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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

HORRÍVEL AMEAÇA

 

Uma coisa aterrorizadora foi ontem feita pública: se o eleitorado mandar o senhor Pinto de Sousa para as berças, o grande problema da Pátria será ficar sem a enriquecedora palavra do senhor Alegre.

“Excluir Sócrates é excluir Alegre”, segundo a opinião deste, expressa, sem turbante, num comício de siks ou quejandos.

Imagine-se o que seria a Pátria sem a extraordinária presença do senhor Alegre a iluminar as gentes com o seu tonitruante verbo. Quão mais pobres ficaríamos! Que horror! Como é possível imaginar a Pátria privada do verbo ilustre de tão insigne cidadão!

 

O IRRITADO, porque é uma besta, não consegue emocionar-se com estes terríveis problemas. Anseia, estupidamente, que os pintosdesousa e os alegres da nossa praça sejam irreversivelmente corridos da política portuguesa, a fim de que alguma esperança possa entrar nas nossas desesperadas almas.

 

29.5.11

 

António Borges de Carvalho

ASSINATURAS

 

Aqui há uns anos, ao IRRITADO, que ainda não era IRRITADO, era só irritado, saiu na rifa estar sentado na assembleia-geral de uma determinada companhia, cujo principal accionista era um certo banco.

Estava tudo numa boa. Era aprovar as contas e pronto.

Só que… só que o representante do tal banco, debruçado sobre a papelada, sem mais nem menos, bradou:

- Mas… não foi isto que eu assinei!                   

E prosseguiu, demonstrando por a+b que havia duas folhinhas no meio da coisa que tinham sido substituídas depois de ele ter assinado as contas, sem que nenhuma satisfação lhe tivesse sido dada.

O administrador delegado da empresa embatucou, tartamudeou umas inanidades, mas ficou claro que tinha metido a pata na poça.

 

Nada de muito importante se seguiu. Lá emendaram a trafulhice, o administrador delegado continuou a sê-lo, a coisa foi abafada, o representante do sócio maioritário, fulano de vasta carreira política, mudou de banco, em pronto.

 

Vem esta história à cabeça do IRRITADO, porquê?

É fácil, tão fácil como ler os jornais.

O maior aldrabão da história do continente europeu, nado e criado lá para as beiras, Pinto de Sousa de seu nome, assinou vários papéis. Desses, deu um a subscrever aos interessados, e “esqueceu-se” de lhes mostrar os demais.

 

Dos que não sabiam dos outros papéis, um disse que o caso não era tão grave como acha o IRRITADO. O outro exclamou: caramba!, e ficou a falar sozinho.

 

Daqui se prova que há três opções. Entre um tipo totalmente indigno (o senhor Pinto de Sousa), outro que não se indigna (o senhor Portas), e um terceiro que comete o soberbo erro de se indignar (o senhor Passos Coelho).

 

Como vêem, a escolha é fácil. Ou querem ficar com o mesmo administrador delegado?

 

29.5.11

 

António Borges de Carvalho

INFLUÊNCIA PLANETÁRIA

 

Um tipo de nome Meier, norueguês, teve a honra de se alojar no mesmo hotel que o senhor DSK. Mais. Teve também, diz ele, o subido privilégio de ser conduzido, não se sabe onde, pelo mesmo motorista que, diz ele, levou o senhor DSK ao aeroporto.

O senhor DSK, diz ele que o motorista lhe disse, “estava cheio de pressa”. E mais lhe disse o motorista que DSK “quis partir o mais depressa possível. Estava transtornado e preocupado”.

Foi o “New York Times”, jornal tido por bom, que disse que o norueguês disse que o motorista disse.

 

O problema é que, como está provado, DSK apanhou um táxi (o táxi!) para ir a um restaurante, e não para o aeroporto. Além disso, como também já se sabe, ia almoçar com a filha.

 

O senhor DSK, se calhar, anda a mentir. A criada do hotel parece que também anda a mentir. O motorista de praça, se é que existe, também mentiu. O norueguês mentiu de certeza, ou quase. A polícia também é muito provável que tenha mentido.  

 

Anda nisto tanta mentira que parece que a influência do senhor Pinto de Sousa já chegou aos EUA!

 

23.5.11

 

António Borges de Carvalho

FINANCIAL ANALIST (M/F)

 

Para termos uma noção de onde este país chegou, ou para onde está a ir, vejamos um anúncio que, por acaso, passou pelos olhos do IRRITADO.

 

A fim de “gerar informação estratégica”, um tal Tiago Henriques aparece na imprensa, representando uma multinacional de recrutamento, a oferecer um lugar de analista financeiro, para o que pretende contratar um licenciado ou mestre em gestão ou similar, com dois anos mínimo de experiência em auditoria, preferencialmente numa das “Big Four”. Terá que falar inglês com desenvoltura e ter excelente domínio de umas ferramentas informáticas.

 

Até aqui, tudo bem. O pior é que o nosso Henriques oferece nada menos que 21.000 euros brutos por ano.

Contas feitas, o letrado e experiente profissional a contratar irá receber a fabulosa soma de 1.500 euros brutos por mês, ou seja, cerca de 1.110 euros líquidos. Duzentos e vinte e dois contos!

 

Onde o socialismo nos levou!

 

23.5.11

 

António Borges de Carvalho

FEDERAÇÃO ATLÂNTICA

 

O IRRITADO começa a ter seguidores de alto nível!

Com o aval do pai do progresso do Brasil, Fernando Henrique Cardoso, foi, em Lisboa, defendida a Federação Atlântica, de que o IRRITADO tem, orgulhosamente, sido arauto, para além de inventor. Não nestes precisos termos, mas fazendo uma aproximação de grande fôlego, na medida em que chama à coisa “Triângulo Virtuoso – Angola/Brasil/Portugal.

E vão três – o IRRITADO (modestamente!), o Prof. Miranda e a conferência de Lisboa.

Há coisas que se metem pelos olhos dentro mas que levam anos a realizar, se se realizarem. Cada ano passado é mais um ano perdido.

 

Acordem, ó gentes!

 

22.5.11

 

António Borges de Carvalho

080110

 

Ontem, o IRRITADO assistiu a uma cena pelo menos patética.

Uma menina, conhecida pelos inacreditáveis e mais ou menos paranóicos episódios com que nos brindou em discussões públicas, em indómita defesa do “casamento” de homens com homens e mulheres com mulheres, veio à liça, na SIC, fazer a apologia do chefe, o notável senhor Pinto de Sousa.

A mesma histeria, a mesma flausinice, as mesmas espevitadas certezas, desta vez ao serviço do caudilho socialista. Está bem para ele. Há os maus e os bons, boa é ela, bom é o defendant, bom é o PEC IV, maus são os outros, a começar, evidentemente pelo Passos Coelho e a acabar no FMI e quejandos. Por mais que lhe explicassem que o dictat do FMI+2 não era o PEC IV mas, mesmo que o fosse, seria o PEC IV mais, pelo menos, 72 mil milhões, o que demonstra à saciedade que o PEC IV era uma pantominice, a rapariga não desistia de repetir a pen do chefe, de trás para a frente e da frente para trás, de cima para baixo e de baixo para cima.

Lá veio, como não podia deixar de ser, a história da “justa causa”. No seu afã socialista, tal como o chefe, a nossa amiga ainda não percebeu que ou acaba a justa causa, e com ela os recibos verdes e o crescer do desemprego, ou mantém-se a justa causa e, com ele, aumentam os recibos verdes e o desemprego.

Não há nada a fazer. A pen é a  pen, o resto é nada. Como, aliás, ficou à saciedade demonstrado pelo intelectualmente monstruoso Pinto de Sousa no seu embate com Passos Coelho.

Uma tristeza. Um vazio sem peias nem limites.

 

A nossa heroína mostrava, num desnudo e famélico bracinho, uma tatuagem. Rezava ela 080110. Foi o que valeu à conversa de quem assistia. Que quererá dizer tal coisa, tão orgulhosamente exibida? Será o número que a pequena tinha em Sing-Sing? É pouco provável. Será uma data, 8 de Janeiro de 2010? O que terá acontecido à menina em 8 de Janeiro de 2010? Será um arremedo da arte da Lady Gaga? Algum fetiche socialista? O IRRITADO abstém-se de referir outras hipóteses que foram levantadas, não vá acertar nalguma.          

A bota não dizia com a perdigota. Em exibição de fé socialista, a pequena vinha de cor de rosa, com o magro busto enfeitado com rosas de terylene (a perdigota), ou equivalente. Mais não se via, mas chegava. A tatuagem (a bota) continuou um mistério.

Dizem que a menina é uma altíssima intelectual da nossa praça. Dada a pobreza da dita praça, não custa a acreditar.

Dizem também que a histérica criatura é filha do Professor Adriano Moreira. O IRRITADO não é o que se pode chamar um admirador do ilustre académico, mas, que diabo, não lhe gaba a sorte. Uma filha tão desagradável não se deseja a ninguém.

 

22.5.11

 

António Borges de Carvalho

DOMINIQUE STRAUS-KAHN

 

Dizem as crónicas que o hotel onde o senhor Straus-Kahn cometeu o crime era um estabelecimento de super luxo.

Não acredito que haja um único hotel do género onde as limpezas dos quartos não sejam feitas por duas mulheres, dois homens, ou uma mulher e um homem ao mesmo tempo.

É sabido que os mesmos trabalhos, em qualquer hotel que se preze, são feitos de porta aberta, às vezes até com o carrinho da limpeza nelas atravessado.

É também sabido que a ofendida, durante dias cientificamente apresentada como uma pobre pretinha, viúva, paupérrima, mãe, etc., é uma pretalhona que teve uma criança aos quinze anos, que nunca teve marido e que ganhava razoavelmente os seus dias a arrumar quartos num hotel de primeira A.

É evidente que tal fulana foi cientificamente posta a coberto de olhares ou perguntas indiscretas imediatamente após a queixa e que, não fora uma reveladora fotografia que por aí anda, continuaria na nossa memória como uma desgraçadinha mal vestida e quase faminta.

É notório que a mulher do Dominique, que, a acreditar no que se diz, devia estar quase ou tão ofendida com ele como a criada do hotel, apoia o marido e não acredita no que se diz.

Tudo isto é verdade e tem vindo, aos poucos, a transparecer.

 

Vejamos agora quem é o Dominique:

- Um tipo que chegou onde chegou, no FMI e a mais não sei quantos lugares de topo, não é um “enarque”, sequer um “politechnicien”, condições absolutamente indispensáveis, uma ou outra, ou as duas, para se pertencer à aristocracia republicana da França.

- Um tipo que ameaçava gravemente a preponderância política de figuras como a do senhor François Hollande e das duas graças do PS francês, donas Ségolène Royal e Martine Aubry.

- Um tipo que, por razões da mesma natureza, constituía uma ameaça para o senhor Sarkozy e para a dona Le Pen.

- Um tipo mal visto nos círculos de Bruxelas e no BCE, porque, como é mais que evidente, não pensava da mesma maneira e queria pôr essas instituições a ter uma approche diferente, por exemplo em relação aos problemas das dívidas soberanas.

- Um tipo que suscitava as mais refinadas ciumeiras, desde as próximas às do Oriente, por ocupar um dos lugares mais convoités deste mundo.

- Um tipo que, sem que fosse quem fosse tivesse argumentos ou razões para acusar de corrupções, de desvios de fundos, de lavagens de dinheiro, etc., conseguia ser muito rico e viver como um lorde.

- Um tipo que, segundo tudo indica, não só gostava de mulheres como era desejado por elas.

 

Com tantas e tão evidentes invejas a rodeá-lo, é difícil imaginar que nenhuma ou nenhum dos atingidos por tal nobre sentimento tivesse procurado o calcanhar de Aquiles do fulano (as mulheres) e lhe tivesse metido a tentação no quarto: uma fulana cujo bem preparado currículo estava, em pormenor, prontinho para chegar à imprensa de todo o mundo em tempo real, uma meteórica intervenção policial e, ainda, um bom refúgio para a “ofendida”, não fosse a rapariga cair nalguma contradição pública e tornar-se no elo mais fraco de um bem preparado projecto de demolição.

 

Tudo isto parece evidentíssimo.

 

Não sendo de excluir, a priori, a culpabilidade do Dominique, hemos de convir que os dados em presença apontam muito mais para a conspiração que para a violação.    

 

21.5.11

 

António Borges de Carvalho

COPROFAGIA

 

O IRRITADO não tem por hábito ver telenovelas, nem concursos, nem festivais, nem talk shows, tudo coisas que, de um modo geral, considera ofensivas da mais elementar inteligência. Nem programas humorísticos vê, já que, passado o “pico” dos Gato Fedorento, são ainda mais estúpidos, chatos e rascas que os outros.

 

Há dias, porém, um amigo telefonou-lhe a dizer: Se queres irritar-te quase até ao suicídio, liga para a TVI.

 

O IRRITADO não resistiu, e ligou.

A Natureza comete erros dramáticos. Seres humanos há que não passam de monstros (Hitler, Estaline…), de gente repugnante (um tal Lagerfeld, aquele tipo da Christian Dior cujo nome não me ocorre…), de gente enganadora, de alma feia, de arrogância ilimitada e/ou sem escrúpulos (Pinto de Sousa, Pinto da Costa…), etc.

Porém, ao ver, durante uns escarros, perdão, durante uns escassos minutos, o que se estava a passar na TVI, o IRRITADO concluiu que havia tão mau, ou pior, a ser impingido às pessoas, a estragar as pessoas, a fazer troça das pessoas, num canal de televisão que se suporia ter um mínimo de responsabilidade e de respeito pelo semelhante.

Um grupo de seres humanos explorava, da forma mais ordinária, outros grupos de seres humanos, na bacoca e ordinária pretensão de comparar o incomparável, e de o vender às massas com pretensões antropológicas e cretinas.

Havia um matulão de chapéu a vomitar alarvidades, uma gorda a dizer disparates, outros de que o IRRITADO já se esqueceu. Um  sobressaia desta “elite” como palhaço de serviço, abaixo de cão, cretino, imbecil, merda absoluta em relativa forma humana, nem homem nem mulher nem antes pelo contrário, envergando trajos que troçavam dos pobres primitivos que são o bombo da festa dos canalhas e que estão a uma distância cósmica deles em termos de dignidade, um monstro a quem chamar ridículo seria um elogio, a exibir a sua boçal imbecilidade como se de troféu se tratasse, uma criatura abaixo de qualquer descrição.

 

Mas isso não é o pior da história. O pior da história é haver uma organização que paga a gente desta as suas exibições, monumentos de estupidez e de falta do mais elementar respeito por aqueles a quem propõe a sua bem paga trampa.

Pior ainda é haver quem, como o IRRITADO, perca um minuto que seja da sua vida para comer porcaria de tal ordem.  

 

21.5.11

 

António Borges de Carvalho

PEDRO MARQUES LOPES

 

Soi disant à sua direita, o senhor Pinto de Sousa tem uma nova estrela a fazer-lhe concorrência nas televisões e nos jornais: um tal Pedro Marques Lopes. Talvez o dito não concorra em termos de aldrabice, de logro, de dolo e de mentira, coisas em que o senhor Pinto de Sousa é imbatível. Mas, em ignorância crassa, é um challenger de respeito. Não há calinada que não dê.

 

Numa coisa que li há dias, afirmava: Chamar agora ao PSD social-democrata só se justificará por razões históricas.

Quer dizer, um cretino que diz não gostar do senhor Pinto de Sousa alinha que nem um burro com as alarvidades do senhor Pinto de Sousa. É mais que evidente que, se o programa do PSD tem algum defeito é o de não ser liberal. Passos Coelho, bem ou mal, faz tudo o que está ao seu alcance para tentar viabilizar aquilo que o senhor Pinto de Sousa o acusa de querer destruir: a tal coisa ruinosa e insustentável que este há muito vem reduzindo ao mesmo tempo que berra defender: o chamado estado social.

Por tentar viabilizar esse aquis da social-democracia, Passos Coelho é acusado de não ser social-democrata.

Por tentar limitar a 4%, até ao fim da legislatura, a quebra das contribuições patronais para a Segurança Social, que o senhor Pinto de Sousa assinou como devendo ser “violenta”, o senhor Marques Lopes acha, como o seu protegido Pinto de Sousa, que Passos Coelho é um liberalão!

Se Passos Coelho fala, com exagerada timidez, em privatizações, o senhor Pinto de Sousa desata à pedrada, como se não fosse ele quem assinou tal coisa. E o senhor Marques Lopes acha que o mau (o não social-democrata) é o dr. Passos Coelho!

 

Esclarece o Lopes o seu brilhante “pensamento” supra: Está por provar que seja possível ganhar eleições com um programa daquele tipo.

Ou seja, o Lopes acha que um programa que nada propõe a não ser inanidades (o do PS) merece mais votos que outro, cheio de lógica, de ideias e de propostas.

 

O senhor Marques Lopes deve ter pelo povo português a mesma consideração que o próprio mereceria se houvesse massa crítica em Portugal.

 

17.5.11

 

António Borges de Carvalho

ACABOU-SE A PAPA DOCE

 

Para anteontem, os condotieri dos à rasca, ou do M12M, ou lá do que é, convocaram as massas para se pronunciar perante suas senhorias.

Ficaram, ao que diz a informação disponível, um dia inteiro à espera. Apareceram cerca de setenta pessoas, das quais para aí um quinto usou da palavra. Os “milhões” que desceram a avenida a 12 de Março foram para a praia, e fizeram eles muito bem.

Ainda segundo a informação disponível, nem suas senhorias nem os que foram aparecendo chegaram a qualquer conclusão sobre as “formas de luta” a programar. Um mijarete.

Espremido o limão, parece que continua de pé a única coisa que de pé já estava, isto é, a apresentação à Assembleia da República de uma iniciativa legislativa, para a qual 35.000 assinaturas são precisas.

Se tal proposta chegasse ao destino, e passasse, a precariedade passava a ser proibida, a malta ficava toda empregada até morrer, nunca mais saía do mesmo sítio, teria direito a diuturnidades e promoções automáticas, etc. Os desempregados, por seu lado, passariam a conhecer uma muito maior estabilidade na sua situação, isto é, o mais provável seria ficar desempregados para o resto dos seus dias.

Não se sabe onde é que os à rasca, ou M12M ou lá o que é, vão buscar patrões interessados neste maravilhoso esquema, e patrões que, querendo entrar nele, tenham dinheiro e disposição para pagar à malta fixa. O mais provável seria o desaparecimento dos patrões, o que muito agradaria ao camarada Louça, na sua infatigável luta “contra a burguesia”.

De notar que, na distinta audiência, os “capitães de Abril”, os tais que, dizendo querer libertar-nos, nos mergulharam no socialismo que 37 anos depois ainda inquina a nossa vidinha democrática, se fizeram representar, e deram aos petizes os seus gloriosos conselhos, o que muito nos diz da mentalidade de tais representantes. Deviam ser daqueles que começaram tudo por querer estabilidade para eles e precariedade para os outros.    

 

A mesma malta, ou parecida, convocou, via Internet, uma colossal reunião de protestantes, em várias cidades ao mesmo tempo. Tudo somado, não passaram de “umas dezenas”, e só no Porto.

 

Duas boas notícias, a querer dizer que esmagadora maioria da malta já percebeu que os condotieri nada têm para dar. Querem é galarim.

 

16.5.11

 

António Borges de Carvalho

GAUDEAMUS!

 

Verrinoso como é seu hábito, o IRRITADO várias vezes fez críticas referências a um tipo que tem por hábito aparecer na televisão, calado como um rato, mas estrategicamente colocado por trás de um ministro, a fim de habituar o povo ao seu brilhante fácies. 

O IRRITADO não sabia, nem sabe, quem é o distinto rapaz. Consta que é secretário de Estado e que já andou em várias governamentais andanças.

 

Rezam as crónicas que o indivíduo em apreço tinha uma assessora, uma louraça com idade para ter juízo, a qual é, nem mais nem menos que… cabeleireira! Além disso, como é brando costume nestas coisas, acumula o cabeleireirado com um lugarzinho de administradora da Estradas de Portugal. Nada mais lógico, não é?

 

Procurando interpretar o caso, diga-se que a nossa cabeleireira, com certeza por não ter tempo para dar a devida atenção aos cabelos das clientes sem prejuízo do tratamento de unhas e, ao mesmo tempo, dedicar-se de alma e coração às suas tarefas de assessora, foi demitida!

Para não se tornar, coitada, em mais uma vítima da precariedade, foi, em manifestação de mais pura solidariedade socialista, encarregada pelo patrão de tratar dos assuntos autárquicos da progressiva e falidíssima empresa pública, a partir da alta posição de administradora. Muito bem!

É de pensar que, com viagens pagas e ajudas de custo da EP, vai aproveitar para visitar inúmeros concelhos, sobretudo aqueles onde, por sinal, poderá haver carências de cabeleireiros.

Assim se promove a economia nacional. O apoio aos empreendedores, gente que, a partir do nada, constrói impérios e dá emprego às massas ignaras, é um nobre desígnio governamental, como é sabido. Além disso é, para todos nós, um claro exemplo da luta contra a precariedade, coisa que tanto inquieta a alma do governo e tanta esperança infunde nas nossas vidas, tão carentes de confiança!

 

Salvé!

 

16.5.11

 

António Borges de Carvalho

NOVECENTOS MIL

 

Segundo o jornal “i”, o governo já cortou os apoios sociais a 900.000 pessoas/famílias.

É o estado “social” no zénite da sua gloriosa história.

 

Como já tem sido por aí largamente demonstrado, o “Estado Social” é uma recente recriação da III República.

O inventor e criador do Estado Social foi o Professor Marcelo Caetano. Quando, no seu tempo da II República, o homem se convenceu que, apesar da nossa vil tristeza, tinha dinheiro para pagar, arranjou, por exemplo, reformas para os rurais e para milhares de outros “não contributivos”. Era, segundo ele, o advento do Estado Social. E lá o foi pagando sem sobressaltos de maior.

 

A expressão foi, durante muitos anos, simplesmente esquecida, talvez por ser de origem “fascista”. Foi substituída por “direitos sociais”, invenção da constituinte que, desgraçadamente, nunca mais nos largou.

O senhor Pinto de Sousa recuperou a expressão marcelista, sendo, nisso, seguido pelos outros partidos.

 

Diga-se em abono da verdade que muito foi feito e que há muitos resultados positivos do que foi feito.

 

O problema é que a ignorância do senhor Pinto de Sousa, a este respeito e a todos os outros, é brutal.

Por isso, convenceu-se que havia dinheiro para espalhar à vara larga, e juntou à sua noção – se é que tem noções seja do que for – de estado social uma série de ideias estúpidas sobre as auto-estradas, as PPP’s, as “renováveis” e outras matérias que revoltariam qualquer ser minimamente pensante.

A partir daí foi fácil destruir a economia, arruinar o país, criar multidões de dependentes e convencer as pessoas que havia um “estado”, o dele, que “geria” um saco sem fundo, de onde saía dinheiro para todos, incluindo, et pour cause, os amigos do paspalhão a as chamadas empresas do regime.

 

Já que não pode deixar de pagar as PPP’s e as SCUTS, não pode deixar de pagar à malta das “renováveis” nem aos empreiteiros do CAV (TGV em gaulês), nem aos tipos do “Magalhães”, nem aos credores estrangeiros, nem à multidão de amigos e seguidores, achou por bem ir buscar o dinheiro onde ele é pouco, mas é muito, isto é, aos bolsos dos que não têm culpa nenhuma do descalabro, a não ser a que se refere a terem-lhe dado o poder por duas vezes. Esta culpa é gravíssima, mas a parlapatice do feirante “justifica” o engano dos crédulos.

 

Já lá vão novecentos mil. Outros, muitos mais, se seguirão. Mas o feirante, cada dia mais aldrabão, continua a dizer que está a defender o estado social, coisa que arruinou sem remédio. Fará, diz ele, o “seu melhor”.

 

O problema é que ainda há quem não tenha percebido que o melhor dele é o pior para todos nós.

 

15.5.11

 

António Borges de Carvalho

DA BENEMERÊNCIA SOCRÉLFIA

 

Alcabideche, 15 de Maio de 2011 – No alto do morro mais ventoso e mais exposto às inclemências do Sol de Verão e aos tremores do Inverno, garantindo além disso aos utentes o diário esforço de subir o mamelão, ergue-se, orgulhosa, uma nova escola, testemunho evidente do acrisolado amor do governo pela educação.

Arquitectura “de autor”, como não podia deixar de ser. Coisa fina. A decoração exterior é feita com pedregulhos metidos em caixas de ferro e rede. Uma beleza! Presume-se que potentes máquinas assegurem o ar condicionado e o aquecimento, a fim de poupar energia.

A partir do próximo ano lectivo, as criancinhas poderão dizer, cheias de justificada alegria, que andam na Escola Bê Três Barra Jota Um.

Quanto não vale isto!

 

Vistas as coisas do lado dos “maus”, aqui temos um exemplo gritante de despesismo bacoco, um sinal claro da multiplicidade de razões que levaram ao estado de miseráveis candidatos a caloteiros em que nos encontramos, bem como dos estranhos caminhos das mentes “educativas” que nos vêm “ensinando” de há seis anos para cá: Escola Bê Três Barra Jota Um!!!

 

É evidente que não é criticável a melhoria e actualização do parque escolar. As escolas que havia – a maior parte já engolidas pelo mato e/ou vendidas aos patos-bravos, não tinham as condições necessárias às exigências da modernidade. De acordo. Mas não tinham aproveitamento? Não podiam, as mais delas, ser objecto da tão propalada “reabilitação”? Não podiam ser acrescentadas das facilities em falta?

Com certeza que podiam. Podiam, mas não davam tanto a ganhar a funcionários, arquitectos, engenheiros, construtoras, etc.

 

Num país na mais grave situação financeira da sua história – as comparações com o fim do século XIX são tão falsas como estúpidas – faz-se obra o mais cara possível, havendo, como é evidente, alternativas muito mais baratas, sem prejuízo da desejável qualidade construtiva e da eficácia pedagógica.

 

Quando o senhor Pinto de Sousa diz que fez isto, aquilo e aqueloutro, às vezes está a dizer a verdade. Só que não tinha dinheiro para pagar, nem isto, nem aquilo, nem aqueloutro.

 

Se eu der um Aston Martin a cada um dos meus filhos, que amor mostro por eles! O pior é que, como nem para um calhambeque coreano tenho dinheiro, acabo na cadeia por fraude e calote. E terão que ser os meus filhos a tirar-me de lá com os mais terríveis sacrifícios.

É o que se passa com as escolas Bê Três Barra Jota Um e com tantas mais, objecto de outras tão tresloucadas designações.

Quem diz escolas, diz o resto. Diz tudo o que o senhor Pinto de Sousa nos “deu”. Diz ao que a loucura instalada nos conduziu.

 

Enfim, ainda havemos de ouvir o senhor Pinto de Sousa afirmar que, depois do “óptimo acordo” que fez com a trempe, será para nós um honra ter que pagar, à trempe e a muitos mais, o preço incrível das taradices do paspalhão. E haverá quem acredite!

 

15.5.11

 

António Borges de Carvalho

NAS MALHAS DO ATRASO MENTAL

 

1. UMA BOA NOTÍCIA

 

Um grupo de alarves, feios, porcos e maus, barulhentos, gritões e sem graça, comunistas, ignorantes e parvos, ganhou, a demonstrar a cultura musical e o apurado sentido de humor da nossa gente, o festival da canção organizado pela televisão do governo. Para nosso consolo, poderá dizer-se que foi o PC que deu ordens aos camaradas para votar naquela porcaria e que a demais população, ou não votou, ou votou noutros.

Facto é que os alarves foram fazer as suas vergonhosas rábulas para as ruas não sei donde, por certo pondo os locais a perceber porque estamos (ou somos) atrasados e arruinados.

Resta-nos a consolação da óptima notícia que é saber que tal escumalha foi corrida à primeira volta, ao que parece sem nenhum voto.

Evitou-se assim que o bando continuasse, nas ruas, nos palcos, nas televisões da Europa inteira, a achincalhar-nos, a dar de nós a imagem de um povo de cretinos, analfabetos, e badalhocos.

 

 

2. MAIS HOMENS DA LUTA

 

Os dois pombinhos do nacional-comunismo, camaradas Louçã e Jerónimo, presentearam-nos com uma rara sessão de cumprimentos na televisão, que nos deu a enorme mais-valia de ficar a saber, de viva voz, que são iguaizinhos como duas gotas de água ou, na feliz e comum expressão do camarada Jerónimo, frutos da mesma sementeira. Adeptos ferozes e fiéis das “políticas democráticas” que tão belos resultados tiveram na Europa e continuam a ter na Coreia do Norte, em Cuba, na China, etc., os dois amiguinhos estão apostados em dar cabo da “burguesia”, coisa ingramável que é o maior de todos os problemas nacionais, como o camarada Louçã escreveu na moção, histericamente aplaudida, que apresentou ao seu povo.

Felizmente, parece que, no festival das eleições, vão ter o mesmo destino dos “homens da luta”, isto é, continuarão a fazer na rua as suas rábulas de mau gosto, mas, como os seus menestréis preferidos, não vão a parte nenhuma.

 

 

3. GATO ESCONDIDO

 

O sempre bem-falante senhor Baptista-Bastos (com aristocrático tracinho, note-se) confessou a sua verdade. Assim: de cada vez que o Estado diminui, a democracia decresce.

Pois é. Lá lhe foge a boca para a verdade, ou para as verdades que o seu partido – o PC – costuma mascarar com a defesa dos “interesses” do “povo” e outras patranhas do género.

Tire-se da frase a aristotélica consequência: se, quando o Estado diminui, a democracia decresce, quando o Estado aumenta, cresce a democracia. Quanto mais aumentar, melhor será a democracia. É por isso que, se o Estado for totalitário, isto é, for o maior possível, a democracia atingirá o auge da perfeição.

É claro que, em lógica marxista-leninista, as coisas não se podem pôr desta forma: o estado baptista-bastiano é aquele em que a "classe operária", isto é, a sua “vanguarda”, isto é, o PC, toma conta de tudo, erguendo, das cinzas da “luta de classes”, os “novos amanhãs”. Quando toda a liberdade, todas as liberdades, forem abolidas, aí se encontrará a “democracia real”.

 

O que vale é que esta gente, que vai fazendo os possíveis por nos manter distraídos, de vez em quando tem estes ataques de sinceridade pública, isto é, fora das gloriosas páginas do “Avante!”.

Pode ser que, assim, haja mais gente a perceber o que são as verdadeiras intenções do social-fascismo, como chamavam aos “revisionistas” os adeptos do grande Mao.

 

O trogloditismo político da comunagem é coisa que, praticamente, já deixou de existir no mundo civilizado. Pena é que as suas nacionais inflorescências venham mostrar que somos, de par com a Grécia, os únicos a ainda ter quem vá atrás dele. Não serão muitos, mas são demais.

 

13.5.11

 

António Borges de Carvalho

COERÊNCIA ECOLÓGICO - SOCRÉFIA

 

Como as coisas mudam!

 

Há não muito tempo, se alguém, em Portugal, falasse em eucaliptos ou em floresta industrial era imediatamente objecto das maiores ofensas por parte das hostes “ecológicas”. O eucalipto sugava toda a água, desertificava tudo à sua volta, nem os passarinhos resistiam, era uma cultura intensiva e extensiva, um atentado à mãe Natureza… as outras madeiras industrias eram coisas da mesma igualha, crimes de lesa Pátria, fábricas de incêndios, sei lá que mais.

Pior que isso, tudo não passava de consequência da ganância desmedida da indústria de papel e quejandas, um sacrifício da Nação inteira, assim posta ao serviço das multinacionais, do capitalismo selvagem, e por aí fora.

 

Agora, o programa do PS preconiza uma coisa verdadeiramente extraordinária, formidável, nunca vista: o eucalipto e o pinhal de regadio!!!

O senhor Pinto de Sousa, ambientalista mor do PS, para além de outras coisas igualmente aldrabófonas, vem defender o que jamais indústria alguma, empresa alguma, capitalista selvagem algum, cabeça alguma, foi capaz de imaginar, quanto mais de parir de forma tão evidente!

 

É de perguntar onde pára a Quercus, o Partido da Terra, o arquitecto paisagista Teles, o cavalheiro de indústria Pimenta, todos os exércitos de empatas e demagogos que, com subsídios do Estado, aterrorizam as gentes com as suas teorias, as suas demagogias, as suas invejas?

Onde estão?

 

Já se sabia que o senhor Pinto de Sousa foi, por esta gente, autorizado a dizer as mais inacreditáveis mentiras, os maiores disparates, as mais incríveis patacoadas, sem que uma palavra de repulsa lhes provoque.

Mas, meus amigos, um grande plano nacional para a promoção do eucaliptal regado* não seria de motivar um soluço de indignação que fosse, da parte desta gente?   

 

Espero que o novo governo não tenha o PS lá metido, mais que não seja para que esta gente veja fechada a torneira dos subsídios, das prebendas e dos elogios.

 

12.5.11

 

António Borges de Carvalho

 

* Do programa do PS: “apostar na floresta irrigada em zonas de regadio subaproveitadas, para garantia do aumento de matéria-prima para a indústria da madeira e da pasta de papel”.

 

O IMPÉRIO DA ALDRABOLOGIA

 

De repente, as acusações, ao PSD, de liberal, neo-liberal, etc., aumentaram de tom: agora, passaram a “ultraliberal”. Hão-de chegar a hiperliberal (é a mesma coisa mas ribomba mais) e a não sei que mais adjectivos, todos apostados em criminalizar o liberalismo, e o PSD com ele, como se o liberalismo não fosse pai da Liberdade, como se alguma vez tivesse havido Liberdade sem liberalismo político, social e económico.

 

Os defensores daquilo a que chamam liberdade sendo ao mesmo tempo os inquisidores do liberalismo, entendem liberdade como a possibilidade de ir dizendo umas coisas sem problemas de maior e votando de vez em quando, desde que se aceite a omnipresença do Estado nos mais insignificantes pormenores da vida de cada um, nas decisões das empresas, passando pela fiscalização da receita do pastel de bacalhau ou pela porca de 3/8 de polegada no contador da água.

Haverá liberais em Portugal? Talvez alguns intelectuais, um ou outro jornalista, um raro professor… O Dr. Passos Coelho, hélas!, nada tem de liberal. É um pragmático que já percebeu que, a continuar o poder político que temos, a outra parte não vamos senão àquela que nos vem sendo oferecida pelo poder: a morte lenta e certa, mais certa do que lenta.

 

Para além de uma anedota com o nome de “socialismo liberal”, contada por uns cómicos que reuniam no Grémio Literário aqui há uns anos, e de uma falhada tentativa de meia dúzia de CDS’s defensores do aborto que queriam lançar uma espécie de liberalização dos costumes, ninguém mais teve a “coragem” de tentar pôr a liberdade da sociedade, ou dos cidadãos, acima da ingerência absolutista do Estado patrão, educador, enfermeiro, cientista, condicionador, controleiro, olheiro, paralisador… Ninguém!

 

Quando leio no jornal um “politólogo”, serventuário encartado do senhor Pinto de Sousa, acusar o PSD de “ultraliberal”, não posso deixar de pensar que o ilustre intelectual (os “politólogos” são intelectuais, não é?), ou não tem a mais remota ideia sobre aquilo que está a dizer, passando assim à categoria de “ignorantólogo”, ou sabe o que está a dizer, integrando-se então no sindicato dos “aldrabólogos”, cujo presidente é o senhor Pinto de Sousa.

 

O PSD passou a ultraliberal, por exemplo, por se propor, timidamente, “estudar o plafonamento” das reformas… coisa que o camarada Zapatero já fez há uns tempos, não constando que seja liberal, ainda menos ultraliberal.

Quando o PSD propõe, cheio de cautelas, o desagravamento da taxa social única (um disparate a taxa ser única, não o ser desagravada), progressivamente, até quatro por cento, lá vem a acusação: o PS e os demais servos do senhor Pinto de Sousa, a começar pelo nosso “politólogo”, um tal Freire, aqui d’el Rei!, mais uma intolerável ultraliberalice. Isto, todos sabendo, a começar pelos aldrabólogos da nossa praça, que a descida da taxa é uma das imposições do acordo gloriosamente negociado e celebrado pelo senhor Pinto de Sousa com a trempe. Crime de ultraliberalismo é limitar tal descida, como propõe o PSD… Vêem a lógica disto? Não vêem. Ninguém pode ver. Mas a camarilha vê o que o senhor Pinto de Sousa quer meter pelos olhos dentro de cada um. E repete. Ecoa. Nada tem para dizer que não seja ribombar o “pensamento” do chefe, como na União nacional, como no partido nacional-socialista alemão, como no PC da União Soviética, como no fascismo italiano, como em Cuba, na Venezuela ou na Coreia do Norte. O “espírito” é o mesmo. O ambiente é que é outro.

 

Há dez minutos, o camarada Louça, o tal que disse (escreveu!) que o nosso problema é “a burguesia” - uma ideia troglodita, para dizer o menos - descobriu a careca do senhor Pinto de Sousa. O senhor Pinto de Sousa propôs a Bruxelas, escrito e assinado, uma “violenta” redução da taxa social única a pagar pelas empresas. O senhor Pinto de Sousa embatucou e, sem responder nem reconhecer o que tinha proposto, desatou à porrada ao PSD, por este ter tido a coragem de propor que se fosse até 4%, ao longo de vários anos…

 

Os membros da clique, o tipo do beicinho, o patarata Lelo (que não se chama Lelo - lelo, não se esqueçam, quer dizer vaidoso, presunçoso, leviano, maluco, palerma), o palavroso his master’s voice Assis e quejandos, acompanhados por doses industriais de aldrabólogos, funcionam como repetidores e intensificadores do “sinal” do chefe.

 

Ontem, interpelado por quem sabe, o Assis disse que o inexistente programa do PS - inexistente não porque não exista mas porque não tem uma só ideia, nova ou velha - não existe, é verdade, porque se trata de um “programa de continuidade”.

Sábias palavras, a demonstrar à saciedade que, se o PS ganhasse, garantíamos a continuidade da aldrabologia e da desgraça que há seis anos tomaram de assalto a Pátria, sob o comando do senhor Pinto de Sousa e da sua camarilha! Isto, confirmado pelo his master’s voice em pessoa.

 

Enfim, a lista de dislates, falcatruas e aldrabices é interminável e indigerível. Se Passos Coelho disser que vai chover, tratar-se-á do anúncio de um dilúvio universal comandado pelas forças ocultas do ultraliberalismo. Se Passos Coelho for fazer xixi, trata-se de uma actividade poluidora, própria de ultraliberais que não respeitam o ambiente. Se Passos Coelho defender que as pessoas vivam melhor, tal não passará de uma manobra ultraliberal destinada a pôr as pessoas a tratar de si e a destruir o sacrossanto Estado “social”.

E por aí fora.

 

Se eu fosse ao Passos Coelho fazia como o célebre Almirante: vão à merda!           

      

11.5.11

 

António Borges de Carvalho

OSAMA BIN ALVES

 

Bin Laden nasceu com cara de boa pessoa. Bin Laden era um homem cheio de humildade e de generosidade. Se não fosse a Kalash, parecia um pacifista. Até os inimigos tinham dificuldade em reconhecer-lhe malícia ou dureza. Não se lhe aplica o velho exemplo do nazi que ouvia música depois de sair do campo de concentração. Bin Laden aconchegava os filhos. Era um homem igual aos outros, um monte de contradições, como todos os humanos. Qual Schwarznegger, Bin Laden foi um exterminador. Mas a sério. O mito em que se tornou fez esquecer as contradições e o tempo fez esquecer o perigo da sua imagem e da sua empresa, a Alicaida, a mais bem sucedida marca do século XXI. Mais bem sucedida que a Coca-Cola. Bin Laden dava liberdade às mulheres e nunca oprimiu as filhas, excepto, infeliz, na pobreza e nas privações impostas por uma vida de guerrilha e fuga.

Chega!!!

 

Nesta altura do artigo da dona Clara Ferreira Alves no “Expresso”, desisti. Estava a começar a ficar cheio de pena do homenzinho, coitadinho, barbaramente assassinado pelas forças do mal. Depois, lá voltei, a ler, mas em pastilhas. Fiquei a saber o que ele fez em pequenino, em maiorzinho, maduro, etc.. A dona Clara é uma entusiástica biógrafa da boa, excelente pessoa que em má hora nos deixou. Bem documentada, sabedora, admiradora. Até a Alcaida, imagine-se, era uma organização humanitária.

Xiça!

 

O sacrifico final do herói, foi uma demonstração de coragem! Render-se seria impensável. Grande homem. Impoluto cidadão!   

Pletórica de esperança, a articulista deixa uma mensagem final: A história do homem chamado Osama ainda não terminou.

Gaita!

 

Maus, maus, só os donos daquelas cabeças que, na Situation Room, assistiram à execução em directo.

Poça!

 

Para dar às pessoas um pouco de ânimo no meio deste luto pesado, o “Expresso”, lado a lado com a ilustre biógrafa, põe “um português da Alcaida”. Isto é, que já foi mas já não é da organização como está mesmo a ver-se.

Este “português” de eleição vem dizer-nos que o imolado herói vai ser o Che Guevara muçulmano.

Tem razões fortes para tal. Quem admira assassinos, admira o Guevara, não só o Guevara que matou a lutar, mas o que mandou assassinar prisioneiros à sua guarda, o que torturou, espancou, maltratou sem qualquer motivo e fora de qualquer conflito armado. Nas prisões do comunismo cubano, sobretudo.

 

Assim, fica o “Expresso” mais satisfeito na sua sede indómita de “informar”. Ainda bem. Não há nada como a boa consciência, sobretudo quando nos pode pôr mais longe de ser um alvo. Até porque aquela das caricaturas do Maomé foi um deslize que, a partir de agora, a Alcaida será tentada a perdoar.

 

8.5.11

 

António Borges de Carvalho

MAIS UM AMIGALHAÇO

 

A juntar às duas grandes conquistas internacionais do senhor Pinto de Sousa e do seu governo - a profunda amizade entre eles e o Chávez e a profícua compreensão e acendrada estima pelo Cadafi - veio agora juntar-se uma nova.

Nada mais que os pretos castelhanos da Guiné Equatorial! Uma gente que não fala português, que nunca foi nossa “amiga”, com a qual não temos negócios, que é governada por um dos mais sanguinários ditadores do nosso tempo, vai ser admitida na CPLP, organização que diz ter como princípios orientadoras a democracia e os direitos humanos.

Bonito! Por este andar, ou corremos com o Pinto de Sousa ou acabamos por nos ver geminados com a Coreia do Norte.

 

8.5.11

 

António Borges de Carvalho

OPINIÃO ALHEIA

 

 

Com a devida vénia, o IRRITADO a seguir transcreve o artigo hoje publicado por André Macedo no jornal do “amigo Oliveira”.

 

 

 

O Vendedor

 

 

Trinta e quatro páginas são páginas suficientes para desenhar a maior reforma de sempre na economia portuguesa. Não são necessárias as centenas de folhas dos nossos habituais orçamentes do Estado que tudo dizem, muito prometem e, no fim, pouco executam. Isso já lá vai: agora, em vez de páginas em mau português temos parágrafos em inglês enxuto, metas claras, obrigações específicas e um calendário que se pretende rigoroso e invulgarmente transparente. Descontados alguns desejos molhados, apesar de bem intencionados (vender o BPN, a bom preço, até Julho); algumas correcções humilhantes (a política energética, que tantos powerpoints valeu, foi arrasada com um sopro de duas linhas); e um conflito assegurado com os sindicatos por causa das mexidas nas leis do trabalho e na organização do Estado, a verdade é que o Portugal de hoje não será de todo igual ao de amanhã. Sócrates teve um avanço de 12horas para vender o programa de austeridade ao País. Como é sabido, ninguém vende como Sócrates. O País dormiu bem, quase em sossego, acreditou que afinal ainda passava entre os pingos da chuva. No entanto, horas depois, percebeu que não será bem assim. Cortes nos benefícios e nas deduções fiscais, na habitação, na saúde e na educação. Pensões cortadas. Energia, saúde e transportes mais caros. IVA mais alto em alguns produtos do cabaz essencial. Contratos de trabalho com vínculos mais frágeis e, acima de tudo, vida muito mais desconfortável para quem estiver no desemprego: menos dinheiro ao fim do mês, menos tempo de subsídio e mais pressão para aceitar ofertas de trabalho. Talvez assim se consiga baixar os custos do trabalho e tornar a economia mais competitiva - como não há desvalorização cambial, faz-se uma desvalorização salarial. Em2011,oPIB recua 2%, e no ano seguinte a mesma dose. É obra, é duro. Dois anos de chumbo grosso, e, mesmo assim, só apetece aplaudir. Que tristeza.

 

5.5.11

 

ABC

AGORA É QUE VAI SER BOM

 

Alegrem-se os vossos corações!

O Bloco de Esquerda, à semelhança do IPCC*, acaba de lançar um novo programinha informático destinado a que todos nós possamos, como ele diz, tornar-nos ministros das finanças. Nem mais.

Você mete na coisa uma variável qualquer, por exemplo 30% no IVA ou 60% no IRS. Pode meter o que lhe apetecer. Veja os resultados. Se meteu as normas do FMI, está desgraçado, o menos que lhe pode acontecer é morrer de fome.

Se introduzir alguma receita do Bloco, ou mesmo do PC, aí será um homem feliz: arranja emprego, ou segura o que tem até depois da morte, mesmo sem fazer nenhum. A sua mulher passará a ter três anos de licença de parto e três semanas de licença de menstruação por mês. O seu patrão vai parar à cadeia enquanto o diabo esfrega um olho. Se for velhinho, o Bloco trata de si. De borla. E muito, muito mais.

Tudo isto proporcionado por que dinheiro?, perguntará. A resposta é simples. Está lá tudo. O Belmiro entrega o que tem em caixa e o resto será nacionalizado. O Amorim a mesma coisa. Os bancos entregarão ao Louça todos os lucros. A energia passa a ser de borla dados os projectos solares do Bloco. E assim por diante.

Tudo com o inestimável apoio da ala “progressista” da Igreja Católica, oferecida por um tal Pureza - fulano sem pecado - que consta ser o autor da coisa.

 

5.5.11

 

António Borges de Carvalho

 

* IPCC - International Panel on Climate Change, corpo de burocratas das Nações Unidas, especialista em projecções informáticas destinadas a “provar” a existência do aquecimento global e a sua antropogénese.  

 

 

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