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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

É FARTAR, VILANAGEM!

Há séculos que toda a gente sabe que uma das condições para dar algum alento à economia é baixar a TSU das empresas. O problema é, também toda a gente sabe, como financiar a quebra de receita da Segurança Social enquanto se espera pela reacção da economia.

O cérebro oblíquo e enviesado da geringonça arranjou a mais estúpida de todas as maneiras de tratar a questão. É que a baixa de TSU que arranjou nada tem a ver com a criação de condições para um qualquer estímulo à economia. A redução só se aplica (a “comunicação social” escamoteia deliberadamente deste pormenor) aos vencimentos iguais ao salário mínimo, isto é, trata-se de um incentivo à criação de empregos pagos “minimamente”, sem qualquer reflexo na economia em geral. Coisa talvez digna de uma feira de gado, segundo o douto parecer do número dois da geringonça, mas totalmente alheia a qualquer leitura que tenha ver com a economia. É o contrário do que pensam todos os que pensam numa verdadeira descida da TSU das empresas que tenha previsíveis efeitos positivos no crescimento económico.

Assim, há quem ache que as muletas da geringonça, ao assumir parcialmente o argumento, têm razão. Não é assim. O PC e o BE são contra porque são contra tudo o que possa ir ao encontro dos desejos das empresas privadas: consequência de uma ideologia que causou os maiores males económicos de que há memória na história dos tempos modernos. É uma questão de “pensamento”, não de concordância ou discordância com a medida em si.

PC e BE, cientes de que nada podia, beliscando a geringonça, impedir que a coisa fosse para a frente, resolveram dar um ar da sua graça. Avocaram o eventual decreto ao parlamento, a fim de fazer o seu número de circo. O PSD votava com o PS, e pronto. A palhaçada estava feita, a geringonça salva, eles a cantar loas a mais este episódio da luta na defesa dos “interesses dos trabalhadores”.

A coisa saiu furada. Passos Coelho não foi na conversa. O mercado de gado, sobranceiro, nunca contou com o PSD, nenhuma satisfação lhe foi dada, a arrogância antidemocrática da geringonça e da aliança Marcelo/Costa continuou impante, com os conjurados a rir  por ter apanhado Passos Coelho à meia volta. Mas Passos Coelho, usando da serena bravura que sempre o tem caracterizado, jogou a carta da honra e da coerência, sem medo (que nunca teve) dos riscos que a decisão pode envolver. O chamado governo – ilegítimo porque nunca foi proposto aos eleitores – achou, mancomunado com o aliado Marcelo (agora “furioso”) que podia brincar, e sair por cima. Enganou-se. Há momentos em que se vê o que é um Homem com agá grande.

A alcateia uiva, histérica e indignada. Arregimenta insuspeitos, directores de jornais, por exemplo (Paulo Bandaia, que surpresa, que vergonha!), que lançam anátemas em editoriais malucos, articulistas vários, movidos, não pela condenação das muletas da geringonça mas pela daqueles que lhes descobriram a careca. E arregimenta também, sem surpresa para ninguém, a chusma de “amigos”, “filiados”, “adeptos” encartados, que outra coisa não são capazes de ver que não seja uma oportunidadezinha de saltar para as primeiras páginas a zurzir o próprio líder. É o esplendor da feira dos burros, ou da teoria do coice. Olhem o mais falhado, o mais prejudicial de todos os líderes que o PSD já teve, o odioso Marques Mendes, fabricante de bocas e de notícias maradas, coveiro sem apelo do PSD em Lisboa e no país, acusador de gente honesta, persegidor e caluniador dos seus chefes, malfeitor político da mais rasteira espécie! E há mais, tantos mais, tanta inveja, tanta malquerença gratuita e sem sentido.

É fartar, vilanagem!

 

16.1.17

DO DESMESURADO PODER DA GERINGONÇA

Não haverá quem não saiba das “diligências” do senhor Pinto de Sousa, vulgo engenheiro Sócrates, para o domínio dos chamados órgãos de comunicação social. Está provado, como estão provados os métodos, manobras, influências, insultos, etc., que eram apanágio da política de “informação” da criatura.

Mais subtil, o seu sucessor espiritual, conhecido por Costa, usa aquilo a que se pode chamar política de ocupação, isto é, à semelhança de Sua Excelência do Costume, tem tantas, tão bem preparadas, tão bem divulgadas presenças em tudo o que é sítio, que não deixa espaço para coisa que não sirva de propaganda. O que, estranhamente ou nem por isso, é aproveitado para as actividades de corta e cola da generalidade dos media, incapazes de distinguir um passeio a Cacilhas de um novo imposto.

Resta uma meia dúzia de resistentes, que lá se vão arrastando até que o camartelo da geringonça lhes caia em cima.

Um bom exemplo foi trazido à estampa por Vasco Pulido Valente. Anunciou ele, para mim em primeira mão, que o mais inteligente e menos geringonço de todos os comentadores, Alberto Gonçalves, foi corrido do Diário de Notícias. VPC, no “Observador”, deu largas à sua indignação. Eu não quis acreditar. Não era possível! Esperei até hoje, para ver se era verdade. Era! Pela primeira vez desde há muito, não havia Alberto Gonçalves no DN, ao Domingo. É o “pluralismo” da imprensa à moda cá do sítio. Lá se vai admitindo um ou outro crítico do social-comunismo vigente, desde que dentro dos limites que a veneração da geringonça admite.

O despedimento de Alberto Gonçalves é a censura na sua mais repugnante expressão, a censura disfarçada, mascarada, sem imagem pública nem lápis azul, mas actuante e eficaz. Assim se priva os leitores da mais acutilante, inteligente, bem humorada, certeira, bem escrita crítica política de que há memória desde Ramalho Ortigão.

Assim vai a geringonça demonstrando o seu poder. Assim vão homens como Paulo Baldaia (quem havia de dizer?) cedendo, servis, às exigências do poder instalado, a que há quem chame governo.

 

15.1.17

CAVALARIA APEADA

Não faço ideia do que isto vai dar, mas estou divertidíssimo. Então não é que o Passos Coelho os pôs em cima da mesa e decretou: se querem festa, vão tê-la, e da boa!

Por um lado, é fácil, uma pessoa pensa o que é mais imediato: se o PSD era a favor da redução da TSU para as empresas, por que raio vai votar contra o chamado acordo da feira de gado? Que incoerência!

Por outro, a verdade, verdadinha, é esta: os camaradas bolchevistas/trotskistas/maoistas (PC/BE) fizeram a sua jogada: votavam contra, ficavam com os loiros e, como o PSD votava a favor, estava tudo conseguido, a geringonça ficava tão sólida como antes, e eles a cantar vitória, isto é, tinham ganho uma malha contra o patronato reaccionário e fascista, podiam clamar a sua “coerência”, e, bem vistas as coisas, o acordo da feira de gado passava, a glória ficava do seu lado e a culpa do lado da direita neoliberal! Uma jogada de mestre.

Imagine-se agora o frisson que vai nas hostes. O sacana do Passos Coelho trocou-nos as voltas e, se a coisa não passa, a culpa é nossa! O Jerónimo está cheiro de erisipela, a Catarina, tremebunda e gemebunda, regouga pelos cantos. Ainda por cima os nossos bem amados camaradas socialisto/galambófilos, tão chegadinhos a nós, por mais que façam, que esperneiem, não vão conseguir disfarçar que, se a coisa não passa, a culpa é nossa, não do Coelho.

Ver a geringonça assim enrascada dá ao IRRITADO uma alegria que há muito não sentia. Cumpre-lhe agradecer a Passos Coelho o entalão que dá ao chamado governo e a Sua Excelência do Costume - perigosa entidade que, segundo os jornais, também já anda para aí a dar à casca.

É claro que, não por causa dos inimigos externos mas por mor dos “amigos" internos, Passos Coelho vai passar um mau bocado: dos bas-fonds da intriga, os Rios&Cª vão aumentar os ataques, as intrigas, as manobras, as declarações, o poder da inveja, a fúria da ambição. É fácil, Passos Coelho dá-lhes o flanco, o peito às balas, oferece-lhes oportunidade para mostrar o que (não) valem.

A ver vamos quem ganha esta guerra.

No fim, o que fica de mais positivo, é que os partidos comunistas, todos contentes com a cavalaria com que contavam, ficaram apeados, e de calças na mão.

 

14.1.17

PARABÉNS ÀS PRIMAS

No que se refere aos malefícios da geringonça, não serei dos mais atentos, mas também não sou dos mais distraídos. Tenho andado por jornais e revistas, telejornais e afins, à procura de entender os objectivos da alta peregrinação à Índia do chamado primeiro-ministro, competindo-me dar testemunho da minha ignorância quanto ao conteúdo da coisa.

Pensar-se-ia, ou esperar-se-ia, que uma visita de uma semana inteira se viesse a saldar por vasto número de reuniões políticas, inúmeros fora económicos, uma boa meia dúzia de acordos, protocolos, cartas de intenção, projectos de investimento e outras realizações mais ou menos úteis, mais ou menos com futuro.

Baldada me saiu a busca. O chamado primeiro-ministro foi, à pala do Estado, visitar umas primas, umas tias, umas casas, reviver recordações, reavivar laços de sangue, pôr uns turbantes, uns balandraus, e mais cinco para aqui mais cinco para ali, umas beijocas à mistura.

E pronto. Diz-se que também falou com o colega lá do sítio e com uma ou outra autoridade. Acredito. Mas haverá que perguntar porquê, para quê, por que carga de água, o que daí resultou.

Acho que as primas e as tias ficaram contentíssimas, convencidas de que tinham visto uma espécie de Albuquerque de pernas para o ar, isto é, um indiano que veio governar para o Ocidente. Verdadeira pérola do Industão, um primo ilustre, de valia universal.

Parabéns às primas. Quanto a nós, cá ficamos à espera do relatório, na suspeita de que, para além de sentida romagem de saudade a paragens de antanho, pouco ou nada ficou para o futuro.

Caro foi, de certeza. E o resto?

 

14.1.17

PÔR AS COISAS NO SÍTIO

Segundo as opiniões oficiais, de Belém a São Bento, passando pela chamada comunicação social, as nossas queridas taxas de juro são “normais”, “não são motivo de inquietação”, “inserem-se na evolução genérica dos mercados”, etc., e até, diz Sua Excelência do Costume, têm que ser deduzidas de umas décimas, em virtude do acréscimo da taxa de inflacção na euro-zona e arredores.

Aqui há dias, havia unanimidade na apreciação da desgraça, que surgiria ao atingirmos os 4%. De um dia para  o outro, todas as opiniões mudaram cento e oitenta graus.

Também unanimemente, ou quase, os 4% ora atingidos são atribuídos a “causas externas”, isto é, as taxas aplicadas ao tuga, se sobem, é porque o BCE, é porque a CE, é porque a Alemanha, é porque a Merkel, é porque o Trump, é porque o Junker, é porque há uma conspiração dos grandes contra os pequenos, é porque, além fronteiras, as coisas mudam e nos arrastam.

O IRRITADO, do alto da sua total incompetência nestas matérias, coisa que se passa com a generalidade do indigenato, não pode deixar de estar de acordo com tão doutas e bem informadas opiniões. É por isso que a sua ignorância se atreve a olhar para uns gráficos que andam por aí a dizer que as nossas taxas são 2,2 vezes as italianas e 2,86 vezes as espanholas. Como a Itália e a Espanha são nossas companheiras de desgraça, dá ideia de que as taxas, por influência externa, deviam ser outras. Ou seja, o que, no nosso caso, faz a diferença, não são causas exteriores, iguais ou parecidas para os três. Por outras palavras, mais do dobro nas nossas taxas em relação às dos outros infelizes tem a ver... com culpas internas! Interpretação esta que só pode ser atribuída à supracitada ignorância, como é evidente.

Andou o governo anterior, e nós todos, a fazer das tripas coração para baixar as taxas, e vem a geringonça pôr as coisas outra vez “no sítio”. Mais uma reversão, não é?

 

12.1.17  

INDIFERENÇA

 

As pompas fúnebres de Mário Soares foram coisa nunca vista. Não sei se alguma vez terá, em Portugal, havido tal organização, se alguma vez um caixão terá percorrido tantos quilómetros às voltas na cidade, mobilizado tantas forças militares, sido um espectáculo tão longo e tão faustoso.

Só faltou um elemento importante: o Povo. Se exceptuarmos a malta que carpiu no Largo do Rato, o resto da cidade ignorou as celebrações, o que implica um monumental erro de cálculo. Se tivessem feito um percurso mais curto, se calhar a coisa compunha-se. Assim,  assistimos, popularmente falando, a um flop colossal - a lembrar as comemorações do 5 de Outubro.

Não sei se Mário Soares merecia ou não a indiferença dos lisboetas, mas sei que a indiferença foi o que imperou.

Concluam o que lhes apetecer.

 

12.1.17   

A VIDA

 

Um tal senhor Esteves, ao que consta chefe incontestado de hotéis, hosteles, pensões, albergues, bares,restaurantes, casas de pasto, tascas e similares, confessou, certamente por engano ou lapsus linguae, algo de que o IRRITADO, sem bases nem números, já há muito desconfiava: a descida do chamado IVA da restauração não contribuiu para a criação de postos de trabalho.

Também não contribuiu, antes pelo contrário, para a descida dos preços ao comsumidor: como o IRRITADO não se tem cansado de referir, os preços dos serviços do senhor Esteves aumentaram no último ano três vezes mais que a generalidade dos preços em Portugal.

Está tudo doido, ou quê? Não, não está tudo doido. A malta do Esteves de doida nada tem. O que faz é cavalgar essa fantástica onda de “compreensão social” que se gerou por aí, à custa da demagogia da geringonça e do sono da razão do CDS.

Se havia sector da economia que não estava em crise, que não precisava para nada da redução do IVA, a quem a subida do dito não tinha feito, à altura, aumentar os preços –não precisava! - era ele o dos filiados do Esteves. Bem sentado no que “está a dar”, o sector reagiu como era de esperar: força nos preços, empregos uma ova!

Mais uma douta previsão do camarada Centeno a esbarrar na coisa mais simples deste mundo: a vida.

 

10.1.17

BOCAS FUNERÁRIAS

 

Nesta coisa do passamento de Mário Soares, não há quem não se chegue à frente com elogios. A morte tem as suas vantagens, sobretudo para quem a aproveita para se chegar à frente.

*

Um senhor qualquer, se calhar por não ter nada de jeito para declarar, veio revoltar-se publicamente contra o facto (facto, diz ele) de os livros de História só dedicarem 10% do seu espaço a Mário Soares.

Longe de mim achar que Mário Soares não deve ter jugar nos livros de História! Mas, que diabo, numa história de quase mil anos, Mário Soares ocupar 10%, acham pouco? E os outros? Qual História?

*

É sabido que o sisudo General Eanes fez o que permitia a força humana para dar cabo de Mário Soares, do PS, da Revisão da Constitução, etc..

Ao ponto de se servir de Belém para lançar um partido (sim, ele presidente de “todos os portugueses”) destinado a ocupar o lugar do de Soares: PRD, o partido da “ética” (qual ética?) – um saco de gatos ridículo e oco, mas que cumpriu a sua “eanética” missão: dar cabo do PS nas eleições seguintes.

É com a maior ternura que, hoje, ouvimos as palavras de “reconhecimento da pátria” a Mário Soares, na boca do General.  

 

10.1.17

DIZ QUE FOI O PUTIN

 

O Putin, coitadinho, anda para aí a ser acusado pelos serviços secretos americanos de, durante a campanha eleitoral, ter lançado uma campanha de hackers contra a dona Hilária. A tal respeito ainda ninguém viu nada de concreto, mas acreditemos. Havia gente que queria prejudicar a senhora e favorecer o Trumpas.

O Putin diz que não. Quem, eu? Nem pensar. Estou aqui tão sossegadinho no Kremlin, e estes tipos a dizer mal de mim! Aposto que foi o Assange ou outro que tal, se é que houve ataques ou coisa do género. Estou como o IRRITADO, ainda não vi nada!

O Trumpas é da mesma opinião. Então ando eu aqui a querer fazer as pazes com o homem, e aparecem estes parvalhões a meter engulhos na engrenagem? Esperem pela pancada!

Não sei, nem me interessa lá muito, onde é que isto vai parar. Mas, meus amigos, a verdade é que, na história das democracias ocidentais, jamais candidato algum foi criticado, insultado, achincalhado, mordido como o foi oTrumpas, e pela generalidade da opinião, americana e internacional. Parece que os eleitores não sabem ler. Ou que os opinadores vieram de outro planeta.

Mesmo que todo o mal que dele se disse e escreveu tenha correspondido à verdade (e, em grande parte, correspondeu), o homem acabou por ganhar. E não foram, com certeza, as manobras dos hackers, do Putin ou de outrem, quem fez a dona Hilária cair da História abaixo.

 

10.1.17

 

10.1.17

TRATAR BEM OS VELHINHOS

 

Os gerontes, tidos por preciosos pelo Estado, são objecto de várias tiradas públicas que propagandeiam o respeito por uma vida de trabalho, a consideração pela sua inatacácel dignidade, a obrigação de os acarinhar, proteger, suprir as limitações que a idade provoca, etc. e tal, patati patatá.

Há já vários anos que parece haver uma lei que confere aos maiores de 65 anos prioridade em matéria de atendimento em serviços públicos. Mentira.

Experimente, por exemplo, as finanças da Fontes Pereira de Melo, onde começa por não haver senhas prioritárias. Vá, directo, ao funcionário que trata do assunto que lá o leva, diga a idade, pedindo prioridade. Resposta: Há trezentas pessoas à espera, dezenas delas de idade. Se conseguir demonstrar que é o mais velho dos presentes, dar-lhe-ei prioridade.

Experimente. Eu já o fiz.

Experimente a loja do cidadão, onde há senha prioritária, por exemplo, nos serviços de identificação. Como há só dois tipos a tratar de tais assuntos e há oitocentas grávidas e trezentas criancinhas na bicha do CC, a própria funcionária das senhas diz: Tire uma prioritária e uma normal. Vai ver que a sua vez chega primeiro na normal. E olhe que, pelas minhas contas, pode ir almoçar a casa na calma e voltar mais tarde. Pelo andar da carruagem, não sei se o dia lhe chegará.

Experimente. Eu já o fiz.

Passe para a privada. Exemplo: a Via Verde, que tem senhas prioritárias. Tire uma. Chamam-no depressa. Todo contente, senta-se em frente do cornaca, que o olha com ar desconfiado. O que é isto de senha prioritária?  V. responde: Tenho 75 anos, quer ver o cartão do cidadão? Resposta: A idade não interessa, tem que ter deficiência, e acrecenta uma série de condições de tipo moralista-pedagógico-ordinário. V. pede o Livro de Reclamações. Olham uns para os outros como quem diz este gajo, além de velho, é parvo. Passado tempo, lá vem o livro. V. escreve o que tem a escrever, sabe que não servirá para nada, mas, no momento, descarrega a bilis. Surpreendentemente, a Via Verde manda-lhe uma carta (a ASAE deve ter mais que fazer), em que explica: a) que as empresas privadas não têm nada a ver com o assunto, mas que,   possuída de generosidade privada, a Via Verde estará disposta a considerar o assunto desde que V. seja homem para conjugar a idade com alguns sinais de de limitações físicas, auditivas, visuais, mentais ou múltiplas, mobilidade reduzida ou outros sinais físicos que evidenciem incapacidade para suportar a penosidade associada à espera. Simples, não é?

 Experimente. Eujá o fiz. Há-de vir o dia em que a Via Verde terá, à porta, um conjunto de especialistas, entre os quais médicos de várias especialidades - psicólogos, psiquiatras, otorrinos, ortopedistas, etc., a fim de atestar a sua “penosidade”. Passado o atestado, poderá então usufruir da generosidade corporativa da organização.

Estou a brincar? Não. Os tempos vieram dar-me razão, como a seguir se verá.

No fim do ano, com colaboração da imprensa, foi a geronto-comunidade informada que isso da prioridade, a partir de 1 de Janeiro, seria para respeitar no público e no privado, sob pena de pesadíssima multa, que poderia chegar aos mil euros, a favor do Estado, como é evidente.

Cheio de esperança, Janeiro chegado, aí fui eu  a um serviço público (não o citarei por medo de alguma represália), onde tirei a famosa senha. Atendido num ápice, levei uma descompostura dos diabos: Meu caro senhor, isto é um abuso. Poderei fazer o favor de o atender, mas fique sabendo que isso da idade não vale um caracol. Segundo a lei, terá que ter um atestado, devidamente autenticado,  passado pelo subdelegado de saúde da sua área de residência, referindo as suas incapacidades para a “penosidade”. Titubeei umas desculpas parvas e, rabinho entre as pernas, fui à vida.

Experimente e verá. Eu já o fiz.

 

É penoso tentar comentar estas coisas. São sinal da sociedade em que vivemos. Melhor seria não haver “privilégios” nenhuns do que envolver (pseudo)generosas intenções em burocracias, complicar em vez de simplificar, sujeitar cada um ao poder totalitário dos funcionários, transformar o evidente numa questão de papéis e/ou de apreciações doutas e irrecorríveis de quem não sombra da competência para tal, transfomar uma proclamada “justa vantagem” numa fonte de chatices, de perdas de tempo, de nervos e de vergonhas.

Repare-se que, desta vez, ainda não disse mal do chamado governo. É que o mal é endémico. Pensando melhor, não há dúvida que esta última (a da necessidade do atestado) é da cabeça privilegiada de algum geringonço...   

 

6.1.17

BONS SERVIÇOS

 

Uma pessoa que eu conheço, reformada (contributiva!) com trezentos e tal euros por mês, 70 anos, arranjou um trinta e um com um dente: inchou-lhe a cara tipo bola de raguebi, dores horríveis, etc. Desesparada (não tenho dinheiro para dentistas!) viu a coisa agravar-se.  Meti uma cunha a um dentista que conheço. O homem pôs as mãos na cabeça, fez-lhe um buraco não sei onde, extraiu porcaria em quantidades industriais, receitou um antibiótico violento, e fez um pedido de exame para uma radiografia à boca no SNS. Cumpri a minha parte no que ao antibiótico dizia respeito, coisa aliás barata.

Dois dias depois, a pessoa contou-me que esteve dois dias inteirinhos no hospital Amadora/Sintra e... radiografia nem vê-la. De lá veio com o rabo entre as pernas. Contou-me mais, sobre a multidão (no segundo dia estavam lá os mesmos da véspera...), a falta de médicos, isto e aquilo, toda a gente sabe.

Não estou a gabar-me da ajuda, coisa que qualquer um faria. O que me traz é pedir a quem lê que faça um pequeno exercício de imaginação.

Imaginem o que aconteceria, em 2015, perante uma situação deste tipo: as televisões estariam em peso no local, a fim de entrevistar a bola de raguebi e receber, com a devida honra, figuras e figurões dos sindicatos, a dona Catarina, um gajo do PC, uma manifestação da CGTP, mais desgraçados entrevistados, a barulheira duraria pelo menos três dias. À noite haveria debates, todos concordantes em que o que se passava era a destruição do SNS por razões ideológicas, era o governo a ir além da troica, era o diabo a quatro.

Imaginem agora que o hospital tinha gestão privada. A bernarda seria ainda maior, e muito mais fácil, porque havia um bode expiatório mais à mão: na ganância do lucro, os privados, a mando do governo,  privavam a Nação do SNS e metiam ao bolso o dinheiro das radiografias sem fazer radiografias. A dona Catarina entrava em delirium, esperneava, vejam as consequências da falta de socialismo revolucionário, o PS e o PC alinhavam, ribombavam as mais violentas aleivosias, etc.. Deve, aliás, ter sido por isso que o tal hospital deixou de ter gestão privada, com os brilhantes resultados que estão à vista de todos mas de que não se fala porque, no firme e triunfante caminho para a ditadura de esquerda, a falta de protesto e, sobretudo, de informação, são um elemento fundamental para ir habituando as pessoas a não ver, não ouvir, não falar.

É a “paz social”, no parecer do Presidente, do chamado governo e dos respectivos acólitos- bengala, ou acólitos-oficiantes.

*

Uma “autoridade” qualquer deixou escapar uma classificação (rânquingue, em novilíngua) dos hospitais do SNS, na qual, dos três primeiros, dois são de gestão privada, não sendo possível, nos restantes, chegar à conclusão que os hospitais de gestão pública prestam melhores serviços, e mais baratos, que os de gestão privada.

Além disso – um sinal importante – o Hospital de Cascais, além de bons serviços, custou ao Estado menos 47 milhões do que estava previsto no contrato. Bom serviço, e mais barato. Conclusão do chamado governo: acaba-se com o contrato, lança-se um concurso internacional para nova gestão, sendo de prever que jamais se fará nova adjudicação. Aqui temos o que é estatismo puro e duro. Ou, se quiserem, a doutrina da reversão, seja à custa do que seja. O contrato podia ser objecto de revisão ou renegociação se, aqui e ali, se pudesse obter melhorias hospitalares ou económicas. Não! O objectivo é a afirmação do poder do Estado, mesmo que contra os interesses dos cidadão, como é o caso.

Bons serviços, só os do Estado. Mesmo que sejam piores, e mais caros, que os dos outros, são melhores por definição.

 

Comentários para quê?

 

5.1.17

JUSTIÇA DE PROXIMIDADE

 

Com a pompa do costume, foram (re)inaugurados uns tribunais lá para os confins das terras trasmontanas. A coisa tem foros de sensacional.

Calcule-se que, em tais e tão indispensáveis serviços públicos há, até, dois funcionários, dois!, um dos quadros outro das câmaras municipais. E até há, imagine-se, nalguns, um juiz! Noutros (ainda) não há, outros têm juiz que aparece por lá de vez em quando. Fantástico, não é? Devia haver feriado nacional para comemorar tão retumbante reforma.

Não foi explicado, nem tal seria necessário, que, para tão complicadas estruturas, talvez conviesse a anterior “secção de proximidade”, eventualmente reforçada com algumas competências. Nem foi explicado porque é que foram reabilitadas vastas instalações, com importantes custos, a fim de albergar, na melhor das hipóteses, um juiz e dois funcionários.

O que importa é o “contentamento” popular, dizem os autarcas, desejosos de agradar ao poder. O resto é conversa reaccionária e ultraliberal.

Por outras palavras, o importante não é o que se faz, mas o que a propaganda faz disso.

 

2.1.17

TRANSPORTES PARA O POVO

Mesmerizados com augusta presença do chamado primeiro-ministro, assistiram os tripeiros à passagem da gestão dos transportes públicos para as mãos do senhor Moreira. Vai ser óptimo, uma maravilha. O senhor Costa justificou: quando quiserem mudar uma paragem de um sítio para outro, é só ir eter com o senhor Moreira, que ele trata do assunto; o mesmo se quiserem mudar um trajecto, ou outra coisa qualquer que lhes venha à cabeça. Até agora, por razões que ele lá sabe, não havia tais e tão sorridentes possibilidades.

Não referiu, ou eu já não o ouvi referir (estava farto do paleio), quanto calcula que vai custar ao Estado a anulação do contrato com os privados. Na verdade, uns milhõezitos a mais ou a menos, o que é isso comparado com uma boa sessão de propaganda?

 

2.1.17

MARCELADAS

Sua Excelência, no que é unanimemente explicado pelos opinativos cá do sítio como um “aviso” ao chamado governo, deu-nos parte desta extraordinária descoberta: precisamos de investimento e de crescimento. Uma descoberta do mais sensacional que se possa imaginar.Ninguém sabia que a Pátria tinha tais necessidades!

Esqueceu-se de referir que, para que haja tais coisas, é preciso que tudo mude. Não há investimento sem confiança, e confiança é coisa que, em relação a Portugal, se perdeu há mais de um ano. Não há crescimento enquando o mundo do trabalho for “regulado” pela CGTP e pela doida Catarina. Não há nem uma coisa nem outra enquanto patrões e empregados não forem livres de contratar e ser contratado como cada muito bem entender, amarrados que estão pelo dogma do contrato colectivo. Não há nem uma coisa nem outra enquanto o fisco for o cata-vento ultra burocrático e para ditatorial que é.

Sua Excelência, em vez de vir ecoar o que toda a gente sabe, bem podia ter indicado o caminho. Ou então, fazer um discurso tipo Américo Tomás.Talvez fosse mais útil, ou menos inútil.

 

2.1.17  

SINDICALISMO JUDICIAL

 

A senhora conhecida por ministra da justiça resolveu ressuscitar os tribunais que a sua antecessora em boa hora tinha fechado. É de presumir, em abono de tal senhora, que recebeu ordens para tal. Terá tal desculpa. A geringonça manda abolir, reverter, destruir tudo à sua volta, armada em Fénix que se propõe renascer das cinzas das fogueiras que ateia. Nada de espantar, portanto. Lógico, evidente, inevitável e glorioso.

Surgiu, porém, um problema: não há pessoal para tantos tribunais. A chamada ministra arranjou uma solução: ir-se às autarquias e sacar de lá uns funcionários. Não se sabe e, pelos vistos, não interessa, o que foi feito dos funcionários judiciais que, via reforma anterior, deixaram os tribunais fechados. Devem estar no congelador.

O que interessa é dar atenção a uma notícia ontem publicada, que demonstra a solidariedade dos sindicatos do PC para com os tão louvados trabalhadores. Com todas as suas forças, os tão generosos sindicalistas opõem-se vigorosamente à absorção de pessoal que, pelos vistos, está a mais nas autarquias. Classifica-os de incompetentes, inadequados e não recicláveis.

Isto de sindicatos é assim: na nossa capelinha ninguém entra, a não ser que nós deixemos, que se sindicalizem e que nos paguem as respectivas quotas.

Algo me diz que, como no caso dos estivadores – um escândalo que seria gigantesco se outra gente cá mandasse – a chamada ministra vai ceder às exigências dos tipos do PC e admitirá umas centenas de tipos “de confiança” para povoar os seus bem amados novos tribunais.

A ver vamos.

 

1.1.17     

SERVIÇO PÚBLICO

 

Ontem, fim do ano, a RTP3, sob a alta direcção do melífluo Teixeira (salvo erro), irritante como a morte, presenteou-nos com um debate, que de debate nada teve, uma vez que se limitou a proporcionar gabarolices várias aos participantes. Eram eles; uma senhora, cançonetista, declarada patriota apesar de só cantar em inglês, que teceu considerações sobre a sua desinteressante vidinha; um humorista, que não tem piada nenhuma e manda mensagens a quem jamais lhe deu o endereço ou pediu informações; um cientista, muito conhecido na TV pelas suas científicas politiquices; um rapaz muito moderno, que produz brinquedos científicos, os quais, ou não funcionam ou criança alguma consegue montar.

Muito bem. Lá disseram de sua justiça, sem esquecer, como é evidente, os elogios a Santo António Guterres, ao Ronaldo, ao Marcelo e ao Costa, como figuras do ano. Muito bem.

Quase no fim, o insuportável Teixeira, depois de declarar que aquele programa não tinha sido concebido para falar de política, deu trela à trela de cada um. Daí, ó espanto, desataram todos a tecer os mais largos encómios à “situação”. A rapariga das cantigas declarou o seu acendrado amor ao Bloco de Esquerda e às respectivas esquerdoidas; o cientista corroborou, acrescentando o indispensável panegírico dos Costas, Marcelos e companhia, coisa que também entusiasmou o humorista sem piada nenhuma; o rapaz da nova economia, mais modesto, alinhou, suponho que para não se arriscar a perder algum subsídio.

 

Aqui temos, claro como a água, o objectivo do inenarrável Teixeira e da RTP: arranjar uma máscara “independente”, profissional e “não política”, para um comício da situação. Para tal foi seleccionado um coro, a quatro vozes, com a garantia prévia de que diriam todas a mesma coisa.

 

A isto se chama, em Portugal, serviço público, independente e pluralista. Faz lembrar o pluralismo da RDA, onde, oficialmente, até havia vários partidos e liberdade de opinião e pensamento. Fantástico.

 

1.1.17

SOARES II

Recebi vários comentários que, pela esquerda, pela direita, pelo centro e não sei por onde, no blog e fora dele, condenam o que disse sobre Mário Soares. Aceito a maior parte de tais críticas, subscrevo e agradeço muitas das opiniões formuladas. Repito, nunca gostei dele, do seu socialismo, da sua maneira de ser e de se “safar”.

O que fiz - é esse o objectivo do escrito - foi louvá-lo por ter servido de tampão às forças anti-liberdade que, trogloditicamente, continuam a ter direito de cidade entre nós. O que fiz foi denunciar a geringoça, a sua génese porcalhona, a sua prática demagógica, a sua traição a valores que, apesar de tudo, Soares sempre respeitou.

Mais nada.

 

31.5.16  

HAJA QUEM EXPLIQUE

 

O Obama, no estertor do fim, decidiu deixar passar (não vetar) uma resolução do Conselho de segurança da ONU que condena os colonatos israelitas na Cisjordânia. Perceba quem quiser, como já aqui escrevi.

Vai daí, a dona Teresa condena a atitude dos EUA.

A pergunta que fica é esta:

Ó dona Teresa, então porque é que não mandou o seu embaixador vetar a resolução?

 

31.12.16

MÁRIO SOARES

Nunca fui adepto de Mário Soares. Assisto ao seu fim com a pena que se tem dos que se vão da Terra.

Dos muitos defeitos que se lhe podem assacar, um não teve: o de não defender a democracia ou de não distinguir os que nela acreditam dos que a odeiam.

Parece que, nos seus últimos anos, o seu amor pela Liberdade não foi, por ele, defendido da melhor maneira. Lembro os seus últimos artigos de opinião, recheados de malquerença e de conceitos erróneos. Lembro a insensatez da sua candidatura presidencial. Coisas que a idade justificará, por muito que custe a gregos e a troianos.

A sua última glória, quanto a mim, foi a de jamais ter entrado no coro da geringonça. Dirão os adeptos dela que foi a idade que o tolheu. Direi eu que foi o desgosto de ver a sua criação (o PS) mancomunada com inimigos, confessos e inconfessos, do essencial da sua vida e dos valores que sempre defendeu. Calculo o que foi, para Soares, vê-la nascer e prosperar. Neste sentido, pode dizer-se que, moral, intelectual e politicamente, foi a geringonça que o matou.

Soares nunca acreditou nas virtudes da propalada “maioria de esquerda”. Opôs-se ao conceito, porque a essa “maioria” pertenciam os inimigos da Liberdade. Coligou-se com o CDS, mais tarde com o PSD. Com este, afrontou  a crise financeira, aguentou o odioso, e tant bien que mal, saíu dela.

Nunca lhe terá passado pela cabeça uma aliança como a que o seu partido fez, traindo-o e às suas mais profundas convicções. Por isso que, às portas da morte, o IRRITADO o homenageie, esquecendo tê-lo considerado sempre um adversário, por ser socialista, não por ter, oportunisticamente, pisado os valores fundamentais em que acreditava - coisa que nunca fez.

 

30.12.16

PARA QUÊ?

Cá na terrinha, ao aproximar-se o fim do mandato de qualquer eleito, vozes se levantam a infirmar tudo e mais alguma coisa que tal eleito queira fazer, ou faça. Legalmente não há limites mas, politicamente, se der jeito, inventa-se o que não existe - a não ser no que respeita ao Presidente da República, que, seis meses antes do fim, se vê privado da “bomba atómica” - o poder de dissolução do Parlamento.

Vem isto a propósito do contraste com o que se passa nos EUA. Obama está numa vertigem política, num frenesi, num afã decisório sem precedentes. Concordando ou não com a as suas decisões, ninguém, por lá, põe em causa a sua legitimidade para fazer o que faz a escassos dias de sair da Casa Branca. Imagine-se a barulheira que se levantaria em Portugal (já se tem levantado) se um governo, uns meses antes de se ir embora, resolvesse desatar a legislar sobre quaisquer assuntos, importantes ou não.

 

O que acima escrevo é um comentário inconsequente. Substancialmente, o que me traz é o espanto com que vejo as decisões do senhor B. Obama. Por exemplo: sabendo que quem o vai substituir é feroz defensor de Israel, tira o tapete a Netaniahu no Conselho de Segurança. Sabendo que Trump tenciona dialogar com Putin, desata a aplicar sanções à Rússia.

Não estou a tomar partido a favor ou contra uma ou outra das políticas de um ou de outro. É cedo para ajuizar. O que me parece estranho, se calhar por vício de portuga, é que Obama, sabendo que as suas políticas depressa deixarão de existir, havendo para tal um apoio parlamentar de que ele nunca gozou, mesmo assim, resolva avançar com temas tão polémicos.

Para quê? Gostava de saber. Para já, só sei que há por aí multidões de trutas que não deixarão de me “esclarecer” sobre o assunto.

 

30.12.16

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