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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

VIVA A EDP!

 

Como toda a gente sabe, a EDP é uma empresa que se dedica a, legalmente, chupar os seus clientes até ao tutano. Ninguém sabe quando haverá alguém, algum Messias, que ponha fim aos preços, às alcavalas com siglas malucas, ao pagamento dos desmandos socratistas que puseram o povo a pagar moinhos de vento e outras tropelias pseudo-ecológicas, caríssimas, estúpidas em si, mas inteligentes para quem as promoveu - UE incluída - etc.

Além disso, à semelhança de tanta porcaria que por cá temos, a EDP e satélites são monstros burocráticos, só comparáveis, ainda que por defeito, à tenebrosíssima EPAL.

 

Esta história é bem ilustrativa da situação:

Suponha você que tem um contador num sítio onde ninguém vai, ou quase. O consumo mensal, com alcavalas e tudo, anda pelos 10 euros. A EDP faz “estimativas” e vai-lhe cobrando balúrdios. Você, que não está na disposição de trabalhar de borla para a EDP, recusa-se, e com todo o direito, a fazer a contagem por ela, com isso perdendo tempo em macaquices electrónicas. Fica à espera do crédito. Meses passados, vêm umas centenas de euros de crédito – quer dizer que os tipos se dignaram ir fazer a contagem, que só a eles compete. De posse da preciosa nota de crédito, vai à EDP. Uma tipa antipática manda-o tirar a senha, porque o sistema mudou outra vez e já não há “encaminhamento”. Muito bem. É o menos. Passados três quartos de hora, lá aparece o seu número na pancarta. Felicíssimo, dirige-se ao posto nº 17. O tipo, excepcionalmente, não é antipático. Você diz ao que vai: quero o meu dinheirinho. O gajómetro olha para si com ar de gozo e pergunta: é o próprio? Orgulhoso, você responde que sim. Quer então receber o seu dinheiro? Você responde que sim. E porque não quer que lhe seja creditado em conta? Ainda antes se impacientar, você responde: porque o que está do lado de cá já não está do lado de lá. O animal não percebe. Você, recorrendo ao que lhe resta de paciência, explica que, para recuperar quinhentos euros em contas de dez, vai ter que esperar cinquenta meses. Além disso, acrescenta já com uma pontinha de mau humor, o dinheiro é meu, não é da EDP: passe-mo mas é para cá. O burocrata agita-se na cadeira, prenhe do mais profundo gozo. E informa: o senhor vai ao seu banco, pede um “certificado de NIB”, volta cá, tira a senha, espera pela sua vez, entrega o certificado, nós pomos tudo no computador e, uma ou duas semanas depois, transferimos o seu dinheiro. Você começa a suar, e protesta: então vocês não têm aqui um multibanco onde se tire um papelinho com o NIB? Não senhor, informa o canalha, tem que ser um certificado bancário, como o seu nome, assinatura e carimbo.

Você estremece. Apetece-lhe atirar-se aos colarinhos do canalha. Com um esforço sobrehumano, consegue levantar-se e virar-lhe costas. Então boa tarde, diz o gajo, provocador. Você replica: boa tarde o c...... E retira-se dignamente, antes que os bandidos o mandem prender por ofensas ao funcinalismo EDPístico.

 

Agora, imaginem os milhões que a EDP deve ter a aboborar no banco, à custa dos desgraçados que não se sujeitam à burocracia. É bem visto, não é?´

 

27.8.14

 

IRRITADO  

OBRIGADINHO, EXCELÊNCIA!

 

Francamente, este governo não presta: então, depois de Vossa Excelência e os seus rapazes terem vivamente recomendado que aumentasse os impostos, não os aumentou! Que desplante, que falta de vergonha, que incompetência!

Vossa Excelência e os seus rapazes têm-se farto de dizer que a coisa assim não vai lá. Cortar na despesa, não! A não ser que o governo fizesse um “estudo”, uma reforma “global”, uma coisa que se visse e de que Vossa Excelência e os rapazes gostassem. O governo é burro! Então não percebe que o que tem a fazer é seguir a política que Vossa Excelência e os seus rapazes disserem que é boa, embora, e muito bem, Vossa Excelência e os seus rapazes jamais tenham dito o que querem, ou o tenham dito de forma tão especiosa e confusa (as últimas declarações de Vossa Excelência são lapidarmente representativos desta honrosa postura) e tão iletrada que, em boa verdade, ninguém percebeu?

É claro que, para o ano, o governo vai ter de aumentar os impostos. Ou seja, para já, desobedece a Vossa Excelência e os seus rapazes, mas, daqui a uns meses, vai obedecer. Só que, como é evidente, quando o governo aumentar os impostos, obedecendo, Vossa Excelência e os seus rapazes chumbarão o aumento de impostos e dirão, como é óbvio, que o governo devia baixar a despesa, mediante outra reforma global, ou o que Vossa Excelência e os seus rapazes acharem por bem, desde que não se perceba o que querem, para além de chatear este mundo e o outro.

Isto tudo porque o estúpido do governo ainda acha que Vossa Excelência e os seus rapazes têm alguma coisa a ver com a Constituição, coisa que já não passa pela cabeça de ninguém. O governo é tão estúpido que se recusa a aceitar que Vossa Excelência e os seus rapazes se rejam por princípios em vez de normas - pela simples razão que não há na Constituição uma única norma que Vossa Excelência e os seus rapazes tenham considerado violada. O governo é tão estúpido que ainda não meteu na cabeça que o que importa é a exegese que Vossa Excelência e os seus rapazes fazem dos tais princípios, numa tarefa talmúdica, ou uma espécie de rebuscada interpretação dos preceitos e previsões do sapateiro/profeta de Trancoso.

 

Adiante. Dada a última charada que Vossa Excelência e os seus rapazes deitaram cá para fora, o governo, para já, vai cortar 5% na educação, 8,6% na administração interna, 9,1% nos negócios estrangeiros, 12% nas finanças, 35% na economia, 3,2% na saúde, 13,5% na justiça, 3,3% na defesa, 32% na agricultura, 10,6% na cultura. Por razões óbvias, vai aumentar 4,9% na segurança social e, por razões não óbvias, 10,2% na presidência do conselho. Assim tentará ir buscar os 860 milhõezinhos que Vossa Excelência e os seus rapazes, no uso da vossa esmerada inteligência, cultura e ideologia, retiraram ao orçamento, a juntar aos montes de outros milhões que já tinham retirado.

O resultado vai ser que os professores e quejandos vão desatar aos berros, os polícias também, os diplomatas terão achaques vários, os fiscais de finanças farão greve, o tipo do CDS da economia vai dizer cobras e lagartos pelas esquinas, os magistrados e os funcionários da justiça vão dar por paus e por pedras, os médicos, enfermeiros e maqueiros é o que se sabe, os oficiais, sargentos e praças da tropa vão entrar em polvoró, os agricultores nem se fala e, last but not least, os “criadores de cultura” vão dar ainda mais largas à sua indignação por falta de subsídios a fundo perdido.

 

Vossa Excelência e os seus rapazes podem estar orgulhosos das vossas obras. O povo, que vai levar na touca com falta de serviços e não só, não vai perceber ou agradecer o bem que Vossa Excelência e os seus rapazes lhe fazem. Ainda bem. Agradecer a sério só o Jerónimo, o velho, a rapariga e o IRRITADO. Os primeiros por convicção, o último por ironia e desprezo.

 

Obrigadinho.

 

27.8.14

 

António Borges de Carvalho    

NOTÍCIAS DO AQUECIMENTO GLOBAL

 

A malta anda para aí a lamentar-se por causa do pífio Verão que temos tido, da água fria no Algarve, etc.. Imagine-se, há quem chegue ao ponto de duvidar da “ciência” climatológica que domina o mundo e as cabecitas tontas que, até no governo – veja-se um tal Moreira da Silva –, se dedicam a acusar a humanidade de horrendos crimes que põem em causa o futuro do planeta, fazendo-o “aquecer”.

Então como é? Não há Verão que se veja, o Inverno foi frio, e ainda há quem nos queira meter na cachola que isto está a aquecer? Estas dúvidas, quase criminosas se seguirmos os critérios do politicamente correcto, estão a espalhar-se de forma preocupante. Daí que haja quem se dedique a “descobrir” mais uma indiscutível verdade: o aquecimento continua, só que se “transferiu”, qual futebolista, para o oceano. Sim, para o oceano, ainda que sem reflexo nas águas da Manta Rota. E, correctíssima lógica, se o oceano aquece, a terra arrefece. O que significa que a certíssima tese do aquecimento global continua de pé. Estão a ver? E tudo por causa da estúpida humanidade, que insiste em ter indústria, energia e outras estapafúrdias inutilidades!

 

Muito a sério, o IRRITADO não faz ideia se o planeta está a aquecer ou a arrefecer, ou nem uma coisa nem outra. Mas acha que os outros, a começar pelos “cientistas” da ONU, da UE e que tais, também não fazem. A coisa está a dar, e é tudo. Há os que, “irrefutavelmente”, provam a tese do aquecimento e há os que “provam” o contrário. Só que os primeiros estão na mó de cima e os segundos na mó de baixo. A mó de cima dá imensa massa e fama global, a de baixo nem por isso. Estão a ver?

 

Tudo isto porquê? Porque há quem ache que nos é dado compreender e alterar os caminhos do clima, como se o clima, a Terra, o cosmos, fossem coisas tão domináveis como a poluição dos rios ou o tratamento dos lixos. O tempo da Terra nada tem a ver com o nosso, os ciclos climáticos – há-os há milhares de milhões de anos – medem-se numa escala que não tem a ver coma nossa. Os certíssimos cálculos dos cientistas contratados para o efeito são mero pecado de orgulho, pretensiosismo bacoco ou oportunidade de vida.

A malta que se lixe com a água fria da Manta Rota enquanto vai pagando a vidinha aos pecadores.

 

24.8.14

 

António Borges de Carvalho

NÚMEROS ATERRADORES

 

Segundo a estatística interna do Hospital de Santa Maria, no primeiro semestre de 2014 houve 142.454 “horas não trabalhadas”. Por mês!

Feita uma pequena conta, verificaremos que, num ano, haverá 3.418.896 horas a merecer tal classificação. Se o custo médio por hora for, digamos, por defeito, 12 euros, teremos a módica quantia de 41.026.052 de euros (quarenta e um milhões, vinte e seis mil e cinquenta e dois euros. Em 6.106 funcionários, há 14 % (838) em permanente e “justificada” paragem. A estes, a estatística junta 1676 “ausentes”, o que significa que, por razões mais ou menos desconhecidas, há quem, simplesmente, não ponha os pés no serviço.

Haverá alguma empresa no mundo que possa sobreviver nestas condições? Duvido. Haverá razões legais atendíveis para justificar números desta ordem? Com certeza que não, nem na república das bananas.

Só os médicos são responsáveis por cerca de 60.000 “horas não trabalhadas”. À atenção do Silva. Os enfermeiros, por 84.000. À atenção do Carlos. Os “técnicos”, por 25.000. O pessoal mais cá de baixo, por 46.000. Tudo boa gente. Tudo nos termos da lei. Tudo a receber, ou do hospital, ou da segurança social.

Depois, há quem venha dizer-nos – ouve-se todos os dias - que os profissionais da saúde são uns heróis.

Xiça.

 

24.8.14

 

António Borges de Carvalho

EM DEFESA DO POVO E DA NAÇÃO

 

Estamos safos! Temos inúmeros salvadores de serviço, todos sempre prontos a defender-nos. Têm a arma de eleição para tudo e mais alguma coisa. Uma arma que é um direito, pois então: chama-se greve.

Ainda ontem, os enfermeiros, que dizem estar fartos de trabalhar, coitados, e que querem trabalhar menos, deixaram os centros de saúde e os hospitais a borbulhar de gente, sem consultas, sem cirurgias, sem injecções, sem médicos de família, sem nada. Cheios de amor à Pátria, ao povo e aos contribuintes, esclareceram que estavam em greve para defender os interesses dos “utentes”.

Com os médicos passa-se o mesmo. Comandados por um sinistro politicão que se diz chefe da respectiva ordem mas não passa de um sindicalista que, em demagogia, aldrabice e populismo barato chega a fazer inveja ao tipo dos bigodes, os clínicos fazem greve para “defender os interesses dos pacientes”.

Os chamados professores, é o que se sabe. Colaboram na qualidade da educação por meio de greves, manifestações, desordens, boicotes, e mais o que manda o especialista que, destituído de qualquer limite ou vergonha, os vem comandando. Tudo para defender os alunos, os pais, a comunidade, etc..

Até os militares fazem mais ou menos as mesmas tropelias, com o evidente e nobre objectivo de preservar a qualidade e a prontidão da defesa nacional.

E os pilotos da TAP? Esses nem se fala. Deixam milhares de voos em terra, centenas de milhar de viajantes a espernear nos aeroportos, põem um bonecão do quarto esquerdo a fazer discursos na televisão para esclarecer as massas: é tudo a favor do povo, dos viajantes, da estabilidade da companhia, e por aí fora.

 

Alguns exemplos das inúmeras gentes que se dedicam a defender a nossa vidinha. Nem se percebe como é que, com tantos e tão eficazes defensores, ainda andamos tão à rasca.

Mas, garante o IRRITADO, a Grei está agradecida a tão nobre gente. Se não fosse ela, quem nos defenderia, hem?

Glória eterna aos nossos salvadores!

 

23.8.14

 

António Borges de Carvalho     

PROPOSTAS INCORRECTAS

 

O pessoal (IRRITADO incluído) queixa-se amargamente da destruição da classe média, via impostos malucos, cortes em salários, pensões e no mais que encontrarem para taxar. O carcanhol é preciso para tapar os buracos que há por aí, sejam eles quais forem e tenham vindo de onde tenham vindo. Isto é verdade, venha o mais pintado descobrir que assim não é.

Certo é que a classe média é vítima dos princípios sagrados do socialismo, neste caso da chamada “proporcionalidade”, usada esta à maneira de cada um, pelo governo, pelo tribunal constitucional, pelo “pensamento” político de quem é suposto pensar, etc., sem contraditório. Se usarmos este tão esquecido método – o do contraditório - pensaremos duas vezes, o que pode não ser inútil, ainda que pouco socialista.

Porquê a classe média? Porque, como é óbvio, em rendimentos, é onde mora a maior parte do dinheiro. Se a maior despesa do Estado é, de longe, em salários e prestações, não há volta a dar-lhe senão cortar aqui. Mas é facto que os contribuintes abrangidos pelos cortes não prefazem sequer 20% do total. E se os outros também pagassem? Uma pergunta a merecer uma resposta que poria o socialismo nacional em polvoró. É que a resposta é taxar os de baixo. Se pensarmos que os contribuintes não “ricos”, isto é, com menos de mil euros mensais, andarão, por defeito, pelos cinco milhões, se lhes fosse aplicada uma taxa de, por exemplo, 5 euros por mês, teríamos, ao fim do ano, nada menos que 350.000.000 de euros. E, se fosse “proporcional”, poder-se-ia obter uns quinhentos milhões. O que talvez pudesse aliviar a classe média sem causar problemas de maior aos que gozam do actual privilégio de não pagar um tostão. Fazia-lhes mossa? Pequena mossa. Não faz aos demais, e grande?

É claro que há outras receitas fiscais que se poderia aumentar, as taxas sobre o tabaco, as bebidas espirituosas, os produtos supérfluos e de super luxo, etc.. Também se poderia pensar em aumentar as taxas sobre produtos financeiros, mas estes, por um lado, andam pelas ruas da amargura e, por outro, as taxas teriam que ser vistas em função das praticadas fora, sob pena de o dinheirinho que resta ir para outras paragens à procura de melhor remuneração.

Onde reside o mais da massa “a sério” é onde há milhões de pessoas. E não há por onde fugir a isto. Pelo menos se se quiser aliviar a tal classe média. Aliás, as hipóteses postas vão no seguimento da douta opinião do tribunal constitucional, para quem a solução fiscal é, expressamente, a melhor. E até seria uma maneira de não se dizer que quem paga são sempre os mesmos, quando quem paga não são os que menos têm, mas os que cometem o crime de estar um bocadinho acima da fronteira da pobreza.

 

O IRRITADO espera não ser assassinado por causa disto.

 

21.8.14

 

António Borges de Carvalho

PENA DE MORTE

 

As nossas convicções mais profundas são, às vezes, abaladas ou postas em causa por fortuitos acontecimentos. Quando lemos a história de um ser vivo que matou uma criancinha mergulhando-a, como uma santola, em água a ferver, que pensar sobre a nossa recusa da pena de morte? Que posição mais humanamente justificável senão a de exigir uma morte, pelo menos equivalente, para tal monstro? Sem julgamento, sem contraditório, já!, e com a maior dose de crueldade possível.

Pensando melhor, nem se trata de defender a pena de morte. É que o assassino não é propriamente uma pessoa, é uma hiena, ou pior, com forma humana. Que mal há em matar uma hiena?

 

Dir-se-á que estes violentos pensamentos, para além de pôr em causa princípios gerais da civilização, carecem de fundamento moral. Será certo. Mas é o que ocorre, não é?

 

20.4.14

 

António Borges de Carvalho

ENTRAR NA POLÍTICA!

 

O IRRITADO está a pensar seriamente fundar um partido, o que seria impossível se tivesse que arranjar adeptos, mais cinco mil assinaturas, mais não sei quê. Mas, seguindo as regras agora postas em vigor pelo PS, as coisas mudam de figura.

Só no cemitério de Benfica arranja-se muito mais do que as assinaturas necessárias. Se se quiser ter mais representatividade da boa burguesia, de alguma nobreza e da Maçonaria, pode recorrer-se ao cemitério dos Prazeres, onde há disso com fartura. Depois, para dar um ar cosmopolita, arranja-se uns emigrantes de quinta geração.

Assim criadas as bases e tratada a papelada, haverá que financiar a coisa. Também não será nenhum quebra cabeças: vai-se ao Norte e, mediante umas promessas, entra-se em contacto com especialistas, os quais, treinados no pagamento de quotas, não deixarão de proporcionar, de forma discreta, os meios necessários.

E pronto. O IRRITADO, graças à imaginação socialista, terá o seu partido. Será o seu incontestável líder e militante nº 1. Posta a coisa na internet (redes sociais e outras que tais), marchetada com um populismo bem imaginado (ao ponto de dizer coisas como as dos Ocos ou do Màrinho)  não faltarão candidatos a aderir e a começar a pagar quotas.

O caminho do poder fica aberto!    

Como o IRRITADO já está velho, o mais provável é que tudo não passe de intenção: carece-lhe a pachorra para tanto trabalho. Fica a sugestão para os seus leitores mais activos.

NB. Qualquer esclarecimento quanto ao modus faciendi da coisa poderá ser pedido ao PS, cuja secção minhota se especializou na matéria.

 

20.8.14

 

IRRITADO

DN e PÚBLICO, OS MAIORES!

 

Parece que o Primeiro-Ministro, na sua qualidade de líder do PSD fez um discurso de rentrée política na Sexta-Feira.

No dia seguinte, Sábado, os chamados jornais “de referência” titulavam em parangonas de primeira página “Falta de funcionários ameaça segurança nas escolas públicas” (DN) e “Inspecção ao Montepio avalia relação do banco com o universo GES” (Público).

No Domingo, hoje, o jornal do amigo Oliveira, em gorda manchete, escreve “Seguro e Costa recusam desafio de Passos para reformar pensões”: os ocos ocupam as duas páginas seguintes. O do engenheiro Belmiro é mais modesto: não põe a coisa em manchete, mas não deixa de anunciar na 1ª página: “PS rejeita o desfio de Passos para mudar a Segurança Social”: na página 10, lá vem o Oco I, com magnífica foto e uma das habituais “informações” de uma das suas agentes destacadas no jornal, dona Leonete.

Será que, como o discurso do PM foi sexta à noite, não tiveram tempo, no Sábado, para o noticiar? Não. A coisa lá estava, mas na página 2 (nos dois jornais) sem direito, sequer, a chamada de primeira página. Para quem sabe um mínimo de como estas coisas se processam, estava previamente planeado arranjar uma coisa qualquer para as manchetes de Sábado e relegado o PM para a segunda página. Estava também planeado, em termos de espaço na primeira página de Domingo, espaço e manchete para o Oco I e para o Oco II.

 

Algo me diz que, quando for a rentrée do BE, do PC e do PS, teremos que gramar manchetes com a Catarina pespineta e o careca, com o Jerónimo bolchevista e com os ocos a cores.

 

Jornalismo de qualidade, deontologia profissional, probidade informativa, honestidade, etc., é o que caracteriza a “comunicação social” do socialismo nacional. Como o socialismo em geral. Ça va de soi.

 

17.8.14

 

António Borges de Carvalho

O PÂNTANO

 

Desta vez perderam a cabeça.

Ouviram ontem Sua Excelência o Senhor Presidente? Mais patético, mais ridículo é difícil, senão impossível. O homem, que nem sequer tem o bom senso de saber calar-se, meteu os pés pelas mãos, as normas “julgadas” não são inconstitucionais nem deixam de o ser. Ou são hoje para não ser amanhã ou de pernas para o ar, tanto faz. Só há princípios, não há uma só disposição na Constituição que cubra as decisões. Os princípios interpretam-se para cima e para baixo, de manhã para a esquerda, à tarde para a direita, e vice-versa paralelamente, na vertical ou na horizontal.

Constituído a si próprio como partido da oposição – não eleito – o Tribunal Constitucional deixou de ter estatuto, não cria jurisprudência, feito para clarificar complica e obscurece. Depende de humores, fabrica conceitos contraditórios, abjura do próprio passado jurisprudencial. Como partido da oposição que é, apetece-lhe chumbar tudo, mas dá uma no cravo outra na ferradura a ver se se safa, alhos e bugalhos no mesmo prato, quem sabe se com medo do que a História dirá dele. Venha o Talmude, a Cabala, o diabo, interpretar o que diz aqui para desdizer acolá.

Assim se afundam as instituições, mergulhadas na mais ordinária politiquice. Assim se infirma a boa intenção de quem fundou o TC para substituir a bagunça castrense que o antecedeu.

Pior que a crise dos partidos, dos políticos, dos bancos, da economia, das finanças, é o mal cheiroso pântano em que esta gente meteu a III República. O pântano tem poder absoluto, indesmentível, irrecorrível, total e totalitário, o pântano borbota e desborbota gases tóxicos como entende, mas nem ele se entende a si próprio. Quem quiser que entenda, como se fosse possível entender o absurdo. O pântano trata mal o Presidente da República de forma bem pior que os que o insultam na rua e são julgados por isso. O pântano não é julgado, mas também não julga, faz política, “interpreta”, hoje de uma forma amanhã de outra - todas abstrusas como o “pensamento” dos juízes - os “princípios” que encontrou ou inventou para se divertir.

É nisto que vivemos, sem que haja outro remédio que não seja ir tomando a cicuta que o pântano regurgita.

 

15.8.14

 

António Borges de Carvalho

MÀRINHO PINTO E MARIA JOÃO RODRIGUES

 

Ele há gente que deixa uma pessoa embasbacada.Ora vejam os casos destas duas prendas:

 

O inacreditável Márinho, que se notabilizou como advogado político e informal do chamado engº Sócrates, mediante uma série de farroncas populistas convenceu largos milhares de ignaros, raivosos e ignorantes a votar nele. Lá foi parar ao Parlamento Europeu. Algo me diz que o tipo nem castelhano é capaz de arranhar, não fará habilidades soarescas em francês e de inglês saberá dizer ok, pelo que se deve ter sentido um tanto dépaisé.

Vai daí, Talvez não por isso, decide que se vai candidatar ao parlamento cá do sítio, onde, se calhar com razão, pensa que alguém lhe aturará as bojardas. Como é um tipo modesto, não se fica por aqui: anuncia que quer ser Presidente da República. É de estalo, não é? Que coragem, que legítima ambição, que sacrifícios o homem não está disposto a fazer pela Pátria!

Um pormenor há que convém realçar. É que, se vier para cá e não for eleito deputado, volta calmamente ao PE, onde o esperarão os ordenados em atraso. Entretanto, teve palco para bojardar à vontade, aí sim, preparando o futuro. A candidatura à presidência também não lhe tocará no estatuto. Além disso, terá televisão aos pontapés, e só para ele! Enquanto houver uns pacóvios a acreditar na banha da cobra, a vidinha está garantida. Os tempos passados em Bruxelas proporcionar-lhe-ão umas boas economias e, por cá, a propaganda pessoal não verá soluções de continuidade. Genial, meus amigos, genial.

 

Uma colega deste pantomineiro, outra que tal, ainda que com outro estilo e a quem o IRRITADO já tem dedicado alguns momentos, não pára de dar à casca: a imprensa e a televisão deram-lhe tribuna para apresentar a sua “candidatura” a comissária europeia, tribuna que usou para se propagandear na qualidade de única escolha possível: a mais conhecedora, a mais competente, a mais experiente, a mais adequada, aquela que era obrigatório convidar.

A publicidade não resultou. E, mesmo que o PM tivesse escolhido uma fulana do PS, faça-se ao PS a justiça de reconhecer que havia lá outras com qualidade que tiveram, pelo menos, a dignidade de não andar para aí aos berros.

O PM quer pôr lá o Moedas. Muito bem ou muito mal, segundo diversas opiniões. Embora o Moedas ainda tenha que se sujeitar a várias avaliações – coisa em que bem se podia aconselhar com o xarroco do PC, que é especialista na matéria - uma coisa é certa, a fulana nem com calçadeira lá irá. Razão pela qual foi à SIC, como o IRRITADO já referiu, dar à casca como uma doida, uma doida tecnocrática e convencidona, mas uma doida na mesma.

Julgava-se que, depois da sua patética exibição na SIC, a mulher se calaria. Nem pensar. Hoje, no “Público”, albergue de esquerdelhos e esquerdilhos (ainda dizem que não há beneméritos em Portugal!), volta à carga. Desta vez, faz uma descrição das qualidades necessárias para se ser comissário europeu, bem como das circunstâncias da vida de cada um que a tal se adaptam. Qualidades e circunstâncias que, como é óbvio, só a ela se aplicam.

Acaba a arenga com esta esclarecedora sentença: Quanto ao meu caso, uma última explicação para quem ainda não percebeu: o que eu critico não é não ter sido seleccionada, é não ter sido submetida à selecção pelo presidente da Comissão.

Perceberam? Eu também.

 

Muito se fala em “renovação” da classe política. Muito bem. O problema é que se os renovadores foram da categoria dos Màrinhos e de fulanas como esta, muito mal.

 

14.8.14

 

António Borges de Carvalho

DA ISENÇÃO E DO ESCRÚPULO HISTÓRICO

 

Não sei se têm reparado que o jornal do amigo Oliveira e, ao que parece, de algum milionário do antigo Império, se vem dedicando, com grande destaque, à comemoração do seu 150º aniversário.

Até aqui, tudo bem.

O jornal gaba-se do que dizia durante a Monarquia Constitucional, das loas que teceu à I República, do que noticiou durante a Grande Guerra, da sua presença em momentos chave do sec. XX, do seu embarque no 25 de Abril, até dos tempos em que se dedicava a propagandear a revolução comunista sob a batuta do tiranete Saramago, etc., etc., etc..

Mas, dos mais de 40 anos que consagrou a loas à II República, nada ou quase. Augusto de Castro parece nunca ter existido. Só António Ferro, apesar de aderente ao regime, teve direito a presença, dado o seu “modernismo”. Pouco ou nada mais. O Império sumiu-se no nevoeiro informativo. O DN, a sua luta por ele, também foi sovietizado, isto é, deixou de fazer parte do passado, como Béria ou Trotsky da enciclopédia bolchevista.

Alguém com mais pachorra que o IRRITADO poderá “analisar” com “rigor científico” - como se diz e aceita agora qualquer investigação - o que foi escrito nas louvadas páginas, mas não é preciso ser “analista” para concluir o que o IRRITADO concluiu: os 150 anos do DN foram só 110.

 

13.8.14

 

António Borges de Carvalho

INFORMAR (apontamentos)

 

1.No tempo da II República contava-se esta história:

Um conhecido oposicionista aproximou-se demasiado do recinto dos leões no jardim Zoológico e foi comido por um deles.

No dia seguinte o “Diário da Manhã” noticiava: Um pobre leão, barbaramente atacado por um comunista, viu-se na contingência de se defender.

 

2. Ontem, em resposta a lançamentos de rockets do Hamas, Israel bombardeava.

À noite, escrevia a SIC Notícias em roda pé mais ou menos assim: Quebra de tréguas: caças israelitas lançam bombas de 250 quilos sobre Gaza.

 

3. A primeira página do “Sol” de ontem anunciava com destaque : Moedas foi a primeira escolha.

Na última página do mesmo jornal, dizia o respectivo sub-director: Moedas “não foi a única escolha. Nem a principal… Moedas foi “um recurso alternativo”.

 

Cambada.

 

9.8.14

 

IRRITADO   

BAIXEZAS

 

O Oco II, ou camarada Costa, queixou-se amargamente, coitadinho, dos “ataques muito baixos” do Oco I, ou camarada Seguro.

São “inúmeros os ataques” que têm sido dirigidos ao Oco II por parte do Oco I, “dos seus apoiantes” e de “um conjunto de mercenários que trabalham sob a capa de agências de comunicação”. É brutal, não acham?

Além das queixinhas, o Oco II diz que ouviu o Oco I “despejar 80 medidas a 8 dias de umas eleições”, sem “apresentar uma visão estratégica” sobre “a correcção dos efeitos assimétricos do euro” ou sobre “um programa de recuperação que suceda ao programa de ajustamento”. Afirma também o Oco II que o seu mandato na CML é, ao contrário do que diz o insultante, “uma questão bastante prematura”. O homem (Oco II) quer “levar a cabo um compromisso para a década”, “uma mudança radical na atitude perante a Europa”, “uma reformulação do euro”, “uma agenda para o emprego” e “uma maioria absoluta”. E, no auge do esplendor da sua inteligência, diz que os votos que teve para a CML não eram para a CML, eram para primeiro-ministro ou para Presidente da República. Votaram nele, acentua, “para me dar força para assumir outras responsabilidades”. Mais reles, mais aldrabão, mais repetitivo não é possível.

O IRRITADO ficou esmagado com estes alardes de inteligência. Estamos perante aquilo a que, com a mais profunda caridade, se pode chamar um saco cheio de vento. Primeiro, o homem acha-se vítima das maiores vilanias do Oco I, cuja existência política foi ele o primeiro a, vilmente, pôr em causa. Deve estar a ver-se ao espelho e a achar-se parecido com a Madre Teresa. Com uma diferença: ela nunca foi baixamente atacada. Ele, ao contrário, sente-se aviltado por aqueles a quem aviltou. É de estalo.

Verdade é que nem um nem outro (nem a tenebrosa organização a que pertencem) valem a ponta de um chanfalho. Vão chamando nomes um ao outro porque um diz A e o outro A diz. E a organização, no meio da bagunça, também diz A de um lado e do outro. Lindo!

Mentira, em que não poucos – os de dentro e os simpatizantes – vão gostosamente navegando é esta: trata-se de “eleger” um tipo para um cargo para o qual, interna ou externamente, jamais haverá eleição alguma ou eleito algum. Por um lado, devem querer meter na cabeça dos ignaros que o PM tem que vir a ser do PS (talvez seja a única intenção), por outro que a opção política das pessoas se limita a escolher um ou outro, por mais ocos que sejam, mas do partido!

Estranho é que não haja por aí nenhuma entidade a proibir a palhaçada, por manifesta ilegalidade formal e material, por evidente inconstitucionalidade formal e material, por logro político e social, etc..

Tudo baixeza, e da mais baixa.

 

8.8.14

 

António Borges de Carvalho

COMPADRES

 

Não faltam por aí opiniões sobre a história da queda dos ES. O IRRITADO não arrisca tal coisa, porque, como a generalidade das pessoas, comentadores encartados incluídos, não percebe patavina do assunto e se dá por muito feliz por – pela simples razão de não ter dinheiro – não estar “exposto” aos efeitos da derrocada.

Ricardo Salgado é universalmente tido como principal responsável, o que é natural, já que era ele o chefe máximo da organização.  Não falta quem já o tenha condenado a prisão perpétua ou equivalente.

Interessante, por isso, é olhar os originais que o defendem.

O primeiro foi o senhor Pinto de Sousa, tido por eng.º  Sócrates. É natural, já que é de temer que o Salgado, acossado, ponha a boca no trombone, o que pode ser uma chatice. Nada melhor que tirar o cavalinho da chuva.

O segundo é muito mais interessante: nada menos que o inevitável e importantíssimo – na sua opinião – Sousa Tavares, conhecido storyteller e convencidíssimo dono de inúmeras irrefutáveis teorias e razões.

Desta vez, a teoria do homem é extraordinária: Ricardo Salgado é, simplesmente, vítima de uma família de penduras e preguiçosos a cuja ganância se viu obrigado a acorrer, expondo-se à verrina pública por amor aos seus.

Na base desta tão douta opinião estão considerações várias sobre o capitalismo, que vão do problema da Argentina a Karl Marx, tudo para dizer que o capital se divorciou da economia e, querendo ganhar dinheiro com dinheiro, acabou por viver em circuito fechado e criar as condições para a sua própria, e a dos outros, condenação. O IRRITADO, postas as coisas nestes termos, até nem discorda lá muito. O problema é que, na sanha de defender o Salgado, o ilustre sábio pôs as coisas de pernas para o ar. É que, segundo se diz por aí, os problemas do homem começaram e se avolumaram, não porque ele vivesse na finança pela finança, mas por causa das suas incursões económicas em empreendimentos arriscados. O argumento cai pela base, como é evidente.

Mais interessante, porém, é saber por que carga de água resolveu o nosso Tavares vir à liça com tão contraditórias bojardas. Aqui há tempos, já não sei a que propósito, o fulano tinha feito uma “declaração de interesses”: abstinha-se de comentar qualquer coisa relacionada como BES, ou ES, porque, tendo uma filha casada com um filho – ou vice versa - de Ricardo Salgado, qualquer opinião podia estar “contaminada” ou ser tida por influência familiar. Fez muito bem. Só que parece que era tudo mentira, isto é, não se pronunciava porque não lhe apetecia, não porque os seus interesses de tal o impedissem. Como o caso presente demonstra à saciedade. Quer dizer, chegada a ocasião, que se lixe a “declaração de interesses”, e vai de proteger o compadre.

 

O mentiroso e o coxo são amigos! O resto é conversa de articulista para papalvo ler.

 

3.8.14

 

António Borges de Carvalho

NAS GARRAS DAS BRUXAS

 

Ocupando duas colunas do DN de ontem, aparece uma coisa chamada “Esclarecimento”.

O IRRITADO leu, não ficou esclarecido nem percebeu nada. Mas fartou-se de rir.

 

Aquele tipo desagradável e antipático que é sobrinho da dona Maria Barroso e é, ou foi, áulico na corte do tio Soares, entrou em guerra com nada menos que três fulanas, todas elas de respeito. Coitado do homem! São elas a dona Fernanda Câncio (tão desagradável como ele), a dona Ana Cristina Leonardo (quem será?) e a dona Irene Pimentel (historiadora de esquerda, segundo a Cância).

Parece que andaram os quatro à porrada no Facebook e,  como devem ter achado que, dada a sua cósmica importância, tinham que passar a coisa para a imprensa escrita, apareceram no DN a alardear os seus ridículos e patéticos desentendimentos.

A dona Cância disse que o Alfredo se “pegou” no Facebook com a dona Pimentel por causa do Hamas. O Alfredo diz que não, ele não se pegou com ela, ela é que se pegou com ele, “e de que maneira”! Ele coitadinho, só tinha dito que ela gostava de umas bocas da dona Leonarda sobre Gaza.  A dona Leonarda tinha escrito que aquilo em Gaza é “uma guerrilha do …alho” (com as letras todas), o que muito ofendeu a sensibilidade do Barroso, para além de ser demonstrativo das virtualidades linguísticas da libertação da mulher (na opinião do IRRITADO). Segundo o ofendido, a dona Pimentel “curtiu” com a maior satisfação o parecer da Leonarda, julga-se que, sobretudo, o …alho.

Esta interessante polémica, de alta valia intelectual, prosseguiu com a dona Pimentel a chamar ao Alfredo “estalinista, fascista e social-fascista e filho da puta”! È de estalo esta finesse, não é? Aliás, na opinião dele, a fulana, ou a Irene, não sei, está “de cabeça perdida” com a polémica.

Entra a dona Cância, e diz que o Barroso andou a “tirar excertos de posts e comentários de páginas privadas”, e que a dona Pimentel "tinha o propósito de o censurar e difamar”. Tudo por causa do Hamas, não se percebendo de que lado está cada um dos contendores. E, pergunta o IRRITADO, essa gente que anda a fazer propaganda pessoal no Facebook acha que há lá alguma coisa privada?

Aqui, vem a Leonarda aos gritos, dizendo que o Barroso diz que ela “rematou”, “não tendo (ela) rematado nada”, que a utilização do …alho por parte de “uma senhora” é a coisa mais natural deste mundo e que ela até escreveu “pardon my french”(sic). Estão aperceber? Meus amigos, não estão a perceber porque não fazem, com certeza, parte da intelectualidade nacional, que é de esquerda, ça va de soi.

Diz a “senhora” que o tipo a “brindou com um chorrilho de insultos”. Tê-la-á mandado para o …alho? – pergunta o IRRITADO com a maior das inocências.

Remata a Pimentel que o termo “fdp”(sic) é perfeitamente adequado às características do Alfredo.

É claro que, no meio desta miserável literatura, não se fica a saber qual é a opinião dos beligerantes sobre o problema em questão. Será de presumir que sejam todos a favor do Hamas, dado que são todos de esquerda. Presunção que os textos publicados não permitem. Mas lá que têm piada, têm.

 

O IRRITADO não vai, nem por sombras, à bola com o Alfredo, mas, no caso destas patéticas demonstrações de primitivismo, até tem pena do homem, confrontado que está com três ferozes harpias.  

 

Para divertimento do respeitável público, aconselha-se vivamente a leitura dos textos de tão ilustres e amorosas personalidades (DN de ontem, página 20).

        

3.8.14

 

António Borges de Carvalho

CONSTITUCIONAL INSPIRAÇÃO

 

O Tribunal Constitucional veio declarar que uma fulana, por ser adepta de uma religião qualquer, fica dispensada de trabalhar ao Sábado. Muito bem. Mais uma douta decisão da douta organização.

O IRRITADO anda a pensar seriamente em filiar-se na Igreja dos Mártires do Indo Fetichismo, com sede em Kuala Lumpur ou arredores, a qual proíbe os seus fiéis de trabalhar de Terça a Domingo, e mais que duas horas à segunda-feira.

 

Lá para os confins do século XX já se cantava assim:

 

Vivó socialismo

Vivó Fontana

Vivó descanso

Sete dias na semana!

 

Vivó socialismo

Vivó Meneses

Vivó descanso

Toda a vida

e mais seis meses!

 

Donde se prova que os doutíssimos juízes, demonstrando inegável cultura histórica, foram nela beber os necessários ensinamentos para inspirar a sua genial interpretação da Constituição da República.

 

2.8.14

 

IRRITADO

NA MOUCHE!

 

O primeiro-ministro, com certeza após se ter debruçado sobre o último post do IRRITADO, tomou a decisão aconselhada por ele, isto é, não cedeu à demagogia das cotas discriminatórias do sexo masculino nem às pretensões dos Ocos, ou seja, em vez de fazer as vontadinhas ao aos ditos e de ceder ao politicamente correcto, teve a coragem – coisa que lhe não falta – de nomear quem lhe apeteceu para Bruxelas: um homem, pequenino, é certo, mas com invejável cabeça. E do PSD!

O IRRITADO fica contentíssimo por esta manifestação da gigantesca influência que tem na política nacional.

Dois pequenos comentários:

- Um tipo do PSD. Perguntem a vós mesmos por que carga de água havia o PM de ceder a uma gente que passa a vida a contrapor ao governo promessas que sabe irrealizáveis, que nunca avançou uma única ideia viável, que recusa liminarmente todo e qualquer compromisso, todo e qualquer consenso e que, ainda por cima, tem o desplante de dizer que essas coisas só quando for ela a mandar? Nada merece, nada vale, nada levou.

- Um homem. Manda a correcção, contra todos os canhenhos dos direitos humanos, dos tratados e das constituições, que se nomeie mulheres pelo simples facto de ser mulheres. Por alma de quem havia o PM de ceder a mais esta trafulhice, mormente após ver o comportamento ridículo e auto laudatório da candidata do PS?

Acrescente-se, em abono desta sensata opinião do IRRITADO, que a dita candidata, por obra e graça da SIC, veio, cheia de sabedoria, mais uma vez perorar sobre o assunto, dizendo cobras e lagartos do nomeado e da nomeação e repetindo os auto-elogios que o espelho lhe fornece, já que pouco ou nada mais poderá oferecer.

Há anos, quando Soares, grão-mestre desta gente, foi corrido do desejado posto de presidente do Parlamento Europeu, deu à casca chamando mulher-a-dias ou coisa que o valha à fulana que ficou com o tacho, assim dando largas à sua visceral ordinarice. Agora, de forma mais sofisticada, em linguagem técnico-politico- pesporrente, a senhora vem fazer o mesmo.

 

O paleio é outro. A ordinarice é a mesma.

 

2.8.14

 

António Borges de Carvalho

HOMENS E MULHERES

 

Então vamos nomear um comissário para a UE! Muito bem.

Os critérios são simples: competência em áreas seleccionadas, experiência profissional e política, sem rabos de palha… etc.. Muito bem.

Mas, rezam os órgãos de “informação”, acima de tudo, para além de tudo, arrasador, surge o mais importante de todos os critérios: tem que ser uma mulher! Muito mal.

Em termos daquilo a que se chama “direitos humanos”, de que faz parte a não descriminação por motivos de género, é uma bojarda de todo o tamanho. Muito mal.

O IRRITADO, que é contra a referida descriminação, não acha tolerável que os homens sejam ostracizados por ser homens, como tolerável não seria que as mulheres o fossem por ser mulheres.

Por isso, acha que o PM devia nomear quem achasse melhor, seja homem ou mulher, com o acordo do Oco ou sem o acordo do Oco.

 

Já agora, adianta: não à dona Maria Luís, que faz cá falta, não àquela tipa do PS, apesar de não fazer cá falta nenhuma, só porque andou para aí a atirar o currículo à cara das pessoas e a dizer que era a melhor do mundo.

Há por aí várias pessoas (homens e mulheres) do PSD e do PS que podem servir sem causar erisipelas.

 

Se eu fosse ao Passos, só para chatear escolhia um homem. Mas não vou tão longe. Governem-se.

 

31.7.14

 

António Borges de Carvalho

DO USO SOCIALISTA DA PRIVACIDADE

 

O IRRITADO está muito triste. É que, calcule-se, ainda não recebeu nenhuma mensagem do Costa! Que despautério! Então o Costa pagou 5.000 euros (barato, se for verdade) por uma lista de 5.000.000 de endereços email em que não constava o do IRRITADO? Que desconsideração!

Mesmo sem receber, e ainda bem, nenhuma mensagem do Oco II, fica o IRRITADO a saber que há uns tipos que fazem colecção de endereços para vender. Uma total ausência de escrúpulo, uma criminosa invasão da privacidade de cada um. Fica também a saber que há quem lhes compre as colecções. Uma total ausência de escrúpulo, uma criminosa invasão da privacidade de cada um.

É isto possível? É.

Haverá alguma “entidade”, “autoridade”, “observatório”, “fundação”, “alto comissariado”, ou equivalente, dos milhares que por aí vicejam, que mande prender fornecedores, vendedores e compradores deste tipo de “mercadoria”? Haverá por aí algum procurador público que se debruce sobre o assunto?

 

Ou muito me engano ou não há.

 

31.7.14

 

António Borges de Carvalho

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