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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

OS VASCOS LOURENÇOS

 

Ainda hoje me dá vómitos pensar que tive a desgraça de dormir umas noites no Regimento de Infantaria 1, em Abrantes, ao lado de um tal Aspirante Vasco Lourenço, à altura patriótico defensor do Império nos precisos termos definidos pelo doutor Oliveira Salazar. O homem fazia gala da sua preparação para o combate em defesa dos altos ideais da Nação e tratava com desdém a chusma de milicianos que o rodeavam, gente cheia de dúvidas, chateada com a mobilização, apesar de tudo pronta a ser fiel ao seu destino em vez de dar à sola não deixando que outros fossem parar a África em seu lugar. Gente que, de um modo geral, sabia de ciência certa que o status quo era impossível de aguentar e que alguma solução política devia ser encontrada que fizesse os impossíveis para respeitar a honra de Portugal, os interesses dos portugueses que mourejavam nas áfricas e a vida da generalidade dos africanos. Um bando de traidores, na esclarecida opinião de Vasco Lourenço.

Quem havia de dizer que o jóvem Aspirante Lourenço viria a dar no que deu!


Como é sabido, não carecendo de demonstração, em termos de consequências tão grave foi o imobilismo psicótico do governo ditatorial de então como o foi a forma estúpida, rasca e ultra ideológica  como os vascos lourenços trataram de  fazer, à trouxe-mouxe,  dumping dos territórios ultramarinos. Os vascos lourenços gabam-se de ter feito “justiça” à custa da destruição da vida de muitas centenas de milhar de portugueses, a quem chamaram “retornados” – muitos deles não retornavam, eram de lá e foram corridos à ponta da baioneta perante a indiferença de umas forças armadas reduzidas pelos vascos lourenços à condição de escumalha -  e de sabe-se lá quantos mortos (centenas de milhar) em dezenas de anos de guerras fratricidas entre os “libertados”. De tudo isto se orgulham os vascos lourenços, em vez de pedir desculpa aos ofendidos, alegando qualquer coisa tipo “ventos da história”.

Consumada tal nobre tarefa, os vascos lourenços lá cederam à vontade de um país amachucado, mal-tratado, arruinado, e resoveram dar-lhe a cenoura da democracia. Correu-lhes mal: sete anos passados perderam a tutela da democracia e dos portugueses e foram, finalmente, com vasto acréscimo de estrelas, galões e ordenados, mandados para casa.  

Mas não perderam a jactância, a sede de tutelar os portugueses, o pendor militarista, a ignorância crassa, a petulância, a patronização do Estado e do povo, a noção de que a democracia “do 25 de Abril” é, ou era uma, as decisões do povo só sendo válidas se de acordo com uma qualquer ideologia castrense, abusiva, indefinida e bonca.

Hoje como ontem, Vasco Lourenço é uma besta quadrada, os seus seguidores a mesma coisa, o que fica demonstrado quando declaram que o governo já não é legítimo porque os vascos lourenços acham. Nem sequer, como o colega civil chamado Sampaio, se “baseiam” em sondagens. Declaram-no do altar em que se querem manter alcandorados, e pronto. Que raio é isso de democracia se os vascos lourenços não gostam?

Na quse pífia – em relação a outras do género – manifestação de ontem, coisa que nem quantificaram para não passar por tal vergonha, o que demonstrado ficou foi o desprezo do povo em geral pela repetição bacoca de slogans que já pouco dizem seja a quem for que não pertença à obsoleta tribo que os vascos lourenços, os mários soares, os alegres, os arménios, os silvas, os jerónimos os louças e os pataratas integram.

Felizmente, entre tanta desgraça, a esmagadora maioria dos portugueses está muito longe desta gente.

 

26.4.12

 

António Borges de Carvalho

O SOCIALISMO AO ATAQUE

 

Muito preocupadas andam as gentes com a subida da Marine nas eleições francesas. Xenofobia, racismo, extremismo, fascismo, o diabo a quatro.

Talvez tenham razão. Mas não em se preocupar.

Indo um bocadinho mais longe, pergunte-se: de que fala a Marine, senão de socialismo? Um socialismo nacional, sem os rodriguinhos da “solidariedade” e de outros “valores” na moda dos outros socialismos. Socialismo puro e duro. Socialismo que cala fundo na mentalidade das pessoas, mormente das que procuram protecção, apoio, subsídio, estado social, as mesmas que votam na extrema-esquerda do Melenchon, malta sem emprego ou possuída de juvenis sentimentos de revolta, trabalhadores (30% dos que votaram na Marine!), tudo gente que precisa de confiar nalguma coisa e que, como tem pouco em que confiar, se entrega nas mãos do Estado, convencida pelos demagogos da direita ou da esquerda que é no Estado, não em si mesmos ou nos seus, que vão encontrar refrigério, protecção e… dinheiro.

Foi assim com Mussolini que, pés bem assentes na chamada classe trabalhadora, marchou sobre Roma e se locupletou com o poder. Foi assim com Hitler, que, com apoio de massas da mesma natureza, se aproveitou do estertor da República de Weimar para ser eleito e fazer o que fez. Tudo em nome do socialismo. Foi assim com Lenine, com Castro, com Kim-Il-Sung… com argumentos rivais mas de natureza semelhante, isto é, argumentos socialistas.

Há formas mais mitigadas do socialismo - o chamado socialismo democrático - que, como entre nós ficou demonstrado à saciedade nos últimos dias, acham que a democracia acaba quando a vontade popular deixa de estar nas suas mãos.

Na sua essência anti-humano, porque alicerçado na convicção de que a sociedade tem que ser “guiada” por um Estado omnipresente e omnicondutor, o socialismo consiste, essencialmente, na negação da liberdade individual. Mesmo quando dela faz bandeira.

O socialismo democrático é muito bonito enquanto tem quem lhe pague as despesas. Por outras palavras, enquanto conseguir coabitar com economias ditas liberais e pactuar com os produtores de riqueza que eleger para se resguardar a si mesmo.

Quando o dinheiro, vítima das armadilhas que o pensamento socialista criou, tende a acabar, ai Jesus que estão a acabar com a democracia! Que democracia? A que os socialistas inventaram e que, ou deu cabo do estado liberal ou o encheu de vícios.

Mas o socialismo está em marcha triunfante. Está ínsito na regulamentarite aguda da Comissão Europeia, está metido no sangue de partidos ditos de direita, está encastrado na mente dos dirigentes políticos da Europa ocidental, de esquerda e de direita.

 

A Europa ocidental soçobra cada vez mais depressa, enquanto a de Leste, que nem quer ouvir falar em socialismo, se vai safando e, apesar de tudo, crescendo.

 

Criou-se o mito, ternamente acarinhado pelos mários soares & Cª, Igreja incluída, do pecado liberal ou, num prodígio de aldrabófona imaginação, neo-liberal.

Por outras palavras, para a generalidade dos “pensadores”, a liberdade é pecado.  

 

Sair disto, se fosse possível, seria a mais nobre das revoluções.

 

25.4.12

 

António Borges de Carvalho

DEMOCRATAS MAS POUCO


Aqui há uns anos, num livrinho (O Presidente de Nenhum Português – Oito diatribes, Europa América, 2001), o IRRITADO dedicou umas páginas ao tema “A Democracia é de Esquerda”, nas quais criticava quem pensasse ou agisse de acordo com a asserção do título.


Onze anos depois, eis a confirmação do pensamento do IRRITADO. Os grandes democratas Mário Soares e Manuel Alegre, acompanhados pela malta do MFA, recusam-se a comemeorar o 25 de Abril, teoricamente causa e a fonte da democracia da III República.

Desmascarada fica a ideia de democracia que, à altura e agora, passeava no esclarecido espírito desta gente. Para eles, a democracia e o socialismo (de esquerda) eram, e são, uma e a mesma coisa, como a sua atitude demonstra à saciedade, digam o que disserem para se “justificar”. Os factos demonstram a justeza da “diatribe” do IRRITADO,  há tantos anos dada à estampa.


Não sendo o actual governo de esquerda, antes andando a tentar tapar os buracos que a esquerda abriu, o tão incensado 25 de Abril fica reduzido pelos seus mais ilustres defensores à sua verdadeira dimensão. O que o inspirou não foi a democracia tout court mas sim o socialismo, ainda hoje metido até ao tutano na Constituição da República – note-se, não é a Constituição Portuguesa, mas  “da República” – com as desgraçadas consequências que toda a gente conhece e sofre na carne e na bolsa.


Esta gente e as suas atitudes de fundo, não só tem muito menos a ver com a democracia como há quem julgue, como tem a coragem, louve-se a coragem, de o demonstrar por actos.

Grato pela demonstração.


24.4.12

 

António Borges de Carvalho

EM HONRA DE SUA MAJESTADE


Alguns amigos do IRRITADO insistem, ou seja, desafiam-no para que escreva um post sobre a caçada de S.M. Juan Carlos de Espanha, partindo do princípio que a habitual defesa que o IRRITADO faz das instituições monárquicas lhe alimentaria alguma cobardia em relação ao assunto.

O IRRITADO agradece o desafio.


Aqui vai, numas dúzias de palavras, o tão desejado post.

Os challengers do IRRITADO, seguindo com subserviência leonina a argumentação do cascalho jacobino de Espanha, aproveitam a caçada do Rei para pôr em causa a legitimidade, a utilidade, a dignidade da Instituição Real. Vade retro, Monarquia!

Calcule-se o que diriam se o IRRITADO, perante alguma asneirada do Presidente da República, se pusesse aos gritos contra a existência de tal cargo. Não faria outra coisa!

Dando de barato o oportunismo bacoco destes ideólogos, diga-se que S.M. Juan Carlos terá sido imprudente ao aceitar o convite para a tal caçada. Não porque fazê-lo fosse substancialmente mau, mas porque era previsível que o cascalho lhe saltasse às canelas e até que, na Pátria de Camões, houvesse quem aproveitasse para criticar, não o Rei que infelizmente não tem, mas para malhar na excelência da Instituição, como se o assunto lhe dissesse respeito.


Calcule-se o que seria da Espanha, mosaico de nacionalidades e regionalismos, se não fosse uma Monarquia, se tivesse um Representante que não fosse independente de ideologias, de nacionalidades e de regionalismos, se não tivesse um Rei que, sem ser de ninguém, fosse simplesmente Rei de Espanha, testemunho de uma Histrória, de um território, de uma tradição, de uma cultura, de uma diversidade que se une, de uma forma de ser.

O que seria do Reino Unido se não fosse a Monarquia Inglesa? Onde já tinha ido parar a Bélgica, se fosse a união de duas repúblicas?


Manifestamente, a "imprudência" real não tem inportância nenhuma, nem ensombra a dignidade do que Juan Carlos tem, nas horas graves, feito pelo seu país.

Os reis têm defeitos, ou cometem erros, como todos os seres humanos. Se se tratar de erros graves, que ponham em causa a dignidade da Instituição que encarnam ou do próprio país, lá estão os parlamentos democráticos – que os “sagraram” - para os julgar, ou até apear, se for caso disso.


Pôr am causa a Instituição Real porque não se gosta de uma caçada é de uma cobardia sem nome.


Por fim, para aqueles portugueses que aproveitaram o mote para criticar a Casa Real espanhola, por ser cara, aconselho comparem os seus custos orçamentais com o que nos custam os okupas do Palácio Real de Belém, os passados mais o presente. Comparem os números. E comparem, também, a utilidade de um e dos outros.   

 

23.4.12

 

António Borges de Carvalho

DEFEITO OU FEITIO?

 

Anda para aí um clamor dos diabos acerca das candidaturas a juiz do Tribunal Constitucional apresentadas pelos partidos.

Duas delas puseram os cabelos em pé à nacional bem-pensância.

 

O primeiro argumento é o de que os partidos, com direito a tal, apresentaram nomes separados em vez de uma lista pré-cozinhada entre eles, como era hábito, tradição, praxe, uma data de belas coisas. Como se fosse diferente concertar uma lista, em vez de se não opor aos nomes queridos pelos outros! O comum dos cidadãos acha que é a mesma coisa. Estão concertados e acabou-se.

 

O segundo argumento diz respeito às personalidades apontadas, ou a duas delas.

A que foi avançada pelo PSD sofria do enorme defeito de não ser especialista em direito constitucional. Houvesse ou não razão da parte dos indignados, o candidato mandou-os à fava e retirou-se da liça. O PSD apresentou outro, e acabou-se a história.

Já o homem do PS é, indiscutivelmente, uma patada na poça de todo o tamanho. Apresentado como juiz, verificou-se que não tinha, sequer, direito a tal qualificativo (se calhar é tão juiz como o Pinto de Sousa era engenheiro). Apresentado como personalidade isenta, verificou-se que foi secretário de Estado, lugar onde não terá primado por demonstrar isenção ou categoria intelectual, para dizer o menos.

 

Resumindo, parece ter havido alguma falta de critério nas escolhas feitas. Mas só o PS, teimoso como um asno, mantém a sua. O que leva a concluir tratar-se de pecha da nobre agremiação. Não é o senhor Ricardo Rodrigues figura de proa do grupo parlamentar, vice-presidente ou lá o que é, presidente de comissões, porta-voz de vez em quando, etc.? Um fulano que, dizem as más-línguas, deixou uma data de rabos-de-palha lá pelos Açores e que, quando lhe fazem perguntas chatas, rouba os gravadores dos indiscretos?

 

Dir-se-á que todos os partidos têm nomeado fulanos que não merecem os lugares que ocuparam. É verdade. Só que as respectivas tropelias foram cometidas depois de ser nomeados, não antes.

O que leva a pensar que, no PS, estas trapalhices não são defeito acidental, mas irreparável feitio.  

 

Uma última observação, talvez um tanto lateral ao tema dos nomeados. É que a nacional bem-pensância descobriu também, numa espécie de inspiração - tipo descobrir a pólvora - que se estava a partidarizar o TC. Que diabo, três juizes, em treze!, eleitos pelo Parlamento, provindos de nomeação de três partidos diferentes, correspondem a alguma partidarização?

Se os bem-pensantes e os "correctos" fossem buscar a partidarização a outro lado talvez não perdessem tempo. Nem nós com eles.  

 

 22.4.12

 

António Borges de Carvalho

UMA DECISÃO URGENTE

 

Há vários anos que muita gente, com carradas de razão, pede ao Presidente da República e aos últimos três governos que ponham fim ao mandato do Procurador Geral da República.

Compreende-se que os governos do PS não tenham querido fazê-lo, dada a fiel protecção prestada pelo dr. Pinto Monteiro ao primeiro-ministro e aos seus desmandos. Agora, já não se compreende tão bem, mesmo tendo em conta que o governo se não tenha querido sujeitar ao coro de virgens ofendidas que se ergueria para condenar a “partidarização” do assunto.

Facto é que as trapalhadas do titular do cargo foram mais que muitas, a ponto de minar por completo a confiança pública de que o cargo deveria gozar. As últimas aldrabices do senhor, pronta e fundamentadamente denunciadas pela Ministra da Justiça, deveriam ser suficientes para o mandar, rapidamente, para casa.

É difícil encontrar uma pessoa com o perfil exigido para o cargo. Mas, que diabo, não haverá melhor no mercado?

 

19.4.12

 

António Borges de Carvalho

RUI TAVARES


Ligo o computador. Levo na cara com a nomeação do senhor Rui Tavares para o cargo de vice-presidente da comissão anti-corrupção do Parlamento Europeu.

Um tipo, politicamente desconhecido, que foi eleito às costas do Louça e que, depois de uma longa quão ridícula série de peixeiradas, se zangou com ele e deu o grito do Ipiranga, um tipo que, apesar disso, não largou o lugarzinho que deve ao outro, mantendo-se em passeatas pelo mundo com as belas ajudas de custo da ordem e o chorudo ordenadinho do parlamento, vai ser número dois na luta contra a corrupção!

Há várias espécies de corrupção, a pior das quais é a corrupção moral, a deslealdade, a pendurice, coisas em que o Tavares, como acima demonstrado, é especialista. É claro que não é a esta corrupção que o especialista se vai dedicar. No entanto, em relação à outra, a financeira, como classificar o nomeado senão como agarradinho aos euros que o PE lhe paga, como se alguém o tivesse eleito por aquilo que é e não por alavanca do Louça?

Tanto se fala em descrédito das instituições democráticas e tanto se contribui para ele.

 

19.4.12

 

António Borges de Carvalho

XENOFOBIA

 

Há uma carga de anos, a Argentina resolveu ocupar, manu militari, as ilhas Faulkland, território britânico. Teve a resposta que merecia. Dona Margarida Tatcher tratou de lhes meter as canoas no fundo e os calhambeques na sucata.

Uma ditadura sanguinária atacou uma democracia europeia, ignorou a vontade dos cidadãos (nem 1% dos habitantes das ilhas quer ser argentino), usou das armas sem declaração de guerra, procurou, através do facto consumado, cevar as urgências cleptomaníacas do General Videla e de sus muchachos.

Havia uma razão. Era preciso, para sustar a revolta popular, arranjar uma “causa”, criar um inimigo externo, escarafunchar no orgulho pátrio do pessoal para o manter nos varais.

 

Tantos anos passados, a viúva rica que manda na Argentina volta à carga. Um súbito ataque de xenofobia fá-la entrar em histeria nacionalista e pôr outra vez em causa a soberania e a claríssima escolha do povo das Faulkland.

Não contente, decide atirar-se aos espanhóis e expropriar a companhia de petróleos em que eles tinham investido. Nada de nacionalizações ou indemenizações. Expropriação! Deve ter aprendido com o MFA/PC cá do sítio.

Isto quer dizer que algo vai mal no reino da viúva. Quer dizer que tem que roubar aos outros para pagar o que deve. E quer dizer que, tal como Videla, quer manter o povo sossegadinho e entusiasmado, enquanto ela rouba e prevarica impunemente.

 

Inquietante, não é?

Mais inquietante é a reacção, ou falta dela, da chamada comunidade internacional. Que faz a União Europeia? Que faz a América do Sul? Que faz a ONU? Pouco ou nada.

Uma civilização que deixa de exigir respeito, se não está morta para lá caminha.

 

18.4.12

 

António Borges de Carvalho

FANCIÚ

 

Se eu fosse francês, em quem votaria?

Magna questão. Poderoso dilema, trilema, tetralema!

Os franceses são, nesta matéria, parecidos conosco, isto é, têm umas escolhas do diabo. Nada de miterrands, giscards ou degaules. Só malta da corda.

O chevalier servant da dona Ângela, que quer pôr os beduínos na ordem e propõe austeridade?

O prometedor-mór da República, que oferece reformas em barda, aos 60!, mais 60.000 empregos, etc.(onde é que já ouvimos disto?) tudo coisas que não vai ter dinheiro para pagar?

O João-Cláudio Aldrabon, perdão, Malenchon, um tipo execrável, um currículo de comuna requentado, tipo Louça, que se proõe sacar os últimos milhões aos ricos para os espalhar até que se gastem?

A dona Marina, a cheirar a facho que tresanda?

Há outros, dos quais história alguma reza ou rezará.


E agora? Se eu fosse francês em quem votaria? Talvez no Nicolau que, ao menos, tem uma mulher que pode ver. Ou no Holanda, coitado, a quem a Segolene fez a vida negra?

Que destino o meu, como francês!


Como sou tuga, o que me convém? Sei lá! Como não tenho voto na matéria, não vale a pena pensar mais nisso.


Mau será, como foi entre nós, ganhe quem ganhar.

 

18.4.12     

 

António Borges de Carvalho

DO TRIUNFO DA TRAMPA

 

Que poderia o Breivk querer com os assassínios que cometeu?

Safar-se? Sabia muito bem que ia ser apanhado e que os brandos costumes da humanidade ocidental não lhe pagariam na mesma moeda.

Obter algum ganho político? Ganhariam as ideias que lhe são caras? Certamente o quereria.


O homem é uma merda, um esterco, um animal. Um animal que sabia que os defensores dos animais, quais inimigos das touradas, não matariam, antes alimentariam e tratariam para o resto da vida.

O animal ganhou. A civilização ofendida paga-lhe o preço que ele queria lhe fosse pago. A civilização ofendida oferece-lhe primeiras páginas, fotografias, telejornais, dá-lhe mais publicidade que às macacas do cinema em cuecas ou os bonecos do desporto em anúncios de lâminas de barbear.

O castigo do animal, se houvesse verdadeira justiça, seria o de passar os próximos cinquenta anos, ou mais, num buraco qualquer em que, sozinho, às escuras, num silêncio de jazigo, impedido de se suicidar, vivesse sem ver uma só das suas aldrabices assassinas ser citada, sem que uma frase sua fosse escrita num jornal, sem que o seu focinho fosse lembrado, esquecido, ignorado, como se não tivesse existido.

Ao contrário, a sociedade que ele abomina e mata faz-lhe a maior das propagandas. As suas “ideias” são lançadas, como marés de trampa, sobre todos nós, isto é, a sociedade oferece-lhe, de mão beijada, o efeito que ele queria obter com os seus crimes.

A besta deve estar contente. Cairam na esparrela! Algures, pensa ele e com razão, é provável que haja outros a ser influenciados pelo seu miserável “pensamento”. Consolação, “justificação”, para o que fez e que outro objectivo não podia ter.


A civilização dos “princípios”, dos “direitos”, das “justificações sociais”, não tem por princípios, direitos ou justificações sociais a mais leve consideração. Em nome deles, e de coisas a que chama “liberdade de informação”, dá-lhe o que ele exigiu que lhe fosse dado: nome, celebridade, adeptos.


Um dia, quem cá estiver, verá este monte de merda a passear nas ruas, cumprida a pena, engordado e bem tratado pela civilização que condenou à morte. A trampa ganhou.

 

18.4.12

 

António Borges de Carvalho

COMPLICAGENS

 

A seu tempo, o IRRITADO protestou energicamente contra o sistema de portagens adoptado para a ex-scuts.

A coisa, basicamente, consistia em não haver portageiros, o que muito dizia quanto às preocupações com o emprego do governo de então. Depois, as “preocupações sociais” daquela gente resultaram na mais incrível pessegada em relação a quem paga o quê e como. Houve, como é evidente, uma série de negócios pelo meio, uma data de artistas (chapeau!) que se fartaram de vender equipamento, pilares, colunas, etc. e tal. Que diabo, tratava-se de um governo “moderno”, com ideias progressistas e inovadoras!

Posta a coisa em marcha, verificou-se que não funcionava a contento fosse de quem fosse. Portugal, que dispunha de um invejável sistema de portagens, passou a ser uma selva de confusões.

Agora, atingiu-se o climax. Os espanhóis e os demais, se querem entrar com o carrinho, têm que estar horas na bicha. Bem podem espernear que não há nada a fazer. Não há, sequer, umas maquinetas de moedas ou de cartões de débito! Sequer umas meninas que, a partir da sua cabine, sorriam aos estrangeiros, lhes dêem as boas-vindas e lhes saquem uns tostões. Genial.

Tão mau como isto tudo é a medida anunciada por este governo de passar a cobrar as portagens do lado de lá da fronteira, o que equivalerá, primeiro, a passar as bichas lá para fora e, segundo, a pagar umas comissões aos espanhóis pelo serviço.

Que lógica terá esta imaginativa solução é coisa que nem o Einstein perceberia.

 

Mas Portugal é Portugal, não é? Querem melhor? Então sigam o sábio conselho do Primeiro-Ministro e vão chatear outro. 

 

14.4.12

 

António Borges de Carvalho

O TERRÍVEL PROBLEMA DE OLIVENÇA

 

 

Anda muita gente aflita porque o alcaide de Olivença (uma besta, como é evidente) se prepara para comemorar o episódio do roubo dessa parcela do nosso território perpetrado há 200 anos.

Todos sabem que, apesar de a tal se ter comprometido internacionalmente, os espanhóis jamais restituirão o que roubaram. Todos sabem que a palavra dos espanhóis, a este respeito, como a outros, não vale um traque.

 

Todos sabem que em Olivença já não há portugueses, são todos espanhóis, e acabou-se.

Todos sabem que este problema fronteiriço tem barbas e continua como às eras: os portugueses não reconhecem a soberania castelhana, os castelhanos borrifam nos portugueses.

Todos sabem que o alcaide de Olivença (uma besta, como é evidente) resolveu fazer uma provocação gratuita, ou cara, se por cá houver ainda uns restos de orgulho.

Como reagir? Vale a pena reagir?

 

O IRRITADO permite-se fazer uma sugestão, talvez pouco patriótica mas cheia de bom senso e de sentido prático. Venda-se Olivença!

Não se riam. Os Estados Unidos não compraram o Alasca? Os mexicanos não venderam a Califórnia? Não há outros casos do mesmo tipo? Que mal há nisso? Há erros e malandrices históricas que não têm remédio.

Vejam bem. Nós temos ali um bem sem usufruto possível, agora ou daqui a cem anos. Os tipos de Olivença não querem ser portugueses, já estão aclimatados à castelhana bezerrada. Pois deixemo-los estar, recebamos uns milhões, a pronto ou a prestações, que bem precisamos deles. Resolvamos um problema fronteiriço que não interessa a ninguém, a não ser a quem quiser escarafunchar nesta vergonha. Ficaremos honestos como sempre e ajudaremos os espanhóis a disfarçar a sua desonestidade. Ainda por cima ganharemos uns cobres. Querem melhor?

 

À atenção do ministro Portas.

 

14.4.12

RENDIMENTOS

 

 

Apesar de todos os abusos, o chamado RSI mereceria alguma consideração se fosse desenhado para minorar situações de carência extrema.

No entanto, pelo que diz o “Sol”, recebia o RSI quem não tivesse mais de 100.000 euros em depósitos bancários. Será verdade? Valha-me Santa Aldegundes!

Então um tipo com 100.000 euros a chocar no banco podia candidatar-se ao RSI e ver a sua pretensão deferida? Um tipo que tem em caixa 210 ordenados mínimos (17 anos de trabalho para muita gente)?

O que é isto? Estava tudo doido, ou quê?

 

O actual governo, ciente da monstruosa rebaldaria que isto era, resolveu tomar uma decisão corajosa: agora vai ser preciso ter “só” 25.000 euros a render, ou menos, para ter direito ao subsídio. Um tipo que tem em caixa 52 ordenados com que tanta gente tem que se governar (mais de 4 anos de trabalho) pode beneficiar, coitadinho, dos subsídios de sobrevivência do Estado?

Bem sei que a emenda é melhor que o soneto… mas, que diabo, ou se trata de poisson d’avril ou continua tudo doido, até o Gaspar!

 

Haja quem desminta o “Sol”, por favor!

 

14.5.12

 

António Borges de Carvalho

UMA FESTA!

 

Segundo a espantosa senhora dona Maria de Lurdes - mui ilustre presidente da Fundação Luso-Americana por obra e graça do senhor Pinto de Sousa - a monumental pessegada protagonizada por ela e por uma coisa a que se chamou Parque Escolar, empresa pública, foi uma festa, uma festa para o ensino, uma festa para os alunos, uma festa para a arquitectura nacional, uma festa para todos.

Pois foi. Mas não para todos. Para ela, para os arquitectos, os engenheiros, os empreiteiros, os vendedores de equipamentos de luxo, para o senhor Pinto de Sousa e seus apaniguados e para mais não sei quantas coortes de profissionais, uma festaça, um regabofe.

Para nós,não foi festa nenhuma, foi mais uma sangria de centenas de milhões.


Há cerca de um ano, ia o IRRITADO a caminho do shoping de Cascais, eis senão quando deu com uma escola feita pela inigualável Parque Escolar. Ficou banzo. Aquilo não era uma escola, era uma manifestação de novo riquismo arquitectónico e construtivo, uma coisa digna de Beverly Hils. Achou um espanto, um  exagero, uma coisa própria de saloios e de exibicionistas.

Mal sabia o IRRITADO a bronca que aí vinha. Mal sabia a guerra de números que ia andar por aí. Mal sabia, ainda que fosse fácil suspeitar, que a castanha havia de rebentar na boca de todos nós, já que os culpados devem estar para aí num porto de abrigo qualquer, em Paris, nos ateliers, nos gabinetes, no Parlamento, na FLAD e mais onde se estivar confortável.


Quanto a nós, gastámos numa pequena parte do parque escolar mais do que gastaríamos a reabilitá-lo todo, em boas mas não inacreditáveis condições, coisas de ceaucescus ou estalines.

Por isso, dona Maria de Lurdes tinha que desatar aos gritos, numa fuga para a frente digna da maior desconfiança: uma festa! Uma festa!

 

11.4.12   

 

António Borges de Carvalho

DEMAGOGIA


Entre as relativamente poucas coisas certas que havia na Constituição de 76 estava a proibição do referendo.

Julgo que em 87, lá arranjaram as coisas de tal maneira que o referendo passou a ser possível praticamente para tudo. Exceptuavam-se os tratados. Uma excepção certíssima. Só é pena que fosse excepção, não regra. Mesmo assim, era uma manifestação de uns restos de bom senso.

Depois, já não sei quando nem porquê, a excepção deixou de o ser. O bom senso foi à viola.

É nisso que estamos.

O referendo é, quase sempre, uma arma perigosa. Os governos, os parlamentos, os presidentes da República, servem-se de tal instituto para atirar para as costas dos eleitores decisões que não têm a coragem de tomar no legítimo uso da legitimidade que lhes foi dada pelo voto. A verdade é que abdicam dela, assim ofendendo os eleitores e a democracia representativa, ainda por cima com o carimbo do recurso à “democracia” directa, isto é, proclamando que as decisões referendárias são as mais democráticas que imaginar se possa.

Como se pode, por exemplo, referendar tratados como o de Lisboa ou o actual tratado europeu, como defende a demagogia da esquerda? Quantos eleitores, mesmo com alguma preparação teórica, saberão tomar posição perante impenetráveis e complicadíssimos textos? Quantos terão pachorra para os ler ou, lendo-os, para os decifrar, ou ainda, decifrando-os, estarão em condições de saber o que significam em termos de futuro? O referendo não passa de uma batata quente metida na boca dos eleitores e de uma desresponsabilização daqueles que tinham obrigação de legitimamente decidir, arcando com as consequências do que assinaram. Se o povo disser sim e os resultados forem maus, a culpa é do povo. Se disser não, a mesma coisa. Que raio de democracia é esta? Para que servem as eleições? Para que serve o poder legislativo? Para que serve o governo? Para passar culpas ou para tomar decisões e ser responsáveis por elas?


Acerca do referendo, a demagogia é fácil, e fácil de vender aos incautos.

Cuidado!

 

11.4.12

 

António Borges de Carvalho

DE PERNAS PARA O AR

 

Às vezes o IRRITADO suspeita que vive noutro planeta.

Ontem, foi surpreendido com a notícia do cancelamento das indemnizações por fim de contratos a prazo. O que é isto?, perguntou-se o IRRITADO. É que, até por experiência própria, jamais lhe tinha passado pela cabeça que um contrato a termo pudesse ser objecto de indemnização. Não havendo despedimento, não há indemnização. O contrato acaba e  that’s it. Parece evidente. Mas não é. O fim de um contrato a prazo implicava – terá, agora, deixado de implicar - uma indemnização.

Ou o mundo está – estava - de pernas para o ar, ou o IRRITADO está balhelhas de todo.


Outra história surpreendente é esta das reformas antecipadas. A norma geral, ainda em vigor, reza que os portugueses se reformam aos 65 anos. Parece que as excepções deviam ser as respeitantes a situações de desemprego crónico e irremediável, a partir de uma certa idade, de incapacidade física ou equivalente. Mas não era assim. Quem não quisesse trabalhar mais, pedia a reforma e, mediante umas penalizações, ia para casa a bom recato, ou dedicava-se a novas tarefas, cujo rendimento somaria ao da reforma. Ou seja, havia uns portugueses que eram mais que os outros, ainda por cima por direito, iniciativa e conveniência própria.

Parece que tal mama acabou. Um escândalo! Ainda por cima por via de uma lei que não foi anunciada com devida antecedência, discutida com os interessados, com o PC vestido de CGTP, com estes e com aqueles! Facto evidentíssimo é que, a percorrer-se tal e tão “democrático” caminho, surgiriam, em progressão geométrica, legiões de interessados a meter os papéis antes que a lei entrasse em vigor! E depois? Depois que se lixe, não é?

Mais uma vez, o IRRITADO, velho, cansado e reaccionário, acha que está tudo de pernas para o ar. Ai de quem o quiser obrigar a pôr os pèzinhos no chão!       

 

11.4.12

 

António Borges de Carvalho

LIBERDADE E PLURALISMO

 

Não haverá, entre os que nos são politicamente próximos, outro país tão pluralista como nós no que à informação diz respeito. Em Espanha, no reino Unido, em França e por aí fora, os jornais, independentemente da sua seriedade informativa, têm cara. Sabe-se que o ABC é conservador e que o El País é de esquerda. O mesmo com o Times e com o Guardian, ou com o Figaro e o Le Monde. Os jornais, e outros meios, chegam ao ponto de, legitimamente, declarar o seu apoio ao político A ou ao partido B na altura das eleições. Os reguladores, onde os há, dedicam-se a tratar de problemas outros (abusos, investigações ilegais, ofensas à privacidade, etc.), nunca ao “pluralismo” de pensamento ou de informação.

Por cá, ideologicamente, os jornais são uma pessegada. O mesmo jornal é hoje da direita, amanhã de esquerda, segundo os humores ou os interesses do momento, do director ou do patrão. Por outras palavras, o pluralismo obrigatório falseia o pluralismo propriamente dito. É defensável que assim seja? Talvez.


Mas não exageremos. O nosso regulador, uma “entidade” qualquer cujo nome me escapa, anunciou majestaticamente que vai fiscalizar o pluralismo das televisões privadas. Em que consiste tal fiscalização? Mais ou menos no que segue: a “entidade” verificará, ao segundo, se o partido A, que teve xis por cento nas últimas eleições, teve o mesmo xis por cento na televisão, se as fotografias, as entrevistas, os debates, os takes, o diacho, respeitaram ou não o tal xis por cento. E assim por diante, com o partido B e os outros.   

Entenda-se isto enquanto se trata desse monstro ignóbil que é a televisão do Estado. Já que existe... proteja-se a desgraça de tal existência.


Mas nos canais privados? Que é isto? Que liberdade é esta? Que tem a “entidade” a ver com a liberdade de informação, de expressão e de opinião? Que tem seja quem for a ver com isso? Amemos ou odiemos o canal A ou o canal B pelo que veiculam, não por causa do “pluralismo” cronometrado que uns tipos quaisquer  fiscalizam. Estes, já que existem, que se dediquem a fiscalizar ilícitos, informação falsa, ofensas gratuitas e evidentes, enfim, actos que estão devidamente tipificados na lei como crime.

De resto, que tem a “entidade”, o Estado, seja quem for, a ver com a orientação editorial de cada canal?


É sabido, porque evidente, que os canais de televisão, privados e públicos, são poderosas máquinas de estupidificação colectiva. Mas aí, meus amigos, nada a fazer. É outra questão. Poder-se-ia criar uma espécie de polícia para ajuizar desta matéria. Mas, felizmente, não vivemos no Irão nem nas arábias.


E se os tipos da “entidade”, em vez de querer condicionar a informação fossem vender chuchas? Não seria melhor para todos? Não seria melhor para o pluralismo?

 

10.4.12

 

António Borges de Carvalho

COSTOFERNANDICES

 

Agora que o rabinho que faltava ao túnel do Marquês foi, finalmente, aberto ao trânsito, é, mais uma vez, altura de perguntar ao Fernandes se já pensou em pagar o que deve à Câmara, aos lojistas, aos automobilistas, ao povo de Lisboa, quando e se faz tenção de pagar os muitos milhões que lhes deve pela paralisação das obras durante mais de oito meses.

Este magnífico moralista, tão orgulhoso da sua “integridade”, este impoluto cidadão que até faz de polícia quando se trata de perseguir os seus corruptores, este emérito defensor das hortas sociais e dos contentores do Coelho, esta besta – opinião do IRRITADO, que não vem ao caso – lançou a providência cautelar que impediu a continuidade das obras, providência que, como não podia deixar de ser, foi considerada improcedente.

 

Se você, meu caro leitor, interpuser uma providência cautelar que tenha por destino, como a do Fernandes, a improcedência, será, naturalmente, obrigado a pagar os prejuízos que a sua atitude causou a terceiros, bem como os danos morais, comerciais e financeiros, etc. que provocou.

Mas, tratando-se de uma personalidade célebre como o Fernandes, ainda por cima de esquerda, ainda por cima ecologista, ainda por cima do Bloco de Esquerda, ainda por cima do PS, ainda por cima amigo do Coelho, ainda por cima… não lhe acontece nada!

 

O homem não paga. Ninguém o processa – nem a Câmara, que pagou o prejuízo! – não paga nada, e ainda acha que é um grande homem e que fez muito bem à cidade!

Não será, no entanto, o principal culpado. O o Costa é bem pior. Como presidente da Câmara e “defensor” dos interesses da cidade, não só coonestou a vil acção do Fernandes como pagou os prejuízos ao empreiteiro com o nosso dinheiro e, cúmulo dos cúmulos, albergou o Fernandes na sua candidatura e na sua vereação. A finalizar este brilhante comportamento, o Costa aparece, armado em herói, a inaugurar a obra que, por sua acção e dos seus, levou mais uns cinco anos a concluir.

 

Que justiça é esta, que terra é esta em que os cidadãos pagam as maluquices de um tarado qualquer, vêm outro a louvaminhar-se pelo mal que causou e, ainda por cima, têm que aturar a “autoridade” de um e de outro?

 

Responda quem quiser.

 

7.4.12

 

António Borges de Carvalho

TRAFULHICES CLIMÁTICAS

 

Sensacional descoberta! Um grupo de cientistas chegou à conclusão, muito cara à ONU e muito querida para quem vive do dinheiro dela, que, de 1872 até hoje, a temperatura da água do mar, à superfície, subiu em média nada menos que 0,59 graus Co.

Muito bem. É capaz de ser verdade.

O pior é o que se segue. Sem se colocarem a ponta de uma dúvida, os tais cientistas, bem como a generalidade dos bem pensantes globais e dos politicamente correctos, dedica-se à nobre tarefa de acusar a humanidade de causar tal e tão calamitosa tendência.

Antes de mais, será de perguntar se alguém já deu pela calamidade, ou antes, tem dado, como sempre desde que há gente, por diversas calamidades naturais, ora mais ora menos frequentes.

Depois, já que a culpa da humanidade se deve à indústria e à vida moderna, que produz o negregado CO2 (com o CO não há problema!?), responsável primeiro pelo “aquecimento global”, poderemos, ingénua e ignorantemente, perguntar onde estava a indústria em 1872, que CO2 produzia, onde estavam os grandes produtores de tal coisa, a China, a Índia, o Brasil, que CO2 produziam os EUA, etc.

Pouco CO2 se produzia em tais tempos, pelo que os cagaséssimos de grau que a temperatura das águas terá vindo a subir se devem tanto ao CO2 como o rabinho se deve às calças.

 

A realidade é outra, bem mais comezinha. Em consequência das pretensões de governo global da ONU, são principescamente subsidiados todos os que, cientificamente!, contribuírem para o convencimento universal sobre as culpas do CO2 no aumento das temperaturas e sobre as culpas da humanidade na produção do CO2. Os cientistas que disserem o contrário bem podem clamar. Clamam no deserto que a moda gerou à sua volta.

Outro poderosíssimo lóbi do tal aquecimento são os que, tendo visto a janela de oportunidade que a moda criou, se tornam milionários com o florescente negócio dos chamados direitos de carbono e outras lucrativas negociatas.

Mais uma vez, com ingenuidade e ignorância, perguntar-se-á:

1-   Há mesmo aquecimento global, já que ninguém provou sem margem para dúvidas?

2-   Havendo aquecimento global, será ele próprio do ciclo do planeta, cujas temperaturas já subiram e já desceram milhares de vezes ao longo dos séculos e dos milénios?

3-   Provado que está que os níveis de CO2 de produção natural já tiveram milhares de vezes subidas e descidas sem que tais flutuações tenham sido, obrigatoriamente, acompanhadas por correspondentes altos e baixos da temperatura, por que raio de carga de água é a humanidade culpada do que, alegadamente, está a suceder?

4-   Medindo-se por milhões de anos a escala temporal da vida do planeta, que significado tem, para ele, um século e picos?

 

E muito mais perguntas se poderia fazer, na certeza que não vale a pena. O mundo “esclarecido” - a começar pela Europa que parece apostada em se auto arruinar - gasta triliões dos contribuintes e trata de os convencer que é para seu bem. O mundo não “esclarecido”, a começar pelos EUA e pelos BRICs, está-se nas tintas para estas tropelias.

 

Paga, Zé, que é o que a moda manda

 

6.4.12

 

António Borges de Carvalho

A QUADRUTURA DO TRIÂNGULO

 

Ontem, os luminares da “Quadratura do Círculo”, pela voz esclarecida do Costa, chegaram à conclusão que estão mal sentados à volta da mesa, isto é, que o Pacheco e o Costa deviam estar de um lado, o Xavier do outro.

O IRRITADO não tem por costume concordar com as arengas socrapífias do Costa. Desta vez, porém, não podia estar mais de acordo. O Pacheco usa o programa para dar largas à sua “independência de espírito”, zurzindo o governo e prestando ao PS serviços de inestimável valor e prospectiva utilidade.

Assim sendo, para o equilíbrio geo-político da mesa, deviam seguir o conselho do Costa, a fim de que o triângulo, apesar de obtuso, não nos deixasse quadrados.

 

6.4.12

 

António Borges de Carvalho

 

E.T. Diz o Costa que o governo e o seu fisco perseguem os pobres. Devia olhar para a CML, e começar por lá, para dar o exemplo! Veja-se ao espelho, gaita!

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