamar, desde que, como é evidente, pague primeiro, como acontece a qualquer cidadão. Dentro de mais ou menos um ano, a sua reclamação será, como é de lei, indeferida. Também pode dar a coisa à penhora, como garantia, o que contribuirá para agravar a despesa. Em alternativa, que não aconselho, poderá impugnar a colecta, o que, com os preços a que estão os advogados, sai caro e pode arrastar-se por vários anos nos tribunais, com variadíssimas despesas acrescidas.

- Mas…

- Já lhe disse. Não há mas nem meio mas. As coisas são como são. É o que manda o Estado de direito, no cumprimento dos mandamentos da moral republicana, socialista, laica e marxisto-jacobina.

- Ouvi dizer que a Igreja tem um acordo com o Estado…

- Tinha, meu caro, tinha. Agora quem manda é a geringonça, que não tem nada a ver com acordos assinados pelo Mário Soares, indivíduo que está completamente patareco e já não manda nada, está a perceber? Agora quem manda é a Catarina e o Jerónimo, sendo executor ao seu serviço um tal Costa, proveniente da ala jacobina, está a perceber?

- Não, mas…

- Mas o que acontece consigo acontece com todos os cidadãos. Julga que é mais que os outros, ou quê? Se todos pagam e não bufam… está a perceber? É a igualdade!

- Bom, vou falar com o Bispo.

- Fale com quem quiser. Desde que pague não há problema nenhum. Boa tarde.

 

20.8.16

OS RADICAIS

Toda a gente sabe que os radicalismos estão na moda: há-os de esquerda, de direita, do desporto, dos deficientes sexuais, das condecorações, comendas e penduricalhos afins, da pancadaria cinematográfica, do patrioteirismo parolo, etc.

Portugal distingue-se dos demais pela ausência de radicalismos de direita e pela abundância dos demais. À esquerda, temos os do PC e os da Bloca, aos quais se acrescenta, venerador, obrigado e radicalíssimo, o antigo partido do “socialismo democrático”, vulgo PS.

Originais como sempre, temos, de há uns tempos para cá, mais um importante radicalismo: o da incompetência. Os primeiros sinais desta corrente política foram dados a tempo e horas, consubstanciados nas teorias do consumo salvador e do mágico fim da “austeridade”. O eleitorado não acreditou na coisa, mas, mercê de inesperadas “interpretações”, ela entrou em vigor, com os resultados que estão à vista – endividamento das famílias, despesas sem receitas, confiança zero, investimento zero, etc.

E a incompetência radical lá foi fazendo o seu caminho, num mar de mentiras, de números de circo, de propaganda, de disse-que-disse-e-não-disse, de “negociações” entre esquerdões, esquerdófilos e esquerdoidos, de apalermadas lutas contra Bruxelas e contra mais uns 25 países da União, de nacionalizações (verificadas e anunciadas), de broncas e mais broncas.

O auge desta nobre tendência é-nos oferecido pela monumental palhaçada da CGD. Uns tipos acabaram o mandato em Dezembro. Estamos quase no fim de Agosto e a confusão aprofunda-se. O sacrossanto banco do Estado, “nosso” – nosso uma ova – está há oito meses sem ter quem mande, sem objectivos, sem decisões, a perder dinheiro todos os dias como é apanágio das empresas públicas e das privadas que se penduram no Estado.

O incompetentismo está esplendoroso, radicalíssimo, a dar lições ao mundo. O BCE descobriu que o chamado governo nem as leis do país conhece. Mandou uma data de novos “administradores” dar uma curva. Aos demais, aplicou um programa de novas oportunidades, educação de adultos ou coisa que o valha. Quase tão incompetente como o Centeno, o BCE acha que há que lá pôr mais três mulheres resolve o problema. Alto critério de competência, aliás em voga.

O Centeno, meio apatetado, desapareceu da liça e mandou um chamado secretário de Estado dizer uma interminável série de disparates a que acrescentou algumas flores de retórica, metendo os pés pelas mãos com a arte e a credibilidade que são próprias do incompetentismo radical.

Note-se que, no meio disto tudo, há um problema socialisticamente menor, como diria o 44: uns míseros cinco mil milhões de euros. Trocos que, por insignificantes, desculpam todas as farsas, não é?

A degradação do cómico é tragédia.

Esta tragédia tem outros capítulos que, por questões de higiene, não descreverei.

  

Haveria algumas perguntas a fazer, se valesse a pena. Por exemplo:

- Onde está o Presidente da República?

- Como é que um gestor, ao que dizem sério e competente, aceita andar metido nesta palhaçada?

- Como é que os outros também se deixam ficar?

- Como é que o chamado ministro das finanças não vai à vida e não leva consigo os seus secretários?

- Quando é que a malta acorda?

 

19.8.16

O PREQUINHO, OU O PRECÃO

O desonesto primitivismo esquerdista do chamado primeiro-ministro, hoje já indistinguível do esquerdoidismo pacóvio das catarinas e dos estertores bolcheviques dos Jerónimos, foi objecto de mais uma tirada a todos os títulos reveladora da lata estanhada que lhe serve para ir enganando os incautos.

Disse a criatura que, há anos, quando era número dois do vândalo político que dava pelo nome de Sócrates, tinha elaborado um superiormente inteligente plano, que salvaria a Nação, para todo o sempre, do flagelo dos incêndios. Como o tal plano nunca chegou a ser aplicado, presume-se que por alguma conspiração da “direita”, os incêndios voltaram com a violência de que só a tal “direita” é capaz.

Os altíssimos remédios inventados pelo Costa não foram aplicados, daí a presente desgraça. Esquece a parte mais interessante do seu extraordinário e competente trabalho. É que o primeiro a não o aplicar foi o seu próprio produtor e o governo canalha de que era número dois. O plano era tão bom, tão competente, tão milagroso, que nem eles o aplicaram.

Ninguém sabe qual terá sido a tão alta produção do seu privilegiado cérebro. O que se sabe é que, no uso da mais desavergonhada demagogia, no auge da inquisitória filosofia geringoncial, Costa, líder da esquerda radical, se serve das parlapatices próprias para acusar terceiros.

Isto, aliado à nova “estrutura da propriedade florestal” (leia-se extorsão, confisco, roubo, expropriação, posse administrtiva, nacionalização,municipalização) só a um néscio ou a um idiota não fará perceber o que se passa: algo que começa a fazer inveja à filosofia do 11 de Março: step by step, a marxização do país prossegue, nas escolas, na tirania fiscal, agora nas florestas.

Não, não é uma consequência da silly season. É o aproveitamento dela para prosseguir no caminho do regresso ao PREC sem que os papalvos dêem por isso.

Mais uma vez, o IRRITADO avisa: ponham-se a pau. Distraiam-se e verão o que lhes vai acontecer.

 

16.8.16

MALEFÍCIOS DO TAVARES BOM

Costumo comprar o jornal privado chamado “Público”, órgão eminentemente socialista que, ironia do destino, vai, todos os dias, perdendo os últimos resquícios de interesse e de qualidade. No entanto, resta um ou outro opinador que, tipo raminho de salsa, costuma fazer xixi fora do comunicatório bacio.

Cá por casa, lemos o Tavares bom e, às vezes, o Tavares mau. Vão-se revezando, no “Público”, dia sim dia não. O mau (aquele careca que pôs os paus ao Louçã) vai despejando as suas teorias esquerdófilas, por vezes de forma inteligente. O bom, esse, vale sempre a pena ler.

A não ser… hoje.

Churchill dizia que um orador que não é capaz de dizer o que tem a dizer de improviso e em tempo curto não é orador nenhum. Estou de acordo. Hoje, porém, o Tavares bom desanca Passos Coelho por ter, no Pontal, falado de improviso e de forma serena. O que seria preciso, na sua expressa opinião, era trazer um discurso escrito, lê-lo num papel ou num ponto invisível, como o Obama ou o Sócrates. Uma oração que pusesse as massas em delírio, com frases ribombantes devidamente estudadas de forma a meter emoções fortes no peito dos assistentes, com o objectivo de pôr a malta em pé, aos pulos, aos gritos, aos vivas.

Passos, como é, felizmente, seu hábito, resolveu debitar uma série de irrefutáveis verdades, com a calma, a serenidade e a decência que lhe são peculiares. A malta não desatou aos gritos nem aos vivas. Ouviu as verdades, interiorizou, e foi para casa com alguma coisa para pensar. O consumo de copos depois da sessão deve ter sido fraquito, mas ficou, mais uma vez, a sensação de se ter aprendido alguma coisa e de se ter alguma coisa para pensar.

O meu “amigo” Tavares bom (nunca o vi), esse, perdeu uma boa oportunidade de dizer qualquer coisa de jeito. Uma pena.

 

16.8.16

ESTATISMO PIROSOTÉCNICO

Para além das múltiplas desgraças que os fogos vêm causando, outras nos assaltam, despercebidas enquanto tal. São elas as centenas de declarações de políticos, técnicos, comentadores abalizados, tipos descobertos à última da hora, todos sem excepção a abarrotar de soluções, as mesmas de sempre, de sugestões obsoletas, de velhíssimas ideias, num nunca acabar de palavreado já mil vezes repetido.

O poder também se manifesta. Desta vez, a dona não sei quê Urbano de Sousa foi encarregada da solução ideológica. Assim: se há terras abandonadas, saquem-se as terras aos proprietários, e pronto. Genial. A cartilha bolchevista tem remédios para tudo. Isso de ordenamento, que se lixe. Obrigar à prevenção, nem pensar. Castigar quem prevarica, quem não cumpre, quem aumenta os riscos por negligência, que disparate. A solução é sacar a propriedade e entregá-la à esfera pública, Estado, municípios, “comunidades”. Por outras palavras, atacar o que é privado, alargar a propriedade pública, usar a cartilha do PC e do BE, ora adoptada pelo PS, como muito bem é hoje sublinhado num artigo de António Barreto.

Talvez alguém pudesse esclarecer a senhora – ou o chamado governo – sobre o facto de as entidades públicas “salvadoras” já terem à sua conta milhares e milhares de hectares, tão maltratados como os dos mais negligentes proprietários. Talvez também pudessem fazer ver à senhora que as florestas menos atacadas pelos fogos são do domínio privado de particulares ou de empresas responsáveis e úteis.

Devo estar enganado. Bem vistas as coisas, a tal senhora, dita ministra, já sabe isto tudo melhor do que eu. A intenção não é a de prevenir fogos, é a de aproveitar a oportunidade para sacar para a esfera pública o que público não é. Todos os pretextos são bons para babar ideologia, não é, dona Constança?

 

E a procissão ainda vai no portão do adro...

 

14.8.16

O IMPÉRIO ORIENTAL

A evolução das coisas na Turquia é, de longe, uma ameaça maior que todos os fundamentalismos juntos. É que, se Mustafá Kemal fez os mais revolucionários esforços para ocidentalizar a Turquia, Erdogan está decidido, custe o que custar e a quem custar, a remuçulmanizá-la, e da pior maneira.

Longe vão os dias em que, na praça Taksim, protestavam os que temiam o iminente caminho para a ditadura teocrática, o poder pessoal, o fim do Direito no Estado e dos direitos dos turcos. Hoje, nem a uma só voz é permitido pôr em dúvida tal caminho. As listas da purga estavam elaboradas, como é evidente, à espera de uma oportunidade. Nenhuma liberdade escapa, nenhuma opinião desalinhada se tolera e – maior perversidade é impossível - em nome de uma democracia, representada por massas ululantes, estabelece-se ou reestabelece-se o poder totalitário, sem peias nem escrúpulos.

O “tampão” turco da Europa e do mundo Ocidental deixará simplesmente de existir, e ninguém sabe como nem quando outra estrutura fiável poderá ser posta em acto.

São já evidentes as intenções do ditador de recriar a “grande Turquia”, com incontidas ambições hegemónicas no médio oriente, no Cáucaso, na Ásia central e, porque não, uma vez tal hegemonia consolidada, o avanço para Ocidente, coisa que jamais deixou de estar no imaginário colectivo dos saudosistas imperiais.

Talvez nada disto venha a acontecer. Resta saber à custa de quê. Desta feita, a ameaça não é a de grupos terroristas mais ou menos organizados, nem a de loucos e camicases, é a de um poder imenso, militar e económico, disposto a tudo em nome de um regime que se diz democrático ao mesmo tempo que mete todos os valores da democracia no caixote do lixo. O poder turco vai deixar de ser alinhado com o Ocidente para ir buscar apoios à Rússia de Putin e a outros dignos de igual “confiança”, na mira de uma nova divisão de influências e de equilíbrios. Mudam os pratos da balança, aumentam os riscos, agora não de fora mas do próprio seio das nossas defesas.

 

13.8.16

OS BENIGNOS

Então, é assim:

- O chamado ministro do ambiente, depois de declarar que este ano havia muito menos fogos que nos anos anteriores, reforçou a patetice afirmando que a época de incêndios era “benigna”. Benignidades destas nem da geringonça se esperaria.

- A chamada ministra das polícias, coitadinha, assustada com os incêndios, fechou-se em copas. Sumiu-se. Fez ela muito bem, porque assim como quem anda à chuva se molha, quem anda ao fogo queima-se.

- O Presidente, mui geringonçamente, disse que “enquanto a situação está quente é que se deve pensar”. Como é fácil de perceber, pôs as coisas de pernas para o ar. Popularidade oblige, nem que seja a dizer asneiras.

- O chamado primeiro-ministro reiterou a sua inabalável confiança nos tipos que foram à bola com o Amorim e que querem taxar o sol e as vistas. Nada mais natural. A geringonça não peca, o fisco passou a divino e o Costa é o que é.

- A filha do tipo da Segurança social, chamada secretária de Estado não sei de quê, informou a plebe de que “sente a falta de pensar”. Ainda bem. Que faria se pensasse com a mesma inteligência de que o papá faz alarde!

- O chamado ministro da Educação (que viajou com os colegas no avião de Paris) e que não chegou a levar a olímpica facada, ao que parece continua muito entretido em Ipanema. Era bom que se deixasse ficar por lá.

- O chamado ministro da defesa, depois do acendrado gayismo que propagandeou, parece ter desaparecido em combate. Boa notícia.

- O chamado ministro da economia, nem com os números esborrachados na “face” dá o braço a torcer. É tão bom ser ministro!

 

Um ex-colonizado dizia, aqui há anos: ei, os colonialismo acabou; quando acaba os independência? Por cá, hoje, diz o Zé: a troica acabou; quando acaba a geringonça?

E assim vamos, entre benignidades, disparates, palhaçadas e esquerdoidismos.

 

13.8.16

REGRESSO

Nove dias sem Wi-Fi, sem computador, sem telemóvel, sim, à antiga, o IRRITADO a dormir, o dono cheio de calor. É bom, é mau, sei lá. Pelo menos foi uma coisa nova, tão velha, e tão nova!

Chego. Que vejo?

- O país a arder por todos os lados e um senhor de barbas, na sua qualidade de chamado ministro do ambiente, a comunicar que – certamente por mais uma milagrosa acção da geringonça - este ano ardem menos hectares que no tempo do anterior e propriamente dito Governo.

- Uns chamados secretários de Estado, pobres rapazes, deslumbrados com as maravilhas do Terreiro do Paço, foram à boleia do camarada Amorim ver a bola em terras gaulesas. Coitaditos, devem ter sido denunciados por algum hiperliberal sem escrúpulos. A oportunidade de uma vida, irrecusável, assim arrastada na lama. Diz-se que, ao correr da farra, até conheceram pessoas que, noutras circunstâncias, não lhes ligariam bóia. Quem poderá condená-los? Aborrecido com o assunto (o da denúncia, não o da boleia), o trauliteiro-mor da geringonça, aquele que substitui o chamado primeiro-ministro em várias chatices, teve um ataque de moral republicana e, dando mostras de superior critério, decretou a elaboração de um “código de conduta”, coisa que já existe mas que os geringôncicos rapazes desconhecem. No parecer da citada criatura, o comum dos mortais, estúpido por natureza, comê-la-hão por boa e… “Assunto encerrado”, vociferou. Pois. Outras boleias virão, rapazes, não se preocupem.

Por falar de boleias, eis que dou com o Senhor Presidente a pavonear a excelência da Nação nas plagas de Cabral. Mais uns desportos, especialidade de eleição da nova III (ou IV?) República, uns pontapés na bola, uns combates, uns triplos saltos, uma corridas, umas pedaladas… O problema é que, depois de meses de acendrada propaganda e certamente por culpa dos árbitros e/ou da organização, parece que as fábricas de medalhas vão ter pouco que fazer. Lá se vão umas comendas para o arquivo morto. Ainda por cima, o chamado ministro da educação e uma sua educanda ou apaniguada ou ajudante (honnî soit…), foram atacados à facada em Ipanema, sabe-se lá se por algum enviado das escolas privadas, do patriarcado, dos bas-fonds da direita, ou por aquele juiz de quem o atacado não gosta e cuja demissão mui democraticamente exige. Tudo isto contribui para o menor brilho do desportivíssimo périplo das autoridades portuguesas por terras de Vera Cruz. Uma pena, não acham?

- Pessoas tidas por sabedoras, mas tão só possuídas de mesquinhos ódios, continuam a dizer que estamos metidos num imbróglio de aldrabices económico-financeiras de tal ordem que nada nos salvará de uma miséria bastante pior que a herdada de seis anos de socretinismo. Onde podem chegar a malquerença, a cegueira ideológica, a partidarite que anima esta gente! Ainda por cima (com os socialistas europeus à frente!), não há um só governo, um só político, uma só instância nacional ou internacional que não diga o mesmo. É demais! Uma conspiração universal só comparável, em desapiedada sanha, com a que movem os poderes judiciais contra esse impoluto e admirável cidadão que dá pelo clássico nome de Sócrates.

 

Enfim, tantos dias longe, e está tudo na mesma. Ou pior, que o calor é muito e a inteligência foi, sine die, de férias.

 

9.8.16

DE VOLTA À TROICA

O acordo com a troica, bem ou mal concebido, foi o que foi. Teve coisas boas, menos boas, e más. Já passou. Agora, uns tipos do FMI resolveram “julgá-lo”, o que se espera possa vir a ser útil quando a geringonça se entregar nos doces braços duma nova troica qualquer, como é hábito do PS.

É claro que as esquerdoidas & Cª vão fazer a barulheira do costume contra os emprestadores. Não colhe. São águas passadas, menos graves que as que aí virão. Vão aproveitar para zurzir mais um bocado o governo da coligação, sua especialidade gourmet. Não colhe. Toda a gente sabe que, se os resultados não foram tão bons quanto desejável, às esquerdoidas e ao Tribunal Constitucional se ficaram a dever.

Diga-se, em abono da verdade, que o governo de então, não concordando, se submeteu às decisões do TC, coisa que o governo da geringonça não faz: o primeiro acórdão do TC que lhe não convinha foi objecto de ordens estritas do chamado ministro das finanças para que não se cumprisse. Quem é que, afinal, está contra a Constituição?

Interessante é verificar que não há um jornal, um comentador, um político que fale nisto. Porquê? Não sei, mas é-me legítimo pensar que a geringonça domina mais a informação do que o camarada Erdogan, ainda que por meios mais subtis.

 

28.7.16

BRILHANTE RELATÓRIO

Talvez para se redimir da sua posição de apoiante do Seguro e da sua reiterada não simpatia pelos partidos comunistas, o camarada Brilhante dedicou os seus dias como presidente da comissão de inquérito ao Banif à nobre tarefa de encontrar um inesgotável número de culpados, políticos, gestores, banqueiros e bancários, a omni-culpada “Europa”, a dona Maria Luís e tantos mais. Com algumas excepções, a saber: o PS, o chamado primeiro-ministro, o inigualável Centeno, os parceiros políticos.

Como diria o ultramontano Santos Silva, se o Brilhante se metesse como PS, levava, e o relatório não passava. Assim, pode dizer-se que, brilhantemente, o Brilhante se safou de chatices e ganhou importante acrescento ao seu geringonço prestígio, assim melhorando os seus dias.

Segundo o brilho do brilhante relatório, tudo estava errado menos os 4 mil milhões que, generosamente, o PS enterrou no Banif. Todas as soluções estavam erradas: a do PS estava certa! Isto, sabendo-se que a CE nunca exigiu tal solução nem impôs o prazo de que a acusam. Que diabo, o que era preciso era que o pontapé dos milhões fosse culpa de 2015, como se tivesse sido o governo anterior quem assim os gastou.

Saude-se o inegável talento manobrista do chamado governo e dos seus parlamentares apoiantes.

Vamos longe.

 

28.7.16

QUE GENTE É ESTA?

 

Consultas entupidas, cirurgias adiadas, confusão nos serviços aos doentes internados, tudo porque há quem queira trabalhar menos 5 horas por semana. Bonito.

Pois. Eu sei que trabalhar faz calos e que os calos são uma coisa desagradável. Mas a pergunta que há a fazer é se o direito à greve se sobrepõe ao direito de quem precisa de uma cirurgia, de uma consulta, de uma urgência, de uma assistência. Ou seja, se os que têm a faca e o queijo na mão tem mais direitos que os que precisam do queijo.

Diz-se que os enfermeiros e quejandos são mal pagos. De acordo. Salvo poucas excepções, haverá alguém bem pago em Portugal? Haverá alguém que, querendo progredir na vida, trabalhe só 35 horas por semana? E que direito há de prejudicar os mais carentes para fazer exigências de privilégios que aos mais não são dados? Pois, eu sei, são funcionários públicos, membros de eleição de uma aristocracia laboral inamovível, indespedível, vitalícia. Também sei que teriam com certeza outros meios de negociar os privilégios.

Parece que um mínimo de moralidade é coisa que deixou de fazer parte do vademecum dos portugueses.

 

28.7.16  

ACABOU A GUERRA? NEM POR ISSO

 

Em tempos, o IRRITADO deu-se ao luxo de prever que não ia haver sanções, nem multas, nem nada que se parecesse. A infrene propaganda política que se seguiu, porém, fê-lo duvidar do seu prognóstico. Afinal, tinha razão.

Enquanto, em Espanha, ninguém, da esquerda ou da direita, se preocupou por aí além com a história, por cá foi o que se viu. O inimigo, acantonado em Bruxelas, preparava-se para atacar a nobre Pátria portuguesa. De todos os lados choveram os protestos, os gritos de alma da soberania ameaçada pelo tenebroso inimigo que, sob as ordens do General Schäuble, se preparava para o ataque. Era o PPE, a direita!, quem manobrava na sombra para pôr em causa a honra lusitana, qual Duque de Alba, ameaçador, na raia da Extremadura.

Saíu tudo ao contrário. O General Schäuble, nosso tenebroso e figadal inimigo, telefonou aos chefes de todos os exércitos, dizendo que não, não atacassem*. E, como não podia deixar de ser, foram as hostes socialistas, às ordens do coronel Olrik, perdão, Disselbloem ou coisa que o valha, quem quis beber o sangue da Nação. O sargento Junker, também ele do bando da tenebrosa direita, alinhou com o general. Um espanto, uma incoerência? Ou a verdade atirada ás fuças da geringonça e do indignado Presidente?

Toda a gente sabe que o castigo, a haver, seria consequência da desconfiança universal, à esquerda e à direita, que a geringonça gerou, e continua a gerar. Por isso, não parecia lógico que fosse o governo anterior quem motivava a punição.

Foi o que aconteceu. O passado deu à República a confiança que o presente não merece. O resto é conversa, ou propaganda barata. E ninguém enfiou o barrete dos 4.000.000.000 milhões do Banif “cientificamente” atirados à pressa para os braços de 2015.

Passos Coelho ganhou este round. Bem o merece.

O que a seguir vier será outra coisa. Ou a gringonça tem algum inusitado ataque de vergonha, ou a marreta cai-nos em cima sem dó nem piedade. Nessa altura, nem o General Schäuble nem o folclore presidencial nos valem.

*

*Atentem na “atenção” que os nossos media deram ao facto: uma pequena local aqui ou ali. E ainda há quem diga que o Pinto de Sousa os queria dominar. Queria, mas não conseguiu a silenciosa cumplicidade que os seu avatares conseguem.

 

28.7.16

VAE VICTIS

A monarquia Constitucional caíu, em boa parte por, a partir do Ultimato, ser considerada incapaz de manter o Império. A I República fez, da defesa do Império, a primeira das suas causas, ao ponto de, por causa dele, nos ter metido noma guerra que, directamente, não nos dizia respeito, e ceifou muitos milhares de vidas. A II República, neste aspecto, mais não fez que seguir a primeira: o Império estava acima de tudo. A III República, empurrada pelos “ventos da história”, negou as outras duas: o Império, mais do que tendo deixado de se justificar em face da nova moral política, era coisa para, simplesmente, abandonar à sua sorte. Para tal, perdeu guerras que estavam ganhas, foi buscar inexistentes líderes africanos (todos sovietizados), sacrificou muitas centenas de milhar de portugueses, deixou que os africanos fiéis a Portugal fossem fuzilados, não se importou de mergulhar os seus ex-territórios em guerras fratricidas de anos e anos, ou de os entregar nas mãos menos aptas a protegê-los.

Tudo isto é passado, dir-se-á. Já não interessa. Poucos terão ainda a noção do que foi provocado. Sendo indiscutível que o Império não tinha uma solução imperial e que a teimosia da II República conduzia a um inevitável desastre, o fenómeno a que hoje asistimos é o da negação de um passado controverso à luz de critérios do presente mas que, queira-se ou não, é o nosso passado colectivo, velho de mais de quinhentos anos. Negá-lo ou condená-lo é auto negar-nos e auto condenar-nos. De descobridores, civilizadores e universalistas, passámos, na mente do politicamente correcto, a esclavagistas, assassinos e canalhas históricos. Qualquer alegado episódio menos nobre das guerras do Ultramar é generalizado, transformando as enormes lições de humanidade que elas representaram num mar de massaces, torturas e bárbara destruição. O que é, simplemente, mentira. Mas é o que “estudiosos”, “estatísticos” e “historiadores” por aí proclamam para quem os ouve. As novas gerações não têm já outras referências que não sejam as da continuada manipulação dos factos.

Não admira que, a partir até da mais alta instância da nossa política, o patriotismo seja reduzido ao futebol e os nobres símbolos do passado condenados à destruição, como aconteceu agora na praça do Império.

*

Como é tradicional, este ano reuni com alguns dos que restam daqueles que comigo andaram 27 meses pelo Norte de Angola (1964/1967). Para além dos copos, dos abraços, da troca de velhas memórias, quantas delas já pasto da imaginação de cada um, uma coisa, como sempre, me impressionou: a mágoa com que os combatentes se vêem troçados, desmerecidos, insultados pelo hodierno “pensamento”. Não merecemos isto, dizem todos, sejam quais forem as preferências políticas que vieram a abraçar durante a III República.

Vae victis, diziam os latinos. Só que nós não fomos victis. Nem no campo de batalha, nem na alma dos alegados vencedores. Somos, sim, todos os dias, vencidos pela “História” que nos é impingida à revelia da verdade e da honra.

 

27.7.16

AMÉRICA, EUROPA, PORTUGAL

Trump e Sanders são os grandes tiunfadores do complIcadíssimo processo eleitoral americano. Trump (ou trampa) fez passar a sua bombástica pessoa via ameaçadoras declarações nacionalistas, isolacionistas, xenófobas, a lembrar as protofascistas Marine Le Pen, francesa, e a nossa (deles) tontíssima Catarina Martins. Sanders, por seu lado, mui socialisticamente confundindo democracia com esquerda radical, levou a melhor contra a sua rival dona Hilária. A troco de envenenado apoio, a candidata introduziu o programa dele no dela, ficando sem margem para tergiversar, isto é, funcionando como a Bloca funcionou e funciona em Portugal ao meter-se na política do PS. Com uma diferença: o PS gosta da intromissão, a dona Hilária parece que não; come-a por ilusão eleitoral.

A crer no que dizem vários jornais, o eleitorado do velho Sanders ficou dividido. Boa parte dele -   os bloquistas lá do sítio - prefere votar Trump e dar com os pés na Hilária. Ela enganou-se ao comprar as boutades do Bernie. Desagradou aos seus, tanto aos mais como aos menos à esquerda. Estes, não vêem com bons olhos a esquerdização da campanha. Aqueles, muitos deles, mal por mal, preferem imolar-se na fogueira trumpista.

Seja qual for o resultado de mais este profundo falhanço da democracia ocidental, o caldo está entornado. Ou teremos um Trump desestabilizador, infiel a qualquer compromisso, populista desbragado, politicamente incapaz, ou uma Hilária prisioneira da demagogia esquerdoide do seu ex-rival.

Se somarmos isto à estagnação política do resto da Europa e, no nosso caso, à iminente desgraça que o chefe Costa, os seus apaniguados e o seu guru de Belém preparam, e de que já não há quem duvide, temos um futuro promissor...

  

27.7.16

NÃO HÁ NENHUM PROBLEMA

Parece que o chamado governo vem afunilando as suas opções, ou por imposição dos partidos comunistas, ou por gritante populismo e propositada incompetência. O défice, em tempos classificado como prioridade secundária pelo social-jacobino Jorge Sampaio, passou a ser a primeira escolha desta gente. Para trás ficou tudo o que interessa, a estabilidade financeira, o progresso económico, a credibilidade externa e interna, a produtividade e outras coisas, ou tidas por de somenos, ou sacrificadas ao que “está a dar”, quer dizer, à criação do inimigo externo (Bruxelas/Berlim), velho e relho argumento de ditadores, demagogos e populistas.

Para justificar a fixação no défice (sem tomar medidas concretas para o aliviar), vale de tudo um pouco, ou um muito.

A ilustrar o facto, a barata tonta a que chamamos primeiro-ministro resolveu dar direiro de agenda às “cativações” e à “almofada”.

Aquelas, são de duas naturezas: por um lado, não pagar o que se deve às pessoas, às instituições, às empresas; por outro impedir a administração pública de fazer despezas devidamente orçamentadas pela geringonça. Isto, ao ponto de não pagar o que o próprio Tribunal Constitucional decretou devia ser pago! Decisões do TC serviram para esgrimir “ataques à Constituição” na anterior legislatura, “ataques” que o governo a seu tempo assumiu, agindo em conformidade com os respectivos acórdãos. Quando o TC decide contra os outros, a geringonça acha muito bem; quando é a geringonça a ter que pagar, então o Tc que se lixe! Tudo em nome do défice e das “cativações”.

Quanto à “almofada”, não se sabe, nem é dito, onde foi buscá-la o chamado governo. Quando a dona Maria Luís declarou a existência de tal coisa, aqui d’el Rei que era mentira e demagogia. Agora, pergunta a ignorância do indígena, onde foi o chamado primeiro-ministro encostar a cabecinha? Evidentemente, à execranda almofada, já muito por ele depredada, da dona Maria Luís!

Que mais nos está para acontecer? Perguntem ao chamado governo. Ele responderá, feliz e contente, que não há nenhum problema.

 

20.7.16

INOVAÇÃO

 

Consta que há várias startups a fazer projectos para a fabricação de medalhas, condecorações e comendas. Está calculado que, durante o consulado marcelista, serão necessárias centenas de milhões dos referidos produtos, competindo às startups adiantar-se à oferta chinesa.

 

 20.7.16

DA SOCIAL-INTELIGÊNCIA

Aqui há tempos, houve um jornal que paragonou uma “boca” sobre o Banif. Dois dias depois, exaurido, o Banif capitulava em definitivo. O que se seguiu foi a habitual forma inteligente como o PS trata este tipo de problemas. Mas isto não vem ao caso.

O que vem ao caso é, mais uma vez, a inteligência brilhante do chamado governo. Desta feita, não é um jornal a produzir a bocas: é o chamado ministro das finanças! O idiota anuncia oficialmente que o governo está a encarar, para o Novo Banco, a solução final: a resolução, isto é, o fecho, a bancarrota, o fim.

Se amanhã, a malta começar a sacar a massa que lá tem, a coisa poderá ser tão rápida como a do Banif.

Se alguém, em Portugal, pensava que a estupidez tinha limites, o melhor é pôr-se a pau, e deixar de pensar.

 

19.7.16

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