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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

TRAFULHAS AO PODER!

É-me mais ou menos indiferente que o célebre Guterres seja ou não seja eleito secretário geral da ONU. Se for, pois, porreiro. Se não for, que se lixe.

Posta esta “declaração de interesses”, vejamos:

O homem fartou-se de trabalhar no pelouro dos refugiados. Muito bem. Os resultados não foram brilhantes, mas, com tanto refugiado, que poderia o homem fazer? Por cá, as coisas foram diferentes. Guterres não é mau homem, apesar de socialista. Porém, lembram-se? Com tanto “diálogo”, tanto palavreado, fartou-se de gastar dinheiro, acabou no “pântano” e deu à sola na primeira oportunidade (quando perdeu as autárquicas!). Fugiu. Classifique quem quiser.

É mais que evidente que, mais que não seja pelo discurso e pelo currículo, parece ser o melhor candidato. O problema é que está a ser vítima de um processo do género geringonço. Qual Seguro, tem à perna uma fulana que parece do calibre do Costa (a tal Kristalina, vinda de um dos países mais “suspeitos” da UE), que apanha o comboio à última da hora. Diz-se que é o patarata Junker e a dona Ângela quem a meteu ao barulho utilizando uma calçadeira ao estilo oportunista e burocrático do gerente da geringonça. Uma trafulhice pegada, como é evidente. A gorda búlgara até vai ter uma “audição privada”. Só para ela, tudo legal. Até tem, do Junker, a novidade de uma “licença sem vencimento”, coitada.

Ao ver este tipo de processos a tão alto nível uma pessoa lembra-se, por exemplo, dos processos “democráticos” em vigor no PREC e dos que levaram a geringonça ao poder. O mesmo escrúpulo, o mesmo respeito pelas instituições e pelas pessoas. Se tais processos derem resultado na ONU como deram por cá, meus amigos, está tudo torto.

 

29.9.16   

O QUE RESTA

Por muito que se diga, o problema principal que as declarações da doida Mariana revelam não é o de saber quanto dinheiro será sacado pelo novo imposto ou quantas pessoas serão por ele atingidas, se serão da classe média, média alta, média baixa ou média média, ou ainda por outra classe qualquer. O verdadeiro problema (tão grave como se ela se declarasse apologista do nazismo) é o da mentalidade que preside às suas posições “filosóficas”. O problema é o da instilação de ideias absolutamente contrárias à liberdade, à civilização e à democracia próprias de uma sociedade aberta e plural. Os “princípios” formulados sem vergonha pela perigosa harpia são a declaração oficial, sim, oficial, que a mulher é membro destacado do poder político em vigor, de uma orientação política que foi, é, e continuará a ser – porque lhe é essencial – a negação de todos os valores políticos ocidentais, a condenação da liberdade individual, do direito de propriedade, do capitalismo, do bem-estar e da justiça. É de lembrar que, sem o respeito por estes valores, nunca houve liberdade propriamente dita, nem respeito pela natureza humana.

Mais grave ainda é que Costa, gerente da geringonça, venha, dias depois, fazer-se eco exactamente das mesmas ideias, na versão um dia formulada por Marx, e depois praticada pelas mais nojentas tiranias da História.

É claro que a tal Mariana veio deitar água na fervura, convencendo os ignaros que só tinha falado num impostozinho sem grande importância (acha ela) e esquecendo o resto. E convenceu ignaros como os galambas e as mendes desta vida, em representação de hordas de basbaques e de estúpidos que se deixam conduzir por gente desta.

Por isso que o “coro” que se ergueu contra os anunciados “novos caminhos”, e que tão atacado tem sido, seja, afinal, formado por quem, à direita e à esquerda, resta para defender o que resta de honrado na III República.

 

26.9.16

O POLVO

No geringôncico ambiente em que vivemos, não é preciso ser adepto de teorias da conspiração. As coisas passam-se à nossa frente, não as ver é cegueira mental.

A menina Mortágua resolveu debitar as suas teorias da luta de classes, pondo o PS, histérico, a aplaudir. Diz aos ouvintes que terão que perder a vergonha – ela já não a tem, ou nunca a teve – e caminhar para as doçuras do socialismo real. Os ouvintes entram em delírio, evidentemente ansiosos por perder os restos de vergonha que os impedem de seguir avante!

O sem vergonha Costa, cita, ipsis verbis, pletórico de orgulho, o seu santo padroeiro Karl Marx e a teoria da “distribuição” que formulou num dos seus escritos mais extremistas. A malta do PS exulta de incontido entusiasmo.

Falando dos media, mormente televisivos, é fantástico ver como proliferam as não notícias, as horas dedicadas ao futebol e outros truques "informativos" destinados a distrair a plebe do que interessa.

Entretanto, o camarada Pinto de Sousa, vulgo engenheiro Sócrates, é incensado por umas dezenas de foliões e ribombado em primeiras páginas, telejornais e afins, como se tivesse enchido o Terreiro do Paço e dito fosse o que fosse de interessante. As mulheres do PS ficam augadinhas de frenéticos entusiasmos. A juventude do PS abraça o orador, a quem deseja um futuro brilhante. No jornal socialista chamado Público, a respectiva directora chega à brilhantíssima conclusão de que o reaparecimento do tal chamado Sócrates é feito “contra” o Costa, coitadinho do Costa.

Ao mesmo tempo, é lançada uma campanha contra o juiz Alexandre, com vários arautos e aderentes, todos a merecer os mais largos encómios e a mais vasta propaganda. Já faltou mais para prender os juízes e mandar os ladrões em paz.

O Saraiva meteu a pata na poça, e de que maneira. Gerou-se um clamor universal. Fosse o Saraiva afecto à geringonça e algo me diz que não haveria clamor nenhum, como já aconteceu com outros denunciantes de questões de alcova.

Concluindo:

A máquina está montada, o PS tem o cérebro “lavado”, o país está a adormecido, o “contra” é sibilinamente silenciado.

 

Quando acordarmos será tarde demais.

 

25.9.16  

MORTADELA COM PIMENTA

De uma penada, a odiosa Mortágua pôs o PS de joelhos e tomou conta dos jornais.

Filha de violento revolucionário (indivíduo que, com a democracia, jamais teve seja o que for a ver e que, para vergonha da III República, foi condecorado pelo tenebroso golpista chamado Sampaio), a rapariga deu à costa recheada da paternal cartilha, coisa que vai metendo aos poucos na cabeça oca e ignorante da elite socialista. De nada lhe serviu o que diz ter aprendido na escola. De nada lhe serviu a inteligência que, dizem, terá. Quando se parte de premissas erradas ou motivadas por mero ódio e pela sede de poder, para nada serve a escola, para nada serve a tal inteligência. O que por aí não tem faltado é a emergência de tiranos inteligentes e cultos.

Chocante, mais do que a existência de uma criatura do calibre desta, é a reacção da tal elite. Perante a proclamada ressurreição do mais abjecto leninismo, criaturas representantes de um partido (ex?) democrático, rebolam-se, entusiasmadas, nas cadeiras da sala... e do poder. É a descida aos infernos, o mergulho na contradição de si próprios... ou é o socialismo que regressa à sua verdadeira natureza de doutrina que só é “realmente” praticável em ditadura?

Mortágua, de um dia para o outro, alcandorou-se ao trono de ideóloga da geringonça. Com uma ou outra honrosas excepções, não há, no PS, quem a contradiga ou a trave. Até o PC, que é tão totalitário como ela mas não é estúpido, se declara cauteloso perante o avanço da mulher, que não só lhe está a tomar conta da doutrina como dá passos imprudentes.

A subserviência informativa honra-a com um ror de primeiras páginas ou equivalente. O PS, medroso como todos os ignorantes, amocha, ou gosta e volta aos tempos do camarada Serra com a maior das alegrias.

A geringonça, filha da desonestidade de uns e do oportunismo de outros, foi, de nascença, um mal. Podia, ao menos, ser um mal menor. Mas não é. Como o que aí vem demonstrará até a quem não gosta de verdades.

 

20.9.16        

REGRESSO AO PASSADO

 

A gloriosa marcha da geringonça a caminho dos amanhãs que cantam conhece sinais claros da inspiração leninista que postulava “um passo atrás, dois adiante”. É sabido que os passos em frente do camarada Vladimir Ilitch foram o caminho seguro para dezenas de milhões de assassínios e para misérias sem descrição.

Por cá, com a gloriosa gestão da geringonça, vai ser diferente. Os tempos são outros e, salvo nos mais dourados sonhos do Jerónimo, do Arménio e das esquerdoidas do Louçã, não chegaremos, é de esperar, aos assassinatos. Mas à miséria…

Olhem estes passinhos atrás: os juros a dez anos estão no triplo dos de Espanha, o risco da nossa dívida galgou para máximos de sete meses, o nosso yeld está de pernas para o ar em relação aos dos parceiros (o deles desce, o nosso sobe), a dez anos os espanhóis estão com 1,07%, os italianos com 1,31, nós com magníficos 3,49.

Aqui temos mais um sinal do passo atrás. Os que forem dados em frente, como os do Lenine, vão por mim, serão piores.

Mas o abutre ri e, como diria a Sophia, “alisa as penas. Os seus discursos fazem ficar as almas mais pequenas”.

 

18.9.16

COITADINHO

O camarada Pinto de Sousa, vulgo engenheiro Sócrates, tem vindo a alertar a opinião pública para a universal perseguição que contra ele está em curso. É de atender às razões que lhe assistem.

A coisa vem de longe. Começaram por pôr em dúvida os seus estudos, acusaram-no de andar da câmara em câmara a vender a assinatura em incríveis projectos. Chamaram-lhe provinciano e pacóvio, deslumbrado com a capital. Disseram cobras e lagartos de algumas das suas melhores obras em prol da Pátria, tais o TGV, o Aeroporto, a Cova da Beira, o Fripor (expressão do próprio), e tantas outras benesses com que brindou ou quis brindar os portugueses. Coitadinho!

Mas não bastou. A sanha persecutória ia continuar, apesar de todos os esclarecimentos que, com a maior sinceridade, já prestou. Já disse e escreveu tudo o que a seu respeito interessa para que as pessoas possam ajuizar da sua alta qualidade humana, política e social: informou-nos que gosta de viver à larga (quem não gosta?), que detesta trabalhar (trabalhar faz calos), que é um pendura de altíssimo gabarito (não vem daí mal ao mundo), que viver em Paris com muita massa é porreiro pá (indesmentível), etc.. Que mais querem dele para poder ajuizar? Não bastou esta nobre transparência, assim falada e escrita? Coitadinho! 

Ainda que ciente destas excelsas virtudes, o mundo não lhas reconhece. A “direita” tem-lhe um pó de morte, a esquerda votou-o ao ostracismo, os jornais escarafuncham-lhe a vidinha, as autoridades judiciais, vendidas aos inimigos, perseguem-no e aos seus. Até o Presidente da República (último a ser declarado como fazendo parte da cabala) visita a Procuradoria, sede por excelência dos mais vis ataques e das mais hediondas perseguições. Coitadinho!

Parece que até a Frau Merkel, antes tão amiga, se tem esquecido dele. E o Banquimune, com obrigações perante o mundo inteiro, não se tem ocupado a louvar a sua inultrapassável heroicidade. Coitadinho!

Que mais estará no horizonte da conspiração? Ninguém o poderá dizer. Mas, da sua humilde tribuna, o IRRITADO chama a atenção dos seus concidadãos para o que, em nome da democracia e da justiça, se está a passar.

Coitadinho!

 

18.9.16

NOVAS DO ESTERCO

Uma coisa que dá pelo nome de TVI, usando os altíssimos critérios, tipo bingo, dos seus “jornalistas”, resolveu fazer uma escala em que classifica pessoas segundo o “poder” que têm, misturando um pouco de tudo com um pouco de qualquer coisa e dando a impressão de que meteram uma data de nomes num saco, baralharam e tiraram à sorte.

É evidente a estupidez da coisa, só comparável, em qualidade intelectual e utilidade social, à Casa dos Segredos e outras vergonhas televisocretinas.

Também é evidente que, na tal escala, surgem as figuras e figurões da política, a saber, o PR, o Costa, o Jerónimo, a Catarina, o Arménio e demais altas personalidades da esquerdoidice. De fora, ficaram a Assunção e o Pedro, cujos nomes, ou me engano muito ou nem sequer entraram no saco do bingo.

Por um lado, isto demonstra a “independência”, a “imparcialidade”, a “honestidade” e outras altas qualidades dos tipos da TVI.

Por outro, acho que quem ficou de fora deve agradecer a essa gente que não os tenha metido na m…a que produziram.

 

18.9.16

TOSTAS MISTAS

Como não haverá quem não lembre, ao longo de vários anos uma estranha coligação (CDS, PC, BE e PS) andou para aí aos gritos contra o chamado IVA da restauração. O novo poder social-comunista veio satisfazer tão “justa luta”.

A nova taxa, foi jurado, ia relançar o emprego, a economia, a qualidade das tostas mistas e outras ingentes preocupações da sociedade.

Como todas as leis estúpidas, esta teve um destino abstruso, isto é, a sociedade respondeu-lhe de pernas para o ar. Quando o IVA aumentou, os preços de tascas tasquinhas, restaurantes e similares não subiram. Agora, que o IVA baixou, seria de pensar que os preços ou descessem ou ficassem na mesma. Aconteceu o contrário. Os preços subiram, nada menos que 3,3%, a subida mais alta de todos os sectores. O emprego ficou na mesma, a economia está pior, as tostas mistas não sentiram nada.

Os intelectuais de serviço à “explicação” de tudo e mais alguma coisa assobiaram para as árvores, o chamado governo moita-carrasco, a malta, silenciosa, aguenta.

Saudemos mais esta intervenção do comuno-socialismo, especialista em pontapear o contribuinte muito mais do que em usar o bestunto que Deus lhe deu.

 

18.9.16  

A VERDADE É UMA CHATICE

O inacreditável ministro das finanças (assim chamado) tem andado a desbocar-se, parece que sem consultar previamente o chamado primeiro-ministro. A coisa pôs o Largo do Rato em estremeções da mais pura indignação. Erros de comunicação? Ingenuidade? Falta de traquejo político? Incompetência?

Vozes tidas por responsáveis, diz a imprensa, arrepelaram-se de surpreza, horror, indignação, uma escandaleira, um inaceitável carência de juízo, de bom senso, de profissionalismo. Que fazer, senão desmentir o indivíduo?

Em resumo, o homem declarou que que ia aumentar uma data de impostos, todos longe dos de rendimento, isto é, impostos calculados sobre contas e avaliações feitas pelo fisco segundo os seus altíssimos critérios (vulgo impostos indirectos), não sobre a situação económica de cada um, não sobre a capacidade que cada um tem de pagar seja o que for, mas sobre o que o sacrossanto fisco determinar que é “digno” de mais impostos.

Outrossim declarou a criatura que a fuga ao segundo resgate era “a sua principal missão”, isto é, que o tal resgate, que a tenebrosa oposição diz estar à espreita, afinal, está mesmo à espreita, facto que o seu parlapatoso chefe e o mais alto apoiante da geringonça, sito em Belém, se comprazem em negar.

Postos os factos, que pode pensar um  cidadão, geringonço ou não?

Quem mente? O chamado ministro, ou o chefe Costa e sua gente? Há, ou não há o “diabo” do resgate ao virar da esquina? Os impostos vão aumentar ou não? Cairão em cima de quem? Neste aspecto a esquerdoida-mor já esclareceu: quem vai pagar mais são os pela própria nomeados ricos, quer dizer, os que tenham bens avaliados em 500.000 euros, quer tenham dinheiro quer não, quer o património esteja ou não a cair aos bocados, hipotecado ou não, quem manda é ela e acabou-se.

O ministro não sabe o que diz, ou sabe? Diz o que não deve, ou é só parvo?

Na minha qualidade de não geringonço, cumpre-me declarar: o imperdoável defeito do chamado ministro é fugir-lhe a boca para a verdade, coisa que, está provado, é incompatível com a filosofia, a postura cívica e a moral republicana da geringoça. E fazer um prognóstico: o fulano, após umas conversas com o chefe Costa e a sub-chefe Martins, vai entrar nos carris e deixar-se de “lapsi linguae”.

Acresce, para nosso sossego, que tudo vai ser congeminado por um “grupo de trabalho” integrado pelo PS e pelo BE (o PC, que anda a levantar o rabinho do selim, fica de fora).

Apetece perguntar: afinal quem é o(a) chefe e a(o) sub-chefe?

 

15.9.16

UK

Algures no país de Gales, passo os olhos pelo Sunday Times. Anda esta malta preocupadissima com a reforma educativa da dona Theresa. Como não faço ideia do que sejam as diferenças entre uma grammar school, uma comprehensive school e uma academy, fico mais ou menos na mesma. Interessante é verificar que a preocupação da senhora é avançar para uma meritocracia educativa, isto é, dar a todos, segundo as aptidões de cada um, todas as hipóteses de progresso escolar, sem que o critério económico entre na equação. Dir-se-ia que o objectivo teria o apoio de todos, independentemente de se discutir se os meios conduziam aos fins.Não. O camarada Corbyn entrou em stress, provavelmente por ciume. E, nos tories, também há fúrias várias devidas a uma ex ministra que foi corrida pela dona Theresa. O próprio Cameron parece que também não gostou. Resultado, o IRRITADO ficou a olhar como boi para palácio.

Também anda por aqui alguma preocupação com a divisão que os tipos do sul andam a promover sob a alta direcção de um grupo de falhados chefiados por fulanos do gabarito do Hollande, do Tripas e do Costa, todos ansiosos por não pagar o que devem, por viver à pala e ganhar eleições via papas e bolos.

O caso do senhor Vaz também entusiasma os noticiantes. O fulano, apanhado numa armadilha homossexual, passou de figura grada da política, da solidariedade, da boa moral e de outras altas virtudes ao estatuto de esterco sócio - político. O Times comenta a evidência: a malta em geral vive na mais desbragada porcaria, e toda a gente acha bem. Mas, se for um político, só tem duas hipóteses, ou é bem casado ou é solteiro.

Falando destas coisas, ditas sociais, uma muçulmana, agente da polícia, foi criticada pelos colegas muçulmanos por ser má muçulmana, uma vez que anda de cabeça descoberta. A rapariga comentou que se a acusação partisse de um branco, o tal branco seria posto na rua.

E pronto. Bom dia a todos.

 

12.9.16

DA HONESTIDADE SOCIALISTA

Parece que há, este ano, mais inscrições no ensino superior. Porquê? Várias serão as razões, explicações, teorias a aduzir a tal respeito. Politicamente, se alguém quiser debruçar-se sobre o assunto, a única coisa a aduzir será que, em 2016, se está a colher os frutos do que foi feito nos anos anteriores, isto é, no governo Passos Coelho. Não sei se se pode ou não concluir dessa forma.

O que não se pode, sem mentir descaradamente, é dizer que o fenómeno é fruto da excelência da governação do chefe Costa. No entanto, dando mais uma achega na exibição do seu carácter,foi o que, com a maior das latas, o homem declarou, num oceano de discursiva demagogia, perante um grupo de basbaques lá do partido.

Parece que se tratava de gente nova. Talvez algum dos ouvintes tenha percebido a qualidade da verborreia do chefe e tenha rasgado o cartão de sócio. Haja esperança que,mesmo entre os aderentes ao PS,haja alguém com dois dedos de testa.

 

11.9.16

GOVERNO PARA QUÊ?

 

De Espanha não vem bom vento, dizem os portugas. É verdade: o caloraço que nos derrete e incendeia vem de Leste, quer dizer, de Espanha.

Mas há outros ventos, que são bons para os espanhóis e vergonhosos para nós. A Espanha está a crescer a 3,5%, cerca de cinco vezes mais que a doce Lusitânia. O desemprego, sendo maior, desce mais depressa. Não se fala em trapalhices, como os da CGD, nem em manobras cretinas como as que fazem correr tremendos risco ao BPI. Não houve “reversões” nem outros pontapés na confiança internacional. E a dívida não tem aumentado...

Porquê? Porque a Espanha está a gozar os resultados as boas políticas do governo Rajoy. E como este passou a estar “em gestão”, a Espanha não mudou de políticas. Não tem governo propriamente dito há longos meses e não se vai dando mal com isso.

Nós estamos de pernas para o ar em relação ao vizinho. Não há uma que acerte. Todas as receitas vendidas aos portugueses estavam erradas. Nem crescimento, nem investimento, nem emprego, nem nada. Subir, só sobe a dívida, sobem os atrasos nos pagamentos previstos ao FMI, sobem os calotes às empresas e aos serviços, sobem as “cativações” em massa, sobe a dívida a galope. Parece que os camaradas no poder, estes sim, querem ir além da troica, e só pensam no orçamento, coisa contra a qual tanto barafustavam no tempo dos três governos do PSD/CDS (Barroso, Santana e Passos).

A conclusão é que, em Espanha, o governo, tendo deixado de existir em pleno, não faz falta a ninguém. Por cá, grande originalidade Lusa, governam os partidos que perderam as eleições, o que é, pelo menos, a democracia do avesso.

Verdade é que mais vale não ter governo do que ter o que temos. Alguém duvida?  

 

7.9.16

O PASSADO PRESENTE

Há para aí quinze anos, na abertura da Assembleia Municipal de Lisboa, ouvi um discurso de um tipo do PC cujo nome me escapa (havia de vir a ser presidente da coisa!) que me deixou siderado. É que o homem veio ler, tim tim por tim tim, a cartilha lenino-estaliniana, tal como era anunciada, na URSS, há quase cem anos! Não tinha raspas a ver com Lisboa ou com a assembleia, era o catecismo comunista repetido da forma mais primária e troglodita.

Passaram os anos. O PC parecia adaptar-se à democracia. É verdade que tiradas vindas do mais puro bolchevismo continuaram a aparecer no jornal oficial da organização. Mas, como ninguém no seu perfeito juízo o lê, a coisa não tinha grande importância. Ficava a empatia pelo Jerónimo que, mau grado miríficas cassetes, vendia um PC um bocadinho menos paraplégico.

Na chamada ‘Festa do “Avante!”’, porém, o disco de 78 rotações voltou a ser tocado pelo homem, reafirmando todo o paranoico vademecum do mais puro marxismo estalinista. Nem uma frase, nem um slogan ficou de fora. Tudo está, continua a estar, na cabeça daquela gente, como se não houvesse História, vivida a partir e por causa daquilo que Jerónimo defendeu à saciedade: a miséria, os milhões de mortos, a fome, a desgraça que, ainda hoje, subsistem em tantos pontos do mundo, via regimes que o PC continua a apoiar, todos aliás representados, como convidados de honra, na assistência ao discurso.

É claro que, na gritaria do orador e no contentamento das massas assistentes, houve também as habituais diatribes contra a UE, o Euro, os grupos económicos, a apologia do aumento de impostos, a história do salário mínimo, a “distribuição”, a “iguladade” e demais elementos da actual panóplia de bojardas e patacoadas do PC. Coisas que toda a gente está farta de ouvir e não trazem nada de novo, nem têm novidade de nenhuma sorte.

De novo (ou de velho) há que, que eu saiba ou tenha lido ou ouvido, nenhum jornal, nenhum comentador, nenhuma TV, nada nem ninguém sublinhou o mais importante: a fé, reiterada pelo Jerónimo, nos ditames a que continua fiel, apesar das evidências. Ficamos a saber o que, no fim de contas, é substancial na organização: a intenção clara de implantar a mais odiosa, sanguinária e duradoura ditadura que a História e a actualidade conheceram e conhecem.

Isto diz tudo sobre o ambiente moral e intelectual em que o país vive e se afunda.

 

5.9.16

ANTÓNIO LOBO ANTUNES E O “EXPRESSO”

Num dos seus habituais e enganadores leads, parangona o “Expresso” acerca do filme sobre as cartas de amor de António Lobo Antunes: “A guerra colonial que Portugal tentou esquecer”. A seguir, que o escritor “nos devolve a memória da guerra colonial”.

Não ponho em causa o direito do escritor de nos dar a sua imagem do que foi a sua experiência em Angola, ainda menos o de a sentir e interpretar como muito bem entender. Ainda por cima, António, que é um génio (nenhuma ironia no qualificativo), produziu vasta e boa literatura sobre o assunto, escrita e publicada num tempo em que o comum dos mortais ainda o compreendia. Li-a toda com emoção. Admiro-a, como admiro e prezo o seu autor.  

Acho muito bem que tenha escrito o que escreveu, que promova ou patrocine os filmes que entender e faça mais o que lhe vier à cabeça. Não ponho em causa a qualidade do filme, que ainda não vi nem sei se verei, mas que admito. Outrossim, não me atreveria a pôr em causa o discutível aproveitamento de missivas íntimas para exploração em fitas de cinema.  

Posto isto, vamos às “bocas” do “Expresso”:

É mentira que Portugal tenha tentado esquecer as guerrilhas ou guerras de África. Todos os dias aparecem publicações sobre o assunto, as mais delas fruto de mera “correcção” política mascarada de história, raríssimas as com alguma qualidade ou amor à verdade. A questão não está esquecida nem abandonada por quem nela pensa, ainda menos pelos que restam dos a viveram.

Também é mentira que o filme “nos devolva a memória da guerra colonial”. O filme, quando muito, dar-nos-á a memória que Lobo Antunes tem dela, coisa respeitável, até admirável, mas pessoal, não colectiva.

Tenho, como todos os que por lá andaram, o direito de ter memórias diferentes, ou antagónicas, das do escritor. E não se diga que assim é por ter andado pela ZIAC (zona de intervenção do ar condicionado, como lhe chamava Vasco Gonçalves, comodamente instalado em Luanda). Andei 27 meses pela ZIN (zona de intervenção Norte), e nunca cheirei, bem pelo contrário, nada de parecido com ar condicionado. Não quer dizer que disso me gabe, nem que tenha qualquer razão para me gabar. Facto é que, em situação semelhante, a minha memória é outra que não a do escritor. O “Expresso”, certamente com intenção politicamente correcta, como é habitual entre nós e mormente no dito jornal, atreve-se a generalizar a “memória”, como se o facto de Lobo Antunes ser um gigantesco escritor lhe conferisse, por interposto “Expresso”, o monopólio dos sentimentos ou das opiniões dos outros. Coisa que Lobo Antunes não reivindica, mas que o “Expresso”, mentindo, generaliza.

 

3.9.16

EMPREITADAS

Quem olha para as faraónicas obras em curso no chamado “eixo central” de Lisboa não pode deixar de se interrogar sobre qual será a lógica que preside às absurdas decisões do senhor Medina.

As pessoas continuam, cidade fora, a tropeçar e os velhos a estampar-se nos buracos dos passeios, continuam a dar cabo dos carros em ruas que não passam de mares de buracos, a dar pontapés em pedras soltas, a torcer os pés e a espetar-se no miserável estado dos passeios, a enojar-se com a negrura porcalhona das pedras das calçadas pedonais que há anos sem conta não são limpas, a suportar o cheiro nauseabundo das sarjetas cheias de fétidas bolhas de ar, a ter prejuízos com inundações devidas ao péssimo estado do saneamento, a olhar o lixo espalhado por todos os lados num inominável descuido. Etc., etc..

Perante este cenário, o que faz a CML? Lança obras de milhões para reduzir a circulação e o estacionamento, avança, com argumentos que nada têm a ver com os interesses dos munícipes, com re-desenhos viários cuja única utilidade visível será a de dar boas facturas a receber pelos respectivos empreiteiros.

Qual será, afinal, o critério que preside às inacreditáveis decisões do senhor Medina e da sua gente? Quem saberá responder? Eu não, nem, por razões de higiene, quero imaginar qual seja.

Hoje, em conferência de imprensa, o senhor Medina veio lançar alguma luz sobre a questão. Com nobres argumentos, como o da “transparência”, o dos conflitos de interesses, o do "respeito pelos dinheiros públicos", etc., anunciou a anulação do concurso para as tresloucadas obras da 2ª Circular. Um alívio para todos nós.

Esperem! Anulado o concurso, o espantoso autarca informa que vai fazer, já, o que “se impõe”: pavimentar, iluminar, sinalizar, etc. Muito bem! Muito bem, se não anunciasse logo a seguir que, esclarecidos os problemas do concurso anulado, lançaria outro com o mesmo caderno de encargos. A coisa fica adiada, mas continua como dantes.

Conclusão, o homem duplica as obras. Para já, faz as que são, segundo ele, necessárias, sendo de admitir que o sejam. Logo a seguir, novo concurso. As obras necessárias são para demolir em breve, a fim de se executar, então, o extraordinário “plano” que prevê trânsito mais rápido com menos velocidade e menos faixas de rodagem, ou seja, a verdadeira e genial realização da quadratura do círculo que consagrará Lisboa como capital da mais absurda modernidade.

Depois queixem-se que haja quem alvitre que tudo não passa de negócios de empreitadas e empreiteiros.

 

2.8.16

O DINHEIRO DOS OUTROS

Nos execráveis tempos da I República, houve uns tipos que resolveram ter uma ideia “solidária” (como se diz agora): congelar as rendas das casas e casinhas. A coisa, com diversas versões e "justificações", manteve-se na mesma durante mais de sessenta anos. Atravessou a II República e foi-se mantendo pela III fora.

Em que consistia a esta política? Em pôr os cidadãos a substituir o Estado, isto é, em pôr uns a financiar as casas e casinhas dos outros, em vez de ser o Estado, se assim o entendesse, a restaurar equilíbrios, por via fiscal ou outra, o que, como se pode entender, era da sua mais estrita responsabilidade.

Como é do conhecimento geral, a coisa teve efeitos desastrosos. O parque habitacional degradou-se, arruinado e exangue. O mercado de arrendamento conheceu as distorções mais absurdas e as mais diversas injustiças, para arrendatários e proprietários, para o próprio Estado, perdeu biliões em impostos. Os aforradores viram os seus investimentos desvalorizados e os seus rendimentos praticamente aniquilados. O vício da compra invadiu e arruinou milhões de famílias, sem outra solução que a de ficar amarradas ao adquirido, sem mobilidade, sem liberdade, sem outra perspectiva que não fosse a de ficar agarrado às prestações em vez de procurar rendimento. A liberdade de contratar foi substituída por uma teia de normas económica e financeiramente absurdas.

A certa altura do percurso houve quem, aos poucos, fosse pondo em causa as monumentais perversões que o regime continha. Até que… até que houve quem tivesse a coragem, ou a ousadia, de, com vastos limites, liberalizar os contratos, permitir a actualização de rendas e abrir caminho à cura de males quase centenários. Sem, mesmo assim, deixar de rodear o sistema de uma série de martingalas burocráticas. Enfim, o que fosse “social” parecia poder recuperar a sua natureza de incumbência do Estado que, através do aumento na cobrança de impostos, reuniria meios para atender a quem deles precisasse, até à normalização do mercado, o que, é sabido, levaria anos. Mas valia a pena.

Até que… veio a geringonça e o seu ruinoso radicalismo. O congelamento regressou por seis anos, pelo menos. Se a inflacção voltar, que se lixe. Se o euro se desvalorizar, que se lixe. Se o investimento encolher, que se lixe. Congela-se, e pronto, está feita a justiça dos estúpidos. A reabilitação urbana deixou de ter os evidentíssimos progressos que a liberalização provocou, passando a ser pasto de ínvias manobras, financiadas, imagine-se, pela Segurança Social (afinal, parece que a dita está a nadar em dinheiro!). Que se lixe a Segurança Social.

Quem alugar a casinha durante umas semanitas a uns camones e for aboletar em casa da prima, passa, não só a ser objecto da tirania e da burocracia fiscais, como a ter de “compensar” os seus “elevados” rendimentos, mediante a colocação de outras propriedades no regime de “renda social”. Se não as tiver, que se lixe. Se as tiver, lixa-se na mesma.

Quem herdar um pinhalzito lá para as berças, se o pinhal arder ou tiver caruma, fica sem ele: a propriedade passa para o município por obra e graça da geringonça.

Bem vistas as coisas, engano será ficar surpreendido com estas desgraças e com tantas outras. Tudo isto, e muito mais que já está feito e se fará até à nossa (do país) derrota final, tem a sua justificação. Não em critérios de justiça, de economia, de bom senso, de viabilidade e sustentabilidade, mas no único que conta: o cumprimento das normas da cartilha da geringonça. Cartilha que é só uma: a do socialismo radical, por muito injusto, por muito anti-económico, por muito inviável que seja.

O nosso problema é que as clientelas da geringonça são numerosas e, por enquanto, estão a ser “alimentadas”. Quando se acabar o dinheiro, verão como foram estúpidas. Nessa altura, muita gente que, ou não é cliente ou percebe o que passa, já estará também arruinada.

É clássico, está provado, que ninguém duvide: o socialismo acaba quando acaba o dinheiro dos outros.

 

31.8.16

O QUE INTERESSA

“BARAFUNDA, BARALHADA, CONFUSÃO, EMBRULHADA, SALGALHADA, TRAPALHICE, ARDIL, EMBUSTE, ENREDO, LOGRO, TRAPAÇA, TRAPACICE, TRAPALHICE, TRAMPOLINA, ENRASCADA, embrulhada, trapalhice, salsada, salgalhada, barafunda, pessegada (Dicionário Priberam).

 

Não se sabe qual o sentido que a dona Maria Luís, ao classificá-las de trapalhada, atribuiu às nobres diligências efectuadas pelo ilustre cidadão conhecido por ministro das finanças da Lusitana geringonça. Qual dos sinónimos, ou significados que o dicionário sugere melhor se aplicará, no parecer da Senhora? Eu, que não percebo nada de finanças, tendo a metê-los todos na varinha mágica da cozinha e ver o que dá.

 

Mas isto pouco interessa.

 

O que interessa é verificar que o sacrossanto banco do Estado está mais ou menos na mesma situação de muitos outros, isto é, que não foi a sacrossanta propriedade pública, nem a sacrossanta gestão pública, socialista, laica e republicana que o salvou da bancarrota.

O que interessa é verificar que há um novo chefe daquilo que, do alto da sua alta competência, começa os seus dias afogado em vexames, indignidades e mirabolantes demonstrações da mais triste ramela política.

O que interessa é ver a desvelada comoção com que as esquerdoidas do BE e os bolcheviques do PC aplaudem a milagrosa “solução” encontrada.

O que interessa é imaginar o que esta mesmíssima gente diria se fosse outrem que não a geringonça a resolver a coisa.

O que interessa é pensar o que teriam feito o Arménio e a Avoila nessas circunstâncias, quantos avençados, contratados, apaniguados, assalariados, profissionais da arruaça, não encheriam já as avenidas aos gritos, quantos cartazes, quantas boinas do Ché não andariam para aí a clamar pela queda do governo, pela “justiça”, pela “igualdade” e por outras coisas que nem sabem o que querem dizer ou de que fazem perversa ou aldrabada interpretação.

O que interessa é ver que não há quem denuncie e dê consequências ao vexame que é ter um “governo” que nem a lei da nossa (dele) inimitável república conhece.

 

Finalmente, o que interessa é fazer o fácil prognóstico do que virá a seguir.

O que interessa é que haja quem acorde.

 

 31.8.16

INFRINGIMENTOS

O IRRITADO tem dito umas coisas sobre os rapazolas iraquianos envolvidos em gravíssima cena de pancadaria. Umas certas, outras, reconhece, nem por isso. Os tipos continuam por cá e, por alto serviço da SIC, contra-atacaram. Estão no seu direito de o fazer, e a SIC de os proteger.

As coisas não serão tão branco e preto como as notícias inculcavam. No entanto, em substância, fica a clara confissão da extrema violência com que os tipos deram cabo da cabeça do adversário. Será preciso mais para que se tornem arguidos? Parece que sim. O MNE aguarda burocracias várias, a PGR moita carrasco, a diplomacia continua com a tola na areia ao mesmo tempo que se desdobra em desculpas. É isto o mais importante do caso (depois, claro, da luta pela vida que é travada no hospital).

Entretando, o paleio jurídico-diplomático continua. Refiro-me à entrevista hoje dada pelo indispensável embaixador Seixas da Costa. Argumentação informada, com razão ou sem ela. O mais interessante, porém, é a contribuição do ilustre diplomata para o enriquecimento da pátria língua. Fala o senhor dos infringimentos dos rapazes. E repete, afastando enganos.  Faz inveja aos inconseguimentos da dona Assunção.

Consultados vários dicionários, o IRRITADO está em posição de eloguiar o neologismo, e mesmo de propor a Sexa o PR que dê uma condecoração ao nobre e culto senhor embaixador, pela sua alta valia linguística.

 

24.8.16

IMUNIDADES

Intérprete privilegiado e primeiro do nacional patriotismo, o senhor Presidente da República mandou um funcionário (ou funcionária, nada de machismos) telefonar para o hospital para se inteirar do desesperado estado de saúde de um miúdo de 15 anos que foi selvaticamente agredido por dois díscolos filhos de um diplomata de regiões inóspitas e pouco civilizadas. Que se saiba, não fez mais nada.

A chamada imunidade diplomática serve para garantir a segurança dos acreditados, não para proteger criminosos, ainda por cima sem acreditação nenhuma. Serve para proteger os diplomatas, não para lhes dar licença para matar.

E o senhor Presidente não tratou de emitir o seu alto parecer jurídico sobre o assunto, não chamou de urgência o chamado ministro dos negócios estrangeiros, não tratou de falar com a PGR, nada. Mandou telefonar, e pronto. O referido ministro “aguarda ser notificado" por quem de direito (!!!???). Deve estar à espera que os assassinos dêem à sola, o que é capaz de já ter sucedido. Ilustres figuras do socialismo, como o televisivo ex-embaixador Seixas da Costa, acham que “é preciso parar para pensar” (!!!???).

Ainda acabam por pedir desculpa ao tipo do Iraque pelo incómodo causado aos seus nobres rebentos. Já faltou mais.

 

20.8.16

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