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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

A LUTA CONTINUA

 

Esta manhã, milhares de pessoas se acotovelaram aqui em Lisboa, à chuva, à espera dos autocarros. O metro estava em greve! A 100%, dizem. Na hora de ponta, como é de timbre.

 

A luta dos que têm emprego certo contra os que o não têm continua, empurrada pelas mesmas organizações e pela mesma “solidariedade socialista e republicana”.

Quanto mais desempregados houver, melhor. Nós, que não podemos ser postos na rua, aproveitamos a desgraça dos outros para sacar mais umas massas e mais umas regalias. Por palavras outras, mais odiosas, mais cínicas, mais enganadoras e mais eficazes, deve ser isto o que aconselham os donos dos trabalhadores, os carvalhos da silva, os jerónimos, os louças. Di-las-iam também os pintos de sousa e os soares, se estivessem no choco em vez de estar no poder.

A solidariedade é uma coisa que se apregoa, não que se pratique. Os “direitos” são para ser exercidos, mesmo que sem razão, mesmo que em prejuízo de toda a gente. Quanto mais se destruir, melhor.

 

Estas greves são, como é lógico, contra o patrão. Só que, neste caso, o patrão é o Estado, que vive do que lhe pagamos, ou seja, somos nós. O Estado já gastou o nosso dinheiro, mais o dinheiro que não temos nem vamos poder pagar, a não ser à custa de mais miséria e mais desemprego.

Os que agora param o metro e outros monstros estatais mais não fazem que aumentar a desgraça dos outros para tratar da barriguinha própria. Esta, ao contrário da daqueles que são objecto da solidariedade socialista, até nem está nada mal.

 

Os outros que se lixem. A solidariedade é connosco, não tem a ver com os outros. Viva o socialismo. A luta continua.

 

29.3.11

 

António Borges de Carvalho

DA VISCERAL BURRICE

 

Em magnífica demonstração de fé eco-idiota, os tipos do costume (Quercus, Bloco de Esquerda e quejandos) fizeram uma manifestação, pletórica de religião ambiental, a fim de protestar contra uma barragem qualquer que, parece, vai ser construída no rio Tua.

Não contentes com a grande vitória que tiveram pela mão do socialismo gutérrico, que deitou, e continua a deitar, ao lixo milhões e milhões - de contos! - em Foz-Coa, estes tipos, ao mesmo tempo que berram pelas energias renováveis, são contra tudo o que possa produzi-las. À excepção, é claro, das eólicas, as mais caras as mais ineficazes, as mais poluentes da paisagem e quase tão poluentes como as térmicas, de cujo apoio não podem prescindir.

Se calhar, também defenderão as das marés, cuja tecnologia não está desenvolvida e cujos custos se estima astronómicos.

 

O IRRITADO sugere que esta gente construa uma nora monumental, ligada a um gerador, que se atrele a ela e que a puxe com a força burra e a fé troglodita das suas crenças, a fim de produzir uns KWa’s.

Assim, até podiam ser úteis.

 

28.3.11

 

António Borges de Carvalho

A ALGUNS COMENTADORES

 

Há quem venha, insistentemente, acusando o IRRITADO de tecer considerações infundadas sobre a personalidade do senhor Pinto de Sousa. Mais acusam o IRRITADO de cobardia, não se sabe porquê já que se não trata de um anónimo, e tecem ameaças sobre a “prova” que o IRRITADO, em juízo criminal, deveria fazer daquilo que escreve.

 

Aos que assim procedem, tem o IRRITADO a comunicar o que segue:

a) O IRRITADO agradece-lhes que o leiam;

b) O IRRITADO jamais teceu considerações menos abonatórias para o senhor Pinto de Sousa, que não fossem já do domínio público;

c) O IRRITADO jamais acusou o senhor Pinto de Sousa de qualquer crime, jamais usou adjectivos “originais”, isto é, que não fossem pública e notoriamente aplicáveis a sua excelência;

d) O IRRITADO separou sempre o    que é judicial do que é político, ache ou não, como mera opinião, que os feitos de sua excelência merecem julgamento e punição criminal;

e) O IRRITADO sempre afirmou que o senhor Pinto de Sousa é rigorosamente indigno do lugar que ocupa, isto devido aos inúmeros rabos de palha que são evidentes, aos magotes de esqueletos que lhe pululam o armário, ao seu primitivismo intelectual, à sua infrene demagogia, às suas mentiras, não aos crimes de que é publicamente suspeito e que deveriam ser investigados e julgados por quem de direito;

f) O IRRITADO sempre se afirmou de opinião que não é por ser ou não culpado de actos qualificados como crimes pelo Código Penal que o senhor Pinto de Sousa deve ser corrido da política nacional, coisa que não cessa de envergonhar, maltratar e arrastar na ignomínia e na miséria moral.

 

É sabida a sanha persecutória que o senhor Pinto de Sousa instaurou no país e que, neste mesmo momento, outra coisa não faz senão propagar.

É sabido que o senhor Pinto de Sousa fez os possíveis, e até os impossíveis - com assinalável sucesso - para sonegar à justiça e ao povo tudo o que o pudesse incriminar. É sabido que, se estivesse de consciência tranquila, faria exactamente o contrário, isto é, pediria que escutas e outras matérias fossem do domínio público, para provar a sua inocência.

Ainda que estes e outros elementos de apreciação permitam ter os mais sólidos fundamentos para ajuizar da personalidade em causa, o IRRITADO não a julga, apenas opina sobre o que está à vista, sempre com critérios e razões de ordem política. Mais do que isso não é preciso para ter uma colossal vergonha de ser “governado” por tão indigna criatura.       

 

Dado o exposto, fiquem os comentadores “inimigos” do IRRITADO a saber que o autor deste blog não deve, nem teme, nem tem nada a pagar ou a temer.

 

28.3.11

 

António Borges de Carvalho

NOTAS DE DOMINGO À TARDE

 

I - Pano de fundo, ou mote, na parede da fotografia - a cada novo assalto, cada escalada fascista, subirá sempre mais alto a bandeira comunista.

- Veículo - o jornal privado chamado “Público”.

- Assunto - entrevista a um alarve chapado, Tiago Vieira de seu nome.

- Entrevistadores - três alarves chapados e como tal publicamente reconhecidos: Miguel Esteves Cardoso, Pedro Mexia e José Diogo Quintela.

- Motivo: a alta qualidade do alarve Vieira, enquanto presidente da Federação Mundial da Juventude Democrática, em representação do PC de cá. 

Notas:

O comunismo é a alternativa ao fascismo? Tanto faz, pode virar-se a frase de pernas para o ar e fica tudo na mesma. Estão bem um para o outro. Substancialmente, as diferenças pouco interessam.

Se há uma “federação” “mundial” da “juventude” “democrática”, coisa de que ninguém ouviu falar, e se em tal coisa entra o PC, então poderá haver federação, dizer-se mundial, agregar jovens, mas jamais poderá ser democrática.

Uma contribuição, sabe-se lá se bem-disposta, do jovem troglodita para a cultura nacional: na sua abalizada opinião, há que emigrar para França porque o pai Natal de Coimbra se mudou para a Ucrânia. Estão a ver?

Fiquem-se com esta e, se não ficarem satisfeitos, peçam o jornal emprestado para ler o resto.

   

II - A dar um arzinho do que nos espera em matéria eleitoral, o PS inventou um novo porta-voz, um fuinha penteadote, com ar de vampiro da Cascalheira. O homem, depois de uma reunião qualquer, foi encarregado de papaguear a “pen” à porta do Largo do Rato. E fê-lo com notável perversidade. Os maus (o PSD) são culpados de tudo e mais alguma coisa, incluindo da última subida dos juros. As outras quarenta e nove subidas dos ditos, no último ano, são culpa dos “mercados”, não do senhor Pinto de Sousa. Nem pensar! O senhor Pinto de Sousa tem relações íntimas (honi soit qui mal y pense) com a dona Ângela, e até já a tinha convencido a vir comer umas sardinhas em Vilar de Maçada. Vai daí, o Passos Coelho estragou a almoçarada. Sacana! Consta, além disso, que o tsunami do Japão se ficou a dever a uma manobra de diversão da secção do PSD com sede em Alfornelos. Mais azares houvesse, de mais azares seria o PSD culpado.

É desta forma cordata e construtiva que o PS se prepara para uma campanha de “ideias” e de “programas”.

Que não haja ilusões. A única ideia que o PS tem para esta campanha é a de acusar o adversário de tudo, seja o que for, mesmo que não tenha acontecido nem tenha sido dito ou sequer pensado. O único programa que o senhor Pinto de Sousa e os seus esbirros terão será o de não discutir seja o que for que interesse seja a quem for, mas o de pôr quem se puser a jeito a ulular que é preciso dar cabo dos culpados, isto é, do PSD. Culpados de quê? Não interessa. De tudo, é a resposta.   

 

III- Com razão ou sem ela, o Parlamento meteu a “avaliação” socialista dos professores no caixote do lixo.

O problema não é a defunta “avaliação”, nem a que talvez venha a nascer. É-o toda e qualquer avaliação, de esquerda ou de direita, de cima ou de baixo, do Norte ou do Sul, como o é tudo o que mexa com a nobre classe “docente”, para bem ou para mal. Nos intocáveis, por definição, não se mexe.

Não há nada que leve o xarroco da fenprof a deixar de chatear este mundo e o outro. Enquanto os professores não perceberem que o homem não está ali para tratar deles mas para ajudar a criar as “condições objectivas” para a “revolução socialista”, não valerá a pena legislar sobre estas matérias.

O resto é conversa que nem para entreter serve.

  

IV - Anda para aí meio mundo preocupado com o desemprego. No entanto, pelos desempregados, nada se faz. É só blabla.

O problema não são os desempregados, mas os outros, os que, tendo emprego, movem montanhas para concentrar em si as preocupações sociais. Eles, os empregados, exigem mais, param de trabalhar quando lhes dá na gana, paralisam as cidades, dão cabo da vida aos seus concidadãos, tonitruam o que lhes apetece e o que o Carvalho da Silva, o Jerónimo e o Louça – os maiores fabricantes de desemprego do país – mandarem tonitruar.

É o mesmo que com os inquilinos. Hás duas classes: a dos que moram sem pagar e a dos que não têm dinheiro para morar. No caso vertente, as classes são outras, mas de natureza análoga: a dos que têm emprego por razões burocráticas e a dos que não têm, por causa das mesmas razões burocráticas.

Justiça republicana e socialista.

  

V - Já este post estava “na máquina”, eis senão quando o “Sapo” me atira com a velha “pen”, nem sequer numa nova versão.

Desta vez, formalmente, ao mais alto nível. Material e moralmente, ao mais baixo.

O senhor Pinto de Sousa, contentíssimo por ter “ganho as eleições” no PS, apresentou-se no hotel do costume a vociferar contra o “inimigo”. Parece que está empenhado em dar razão ao IRRITADO quando este repisa que a campanha que se segue vai ser uma vergonha.

O tiranete da Beira, ao longo de outras campanhas, nada teve na cabeça que não fosse promessas demagógicas e aldrabonas ou cavilosos e infundados ataques ao adversário. Como, desta vez, por mais que prometa, já ninguém acredita, vai ficar-se pelos ataques.

E aí está ele, pela 5ª vez, a dizer o que já disse e o que os esbirros mais próximos não se têm cansado de repetir e os órgãos de “informação” de ecoar. A mesma coisa. O mesmo paleio macacóide.

Vamos ter disto, aos pontapés, pelo menos durante mais dois meses. Preparem-se para não ver telejornais nem ler jornais, senão ainda ficam tão estúpidos e tão maus como o Pinto de Sousa.

 

27.3.11

 

António Borges de Carvalho

A “PEN”

 

Antigamente, o PC tinha a cassete das “amplas liberdades” cunhalistas. Hoje, tem outras, ou mudou-lhes o fato. Os camaradas usam-nas sem cessar. O camarada Xico Lopes deu-nos uma versão fidelíssima da cassete do dealbar do séc. XXI, a qual, substancialmente, nada difere da do Cunhal, mas é provida de doses maciças de “portantos”, o que nos dá uma versão mais analfabeta que a do defunto mestre, que de analfabeto nada tinha.

 

O sistema parece ter feito escola.

Já não será uma cassete, coisa antiquada, mas uma “pen”, distribuída pelo senhor Pinto de Sousa aos seus mais fiéis esbirros.

Ouvi e vi, ontem, os rapazes a despejá-la, e nem sequer se pode dizer que em várias versões, uma vez que disseram todos as mesmíssimas coisas e esconderam todos as mesmíssimas coisas.

Isto, num só canal de TV. Presumo que, nos demais, o pelotão da “pen” tenha actuado em conformidade. As agências de publicidade do chefe devem ter atacado os media com o habitual profissionalismo.

Vamos ter meses da mesma arenga, destinada a branquear os malefícios do senhor Pinto de Sousa e do PS, e a lançar poderoso anátema sobre o Dr. Passos Coelho e o PSD, sobretudo pelo que não fizeram mas que, nas cabeçorras trafulhas do chefe e dos seus esbirros, deviam ter feito ou virão a fazer.

 

Só na SIC, fomos presenteados com 36 minutos (!) de "pen" repetida no paleio do rapazola do beiço à banda, com uns bons 20 minutos exactamente do mesmo pela boca do Costa, e, sendo pouco, com um “comentador” (o propagandista da Uiquiliques) e uma “comentadora” (mais chucha que os chuchas) os quais, ressalvada alguma pretensa originalidade, de outra coisa não falaram senão do distinto conteúdo da “pen”. Ao todo, entre as 10 e a meia-noite, a SIC deu ao senhor Pinto de Sousa mais de uma hora de tempo de antena, coisa que, como de costume, será repetida n vezes, para os públicos das diversas horas.

Isto, apesar de o senhor Pinto de Sousa já ter lido a “pen”, na véspera, com cábula e tudo, em interminável, aldraboso e entediante palavrório!

 

Os chorrilhos de mentiras, assim repetidas, e repisadas com a ajuda dos media, são, no fundo, a aplicação da receita de Lenine e de Cunhal: tantas vezes são ditos, que passam a ser verdade na cabeça dos incautos.

 

Em Novembro de 2009, os “nossos” juros andavam pelos 3,8%. Em Março de 2011 (antes do pedido de demissão do senhor Pinto de Sousa) já iam em 7,82, ou seja, tinham subido mais de 100%, sempre sob a batuta do senhor Pinto de Sousa. E, no entanto, o mesmo indivíduo apressou-se a incluir na “pen” que a culpa é do Dr. Passos Coelho!

 

Não há quem não saiba que o senhor Pinto de Sousa se portou como um javardo ao comprometer-se em Bruxelas sem dar satisfações fosse a quem fosse. E, no entanto, na “pen”, ou nem uma palavra sobre o assunto, ou a afirmação de que o governo, apesar de minoritário, apesar de desacreditado urbi et orbe, tinha toda a autoridade para levar a Bruxelas o que muito bem entendesse sem dar cavaco nem sequer ao dito.

Não há quem não saiba que o Ministro das Finanças, em raro ataque de sinceridade, anunciou as medidas enquanto o senhor Pinto de Sousa as vendia em Bruxelas. E, no entanto, reza a “pen” que o que o ministro das finanças não anunciou o que anunciou, ou que não era como ele disse, ou que anunciou mal, ainda que o PM mantenha nele toda a confiança – mandou o Costa insultá-lo e desautorizá-lo, mas mantém nele toda a confiança!

Não há quem não saiba que o governo não precisava de apresentar tais medidas naquele dia nem que o Banco Europeu e a Comissão andaram por cá a preparar as medidas com o governo durante uma data de dias. E, no entanto, a “pen” diz às pessoas que as tais medidas tinham sido feitas “de urgência”. “Tinham que ser”.

Não há quem não saiba que o senhor Pinto de se comprometeu até ao pescoço em Bruxelas. E, no entanto, a “pen” diz que o governo estava pronto a “negociá-las”, porque se tratava só de “linhas de orientação”.

Não há quem não saiba que o próprio Pinto de Sousa, numa das muitas horas de propaganda que a televisão lhe dá, começou por afirmar que não havia PEC nenhum, só as tais “linhas de orientação”, e que, na mesma entrevista, dez minutos depois, declarava com a mesma cara que se tratava de um PEC, e de um PEC tão importante que se demitiria se fosse chumbado. Em dez minutos, “as linhas de orientação” passaram de realidade a ficção, na boca da criatura.

Não há quem não saiba que o senhor Pinto de Sousa se portou mais uma vez como um carroceiro – sem ofensa para os carroceiros – quando virou costas ao plenário da AR, cuspindo na representação nacional, como um hitlerzinho abandalhado. E, no entanto, a este respeito, a “pen” é omissa.

Não há quem não saiba que o ministro das finanças seguiu o exemplar exemplo do chefe dando à sola do plenário para não ouvir o magnífico discurso da dona Manuela. E, no entanto, a este respeito, mais uma vez a “pen” nada diz.

 

A cruzada da aldrabice continua viçosa, apesar de já ter 6 anos de idade.

Em matéria de “pen”, o senhor Pinto de Sousa e os seus esbirros ultrapassam a cassete do Cunhal, do Jerónimo e do Xico Lopes. De que maneira!

 

É por estas e por muitas outras que caem em saco roto os apelos dos aflitos para que os outros partidos se entendam com o PS.

Não se põe a questão nestes termos. Não é possível, seja a quem for, entender-se com gente desta igualha, sob pena de perder todo e qualquer sentido de dignidade e de se sujeitar, sem margem para dúvidas, a ser enganada e traída, que é o que há muitos anos vem acontecendo a todos nós.

 

Há duas soluções.

  1. O que resta do PS democrático corre depressa com o senhor Pinto de Sousa substituindo-o por alguém com um mínimo de espinha; ou
  2. Nas eleições, o PS leva uma tunda de tal ordem que nem se porá a hipótese de ser preciso entender-se com ele seja para o que for.     

Escusado será dizer qual é a solução que vai mais ao encontro dos interesses dos portugueses.

 

25.3.11

 

António Borges de Carvalho

AI FILHOS, QUE ANGÚSTIA!

 

Aqui há uns anos, o Dr. Vale e Azevedo foi preso. Culpado ou inocente de variadíssimos crimes, cumpriu não sei quantos anos de prisão, foi preso à saída da prisão(!), deu à sola para o Reino Unido onde ainda se mantém, à espera que o libertem ou o mandem de volta aos calabouços de Lisboa. O mais curioso destas aventuras é que o Dr. Vale e Azevedo foi preso no dia seguinte a perder as eleições no Benfica. Até lá, por muitas que fossem as acusações, o homem andou em liberdade e sem chatices de maior. Fatais não foram as suas alegadas malfeitorias, os desvios, os roubos ou lá o que fosse. Fatal foi ter perdido as eleições no Benfica.

 

Vem isto a propósito de uma notícia que me deram hoje e que poderá explicar, pelo menos em parte, a nossa crise política.

Foi-me dito por quem sabe do assunto em profundidade que o caso Freeport prescreve em princípios de 2012. Por outras palavras, a partir dessa altura, o senhor Pinto de Sousa não poderá mais ser acusado seja do que for.

Para os que estão estarrecidos com a forma como o senhor Pinto de Sousa se gruda ao poder como um tarado, com as ameaças a este mundo e ao outro sobre as desgraças que nos sucederão se corrermos com ele, com os anátemas que verbera contra seja quem for que queira livrar o país da sua perniciosíssma pessoa, talvez seja de pensar duas vezes.

Será que a Judiciária está à espera dele à saída do poder? Será que o Benfica dele é o governo?

 

Os dinossauros do PS, tipo Soares e Sampaio, quando estremecem angustiados, estão angustiados com o futuro da Pátria ou com o futuro do senhor Pinto de Sousa?

 

 22.3.11

 

António Borges de Carvalho

O PROBLEMA

 

Compreende-se que seja difícil dizer a verdade, pelo menos quando a verdade é uma chatice. Deve ser por isso que o senhor Pinto de Sousa raramente diz seja que verdade for.

Pena é que a oposição, ainda que sem mentir, não tenha coragem para dizer a gritante verdade dos nossos dias.

É que tudo pode ser suportável, menos o senhor Pinto de Sousa. Havia que dizer claramente que não é possível resolver seja que problema for enquanto o principal responsável político do país for o hediondo tiranete de Vilar de Caçada.

Não é possível gerir seja o que for se o administrador delegado disser todas as semanas, todos os dias, às vezes no mesmo discurso, várias “verdades” diferentes e contraditórias.

 

Sabemos, mais ou menos, de que mentiras, cavalidades, sobrancerias e carroceiradas é capaz o senhor Pinto de Sousa. Não sabemos que aldrabices diz lá fora, nem quantas vergonhas a “Europa”, a dona Ângela e outros mais não terão já suportado e diplomaticamente “tapado”. Mas é de calcular a consideração e a estima que tal gente terá pelo pai da nossa desgraça.

 

Pinto de Sousa mais que um problema, é o nosso maior problema.

 

O PS, “formatado” nos “princípios” do fulano, não é capaz de se livrar dele nem se preocupa em salvar o que talvez ainda lhe reste de honradez partidária. Por isso, não corre com ele nem com o tenebroso bando que o apoia. Então que o faça quem quer que venha fazê-lo. Será bem-vindo! Tudo menos isto!

 

Desaparecido o mal, mesmo arruinados e famintos por causa da herança que nos vai deixar, talvez possamos ter a consolação de olhar para o espelho e não nos vermos mais na pele da gente que, por duas vezes, deu a este ignóbil ser mais votos que aos demais.

 

22.3.11

 

António Borges de Carvalho

GUERRA DE COMADRES

 

A abertura do ano judicial, que já abriu há sete meses(!), saldou-se numa desgraçada peixeirice.

As mais altas figuras do Estado dedicaram-se a lavar roupa suja em público, a acusar-se umas às outras das mais diversas malfeitorias, preguiças e incompetências.

O Presidente da República, coitado, fez mais um dos seus tão sensatos quanto inúteis apelos ao trabalho, à dignidade e a outras qualidades há muito esquecidas no caixote do lixo do “fascismo”.

O bastonário dos advogados, esse, disse as costumeiras barbaridades acerca de juízes, procuradores e quejandos, todos, com os políticos, mais que culpados de tudo e mais alguma coisa.

Os distintos representantes das magistraturas, bem conhecidos pela forma abnegada como têm sabido proteger o senhor Pinto de Sousa e por produzir inqualificáveis entrevistas e comunicados, trataram de pôr as culpas para os legisladores, os advogados, os funcionários, o diabo a quatro.

Em resumo, nenhum daqueles senhores deu à Nação qualquer sombra de esperança. O que, espremida esta laranja azeda, fica, é que todos se culpam uns aos outros, ninguém, nenhuma corporação, nenhuma entidade, nenhum destes cidadãos procurou abrir caminhos para transformar a nossa justiça numa coisa menos indigente e menos injusta.

 

Como querem que a sociedade resolva seja que problema for se são as entidades que se desejaria mais “de cima” a vogar em águas tão “de baixo”?

 

22.3.11

 

António Borges de Carvalho

AS “FAMOSAS”

 

Segundo a capa de uma revista do jornal do “amigo Oliveira”, hoje publicada, acontece que uma senhora, de seu nome Isabel Figueira, ao que parece rapariga muito conhecida em meios televisivos e em revistas de tetas, está preocupadíssima. Com carradas de razão. “Não sei do meu filho”, declara, presumindo-se que cheia de angústia.

Acontece que um senhor chamado César Peixoto - consta tratar-se de um futebolista -, presume-se que pai da criança (“o Rodrigo”), a foi buscar ao colégio há uns cinco dias, não tendo a pobre mamã tido a dita de o voltar a ver.

Para cúmulo, a senhora anda a braços com uma “relação instável” com um tal Pedro Barroso (?), seu “namorado”.

Não se sabe se por causa da criança se do namorado, a “estrela” (?) foi internada por dois dias, mas já está boa. Felizmente!

 

Na mesma capa da mesma revista, temos a dita e a honra de saber que a dona Júlia Pinheiro, senhora que, de há anos a esta parte, vem sujeitando o povo ao purgatório da sua voz de cana rachada e ao inferno de uns programas super kitsh e super estúpidos, vai contratar um porco e uma vaca para divertir o povo.

 

E mais. O “amigo Oliveira” faz-nos saber, ainda na mesma capa da mesma revista, que a dona Isabel Medina (?) anda a sofrer imenso porque tem o marido doente e a mãe muito mal.

 

Presume o IRRITADO que a revista do “amigo Oliveira”, lá dentro, trará mais detalhada informação sobre as notáveis vidas das três notáveis senhoras, vidas que muito devem interessar ao povo. Como o IRRITADO não leu mais que a capa, não pode “reportar” em conformidade, pelo que pede as maiores desculpas aos seus leitores.

 

A fechar estas tão singelas palavras, o IRRITADO deseja do fundo do coração

- à dona Isabel F. que reencontre o menino, que faça as pazes com o Pedro e, já agora, também com o César;

- à dona Júlia que se dê bem com a vaca e com o porco;

- à dona Isabel M. que veja melhorar o marido e que a mãezinha viva por muitos e bons anos;

- Às três, bem como às multidões de colegas do mesmo jaez que por aí andam a fazer propaganda das suas misérias das suas iniciativas suíno-vacuns, que vejam se ganham um pouco mais de respeito próprio, já que pela nossa inteligência não lhes deve ser possível arranjá-lo.

 

18.3.11

 

António Borges de Carvalho

HOMENS E BESTAS

 

O Presidente da República, em atitude inédita entre os seus pares, resolveu comparecer numa cerimónia de homenagem aos combatentes do Ultramar, louvando-os e dignificando-os enquanto soldados de Portugal.

 

Eanes, “o capitão de Abril”, tinha um certo pudor em relação a este tipo de coisas.

Soares, o demagogo, contemplava-as com falsa “tolerância”.

Sampaio, o rasca, tinha-lhes um pó de morte.

 

O Estado Português ignorou os combatentes, isto quando não lançou o seu anátema contra a geração que sacrificou boa parte da sua juventude a uma guerra que “os ventos da história” condenavam, mas que quinhentos anos de História largamente justificariam.

A “geração de África” foi abandonada a si própria, renascendo de vez em quando nos nossos dias tão só para alimentar as lamúrias e a caça ao subsídio dos patrões de uma “solidariedade” que nada tem a ver com a sua honra nem com o seu sacrifício.

De resto, nada. Ao contrário do que se passa em países civilizados que nos são próximos - Reino Unido e França, por exemplo - em que os combatentes, qual seja a razão ou o resultado das guerras que travaram, merecem reconhecimento, glorificação e compensação moral, quando não de outra natureza, Portugal riscou os combatentes da sua história recente, quando não os acusou de males de que jamais foram culpados.

As guerras do Ultramar perderam razão de ser com o tempo? É possível. O poder político instalado não soube solucionar os problemas com patriótico pragmatismo? Sem dúvida. Que tem isto a ver com a geração que combateu? Nada.

 

O que fez o politicamente correcto de tais guerras e de tais combatentes?

Um massacre, de contornos duvidosos, propagandeado à exaustão para demonstrar a “crueldade”, a “brutalidade” e a “estupidez” dos soldados portugueses, foi o que conseguiram arranjar para os condenar, depois de vasculhados treze anos de guerra.

O arrastar na lama do “colonialismo português”, ou seja, a santificação das hordas que o quiseram destruir, condenando à miséria, à fome e à doença milhões de indefesos seres humanos, sacrificados à ganância, à fome de poder e de dinheiro de hordas de bandidos, seus “legítimos representantes”, foi o que fabricou sem escrúpulo nem respeito pela verdade.

A mais incrível manipulação da História em favor da ideologia e do oportunismo político, foi o que resultou do politicamente correcto à portuguesa.

Mais nada.

 

Por isso que, das alfurjas onde o ignóbil se junta à desonestidade, surgem a banditagem rasca dos “donos” de verdades que desconhecem e que têm a ver com o que propositadamente ignoram: a dignidade.

O senhor Louça (Pedro Lomba chama-lhe Danton - melhor diria Robespierre) veio à liça dizer que o PR cometeu “um nada responsável exercício de reescrita da história”. A besta defende que os “jovens de hoje não têm nenhum exemplo a recuperar de quem foi para a guerra”.

Isto é, a besta mistura as suas apreciações políticas sobre a tal guerra com o valor, a dignidade, o sacrifício e a humanidade dos que a travaram. Para a besta, se a guerra era mal movida, os que nela entraram em vez de desertar, eram tão maus como ela. Mais não vale a pena dizer.

 

Outra besta insiste, no “Público”, na crítica ao Presidente, que, com o seu “apelo aos jovens”, dividiu os portugueses.

Como se eles não estivessem já divididos entre homens e bestas.

 

17.3.11

 

António Borges de Carvalho

ABORTO ORTOGRÁFICO

 

Anda por aí uma “Iniciativa Legislativa de Cidadãos” - ILC - para acabar com o acordo ortográfico.

Quem estiver de acordo, pode assinar, deve assinar. Quem quiser vá saber mais a ilcao.cedilha.net .

Quem não estiver para isso, pode copiar em papel o que segue, e mandar por correio para:

 

Apartado 53

 

2776-901 Carcavelos

 

 *

 

Assunto: Iniciativa Legislativa de Cidadãos

 

Acordo Ortográfico de 1990: um conjunto de normas incongruentes, ambíguas,

inoportunas e…ignoradas (revogação da Resolução da Assembleia da República n.º 35/2008).

_________ a), __/__/__ (data)

 

Eu, abaixo assinado, ____________________________________________ b),portador do Bilhete de Identidade N.º _______________c) / Cartão de CidadãoN.º _______________ c) e Eleitor N.º______ da Freguesia de ____________________________________________________ d), Concelho de   _________ d), declaro, por minha honra e nos termos da lei, que li e subscrevo na íntegra o texto da Iniciativa Legislativa de Cidadãos intitulada como “Acordo Ortográfico de 1990: um conjunto de normas incongruentes, ambíguas, inoportunas e…ignoradas (revogação da Resolução da Assembleia da República n.º 35/2008)”.

Mais declaro ser esta a única vez em que subscrevo a referida Iniciativa Legislativa, não o tendo feito antes por qualquer outro meio.

 

 

 

 -------------------------------------- 

 

(assinatura conforme documento de identificação)

 

 *

 

Instruções para subscrição da ILC (preenchimento manual)

a) Localidade de residência

b) Nome completo EM MAIÚSCULAS

c) Preencha apenas o número de um dos documentos de identificação: OU

Bilhete de Identidade OU Cartão de Cidadão; RISCAR o que não interessa.

d) Indique a Freguesia e o Concelho onde está recenseado como Eleitor.

e) Envie esta subscrição por correio normal para o endereço indicado em cima.

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Apartado 53

2776-901 Carcavelos

 

Será uma boa contribuição para a dignificação da nossa língua.

 

16.3.11

 

António Borges de Carvalho

 

 

 

OS FOLES DA CRIATURA

 

Eu não dizia?

A criatura tem sete foles, qual deles mais aldrabão.

 

O primeiro fole foi o célebre orçamento, em que, tendo aumentado o défice, andou a convencer a malta de que o tinha descido, a partir de um número inventado, que transformou em “verdade”. Mas safou-se.

 

O segundo foi o curso pirata. Em si, não será mal maior. Males maiores são as mentiras que a tal respeito a criatura teceu. Mal maior foi não ter sido liminarmente corrido pelo PR, uma vez que não se pode considerar que as instituições democráticas funcionem a contento se comandadas por um tipo daquela laia. Mas safou-se.

 

O terceiro foi o dos andarinhos da Braancamp, comprados “à la manière”. Um tipo pode comprar andares “à la manière”. Não pode é fazê-lo e ser primeiro-ministro. Mas safou-se.

 

O quarto foi o da PT/TVI. Provou-se à saciedade que a criatura estava metida na marosca até ao pescoço. Provou-se à saciedade que a criatura mentiu ao Parlamento, ainda que um artista do BE tenha escrito que uma coisa era dizer propositadamente o contrário da verdade, outra era mentir. Um tipo pode querer correr com a Guedes de uma estação privada, não pode é ser primeiro-ministro ao mesmo tempo. Ninguém lhe pode dar qualquer resquício de benefício da dúvida. Mas safou-se.

 

O quinto foi o do Freeport - “fripór” no linguarejar da analfabeta criatura. As provas não foram consideradas, ainda que estejam escarrapachadas no Diário da República. A criatura safou-se.

 

O sexto foi o da sucata. A criatura foi apanhada em conversinhas com os amigalhaços que estão a ser julgados. Matéria ignorada e/ou destruída. Safou-se, ou vai safar-se.

 

O sétimo tem-no a criatura em fase de enchimento. Ontem, não houve mentira que não afirmasse, nem verdade que não escondesse. Sem ele, é o dilúvio, o tsunami, a desgraça. Tudo por culpa dos outros. Não há desgraça que a queda da criatura não nos traga. Com ela, tudo se justifica. De forma que, quando a criatura se apresentar perante os credores sem um chavo, ou quando se entregar nos braços da chamada “ajuda externa”, tudo não passará de maquiavélica maquinação dos outros. A criatura começou por declarar que não estava a falar de mais um PEC, mas numa simples declaração de intenções a aplicar em caso de azar vindo, como é costume, do exterior. Meia hora depois declarava que se tratava de mais um PEC, com a mesma cara de alarve com que dissera precisamente o contrário. Se a coisa passar, trata-se de medidas que, se os outros se portarem bem, não serão aplicadas. Se a coisa não passar, então era um PEC, precioso documento que a criatura até está disposta a “negociar”. A criatura, que jamais negociou fosse o que fosse, fosse com quem fosse, diz com a maior candura que quer “negociar”! Negociar o quê? O que a criatura já apresentou em Bruxelas como facto consumado?

A ópera bufa a que ontem assistimos, ou é entendida como tal, e o seu autor posto com dono, ou então… 

 

O IRRITADO espera que o sétimo fole rebente e rebente com a criatura de uma vez por todas. A alternativa é continuarmos a afundar-nos no buraco que ela cavou, a olhar para um Presidente paralítico, a ouvir o líder da oposição a dizer coisas honestas, como disse a sua predecessora. Ela lixou-se. A criatura safou-se.

 

16.3.11

 

António Borges de Carvalho

NO IMPÉRIO DA MENTIRA

 

Em Lisboa, dois informativíssimos jornais “de referência” - os dois que o IRRITADO teve a infelicidade de olhar, trazem manchetes quase iguais:

 

- O jornal do “amigo Oliveira” reza assim:

 

Sócrates desafia oposição a abrir crise política;

 

- O jornal do Engº Belmiro, assim:

 

Sócrates recusa ajuda externa e coloca crise nas mãos do PSD.

 

Apetece dar vivas à “inteligência” desta gente, não é?

No mesmo momento em que o senhor Pinto de Sousa faz tudo o que está ao seu alcance para provocar a crise - queira Deus que o consiga! -, os jornais a que temos “direito” publicam exactamente, rigorosamente, caninamente, subservientemente, o que o fulano, o gabinete de servos do fulano, as agências que trabalham para o fulano, querem ver publicado, ou seja, o contrário da verdade.

 

O periódico do Engº (propriamente dito) Belmiro vai mais longe ainda que o do “amigo Oliveira”: acha que o senhor Pinto de Sousa recusa ajuda externa. A informação é tão falsa como a da oposição a abrir crise política. O que tem andado o senhor Pinto de Sousa a fazer senão a pedir ajuda externa, aos “mercados”, à dona Ângela, aos chineses, ao diabo a quatro? Só não pediu aos seus melhores amigos porque um (o Chávez) está ainda mais teso que ele, o outro (o Cadafi), coitado, anda com problemas existenciais.

 

Aqui, há uma subtileza, tão subtil como um camartelo. É que o tal Pinto de Sousa tem andado, sem subtileza nenhuma, a convencer as pessoas que ajuda externa é o FMI e a EU: duas coisas paridas pelo Belzebu, na opinião da besta.

Por acaso, uma delas (o FMI) já por cá andou duas vezes e não há razão de queixa, nem houve perda de soberania, nem nenhuma hecatombe. Hecatombe á a “governação” do senhor Pinto de Sousa.

 

Informado por gente desta, enganado pela RTP1 através do senhor Santos e da dona Fátima - viram-na ontem, com a toga de advogada do PS? -, o nosso desgraçado eleitorado vai continuar a ser enganado, quase diria “cientificamente”: a culpa de todas as desgraças que, com crise ou sem ela, não deixarão de nos continuar a acontecer, é do PSD, dirão eles vezes sem conta.

 

Se tiverem pachorra e gostarem de ser enganados, oiçam o que o aldrabão vai dizer esta noite na televisão. Atentem às opiniões dos comentaristas arregimentados. E vejam as notícias nos jornais de amanhã. Depois, pensem bem no que estão metidos.

 

15.3.11

 

António Borges de Carvalho

O MAQUIAVEL DA REBOLEIRA

 

Perito em aldrabices e golpadas, o nosso absurdo PM tratou de arranjar uma casca de banana, a ver se o eleitorado escorrega nela.

 

O senhor Pinto de Sousa, como o IRRITADO já tem demonstrado, outro fim não vê na política, nem na vida, que não seja o de se manter no poder.

Estranhamente, ou não tanto, o PS, transformado pelo senhor Pinto de Sousa em bando de malfeitores políticos, está com ele. As poucas vozes que poderiam “falar” dentro do partido, ou estão amordaçadas, ou acagaçadas, ou compradas.

É cada vez mais ténue a diferença entre o senhor Pinto de Sousa e os seus predilectos irmãos, a saber, o coronel Cadafi e o sargento Chaves. Algo nos diz, com foros de certeza, que, se não fôssemos membros da União, já não haveria diferença nenhuma.

 

A golpada é simples: passando por cima de qualquer moral pública, o senhor Pinto de Sousa tratou de, sem dar cavaco fosse a quem fosse, apresentar à patroa Merkel mais uns cortes nos bolsos dos desgraçados, sem nada apresentar que quisesse dizer cortes nele próprio, ou seja, nas despesas do Estado (que não seja em salários dos não boys), de que se assume proprietário.

Por menos que isto devia ser, pelo menos, expulso do país.

 

Diz-se, esperemos que sem razão, que vai suceder o que segue:

 

- O PSD dá-lhe com os pés, não podendo fazer de outra forma se tiver alguma dose de self respect;

- Os “mercados”, a “Europa”, ou seja lá o que for, reagem mal;

- A hecatombe nacional atinge cumes jamais vistos;

- Há eleições antecipadas;

- O senhor Pinto de Sousa, exercitando a sua única verdadeira “qualidade” - a mais desonesta das demagogias - venderá ao país a ideia de que é vítima de terceiros e que, se a hecatombe existe é por culpa deles, já que o próprio, coitadinho, teria “salvo” a Nação se o tivessem deixado;

- E ganha as eleições;

- O país acaba.

 

Porém, se houver algum bom-senso, cá e na “Europa”:

 

- Pode ser que os credores, que sabem que o homem é, como dizia Pires de Lima, um mero “aldrabão de feira”, não reajam tão mal como isso;

- Pode ser que o PR, é de duvidar mas pode ser, assuma o protagonismo que anunciou na posse, e não continue nas encolhas;

- Poder ser que a malta perceba, finalmente, a infinidade de logros em que por duas vezes caiu;

- Pode ser que, em face dos anteriores “pode ser”, os eleitores portugueses se libertem de uma vez por todas deste absurdo tiranete e das suas propagandas e asneiras.

 

Já nada há que nos livre das consequências devastadoras dos seis anos da perniciosíssima acção deste palhaço.

Ao menos que, a partir de daqui a uns meses, possamos “ver” o que se passa e encetar um caminho que, sendo ainda mais pedregoso que o que agora percorremos, possa, com a verdade, levar-nos a ter alguma réstia da esperança que todos os dias vemos fugir.

 

14.3.11

 

António Borges de Carvalho

 

 *

 

A este respeito, o IRRITADO toma a liberdade de transcrever um artigo de Isabel Arriaga e Cunha, hoje ínsito no “Público”:

 

Com a provocação a Passos, Sócrates programou o calendário da crise


José Sócrates sabe que a forma como pôs o pais, o Presidente da República, os parceiros sociais ou o PSD perante um facto
consumado com as novas medidas de austeridade - o chamado PEC IV - não deixará de provocar uma crise política, a queda do Governo e novas eleições.
O primeiro-ministro também sabe que um cenário desses
pode pôr em risco a ajuda do fundo de socorro do euro que o

seu Governo está a negociar há muitas semanas com os parceiros europeus, em moldes que correspondem às suas principais reivindicações, para garantir condições mais favoráveis de financiamento para o país.
E sabe-o, porque o novo PEC foi construído expressamente para constituir a contrapartida nacional que o país terá de assegurar para beneficiar dessa ajuda (ver texto ao lado).
Sendo assim, o que se esperaria do primeiro-ministro era que procurasse negociar um consenso alargado com a oposição sobre o novo PEC, em nome do interesse nacional. Em vez disso, Passos Coelho foi sumariamente informado na quinta-feira à noite, menos de doze horas antes do anúncio oficial das medidas. E, como o primeiro-ministro não podia deixar de saber, o líder do PSD não teve grande alternativa senão dissociar-se da nova austeridade.
Sócrates está a jogar no facto de o país só precisar de apresentar no fim de Abril a Bruxelas os planos orçamentais para os próximos anos, O que significa que poderá arranjar maneira de submeter o novo PEC à aprovação da Assembleia da República em meados de Abril. Ou seja, depois de concluído o acordo europeu, programado para a cimeira de 24 e 25 de Março, sobre a resposta à crise da dívida soberana, da qual o pacote de ajuda a Portugal é parte integrante.
A partir da cimeira, a ajuda poderá ser activada e o PEC submetido à AR. Se a oposição o recusar, como parece provável, o país vai a votos, O líder do PS poderá então apresentar-se como o salvador do país da bancarrota, esperando capitalizar junto dos eleitores. Caso contrário, Passos Coelho será o herdeiro da ajuda europeia e do PEC de Sócrates...

 

 

UMA BOA NOVA

  

De um ciber-amigo, recebeu o IRRITADO a notícia que segue, a qual o encheu de justificada alegria. Com a devida vénia se transcreve, ipsis verbis, tal notícia:

 

*

 

Governo contrata indiano que está há 70 anos sem comer nem beber para ensinar desempregados a alimentar-se da luz solar.

 

(segue-se a fotografia do senhor, que, por incompetência informática, não se reproduz)

 

Aos 80 anos, Prahlad Jani - ou Mataji, como é conhecido - sobreviveu os últimos 70 anos sem comer nem beber, praticando um tipo especial de ioga que, segundo o octogenário, utiliza o Sol como alimento. 
Soubemos que o Ministério do Trabalho já contratou este mestre da meditação para dar palestras a desempregados e fala-se também em palestras para funcionários públicos.
Fonte do gabinete da ministra Helena André explicou: "Todos sabem o momento de crise que atravessamos. Não há perspectivas de melhoria e temos que preparar as pessoas para sobreviverem com muito pouco." 
Portugal é um país com muitos dias de Sol por ano e se este homem conseguir ensinar os nossos desempregados a sobreviverem só com a luz solar é a solução para o nosso problema.
“Dentro de meses esperamos já deixar de pagar subsídios de desemprego, vamos apenas distribuir espelhos para que os desempregados possam apanhar o dobro da luz solar e encher a barriguinha”.

O Governo de Sócrates, sempre na senda das tecnologias renováveis e não poluentes, encontrou mais uma solução para a crise!”

 

NOS BRAÇOS DA DESGRAÇA

 

Ontem, estupidamente, o IRRITADO viu, durante uns minutos, dois espectáculos verdadeiramente patéticos.

 

O primeiro, “vendido” como alta demonstração da imaginação e do trabalho de qualidade dos portugueses, foi uma plongée sobre uma coisa orgulhosamente chamada “Moda Lisboa”.

Para além das habituais rapariguinhas a partir as ancas no tablado - o que á normal nestas celebrações -, exibindo tristíssimos andrajos, foi-lhe dado assistir por poucos - longuíssimos! - momentos à exibição de uma colecção de criaturas, qual delas mais repugnante, ou exibindo a sua fealdade e exponenciando-a com miseráveis manipulações “de imagem”, ou prestando-se a verdadeiros ataques a qualquer mínimo de decência (falo de decência estética e de respeito próprio, não de nudez ou coisa que o valha).

 

Mudei de canal. Sou apanhado por uma coisa ainda mais miserabunda: uma cavalona, sapato 44, joelhos de eisbein, boca de metropolitano, com idade para ter juízo, aos pulos, aos gritinhos, esbracejando como uma tonta. Cortei então o som para melhor ajuizar da imagem, presumindo que esganiçaria condizentes e entusiásticos disparates.

Pior foi o que se seguiu: a costumeira exibição de criancinhas “talentosas”, aplaudidas pelos respectivos papás e por uma multidão de tarados, atiradas para a “vida” desta forma sub-humana. E mais: tipos tatuados, em tronco nu, a fazer habilidades do género das dos pedintes de rua que enxameiam o Chiado. Um nunca acabar de desgraça e de mau gosto.

 

Se não acreditam, vão ao youtube. Ficarão a saber para que servem os “reguladores” destas matérias, para além de se ocupar dos interesses do governo.

 

14.3.11

 

António Borges de Carvalho

LUZES DOMINGUEIRAS

 

Em clara demonstração de sabedoria e de consciência de si - como diria o Damásio - o Dr. Proença de Carvalho declarou que o mundo das ideologias acabou.

Quanta razão ele tem! O problema é que se está a ver a si próprio e se confunde com “o mundo”.

Desde os recuados tempos do “Jornal Novo”, bastião da luta contra o socialismo de que ele era director, até ao seu acendrado amor pelo Costa (António) e pelo Fernandes, quando este era do BE, passando pelo PSD e, há quem diga, pelo CDS, pelo PS, Sampaio, etc., o Dr. Proença já foi tudo e o seu contrário, desde que… não digo.

Por isso que confundir-se com o mundo inteiro talvez não seja uma questão de condenável imodéstia, mas um simples passo na preparação de mais algum salto político/prático.

 

*

 

Perante o estado a que chegámos, o comentador e preponderante condotieri da SIC que dá pelo nome de António José Teixeira elucidou-nos, com a voz melíflua e o ar aveludado que o caracterizam, sobre a verdadeira natureza do discurso do Presidente. Diz ele, concluindo rebuscados raciocínios, que o tal discurso foi a confissão de que não só o país que falhou, mas também o Presidente. E acrescenta, doutoral e definitivo: Obviamente espero de um PR bom-senso, não era de esperar que quisesse acrescentar mais instabilidade.

É conhecida a fé socialisto/socrélfia do senhor Teixeira. Mas, para chegar a este ponto é preciso ter perdido por completo o bom-senso que exige ao Presidente. Esta, nem o Rangel!*

 

* Aquele que parece um tarado a defender o Pinto de Sousa e é sócio do Soares da PT e dos castelhanos da Prisa/PSOE.

 

*

 

A fechar o ramalhete de doutas declarações, não podemos esquecer o arrepio que o Doutor Cavaco, no facebook (!!!), deu às suas próprias palavras do dia da posse. Acha ele que tais palavras foram ouvidas de forma maximalista pelos povos ignaros que o escutaram e que o interpretaram abusivamente. Parece que, afinal, o que ele disse não era o que ele queria dizer, antes pelo contrário, vice-versa paralelamente outrossim blabla.

Ou seja, que o que lhe apetece é continuar a sustentar o Pinto de Sousa e a fechar os olhos ao que entra pelos olhos de toda a gente. Menos, quiçá, pelos dele.

 

13.3.11

 

António Borges de Carvalho

A REPÚBLICA DOS CARROCEIROS

 

Quando o Presidente dos EUA, da Rússia, ou seja de onde for, entra na sala, os circunstantes levantam-se. Se se trata de sessão solene, levantam-se e aplaudem-no na sua qualidade de mais alto representante da República. Se se trata da posse do mesmo, por maioria de razão o fazem.

Seja de onde for? Não! Em Portugal, país de carroceiros à beira-mar plantado, os senhores deputados fazem como lhes apetece. Não estão ali para honrar a República, de que tanto dizem gostar, mas para mostrar o seu desagrado por ver um Presidente que, ainda que eleito pelo povo, que proclamam soberano, lhes não agrada.

 

Bando de carroceiros! Porcaria de República!

 

A República Portuguesa, nas suas três versões, e salvo raros momentos, sempre foi uma porcaria. Aliás, é como a pescada, que antes de o ser já o era.

Mas ontem foi mais carroceira que de costume.

A esquerda é ordinária, sempre foi ordinária, será sempre ordinária. Mas poder-se-ia pensar que, tratando-se da menina dos seus olhos - a República - teria a decência de tratar com protocolar urbanidade o seu representante. Não. Os tipos não aplaudem, não se levantam, só ali estão à espera de sair cá para fora e desatar aos pontapés ao Presidente perante matilhas de jornalistas que, não se vislumbra porquê, são autorizados a invadir os passos perdidos sempre que lhes apetece.

O carroceiro chefe, dito Sócrates, faz jus ao seu ordinaríssimo estilo. Deixa o Presidente à espera, enquanto ele “recebe” a “comunicação social”! Mais carroceiro é impossível.

 

De certa forma, está certo. O Presidente actual, como todos os seus antecessores, proclama-se “presidente de todos os portugueses”. Nunca nenhum deles foi presidente fosse de quem fosse. Foram o que este é, Presidentes da República. E mais nada. É o que reza a Constituição, em rara manifestação de acerto.

 

Ora os carroceiros, que nem a sua república respeitam a não ser a benefício próprio, se demonstraram a sua baixíssima moral republicana na sessão de ontem, demonstraram também que Cavaco Silva não é presidente “deles”. Tem, por isso, a mais elementar obrigação de ser fiel aos que o elegeram, não aos que não se levantam quando o recebem no Parlamento nem têm para com ele palavra ou gesto de respeito, antes se apressam a dizer dele as maiores alarvidades.  

 

Depois disto, o que o Presidente tem a fazer é ser ele a puxar ele pela carroça, já que os carroceiros de serviço nem de mulas percebem.

 

10.3.11

 

António Borges de Carvalho

APELO AOS MANIFESTANTES DO DIA 12

 

Caros manifestantes

 

Dizem para aí que vocês são jovens. Acredito. Dizem que estão à rasca. Têm o benefício da dúvida do IRRITADO. Alegam que têm razões para estar descontentes. Acho que sim.

Não sei é qual é o alvo da vossa manifestação. O camarada Louça já anda para aí a pedir boleia. O camarada Jerónimo, que tem alguma vergonha na cara, não pede boleia, mas não deixará, presume-se, de arregimentar a mesnada. Os camaradas do PS não vão aparecer, porque o governo não é do PSD, caso contrário lá estariam em massa, mesmo que não houvesse motivo nenhum.

 

O IRRITADO permite-se adiantar uma modesta sugestão, a saber:

a) A vossa situação, acham vocês, legitima um protesto;

b) Quem protesta, protesta contra alguma coisa;

c) Se a razão do protesto é o desemprego, a dificuldade em arranjar emprego, a falta de ajuda no desemprego, então,

h) Há que determinar quem é o culpado de tal situação, a fim de protestar contra esse, ou esses;

i) Aqui é que bate o ponto;

j) Ora pensem bem: quem é que anda para aí a defender os empregados contra os desempregados? Quem é que anda para aí a achar que quem está “encaixado” tem que continuar encaixado, mesmo que haja uma multidão de gente mais habilitada a bater à porta? Quem é que anda para aí a impedir a mobilidade social que os tempos impõem e a justiça exige? Quem é que anda a fazer tudo para nos transformar numa sociedade paralítica, desmotivada, incapaz? Quem é que protege os privilégios (“direitos” adquiridos) de uns, contra os direitos de outros - vocês?

k) A resposta é simples: quem vos anda a lixar é o Carvalho da Silva, a CGTP, o PC, o BE e o PS, todos empenhados em amarrar as novas gerações às grilhetas que as velhas fabricaram, com as trogloditas “justificações” do capitalismo, do imperialismo, da luta de classes, da inveja e da malquerença, de tudo o que pode contribuir para o nosso atraso e a nossa - vossa - desgraça.

 

Identificados os autores, resta protestar contra eles. Façam-no com força e convicção. E esqueçam, por favor esqueçam, essa peregrina história da “precariedade”. Encarem o emprego como um passo da vossa vida, a caminho de outro qualquer. Não comprem casa logo que ganhem algum. Sejam móveis enquanto podem. Arrisquem. Não tenham medo, a não ser desta horrível gente que vos arruína dizendo que vos defende.

Se o Louça e quejandos lá aparecerem, digam-lhe que não sustentam parasitas, que se ponham a mexer, que vão pendurar-se a outro!

 

9.3.11

 

António Borges de Carvalho

LITERATICES

 

Esta semana, o “Expresso” contemplou-nos com uma publicitadíssima “biografia” de Fernando Pessoa. Muito bem. Obrigadinho.

 

Duas pequenas observações:

- A capa do livrinho, que nada deve ao que se chama design gráfico, vem ilustrada com o logótipo da série, com uma fotografia do Poeta e com a sua assinatura. Reza: Prefácio: Clara Ferreira Alves.

O leitor interroga-se: quem será o autor da “biografia”? O São Lucas?

Depois, percebe. O “Expresso” dá mais valor e essa altíssima figura da cultura, da inteligentsia e da literatura nacional, a quem devemos a subida “bondade” de nos iluminar com um prefácio, do que ao desconhecido autor do livro que a impressionante deusa prefacia. Que destaque merece o tal autor? Quem é ele? Um tal João Gaspar Simões, que ninguém sabe quem é? Que destaque, sequer menção, merece o seu nome, se não fez mais que escrever um livrinho qualquer que só terá valor por ser prefaciado pela rebrilhante criatura Alves? Nenhum!

Na página três lá vem, em letra miúda, o nome do tal João Gaspar Simões, por acaso (diz o IRRITADO) o mais importante crítico literário português do século XX. Mas que valor tem, na opinião do “Expresso”, a opinião do IRRITADO?

 

- Mais engraçado, ou menos, é que o livro não é biografia nenhuma. Como se poder ler no título e subtítulo do autor - Fernando Pessoa, Ensaio Interpretativo da sua Vida e da sua Obra - trata-se de um Ensaio - opinião crítica - não de historiografia biográfica.

 

O IRRITADO recomenda ao “Expresso”, sem grande esperança de ser ouvido, que reedite a obra, com os seguintes dizeres na capa:

 

João Gaspar Simões

FERNANDO PESSOA

Ensaio Interpretativo da sua Vida e da sua Obra

 

Prefácio de Clara Ferreira Alves (sem dois pontos no meio)

 

Disse.

 

8.3.11   

       

António Borges de Carvalho

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