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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

ESTRATÉGIA DE COMUNICAÇÃO

Há para aí uma coisa conhecida por PISA, estatística montada com o objectivo de avaliar a qualidade do ensino em cadeiras consideradas fundamentais. Terá a credibilidade da maioria das estatísticas, mas aceite-se enquanto tal.

Desta vez, parece que o tal PISA não nos pisou, isto é, concluiu que, por cá, o ensino melhorou. Muito bem. As bruxas da “informação”, lado a lado com o governo da geringonça, geringonçaram os mais rasgados elogios. O rapazola barbudo tido por ministro da educação embandeirou em arco e veio à televisão fazer uma feIicíssima paródia sobre mais este colossal triunfo do chamado governo.

Vistas as coisas com olhos de ver, o PISA não tinha nada a ver com o que disse a “informação”, ainda menos com o barbudo ou com a sua gente.  Referia-se a 2015! Se louros havia, pertenciam 100% a Nuno Crato e a Passos Coelho. É verdade que o chamado ministro disse que se tratava de uma “evolução” relativa à última década, certamente para apanhar uns restos de louros para oferecer ao Sócrates e aos seus. Só que era mentira. Mas que interessa a mentira à tão louvada “estratégia de comunicação” do PS? Nada. O que interessa é aldrabar, desde que aldrabar dê jeito.

 

 6.12.16

CONVERSA DE CHACHA

 

Todo penteadinho e maquilhado, o nosso (deles) chamado primeiro-ministro veio à televisão do Estado (deles), serviço público (deles), dar largas à sua conversa em família (deles).

59 minutos de beco-beco, sem contar com as bocas no corredor.

Ficámos a saber que os contratos dos transportes, assinados pelo Estado, nunca existiram. Sim, meus senhores o Estado (deles) dá esse valor às assinaturas do Estado. Explicando, o homem opina (sem que os trabalhadores do serviço público - deles - o contradigam): se ainda não tinham o visto do Tribunal de Contas, os contratos não existiam. O IRRITADO tem a honra de esclarecer que os contratos existiam, sim senhor, precisavam era do tal visto para entrar em vigor, o que é “ligeiramente” diferente de não existirem.

Ficámos a saber que a culpa de todos os acontecimentos relativos à CGD são do auditor. Sim, meus amigos, não houve mentiras, não houve palavras desonradas, nem trapalhadas ou trapalhices, não houve decretos ilegais, nada, nadinha, tudo limpinho, claro, transparente, cristalino. Não houve créditos marados, nem favores aos amigos do PS, nada, nadinha. O que houve foi uma besta de um auditor que meteu os pés pelas mãos. Um esclarecimento digno do senhor Costa. Acrescente-se e sublinhe-se que o homem, como é evidente, tem a “consciência” tranquila. Outra coisa não seria de esperar.

Ficámos a saber que, na questão da dívida, quem tem razão é o Bloco de Estrume. Qualquer mal entendido não passa de pormenor de timing. Mais tarde ou mais cedo, não pagamos. O resto é conversa. Consta que as esquerdoidas abriram uma garrafa de vodka.

Ficámos a saber que a anunciada diferença de 480 milhões - a menos - no investimento não passa de manobra de diversão. É que, fiquem a saber, o investimento subiu nada menos que 7%. Não se sabe em relação a quê, sendo de supor que se trata da compra de novos carrinhos de vendedores de castanhas assadas filiados na geringonça.

Ficámos a saber que a dívida (o indicador que mais sobe) afinal está em vias de descer vertiginosamente. Para o ano, é claro. E, acrescentemos, se não descer, a culpa é do auditor ou de outro tipo qualquer.

 

E não vale a pena continuar. Ficámos esclarecidos. Como já estávamos esclarecidos, se vimos a coisa até ao fim mais não fizemos que perder tempo.

 

6.12.16

PROBLEMAS ESTOMACAIS

 

Afinal, Paulo Macedo foi a “primeira escolha” para a CGD. O segundo vinho é melhor que o primeiro, Marcelo dixit. E mais disse, está tudo nos carris, não houve nada de especial, só um tipo que não queria cumprir a lei e se foi, naturalmente, embora.

Quem decretou contra a lei, quem, relapsamente, a ignorou, quem promulgou legislação ilegal, quem garantiu impossíveis compromissos, quem aceitou e prometeu o que não podia aceitar nem prometer, é tudo gente que nunca legislou, nunca promulgou , nunca ignorou, nunca aceitou, nunca prometeu, nunca nada: quer dizer, ou nunca existiu ou tratava-se de meros e ilegítimos alter egos dos que, agora, garantem que tudo estava certo,que tudo está certo, límpido, fantástico, só é pena que haja uns canalhas que andam para aí a dizer o contrário.  

No meio disto tudo, tenho pena do Paulo Macedo, que parece um tipo com espinha. Vai ficar nas mãos desta malta. Não lhe gabo o estômago. O problema não é ele, é o Centeno, o Costa e Sexa MRS.

 

5.12.16

O COMÍCIO

 

Apesar de há dias com o IRRITADO no frigorífico, o autor não quer deixar que os seus leitores o acusem de deixar passar em branco as comemorações do 1º de Dezembro.

Com pompa e circunstância que excedem largamente as da II Republica, as mais gradas figuras cá do sítio fizeram rasgada homenagem aos “valentes guerreiros (que) nos deram livre a Nação”. Não se cantou o hino, nem desfilou a Mocidade Portuguesa, mas a Pátria, ora redimida de desmandos do passado recente, retomou velhas e honrosas tradições. Muito bem, mas é mentira. Terão sido honrosas mas não form honradas. Com feriado ou sem ele, sempre a data foi comemorada. O que se acrescentou foi a política, restaurada com a baixeza que já se tornou habitual.

Explico. Acho muito bem que haja feriado, acho muito bem que se comemore. E até acho muito bem que as tais gradas figuras por lá se apresentem, ao contrário do que mandavam as tradições da III República, consistentes estas em não ligar pevas ao caso, antes o deixando por conta e risco de alguns tradicionalistas cheios de mérito mas olimpicamente ignorados pela moral republicana.   Assim, à primeira vista, tudo nos merecidos conformes.

O problema é que as gradas figuras presentes se estavam republicanamente nas tintas para o assunto. O que lá as levou foi um comício de oposição à oposição. Os afectos, os consensos, os apelos à concórdia a propósito da indiscutível Pátria, foram metidos no caixote. A substância do acto foi o ódio, a crispação, a divisão, bem vincadas por sound bites críticos ao governo PSD/CDS,  e criteriosamente escolhidos para marcar a diferença entre os “patriotas” da esquerda e os malandros da direita que tinham acabado com o feriado e nem a Pátria merecem. Numa palavra, o que houve foi uma sessão dirigida e interpretada pelos actores do costume: o chefe Costa e o chefe do chefe Costa, o inqualificável Marcelo. Aproveitar, sem escrúpulos, o que devia unir para dividir e acicatar, é de estalo, e bem próprio de quem aproveitou.

Nunca fui adepto da abolição do feriado. Não achei bem que o PSD estivesse ausente. Mas, dado o evidente e propositado objectivo da coisa, compreendo, aceito e até sou capaz de elogiar que não tivesse coonestado nem dado o flanco à trafulhice.

 

5.12.16

REACÇÕES

 

Houve ontem várias desgraças a reportar. Mas o que mais interessou aos media foi a descida de 0,1% nos números do desemprego. A coisa, nas palavras que ouvi, assume proporções gigantescas, é uma descida vertiginosa e um triunfo colossal da geringonça.

Não é preciso ter muita memória para lembrar o que aconteceu, em 2015, perante notícias do mesmo teor, algumas com números bem mais expressivos. Aconteceu a indignada reacção da esquerda: havia manipulação, era tudo mentira, o desemprego não tinha baixado, o que havia era menos gente a receber o subsídio, metiam nos números os estagiários, era emprego sazonal, o diabo a quatro.

Não faço ideia se o desemprego, realmente, subiu ou desceu, agora ou no ano passado. Mas registo a forma como, uns e outros, reagiram e reagem o mesmo tipo de notícias.

 

1.12.16  

CARROCEIRADAS

Filipe VI, Chefe do Estado espanhol por investidura parlamentar, e sua mulher, vieram a Portugal em visita de Estado, a convite das autoridades Portuguesas.

Foram recebidos com as honras protocolares aplicáveis, com o carinho da presença de milhares de portugueses e o respeito dos demais.

Nem as autoridades fizeram mais que o seu dever, nem o povo, nas ruas, deixou de estar presente, sem formalidades, protocolos, organizações ou obrigações.

Muito bem.

E muito mal:

- O nosso afectuoso presidente, talvez a pensar que estava na feira dos enchidos da Marmeleira, ferrou duas beijocas na coitada da rainha, que fez os possíveis por não exprimir surpresa, troça, rancor ou nojo.  

- Correspondendo à elegância do Rei, que discursou em português, a SIC (as outras não sei) cometeu a suprema galegada de mostrar o discurso com legendas. Lindo. Como quem diz, ó filho, vai lá falar português para o raio que te parta! Não é possível ser mais ordinário. Se acrescentarmos que o Senhor até falou num português decente, a cavalidade atinge os píncaros.

- A condecorar estas porcarias, nada melhor que a esmerdada educação dos machos e fêmeas do Bloco de Estrume (BE). Não há adjectivos que possam prestar a devida justiça à atitude. Esta gente, por uns segundos de TV, é capaz de tudo. De uma assentada, falta ao respeito adevido ao chefe constitucional de um país democrático, e suja o nosso país ao insultar um seu convidado de honra.

Porquê? Dizem eles: porque Filipe VI não foi eleito. Pois não. O que tem a estrumeira a ver com isso? Nada. Os presidentes da Itália, da Alemanha, da Suiça e de tantos outros países europeus também foram instaurados da mesma forma, ou seja, pelo parlamento. A Estrumeira de Esquerda (BE) é isso mesmo: o ódio da trampa ao que é limpo.

 

30.11.16

TAXARIA NACIONAL

Com grande estardalhaço mediático, os transportes de Lisboa passaram a ser geridos pelo Medina, em vez de pelo chamado ministro da pasta. Fica, pelo menos em parte, explicada a catastrófica situação a que tais transportes têm sido conduzidos pela geringonça. Atira-se agora ao consumo da plebe uma mezinha: a CML, do alto da sua competência, vai tratar do assunto; daí que, como por encanto, passará a haver bilhetes no Metro, os autocarros passarão a não ter avarias, serão mais rápidos, mais frequentes, mais cómodos, etc.

O “contrato” com a CML estipula que os milhões da dívida da Carris e do Metro serão assumidos pelo Estado, sendo entregue à CML, do ponto de vista financeiro, só galinha da perna. Grande malha!

Fácil será ver o que se segue. Sem dívidas, fácil será ao senhor Medina voltar ao doce convívio da banca, e re-endividar-se consoante as necessidades e as conveniências. Isto, se calhar, sem prejuízo das habituais “indemnizações compensatórias”. Se não chegar, há sempre, como no exemplar caso da taxa de “segurança”, mais uma taxa - imposto que não precisa de aval parlamentar mas que, chamem-lhe o que quiseram, irá sempre parar à conta dos mesmos.

Substancialmente, o que se vai passar é que a gestão dos transportes continuará a ser feita pelas mesmíssimas pessoas, só que sob a autoridade de um vereador, ou seja, tudo ficará como está, só que, é de calcular, muito mais caro. Veremos.

 

27.11.16

CARTA ABERTA A ANTÓNIO DOMINGUES

 

Exmo Senhor António Domingues

 

Venho cumprimentá-lo pela coragem que teve ao demitir-se, recusando submeter-se a uma das muitas leis celeradas que o politicamente correcto impõe e que, ainda que generalizadas, invertem valores que são, ou eram, consubstanciais ao Direito e à Moral.

Mais, e mais importante, a sua demissão corresponde à denúncia pública da alcateia de aldrabões que lhe prometeram o que prometeram, que não assumiram a respectiva responsabilidade e que, em vez de se retratar, lhe atiraram à cara com o odioso das suas próprias acções. Não é demais destacar os nomes dos principais culpados: Centeno, Costa e Marcelo.

Não sei se, nalguma democracia estabilizada (e honrada!), gente do calibre desta resistiria à condenação pública e política dos seus actos, bem como às respectivas quão óbvias consequências. Outros há ainda que, infelizmente, cederam à tentação de o condenar, assim contribuindo para isentar quem mais censura merecia. Em melhores panos também caem nódoas.

Não lhe peço mais do que tal denúncia. Mas digo-lhe que, se fosse comigo, não ficava por aqui. Convocava uma conferência de imprensa, punha os pratos sujos em cima da mesa e atirava à cara de toda a gente a sua declaração de rendimentos. Seria a mais merecida e violenta de todas as bofetadas.

 

Saudações irritadas

 

27.11.16

EXÉQUIAS

Há muitos anos, alguém, na Assembleia Municipal de Lisboa, propôs um voto de pesar pela morte de Marcelo Caetano, ocorrida no seu exílio brasileiro. Com inigualável cinismo e alguma piada, depois de votar, um deputado fez a seguinte declaração: “aprovei esta moção porque, como dizia Caracala, aos mortos deve-se sempre a maior das homenagens, desde que tenhamos a certeza de que estão bem mortos”.

Morto o galego das Caraíbas, nem imitando “Caracala”, prestarei tributo ao seu cadáver. Pela mesma razão que não me curvo perante a memória de Hitler, de Estaline, ou de qualquer outro tirano.

Talvez o maior atraso moral, educacional e político da civilização em geral seja o de, perante a morte, esquecer o que os mortos fizeram, quando muito mal fizeram. Entre nós, pior ainda. Já os mais crentes do bolchevismo, por essa Europa fora (Itália, França, Espanha…) “acordavam” perante as evidências, “reciclavam” as suas ideias e reconheciam os seus repugnantes efeitos, e ainda, entre nós, sobrevivia, em toda a sua “pureza”, a fé no estalinismo. Pior ainda: testemunhando o nosso atraso, tal fé ainda existe; os que lutaram pela sua implantação continuam a ser tratados como “combatentes da liberdade”; os seguidores do mais primário sovietismo, mascarados de democratas, nunca abjuraram da sua fé, sequer se propuseram qualquer reciclagem.

Por tudo isto e muito mais, sinto uma imensa vergonha pelas lamentações e homenagens que, segundo me dizem, fazem caminho, hoje, no meu país. Sinto uma imensa vergonha por ter visto o Presidente da minha triste República, há poucos dias, ir prestar, pessoalmente e em meu nome, os seus respeitos ao tirano de Cuba, sem que, ao menos, qualquer alegação de realpolitik o justificasse.

Nem “bem morto”, Fidel merece qualquer estima.

Bem vivo, Marcelo também não.

 

26.11.16    

O VERDADEIRO CHEFE DA VACA VOADORA

Longe da mãe pátria, fora das marés das notícias (ou da espuma dos dias, como se diz agora), alguém me convida e me põe a ver a SIC internacional. Não que eu quisesse, já que tinha prometido fazer uma “limpeza”, isto é, passar duas semanas como se a geringonça não existisse, nem o Trump, nem as doidas da Bloca, nem o Benfica, nem o Ronaldo, nem os doutores da bola, nem outras figuras menores de que o Costa é bom exemplo.

Mas lá cedi. Vi e ouvi o que me deram a ver e a ouvir. Fiquei de rastos. Há coisas que ultrapassam não só a nossa imaginação mas também qualquer raciocínio lógico, ético ou político. Diante dos meus olhos, um senhor que ajudei a eleger Presidente da minha triste República fazia um comício, ele que tinha prometido não fazer comícios e até tinha sido eleito sem eles. Perante distintíssima assistência, não sei onde, Sua Excelência fazia o panegírico da geringonça (ou vaca voadora, no parecer oficial), metia-se a fundo a colaborar com a máquina de propaganda do chamado governo, abandonava qualquer sombra de independência, daquela independência que alguém julgaria ser própria do cargo.

Não é criticável que o Presidente tenha, para com o governo, a tão propalada “cooperação institucional”. Não merece reparos, pelo contrário, que o Presidente, enquanto mais alto representante do Estado, acompanhe o governo em questões internacionais, na chamada diplomacia económica ou em matérias não por demais controversas. Não se espera do Presidente que, por acção ou omissão, se oponha ao governo ou lhe dificulte a acção, pelo menos por sistema.

O que não é politicamente aceitável é que se transforme em arauto da facção no poder, que seja mais geringonço que a geringonça, que ribombe os maravilhosos feitos do chamado governo, que esqueça os juros que sobem mais que os dos outros, a dívida a caminho da estratosfera, as desonestidades evidentes de casos como o da CGD (com as quais colaborou activamente) que contribua para adensar as cortinas de fumo com que somos brindados, que sublinhe com retumbantes encómios as vanglórias governamentais.

Sendo certo que é aceite (embora absurdo) que o PR o é “de todos os portugueses”, não seria demais que Marcelo Rebelo de Sousa se lembrasse de quem o elegeu: sem excepção, gente que abominava os que ora são poder, gente que o preferia por não ser adepto de tal orquestra e gente que nele votou por exclusão de partes, sendo as partes excluídas aquelas que, sem pudor nem vergonha, ele agora serve com fidelidade e propalada admiração.

Não se compreende esta presidencial “filiação”. A não ser… a não ser que se trate do verdadeiro líder de quem diz governar-nos.

Pensem nisto. Por mim, vou fazer os possíveis por, durante uns dias, não ter mais notícias.

 

24.11.16

ALDRABOLOGIA

 

Haverá alguma coisa em que o camarada Centeno não nos tenha enganado? Duvido. Disse que a economia ia arrancar com o aumento do consumo que o dinheiro (emprestado) que ia entregar aos funcionários públicos e outros clientes provocaria, e o consumo não aumentou coisíssima nenhuma. Disse que as exportações não iam subir porque a crise lá de fora o impediria e as exportações subiram (no terceiro trimestre!), via turismo e falta de energia em França. Disse que o défice não era tão importante como se dizia e transformou o défice na sua primeira prioridade. Disse aos tipos da CGD que iam ter estatuto de gestores privados e não vão. Diz que na CGD só entrará dinheiro público, mas que tal dinheiro público não vai parar às contas - por isso não foi orçamentado. Como entra então? Talvez usando a “engenharia” de desorçamentação em que o PS do Pinto de Sousa se notabilizou com os resultados que se conhece. Disse que ia controlar e baixar a dívida e a dívida é a coisa que mais sobe e menos se controla.E por aí fora, cada cavadela cada minhoca, cada afirmação cada aldrabice.

O vício da mentira é acompanhado por outro ainda pior: o da pusilanimidade polítca. Centeno nada confessa, mente aos deputados, mente ao país, mente à UE, mente aos tipos da CGD, mente a quem se lhe puser à frente. Não assume um único erro de previsão nem uma só das trapalhadas em que é perito.

Consegue, não direi ultrapassar, mas ser tão ordinário como o Costa. É obra. Até quando continuará esta gente a tratar da vidinha dela e a cavar o abismo dos demais?

 

18.11.16

REAIS RECORDAÇÕES, REAIS ACTUALIZAÇÕES

 

Há para aí trinta anos, este bloguista (ainda não havia blogues) foi, com mais umas cem pessoas, recebido no Plalácio de Buckingham por S.M. Isabel II.

À porta do salão,um tipo engalanado batia com um pau no chão e anunciava os nomes da malta, escritos nos convites que lhe mostrávamos. Depois, em bicha, lá íamos, respeitosos e emocionados, cumprimentar a Senhora. O protocolo era feroz. Devíamos estender a mão, dizer, Ma...am, e seguir sem mais delongas ou bitates. Jamais beijar a mão de Sua Majestade, jamais lhe tocar, para além do aperto de mão. Compreende-se.

À minha fente ia Jaime Gama e, antes dele, um outro amigo, que já lá vai e cujo nome, por isso, não citarei. Este, curvou-se profundamente, apertou a mão à Senhora e, com um inglês do Bulhão, perguntou-lhe: “Vossa Majestade lembra-se das sardinhas que comeu no Porto em 1954?” S.M. sorriu profissionalmente,sem perceber patavina, julgo eu. Mas o nosso amigo não arrancava. Jaime Gama, discretamente q.b., dava-lhe com a biqueira do sapato nas canelas e sussurrava: anda pá, mexe-te. E foi preciso agarrá-lo pelo cotovelo para o arrancar do estado de encantamento em que estava.

Lembrei-me desta história ao ver o nosso Presidente a) beijar a mão à Rainha e b) desatar a dizer que a tinha visto no Terreiro do Paço quando era pequenino e também, já crescido, no Britania, nos anos 80.

Mutatis mutandis, o ridículo é o mesmo. Uma tristeza. Ainda bem que o resto da conversa não foi filmado, o que nos poupou a mais vergonhas.

 

18.11.16

FUTEBÓIS

 

Não sei se alguma vez fiz observações futebolísticas, a não ser para manifestar o meu ódio primário aos intelectuais, técnicos, palhaços e palhaças de várias ordens e origens que, 26 horas por dia, ocupam o nacional espaço televisório. Estarão no seu direito de assim ganhar a vida, as televisões é que usam e abusam da coisa sem respeito por nada nem ninguém.

Hoje, porém, não resisto a dizer mais umas coisas.

É do conhecimento geral que Confúcio, filósofo chinês muito citado, viveu uns 500 anos antes de Cristo, época em que, como também toda a gente sabe, a fotografia, a rádio e a televisão (para não falar das redes sociais) eram técnicas de uso corrente, a preto e branco e a cores, com e sem photoshop, e em que as selfies se expandiam como cogumelos.

Por isso, é de elogiar a douta o opinião de uma das mais altas figuras do nosso universo futebolístico, académico de indiscutível valia, membro de várias sociedades científicas da especialidade e, last but not least, cultor ilustre da língua de Camões: o senhor Jesus, treinador do SCP (seportem, nas suas palavras). Ao fazer nobres considerações sobre acontecimentos controversos em que preponderou sua excelência o chefe Carvalho (não é meu primo), disse ele que umas gravações televisivas já transmitidas 3829 vezes nos media apropriados demonstravam que, "como dizia Confúcio, uma imagem vale mais que mil palavras", frase que, por certo, terá ouvido na televisão a cores da dinastia Ming.

Feliz Pátria que tem um Jesus como este! Curvemo-nos, com o devido respeito. Afinal, ao contrário do que tenho vindo a pensar, nem tudo é mau no telefutebol. Também lá há cultura, e da boa.

 

18.11.16

BOAS NOTÍCIAS

  1. O chamado primeiro-ministro declarou em Madrid que o sistema financeiro português saiu do impasse em que se encontrava, presume-se que há um ano. “Tenho registado ao longo deste ano que saimos, precisamente, do impasse”, disse ele. Assim, com “precisamente” e tudo. Também acho. Essas coisas do Banif, do BES e, sobretudo, da Caixa, não passam de histórias da carochinha, sem importância nenhuma, empoladas por reaccionários, neoliberais e outros que tais. Pormenores. Quem não se sentirá aliviado depois de ouvir mais esta verdade de tão autorizada bocarra?
  2. O magnífico novo presidente do chamado Conselho Económico e Social, senhor Campos (professor, diz-se, mas não sei de quê), associou-se às doutas diligências do senhor Presidente da III República no que diz respeito aos seus projectos de consensos vários e geniais acordos para o futuro de médio e longo prazo. Muito bem. “Seria um erro muito grave cada um ficar encolhido no seu canto”, disse ele. Quem diria que tão sensatas palavras sairiam da boca dum homem que, durante quatro longos anos, em frequentes investidas televisivas, se dedicou a criticar, anatemizar, condenar, com a virulência dos injustos, toda e qualquer proposta ou iniciativa de consenso? Diz-nos agora que “um acordo... é uma ideia que faz todo o sentido”! O hábito, muitas vezes, faz o monge, como é sabido. Ou foi isso, ou foi a varinha mágica de Belém que lhe endireitou o toutiço. Ou, mais provavelmente, o que ele quer dizer é que consensos e acordos só fazem sentido nos termos e sob as ordens da vaca voadora. Aí sim, camaradas, será lindo!
  3. O camarada Arménio comunicou à Pátria duas fantásticas verdades. A primeira é que o aumento de dez euros em certas pensões é mais uma maravilhosa benesse da vaca voadora. A segunda é que os mesmos dez euros de aumento no salário mínimo são, e cito, “miseráveis”. Saude-se a coerência, o sentido de justiça e a alta inteligência do ilustre bolchevista.

 

15.11.16

VACARRICES

 

Um grupo de figurões resolveu propor à Nação e ao povo que o chamado governo deixasse de se ser conhecido por geringonça, passando à ternurenta designação de vaca voadora. Não estou a brincar, é verdade!  Os figurões em causa justificam a nova designação com pesados argumentos: a geringonça, como anda, não é geringonça nenhuma, é vaca porque voa,e a grande altura.  

Da lista dos rapazes consta o inaturável André Freire, ao que se diz adepto de uma defunta organização chamada Livre – livrámo-nos do Livre mas não do André -, a inenarrável e gasta pespineta Roseta, o Vascocelos, coitado, o da TAP “nossa”, o Nunes da Silva que se zangou com o Medina, e mais uma longa série de gente de utilidade mais ou menos desconhecida, mas unida na propaganda da geringonça, perdão, da vaca – que deve voar a abanar as tetas.

A coisa, como é de calcular, não interessa a ninguém, nem ninguém daria por ela, não fora o jornal “Público” lhe ter dedicado nada menos que duas páginas inteirinhas. Sabem porquê? Porque, como diz o Freire “há um clima adverso na comunicação social porque a Solução política é nova”. Assim. Dado o tal “clima adverso” à vaca (o contrário da verdade, como é próprio de gente desta), decidiu o dito jornal dar-lhe justa publicidade.

Espremido o limão “informativo”, o que a publicação do Engº Belmiro pretendia era comunicar aos indígenas o endereço de um blog dirigido por tais e tão importantes cidadãos, a fim de aumentar as suas influências vacuns.

E o IRRITADO, que julgava que a mudança de direcção daquela coisa ia ter um efeito positivo... Burro!

 

14.11.16

MARCELICES

 

No que a Cohen diz respeito já todos os elogios fúnebres foram feitos, e bem merecidos.

Todos e mais um, o de Sua excelência o Presidente da III República. Cito: “como Presidente da República tenho que admitir que Leonard Cohen foi um nome importante da música a nível mundial”.

Marcelo “tem que admitir”. Não admite, é obrigado a, não deixa de, faz o frete. Não acha, admite. “Foi” um nome importante. Já não é. Bolas.

Homens da importância e do estatuto de Marcelo não deixam créditos por mãos alheias!

 

13.11.16

RIO RIACHO

 

Há para aí duas semanas, um jornal teve a lata de pôr na primeira página que um tal Rui Rio andava a contar espingardas com o nobre objectivo da apear Passos Coelho.

Mentira!, apressou-se o fulano a proclamar, prenhe de indignação.

Quinze dias depois, o mesmíssimo fulano desata a dar entrevistas e a fazer palestras em que declara que é isso mesmo, que quer apanhar o combóio lá do partido e que aspira por uma clara derrota eleitoral nas atárquicas para ter um bom pretexto. Nem mais. Um tipo leal, um tipo fixe! (Conceda-se que mais leal e mais fixe que o Costa, que esperou por duas vitórias do Seguro para o apear e para, perdendo, fazer mão baixa ao poder).

Grande novidade das declarações do Rio é a de que é adepto de políticas “disruptivas”, seja lá isso o que for. Talvez as de calar os jornais, a quem “não permitirá” que “atropelem tudo e todos em nome da liberdade”. Talvez as de que a justiça defendia melhor os direitos do cidadão durante a II República. Como houve quem o classificasse, é uma espécie de Trump à portuguesa, diz o que lhe vier à cabeça desde que ache que o que lhe vem à cabeça pode dar votos. Politicamente falando, Rio é um riacho, daqueles cheios de lixo tóxico.

Mas é perigoso. Não percebe que atingiu os limites do princípio de Peter enquanto autarca. Ao ponto de ter dito que desistia de uma candidatura a Presidente da República porque isso não era dado a um tipo do Porto (se calhar só aos de Boliqueime), assim provando, como noutras oportunidades, que não passa de um bairrista de segunda, pequenote e limitado.

É adepto do estralhaçamento do país em regiões, com a respectiva multiplicação de cargos e carguinhos, taxas e taxinhas, tachos e tachinhos.

Em matéria de populismo, faz inveja às esquerdoidas.

 

13.11.16

5 DE OUTUBRO PROGRESSISTA

 

Uns senhores, talvez julgando ser gente nestes tempos de geringonça, resolveram, que topete!, escrever uma carta ao chamado ministro da educação, conhecido agente da intersindical na avenida 5 de outubro.

São eles os dirigentes de sociedades científicas, designadamente de matemática, de química, de física e de filosofia.

Qual o teor de tal carta? Nada menos que um protesto contra o facto de terem sido excluídos de um processo de revisão curricular em curso no chamado ministério, versando as matérias em que se dizem, ou são mesmo, especialistas. Pediam uma auduência urgente, a fim de expor as suas razões.

Como é óbvio, foram liminarmente deixados à porta. Porquê? O chamado ministro, através de um funcionário, explicou que já ouvia gente que chegasse: as associações profissionais. As científicas, nem vê-las. Dito de outra maneira, a geringonça, tratando-se de currículos escolares, ouve os tipos da CGTP e quejandos, e mais ninguém. E, democraticamente, explica mais: é que “o trabalho em curso é um trabalho (sic) integrado, relacionando todas as disciplinas”.

Estão a ver? Para este trabalho, que interessam os tipos que sabem das matérias a relacionar? Nada, como é evidente.

O Nogueira fica satisfeito, coça a bigodaça e apresenta ao comité central o relatório de mais este triunfo. Não recebe a medalha de honra da união soviética por que já não há união soviética. Mas marca pontos.

 

12.11.16

BURDEN SHARING

Não me tem parecido valer a pena tecer considerações sobre a eleição de Trump. Está tudo dito, redito e glosado em todos os sentidos e sobre todos os temas, por uma multidão de jornalistas, professores, filósofos, astrólogos, politólogos, etc. etc., à esquerda, à direita e ao centro.

(Não faço futurologia, a não ser sobre os caminhos da geringonça e da palavra dada palavra desonrada.)

Apraz-me, no entanto, fazer um comentário sobre uma matéria que é universalmente considerada como novidade: os desfios, ou provocações, de Trump quanto ao papel dos EUA na defesa da Europa. O homem ribomba que a Europa está encostada à América em termos de defesa e segurança, afirma que ela não passa de um pendura que não gasta dinheiro que se veja nem cuida de si em tais matérias, e diz que não está disposto a deixar continuar tal pendurice. Inquietante novidade!

Não, meus senhores, pode ser inquietante, mas não é novidade nenhuma. Há muitas décadas que os EUA dizem o mesmo. Há muitas décadas que a Europa não investe o que devia em defesa e segurança. À excepção do Reino Unido, a Europa é um tigre de papel. Já Kenedy desafiava a Europa a tornar-se no “pilar europeu da NATO”, exprimindo exactamente o mesmo que Trump, ainda que por palavras mais doces. Esta postura continuou sempre a ser tema a nível diplomático e militar, com maior ou menor intensidade. O chamado burden sharing é tema constante da posição americana em todos os fora de defesa. Trump fala do mesmo (deve ter ouvido algum zumzum...), usando a primitiva brutalidade que o caracteriza e deixando-se de rodriguinhos, pelo menos em termos de campanha eleitoral.

Nada de novo. Tem sido interessante ouvir inúmeros inimigos da NATO, ou seus ferozes críticos, normalmente conotados com a esquerda folclórica, mostrar a sua inquietação, tremer como varas verdes, dizer que a Europa tem que tomar uma atitude e aceitar “novas” responsabilidades por causa da ameaça trumpista.  Afinal, é tudo mais do mesmo, do lado americano. Esta malta é que não dá por isso...

 

12.11.16

O IMBRÓGLIO

Sua Excelência o Presidente da III República Portuguesa promulgou o decreto-lei do chamado governo que conferia aos administradores da CGD o estatuto de gestores privados. Não vetou tal diploma, não enviou qualquer mensagem ao governo ou ao  parlamento sobre o assunto, não pediu ao Tribunal Constitucional a apreciação, preventiva ou sucessiva, da constitucionalidade. Nada. Ao contrário do que é seu hábito fazer sobre tudo e mais alguma coisa, sequer teceu qualquer consideração a tal respeito. Numa palavra, concordou com o chamado governo sobre a natureza privada da gestão e dos gestores da CGD.

O chamado primeiro-ministro, bem como o chamado ministro das finanças, reiteraram as disposições do decreto-lei, reafirmando a natureza privada da gestão da CGD.

Uma vez “descoberta” uma lei em vigor desde 1983 que contraria o decreto-lei do chamado governo, todos assobiaram para o ar e, em desespero de causa, chutaram para cima, ou seja, para o Tribunal Constitucional. O próprio PR veio à liça declarar, em substância, que tinha promulgado um decreto ilegal.

O Presidente do TC, interrogado sobre o assunto, disse que o dito só se pronuncia quando excitado (não sei se é esta a expressão, mas é qualquer coisa da equivalente), significando que alguém, para tal competente, terá que lhe pedir que julgue, estando na lei quem o pode fazer e como. É de presumir que o declarante se tenha enganado, uma vez que veio a notificar os “arguidos” por não terem apresentado as suas declarações de rendimento. Implicitamente, o TC considera que os gestores nomeados pelo chamado governo são públicos, o que correponde a uma sentença de inconstitucionalidade do decreto, sentença que nenhum dos órgãos para tal competentes lho pediu.

Os nomeados para a administração da CGD não têm estado pelos ajustes: prometeram-lhes coelho, servem-lhes gato. Foram enganados pelo chamado governo. Agora, o PR, que promulgou o engano, bem como o TC, estão ao lado dos enganadores.

Estando o imbróglio neste belo estado, Sua Excelência o PR, fazendo jus ao seu afecto pela geringonça, veio em socorro da tramóia. Aperta com o maior dos enganados. Do aperto nada foi comunicado aos indígenas, o que faz supor que não resultou.

De tudo isto se conclui que: os ilustres chefes da geringonça e seus satélites não fazem ideia do que sejam as leis em vigor; O PR também não; o TC age, aparentemente, sem mandato; todos, sem excepção, enganaram os que nomearam com laudas e parangonas. Todos, sem excepção, sacodem a água do capote, tiram os cavalos da chuva, não dão explicações, ficam-se em tábuas. A malta que se lixe.

Diga-se que, quanto à matéria substantiva, o IRRITADO não tem opinião. Quanto ao resto, valha-nos Santa Rita pintor.

 

10.11.16

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