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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

SECÇÃO DO REUMÁTICO

 

Um grupo de gerontes que, há para aí 50 anos, se reuniu algures na República Federal Tudesca, para, ao que diz a propaganda, fundar o PS, acordou dos arcanos da memória para vir, em doce manifestação cívica, apoiar a “candidatura a primeiro-ministro” do camarada Costa.*

Tudo malta devidamente aggiornata, isto é, os poucos mais novos com mais de setenta anos, outros com mais de 80 ou 90, acharam ter grande influência no eleitorado, talvez porque o seu estado mental já não dê para perceber que, mesmo para aquela pequeníssima minoria que ainda sabe que eles existem ou existiram, já não têm influência de espécie nenhuma. Republicanos históricos, desertores, refractários e outros iliustres inimigos da ditadura, não percebem que isso do 5 de Outubro – cujas convicções, aliás, traíram - é coisa que deixou de interessar seja a quem for. Po seu lado, a heroicidade e o sacrifício daqueles, coitadinhos, que deram à sola para locais tão inóspitos quanto Bruxelas, Paris ou Genebra, em vez de, cobardemente, aceitar ir para sítios tão divertidos e civilizados como Nanbuangongo, Tete ou Bissau, também já não dizem nada a ninguém.

 

Enfim, parece que o Costa, cujas salvíficas memórias do passado já estavam demonstradas mediante a “recuperação” do socrapirismo, fica, desta vez, indelevelmente conotado com coisas tão modernas e actuais como a excelsa secção do reumático que saíu do arquivo morto para o glorificar.

 

Que todos, Costa incluído, venham, politicamente, a descansar em paz, são os piedosos votos do IRRITADO. Quanto mais depressa melhor.

 

30.6.14

 

António Borges de Carvalho   

 

*O camarada Arnaud faltou à chamada! Espera-se que não se trate de mais alguma guerra de lojas.

COSTA DIXIT

 

Alegremo-nos! O Costa, mais uma vez, iluminou-nos com a sua esclarecida verve.

Vejamos as inúmeras novidades que comunicou à Nação:

  1. “Travar a acção deste governo”
  2. “Ponto final na trajectória de retrocesso social”
  3. “Uma lógica de solidariedade”
  4. “O melhor para os nossos filhos”
  5. “Bater-se na Europa pela defesa dos interesses nacionais”
  6. “Atacar as causas da crise”
  7. “Uma agenda que possa servir de base aos compromissos políticos e sociais para os próximos dez anos”
  8. “Quatro pilares para a agenda: reforço da coesão social, aposta na modernização, ciência e educação e valorização dos recursos nacionais”
  9. “Agenda que supere a asfixia do curto prazo”
  10. “Trabalhar afincadamente (todos), durante os dez anos, as causas do nosso atraso”(?).

Aqui temos, em dez exaustivos pontos, a proposta salvadora do Costa. Não merece comentários outros que não sejam o de sublinhar que, excepto em relação ao ponto 1, Passos Coelho e Paulo Portas subscreveriam com gosto as originalíssimas “ideias” do Costa. O Amigo Banana, Monsieur de La Palice e o Oco - se calhar até o Jerónimo - fariam o mesmo, desta vez em relação a todas elas.

Ainda bem.

 

30.6.14

 

António Borges de Carvalho   

FÚRIA ASSASSINA

 

É evidente que, a cada dia que passa, o Oco perde terreno em relação ao paleio do Costa. Além disso, pôs a boca no trombone sobre a desgraça nacional que foi a “obra” do seu antecessor Pinto de Sousa, conhecido por “engenheiro Sócrates”. Ou seja, como já não há quem não diga, anda há nove anos, ou a fingir o que não pensa, ou mentalmente entupido.

Não podia o Oco pôr-se mais a jeito. Diga-se, em compensação, que a súbita cura da amnésia em que andava teve a vantagem, como o IRRITADO já sublinhou, de pôr o Costa a dizer que, é claro, o governo anterior cometeu inúmeros e graves erros… isto é, a ter uma escorregadela para os lados da verdade, o que, em si, não é mau. Mesmo assim, não se pôs tanto a jeito como o Oco.  

  

Ora aqui há dias, numa das suas diatribes televisivas, dona Manuela entrou na liça. Atirou-se, qual cão de fila, às canelas do Oco. Assim, sem dó nem piedade. O Costa encontrou, de onde menos se esperaria, uma propagandista feroz, com acesso privilegiado à televisão. Parabéns.

Porquê? O que levará esta brutal inimiga do seu próprio partido a entrar nas patacoadas bélicas do PS?

É conhecida a fúria assassina que a move contra Passos Coelho, resultado de mau perder, de incontida frustração, de inultrapassável dor de cotovelo. Será que isto justifica o súbito encarniçar da senhora contra o pobre do Oco?

Procuremos a explicação mais lógica. A senhora move-se por maus sentimentos, como o TC por óbvias ideologias. O inimigo principal é Passos Coelho. O Costa parece mais capaz de ganhar eleições que o Oco. Diria Aristóteles que, para prejudicar Passos Coelho, nada melhor que cooperar numa futura vitória do PS. Lógico, não é?  Logico, cheio de bondade, cheio de amor ao próximo, cheio de qualidade moral.

 

29.6.14

 

António Borges de Carvalho

PORTUGALHÊS

 

Aquele senhor de cadeira de rodas que é ministro das finanças da dona Ângela chama-se Schäuble. Muito bem.

Dizem os entendidos que, em alemão, se pronuncia mais ou menos XOIBEL.

Em francês dir-se-ia qualquer coisa como XÔBÉL. Em inglês talvez XAUBLE, como quiçá em italiano. Em castelhano, não se sabe. Em chinês consta que seria SHA-U-BING. Em português voltaríamos ao XAUBLE.

Ora a generalidade dos locutores da televisão, como a socialista Ana Lourenço, da SIC Notícias, dizem XOUBEL.

A que arcanos fonético-cretinos foram buscar o palavrão, é coisa que o IRRITADO não consegue imaginar. Talvez o doutor Malaca Casteleiro, célebre pelo mal que fez à língua, seja capaz de arranjar uma explicação.

 Fica o desafio.

 

28.6.14

 

ABC

GENTE FINA

 

Será que os distintos clínicos da nossa praça ainda não perceberam que a classe anda pelas ruas da amargura? Então não vêem as milionárias passagens de receitas piratas? Não vêem os tipos que trabalham ao mesmo tempo em sete hospitais diferentes? Não vêem a rebaldaria dos atestados, a trafulhice das baixas, e por aí fora... não vêem que já não há quem não pense que os médicos são uns piratas como outros quaisquer?

Não, não vêem. Comandados, na Ordem, por um sinistro politicão e, nos sindicatos, sabe-se lá por quem, indiferentes a quem deles precisa, lançam uma greve (como se uma greve de médicos fosse uma greve qualquer), e mantêm-na mesmo depois de satisfeitas certas pretensões. Isto com o espantoso argumento de que não acreditam que as pretensões venham a ser satisfeitas!

Greve porquê? Porque querem melhores condições para “servir” o público? Não meus amigos. Porque querem trabalhar menos e ganhar mais.

 

Coitado do Hipócrates!

 

27.6.14

 

António Borges de Carvalho

SEGREDO

 

No meio da desgraça em que vive o nosso sistema de Justiça, alguns nomes há que se vão impondo, para bem e para mal.

Um tal juiz Alexandre – uma espécie de Garzon à portuguesa – é famoso pelas suas acusações. Aquele que mandou um socialista para o xilindró (no que o homem se foi meter!) e que detesta o acordo ortográfico, também tem fama. Depois, há os que andavam a safar o Pinto de Sousa – um deles ao ponto de ser corrido da UE por causa disso -, os que mandaram queimar as escutas, os que não queriam queimá-las, os PGR’s de triste memória, os que mandam para a prisão um GNR que abateu um miúdo invisível levado para a má vida pelo próprio pai, tudo gente que se tornou conhecida por boas ou más razões. Muitos outros há que a memória, neste momento, não pesca.

 No meio disto tudo, uma figura se destaca, feroz perseguidora de corruptos e afins, alta especialista em intricadas matérias e presença quotidiana na chamada comunicação social, que a adora. Dona Maria José Morgado é talvez a mais “mediática” figura da Justiça que temos. Já vimos a Senhora das mais diversas formas: a fazer jogging, a contar as suas jovens aventuras maoistas, a ser presa pela PIDE e pelo MFA, a apaixonar-se pelo seu falecido marido, a dizer cobras e lagartos de inúmeros não identificados canalhas, a perorar sobre as protecções de que tais canalhas gozam, a invectivar o governo, a oposição, o sistema, a dizer de sua justiça acerca de tudo e mais alguma coisa.

É assim. De vez em quando, os media elegem alguém para encher tempo e para dar um ar de preocupação com matérias tão importantes como os golpes do baú, as fugas ao fisco, as marteladas contabilísticas e outras especiosas questões socio-judiciais.

Muito bem. Mas - há sempre um “mas” na cabeça sinuosa do IRRITADO - então, não acham que a senhora também devia ser conhecida pelo número e importância dos malfeitores que levou à Justiça? Dá ideia que sim, o problema é que ninguém sabe o que é que, na prática, tem dado a sede de justiça que a senhora não se cansa de revelar.

Será segredo?

 

27.6.14

 

António Borges de Carvalho

INSULTOS

 

Profissionais de insultos há-os com fartura. Perguntem ao Arménio! O rapaz deve ter uma madrassa onde os alunos lêm manuais de agitprop de manhã à noite, especializando-se nas mais variadas formas de chamar nomes a tudo o que não pertetencer à agremiação. Esta casta é objecto da indiferença - leia-se da protecção - das autoridades, que devem achar montes de piada aos insultos.

Também há os espontâneos, ainda que em reduzida quantidade. Perdem a cabeça, mandam as suas bojardas, e vão à vida. Uma vez por outra, coisa raríssima, alguém acha, por exemplo, que é chato insultar o Presidente da República. Mas não se incomodem. No fim da linha, haverá sempre quem dê o aval oficial, ou judicial, à “insensata” intervenção do insultador.

Na net é um vê se te avias. Vale tudo, na certeza de que a liberdade de insultar será preservada, como inalienável direito das gentes.

Ontem, porém, tivemos um excepção, e a alto (baixinho) nível. É que vale tudo menos insultar o Costa. O Costa é sagrado! Pelo menos é esse o parecer da dona Maria de Belém, com o seu imponente ninho de cegonha bem lacado no alto do cérebro: na sua qualidade de presidente dos sarridos do socialismo em convulsão, a senhora fez queixa à PGR. A senhora não é de modas. Insultar sim, mas o Costa não.  

O IRRITADO, como é evidente, solidariza-se com a ilustre camarada e deseja à queixa apresentada o maior dos sucessos. Que diabo, há limites!

 

27.6.14

 

António Borges de Carvalho

IDEIAS COM PÉS E CABEÇA

 

Há muitos anos que os autarcas de Lisboa manifestam uma irreprimível sede de se assenhorear das empresas de transportes, Carris, Metro, transportes fluviais, suburbanos, o que houver, todos eles públicos e deficitários como compete, um peso dos diabos para toda a gente.

Será que a CML, esteja no poder quem estiver, sonha com ficar com monstros destes nos braços? Dará algum gozo? Quem sabe se os manda-chuva da capital acham que, por obra e graça da sua alta competência, são capazes de melhorar os serviços prestados e de deixar de perder dinheiro aos pontapés. Será só uma questão de poder, de aumentar competências, de arranjar uns lugares para os amigos, de ter um pèzinho para sacar mais algum ao governo?

O IRRITADO não sabe. Mas, pelo que vem hoje nos jornais, vislumbra que há ”ideias” salvíficas para o almejado serviço municipal de transportes. A primeira, inteligentíssima, foi adiantada pelo ilustre presidente da CML: aumentar o IMI!

Boa! O homem não se propõe racionalizar, coordenar, melhorar as carreiras, acabar com os inenarráveis privilégios do pessoal, encontrar economias de escala, encolher o número de dirigentes e de técnicos, acabar com serviços inúteisa, etc.. Não. Para já, aumenta-se o IMI.  Depois, enterra-se a receita nos buracos dos transportes. Põe-se os imóveis a pagar os móveis. Genial, não é?

 

25.6.14

 

António Borges de Carvalho

ÓPERA BUFA II

 

O camarada Costa, tão vazio como o Oco, espraiou-se ontem em considerações na SIC Notícias, perante uma senhora que, para ele, foi muito mais meiguinha que de costume.

O homem não disse nada de novo. Mas, em boa justiça, é de notar que tem mais paleio, mais articulação (como se diz agora) do que o outro. Cassete bem estudada, até parece que, se fosse ele a mandar, a dona Ângela meteria o rabinho entre as pernas, o Draghi obedecer-lhe-ia com toda a prontidão e a Europa inteira se curvaria perante a sua esclarecida verve. Isto não contando com a secção de que ele seria o furriel, gostosamente integrada pelo Renzi, o Samaras, o Rajoy e o tipo da Irlanda cujo nome o IRRITADO ainda não decorou. Uma maravilha.

O Costa diz exactamente o mesmo que o Oco, mas com mais molho discursivo, isto é, mais paleio.

Há, no entanto, uma importante novidade a assinalar. Acossado, com carradas de razão, por querer trazer de volta a política do Pinto de Sousa, bem como os seus sequazes (se não o próprio!), o homem tratou de tirar o cavalinho da chuva: pois, é claro, houve erros, exageros, aeroportos, pontes, autoestradas, PPP’s, maluquices, mas houve também coisas magníficas, coisas novas, coisas fantásticas de que só o PS é capaz. O passado não é para esquecer, como fez o Oco – que parece ainda ter alguma vergonha na cara -, o passado existiu! Os remains do socrelfismo não devem ter gostado desta conversa, mas não lhe largarão a perna com facilidade.

O Oco respondeu que, se fosse ele, o “memorando” teria sido completamente diferente. Pois então, esqueceu-se de dizer que se a respectiva avozinha tivesse rodas era um carro eléctrico. Mas isso não interessa. O Oco mantém a sua estratégia: o Pinto de Sousa é para esquecer, não me falem mais no assunto. Nem no memorando acertou!

Ora aqui está, finalmente, a diferença entre um e outro, embora uma e outra atitude revele a mesma falta de coco. Resta saber a que falta de coco, ou de vergonha, serão os camaradas e os “simpatizantes” mais sensíveis.

 

25.6.14

 

António Borges de Carvalho

 

ET. O Oco quer que, para votar na pessegada das “directas”, basta chegar à boca das urnas acompanhado por dois filiados (testemunhas da fé socialista do pretendente a eleitor) para poder votar. A técnica da chapelada em fino recorte do século XXI.

Vamos a ver o que dizem os próximos episódios da ópera bufa.

SACOS PARA O POVO!

 

Quando eu era pequeno, havia lá em casa uns sacos dedicados a guardar o pão. Eram de algodão, ou coisa do género, aos quadradinhos ou às riscas. Todas as manhãs, o padeiro batia à janela da cozinha, que era no rés do chão, e a cozinheira recebia os papo-secos e o pão escuro acabadinhos ou quase de sair do forno. No dia seguinte, o pão que sobrava da véspera era servido em torradas ou guardado numa gaveta para uma eventual açorda.

Hoje já não há padeiros a bater à porta, pouca gente haverá que se levante mais cedo para ir comprar pão fresco. Não faz mal, porque o pão da véspera, guardado num saco de plástico bem atado e com um mínimo de ar, se conserva comível dois ou três dias. E compra-se pão fresco, se se quiser, a qualquer hora do dia, sem ser preciso madrugar. A açorda leva mais tempo a chegar, as torradas são precisas a partir do segundo dia, o pão é mais aproveitado.

A tradição do pão fresco, à antiga, mantém-se em França, país submetido ao tenebroso hábito da “baguete”, coisa que, ou se come fresca ou, passada meia dúzia de horas, não presta para nada. As pessoas – uma respeitável tradição – vão à padaria todas as manhãs, e todas as tardes quando saem do trabalho. Que lhes faça bom proveito.

Por cá, e pela generalidade das gentes, foi descoberto o saco de plástico.

Mas o saco de plástico passou a ser considerado pelo terrorismo eco-estúpido em que estamos enclausurados como coisa tremenda, terrível, odiosa, repugnante. Mesmo quando é tão útil como no caso do pão.

 

Vem isto a propósito da última glória nacional, a “Saca do pão da avó”. Esta notável “invenção” de um tal Carlos Fonseca, foi a única ideia cá do sítio a ganhar um prémio numa chamada “Semana Europeia da Prevenção dos Resíduos”. Para além de demonstrar os prodígios de que é capaz a lusitana capacidade inventiva, este prémio mostra onde pode chegar a palermice pseudo-ecológica dominante. Grande adepto desta “solução” é o dono da padaria de Oliveira de Azeméis que, agradecido ao Carlos, passou a vender-lhe pão todos os dias em vez de um dia sim dois dias não e, certamente por isso, lhe faz um descontinho nas compras que, gostosamente, coloca no saquinho de pano bordado pela tia Eugénia. É bom para o negócio dos padeiros. Eles agradecem, o júri da tal Semana Europeia fica muito contente, Portugal demonstra que, afinal, é um grande país. Hossana!

 

O IRRITADO não é contra a diminuição do consumo de sacos de plástico, mesmo que a maior parte deles seja, nos nossos dias, reciclada. Pelo contrário. Mas chegar ao ponto de recusá-los, mesmo quando são a melhor maneira de conservar um alimento como o pão, outra coisa não mostra senão o fundamentalismo ideológico dominante.

 

Tema que, por politicamente correcto, é capaz de não ter outros críticos ou opositores para além do IRRITADO. Paciência.

 

24.6.14

 

António Borges de Carvalho

ÓPERA BUFA

 

A rapaziada do PS anda de cabeça perdida. Na última reunião, andou tudo à cacetada (verbal, diga-se), o camarada Costa foi insultado, chamaram-lhe nomes que a imprensa não tem coragem para repetir mas que o IRRITADO, com incontível gozo, imagina.

O rapaz Oco (conhecido por Seguro) segurou-se. As investidas da coligação Costa/Sócrates/Soares/Alegre não foram devidamente contempladas. A cizânia, bem própria de tal gente, corporizou-se em insultos e vaias. Hi,hi.

Ora o dito rapaz tem a paga da sua ignorância sobre o funcionamento da democracia dita liberal. É que desconhece pelo menos um dos elementos fundamentais de tal democracia – o mandato. Neste aspecto, segue o exemplo desse gigante do socialismo nacional chamado Sampaio.

 Andou para aí aos gritos que queria eleições antecipadas, coisa que, em Portugal, ao contrário do que é habitual nos países civilizados, depende do Chefe do Estado. O Chefe do Estado, um “institucionalista”, deu-lhe com os pés, infelizmento com “molho”, isto é, ofereceu-lhe a oportunidade para dali a um ano, coisa que o Oco orgulhosamente recusou. Em troca da parvoíce, levou com o mandato do governo até ao fim.

Agora que, lá por dentro do partido, um oportunista moreno resolve fazer coisa parecida – larga a cadeira que eu quero-a para mim - o Oco acha muito mal. Tal como ele desrespeitou, e desrespeita, o mandato de Passos Coelho, assim Costa desrespeitou, e desrespeita, o dele. O destino às vezes tece tais malhas.

O respeitável público (e a notável “informação” que temos), esse, parece interessado na batalha: mais porrada e menos barulho, que é o que dá mais notícias por aí. Acabado o mundial - o que está por um fio - como alimentar as primeiras páginas? Com esta tourada socialista, pois então. Venha ela!

O PS, por dentro, está prestes a entrar em vias de facto. Tem piada, na medida em que tanta guerrinha, tantos interessesinhos, podem ter o salvífico efeito de atirar com o partido ainda mais para o buraco, o que seria óptimo para todos nós. Há males que vêm por bem, não é? Ainda que, pensando duas vezes, talvez, mesmo vindo por bem, não será um mal, porque põe a nu a verdeira natureza do Costa e seus aliados em particular e do PS em geral, do PS onde ainda mexem as hostes – ora recuperadas – da miséria socratista.

Ao IRRITADO não custa admitir que haja muito quem prefira não perceber o que se passa e que, não vendo nada para além do seu bolso, se sinta tentado a cair nos braços do PS ou de outros que tais. A actual algazarra, evidente e provadamente destituída de qualquer sombra de interesse nacional, pode ajudar as pessoas a pensar um bocadinho para além dos seus habituais limites. Assim seja.   

 

 23.6.14

 

António Borges de Carvalho

CONVITE

 

O IRRITADO convida os seu leitores de Lisboa para uma jogada de mestre.

A malta junta-se, vai ao notário, e constitui uma associação sem fins lucrativos, com uma série imensa de objectivos socio-eco-culturais, ou outros quaisquer, desde que estejam na moda.

A seguir, vamos à Câmara. Expomos o assunto ao Fernandes. Este, com o extremoso apoio dos seus camaradas do PS, trata da coisa: oferece-nos um palácio. De borla, durante 30 anos. Porreiro pá. É de caras. A Câmara não deu já um palácio aos homossexuais, não deu a Casa dos Bicos àquela castelhana antipática e antiportuguesa que recebe os dinheiros dos direitos de autor do Saramago? Porque não há-de estar aberta à nossa humilde pretensão?

Conseguidas as instalações, a malta, que se comprometeu a recuperar o palácio, continua o seu trabalho. Com jeito e umas cunhas, vamos ao QREN e, bem construído o dossier, sacamos algum para as obras. E, como sabemos da poda, damos por aí uma volta aos fundos públicos disponíveis. Bem organizadas as coisas, está o caminho aberto para inúmeras realizações. Como somos gente séria, fazemos as obras, organizamos umas conferências sobre temas que estejam a dar, criamos uns prémios que os nossos amigos, mediante o parecer de um júri independente, ganharão, etc. Tudo com o patrocínio da Câmara, da EDP, do NOS e de uma infindável série de grandes mecenas.

Criamos emprego. Somos uns beneméritos. Nessa qualidade, seremos de interesse municipal e público, não pagaremos impostos e, pelo meio, que diabo, há-de escorrer algum.

 

Que acham? É genial, não é?

Para os que não sabem a que se refere o IRRITADO, leiam os jornais de hoje.

 

23.6.14

 

António Borges de Carvalho

PILATOS CONSTITUCIONAL

 

Nunca será demais insistir que os chumbos do TC tiveram tanto a ver com a Constituição como com os Upanichades.

Nem um artigo daquela foi usado na fuzilaria. Nem um. Só “princípios”, uns explícitos, outros implícitos. Ora “princípios” são matéria de interpretação subjectiva, nada tendo a ver com o articulado.

Quem acusa o governo de legislar contra a lei e a Constituição deveria dizer que o governo legisla à revelia da interpretação meramente ideológica e política que o TC faz de princípios constitucionais, à falta de qualquer disposição positiva que pudesse fundamentar os seus acórdãos. O uso de tal “método” é, objectivamente, um abuso de poder totalmente ilegítimo que não deveria oferecer dúvidas fosse a quem fosse que olhasse para o feito com um mínimo de independência e de consciência moral. Estes chumbos, como muitos dos demais, equivalem, por exemplo, a condenar um agricultor a dez anos prisão por ter semeado nabos onde o tribunal “acha” que devia pôr alfaces.

Deste critério só podia resultar o que resultou: um acórdão canhestro, confuso, sem normatividade que se destrince. Ao ponto de der lançada “jurisprudência” sobre a forma, que é da competência exclusiva do Parlamento, de colmatar os buracos orçamentais, coisa que o TC tem o desplante, o abuso, a ignorância do seu próprio estatuto, de determinar, ou aconselhar, sejam feitos via aumento de impostos. Ou seja, de forma a não vir a tocar na fímbria dos privilégios, v.g. dos ilustríssimos juízes, da dona Manuela e do PR!

Há pior, se é possível. O TC foi Instado para esclarecer se os vencimentos, constitucionais até Maio e inconstitucionais a seguir – querem mais confusão? – devem, por exemplo no caso dos subsídios de férias já pagos, ser sujeitos a um novo conceito “jurídico”: o da inconstitucionalidade retroactiva. Daí, o TC lava as mãos com Pilatos. Com a mais repenicada sobranceria, com a mais profunda falta de respeito por quem a ele tem, pelo menos formalmente, direito, escusa-se a esclarecer seja o que for.

Querem mais abuso de poder? Talvez, na Venezuela ou na Coreia do Norte haja disto. Por cá, não sabíamos que se verificava o velho aforismo, desta vez não em matéria financeira mas em matéria moral: “o poder corrompe; o poder absoluto corrompe absolutamente”.

É o caso.

 

20.6.14

 

António Borges de Carvalho

DA ORDINARICE SOCIALISTA

 

Titula o jornal ultra socialista “Público”: Costa responde a Seguro dizendo que não dá réplica nem faz ataques pessoais.

É de perguntar o que é que ele anda a fazer senão ataques pessoais. Então, a sua candidatura não é, em exclusivo, um ataque pessoal? Que partido é este em que basta um tipo declarar “sai daí que eu quero o teu lugar”, para pôr tudo em polvorosa?

Formalmente, quem é Costa? Um militante. Tem mais “imprensa”que o outro? Tem. Tem mais paleio? Tem. E mais quê? Nada. Donde se conclui que basta um tipo ter mais imprensa e mais paleio para ter o “direito” de pôr em causa o legítimo mandato de terceiros? Parece que sim. Daqui se conclui que qualquer um que tenha essas duas qualidades pode “legitimamente” apear o outro? Com certeza. Donde, é de fazer um apelo a todos o militantes da organização: ponham tudo em causa, candidatem-se!

O Costa deve ter aprendido com o Sampaio. Não gosto deste? Zás!

 

Será que o IRRITADO não tem razão? Tem. Aliás, na oratória em que se inclui a declaração que fez o título acima ficou bem claro que não há qualquer substância que marque diferenças entre Costa e o Oco. Diz ele: “o PS precisa é de se centrar nos portugueses e em Portugal”. Uma originalidade que podia ser subscrita pelo amigo banana. O homem está “só preocupado com o que as pessoas pensam do PS”. É a sua única preocupação. Desta vez, nem La Palice subscreveria, dada a estupidez implícita. As pessoas “pedem é que o PS corresponda ao apelo que foi dirigido”. Qual apelo? O pretendente não quer “entrar em polémicas que não engrandecem o PS”. Então não foi ele quem criou toda a polémica?

 

Ao IRRITADO é indiferente quem manda no PS, sobretudo quando, em matéria substancial, são iguaizinhos. As diferenças são circunstanciais, ridículas e patéticas. Um e outro têm os mesmos “remédios” para os nossos males: parole, parole, parole. A Oeste nada de novo, dizia o escritor. No PS nada de novo, nem a Oeste, nem a Leste, nem a Norte nem a Sul. A mesma porcaria por todos os lados.

Minto. Ambos os lados piscam o olho ao PC. Será mais uma mentira? Talvez. Mas não há dúvida que devemos ficar ansiosos por ver o Carlos a ministro da defesa e o xarroco nos negócios estrangeiros.

 

17.6.14

 

António Borges de Carvalho

QUEM NÃO CHORA NÃO MAMA

 

Pois é, quem não chora não mama. Sobretudo se quem chora é alemão.

Foi muito interessante. O Pepe, sem intenção, como foi evidente, tocou com o braço nas fuças do germânico. Este, que mal terá sentido o toque, percebeu a oportunidade e atirou-se ao chão, “cheio de dores”. O Pepe chegou-se e mandou-o parar com a mariquice. Facto é que, quando o tudesco percebeu que o árbitro já tinha recebido a mensagem, ficou imediatamente bom da tromba, fresquinho como uma alface. A coisa estava ganha. O Pepe foi para a rua.

Já tinha ficado evidente, na cena miserável do penalti que deu o primeiro golo aos do taco, que era capaz de haver alguma “combinação”. Com a expulsão do Pepe, a coisa confirmou-se. E voltou a confirmar-se quando, atirado ao chão o nosso que ia marcar, aí não foi penalti não senhor.

Querem mais? Não é preciso. É sabido que os balcânicos são uns tesos. Mas, que diabo, assim tão sensíveis...

O mais estúpido disto é que a República Federal Tudesca teria, é de pensar, ganho de qualquer maneira. Jogaram melhor, não há dúvida. Então, para quê estas cenas? Uma questão de cautela, dir-se-á. Talvez, mas fica muito, muito mal.

 

Daqui se prova que os árbitros, por mais incompetentes, mais burros ou mais corruptos, no fim, ficam sempre na mó de cima. São como o Tribunal Constitucional. Contra eles não há recurso, nem ninguém os põe na rua ou na prisão.  

 

16.6.14

 

António Borges de Carvalho

 

NB. 1. O IRRITADO pouco percebe de futebol

       2. Quando o Pepe foi para a rua o IRRITADO apagou a televisão.

       3. O IRRITADO abomina os filósofos e os comentadores da bola.

       4. O IRRITADO pede desculpa desta incursão no terreno, mas ficou irritado demais.

...

ALDRABÓFONAS MUDANÇAS

 

Duas semanas passadas após a “candidatura” do Costa a chefe das hordas socialistas, continua o pessoal à espera das novidades políticas que se julgava o indivíduo ter na manga. Seria de pensar, com o habitual benefício da dúvida, que o homem tivesse na cabeça rasgos de génio que o distinguissem do Oco. Mesmo para os que, como o IRRITADO, abominam a agremiação socialista, alguma esperança havia de que qualquer coisa útil pudesse vir a sair de tão propagandeada personalidade. Os mais crédulos pensariam até que o fulano, se avançava contra o camarada, era porque tinha ideias, princípios, propósitos, propostas, alguma coisa minimamente séria que o distinguisse dele.

Nada disto aconteceu. O tipo tem na cabeça exactamente as mesmas inanidades que o Oco, as mesma s propostas, ou irrealizáveis ou idiotas, as mesmas afirmações bacocas, demagógicas ou populistas, no fundo as mesmas promessas falaciosas e miríficas. Em suma, nada de novo.

Nada, não! O Costa põe o punho no ar, assim consolando os sentimentos dos ignaros! O Costa admira a gestão ruinosa do Guterres! O Costa vai buscar o Pinto de Sousa ao caixote malcheiroso da bancarrota e da loucura provinciana e megalómana, para não dizer de outras coisas de que muita gente desconfia, há quem tenha a certeza, e quem devia falar se calou!

Em suma, o Costa surge com uma só mensagem: tira-te daí, que já cheiras mal; sou melhor que tu para dar a volta aos primatas! Porquê? Porque sou eu, não tu!

É com estas armas de banha da cobra, mais umas discursatas na província, marchas populares e sardinhadas, com um discurso oco, tão oco como o do Oco, que esta figura de opereta quer convencer as pessoas, a começar pelas massas da maralha socialista, que será um excelente primeiro-ministro.

O problema á que talvez seja capaz de o conseguir, se o Oco continuar a não passar de oco, se o Brilhante continuar a causar erisipela mental a toda a gente, se o Zorrinho continuar a zurrar estupidez por todos os poros, se o PS continuar a ser o que é, se a malta continuar a olhar para o umbigo, se o Tribunal Constitucional continuar a exercer um poder político absoluto com critérios exclusivamente ideológicos, anti constitucionais, anti europeus e anti Portugal e anti nós todos, se a nossa má sorte, que os socialistas e os invejosos exponenciam, continuar a perseguir-nos a cada esquina.

Tudo isto para, uma vez chegado ao poder (xiça!) não ter outro remédio que não seja apertar ainda mais que o Passos já apertou, apesar de, a cada aperto, ser acusado de eleitoralista pelo socialismo nacional.

 

14.6.14

 

António Borges de Carvalho

DA SUBSTÂNCIA DAS COISAS

 

Há quem não pense duas vezes, ou que quanto mais pense mais asneiras pense.

É o que se vem passando com muito boa gente aqui ao lado, no Império Castelhano, conhecido por Espanha.

Enquanto, nos termos da Constituição democrática do Reino espanhol, os deputados, por esmagadora maioria, aprovam a abdicação do Rei e, por conseguinte, a subida ao trono do seu Herdeiro (299 a favor, 19 contra, 23 abstenções e meia dúzia de cobardes que não votaram), hordas de fanáticos da república – de tão má ou pior memória que o franquismo (lá como cá...) – parecem querer reabrir as feridas da guerra e, se possível, ressuscitá-las.

Os argumentos são de caixão à cova, velhos clichés sem sentido nem ideal, folclore peudo-democrático, raiva pura e simples, estupidez q.b., etc. Incapazes de reconhecer que devem ao Rei a democracia e a liberdade, divorciados das mais elementares considerações sobra a importância da coroa para a unidade do Estado, são capazes de se agarrar a pormenores - poucos que tenham a ver com o Rei - chegando ao ponto, absolutanente falso, de dizer que a república seria “mais barata”. Tanto erro junto, é difícil imaginar.

 

Felizmente para a Espanha e os espanhóis, o país goza de um vastíssimo acordo político sobre o Regime, acordo onde se incluem os republicanos socialistas e comunistas – coisa impensável entre nós! – e de que se excluem meras franjas ultra fundamentalistas e parte de separatismos mais ou menos inconscientes dos seus próprios interesses.

O IRRITADO é insuspeito de simpatia ou antipatia pessoal por Filipe VI. O nome causa-lhe arrepios. A Senhora não será a mais indicada. Mas isso não importa. O que importa é que a Instituição mais libertadora e inteligente em vigor na Europa se manterá em Espanha, a liberdade dos espanhóis e a unidade do Estado terão um defensor que, como tal liberdade e tal unidade, enquanto substanciais, são subtraídos às circunstanciais pelejas políticas e ficarão para além delas, devida e intemporalmente representadas.

 

 12.6.14

 

António Borges de Carvalho

VELHO SONETO

  

Entre velhos papéis, encontrou o IRRITADO o original que segue e que pensa nunca ter sido publicado. Pequena homenagem a quem o escreveu. Não se lembra a quem foi dedicado, mas imagina que aos leitores não faltará imaginação para o fazer:

 

 

De pequeno-burguês tem, na medula,

a vermina sabujo-partidária;

a fossanguice teimosa tem na mula

em estalinismo de instrução primária.

 

Só perante o patrão é mole, é lula

sua mínima alma funcionária;

mas, com a vara na mão, o vilão pula

e dá ordens em couces de alimária.

 

Comigo, tal patife abaixa a bola

que a palmatória desse mestre-escola

eu lha faço engolir pelo bocal

 

por onde expele asneiras a vapor;

pois versos não me faltam nem humor

para, com sátira, ferrar este animal.

 

                 Natália Correia

 

Assembleia da República, 31.3.81

 

 

 12.6.14

 

 

ABC

 

  

10 DE JUNHO

 

Feitas as contas ao 10 de Junho de 2014, temos, para já (são 9 horas da noite), segundo a “informação disponível”, cinco acontecimentos dignos de nota:

 

- O Doutor Cavaco Silva foi acometido por um badagaio, felizmente sem consequências, durante o seu solene discurso às Forças Armadas e o país;

 

- Tendo o mesmo senhor, mais uma vez, terçado armas pelo entendimento da coligação com o PS, aquela respondeu que sim. O Oco, que não. E, já que o Presidente e a maioria se repetem nestes apelos, resolveu responder com repetições, ou seja, com a costumeira série de tristes e irresponsáveis inanidades, com o patético non sense que caracteriza o seu estúpido discurso político. Tudo na mesma como a avantesma.

 

- O camarada Jerónimo, com ar compungido, veio dizer que desejava as melhoras do senhor Presidente, ainda que fosse seu inimigo político. Simultaneamente com estas cordatas palavras, a seu mando e sob a alta direcção do xarroco dos bigodes - sem dúvida em representação do Comité Central - um grupelho de alarves fazia uma barulheira dos diabos, desrespeitando o dia de Portugal, o Presidente, as Forças Armadas, todos nós. O objectivo, sempre conseguido, era o tempo de antena, coisa que os seus serviçais das televisões em particular e dos media em geral jamais negaram ou negarão a estes tipos, mesmo que não sejam mais que meia dúzia.

 

- A juntar a todos os azares, eis que surge, por obra e graça (não é bem por graça, porque é paga) da TVI, o conhecido e rico comunista Araújo Pereira, perorando miseráveis alarvidades sobre o ataquinho do Presidente e incentivando as massas à revolta violenta.

 

- De positivo, neste 10 de Junho, lá nos confins do telejornal: os combatentes, os que não esquecem, os honrados, os que não fugiram nem quiseram que alguém por eles morresse. Mesmo velha, ainda há boa gente.

 

10.6.14

 

António Borges de Carvalho      

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