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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

FANTÁSTICO!

Ausente das lides durante uns dez dias,

(não digo por onde andei nem porquê nem para quê, a fim de resistir à nova moda de “defender a privacidade” a contrario sensu, isto é, escarrapachando nas redes o que cada um faz ou deixa de fazer – por exemplo, recebi hoje uma mensagem do ilustre Seixas da Costa a dizer que brindou o aeroporto internacional de Biloxi com a sua augusta presença; não abri a coisa, tendo ficado sem saber onde fica Biloxi ou o que lá foi fazer o dito senhor, o que, nas opiniões vigentes, muito contribuirá para o aprofundamento da minha ignorância)

devo ter perdido cenas formidáveis, tais as declarações do chamado ministro da defesa, criatura totalmente irresponsável que já disse tudo e o contrário de tudo acerca do desaparecimento de armas em Tancos, tais a derrota do Benfica (a Nação estremece!) e, é claro, umas declarações do inenarrável Centeno, dito ministro das finanças que, mais uma vez, tratou de confundir o pessoal com a sua forma de se expressar, ou sibilina ou estúpida, em que ninguém fica a saber nada de concreto ou se o que disse tem a ver com “dificuldades de percepção”.

Posta em cima da mesa a propaganda governamental lado a lado com a verdade, eis o que, a título de exemplo, resulta,:

- a tão proclamada saída do lixo foi a sétima numa série de sete. Não há bicho careta a quem não tenha sucedido o mesmo, ainda que não conste que a Islândia, a Roménia ou a Letónia, por exemplo, tenham beneficiado do boom turístico que, apesar do governo, nos bafejou;

- os foguetes governamentais sobre o crescimento da economia referem-se ao crescimento mais miserável entre 17.

- a mais desastrada de todas as políticas económicas da União é a que tem o governo (chamemos governo à geringonça, por uma questão de comodidade discursiva) que mais se gaba dos “seus” “êxitos”.

Entretanto, no intevalo dos foguetes, vemos que estamos só em vigéssimo lugar no que se refere ao PIB per capita. Lindo.

Há quem diga que não vem aí o diabo. Pois não, já cá está.

 

19.9.17     

À ESPERA DOS GAMBOSINOS

 

Segundo o desagradável Coelho (Jorge!), a pessegada dos incêndios, dos mortos, dos prejuízos brutais que o Verão e os incendiários trouxeram, não tem responsáveis. Na suave companhia dos geringonços da “Quadratura do Círculo”, com o acordo entusiástico do Pereira e a vergonhosa chancela do outro, declarou que é preciso esperar pelo relatório da “comissão técnica independente” para ajuizar se há culpas de alguém, e quais. Quer dizer, culpas, responsabilidades, incompetências, pés pelas mãos, só de carácter “técnico”. Tudo, mas tudo o que possa cair na esfera do chamado governo, fica de fora.

É inacreditável, sobretudo vindo de um tipo que se demitiu porque caíu uma ponte, e não se importa que haja quem diga que se foi embora porque tinha um tacho à espera numa firma de empreiteiros.

No caso dos incêndios, diz ele, é preciso esperar pelas conclusões da “comissão técnica” e, é de pensar, nas dos trezentos e quarenta inquéritos que foram lançados pela chamada ministra e outras entidades tidas por responsáveis.

No entanto, uma coisa há indesmentivelmente provada desde a primeira hora: nada, no sistema, funcionou como devia, nem antes, nem durante nem depois da crise. E todas as instâncias que entraram em jogo, e falharam, dependiam do governo em geral e, em particular, da chamada ministra e do chamado primeiro ministro. E não há responsáveis? Há-os, perfeitamente identificados, e são todos do chamado governo. Não é preciso inquérito nenhum. A “comissão independente” poderá encontrar inúmeros falhanços, mas todos “técnicos”, nenhum político, até porque não tem mandato para tal.

Os atiradores vão caçar uma série de gambosinos, mas a caça grossa fica de fora.

Assim se vê o que é a honestidade da geringonça.

 

8.9.17

DA GERINGONCIAL BESTIALIDADE

 

A criatura Cabrita, lado masculino de um geringonço casal e mais-que-tudo político do chamado primeiro-ministro, ao propagandear no estrangeiro as celestiais virtudes da política portuguesa, disse que, por cá, não há discursos racistas. Depois, eventualmente acossado pelo Galamba e pelas esquerdoidas, teve a amabilidade de esclarecer que se referia apenas a discursos parlamentares, não a outras declarações.

Vejamos. O que o indivíduo, expressamente, quis dizer foi que excluía as acusações de racismo veiculadas por diversos geringonciais áulicos acerca da discordância de Passos Coelho em relação à nova e vergonhosa iniciativa da nacional esquerdo-estupidez que visa a acreditação de terroristas, bandidos, inúteis, penduras e outros especialistas que, com todo o direito, demandam o luso território.

A coisa ficou esclarecida: o facto de não haver discursos racistas no parlamento não quer, no cabrital parecer, significar que não há por cá racistas, maxime Passos Coelho, tenebroso xenófobo que, para disfarçar incorrectas convicções e atirar areia aos olhos do povo, se casou com uma senhora de origem africana, e até, calcule-se, tem uma irmã adoptiva de etnia subsaariana.

No que ao IRRITADO diz respeito, na sua qualidade de orgulhoso e impenitente cabritofóbico, galambofóbico e esquerdoidofóbico, a interpretação é um pouco diversa: o “esclarecimento” do Cabrita só prova que o mesmo está perfeitamente integrado na filosofia da geringonça. Isto é, trata-se de uma irrecuperável besta quadrada.

 

8.9.17   

BARRETES ELECTRÓNICOS

 

A mui estimável Via Verde começou agora a presentear-nos como uma extraordinária benesse, a saber: um tipo regista-se numa coisa, põe lá o número do cartão de débito e, se precisar de um carro, clica aqui e ali e é presenteado com um Mini à sua disposição num raio de uns 1000 metros, mais coisa menos coisa. Vai até lá à pata, abre a porta com o telemóvel, e ei-lo instalado na sua nova máquina, a qual deixará onde lhe apetecer, desde que dentro dos limites que a Via Verde soberanamente estabelece. Tudo bem. Quase de borla. Se você for do Saldanha ao Marquês fora da hora de ponta, pode pagar 29 cêntimos, muito mais barato que o Metro ou o  autocarro. Fantástico! E tem sempre carrinhos à disposição. Maravilha!

Faça agora umas continhas. Como os tais 29 cêntimos são por minuto, se você andar uma hora pagará a módica quantia de 17,4 euros. E, se precisar do maravilhoso veículo durante 12 horas, lá se vão 208,8 euros. O dobro – 417,6 euros - se precisar da carripana durante um dia.

Dizem os entendidos que, no futuro, será tudo assim. as pessoas vão deixar de ter carro, de precisar de seguros, desde usem os locais determinados pela app não pagam estacionamento, e mais uma longa série de vantagens que a empresa vendedora dos serviços não deixará de referir e sublinhar. O pior é se se puser a fazer contas, ou a pôr na balança dos custos/benefícios a sua independência ou a sua pachorra para andar pela cidade à procura de Minis.

Não tenho dúvidas sobre o sucesso desta nova e brilhante iniciativa. Tudo mudou e vai continuar a mudar. Quando você tiver no telemóvel um acervo de 189.482 apps será um homem feliz. Mas, se deixar o Mini todo porco, estará feito ao bife. A cobrança é automática.

 

8.9.17

CORAGEM E MANIGÂNCIAS

 

Já é adquirido que, dos challengers que parecem dispôr-se a desafiar Passos Coelho, não há um que valha um caracol. Uns não passam de uns “putos” mais ou menos espernéficos, ansiosos de protagonismo mas sem nada de substantivo a comunicar. Outros, material mais requentado, andam num frenesim, para a frente e para trás, quais enguias no alguidar, sendo o seu mais visível representante o regionalista provinciano que ainda não deu por que o princípio de Peter se lhe aplica na perfeição: chegou ao máximo admissível na Câmara do Porto. Ainda não percebeu.

Só há um challenger de peso, nesta tão desejada (pela esquerda) corrida à chefia do PSD. Chama-se Rebelo de Sousa, vive em Cascais, é ubíquo, palavroso e está na mó de cima dado o seu inegável popularuchismo. Para este, qualquer um serve para dirigir o PSD, desde que lhe dê cavalaria, coisa em que Passos Coelho é parco.

Venha algum que diga duas seguidas, e o IRRITADO far-lhe-á a justiça que merecer. Até lá, meus amigos, não há historieta que sirva. Passos Coelho tem ganho todas. Leva o seu tempo, mas leva-as avante. Até, imagine-se, ganhou umas eleições que não havia quem não jurasse que perderia. Tem uma das coisas que mais falta fazem em Portugal: coragem. Coragem com que mandou às urtigas o senhor Salgado, por convicção e sentido de Estado, sem medo das consequências - mais pendurices não, acabou-se. Coragem com que mandou investigar o seu amigo por causa de um curso que estava em dúvida, sem medo das “reacções” do dito, hoje já bem à vista. Neste caso, como em tantos outros, verifica-se a diferença: o PS andou a patinar quando o chefe foi apanhado em licenciaturas da treta, e o tipo continuou, anos, a dar cabo disto, com foguetes e charamelas. Coragem por ter afrontado os mais reles insultos, coisa que, hoje como dantes, anda por aí em força, à falta de argumentos ou razões. Coragem de ter uma linha, um estilo, uma firmeza, e segui-la, apesar da canzoada.

Pode o challenger-mor continuar à procura. É uma inultrapassável imposição do medo e do intriguismo visceral que, desde sempre, o anima. Pode dizer que não se pronuncia, para se pronunciar a seguir. Pode dizer que, no estrangeiro, não falará de assuntos internos, e depois falar. Pode enganar com beijos e abraços, ir à feiras, às peixeiras, às velhinhas, aos desastres, pode ter outrora inatingíveis ratings, pode tudo menos vergar Passos Coelho.

Ou me engano muito, ou o challenger-mor vai acabar por engolir as suas próprias manigâncias.

 

7.9.17

UMA TRISTEZA

 

Uma tristeza, a cena dos candidatos a Lisboa. Poderei estar errado, porque não vi tudo. Paciência, aqui vai a impressão geral.

5 - candidatos - 5 em presença. Imperial, dona Judite dizia os seus disparates, ao mesmo tempo que se “familiarizava” com os debatentes. Ó Assunção, ó Fernando, ó Teresa, ó este, ó aquele, parece que tinha andado na costura com todos eles. Chá nunca deve ter bebido, nem nunca ninguém lhe deve ter explicado coisa nenhuma, "pcebe"?

Do lado direito, “a” Assunção, que deve ter sido maquilhada por uma tipa do Bloco devidamente instruída para o efeito, lá ia dizendo umas coisas e insistindo no seu plano para o Metro, sem perceber que vivemos ora à bolina ora com vento à popa ou à ré, consoante o imediato, e que qualquer coisa de longo prazo está fora dos cânones da moda. “A” Teresa, coitada, não meteu na cabeça que, por inteligente que seja, não tem estaleca para estas cenas. “O” Fernado, esse, defendia os disparates e atentados que tem perpetrado, bem como mais uma série deles que diz que vai cometer no futuro, pobres de nós, – por exemplo, a linha circular do Metro (deve ter ido a Londres quando era pequenino e achou porreiro). “Os” Nãoseiquantos tinham a lição bem estudada, como é seu hábito, ou seja, estão tão contra o Fernando, tão contra tão contra que se mostram disponíveis para garantir um lugarzinho de vereador na maioria dele. Penduras, mas cheios de “personalidade”.

Interessantíssima a discussão sobre a “taxa” da protecção civil. Os grandes admiradores do Tribunal Constitucional trataram de o ignorar. As outras também. O acórdão que condena a tal “taxa”, proferido a propósito de uma terrinha qualquer, não conta, nem tem valor geral. Nenhum dos artistas em palco se lembrou disso, ainda menos o Fernando, que defendeu o esbulho com unhas e dentes e prometeu esbulhar ainda mais. Os outros estavam contra mas, em vez de considerar o caso arrumado, acharam que o acórdão é coisa de somenos. Não se aplica. A jurisprudência do TC deixou de ser geral e abstracta e passou a particular e concreta por ordem dos candidatos a Lisboa.

E os transportes? Um, quer ressuscitar as calhas dos eléctricos, a fim de aumentar o número de derrapagens e estampanços (esta é minha, mas é evidente). De resto, com um estilo ou outro, a conversa é a mesma: mais autocarros, mais Metro, mais “regionalismo”, mais interfaces. Elas, condenadas à “forca” por ter querido privatizar alguns transportes, calaram-se como umas ratinhas, não defenderam a solução, não souberam denunciar que, com os planos em presença, a falência dos transportes é garantida. Para defensores de tais planos não há buraco que não se tape com taxas e impostos. Fácil, não é?

Uma tristeza. De um lado, a garantia da continuação das asneiras e do saque, do outro a falta de coragem para o denunciar.

 

7.9.17

GREVE 1

 

A Volkswagen, pelo mundo fora e, por maioria de causa, em Portugal, não lida com sindicatos, mas com representantes dos seus empregados.

Carradas de razão, se pensarmos que os sindicatos não representam mais que uma pequena minoria de trabalhadores. Quaisquer continhas, das que por aí andam bem escondidas, farão jus a esta afirmação.

Apesar disso, não deixam os sindicatos de se arrogar o direito de representar universos laborais sem qualquer mandato para tal, onde a circunstância de cada um é subsumida pelo chamado “interesse geral”, por eles (sindicatos) estabelecido.  Em total ilegitimidade democrática, negoceiam e subscrevem contratos em nome de terceiros (pessoas!), mandam fazer ou não fazer greves a seu bel-prazer e escolha, não têm ligação que não seja generalista com a realidade de cada empresa, etc.. Isto com o apoio e a legitimação do poder político. Vá-se lá perceber e aceitar.

A Auto-Europa quebrou esta linda tradição, propondo-se dialogar com representantes propriamente ditos, não com os arménios da nossa praça. Coisa inaceitável para os tais arménios, cheios de raiva por lhes ser negada a oportunidade de desestabilizar, acabar com o diálogo, prejudicar o que for prejudicável - com excepção única dos seus interesses corporativos e políticos.

A realidade, como tem sido largamente divulgado, é a seguinte: o ambiente de razoável cooperação estabelecido desde os anos noventa entre gestores e outros trabalhadores da VW levou a que a empresa progredisse e se tornasse no que é hoje: mais de três mil empregos, posição cimeira no PIB e nas exportações do país. Tudo coisas inaceitáveis para os arménios e para os seu patrões, por fugir à lógica da terra queimada e da “paixão” pelo trabalho que caracterizava o bolchevismo, o nazismo e outras maravilhas do passado, como o hoje caracteriza, por exemplo, o castrismo ou o kimilsumismo.

Os arménios viram, com ódio crescente, a empresa anunciar projectos de expansão a valer muitos milhões e prever mais uns dois mil postos de trabalho a prazo não muito distante. A fúria chegou ao auge.

Até que, num momento de inexplicável descontentamento, e com a liderança da CT a passar à reforma, a oportunidade de ouro surgiu e o Kim Arménio apontou armas. Posta de lado a CT, aí está ele a exigir sentar-se à mesa e a fazer os ensaios de mísseis que não hesitará em disparar. Enquanto os trabalhadores checos e de outras parte abrem garrafas de champanhe, a malta, por cá, vê posta em causa uma das mais importantes joias da economia do país.

É pouco provável que a Auto Europa feche. Mas, projectos de futuro, viste-los. Os calculados dois mil novos empregos são já letra morta. É assim que os arménios e os seus chefes protegem os trabalhadores, actuais e futuros.

Quando os “pais” dos arménios estavam no poder, inventaram uma coisa a que deram o nome de “sabotagem aconómica”, que levou muita gente à prisão e estancou o progresso industrial do país, ao qual se supunha vir a democracia a dar maior alento.

Agora, que a democracia já não é a que eles queriam - mas ainda sofre por causa deles - que dizer do que se passa, senão que se trata de sabotagem económica, desta vez sem aspas?

 

5.9.17

GREVE 2

 

“A greve será o último recurso”, declararam os procuradores do Ministério Público. Olha a  novidade! Pelo menos teoricamente, sempre foi assim, sejam quais forem as razões subjacentes.

Adiante. Os juízes, com mimosas expressões tais que “a ministra não é séria”, estão mais ou menos na mesma douta disposição. Deixaram-se de modas. O caso, embora mais barato que a greve da Auto Europa, é mais grave e mais ofensivo da cidadania.

As mesmas gentes que (com alguma razão) apregoam que não são funcionários públicos mas órgãos de soberania, são iguaizinhos a qualquer apertador de parafusos. Quando se lhes toca nos interesses, nos carcanhóis, na estabilidadezinha, passam a iguais, cidadãos como os outros.

Não são. Se o quiseram ser vão arranjar outro emprego. Segundo o chamdo governo, há para aí empregos com fartura. Também podem ir para advogados, notários, consultores, o que lhes apetecer. Órgãos de soberania com sindicatos e greves é que não.

Um pouco de dignidade não lhes fazia mal nenhum. E dava-lhes algum prestígio público, coisa que anda pelas ruas da amargura.

 

5.9.17

“DEBATE” AUTÁRQUICO

 

Não sei se isto dos sexos, ou dos géneros, ainda existe, ou se não passa de reaccionária e incorrecta velharia daqueles que insistem nessa incorrecta coisa de haver mulheres e homens.

Como faço parte dos adeptos da velharia, vi ontem um debate sobre as autárquicas de Cascais como um combate entre homens e mulheres, duas, elas - as triunfantes - do lado uma da outra, dois - os vencidos, um contra o outro e contra elas - uns desgraçados.

Eram as ditas a espantosa Canavilhas, candidata do PS, e a intolerável Judite, dita jornalista. A primeira, palavrosa e demagoga, bolsava insultos disfarçados de “dados”, todos eles ou forçados ou geringoncialmente manipulados. A outra encarregava-se de a deixar falar, interromper os demais, dar lições de moral, espirrar insultos soezes, deixar bocas no ar, e impedir que os tipos (o PSD Carreiras e um PC qualquer, candidatos) respondessem fosse a que aldrabice fosse.

E assim se passou o chamado debate. Um confronto entre duas mulheres e dois homens, o Carreiras calado à força, o outro a ser autorizado a dizer um ou outro disparate.

Que diabo, eu acho muito bem a história da igualdade dos sexos, salvaguardadas as respectivas e visíveis diferenças. Mas, a cavalgar assim, deixa de haver igualdade, há é a velha desigualdade, só que de pernas para o ar.

Já agora, uma sugestão: se um dos candidatos machos ganhar as eleições, poderá reservar um lugar na praça do peixe para a dona Canavilhas, a fim de que a senhora se possa confrontar com outras que não lhe ficam atrás. Quanto à dona Judite, recomenda-se que se lhe arranje uma reforma antecipada.

 

5.9.17

INFORMAÇÃO INDEPENDENTE

 

Há por aí uma coisa a que é dado o nome Conselho Geral Independe, agremiação que, para além de para nada, ninguém sabe ao certo para que serve, mas que é suposto zelar pela independência da RTP.

Parece que havia uma vaga no tal conselho. Daí que o chamado governo tenha encetado inúmeras diligências, a fim de encontrar alguém que pudesse garantir a independência de tão prestigiado e indispensável órgão. Qual Diógenes em busca do melhor, diligenciou, diligenciou,  e, a certa altura, descobriu o independente ideal: o senhor Seixas da Costa, reformado que anda por aí a evidenciar-se, possivelmente para angariar visibilidade e não só.

Vamos ter um indefectível adepto do PS e da geringonça a ocupar a vaga, garantindo a todos nós uma independência acima de qualquer comentário. Parabéns.

 

5.9.17

BALDADO BALDAIA

 

De memória, aqui vai a arrancada informativa do DN nos últimos dias:

Dia 1 – Quatro páginas dedicadas a uma senhora do chamado governo que não tinha nada para dizer a não ser que é membro da fufocomunidade. Coisa interessantíssima, a merecer grande e exemplar alegria do naciolnal-geringocismo e, certamente, comemorada em várias sedes do BE e do PS, maugrado alguma desconfiança do PC.

Dia 2 – Mais uma data de páginas dedicadas a uma alta representante da nossa comunidade académica, a qual, tendo vivido (para efeito de estudos sociais, é claro) em meios de prostituição, concluiu, sem margem para dúvidas, que tal profissão é de uma dignidade a toda a prova. Para o demonstrar, disse que já tinha praticado todas as actividades do meio, excepto receber dinheiro. A participação de senhora em tais actividades (para informação científica, é de ver) sem receber um tostão, provocou que, de rompante, almas menos caridosas chegassem à conclusão de que dava umas borlas, o que, evidentemente, não corresponde à opinião do IRRITADO. Foi tudo com a maior das dignidades. No BE, sem confirmação oficial, diz-se que houve champanhe.

Dia 3 – Dona Mariana, mais umas páginas inteiras, com vasta fotografia de primeira página. Ficámos a saber que a dita senhora, para além de rigorosa adepta do politicamente correcto, é, não só Mortágua mas tabém motard, via exibição de uma poderosa e cara Honda 850 que lhe fica bem com os tenis. Coisa burguesa e muito macha. De estranhar. O IRRITADO não deseja que se espete (que horror!), o mesmo não dizendo em relação às suas ideias.

Dia 4 – Mais umas largas páginas dedicadas a um senhor com aspecto espectral, sinistro, Jorge qualquer-coisa, ilustre representante do BE. E uma só, imagine-se, dedicada ao camarada Jerónimo, julga-se que compensada pelos artigos semanais do Comité Central.

 

Aqui temos um jornal “de referência”.

 

2.9.17

VENHA A ELES!

 

Parece que há um perigoso buraco no Mouchão da Póvoa, nascido (o buraco) em 2016 e, até à data, vítima da incúria da geringonça. Diz o ministro da pasta dos mouchões que vai mandar fazer uns estudos, elaborar umas propostas, fazer uns projectos, lançar uns concursos, etc., de forma a que, presume-se, daqui a dez anos o buraco esteja tapado. Diz-se que custará um milhão, ou quinhentos mil (isto de números é coisa especiosa), presumindo-se também que, quando as obras estiverem prontas já não haverá mouchão, tendo sido, entretanto, gasto um número indeterminado de milhões.

E vai mais longe, o imparável ministro. Não havendo registo de propriedade da ilhota (diz ele),  a terra é, como na Idade Média, propriedade do Estado. Não importa que por lá tenha havido exploração agrícola privada, a pagar impostos, durante pelo menos um século.

O chamado ministro deve desconhecer um instituto a que se dá o nome de usucapião. Convenhamos, trata-se de matéria demasiado difícil para um geringonço.

De salientar é o destemor, a indómita coragem, a capacidade de decisão do chamado governo que, à boa maneira socialista, se declara proprietário sem mais aquelas.

 

2.9.17

OLÁ TONI

 

Achei piada à tua súbita aparição no jornal e, sobretudo, à coerência com que continuas a afirmar a posição que tomaste quando impediste que o livro do Saramago fosse candidato do país a um prémio qualquer.

Não concordo com os argumentos que, à altura e agora, usaste e usas para te justificar, mas estou-te grato por teres impedido que, à nossa custa, uma data de gente lesse viesse a morrer de literário tédio.

 

2.9.17

DECLARAÇÕES PRESIDENCIAIS

 

Facto 1 - O espantoso chairman da geringonça, perguntado acerca do discurso de Cavaco, declarou que não tinha nada a declarar.

Facto 2 - Depois, disse que “os Presidentes que não têm respeito naquilo que dizem dos outros em termos de forma e de conteúdo, acabam por não se fazerem (ai, português, português, como, tão alto, andas tão de rastos!) respeitar pelo povo”.

Facto 3 - Como tinha dito que não comentava o que Cavaco tinha dito, das duas três: ou opinou em abstracto, dizendo inanidades sem sentido, ou é mentiroso por natureza, ou ainda cabou por, contradizendo-se, dar à casca, sendo assim, impróprio e desastrado.

Facto 5 - O Presidente Cavaco tinha elogiado o Presidente Macron, por ser parco de palavras, como Júpiter no Olimpo. Na sua opinião, a palavra presidencial deve ser escassa, não alinhando na “verborreia” de muitos políticos europeus.

Dixit. Julgue você como quiser.

 

1.9.17   

OBSERVADOR

 

Julgo que já referi algures o aviso de um amigo que me disse que “eles” já estavam a penetrar no “Observador”, último reduto de algum bom senso no panorama noticioso/informativo desta triste terra. Apesar da presença neste jornal de geringonços do calibre do senhor Trigo Pereira, não acreditei, ou procurei não acreditar na invasão da vigente coligação por terras alheias.

Sou adepto dos media com “cara”, coisa que, entre nós, mercê de espúrio entendimento do pluralismo democrático, há décadas faz escola. Por isso que ache, ou achasse, que o “Observador” era uma “ilha” de opinião, alheia ao ambiente totalitário em que vivemos, quase cem por cento dominado pela esquerda socialista, comunista e folclórica.

Hoje porém, fiquei com medos acrescidos. O discurso de ontem do Prof. Cavaco foi a intervenção pública mais importante de um político português de topo, mas não temeroso da geringonça nem aliado com ela.

O “Observador”, logo de manhã, dava ao dito discurso “honras” de vigéssima sexta página, depois de coisas e pessoas tão “importantes” como o Medina, a praia de Carcavelos, as corridas do Red Bull, a Diana, e dezenas de outros títulos. Mais ainda, foi preciso recorrer a um artigo “trabalhado” por uma agência para falar do assunto!

À tarde, o jornal trazia o assunto para a página três, já não por ele, mas pelo que dele tinha dito o ubíquo senhor de Belém, chairman e propagandista-mór da geringonça.

Espera-se que quem ainda acredita na democracia liberal, tal como a sonhámos e não como a que está em acelerada deturpação, tenha mão na coisa não deixe escorregar mais o “Observador”.

 

31.8.17

EM CIMA DA HORA

 

Isto da verdade é uma chatice. Veja-se as reacções histérico-estúpidas ao discurso do Prof. Cavaco. O homem disse uma série de verdades, duras como punhos. Veja-se o que disse uma tal Mariana, sem outro argumento que não seja o do ódio visceral que a caracteriza e aos seus adeptos. Veja-se a tremebunda, estúpida e vazia reacção dos representantes do PS.

Esta procissão ainda vai no adro. Aguardemos mais um pouco para falar sobre o assunto com mais detalhe.

 

31.8.17  

ONDE ESTÁ O ARMÉNIO?

 

Anda para aí um sururu dos diabos por causa de colocação de professores, dos alunos sem escola a duas semanas do começo das aulas e de outras notéveis performances do ministro da educação. As pessoas não entendem nada, mas percebem, se não quiserem ser cegas, que a ditadura de esquerda tem ínvias formas de se estabelecer sem que lhe chamem os adequados nomes.

Imagine-se o que seria um caso destes 2 anos atrás. Havia bandeiras da CGTP por todos os cantos, o Arménio já tinha feito 432 intervenções na servil TV e nos servis jornais, já tinha aparecido em 32 cidades, já tinha condenado as “políticas de direita”, que não têm consideração pelas pessoas, que põem em causa os direitos humanos, os direitos sociais, os direitos adquiridos, os direitos de cu para cima e de cu para baixo, já tinha encabeçado 124 manifestações de repúdio. Não era?

Imagine-se, outrossim, o que seria se a bagunça e a desgraça financeira do SNS fosse há dois anos. Era o fim do Estado social, a braços com os ataques do neoliberalismo, a Avenida da Liberdade regurgitava de tipos com a tromba do Ché na camisola e estrelas vermelhas na boina, tudo minha gente atrás do Arménio e demais geringonços.

Onde está ele agora? Fugido? Morto? Doente? Não meus amigos. Agora, as manifestações são organizadas por uma senhora cujo discurso nada tem a ver com a CGTP, o PC, o Arménio ou o xarroco dos bigodes. Não há multidões, nem bandeiras, nem grândolas. Nicles.

Mas o Arménio não anda fugido, nem está morto, nem doente. O Arménio comanda a mais estúpida e mais grave greve dos nossos dias: a da Auto Europa. Essa sim, vale a pena, prejudica a sério. É de sua iniciativa, tem o seu aval, foi feita sob as suas ordens, as ordens do Comité Central, as ordens dos amigos da geringonça. O BE não faz parte da iniciativa, mas está sossegadíssimo. O PS, atento venerador e obrigado, cala-se como um rato, não vá isso, em termos de orçamento, prejudicar o aumento de impostos em curso de discussão.

No fundo, isto pode ter um lado bom: pode ser que faça alguém pensar a sério sobre aqueles a quem está entregue.

 

31.8.17

MODERNAS IGUALDADES

 

Toda a gente notou já que o hediondo Cabrita não teve a dignidade de pedir desculpa aos portugueses pela monumemtal e policiesca aldrabice, digna do Komeini, que bolsou acerca da peregrina história dos livros para meninas e para meninos. Mesmo desmascarada em vários jornais e TV’s, a criatura prefere continuar indigna ou, geringoncialmente falando, manter  a coerência com as normas da casa, as quais se opõem a qualquer aceitação de responsabilidade, culpa ou coisa que valha. A regra da geringonça é a da inimputabilidade, como é evidente e sabido.

Acontece que há uma “comissão”, paga por nós como é evidente, destinada a fazer a vigilância correcta da chamada igualdade de género, chefiada por uma obscura senhora, Cardoso de seu nome . Tal comissão, como é lógico, precisa de mostrar serviço. Por isso, sabe-se lá se a pedido do Cabrita, resolveu emitir parecer sobre a criminosa tradição do azul e do rosa para meninos e meninas. Ao ponto de utilizar desconhecidos e rebuscados critérios para “julgar”. Há, nos livrinhos, diz a espantosa “comissão para a ‘igualdade de género’” (CIG), três exercícios difíceis para meninas e seis para meninos. Calcula-se a inteligência que presidiu a este julgamento. A coisa, a ser verdade (é mentira, mas que se lixe) configura um “reforço da segregação”, supõe-se que das meninas. Tal distinta opinião é fruto de uma “avaliação técnica”. Por outras palavras, a agremiação, certamente integrada por “engenheiros de género”, emite pareceres “técnicos”. Nada de correcção, nem de demagogia, nada de estupidez nem de polícia de costumes. Que ideia! Técnica, maus rapazes, técnica!

Ao optar pelo azul e rosa (além dos aldrabados diferentes graus de dificuladade, que são mentira) os livros “acentuam estereótipos de género que estão na base de desiguldades profundas dos papéis sociais das mulheres e dos homens”. Esta filosofia de papelão parece inculcar que homens e mulheres são uma e a mesma coisa, não em direitos como pensavam os antigos, mas em tudo. Essa coisa de a generalidade das meninas preferir bonecas e a generalidade dos meninos se dar melhor com automóveis é coisa que jamais deveria existir. Por isso, os livros, sendo a favor(?) disto, vêm, segundo a CIG, “reforçar a ideia de que há desigualdade nas capacidades cognitivas” de uns e de outros. Por isso, os livros ora incluídos no “index” do politicamente correcto, chegam ao ponto de pôr meninas a pintar as unhas e meninos a pintar barcos de piratas. Crime, dizem elas!

A nova “civilização” verá, com o triunfo da CIG, da geringonça, do Cabrita e do BE, os meninos de unha pintada a brincar com Barbies, e as meninas a andar à porrada, a fim de instaurar a verdadeira igualdade! Ai de nós, tristes pessoas normais!

 

30.8.17

FOGOS E MENTIRAS

 

Dando largas ao seu habitual amor à verdade, o chamado primeiro-ministro declarou, perante ignara mole do seu partido, que o Dr. Passos Coelho tem o hábito de se manifestar contra os bombeiros, assim dando largas a mais uma óbvia manifestação de maus sentimentos e politiquice. Ora o assim atacado, a propósito dos incêndios, tem reiterado inúmeras críticas aos mais que evidentes falhanços governamentais no que aos fogos se refere. Mas, em relação aos bombeiros, tem-se desdobrado em elogios. Donde se conclui que o chamado primeiro-ministro, além de demagogo e parvo, é, sem emenda, um aldrabão compulsivo, desbocado e ordinário, característica que, desde aprimeira hora, caracteriza a sua personalidade e postura política.

Na mesma ocasião, o citado indivíduo teve o desplante de se dirigir em termos inaceitáveis e rascas à líder do CDS. Donde se prova a baixeza do sentido de Estado e do amor às instituições da repugnante criatura.

Donde se prova também que, no caso dos incêndios, com mais ou menos inquéritos, pareceres, avaliações, declarações e outras formas de atirar areia para os olhos das pessoas, jamais haverá culpados ou responsáveis seja do que for, pelo menos culpados que tenham ligações ao PS, sejam políticos do PS, ou seja quem for, para além das culpas do passado remoto... ou da PT.

Toda a gente sabe disto, mas  que fiquem estas linhas à disposição, não como comentário mas como chamada de atenção para a verdade dos factos, passados e futuros.

 

30.8.17

APONTAMENTO

Há 4.500 doentes oncológicos há mais de um ano à espera de cirurgia. Fazem parte de um lote de 210.000 que também aguardam impacientemente a sua oportunidade (informação veiculada pela RTP).

É o Estado social em versão geringonça.

 

30.8.17       

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