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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

DEMOCRACIA SOÁRICA

 

Como já aconteceu com o camarada Sampaio, o inigualável Soares acha que a legitimidade democrática se mede pelas sondagens, pelas manifestações de rua, pela falta de segurança dos membros do governo posta em causa pelas mesnadas sindicais e, é evidente, pela sua esmerada opinião. Ao ponto  de se atrever a ir buscar o Hitler como exemplo! Ao ponto de manipular rasca e aldrabofonamente as opiniões do pai do PM! Se a legitimidade democrática fosse isto, Soares jamais teria sido PM. Mas já se esqueceu disso. Deve ser da idade ou, na opinião do IRRITADO, da ruindade deo dono.

Como é possível que um tipo se sirva da imprensa e que a imprensa e outros macacos da “informação” deixe que ele deles se sirva para espalhar “verdades” como as que propagandeia?  


Talvez o IRRITADO  esteja enganado. Se calhar, se a esquerda unida do tal Soares chegasse ao poder, acabava a austeridade, acabava o desemprego, acabava a crise, os ordenados eram aumentados, acabavam as taxas moderadoras, os professores eram todos readmitidos ficando cada um com cinco alunos, os militares eram todos promovidos a general, os países estrangeiros entravam por aí dentro com investimentos de triliões, as férias do pessoal passavam a ser de três meses, importava-se mais umas centenas de milhar de tipos do leste e do terceiro mundo para fazer os trabalhos que já não são dignos dos portugueses, estes passavam a ter empregos de doutor, havia férias nas Caríbas para toda a canalha. Uma maravilha.

Será que a larga fortuna do Soares dava para pagar isto tudo? Talvez não. Expulsava-se a troica, não se pagava nada a ninguém, e o problema estava resolvido.


Soares é que tem razão, não é? Pena é que nem a aula magna tenha conseguido encher. Coitadinho!

 

31.5.13

 

António Borges de Carvalho   

COERÊNCIA


Alguém fez o favor de me mandar estas declarações de Mário Soares quando era primeiro-ministro. Aqui vão, com algumas adendas do IRRITADO:

 

EM AGOSTO DE 1983, O GOVERNO DO BLOCO CENTRAL,

ASSINOU UM MEMORANDO DE ENTENDIMENTO COM O FUNDO

MONETÁRIO INTERNACIONAL. OS IMPOSTOS SUBIRAM, OS

PREÇOS DISPARARAM, A MOEDA DESVALORIZOU, O CRÉDITO

ACABOU, O DESEMPREGO E OS SALÁRIOS EM ATRASO

TORNARAM-SE NUMA CHAGA SOCIAL E HAVIA BOLSAS DE FOME

POR TODO O PAÍS.

O PRIMEIRO-MINISTRO ERA MÁRIO SOARES. 

Dizia ele:

 

“Os problemas económicos em Portugal são fáceis de explicar e a única coisa a fazer é apertar o cinto”.

DN, 27 de Maio de 1984

Se fosse hoje, dira: as manobras do capitalismo de casino, secundadas pelo governo, obrigam-nos a apertar o cinto.

 

“Não se fazem omoletas sem ovos. Evidentemente teremos de partir alguns”.

DN, 01 de Maio de 1984

Se fosse hoje, diria: O governo não tem sensibilidade social. Quer pôr os portugueses a fazer omeletes sem ovos.

 

“Quem vê, do estrangeiro, este esforço e a coragem com que estamos a aplicar as medidas impopulares aprecia e louva o esforço feito por este governo.”

JN, 28 de Abril de 1984

Se fosse hoje, diria: No estrangeiro, dominado pela Alemanha, há quem teça elogios ao nosso empobrecimento. Sabem que têm ao seu serviço um governo neoliberal, serventuário dos inconfessáveis interesses da plutocracia internacional.

 

“Quando nos reunimos com os macroeconomistas, todos reconhecem com gradações subtis ou simples nuances que a política que está a ser seguida é a necessária para Portugal”

JN, 28 de Abril de 1984

Se fosse hoje, diria:O governo, que os portugueses já condenaram com toda a razão, põe às suas ordens uns economistas bem pagos, para justificar a servidão ideológica a que nos sujeita e a fim de tentar convencer os portugueses de que a política de austeridade que está a ser seguida é necessária para Portugal.  

 

“Fomos obrigados a fazer, sem contemplações, o diagnóstico dos nossos males colectivos e a indicar a terapêutica possível”

RTP, 1 de Junho de 1984

Se fosse hoje, diria: O governo desta maioria já perdeu a legitimidade, política e moral, para fazer seja o que for, e continua, acolitado pelo presidente da República, a tentar convencer os portugueses que não há terapêutica possível para além desta austeridade injusta e desnecessária.

 

"A terapêutica de choque não é diferente, aliás, da que estão a aplicar outros países da Europa bem mais ricos do que nós”

RTP, 1 de Junho de 1984

Se fosse hoje, diria: E não nos venham com a desculpa da Europa para justificar os seus ataques ao estado social. A Europa, sob as ordens da Alemanha, o que quer é desgraçar-nos para dar o exemplo. O governo para a rua, já!

 

“Portugal habituara-se a viver, demasiado tempo, acima dos seus meios e recursos”.

RTP, 1 de Junho de 1984

Se fosse hoje, diria: O governo é tão mentiroso que é capaz de dizer que os portugueses andaram a viver, demasiado tempo, acima dos seus meios e recursos.

 

“O importante é saber se invertemos ou não a corrida para o abismo em que nos instalámos irresponsavelmente”.

RTP, 1 de Junho de 1984

Se fosse hoje, diria: Não nos interessa inverter caminho nenhum. As conquistas de Abril são para manter. Desde que não andemos às ordens da troica e saibamos correr com o governo, ultrapassaremos todos os nossos problemas.

 

“[O desemprego e os salário em atraso], isso é uma questão das empresas e não do Estado. Isso é uma questão que faz parte do livre jogo das empresas e dos trabalhadores (…). O Estado só deve garantir o subsídio de desemprego”

JN, 28 de Abril de 1984

Se fosse hoje, diria: O desemprego é mais um sinal das políticas erradas e neoliberais deste governo. O desemprego e os salérios em atraso são consequência directa dos erros políticos e sociais por ele cometidos. O estado tem que intervir onde for preciso, e é no desemprego e nos salários em atraso que tem que o fazer: Trata-se de problemas sociais, não das empresas.

 

“O que sucede é que uma empresa quando entra em falência… deve pura e simplesmente falir. (…) Só uma concepção estatal e colectivista da sociedade é que atribui ao Estado essa responsabilidade."

JN, 28 de Abril de 1984

Se fosse hoje, diria: As falências são mais uma consequência directa da submissão do governo às políticas financeiras da troica. Não se pode deixar falir as empresas. É para isso que o Estado serve, quando o Estado não é gerido por hordas de ultraliberais enfurecidos, a querer dar cabo do Estado que a Constituição informa e conforma. Abaixo o individualismo deste governo!

 

“Anunciámos medidas de rigor e dissemos em que consistia a política de austeridade, dura mas necessária, para readquirirmos o controlo da situação financeira, reduzirmos os défices e nos pormos ao abrigo de humilhantes dependências exteriores, sem o que o pais caminharia, necessariamente para a bancarrota e o desastre”.

RTP, 1 de Junho de 1984

Se fosse hoje, diria: O rigor e a austeridade não servem para outra coisa que não seja encher a barriga dos canalhas que nos emprestam dinheiro a juros especulativos. A consolidação é uma falácia para uso da demagogia governamental, por isso,vamos a caminho da bancarrota e do desastre!

 

“Pedi que com imaginação e capacidade criadora o Ministério das Finanças criasse um novo tipo de receitas, daí surgiram estes novos impostos”.

1ª Página, 6 de Dezembro de 1983

Se fosse hoje, diria: As finanças têm uma política baseada nos impostos, o que é um erro clamoroso, próprio de gente que não parece viver neste mundo, ou que acha que os portugueses saõ estúpidos. Os novos impostos são inúteis e prejudiciais. É preciso, antes dce mais, acabar com o governo, depois logo se vê.

 

“Posso garantir que não irá faltar aos portugueses nem trabalho nem salários”.

DM 19 de Fevereiro de 1984

Se fosse hoje, diria: Posso garantir-vos que, a continuar a ser governados por esta gente, o desemprego será cada vez maior.

 

“A CGTP concentra-se em reivindicações políticas com menosprezo dos interesses dos trabalhadores que pretende representar”

RTP, 1 de Junho de 1984

Se fosse hoje, diria: A CGTP, grande vanguarda dos trabalhadores, tem tido uma atitude verdadeiramente democrática e patriótica ao exigir a demissão do governo.

 

“A imprensa portuguesa ainda não se habituou suficientemente à democracia e é completamente irresponsável. Ela dá uma imagem completamente falsa.”

Der Spiegel, 21 de Abril de 1984

Se fosse hoje, diria: A imprensa portuguesa tem um papel democrático extraordinário, na medida em que concorre activamente na destruição deste governo neoliberal, alinhado com a especulação financeira para destruir o estado social.

 

“Basta circular pelo País e atentar nas inscrições nas paredes. Uma verdadeira agressão quotidiana que é intolerável que não seja punida na lei. Sê-lo-á”.

RTP, 31 de Maio de 1984

Se fosse hoje, diria: Basta circular pelo País e atentar nas inscrições nas paredes para ajuizar sobre a generalidade do descontentamento, com toda a justiça expressos em milhares de murais. Os seus autores deviam ser premiados

 

“A Associação 25 de Abril é qualquer coisa que não devia ser permitida a militares em serviço”

La Republica, 28 de Abril de 1984

Se fosse hoje, diria: A Associação 25 de Abril continua a ser um esteio do progresso social e da democracia, na medida em que se opõe à destruição do País levada a cabo por este governo.

 

“As finanças públicas são como uma manta que, puxada para a cabeça deixa os pés de fora e, puxada para os pés deixa a cabeça descoberta”.

Correio da Manhã, 29 de Outubro de 1984

Se fosse hoje, diria: Por culpa do governo, as finanças públicas são como uma manta que, puxada para a cabeça deixa os pés de fora e, puxada para os pés deixa a cabeça descoberta”.

 

“Não foi, de facto, com alegria no coração que aceitei ser primeiro ministro. Não é agradável para a imagem de um politico sê-lo nas condições actuais”

JN, 28 de Abril de 1984

Se fosse hoje, diria: Este primeiro ministro subiu ao poder motivado por inconfessáveis interesses ppessoais, e serve-se dele para prosseguir uma agenda ideológica que não tem nada a ver com os interesses do país.

 

“Temos pronta a Lei das Rendas, já depois de submetida a discussão pública, devidamente corrigida”.

RTP, 1 de Junho de 1984

Se fosse hoje, diria:Esta gente teve o desplante de publicar uma lei das rendas!

 

 “Dentro de seis meses o país vai considerar-me um herói”.

6 de Junho de 1984


E não é que o fulano é mesmo capaz de julgar que as pessoas o acham um herói? Grrrrrr...

 

29.5.13

 

António Borges de Carvalho

DIETAS

Como se não nos chegasse a crise, os impostos, o desemprego, o cinto a apertar todos os dias, o governo, a oposição, o Presidente, o Tribunal Constitucional, a troica, etc., temos agora mais uma manifestação da desgraça e do ridículo nacional.

É que rezam os órgãos de “informação”, Portugal vai, orgulhosamente acompanhado pela Croácia, Chipre e Marrocos, candidatar a “dieta mediterrânica” a “património da humanidade”.

O IRRITADO não faz a mais pequena ideia do que tal coisa quer dizer, embora, pelos exemplos conhecidos, seja levado a crer que se trata de coisas que não interessam a ninguém, mas que alguém acha de uma importância vital.

O que, no caso vertente, é de estranhar e constitui uma ofensa inominável à nossa cultura geral e gastronómica, é entrarmos num “clube” de gente que, connosco, pouco ou nada tem a ver.

Dando de barato que Portugal, geograficamente, nunca foi nem será um país mediterrânico, que, historicamente, pouco ou nada tem a ver com o Mediterrâneo e o que fez de notável foi safar-se dele, há que perguntar o que tem a nossa cozinha a ver com a da Croácia, com a de Chipre ou com a de Marrocos. Alguma vez, na Croácia, se fez pèzinhos de coentrada? Os Cipriotas sabem o que é uma chanfana? Os marroquinos fazem trouxas de ovos? Os portugueses bebem uzo, comem aquelas sardinhas miseráveis do Mediterrâneo, deleitam-se com cus-cus ou kebab?

Tenham juízo! A nossa dieta não tem nada a ver com a dessa gente, para além do uso de azeite, coisa que, hoje em dia, também é comum na Suécia ou no Reino Unido. É preciso nunca se ter sujeitado a comer pratos gregos, “delícias” croatas, ou comida árabe, para ter alguma coisa a ver com a, aliás respeitável, tradição dietética desses países. Que diabo, basta chegar a Badajoz para perceber que, melhor ou pior, a comida pouco tem a ver com a nossa. Com é possível que haja gente que, dieteticamente se “gemine” com tais países, levando quem não nos conhece a pensar que, por aqui, se come de maneira parecida?

Que monumento de ignorância, de falta de amor próprio, que mar de parvoíce!

 

25.5.13

 

António Borges de Carvalho

PALHAÇADAS

 

Se calhar não vale a pena uma pessoa perder tempo com a bojarda do Tavares, Miguel Sousa. Mas a irritação é muita.

O fulano não tem nada de estúpido. Não tem a quem sair estúpido, ainda que fique a uma distância cósmica de seus ilustres progenitores.

De certa forma, é bem pior que estúpido: petulante, pesporrente, convencido, dono de uma data de verdades, senhor de uma ímpar capacidade para julgar terceiros do alto de um trono que fabricou para assento próprio, com laivos de Torquemada, espírito cunhaleiro, a tocar teclas, sempre as mesmas, que tangem as cordas de um politicamente correcto de cartilha e fazem inveja aos que gostam do poder absoluto.  

Por mais voltas que o homem dê – e está farto de as dar – é insofismável facto que chamou palhaço ao Presidente da República. Sem rodriguinhos nem “contextos” que o salvem. Flagrante crime público de injúria, como tal devidamente caracterizado no Código Penal. Se houvesse Justiça – com letra grande – seria julgado e condenado sumariamente. É, porém, capaz de não haver tal coisa. Uma chusma de opinadores, juristas(!), políticos, jornalistas et alia, desataram em doutas considerações ilibatórias, que tocam as raias da ignorância ou da loucura.

O presidente da República tem sido alvo de acerbas críticas, umas acertadas outras não, umas objectivas outras fruto de preconceito e malquerença. Mas, que diabo, há limites, limites que a Lei contempla e o bom senso exige.

Se a importantíssima criatura se safar desta, então, meus amigos, o país estará de tal maneira doente que, mesmo que saia da crise económica e financeira, ficará mergulhado numa crise mental e civilizacional de ciclópicas dimensões.    

E já lá vão, perdidos, uns dez minutos.

 

25.5.13

 

António Borges de Carvalho

O CHEFE DA OPOSIÇÃO

Voltemos ao Conselho de Estado. Não faltam por aí “bocas” sobre o que lá se passou, sobre as presidenciais intenções, sobre quem se “notabilizou” na reunião. Como nenhuma foi desmentida, parta-se do princípio que são verdadeiras.

Sobre o “projecto” do Presidente, já se disse tudo, menos o que é provável. O provável é que o senhor, depois de muito batalhar, sempre a bater na rocha das ambições do PS, resolveu desistir da sua política de “consensos”. Não lhe valia a pena continuar a malhar em ferro frio. O PS recusa tudo o que não seja ser outra vez levado ao colo ao galarim, seja ao colo do Presidente, como fez com Sampaio, seja nos braços do CDS, que anda entretido com ameaças bacocas – para dizer o menos. Posto de parte qualquer compromisso, que seria melhor que um consenso, pensou o Presidente que talvez fosse possível encontrar, em termos de futuro, alguma réstia de patriótica objectividade. Não conseguiu. A “muralha de aço” lá estava para o impedir.

Como é do conhecimento público, quem mais se assanhou contra tudo e mais alguma coisa, foi o trio Sampaio/Seguro/Alegre. Nada de surpreendente.

Outra figura se “alevantou”, a merecer uns dizeres: o patrão do poder absoluto, do poder sem recurso nem fiscalização, um senhor que, até há pouco, era um desconhecido total e que, num golpe de génio, fez perceber ao povo quem manda: Sua Excelência o Presidente do Tribunal Constitucional, cujo nome o IRRITADO ainda não fixou mas cuja imagem o enche de pavor.

Ainda há quem, por não ter outro remédio e insistir na dignidade das coisas, ache que os juízes são, por definição, independentes e apartidários. Cruel engano, desta vez demonstrado ao mais alto nível.

O ilustre senhor dedicou a sua presença no Conselho de Estado a desancar, por escrito!, o governo e a ameaçá-lo de chumbar  toda e qualquer iniciativa que não fosse do seu agrado político. “Contundente intervenção”, “muito crítica da política do governo”, “interpelação directa ao Primeiro-Ministro”, rezam as notícias. Coisa inesperada e original, a demonstrar à saciedade que o TC não é uma instância judicial mas um corpo político alinhado com a esquerda radical. Isto na voz do seu mais alto representante.

O tal juiz declarou há tempos que a Constituição contem “traços identitários”, que não serão perturbados pela “estridência do ruído externo”. Ficamos agora a saber que o socialismo faz parte dos nossos “traços identitários”. Ficamos a saber que vivemos numa democracia coxa, marreca, zarolha, garantida pelo Tribunal Constitucional, e que o socialismo não é uma doutrina política mas um elemento da nossa identidade. A nossa identidade, no parecer do magistrado em questão, não é, ou não é só o nosso nome, a nossa nacionalidade, as nossas ideias, a nossa maneira de viver e de estar, as nossas opiniões. Não, no parecer de Sua Excelência, o que nos identifica é o socialismo, o socialismo é constitucionalmente obrigatório e lá estará ele e os seus para zelar, sem apelo nem recurso, pela nossa identidade! T’arrenego!

O douto jurisconsulto não deixou os créditos do socialismo por mãos alheias: criticou o PM com virulência, atirou-se ao discurso que ele fez depois das decisões de inconstitucionalidade, como se não fosse verdade que o TC causou ao país um problema até agora insolúvel, como se não fosse verdade que o PM tem todo o direito a dizer que não concorda com decisão, como se o TC tivesse sido imparcial, como se o “estado de emergência” com que toda a gente esgrime quando se trata de dizer mal do governo não estivesse, ele também – se calhar por engano – na Constituição! Está, mas quando se trata de fazer política de oposição, para que servem certas normas? Para nada. O que importa é acabar com este governo e pôr lá outro, que seja da nossa cor.

Esta a independência do poder absoluto do TC, absolutamente demonstrado e confessado no Conselho de Estado.

O oco, como toda a gente sabe, não passa de um rapazito ambicioso e primitivo. Ao Alegre já não há quem ligue. Sampaio está na prateleira, embora continue a ser pernicioso. Soares, por mais que esbraceje inconsequências, já não conta. O verdadeiro chefe da oposição, declaradamente, é o Presidente do TC, senhor de ciência certa e poder absoluto. Nós somos os parolos que aturam isto e que, muitos que não o IRRITADO, ainda acreditam que a Constituição presta para alguma coisa que se veja.

 

25.5.13

 

António Borges de Carvalho

CONSELHO DE ESTADO

 

 

De forma praticamente unânime, os media e os controladores de opinião condenam o que chamam vazio da reunião de Conselho de Estado, bem como a oportunidade da sua convocatória e do seu tema. Ainda ontem, o IRRITADO, coitadinho, tremeu de medo com a super histérica diatribe da peixeira da TVI, que quase entrou em delirium tremens, vítima das suas próprias e descabeladas diatribes.


Que interessa o chamado o chamado período pós-troica? Nada.

Que interessa a anunciada nova arquitectura financeira da UE? Coisa nenhuma.

Que interessa a projectada reforma da União Económica e Monetária? Nicles.

Que interessa a União Bancária? Zero.

Que interessam “os desafios que se colocam ao processo de ajustamento português no contexto das reformas em curso na Europa”? Coisa nenhuma.

Que interessam os futuros “mecanismos de resolução de crises”? Nem a ponta dum corno.

Que interessa debater a forma de nos movimentarmos, enquanto Nação soberana, em relação a tais projectos europeus? Não brinquem com o pagode.   


E assim por diante.


Que interessa, de facto e de “direito”, ao oco e ao bando de malfeitores políticos que julga comandar, aos tradicionais ódios mesquinhos do senhor Soares, à pesporrência idiota do poeta Alegre? Que haja eleições, já! Que nenhuma estratégia o país tenha para o futuro, outra que não seja submeter-se ao PS e aos ovos-no-cu-da-galinha com que vai entretendo as massas.

Como, nesta altura das coisas, o PS não dispõe de um Presidenbte que o leve ao colo para o poder - o tempo do seu saudoso Sampaio, helas, já lá vai - o que interessa é negar o diálogo, seja para já seja para o futuro, é não se comprometer seja com o que for, é não consensualizar seja o que for, é repisar os argumentos da sua miserável cassete, a ver se os papalvos caem nas promessas - que nenhuma depende deles, todas de outrem. Assim, se falharem, a culpa é da Ângela, olaré.


Não é possível, na Europa democrática, imaginar uma organização tão centrada no umbigo com este PS do oco. Para haver um regime digno do adjectivo democrático é preciso que haja uma qualquer base nacional comum que escape aos interesses partidários. Com esta gente, zero! É a trica política pela trica política, até que a corrosão que a demagogia provoca dê os seus frutos. Mal da gente, nós, que tal gente alimenta.


O IRRITADO não é, como muitas vezes tem dito, um admirador do Presidente Cavaco Silva. A não ser por exclusão de partes, como é legítimo pensar que acontece com a maioria dos seus eleitores. Mas não pode deixar de reconhecer que o homem tem feito os possíveis por evitar uma crise políca de consequências inimagináveis, tem feito o que está ao seu alcance para trazer o PS à razão e à responsabilidade, coisas que, ao oco e seus sequazes, claramente não assistem.

Vencido na sua cruzada a favor de um compromisso qualquer que minorasse os perigos que aí estão, tentou, com esta reunião, encontrar uma estratégia nacional para o futuro que se avizinha, até porque, segundo é voz corrente, em tal período é possível que o PS possa estar no poder, sendo útil para todos que a preparação de tal período fosse desde já objecto de discussão e compromisso. Objectivo baldado! Se havia no Conselho de Estado quem quisesse discutir o tema, foi calado ou ignorado. Lá estavam os conselheiros do PS para boicotar tudo o que pudesse vir a ser útil. Nem consenso, nem compromisso, nem discussão, nem estudo, nem coisa nenhuma.


O que interessa àquela gente é uma boa crise, real (por obra e graça do Portas), ou fictícia, fabricada pelo PS e apaniguados. Tudo o resto é fantasia da “direita”.

Portugal, o que é isso? O que existe é o PS!

Triste Pátria que tais filhos tem!

 

22.5.13

 

António Borges de Carvalho

CARTA ABERTA À MALTA QUE TEM CAROÇO

 

Exmos Senhores


Atenção ao Nauru! Sabem o que é? O IRRITADO também não sabe, nem se dá ao trabalho de procurar o Nauru na internet para poder fingir que sabe.

Facto é, porém, que o tal Nauru, segundo prestimosa informação da inteligentíssima Comissão Europeia, é, ex aequo com as Maldivas, o sítio do mundo financeiramente mais opaco (95% de opacidade!).

Por conseguinte, ó vós que andais à rasca para safar o caroço que em boa (ou má) hora, puseram a salvo, lembrem-se do Nauru e agradeçam a informação à prestimosa e inteligentíssima Comissão Europeia.


O conselho, vindo de quem vem, é gratuito e, para já, eficaz.


Cumprimentos caroceiros


IRRITADO


22.5.13

PAROLE PAROLE

 

O novo líder da UGT, rapaz façanhudo, bigodaça tipo Sadam, teve há dias, à saída de uma reunião com o CDS, uma saída cheia de razão. Mais ou menos assim: O dr.Portas garantiu-nos que não ia haver mexidas nas pensões, cabendo-lhe encontrar solução financeiramente equivalente. Muito bem! Não da parte de Portas, que está calado que nem um rato, mas do tipo da UGT, que o responsabilizou, o que é mais que justo. O homem criou a polémica, agora que se desenrasque, isto é, que descubra a solução!

Por outro lado, verifica-se que Portas se comprometeu com o governo a apresentar as suas ideias sobre a reforma do Estado. Passos deve ter-lhe conferido tal missão – que ele aceitou -  a fim de não vir a vê-lo desatar aos gritos e a inventar mais “linhas vermelhas”. Muito bem.

Só que... só que, nem solução para a história das pensões, nem propostas para a reforma do Estado. Zero!


Portas anda a passear pela Venezuela, imitando o Pinto de Sousa. Desta vez, como o IRRITADO a seu tempo previu, foi até lá ver se cobrava alguma coisinha dos milhões que o Chávez devia e que o Maduro era suposto pagar. Quando o socialismo fizer, como por cá, a Venezuela bater no fundo – já esteve mais longe disso – vai ser bonito para os empresários portugueses que foram na cantiga do Pinto de Sousa e, agora, na do Portas. Vai ficar tudo a tinir. Muito gostaria o IRRITADO de não ter razão nesta matéria. Mas as esperanças são menos que poucas.


Quanto ao que se espera do Portas, isto é, quanto às suas mais imediatas, urgentes e evidentes responsabilidades, continuamos à espera que tire o coelho da cartola. Ou é só bèco-bèco?

 

21.5.13

 

António Borges de Carvalho

O TRABALHO É BOM PÓ PRETO!


Aqui, onde mora o IRRITADO, há 10 apartamentos, todos ocupados por gente da classe média.

Em todos os apartamentos trabalha pessoal de serviço doméstico, a saber: quatro brasileiras, uma angolana, duas santomenses, uma de algures na Ásia central, uma de nacionalidade desconhecida e... uma portuguesa. O homem da limpeza da escada também é português, mas velhote.

Toda esta “força de trabalho” é remunerada muito acima do salário mínimo. Todos os patrões pagam a segurança social sem nada exigir aos assalariados.

Dos grandes agricultores que o IRRITADO conhece, que são poucos mas talvez representativos, não há um só que não tenha ao serviço mais romenos, moldavos, etc., que portugueses. Todos dizem – não se sabe se é verdade – que pagam pelo menos o salário mínimo e a SS e, em muitos casos, alimentação e casa, acrescendo, às vezes, prémios de produção.

Que quer isto dizer? Com tantos sociólogos que por aí andam, não há um que ensaie uma explicação, talvez porque a explicação fosse “inconstitucional”: trata-se de um problema de “direitos” sociais, não é?

Vistas as coisas por um leigo nestas complicadas matérias, a explicação é que os portugueses andam armados em europeus ricos, isto é, deixaram de aceitar trabalhos menos “dignos” – como se houvesse trabalho sério sem dignidade! – e acham que esses trabalhos são “bons para o preto”, como diziam os preguiçosos do antigamente.

Uma portuguesinha de jeans e “faixa de gaja” acha óptimo trabalhar numa loja qualquer por trezentos euros por mês, mas detestaria aspirar a casinha do patrão. Que diabo, trabalhar faz calos! Um licenciado numa porcaria qualquer jamais se sentaria ao volante de um tractor, apanharia nabiças ou se ocuparia de coisas “menores”, óptimas para romenos e ucranianos.


Sei que estas considerações são dignas de causar inúmeros pruridos de indignação. Sei que o desemprego é um flagelo social e um encargo incomportável para uma economia periclitante. Sei que é muito feio e muito incorrecto observar os fenómenos supra, pejando-os de “malévolas” insinuações.

Mas que há, na nossa sociedade, traumas e ilusões sociais tão más como os problemas reais, disso não pode haver dúvida.

 

21.5.13

 

António Borges de Carvalho

DO AQUECIMENTO GLOBAL

 

Maio, o mês das flores, o mês das andorinhas, os passarinhos a pipilar, felizes, por montes e vales, a Mãe Natureza a reviver, o Sol a brindar-nos com cálidos e suaves raios...  muito bonito, mas isso era dantes, antes do aquecimento global cair sobre nós com inclemências de granizo, gélidos ventos, humidades nos ossos, neves ressuscitadas em céus de tormenta…

 

O nível do mar, segundo não se sabe quem nem como, subiu quase um milímetro nos últimos vinte anos por causa do degelo do Ártico, o degelo do Ártico por causa do efeito de estufa, o efeito de estufa por causa do CO2, o CO2 por causa da humanidade, a humanidade por causa dos combustíveis fósseis, os combustíveis fósseis por causa do capitalismo. O socialismo, por definição, não usa combustíveis fósseis, não cospe CO2, não tem efeito de estufa, não derrete os gelos do Ártico nem fez subir o nível do mar quase um milímetro nos últimos vinte anos.

Pelo menos é o que dizem os grandes gurus do aquecimento global, entre nós altamente representados, por exemplo, pelo genial político-climatérico Viriato, homem de vasto saber e indómita coragem, sobretudo nos montes Hermínios. Calcule-se, escreve o sábio, que o nível de CO2 é hoje igual ao que era há 3.000 anos, ainda que só haja estatísticas desde 1958. Subiu, desde que é monitorizado, nada menos que cem partes por milhão, de 300 para 400 ppms! Estão a perceber? Porque terá então descido de 400 ppms para trezentos entre mil anos antes de Cristo para 300 ppms em 1958? É simples. Amenófis IV, ciente dos problemas que os bulldozers, os catrapilos, as máquinas das pedreiras, os camiões, enfim, toda a parafernália de meios utilizada na construção das pirâmides tinha na produção de efeito de estufa, mandou parar as construções, assim contribuindo para a salvação da humanidade. Tutankamon não era da mesma opinião, mas Cleópatra, por influência de Marco António, retomou a política da Amenófis, a qual, de forma retumbante, só viria a ser abandonada pela revolução industrial e pelo horroroso período capitalista que provocou, pondo a sobrevivência da humanidade em risco sem apelo nem agravo.

 

Esta gente, ou anda a brincar com coisas sérias, ou comete pecado de orgulho quando afirma que o Planeta, enquanto tal, obedece aos seus ditames. Que pesporrência, que ilusão, que presunção!

 

A ecologia é uma disciplina científica digna da toda a consideração. As preocupações de alguns sobre a qualidade do habitat humano são de uma legitimidade indiscutível. Tudo foi, porém, transformado numa ideologia política de cariz totalitário, com a concomitante tendência para decretar sobre tudo o que, de perto ou de longe, possa ser considerado como tendo alguma influência, fazendo-o por recurso, não à ciência propriamente dita mas a chusmas de pseudo-cientistas, burocratas, assalariados e políticos incapazes de ver um palmo à frente dos olhos. A ONU paga a funcionários políticos para demonstrar o que se convencionou ser “verdade”, seja ou não seja. Os que se apoderaram dessa verdade ditam as regras. Os políticos aceitam. Os homens de negócios aplaudem. E a humanidade está “aberta” a suportar os colossais custos da “libertação” do CO2, coisa de que a Natureza é o primeiro produtor e que ninguém sabe daqui a quantos milhões de anos – unidade em que se poderá medir a vida do planeta – terá influência que se veja em coisa que se veja.

 

Entretanto, lá se vai ganhando a vidinha e tendo prestígio e influência, sem precisar de eleições e outras chatices do género.  

 

19.5.13

 

António Borges de Carvalho

FOR THE RECORD

 

Segundo o Correio da Manhã de hoje. O PM, no seu regresso de Paris, viajou no mesmo avião que engenheiro relativo Pinto de Sousa.

O PM viajou em económina. Preço: 165 euros.

O relativo em executiva. Preço 702 euros.

Acrescente-se: se o relativo faz a viagem todas as semanas, a fim de cacacrejar enormidades  na RTP, teremos, por ano, 702x52 = 36.504 euros.


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15.5.13


ABC

PLÁGIOS


Há gente que ganha fama não se sabe bem porquê.

Olhem o Colombo: quando partiu, não sabia para onde ia; quando parou, não sabia onde estava; quando chegou, disse que tinha ido onde nunca tinha estado. E, no entanto, é universalmente reconhecido como o grande descobridor do novo continente, a América (terá abicado a uma ilhota a que chamou Índia!). Mas a história e os castelhanos fizeram dele o grande “Almirante do Mar Oceano”. Enriqueceu que nem um doido. Ainda hoje a sua família, os Colon y Carvajal, vivem como príncipes, cheios de massa, e o mundo inteiro se curva perante o ingualável feito do marujo.


É assim a História, ou a história.


Vem isto à colação por causa de um nosso mini-Colombo: o ilustre, douto e mui influente advogado portuense que dá pelo nome de Miguel Veiga. Este famoso causídico parece ter estado numas reuniões com os fundadores do PPD, hoje PSD, ou PPD/PSD. Depois, nunca mais fez nada, ou seja, nunca se candidatou a nada, nunca exerceu cargos, nunca arriscou um milímetro do seu sossego por causa do partido ou do país. A não ser... a não ser quando alguém precisasse de uma “boca” mais ou menos destrutiva. O homem fez a vida negra ao Sá Carneiro, ao Balsemão, etc. Quando uma voz “autorizada” – porquê? – era precisa para chatear, das nortenhas alturas descia a voz de Veiga, a diminuir estes e aqueles.

Não arrisca, não trabalha, não colabra, prega. E tem quem o ouça! No PSD!


A brilhante personalidade é hoje objecto de notíca, algo diferente das habituais lições de moral em que é especialista. É que o acusaram de plágio. A Primeira Instância sentenciou “culpado”. A Relação absolveu-o. Tinha publicado um texto (50 linhas!) sem aspas nem itálico, começado pela frase Por mim, faço notar que, a que se seguia o texto em causa. No fim, acrescentava apud, seguido do nome do autor e da sua obra. Para o juiz da primeira instância, era evidente que a falta de aspas ou itálico, mesmo com o final apud, se destinava a disfarçar a autoria, uma vez que, como é evidente, o leitor não tinha forma de identificar o que era de sua autoria e o que não era. Plágio! A Relação achou que o apud era bastante, ainda que não se soubesse o que identificava. Inocente!

A lisura intelectual do senhor ficou salvaguardada, limpa. Ainda bem. Rezam as crónicas, porém que, quando escrevia no “Expresso”, foi corrido por ter sido apanhado duas vezes a plagiar terceiros.


Que interessa isto? Nada. A Relação acha-o inocente. O “Expresso” não o processou, e a coisa já lá vai há muitos anos. O douto senhor continua impoluto e prestigiado como merece!

 

14.5.13

 

António Borges de Carvalho

ALTA CULTURA


Um tal Torgal, que assina como “cidadão democrata e professor catedrático aposentado da Universidade de Coimbra”, eventualmente parente e admirador do Bispo de mesmo nome, brindou-nos ontem com mais uma das suas esquerdófilas diatribes anti governo e anti regime. Os escritos do senhor, das raríssimas vezes que o IRRITADO os lê, nunca lhe mereceram comentários e continuarão a não os merecer.


Só uma pequena anedota: o homem, na sua qualidade de catedrático, cheio de medo de que nos caia em cima... outro ‘fascismo', lembra aos ignorantes que se está a celebrar, neste ano, meio século do ‘Príncipe’ de Maquiavel.

Ora Maquiavel, considerado o fundador da moderna ciência política, nasceu em Florença em 1469 e morreu na mesma cidade em 1527. Terá escrito “O Príncipe" por volta de 1516.

Façam as contas...

Se os nossos catedráticos escrevem assim, como não desculpar a ignorância dos alunos?

 

10.5.13

 

António Borges de Carvalho

DA “INFORMAÇÃO” EM PORTUGAL

 

Ontem, via um habitual comentador do IRRITADO, a quem devo um obrigado, foi-nos dado ler uma notícia que vale a pena e que a seguir se transcreve na íntegera, sobre uma intervenção do Dr. Gaspar em Bruxelas, “a única voz dissonante na apresentação do documento azul da CE para o aprofundamento da união monetária”.

Tal intervenção desmente todas as acusações que ao dito ministro têm sido feitas sobre a sua “insensibilidade social”, a sua “ignorância dos factos”, a sua “ditadura das finanças”. A leitura é esclarecedora e revela um novo approach do governo aos problemas do país e da Europa. Tal approach não será tão novo quanto isso. Não havia era ambiente para o declarar. Houve que criar tal ambiente. A verdade é que, se o governo português começasse a espernear, como querem os seus críticos, sem ter criado condições para tal, não só não seria opuvido como se arriscaria a não conseguir nenhum dos seus (nossos) objectivos e a não conseguir “aguentar” a pressão dos credores. O tão criticado bom aluno, esmagado pela acerba, exagerada e pouco esperta crítica interna, tem, serenamente, conseguido modificar a opinião externa sobre Portugal e criar condições para começar a fazer “exigências”.

Quando o IRRITADO leu a notícia, publicada no ionline, pensou que o caso iria ribombar na nossa “informação” escrita, televisiva e radialista. Ia haver manchetes, comentários, editoriais, etc.

Que ideia tão estúpida! Nem ontem nem hoje, nem, é de pensar, nunca mais, a posição do homem teve o mais leve resquício de impacto ou mereceu fosse que referência fosse. Os jornais, as televisões, as rádios, não a referiram, não a comentaram. Um silêncio sepulcral.

À noite, a dona Manuela e mais não sei quantos “sábios”, tipo Pacheco, Costa, boneca velha da TVI, etc., trataram de se debruçar sobre a história dos cortes nas pensões, coisa que já toda a gente sabia que não ia por diante, nem se sabe se alguma vez foi pensada para tal ou para servir de trocos nas negociações e para dar ao dr. Portas oportunidade de fazer mais uma das suas rábulas.


Posto isto, e sem outros comentários, aí vai:


Ministro das Finanças foi a única voz dissonante na apresentação do documento azul da CE para o aprofundamento da união monetária


Vítor Gaspar revelou ontem uma nova faceta em Bruxelas, não a do aluno bem-comportado da troika, mas a de um ministro das Finanças finalmente atento aos problemas do impacto da austeridade na economia. Embora satisfeito com o sucesso da colocação da primeira emissão nos mercados de dívida pública portuguesa a 10 anos, reconhece que o desemprego é um problema irresolúvel, a não ser que seja posto em marcha um programa de políticas activas de emprego.
Mais. Na intervenção que fez durante a apresentação do documento azul da Comissão Europeia para o aprofundamento da união económica e monetária, até se permitiu lançar algumas alfinetadas ao seu amigo Schäuble, lembrando--lhe que também ele tem um Tribunal Constitucional alemão que o incomoda, avisando-o que também ele pode não estar livre dos problemas acrescidos sentidos por Portugal face aos seus credores na sequência do chumbo do Tribunal Constitucional a quatro normas do OE deste ano.
Ao seu lado estava Olli Rehn, o comissário responsável pelos Assuntos Económicos, que ainda há bem pouco tempo disse na City londrina “não estar seguro que o próprio Keynes seria keynesiano nos dias de hoje”, embora ele tenha a certeza de o ser. Chegou a citar um artigo de Milton Friedman publicado na “Time” na década de sessenta onde o Nobel da Economia defendia que “por um lado, somos todos keynesianos, e por outro lado, ninguém o é”.

Mais do mesmo  O certo é que a apresentação do novo documento elaborado pela Comissão Europeia, que defende um aprofundamento do federalismo, pelo menos na zona euro, não originou discursos radicalmente diferentes nem da parte do presidente da Comissão Europeia, que abriu o debate, nem do comissário para os Assuntos Económicos, nem mesmo do presidente do Eurogrupo, o holandês Jeroen Dijsselbloem, que já depois de eleito teve de alterar o currículo oficial para retirar a menção a um mestrado que não tinha feito. 
Embora sem referências específicas à austeridade, a tónica dos discursos foi toda para o rigor das contas públicas, o cumprimento do programa de reformas e a consolidação das finanças públicas. A política de Bruxelas, representada por Rehn, manteve-se fiel a si própria, defendendo o equilíbrio fiscal sem qualquer flexibilidade para os Estados membros, longe das políticas keynesianas defendidas por Gaspar, e sem nenhuma menção específica à espiral recessiva que o actual enquadramento económico tem provocado em toda a zona euro. 

Desalinhado Novidade, novidade, foi o discurso do ministro das Finanças português, que defendeu que “a fragmentação financeira que existe actualmente exacerba o custo associado ao ajustamento e funciona como um choque de competitividade negativo para o pais sob ajuda externa”, acrescentando que a “UE tem de respeitar o que eu considero um princípio: permitir aos Estados que assegurem aos seus cidadãos os direitos sociais que estes exigem”.  

Doc estratégico O presidente da Comissão Europeia abriu a sessão de apresentação pública do trabalho de Bruxelas   sobre o aprofundamento da zona euro com uma frase de Benjamim Disraeli: “A mais perigosa das estratégias é tentar ultrapassar um abismo com um salto de duas passadas”. Especificando que foi o que aconteceu desde que estes Estados-membros aprofundaram a união monetária, deixando a economia para segundo plano.
É precisamente o que a Comissão pretende agora contrariar, através de um plano pormenorizado para uma União Económica e Monetária efectiva e aprofundada, sem contudo avançar com uma calendarização especifica ou medidas detalhadas.
No essencial, Bruxelas quer que seja reforçada a supervisão orçamental e aprofundado o controlo sobre a política económica dos países que utilizam a moeda única, mas sempre dentro do quadro dos actuais tratados. “As alterações devem ser ponderadas apenas no caso de uma medida indispensável da UEM não poder ser tomada dentro do actual quadro”.
Nos próximos seis a 12 meses, o grande objectivo é a construção da união bancária, a melhoria da coordenação das políticas, a adopção de uma decisão sobre o próximo quadro financeiro plurianual e a criação de instrumentos de convergência e competitividade. A regulamentação financeira e a supervisão financeira, no sentido de haver uma única regulamentação e um só mecanismo de supervisão é outro dos objectivos estabelecidos no documento, com um aprofundamento do intercâmbio de informações entre as autoridades de supervisão acerca dos bancos e a disponibilização de instrumentos comuns de prevenção e tomada de medidas comuns para fazer face a problemas na fase mais precoce possível
Mais concreta parece ser a decisão sobre uma nova representação externa da área do euro, com base num processo a desenvolver em duas fases: a primeira, o grupo de países deve ser reformulado, de modo a reagrupar não só os Estados desta zona, mas também os Estados-membros que venham futuramente a integrá-la. Em paralelo, a obtenção do estatuto de observador no directório executivo do FMI. 

 

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10.5.13


António Borges de Carvalho


SOARES PAPAL

 

Súbita inspiração divina, talvez por via da dona Maria, se abateu sobre o republicano-socialista-e-laico-Soares. O homem resolveu pegar em várias palavras sábias do Papa Francisco e, tratando-o com repetidíssimo respeito por Sua Santidade, resolveu concluir que o dito era socialista.

Fazendo a história negra daquilo a que chama liberalismo, neoliberalismo, ultraliberalismo, etc., doutrinas verdadeiramente demoníacas que “começam a cair em descrédito”, chegou, mais uma vez, à conclusão que a “religião” do nosso governo era essa e que a Igreja nacional, salvo raras excepções (devia estar a pensar naquele tipo que anda na tropa, via Roma, e que só diz asneiras), na senda da direita mais reccionária, está feita com as forças do mal - o governo - ignorando que o Papa Francisco ilumina o nosso caminho pelo luminoso caminho do “socialismo democrático”. Como abuso, não está mal. Como oportunismo, não podia ser mais claro.

Um soit disant intelectual como o nosso Soares, vítima dos seus mais primários ódios, não consegue perceber que as odiadas medidas tomadas pelo nosso governo têm tanto a ver com o neo/ultra/super/liberalismo como o rabinho tem a ver com as calças. O que o governo tem feito, concedamos que à contre-coeur, se tivesse inspiração ideológica e não fosse fruto das circunstâncias que o socialismo fabricou, seria tudo menos liberal - em qualquer das várias e negregadas versões de que falam Soares e outros esquerdóides da treta. Mas... vale tudo, não é? Escrúpulos são coisa que caiu em desuso.

Haver quem publique os dislates do homem é coisa que o IRRITADO confessa que não consegue perceber.

 

8.5.13

 

António Borges de Carvalho

POBRES CRIANCINHAS


Apetece-me começar este post por fazer uma perguntinha ao Professor Nuno Crato:

- Ó senhor Professor, para que serve pôr as criancinhas a fazer exame, se o exame vale só 25% da nota final?

Não espero resposta. Mas fico a pensar como segue: que fazer se eu tiver um rebento burro como as casas, um preguiçoso que tem zero no exame? É simples. Vou ter com a professora dele, certamente uma pedagoga de alto gabarito, colega do bigodes dos sindicatos, e explico-lhe que o exame era uma manobra do nosso horrível governo - que temos que apear! – destinada a causar stress aos alunos, que ficam cheios de “ansiedade”, “com problemas de sono”, “dores de barriga”, e “enchem os gabinetes de psicólogos”*, para além, como é óbvio, dos traumas que levarão para a vida adulta e que os prejudicarão até à morte. A pedagoga ouvir-me-á com atenção e inegável concordância. A seguir, dir-lhe-ei que, como ela bem sabe, o meu rebento é de um exemplar comportamento, raramente pede para ir fazer xixi durante as aulas, tem um talento invejável para jogar à bola, é o número dois em matraquilhos e, como se viu na televisão, é um patriota que até foi à manifestação dos indignados. A douta senhora concordará. Aí, fá-la-ei perceber que o zero no exame é um detalhe sem importância: 25%. Ficam 75%, o equivalente a um 15 na escala de 20. Tal 15 é da responsabilidade da senhora. Assim, não exagerando, procurando fazer justiça e não prejudicar o futuro do infante, se a pedagoga lhe der um 13 as coisas ficarão sanadas e eu mando-lhe um ramo de malmequeres.

O Bloco de Esquerda, mui doutamente, já publicou a sua opinião sobre estas importantes matérias. Acha que o exame do 4º ano, mesmo a valer só 25%, é uma palhaçada e uma violência. No caso supra, ficaria eu felicíssimo se a justa opinião do BE fizesse vencimento. Deixava de haver exames, e eu via o meu burrinho progredir na vida! Uma maravilha!


*


Postas as coisas noutro plano, o único defeito propriamente dito dos exames do Prof. Crato é valerem só 25%. De resto, diz a experiência e o bom senso que os exames só fazem bem aos meninos. Dão-lhes sentido de responsabilidade, estimulam-lhes o brio pessoal, fazem com que os bons aprendam com mais vontade e empurram os cábulas para estudar mais um bocadinho. Atrapalham-nos? Ainda bem. Começam a aprender a safar-se de enrascadas através do trabalho. Têm perante si um justo desafio a vencer.

Em suma, o valor educativo da iniciativa do Prof. Crato é inestimável.

Não é evidente que a desresponsabilização dos meninos levada a efeito por pedagogos tarados e/ou esquerdistas tem tido efeitos devastadores na nossa sociedade? Quem não o vê - para além do BE, é claro? Quantos “sistemas” já houve desde 74? Quantos programas? Quantos critérios? Quantas “reformas”? Quantos “ensaios”? Quanta instabilidade? Quantos livros para o mesmo efeito? E os custos deste desvario?

Será que tudo isto não prejudica muito mais os alunos, os pais e o país que um exame da 4ª classe? Será que não gera mais stress, mais “dores de barriga”, mais “ansiedade”, mais custos e, sobretudo, menos educação?


Pobres criancinhas. Não por fazer exame, mas por ter nascido onde nasceram, pasto de “experiências” e, no caso vertente, da cobardia e do oportunismo “intelectual” instalados entre nós.


8.5.13


António Borges de Carvalho

PORTAS DAS TRASEIRAS

 

Estamos todos de acordo. Esta coisa de dar ainda mais porrada nos pensionistas é, como disse o Portas, extremamente desagradável, inaceitável até.  Problema é sabermos que, se não tirarem nas pensões, tirarão noutra coisa qualquer. Alguém há-de pagar.

O IRRITADO, na sua qualidade de sacrificado pensionista, aplaude. Óptimo! Na pensão, parece que o saque da toica não irá mais além.


Postas as coisas nestes termos, uma pergunta resta para fazer ao arauto da oposição interna, o ilustre Portas: Onde? Como? Quem vai pagar? O homem diz-nos que noutro sítio, mas como não diz qual, nem como, nem quem. Ficamos mais ou menos na mesma.

Depois, o modus faciendi que Portas escolheu. Primeiro, mandou que outrem pusesse a boca no trombone sobre as guerras intestinas a que se terá dedicado no conselho de ministros. Depois, fez mais um teasing, anunciando com quatro dias de antecedência, qual Obama da Cascalheira, que ia aparecer ao povo, com aura de salvador da Pátria. Finalmente, faz a sua proclamação, dizendo que não às pensões mas aceitando o princípio dos cortes, sem dizer com que critério.

Dirão os mais desconfiados que aqui anda gato. Será que Portas não tinha outra maneira de fazer as coisas que não fosse aproveitá-las para uma jornada de propaganda socio-eleitoral? Parece que sim. Por uma questão de lealdade. Por uma questão de dignidade própria.  Por uma questão de compromisso.


Parece que este tipo de atitude se filia na longa história do CDS, primeiro partido a aliar-se ao PS, depois, na AD, ao PSD e o PPM. Deu cabo da coligação com o PS, fez cair o governo. Deu cabo da coligação com PSD/PPM, fez cair o governo. Mais tarde, outra vez se juntou ao PSD, mas durou pouco, deu cabo da coisa antes que o ilustre Marcelo lhe fizesse o ninho atrás da orelha. Ansioso de protagonismo, seja via Freitas do Amaral, seja via Adriano Moreira, e vários outros, o CDS sempre foi uma força amaricada e traiçoeira, atigindo com Portas novos píncaros,

O grande chefe da direita (Freitas) apressou-se a fazer-se com Soares, que o tinha vencido indecentemente nas presidenciais. Fez-se com o Pinto de Sousa, que acabou por trair, como tinha traido Balsemão e como  trairá quem se puser a jeito. Os grandes do CDS, de que é exemplo esse escarro que se chama Basílio, sempre tiveram na cabeça o tropismo do PS. "Se um não (nos) serve, serve o outro, desde que tenhamos hipóteses de poder", deve ser o mais alto dos pensamentos do CDS.

Incapaz de se impor internamente – será que esconde argumentos para lançar na praça pública? – aproveita para deitar a escada ao descontentamento. E, em vez de tratar dos assuntos no lugar próprio - se é que o move alguma intenção generosa ou programática - prefere apanhar o combóio da propaganda.

O IRRITADO acha bem que Portas descubra a solução para não lixar mais os aposentados, ainda que se exima a declarar como. Mas a porta do Portas devia ser a da frente, isto é, a do conselho de ministros. Mais uma vez, escolheu a porta das traseiras, que somos nós, os papalvos que são capazes de pensar que está a lutar por eles.

Ainda por cima, trata-se de evidente estratégia. Inúmeros porta vozes são “nomeadsos” para papaguear bitates de “independência”, preparando com minúcia a angelical aparição do chefe.


No fundo, para o clube, preciso é ir-se deixando estar no poder. Sem prejuízo do futuro, isto é, sem desagradar ao PS, que pode vir a ser o escadote de amanhã.   

 

6.5.13

 

António Borges de Carvalho

DA GENIALIDADE DAS PROPOSTAS DO OCO

 

A eleição sovieto-cubana do oco (97%!!!) causou justificado frisson em diversas hostes, à frente das quais se agiganta o campeão nacional da asneira, um que usa o outrora vagamente prestigiado nome de Mário Soares.

Normalmente, estas pletóricas manifestações de unanimidade (97%!!!), de paz, fidelidade e união, se não há uma boa polícia política a tratar do assunto, significam guerrilha, traição e a mais profunda desunião. Isto é sabido, clarinho como o cristal. Acoitados na multidão, os inimigos aplaudem e votam, ao mesmo tempo que pensam: sobe balãozinho, que quanto mais alto subires de mais alto te estampas.

A este respeito, a ver vamos.

Para já, haverá que ir à substância das coisas, isto é, às declaradas opiniões e intenções do feliz oco. Para além das indispensáveis loas aos seus “seguidores” e à organização a que preside, o homem alargou-se na “análise” à situação em que estamos, isto repetindo os clichés habituais do casalinho meia-leca, do Jerónimo, do Carlos, da multidão “pensante” e de várias maralhas mais ou menos iletradas ou fanáticas. Fácil.

Depois, veio o que interessa. As propostas. A alternativa. A afirmação. Antes de mais, disse ele, são propostas que não se destinam a partilhar seja com quem for. Primeiro, o poder. Depois verão. Diálogo, todo. Sempre disponível para dialogar com toda a gente. Desde que, evidentemente, não com o poder actual, mas com os seus futuros súbditos. Muito bem. Chama-se a isto selectividade. Dás-me a faca, depois dizes como queres cortar o meu queijo. Enquanto a faca e o queijo não forem meus, nem penses! Nem faca nem queijo nem diálogo.

E lá vêm as propostas.

A primeira é brilhantíssima: TSU segundo o “volume de negócios”. Depois, digam que o Gaspar é que tem a mania dos impostos! Aqui está uma forma genial de “proteger” o investimento.

A segunda é ainda melhor: obrigar os credores a uma moratória de juros, o BCE a chutar para cá seis mil milhões e a “Europa” a mutualizar metade da nossa dívida. Formidável! É de espantar a influência que o oco acha que tem messe mundo rico a quem deve dinheiro. Com a ajuda desse outro génio do socialismo, o camarada Hollande, vai ser canja!

Há mais. O oco vai arranjar uns setenta e cinco milhões de euros para dar aos desempregados. “Aqui fizemos contas”, diz ele. No resto não deve ter sido preciso fazer contas… Alguém pode discordar? O facto de o oco não dizer como é que vai arranjar os tais setenta e cinco milhões é um pormenor sem importância.

A seguir, veio a sábia intervenção financeira: doze mil e quinhentos milhões para a economia. Fantástico! Neste caso, o oco diz como: baixar o rácio de capital dos bancos, ir buscar mais uns milhões à “reserva” de recapitalização, sacar mais uns cinco mil milhões ao BEI. Tudo somado, doze mil e quinhentos. O IRRITADO curva-se respeitoso perante tão sábias soluções. Só é pena que nada disto dependa do oco. Senão, estávamos safos, não é?

Finalmente, o rapaz garante o aumento do salário mínimo, com o que toda a gente está de acordo, até os patrões, diz ele. Não refere que os tais patrões (em Portugal, pior que os sindicatos, só os patrões) exigem que seja o Estado a pagar a diferença.

No meio desta panóplia de medidas salvadoras, e por causa delas, o oco pede uma maioria absoluta. Porém, como sabe que a não tem nem terá, vai acrescentando que se coligará com quem for preciso e dialogará com toda a gente. Desde que esteja no poleiro. Sem poleiro não há diálogo nenhum! É assim mesmo, ó oco! Um homem é um homem!

Não se diga que o IRRITADO discorda de tudo o que o rapaz diz. O problema é que, tal o seu guru Hollande, o oco não faz a mais pequena ideia de onde está a querer meter-se, pelo menos porque a quase totalidade das suas “soluções” dependem de outros, não dele.

 

Os batalhões do comunismo, às ordens dos meias-lecas e do Jerónimo, disseram do discurso o que costumam dizer de tudo e mais alguma coisa, usando as suas requentadas e estúpidas cassetes.

Cite-se, a fechar, a abertura do Melinho (como é conhecido lá na terra) do CDS: “Não me pareceria muito prudente… fazer um juízo três minutos depois de serem apresentadas (as propostas de Seguro)”. Prudência ou canalhice?

 

1.5.13

 

António Borges de Carvalho

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