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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

COMBOIADAS

 

Um combóio cai por uma ribanceira abaixo. Uma pessoa morre, não sei quantas ficam feridas, algumas com gravidade. Reza o jornal privado chamado "Público" de hoje (27.08.08) que as três entidades públicas com eventuais responsabilidades na matéria já declararam, por escrito, que não têm qualquer responsabilidade na matéria.
Entretanto, tinham vindo a público algumas hipóteses justificativas do acidente. Uma, imagine-se, fundava-se no alegado facto de as comunicações do combóio com o exterior serem, em certas zonas do percurso, inexistentes. Outra, dizia que a composição tinha problemas mecânicos. Outras balelas se escreveu sobre o assunto, que não valerá a pena referir.
 
Ora bem. O jornal privado chamado “Público” publicou, em primeira página, uma monumental fotografia do local do acidente. Uma mulherzinha olha, condoída, a composição esparramada no fundo do talude. A seus pés, a linha férrea, A travessa que está em primeiro plano encontra-se totalmente escavacada. As que se lhe seguem mostram evidentíssimos sinais de velhice e corrosão. Estão para ali há anos e anos sem que ninguém lhes ligue. O acidente contribuiu para as destruir? Talvez, mas tal destruição mais não fez que pôr ainda mais a nu o miserável estado das ditas. As travessas esfarelaram-se, de velhas, de podres, de rachadas. Das fixações dos carris, não há uma que se aproveite. Numas, faltam os parafusos tirefonds, noutras já não há peças de fixação, noutras ainda os tirefonds estão fora do sítio. As fixações são de um modelo que já não se usa há uns quarenta anos. O balastro, é de presumir, não é mexido desde o mesosóico inferior.
Dizem os jornais que uns rapazes andaram na linha a arrancar (à mão!) tirefonds meio soltos e os levaram não sei a que autoridades.
 
Hoje, em nova fotografia, com a legenda "não foram detectados problemas no troço onde ocorreu o acidente", o jornal privado chamado "Público" mostra mais três travessas completamente esfanicadas e uma quarta rachada a todo o comprimento, todas mostrando fissuras de décadas de abandono.
 
E, no entanto, a chamada Refer já declarou que "não foram detectados defeitos na linha”. A culpa, no parecer dos "técnicos", é de uns tipos que andaram a abrir um buraco para meter um cabo telefónico ou coisa parecida!
 
Há anos, o senhor Coelho demitiu-se quando caíu uma ponte. Se se tratou de um acto de alta dignidade política ou de uma forma de se safar de chatices, não saberei dizer.
O que sei é que o senhor Lino jamais (jamais!) se demitirá, e até é homem para achar que a culpa é do Camões.
 
António Borges de Carvalho

HUMOR CANINO

 

 
Tenho saudades do tempo em que havia, em Portugal, um jóvem humorista, de seu nome Herman José, que divertia a malta com rábulas bem achadas e inteligentes.
Desgraçadamente, o jóvem humorista foi substituído por um canastrão apanascado, do mesmo nome, é certo, mas de outra tiragem. O balofo balzaquiano passeia o cabelame oxigenado pelos ecrans, desdobrando-se em piadas ranhosas, as mais das vezes estúpidas e do mais baixo populismo, para gáudio da vilanagem ignara e do Dr. Balsemão.
Desta vez, segundo disse, para se dar ares de homenzinho prepara-se para levar ao palco um “rotweiller”, quiçá destinado excitar as gordas histéricas que o vão ver, bem como as meninas e meninos que são pagos para o aplaudir.
 
Um “rotweiller” é, como todos sabem, a começar pelas “autoridades”, um animal perigoso e dificilmente controlável. Há mortos e feridos à pala dos carinhos das referidas bestas. Parece haver legislação que não permite que os ditos andem na rua, obrigando os seus abomináveis proprietários a mantê-los onde não alcancem pessoa humana.
Apesar disto, aposto que muita gente, a começar pelas “autoridades”, vai achar imensa graça à presença no palco do béu-béu do canastrão. É preciso ser muito civilizado (o que é, evidentemente, o caso do Irritado) para não desejar que o animalzinho desate às dentadas em directo.
 
António Borges de Carvalho

QUALIDADES HUMANAS

 

O senhor Louça, grande educador da média burguesia e da esquerda caviar, declarou aos jornais:
 
1. Que, quando lhe fazem uma pergunta sobre seja o que for, ele responde com política.
2. Que "não gosta"... "de ter amigos cujo conceito de vida repudia".
 
Duas ideias chave que servem para caracterizar o fulano.
 
Se lhe perguntarem se está a chover responde que, com mais socialismo, a chuva deixa de chatear. Se lhe perguntarem se o cãozinho lá de casa morde, responderá que sim, evidentemente, uma vez que o animal é, como todos nós, vítima da exploração capitalista, tendo o inalienável direito de morder em quem não tiver um "conceito de vida" adequado. Ah! É verdade! O tipo acrescenta que isto "não é demagogia". Ficamos esclarecidos quanto à honestidade intelectual do arquiepiscopal orador comunista.
 
Por outro lado, o homem escolhe os seus amigos entre os que partilham do tal "conceito de vida", seja ele o que for, presumindo-se que se trata de um conceito de vida compatível com o socialismo, o homem novo, os amanhãs que cantam, etc.
Aqui temos um conceito apurado de amizade. Uma amizade expurgada de qualquer humanidade, de qualquer sentimento, e tão só baseada nas exigências da "moral" louçânica. Ou te portas como eu gosto, ou não mereces a minha amizade. Por água abaixo vai o que, elementarmente, reza a mais comezinha virtude, a tal que diz que ser amigo de alguém é uma forma de amor e que o amor está fora e acima das circunstâncias e dos comportamentos.
 
Conclusão: o senhor Louça, como pessoa, é uma merda.
 
António Borges de Carvalho

GANGUES

Estava este pobre de Cristo convencido de que um "gangue" era um grupo organizado de criminosos que, utilizando meios violentos e sofisticados, se dedica a cometer crimes de vária ordem.

Fatal engano.

 

Senão, vejamos:

 

a) Um grupo de indivíduos faz parar uma carrinha de transporte de valores. Usando material militar e técnica apurada, rebenta com a porta da carripana, saca de lá 3 milhões de euros, e vai, sossegadamente, à sua vidinha. Ninguém lhe pôs mais a vista em cima.

 

b) Dois dias depois, um senhor general que parece ser, entre nós, a maior autoridade na matéria, garantiu aos jornais e ao povo que não senhor, "não existem gangues em Portugal".

 

Ou a lógica é uma batata, ou eu sou estúpido, ou o general anda a dormir na forma.

 

António Borges de Carvalho

DOENÇA INCURÁVEL

 

O senhor Sérgio Vieira, ilustre membro da Frelimo (lembram-se dele, em Lisboa, há muitos anos?) teve a brilhante ideia de vir a terreiro acusar os EUA e o Reino Unido de estar por trás, ou seja, de estar ao corrente do “assassínio” do senhor Samora Machel.
O raciocínio deste conhecido feroz inimigo de Portugal e do Ocidente é, como sempre, de alta qualidade. Diz ele que a prova do que afirma é o facto de, nem americanos nem britânicos terem participado no inquérito que se sucedeu ao desastre aéreo (ou ao atentado) que vitimou o presidente. Os respectivos embaixadores terão tido, aliás, a delicadeza de lhe telefonar para o informar da decisão de não fazer parte da comissão de inquérito. Mais. Opina o mesmo indivíduo que, se nenhum dignitário da Frelimo, a começar pelo próprio, quis acompanhar Samora Machel na sua última viagem, isso não se deve a nada de especial. Quem desconfia das razões de tal e tão estranha ausência está, na opinião do ilustre político, a “especular”.
 
É extraordinário como, tantos anos passados, o senhor Vieira ainda sente necessidade de lançar suspeitas sobre os países ocidentais (vá lá, não nos meteu no mesmo saco!) de cumplicidade em alegados crimes.
À altura, toda a gente pensou que, andando Samora Machel em grave fase de “pluralismo”, a querer abrir Moçambique ao mundo, o mais provável era ter sido o KGB a pôr a bomba no avião, se é que houve alguma bomba. Décadas depois, ainda o ideólogo da Frelimo anda, coitado, preocupado em limpar tais suspeitas, não achando nada melhor que insinuá-las sobre terceiros criteriosamente escolhidos, usando argumentos, esses sim, especulativos, para não dizer estúpidos.
 
Isto da fé soviética, no senhor Vieira como no camarada Jerónimo e quejandos, é doença incurável.
 

António Borges de Carvalho

ALMOÇOS PRESIDENCIAIS

 

Há quase vinte anos, este pobre escriba esgadanhava-se em andanças africanas para ganhar a vida.
Uma vez, coisas da política, teve que convidar para um almoço o Presidente Pinto da Costa (o de São Tomé, não o do Fê Cê Pê), ex-ditador marxista e novel democrata. Um tipo simpático, no seu género, claro.
A coisa passou-se ao ar livre, junto à piscina da roça. Lá estavam os nossos expatriados, uma dúzia de altos funcionários do Estado e do partido, entre outros. O nosso embaixador não quis meter-se no assunto, porque era tempo de campanha eleitoral e podia parecer que Portugal estava a tomar partido.
Nada disto tem história, ou faz história. Vem a propósito, calcule-se, desse grande irmão ideológico do senhor Pinto de Sousa, o camarada Hugo Chávez.
É que, no tal almoço, atrás de Sua Excelência, de pé, imperava um pretalhão enorme, com uma grossa pasta, daquelas que, ao tempo, eram conhecidas por “pastas James Bond”.
Quando apareceu o pessoal para servir o almoço, o enorme lacaio de Sua Excelência abriu a mala. Lá dentro, cuidadosamente deitados em escrínios de veludo, estavam os elementos da presidencial palamenta, copos, talheres, guardanapos, um alicate para charutos e vários Cohibas, oferta do camarada Fidel. O tipo inclinou-se sobre a direita de Sua Excelência, levantou, um a um , os talheres, os copos, o prato e o guardanapo, chamou um funcionário para os ir colocar a bom porto, e dispôs, com infinitos cuidados, os presidenciais acessórios em frente do patrão.
Depois, à medida que as vitualhas iam sendo servidas, o pretalhão provava-as, recusava umas, admitia outras. No fim do almoço, os instrumentos foram recolhidos, regressando às profundezas da pasta James Bond.
O Presidente Pinto da Costa, passe a indelicadeza da coisa, tinha alguma desculpa. Era um líder africano, tinha sido “educado” numa atmosfera comunista, vivia isolado das pessoas, e só aparecia quando não podia deixar de ser.
 
Quase vinte anos depois, o grande companheiro, amigo e irmão na fé socialista do senhor Pinto de Sousa e da referência Soares da III República Portuguesa, aparece por cá para fazer as suas rábulas, recebe as servis homenagem desta gente e dá-se ao luxo de trazer um “nutricionista”, mais um “chef”, mais uma senhora, que provam a comida, obrigam a fazer vários pratos para escolher o que lhes interessa, são obrigados a beber do vinho do presidente antes de lho levar, tudo sendo transportado para a mesa pelos ditos, não vá alguém envenená-los pelo caminho.
A diferença é que o camarada Chávez não tem desculpa nenhuma. É uma besta, sem educação nem respeito por nada nem por ninguém. Deve ser por isso que é tão admirado pelo senhor Pinto de Sousa.
 
António Borges de Carvalho

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LARILICES

 

 
O grande líder e educador das massas juvenis do Partido Socialista, cujo nome não cito por manifesta repugnância, detesta a diversidade e, preocupado com a “descriminação”, luta por “medidas que reforcem igualdades”.
Dessas medidas avulta a única que se conhece e que o jovem passa a vida a propagandear: o chamado casamento homossexual.
Entende o fulano que está a trabalhar para a “igualdade” quando alega que quem é ou quer ser diferente tem que ser tratado como igual. Não pode ser “descriminado”.
Ao contrário do que diz o grande líder, trata-se de uma sofisticadíssima forma de descriminação. Descriminação dos heterossexuais, que deixam de ter o direito à diferença que os distingue dos pederastas. Segundo a vontade igualitária do rapaz, tanto faz. O que é preciso é pôr a maricagem em pé de igualdade com os demais, sem ter em conta que o que é diferente deve ser tratado de forma diferente, sendo isto a única forma de colocar o diferente em pé de igualdade com os demais.
Não se percebe onde vão parar as políticas socialistas de “descriminação positiva” ou de tratamento das “minorias” com respeito pelas particularidades que as caracterizam.
Nem se percebe porque é que eu, por exemplo, não posso ir correr os cem metros nas olimpíadas, só porque há uns trutas que correm mais do que eu. Que raio, somos iguais, ou quê?
 
António Borges de Carvalho
 

PIROMANIAS

 

Um bombeiro foi preso por andar a atear fogos.
À primeira vista, trata-se de uma coisa escandalosa, um bombeiro incendiário. Uma contradição nos termos.
Vistas as coisas um pouco mais a fundo, há que compreender a filosofia do detido. A verdade é que, se não houvesse incêndios, os bombeiros não serviam para nada. Iriam engrossar a legião dos desempregados. Assim, o que o homem terá feito mais não foi que colaborar com o senhor Pinto de Sousa na sua luta sem tréguas contra o desemprego.
E, se formos ainda mais fundo, o que o bombeiro fez não é normal, nacional e deontologicamente correcto? Não é o que faz a multidão de funcionários estatais e autárquicos que, todos os dias, arranjam as mais rebuscadas catracas para dificultar a vida ao próximo? Se eles não criassem dificuldades, para que serviriam? Se um processo na câmara fosse despachado num prazo curto, o que fariam os funcionários? Ah pois, é isso, iam para casa!
Se a coisa for bem trabalhada, chegar-se-á ao pleno emprego. Era assim na URSS, não era? E nós não somos socialistas? Não votámos neles?
O melhor que tem a fazer o juiz que tratar do caso do bombeiro é mandá-lo em paz e propor ao Carvalho da Silva que lhe dê a medalha de serviços distintos da Intersindical.
 
António Borges de Carvalho

CASAMENTOS DE CONVENIÊNCIA

 

Andam por aí outra vez umas polémicas sobre as chamadas “uniões de facto”. Julgo de recomendar à nobre plêiade de juristas que pulula nos corredores do poder uma pequena reflexão sobre este assunto.
Bastará pensar nele ao contrário, isto é, em vez de começar pela defesa dos unidos de facto, pensar nos interesses da sociedade em geral.
Os ditos cidadãos escolhem, à la carte, o interesse que têm em declarar a sua situação. Num caso, convém-lhes, estão unidos de facto, são um casal. Noutro, não lhes convém, e passam a solteiros. A sociedade, o Estado, a Ordem Jurídica, não sabem com quem estão a lidar, já que o estatuto é flutuante e muda consoante o que interessa.
De um modo quase universal, se um cidadão quer obter efeitos jurídicos (oponíveis a terceiros) a partir da sua situação pessoal, dos seus bens, etc., terá que de tal dar conhecimento à sociedade civil. É por isso que há registos, pessoais, de propriedade, etc. Se A celebra um negócio jurídico com B, tem todo o direito a saber com quem está a lidar, quais são os direitos e obrigações desse alguém que podem influenciar a eficácia e a legitimidade do negócio.
Por isso que seja urgente exigir às pessoas que registem a sua situação, a fim de que se saiba, com toda a segurança, quais são as implicações civis, fiscais, criminais ou de qualquer outra natureza que tal situação implica.
Quem não quer casar mas quer viver em comum sem dar satisfações a ninguém, estará no seu direito. Só que, ou regista a coisa, ou ela não pode deixar de ser juridicamente irrelevante. Se registada, deixará de ser uma união de facto para ser uma união de jure, é certo, mas não pode deixar de prevalecer a certeza jurídica sobre a fluidez de situações que podem ser utilizadas em prejuízo de terceiros.
Não se pode, ou não se devia poder, como faz a equiparação das uniões de facto ao casamento, cooperar activamente com a irresponsabilidade social de uns, permitindo-lhes a fabricação ad-hoc do estado civil que mais lhes convém, ao mesmo tempo que se exige aos demais que assumam todas as consequências jurídicas do seu, quer lhes convenha quer não.
 
António Borges de Carvalho

GOVERNAMENTALICES

 

O mui ilustre e cultivado director do jornal “SOL”crates insurge-se, com toda a justiça, contra o nacional bota-abaixismo, contra as pessoas que “esbracejam, barafustam, lamentam o estado caótico da educação, a falta de perspectivas da economia, a lentidão e a arbitrariedade da justiça “. As opiniões desta gente são, no parecer do grande dirigente da imprensa nacional, as mais das vezes, nada menos que “grotescas”.
Deste brilhantíssimo raciocínio, parte o arquitecto para judiciosas considerações sobre o facto de Portugal não mudar evoluindo mas só o fazer aos sacões (as guerras liberais, o 5 de Outubro, o 28 de Maio, o 25 de Abril…). Tem razão.
O problema é que parte daí para considerar que quem não gosta do governo e dele diz as últimas, além de “grotesco” é, objectivamente, um golpista potencial. Ora como os golpes não se justificam, o que o senhor pretende inculcar nas pessoas é a ideia de que o melhor é não dizer mal do governo. Até porque, e cito, noutras ocasiões, “a par da crise económica havia uma situação social gravíssima”. O que equivale a dizer, subliminarmente ou não tanto, que o senhor Pinto de Sousa tem toda a razão quando diz que não há crise nenhuma, nem económica nem social.
 
Como é que um comentador tradicionalmente digno de atenção chega a isto, é coisa que bem merecia uma investigação jornalística. É que não há fumo sem fogo.
 
António Borges de Carvalho

UM HERÓI

 

O senhor S. Pinto mandou aos jornais a seguinte informação:
 
Sou reformado. Recebi reembolso do IRS em 2003, de 530 euros. Em 2004, recebi 497 euros. Em 2005, 442 euros. Em 2006, 385 euros. Em 2007, paguei 60 euros.
VIVA O SOCIALISMO!

UMA PERGUNTINHA

 

Porque será que os mesmos órgãos de informação que matraquearam sem descanso os portugueses durante intermináveis semanas com a excelência dos olímpicos portugueses e com as medalhas que estavam garantidas, são os primeiros a criticar azedamente as performances dos ditos, as desculpas que inventam para o insucesso, etc.?
É com certeza informação à portuguesa…
 
António Borges de Carvalho

OS MÍSSEIS DO DESCONTENTAMENTO SOARISTA

 

 
O Presidente Soares continua ao ataque. Mais uma artigalhada, desta vez sobre a China, a Rússia, os problemas do Cáucaso, os jogos olímpicos, etc., blá, blá, blá.
Espremida a coisa, conclui-se da douta análise que o senhor Putin tem toda a razão. Os EUA preparam-se para instalar, na Europa Central, mísseis “contra a Rússia”.
Tratando-se de mísseis interceptores, não se pode dizer que sejam contra seja quem for, a não ser contra os mísseis com que seja quem for ataque o Ocidente. Neste sentido, percebe-se a irritação do senhor Putin: os mísseis defensivos americanos, tendencialmente, anulam a eficácia dos mísseis de ataque russos. Que se diga que estes estão preocupados com o assunto, muito bem. Agora que, do lado ocidental, se é que o senhor Soares está do lado ocidental, se diga que os mísseis interceptores são instalados “contra a Rússia”, como se se tratasse de uma ameaça evidente e de um acto quase beligerante, vai uma distância cósmica.
 
Até parece que o Dr. Soares foi almoçar com o Jerónimo. Ou então, está à espera que o senhor Obama seja eleito para mudar de opinião.
 
António Borges de Carvalho

AQUECIMENTO GLOBAL

 

 
Segundo os registos do serviço meteorológico nacional, que os jornais referem, as temperaturas máximas em Portugal vêm descendo acentuadamente desde 2006.
2008 é mais frio que 2007, como 2007 foi mais frio que 2006.
Em relação às médias entre 1961 e 1990, as temperaturas desceram em 2003, subiram até 2006, e começaram outra vez a descer.
É evidente que o SMN, que previu um Verão tórrido em 2008, tem a credibilidade que tem, no que respeita a previsões. No que se refere, porém, a prognósticos depois do jogo, julgo ser de aceitar os dados registados.
Como observaria o amigo banana, verifica-se que as temperaturas, por certo como vem acontecendo há uns milhares de anos, uma vezes sobem outras descem. Voilá.
Como é que há uns artistas a dizer que o mundo está a aquecer, não estando, que o nível das águas do mar está a subir, não estando, que a culpa do aquecimento é do CO2 produzido pelo homem, não sendo, e como há uma humanidade inteira a acreditar nisto, a gastar triliões por causa disto, a aterrorizar as criancinhas e os crédulos em razão disto, é coisa que me faz uma confusão do caneco.
As preocupações ambientais já foram objecto do pensamento de gente séria. Hoje são base de indústrias, negócios financeiros, económicos e diplomáticos, e pasto de ONG’s sedentas de dinheiro e prenhes de demagogia.
Felizmente, começam a aparecer umas vozes credíveis a dizer que o rei vai nu. Oxalá venham a tempo.
 
António Borges de Carvalho

BONECADAS

 

Uma prestimosa e solidária organização está a tratar de construir um museu virtual, a fim de preservar as bonecadas que uns vândalos fazem nas paredes da cidade, designadamente do Bairro Alto.
Começaram por se convencer que tais bonecadas são “arte”. Como tal terão que ser tratadas. Depois, concluíram que se tratava de arte produzida por pessoas que usam as paredes da cidade por não terem, coitadinhas, dinheiro para suportar a compra de outros suportes para o seu nobre mister.
Ora, com os euros que os artistas gastam em tintas, bem podiam comprar umas telas, ou umas folhas de papel, para nelas verterem o seu inigualável talento. Fariam umas bonecadas mais pequenas, mas, em compensação, gastavam menos tinta.
Por outro lado, se os horrorosos gatafunhos são arte, então, meus amigos, que se lixe a arte.
O que se passa é que medram por aí umas criaturas que extravasam nas paredes os seus instintos anti-socias e anti-humanos. O que se passa é que as autoridades não têm, nem querem ter, mão nessas actividades. O que se passa é que o direito das pessoas a viver em sítios decentes e a ver a sua propriedade respeitada é destruído e inviabilizado por essa gente sem que os lesados tenham seja quem for que os defenda. O que se passa é que, impunemente, há outras criaturas (ou as mesmas) que se preparam para perpetuar e conservar o vandalismo como se de coisa boa se tratasse, e que ninguém se preocupa com o assunto.
Podem fazê-lo à vontade. Se calhar, quem sabe, o Fernandes e o Costa até lhes dão algum subsídio.
 
António Borges de Carvalho

DO "NEO-LIBERALISMO" SOCRETINO

 

 
Andam para aí umas almas, tipo Soares, Jerónimo, Louça, Silva, Alegre e camaradas diversos, a clamar contra o “neo-liberalismo” do senhor Pinto de Sousa.
Ou andam enganados, ou a ambição e a cartilha são mais fortes que eles.
 
Ao contrário dos clamores dos ditos, o Estado vai crescendo como no tempo do senhor Guterres, a regulamentarite aguda cada vez está mais próspera, os ataques às mais elementares liberdades com a aldrabófona desculpa de “Bruxelas” estão a dar os mais horríveis frutos, o simplex é uma miragem mentirosa, a reforma do Estado não existe, os impostos são cada vez mais insuportáveis, e por aí fora. Agora que as eleições já não estão tão longe como isso, lá vai o Estado admitir mais funcionários, em vez de os dispensar!
 
O neo-liberalismo, seja lá isso o que for, ou o liberalismo, que é alguma coisa, simplesmente não existem em Portugal. O que existe é um estado socialista, neo-socialista se quiserem, omnipresente, que, cada vez mais, garrota a economia e parasita/paralisa os cidadãos.
Liberalismo é coisa que nunca existiu em Portugal. Os portugueses são uma cambada de idiotas a quem a liberdade só faz mal, não é? Pelo menos era o que dizia o Doutor Oliveira Salazar.
 
Vêm estas doutas observações a propósito de dois exemplos, claros e recentes, da intromissão abusiva do Estado na nossa vida, consumindo o nosso dinheiro em proveito próprio. À boa maneira socialista, como é óbvio.
 
A Caixa Geral de Depósitos, hediondo e sequioso monstro, acaba de fazer um aumento de capital. Quem o subscreve? O accionista único, ou seja, o Estado. São só quatrocentos milhões de euros o que o governo do senhor Pinto de Sousa vai sacar aos nossos bolsos. Para quê? Para a CGD “investir no estrangeiro”. Quer dizer, o banco do Estado, não contente com andar a comprar por cá empresas (com critérios discutíveis, se não idiotas, diga-se), como a Sumolis ou a Compal, não saciado com o lançamento de uma rede de hospitais “privados” (???!!!), resolve “investir no estrangeiro”. Se calhar vai pôr-se a comprar fábricas de caricas para o sumol na Patagónia, latas para o compal no Bangladesh, ou seringas para o hospital em Marrocos, a fim de fazer a “integração vertical dos ramos de negócio em que o espantoso Estado português, à semelhança dos seus parceiros privilegiados – a Venezuela e a Líbia, por exemplo –, passou sou a ser “operador económico”.
 
Querem mais socialismo, ó soares, ó jerónimos, ó louças, ó silvas, ó alegres? Mais ainda?
 
Então tomem: a RTP, outra empresa do Estado, convertida pelo senhor Pinto de Sousa e pelo (outro) Silva em trombone governamental, dita de “serviço público” (entenda-se, ao serviço do governo), comprou uns jogos de futebol por dezasseis milhões de euros. Como se trata de uma empresa cronicamente deficitária (só o não foi quando o PSD tomou conta dela e a libertou da politiquice), quem paga os dezasseis milhões? A publicidade? Ou será que os dezasseis milhões saem dos trezentos que, todos os anos, nos são sacados para sustentar a coisa?
 
Querem mais socialismo, ó soares, ó jerónimos, ó louças, ó silvas, ó alegres? Mais ainda? Então tomem lá as armas de São Francisco, que lhes manda o Irritado.
 
António Borges de Carvalho
 
 
ET. Em relação aos investimentos da CGD, veja-se o panegírico dos ditos na página 7 do jornal “Sol”(crates) de sábado passado, a fim de ficar ciente do que anda nas cabecinhas pensadoras daquela gente.

RUI TAVARES

 

 
Na opinião de um esquerdista inveterado que escreve nas páginas do jornal privado chamado “Público”, na Câmara do senhor Costa “a única grande notícia é que acabou o caos e a corrupção”.
 
Não se sabe onde foi o ilustre articulista buscar a informação que tão prestimosamente vem prestar ao respeitável público.
 
Acabou o caos? Experimente o articulista ter a peregrina ideia de deitar abaixo uma parede lá de casa, e verá se acabou o caos. Experimente o articulista perguntar ao tasqueiro da esquina há quanto tempo está à espera que o autorizem a colocar na montra um anúncio, e verá se acabou o caos. Experimente o articulista perguntar aos interessados o que é feito dos dois mil e seiscentos processos de recuperação de prédios velhos que andam a pastar pela câmara, e verá se acabou o caos. Experimente o articulista pedir à Câmara um número de polícia, e verá se acabou o caos.
 
Acabou a corrupção? Eu não sei se há corrupção ou se não há corrupção. Mas experimente o articulista o que a sua superior inteligência determinar, e logo verá se mudou alguma coisa. Nestas matérias, o melhor é experimentar, já que se alguém corrompe ou é corrompido não vem a correr informar o articulista.
 
Como digo acima, a corrupção a que se refere o articulista de esquerda é coisa que não sei se existe, seja na câmara de Lisboa, seja noutro sítio qualquer.
 
Mas há coisas que não sendo chamadas corrupção, a meu ver integram o conceito, e integram-no de forma muito mais grave do que o fazem aqueles (putativos!) a quem uns tostões fazem falta quando lhes aparece alguém com eles na mão.
 
Quer um exemplo, senhor articulista?
Olhe o seu protegido Fernandes! Olhe os milhões de euros de prejuízo que os seus improcedentes propósitos causaram à CML! Já os pagou? Ou estamos nós todos a pagá-los com imis, licenças, coimas, taxas, o diabo a quatro?
Isto não é corrupção?
Um tipo destes poder candidatar-se a vereador não é corrupção? Não é a pior das corrupções, a corrupção das raízes mesmas do sistema democrático?
Quer outro exemplo, senhor articulista? Olhe a feira popular! Um mar de dejectos, de lixo, de touvenant, uma chaga, uma vergonha no centro da cidade! Há quantos anos? Por quantos anos mais? O seu amigo Fernandes arranjou uma estrangeirinha, a dizer que havia corrupção no negócio. O PS, que aprovou o negócio, vai atrás do Fernandes.
Corrupção moral do PS, que dá o dito por não dito. Corrupção profissional dos tribunais, que não cumprem, atempadamente as suas funções, embora sejam pagos como se cumprissem. Corrupção do Fernandes que vê arguelhos nos olhos de toda a gente sem dar pelas trancas próprias. Corrupção do sistema, que não presta a quem lhe paga os serviços que pagos lhe são. O Fernandes estende uma armadilha a um indivíduo para lhe gravar a conversa e o meter em trabalhos a seguir. Isto não é corrupção, pior que a alegada corrupção de quem se deixou cair na armadilha?
Os fiscais de impostos entram pelos copos de água dentro, a sacar impostos. Isto não é corrupção? Atacar a privacidade de cada um para lhe sacar dinheiro não é corrupção?
Dar borlas aos atletas em matéria de segurança social não é corrupção?
 
Os exemplos são tanto que davam para uma enciclopédia.
Enquanto a Câmara, o Estado, forem o que são, que direito têm de andar para aí a acusar desconhecidos, ou seja quem for, de pecados que todos os dias cometem, ainda que “legalmente”? A luta contra a corrupção devia começar no Diário da República e nas Posturas Municipais, com "reformas" que fossem sérias (isto é, que estivessem de acordo com a equitas) e fossem cumpridas, claro. E, se a Câmara e o Estado tivessem alguma sombra de moralidade, talvez as pessoas tivessem menos vontade – às vezes necessidade – de corromper, e menos oportunidades de ser corrompidas. Não seria de começar por aí?
 
 
António Borges de Carvalho

SERVIÇO PÚBLICO

 

Cerimónia de abertura dos jogos olímpicos.
A “nossa” RTP transmite a coisa. Dois fulanos, qual deles o mais chato, fazem comentários.
Um é um filósofo. Aproveita para expender altas ideias. Quanto à China e aos chineses, muito bem. Não se meteu em politiquices. Mas, talvez informado pela fé soaro/jeróno/louçónica, aproveitou a ocasião para, muito a propósito, dizer que o Presidente dos EUA é um tipo “ridículo” e “estúpido”, que o discurso que fez na Tailândia sobre os direitos humanos na China não passa de (mais) uma parvoíce, que o que é bom é um abaixo assinado de uns atletas sobre o assunto porque foi “subscrito por um cubano”, etc.
 
Serviço público? Uma gaita.
 
António Borges de Carvalho

BORLISMOS

 

Em mais uma notável intervenção do governo a favor dos portugueses, aquele tipo da franjinha que parece que é secretário de estado decretou que os atletas olímpicos passavam a integrar a segurança social, isto é, que os anos em que andam em actividades desportivas passam a contar para a reforma, para além das demais prestações sociais.
Nada de espantar. O que seria de estranhar seria que os atletas não tivessem protecção social.
No entanto, o que caracteriza esta notável “reforma do Estado” é o facto de os atletas passarem a ter esses direitos… de borla!
O caso ter-me-ia passado despercebido, não fora a trombeta governamental ter feito a costumeira publicidade à coisa. No meio da propaganda, houve um atleta (um herói!) que disse que sim senhor, que achava muito bem, mas que não queria ser mais que os demais e que preferiria pagar, como pagam os seus concidadãos.
É evidente que a entrevista com o homem passou só uma vez. Diria que quem está à pega é o funcionário da RTP que não teve, a tempo, a inteligência de “editar” a reportagem a contento do patrão.
 
António Borges de Carvalho

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