Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

FRASES

 

Há alturas em que a necessidade de dizer coisas ultrapassa o tolerável. Olhem para estas duas:

Guterres foi o mais amado de todos os políticos portugueses, disse o senhor de Belém. Amado por quem? Porquê? Duas perguntas que ficaram no ar. O Presidente chegou à conclusão que, ele mesmo, ama o adversário de sempre. Ama o homem que se opôs ferozmente a Mário Soares nos tempos em que este metia o socialismo “na gaveta” para tentar salvar o país dos buracos em que o tal socialismo o tinha metido e prometia uma social-democracia a sério. Ama o PM que, depois de nos aproximar da ruína, dava à sola na primeira oportunidade.

Cada um ama o que ama. Mas inculcar que os portugueses amam Guterres acima de todos é falso, abusivo e ilegítimo. Tenho Guterres na conta de boa pessoa, mas não é nessa qualidade que os portugueses o conhecem, ou apreciam, ou amam, até porque, como pessoa, não o conhecem de parte nenhuma. Como político, que é o que interessa, quem o amará, para além de Marcelo?

O PS sempre esteve disponível para todos os diálogos, afirmou uma senhora que, com outros membros da família, faz parte do inner circle de Costa. Este, como é do conhecimento geral, jamais dialogou a sério fosse com quem fosse, para além, é claro, da geringoncial parceria. A brincar, talvez o tenha feito, isto é, os acordos a que chegou à direita foram, sem excepção, metidos no caixote do lixo. E, se se alapou com o poder, foi por recusar o diálogo em que os portugueses tinham votado. Eu sei que o papaguear ignaro da dona Ana Mendes tem, para nós, tanta importância como as eleições no Vanuatu. Mas, que diabo, é preciso lata, isto é, desonestidade visceral, para dizer que o PS é o campeão do diálogo.

 

20.02.18

O REGRESSO DOS GATOS E DO SEU SACO

 

O teatro conciliatório montado por Rio com a generosa colaboração de Santana não passou disso mesmo: teatro. A “unidade” apregoada durou 24 horas. Morreu às mãos do seu criador. Ao puxar para o pódio a paspalhona-mor da Nação (antes o Pacheco Pereira, disse um tipo qualquer, com carradas de razão), arruinou a propalada conciliação. Com consequências imediatas: não teve maioria no conselho nacional, todos os seus resultados foram medíocres. Dividiu o partido que se propusera unir. Pode ser que venha aconseguir arrepiar caminho, mas o mal faz-se num minuto e leva anos a curar.

Os gatos foram re-metidos no saco no exacto momento em diziam que lhes davam uma oportunidade de paz e sossego. Agora, esgadanhem-se, que é o costume.

 

20.02.18

UM HORRÍVEL MISTÉRIO

 

Rezam as crónicas, unanimemente, que Rio é um homem sério, exigente consigo e com os outros, um fulano que traça linhas rectas, não tergiversa, não cede a pressões, etc., um mar de elogios que não tenho motivos para pôr em causa.

Não tenho, ou não tinha? Não tinha. Como pode um homem com tais qualidades fazer de uma criatura do calibre da dona Elina responsável número dois da sua direcção política? Uma fulana ligada a um tal Marinho (que dispensa apresentações), que deixou a Ordem dos Advogados mergulhada em má gestão, em favorecimento, em falta de controle, etc., a braços com investigações do Ministério Público e do Tribunal de Contas, populista desbocada, demagoga irresponsável, sem imagem pública outra que não seja o histerismo das queixas (crime!) contra o PSD e o seu governo (queixas, como é óbvio, liminarmente arquivadas por quem de direito), uma desgraça de pessoa e, além do mais, confessa protectora do Pinto de Sousa.

Ou as qualidades a Rio atribuídas são um mito, ou será que o homem, desta vez, deixou que o enganassem? Não sei.

Infelizmente, não foi só esta escolha que põe em causa a sua justa fama. Rio não terá culpa das “técnicas eleitorais” do seu amigo Milheiro, nem dos seus contratos com os amigos em casos do género “relva sintética”. Mas não pode deixar de saber que tais modos de fabricação de eleitores ou que tais contratos geram dúvidas que, até ver, não tiveram, nem desmentido, nem contestação que se veja. Porquê pô-lo onde o pôs?

Onde vão parar a seriedade, a exigência, as linhas rectas, a firmeza contra as pressões?  O menos que pode dizer-se é que o capital de que Rio dispunha é chamuscado, se não deitado ao lixo logo à primeira penada.

É pena. Rio fez em discurso notável, mostrou séria intenção reformista, revelou convicções firmes de uma social-democracia moderada, sem laivos de socialismo, pôs a nu, com cristalina verdade, os malefícios do poder vigente e os miseráveis caminhos por onde a geringonça se arrasta e nos arrasta, teve a coragem de se oferecer para um diálogo que sabe impossível enquanto houver Costa, enquanto o PS for a pervesa comédia em que se transformou.

Sou eleitor do PSD sem jamais ter sido social-democrata. Mas admiro a qualidade do discurso de Rui Rio, mesmo onde não concordo com ele. Precisamos de homens que saibam pôr pontos nos is e, sobretudo, que sejam capazes, como admito que Rio seja, de apontar caminhos - e de os levar avante - que nos dêem o esperança no futuro que o PS trata de arruinar todos os dias.

Pena é que fique, pondo em causa à partida a credibilidade das suas ideias, este horrível mistério. Se, antes disto, me dissessem que as suas escolhas seriam as que vieram a ser, diria que o estavam a insultar.

Porquê, ó gentes, porquê?  

 

19.2.18

DOS DIREITOS COM PATAS

 

Tinha dedicado este espaço a duas brilhantes escolhas de Rui Rio para a cúpula política do PSD: uma parvalhona inqualificável, suspeita de várias trambiquices e mísera traidora do partido,  e um suspeito de fraude eleitoral e não só. Tanto uma como outra destas inacreditáveis escolhas já estão por aí bem caracterizadas e despidas, leia-se denunciadas, para que alguém precise, a este respeito, das observações do IRRITADO.

Mais vale mudar de assunto e voltar a uma história de que já me fiz eco: a decisão unânime dos nossos deputados de autorizar a doce presença de caninos durante as nossas refeições em locais públicos. À altura, por mero divertimento, vaticinei que outras espécies poderiam partilhar do nosso gastronómico convívio. Segundo as notícias do dia, porém, o meu exagero nada tinha de exagerado. Era profético. É que os senhores deputados estenderam a coisa muito para além das cinorefeições. Doravante, poderá o leitor levar para os restaurantes petfriendly não só cães como lagartos papagaios, iguanas, jacarés amestrados, o que preferir, para além, como é óbvio, das respectivas carraças, pulgas, piolhos e outras simpáticas espécies. Consta que o tipo do PAN distribuirá gratuitamente fichas de inscrição no partido a todos e que, após aprofundado estudo e filiação em massa, produzirá um decreto destinado a consagrar o direito de voto, primeiro aos papagaios, mas extensível a curto prazo pelo menos às carraças.

 

18.2.18     

TAXISMO

Em princípio, nada tenho contra a existência de embaixadores de fora da carreira. Há disso por todos os lados, maxime nos EUA, país em que os embaixadores são amigos do presidente, e pronto. Uns pecam por defeito, outros por excesso. Por cá, até tem havido embaixadores "paraquedistas" que fizeram um bom trabalho. Lembro-me, por exemplo, de Ernâni Lopes, em Bona, ou do Dr. Cutileiro, a quem hoje nem o mais corporativista dos profissionais de carreira nega o título de embaixador.

Isto a propósito da nomeação do senhor Nóvoa para embaixador numa coisa qualquer, sita em Paris. Bom sítio, não é?, desejado por tutti quanti.

Uma organização sindical (?) de diplomatas resolveu dar à casca, isto é, revoltar-se contra a subtracção de tão invejável posto à lista dos lugares que são de sua propriedade. Um "okupa" no galarim? Não!

Sobre o nomeado, nem uma palavra. Faz-lhes confusão que um "paisano" seja nomeado, mas não lhes faz confusão nenhuma que seja o tal Nóvoa. Parece que até gostam de um dos mais lídimos representantes da esquerdoidice nacional, um geringonço de alto coturno, metido até ao pescoço nas movimentações do protocomunismo nacional, um tipo que nada tem a ver com a relativa independência política que se exige de um emaixador. Isto não faz confusão aos distintos diplomatas nem ao seu sindicato.

O lugarzinho é o que importa, e muito. Se o Nóvoa fosse enviado para o Burquina Fasso ou para o Iemen, diz-me o mindinho que ninguém protestaria...

 

13.2.18

 

HIDROCANBONETOS

 

É do conhecimento geral que o Reino da Noruega é o país do  mundo com maiores reservas financeiras. Há por lá dinheiro aos pontapés, ciosamente guardado para qualquer eventualidade. De onde provém tal dinheirão? Do petróleo!

Também é sabido que a Noruega é o país mais limpo, menos poluído, mais amigo do ambiente da Europa, ou do mundo.

Ora, segundo os algarvios, gente culta e sabedora destas matérias, havendo petróleo há poluição, cartéis criminosos, desrespeito pelo mar e pela costa, enriquecimento ilícito de odiosos capitalistas, desgraças e mais desgraças. Parece pois que o caso norueguês – e, já agora, o escocês – ou são mentiras “monárquicas”, ou andam para aí botas a não dizer com as perdigotas.

A ignorância “social” tem destas coisas. As mentiras repetidas são insofismáveis verdades. Pelo menos, é o que diz o politicamente correcto, que tantas benesses tem trazido à humanidade.

 

11.2.18

HARMONIA

 

Segundo a senhora dona Ana Paula, dita mui ilustre ministra do mar, “ser mulher não a prejudica”, já que tem “uma excelente relação com os pescadores e os estivadores”.

Ficamos a saber que os diligentes pescadores e os mui educados estivadores, das duas uma: ou cedem aos encantos da senhora, ou a senhora cede às preces dos rapazes.

No caso dos estivadores, ficou patente o brilhantíssimo acordo a que com ela chegaram: a senhora deu-lhes o que queriam, e pronto. O Porto de Lisboa ficou o mais caro e o menos eficiente de todos, os sindicatos reforçaram os seus poderes de exclusiva contratação de novos colegas, horários, turnos, etc. continuaram na sua quase exclusiva alçada, ninguém lá põe o pé sem autorização corporativa, e assim por diante. Como é que os estivadores não haviam de gostar dela?  

Já com os pescadores fia mais fino. Coitada, a senhora viu-se obrigada a a limitar a captura de sardinha, mas foi a tal coagida pela criminosa União Europeia. De resto, não há razões de queixa que se veja. O IRRITADO confessa que não está ao par de grandes movimentações nesta área, mas, a avaliar pelo que com os estivadores se passou, compreende a angelical harmonia reinante entre os pescadores e a senhora.

Ainda bem. haja paz entre os homens (e as mulheres!) de boa vontade.

 

11.2.18

PERCEPÇÕES

Nos tempos da bronca da CGD ficámos a saber que o camarada Centeno era dado a “erros de percepão”. No caso, o erro serviu para disfarçar a montanha de aldrabices com que o dito tinha brindado o pagode. Caso encerrado. A malta, causticada por semanas de mentirolas, acabou por comer daquilo.

Mas os erros de percepção são hábito reiterado do homem dos bilhetes do Benfica. Ontem, numa das suas discursatas, disse que as boas notícias económicas se devem às políticas da geringonça, que “conforme previsto”, tinham aumentado as exportações. O que ele tinha previsto era que o tal relançamento fosse obra do aumento do consumo. Era mentira, como toda a gente sabe. Ou, na centênica linguagem, um erro de percepção.

Os orçamentos do Estado, esses, são um mar de erros de percepção. No tempo do governo legítimo, quando era preciso dinheiro fazia-se um orçamento rectificativo, coisa que a geringonça acha criminosa. Agora, trata-se as necessidades com cativações, com dívidas monumentais à economia e com discursos triunfalistas. Os erros de percepção orçamentais não são objecto de qualquer sombra da famosa “transparência”. São opacos, alteram-se por despacho, não por decisão parlamentar. A malta, essa, já come erros de percepção aos pontapés. Com o hábito, deixou de dar por isso.

Sinais dos tempos, da palavra honrada e da página revirada.

 

8.2.18

DO PRAZO DOS CONTRATOS

 

Estou de acordo com o PC e o BE no combate aos contratos a prazo. O problema é que os partidos comunistas, mais recauchutados ou menos recauchutados, têm, como sempre, as “soluções”, só que de pernas para o ar.

No caso, a fim de lutar contra os contratos a ditos a termo certo, os dois partidos clamam por uma reforma laboral que recoloque, correctas e aumentadas, as normas caídas há cerca de 5 anos. Mais uma reversão que, excepcionalmente e por enquanto, ainda não obteve o acordo do chefe da geringonça.

Se os comunistas, tanto estalinistas como enverhoxistas e similares, quisessem, com alguma sinceridade, lutar pelos contratos de trabalho sem prazo, proporiam o contrário, ou seja, a liberalização da lei laboral.

Porquê? É simples. Os empregadores, dada a, ainda brutal, rigidez da lei, fogem dos contratos sem prazo porque não querem ficar amarrados a colaboradores que não colaboram, que não se adaptaram, que não estão à altura das tarefas que lhes estão destinadas, que fazem gazeta por tudo e por nada, que abusam dos atestados médicos ou que, simplesmente, se tornaram redundantes em função de alterações na vida da empresa. É essa a razão do “triunfo” dos contratos a prazo.

Se a comunagem der a volta ao generalíssimo da geringonça, ver-se-á, inevitável, a consequência lógica: nova proliferação dos contratos a prazo. A cáfila sabe isto tão bem como eu. Então porque quer agravar o que diz querer “curar”? É simples: o objectivo é criar agitação, arranjar bodes expiatórios e, enganando os trabalhadores, vir a pôr de pé os “amanhãs que cantam”, pôr a malta toda às ordens dos sindicatos, já que nos sindicatos manda ela. Sobre as ruínas de uma sociedade anquilosada pela propaganda, construir um poder indiscutível.

Não foi sempre esse o resultado do verdadeiro socialismo?

 

6.2.18    

SAUDADES

 

Não falta por aí quem se revolte contra a PGR. Um rol a que tivemos acesso enumera, por exemplo, o inevitável 44, o trotzquista Louçã, o story teller S. Tavares, o aparatchique Adão e Silva e o seu alter ego Marques Lopes, o inacreditável Porfírio Silva et alia, tudo minha gente a dizer cobras e lagartos da PGR, numa espécie de batida, a ver quem consegue abater a lebre: Joana Marques Vidal.

A cruzada está em marcha. Quem se mete com quem não interessa que se meta tem os dias contados.

Toda a gente sabe que o caso da mendigagem de bilhetes para a bola não prova nada, a não ser o deslumbramento saloio do senhor Centeno, a suas falhas de dignidade, a sua pequenez social. Mas, levantadas suspeitas, investigou-se. Três depois, verificou-se que não havia nada a investigar. A PGR cumpriu a sua missão. Ponto final. Mas os tipos da batida meteram esporas às cavalgaduras e aí vão de longada tratar de desacreditar o que só merece crédito.

Que saudades tem esta malta dos doces tempos em que os órgãos de soberania “cooperavam” de tal jeito que se reconhecia a ininfrigível inocência dos seus! Há suspeitas, arquive-se. há gravações? Queime-se! Era tudo tão simples...

 

5.2.18

É TRISTE

 

TAMOS UM PRIMEIRO-MINISTRO INTELIGENTE, PRÁTICO, SÉRIO E RESPEITADOR DA PALAVRA.

Quem disse isto? O Ferro? O César? O Louçã? A Catarina?

Não!

Quem isto disse foi um tipo tido por do centro direita, conservador e liberal, gestor de coisas grandes, advogado de bons clientes, comentador soft da televisão, rapaz prendado, nortenho, especialista em cravos e ferraduras. Eslareço: trata-se de António Lobo Xavier, intelectual de serviço nos bastidores do CDS, muito conhecido via “quadratura do círculo”.

Vidinha a quanto obrigas! Poder quanto vales! O visado Costa passa, com a facilidade das conveniências, de esperto a “inteligente”, de ausente de escrúpulos a “prático”, de manobreiro a “sério”, de trambiqueiro a “respeitador da palavra”.

Não direi, sobre o tal Xavier, que no melhor pano cai a nódoa, porque não conheço o pano dele. Não direi que do céu caíu um anjo, porque daí só cai quem lá está.

Direi, simplesmente: é triste.

 

5.2.18

RANKINGS

 

Andaram os jornais do fim de semana entretidíssimos com o chamado ranking das escolas. Páginas e páginas, gráficos, classificações, critérios, tudo seguido de pareceres, elogios, críticas, um mar de comentários. Tudo bem.

Ou tudo mal, se virmos a opinião de gente tão grada como o chamado ministro da educação que, logo seguido por uma das manas esquerdoidas, veio a correr dizer de sua justiça. O rapaz revolta-se contra as “lógicas hierarquizantes” do ranking e as suas consequências descriminatórias. Já se sabia que este neocomunista primário era contra tudo o que cheirasse a diferença. Avaliações? Nem pensar: funcionam contra a “igualdade”. Nem avaliar professores, nem alunos nem escolas, nada! Nada de “lógicas competitivas”.

Sublinha a criatura que o tal ranking  não é obra do ministério. Havia de sê-lo? Claro que não, o ministério não avalia coisa nenhuma, não tem que saber o que corre bem e o que corre mal, não tem que tomar decisões que possam significar que há alunos bons, maus e assim assim. O mesmo no que se refere aos professores e a tudo o mais que cheirar a “diferença”. Se está mal, não se melhora, o ministério não julga não pensa nem avalia: nivela, e se, para nivelar, for preciso nivelar por baixo, nivele-se na mesma: o importante é que todos fiquem “iguais”, nem que fiquem todos igualmente ignorantes ou mal ensinados.

É clássico. São assim as “massas”, ignaras e destinadas a ser conduzidas pelas “vanguardas esclarecidas”, isto é, pelo partido ou por quem o representar.  

Os resultados desta filosofia já estão à vista. Não vale a pena sublinhá-los mais uma vez. O que vale a pena sublinhar é que o chamado primeiro ministro ouve as teorias e vê os resultados – destinados a agravar-se brutalmente com o passar do tempo – das políticas do seu governo, e assobia para o ar ao mesmo tempo que se diz democrata, europeu e apostado na “qualidade”.

 

5.2.18

ALTAS PATENTES

 

Os senhores generais do exército que disseram que o roubo de Tancos foi só de sucata, material a abater, sem importância nenhuma, que se puseram de rastos perante o governo e lhe cohonestaram a propaganda, fazem agora parte dos subscritores de um documento que, preto no branco, diz que estão em risco as missões das forças armadas, vítimas das políticas do governo. Dando crédito à opinião que o IRRITADO já tinha sobre eles, vieram logo a correr declarar que em parte alguma tinham escrito, ou assinado, o que tinham escrito ou assinado, isto é, que estavam em risco as missões das forças armadas.

É claro que estes distintos militares estão sob as ordens de um palhaço que não só não percebe nada daquilo que diz tutelar, como é perito em asneiras e ridículas patacoadas. Terão essa desculpa. Mas, militarmente falando, há muitas formas de discordar do poder sem se insubordinar. A subserviência é que de militar nada tem.

E agora, senhor de Belém, que fazer? Já não é “comandante supremo”?

 

5.2.18

DIPLOMACIAS

 

É conhecido e reconhecido que há, nos serviços diplomáticos, uma tendência, ainda que pouco generalizada, para albergar deficientes sexuais. Normalmente, trata-se de gente discreta e bem educada. Tudo bem, segundo a tradição e, ainda mais, segundo o que é moderno, bem visto e até admirado.

Posto isto, pergunto: quanto custará , em Bangcoque, alugar um salão de luxo para receber 150 convidados? Seja quanto for, é muita massa. E pergunto mais: servem as instalações das embaixadas de Portugal para dar festas privadas com as quais o Estado nada tem a ver? Não me parece.

Posto isto, verifica-se que o Exmº Embaixador de Portugal na Tailândia resolveu casar-se com outro deficiente sexual e que sesolveu dar uma luzida festança... na embaixada do país que representa. Verifica-se também que a “cerimónia” e o copo de água foram fotografados, o que é natural, e que a reportagem cobriu duas páginas de um jornal português.

Aposto que, se se tratasse do casamento de um homem e de uma mulher, não faltariam protestos pela utilização abusiva das instalações. Tratando-se de quem se tratava, ninguém piou, o que prova a sobranceira importância dos portadores deste tipo de deficiência.

Pior, poderá até pôr-se a questão de saber se o Ministério do trauliteiro S. Silva autorizou a coisa, o que, a ser verdade, mais acentuaria, com chancela oficial, os privilégios da dita classe.

Pois é.

 

5.2.18

UM GENTLEMAN E UM TRAMBIQUEIRO

 

Ontem, um membro do governo de Sua Majestade Britânica chegou atrasado a Westminster. De tal maneira que não teve oportunidade de responder a perguntas de uma deputada da oposição que para tal se tinha inscrito.

Falta grave. Um bife que se preze não chega atrasado. Assim, o senhor pediu a palavra para apresentar as suas desculpas à The Right Honorable Baroness Não-sei-quê. Fê-lo, contrito e envergonhado, num discurso em que se auto-arrasava pela tremenda falta. No fim, para surpreza da House, declarou que, para se redimir, não tinha outra solução que não fosse apresentar a sua demissão à Mrs. May. Esta parece não ter aceite o sacrifício, mas não sei o que veio a seguir.

O homem talvez tenha exagerado, sendo patente que a ofendida fazia menção de perdoar a horrível falta.

Mas fica como termo de comparação. Por cá, temos um primeiro-ministro que só responde ao que lhe apetece, as mais das vezes trocando alhos por bugalhos. Chega atrasado quando e como lhe dá na gana, acha muito bem que os seus ministros mendiguem bilhetes aos clubes de futebol, tenham crises de falta de “percepção” ou digam mentiras “constitucionais”, segura no poder fulanos e fulanas que metem água por todos os lados, não sabe de nada do que se passou quando foi número 2 do Pinto de Sousa, mete os pés pelas mãos quando há alguma crise, passa a vida a gabar-se do que não lhe diz respeito e a sacudir a água do capote do que lhe não dá jeito, mente quando lhe convém, é um surfer da política...

...e nunca mais há uma onda que o leve!

Por um nanomicron do que o nosso chamado primeiro-ministro faz todos os dias, o ministro britânico envergonhou-se e demitiu-se. Dir-se-á que foi mais um caso de boa educação que uma atitude política. Daí que o o nosso bem-amado Costa tenha, afinal, razão: é que a boa educação, manifestamente, é coisa que não faz parte dos seus skills.

 

2.2.18

MAIS UM APANHADO, TAL E QUAL, AO QUE PARECE

 

Para quem anda por aí há uns anos com alguma atenção, é patente que o ilustre Rangel é, sempre foi, um tipo sinistro. Para além de umas bambochatas futebolísticas que fizeram história, sempre foi, honra lhe seja, um fiel propagandista do Pinto de Sousa e, provadamente, seu activo protector judicial.

Um indivíduo pouco recomendável, como por aí há tantos. Só que, alegadamente como se diz agora, parece que, à semelhança do seu protegido, não lhe desagradava fazer umas visitas ao baú. Daí que o rabo lhe tenha ficado de fora, pelo menos segundo o Ministério Público e o Correio da Manhã.

Ao isto escrever, o IRRITADO não está, que ideia, a fazer julgamentos na praça pública, nem a debitar populismos. Nada disso. Não resiste é a dizer que não vai à bola com o cidadão em causa. Uma personalidade, de que, confessa, se tem esquecido de contemplar nestas páginas da forma simpática que merece.

Quanto ao resto, a Justiça que se embrulhe ou desembrulhe do assunto.

 

2.2.18     

PERSEGUIÇÕES

 

Por uma vez que seja o IRRITADO está de acordo com o chamado primeiro-ministro. Porquê? Porque, como ele, acha “ridícula” a história da perseguição ao Centeno por causa do pedido de convites para um jogo de futebol. É um pecadilho que prova a inferioridade social que caracteriza o homem, mas não será mais do que isso. Um tipo “normal” não pede para ser convidado seja para o que for: ou o convidam, ou não o convidam. Ponto final. Pedir batatinhas é que não. Mas deixem lá. O homem auto-classificou-se como pequenino demais. “Solicitar” o que “solicitou” não é nada que mereça o estardalhaço que por aí anda, ainda menos a perda de tempo de quem ganha ordenado para andar à perna do homem.

Coisa diferente é a história de uma qualquer isenção de IMI, eventualmente fruto de “diligências” suspeitas. Mesmo neste caso, convenhamos que dois bilhetes para a bola é preço demasiado baixo para um favor, se houve favor. Ou houve outra manigância ou os bilhetinhos para tribuna estão a ser sobrevalorizados.

Note-se, apesar de tudo, que o chamado primeiro-ministro, na feroz defesa que fez do seu colaborador, omitiu a questão do IMI. Fugiu com o rabo à seringa. Ou seja, por inaptidão mental, fez com que toda a gente ficasse a pensar que, afinal, há gato.

De assinalar também que, com a cabeça em brasa, disse que “em circunstância alguma Centeno sairá do governo”. Donde se conclui que, mesmo pedindo convites, mesmo passando a arguido, mesmo tendo feito “favores”, mesmo sendo condenado, mesmo que arrastado num mar de ridículo futebolístico, mesmo que acusado de vilolência doméstica, de homofobia, de racismo ou de outros crimes da moda, mesmo que suspeito de pertencer ao Daesh, mesmo que morto, Centeno jamais, em "circunstância alguma", sairá do governo.

 

O IRRITADO está a favor do Centeno. Acha que não deve ser corrido. Quem devia sê-lo é o Costa e toda a demais descendência do 44. Aí sim, Centeno incluído.

 

30.1.18   

MOCAS

Segundo a nacional bempensância, em Potugal o racismo é endémico, estrutural, está na massa do sangue dos portugueses. Em abono desta opinião está o indesmentível facto de os portugueses em geral, sobretudo os de direita, andarem para aí à pedrada aos pretos, aos amarelos, aos vermelhos, aos azuis às riscas, aos ciganos, etc., isto é, a tudo quanto mexa sem certificado da garantia. Aposto que, na opinião de batalhões de académicos, devo ter atrás da porta uma moca monumental preparada para receber qualquer indivíduo sem certificado, o mesmo se passando, no que se refere à posse de mocas, com qualquer português de origem garantida.

Há catadupas de artigos a afirmar coisas destas, todas, evidentemente, com profundas bases científicas, estatísticas, de estudos sociais merecedores de indiscutível credibilidade. Acresce ao poderoso acervo de dados científios, outra razão de fundo que é o motivo deste post. Li hoje um artigo da dona Joacine e do senhor Piménio, os quais, do alto das suas cátedras (ISCTE), decretam que o tenebroso racismo que envenena a nossa sociedade é um produto da direita, competindo à esquerda tomar, no séc.XXI, a dianterira no combate a tal gente.

O IRRITADO, que nada tem aver com a esquerda, apresenta os seus pedidos de perdão à dona Joacine e ao senhor Piménio e garante que não usará nos seus costados a moca que tem atrás da porta.

 

29.1.18 

PASME-SE

Presença habitual no jornal de "referência" da esquerda portuguesa, dito "Público" sendo privado, um senhor Tavares brinda-nos hoje com uma arenga qualquer sobre uns livros que encontrou em Itália, numa livraria qualquer. O assunto do escrito talvez mereça comentários, mas não é o que me traz.

O homem classifica-se como "historiador", nunca tendo passado pela cabeça do IRRITADO pôr em causa tal dita e tão honrosa alegação.

No entanto - o diabo está nos detalhes - o nosso homem, no meio das suas opiniões insere uma frase que o põe de rastos. A saber: um livro que encontrou na tal loja tinha na capa o brazão dos Filipes, o qual ostentava "pasme-se, as quinas portuguesas". Assim. Poderia tal pasmo tolerar-se a qualquer cidadão que se não intitulasse historiador. Mas, num tipo como o tal Tavares, é de cabo esquadra. Pasme-se: como é que um historiador não sabe que, dos quatro costados de Filipe II de Espanha, três eram portugueses? Nem que o seu paizinho, dito Carlos V, andava bem perto disso.

Onde quer que o senhor Tavares encontre Habsburgos, Carlos ou Filipes, encontra armas portuguesas. Dê umas voltas por aí, vá ao Escorial, vá a Bruges, dê uma voltas.

Donde se conclui que o senhor Tavares não só não é historiador nenhum, como é raso de ignorância em relação a coisinhas que qualquer aluno do nono ano é capaz de comhecer.

 A título de esclarecimento, acresente-se que, ao referir esta história, nada de "nacionalista" ou "patriótico" move o IRRITADO. O problema é que se irrita com gente da "estatura" deste tipo de tavares.

 

23.1.18

 

EFICÁCIA!

 

Ouvi ontem uma declaração daquele senhor conhecido por ministro da ambiente que me deixou verdadeiramente às aranhas.

No que respeita às espumas do Tejo, começou o douto orador por dizer que eram sobretudo causadas pela seca, ou seja, que a diminuição do caudal baixava a capacidade de regeneração das águas. Assim, para quem achava que a coisa se devia a descargas de dejectos industriais, o melhor é não pensar nisso. A maior das culpas cabe ao São Pedro, à Santa Bárbara bemdita e, quem sabe, parcialmente, a alguns despejos industriais.

Apesar disso, o mui preocupado e dito ministro, mostrando a alta autoridade que lhe assiste, decretou que as unidades industriais a quem, eventualmente, se poderia vir a atribuir uma ínfima parte das inocentes espuminhas, ficariam a trabalhar a cinquenta por cento nos próximos dez dias. Trata-se de uma medida de grande alcance, permitindo concluir que, ou o São Pedro e a Santa Bárbara tomam conta do assunto nos próximos dez dias e as água sobem, ou voltaremos à vaca fria.

Finalmente, hossana!, sua excelência acrescentou que iria mandar analisar as espumas e que, dentro da algumas semanas, seria possível identificar a natureza e a origem do acontecido. E também, diga-se em abono da verdade e com humilde reconhecimento, que o impecável governante descansou as hostes dizendo que ia providenciar para a recolha dos produtos ora a banhos nas águas do Tejo.

Há mais de trinta anos, os contumazes poluidores do Tejo foram obrigados a instalar equipamentos destinados a tratar os resíduos e a “limpar” o cheirete que provocam. Que eu saiba, instalou-se umas coisas e o Estado foi vigiando a sua utilização. Mas estas tarefas são chatas, cansam, e parece que a vigilância durou pouco.

Ainda bem que veio a geringonça pôr as coisas no são. A partir de agora, mercê da invejável acção das autortidades, o São Pedro foi metido na ordem, os “alegados” poluidores serão autorizados a poluir, durante dez dias!, mas só metade do que poluiam antes e, daqui uns tempos, recolhidos alguns materiais e feita a respectiva análise, partir-se-á, eventualmente, para a tomada de medidas adequadas ao caso.

Somos tão felizes!    

 

27.1.18

O autor

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2015
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2014
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2013
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2012
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2011
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2010
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2009
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2008
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2007
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2006
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D