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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

UMA PROPOSTA MALUCA

O Tribunal Constitucional proibiu a redução dos salários na função pública, impondo o seu regresso ao que eram no tempo da bancarrota. O Primeiro-Ministro que, se houvesse “justiça”, deveria exigir que o TC dissesse onde se iria buscar o dinheiro sob pena de mandar isto tudo àquela parte, resolveu, democraticamente, isto é, aceitando a “justiça” formal, subjectiva e irresponsável do TC, arranjar um esquema intermédio para voltar aos valores anteriores à bancarrota. Aceite-se. Tal saída é capaz de ser menos brutalmente negativa do que seria uma crise política com o resultado de juntar a irresponsabilidade do TC à do PS.

Acreditando ou não na possibilidade de, em três anos, repor os tais salários, evitou-se uma monumental bernarda. O problema, como é evidente, virá a ser saber como, no cenário económico periclitante que caracteriza Portugal e os seus principais parceiros, será possível ao Estado vir a arcar com a despeza.

(O fait divers de ontem – a declaração do PM sobre a reposição dos vencimentos sem dizer claramente como – foi imediatamente seguido da habitual gritaria, atingindo alturas de paranóia da parte dos políticos e comentadores de serviço pago, destacando-se nestes o escorpião Pacheco e a osga Adão Silva, isto mesmo tendo o PM, atempadamente, esclarecido os que “não tinham percebido”, coitadinhos, o que o homem queria dizer, mesmo que de forma menos feliz. Atente-se também no que, à pressa, disse o Costa: que ia apontar para 2016, sem, evidentemente, dizer como).

A equação é simples: para tentar manter aos níveis existentes na saúde, na educação, nas prestações sociais e em toda a parafernália de loucuras em que o Estado social é perito, será preciso mais receita. Mais receita, mais impostos, não é? Num país onde há 60% de “contribuintes” que, simplesmente, não paga impostos (à excepção do IVA, e pouco), a talvez única solução possível para sustentar o monstro seria alargar a base contributiva, não sufocando mais ainda a classe média. Umas contas de merceeiro (às vezes são as mais certas...) levam o IRRITADO a dizer que, se cinco milhões de portugueses que não pagam impostos passassem a pagar 5% do rendimento (em média, 2,50 euros por mês) teria o Estado uma receita fiscal acrescida de cerca de dois mil milhões de euros.

Será uma receita maluca, segundo a gritaria. Mas há onde seja praticada, sem que caia o Carmo e a Trindade. Não seria justo que esses cidadãos, que utilizam os serviços de saúde sem pagar taxas, as escolas sem pagar o ensino, que recebem prestações sociais de diversíssima ordem para as quais muitas vezes nada contribuiram, pagassem uma pequena parte do que recebem para usufruir dos serviços (não de direitos próprios mas dos serviços do Estado)? Com que justificação se servem do Estado que os outros pagam?

A receita, podem crer, não é tão maluca como isso. A manter-se o estado de coisas na Europa e no mundo, acabará por não resolver o problema. Mas, se se juntar a isto algum optimismo, quem sabe se, enquanto o pau vai e vem, não será possível encarar a vinda de melhores dias com alguma esperança. O que não vale a pena é mascarar a realidade.

 

31.10.14

 

António Borges de Carvalho

CARMONA RODRIGUES

Em tempos que já lá vão, houve, em Lisboa, dois bons presidentes de câmara: Santana Lopes e Carmona Rodrigues. Havia também uma vereadora que deixou saudades.

Todos foram objecto de perseguição.

O primeiro, porque tinha, para a cidade, ambições incompatíveis com a pequenez mental e com os ódios partidários reinantes. Quis fazer um túnel: foi acusado de tanta coisa que nem vinte posts dariam para descrever. Quis pôr um marco arquitectónico de génio no centro da cidade: um tal Sampaio, mais uns moralistas de pacotilha, cortaram-lhe as pernas, num mar de insultos. Quis dar à cidade uma nova centralidade: caiu-lhe o Carmo e a Trindade em cima.

Carmona Rodrigues, homem sério e competente, sem currículo político, número dois da CML, ficou com o monstro nos braços depois da fuga de Barroso.

Eduarda Napoleão protagonizou os talvez únicos momentos da vida da CML em que o seu pelouro (o do urbanismo) funcionou com rapidez, transparência, eficácia e limpeza.

Mas as raivas partidárias e os empecilhos do costume tinham que acabar com eles. Um bando de canalhas resolveu, já que a via política estava esgotada, tentar a criminal. Depois de ter aprovado a troca e a venda dos terrenos de Entrecampos, tal gente chegou ao ponto de negar o que tinha votado e de perseguir os seu agentes com mirabolantes acusações. O homúnculo de serviço no PSD (um tal Marques Mendes) resolveu dar “uma de ‘honestidade’” e deitou a Câmara abaixo, isto é, coonestou as acusações que a escumalha socialista tinha engendrado.

Subiu esta ao poder, sob a batuta do Costa e do bandido, pidesca criatura, que tinha custado milhões à CML com as suas queixinhas contra o túnel do Marquês, tendo ficado conhecido pela armadilha que montou a um empreiteiro - com a conivência da Judiciária - e pela protecção que deu à Mota Engil no caso dos contentores.

O túnel lá se acabou. Mas foi só o túnel. O resto, Parque Mayer, Feira Popular, foi para o tinteiro: dois vergonhosos pardieiros urbanos concebidos e fabricados por esta gente. O homúnculo deve estar orgulhoso da sua obra!

Passaram uns dez anos em que as pessoas acusadas de uma infinita série de crimes foram, pela segunda vez, absolvidas. Pela segunda vez, as acusações dos bandidos foram consideradas pelo tribunal como fruto de “suspeições, impressões, convicções não sustentadas, boatos e rumores” que transmitiram um “frágil desenho da realidade”, não contando em parte alguma “qualquer fundamento” para as acusações que só “um salto de fé” permitiria aceitar. Um julgamento anulado por intervenção do MP, outro interrompido por achaque da juíza presidente. Finalmente, mais uma sentença absolutória, como não podia deixar de ser. Entretanto, andou gente honesta a correr para o banco dos réus (dez anos!), a sofrer o opróbio público, a ver a sua vida prejudicada pelo banditismo político mais soez e repugnante.

Quem paga os prejuízos do túnel, quem indemniza os prejudicados, comerciantes e outros? O Fernandes? Não! A CML parece que até gosta de ter sido obrigada a pagar os atrazos. O Fernandes continua no poleiro, sob o olhar carinhoso do Costa. Quem paga à cidade o abandono de dois dos seus mais nobres terrenos durante os anos já passados e os que estão para vir? O Costa assobia para o ar. Não, meus senhores, o Costa não tem nada com isso. O Mendes também não. Ninguém tem a ver com o assunto. O Costa até foi reeleito, com Fernandes, Roseta e tudo! Isto é que dá o verdadeiro “desenho da realidade”de que falava o tribunal. É o que é facto, o que está à vista.

Às vezes dá vontade de achar que a democracia só funciona às vezes.

 

28.10.14

 

António Borges de Carvalho

UM ALARVE DE DIMENSÕES CÓSMICAS

 

Cavaco Silva não pode promover o abastardamento das mais altas condecorações da nação.

O mais alto magistrado da nação não pode optar pela negação da decência.

Quem escreve estas palavras é um cara-de-macaco, de seu nome Ascenso Somões, ao que diz o próprio secretário de estado no tempo do Pinto de Sousa, dito Sócrates.

Tem toda a razão, pensaremos. Acontece, porém, que o alarve acha que o PR abastarda e opta pela negação da decência pelo facto de não ter premiado o tal Pinto de Sousa com a Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo.

Ou seja, desta vez, Cavaco acertou: para não abastardar e em favor da mais elementar decência, não condecorou o santo protector do tal Ascenso. O Ascenso é que, em vez de “ascender”, desce ao mais rasca abastardamento de coisas em princípio decentes.

Maior indecência não seria possível. Se o PR condecorasse tal escória, aí sim, reduziria a Grã-Cruz ao valor da caca.

 

28.10.14

 

António Borges de Carvalho

TAOISEACH

O IRRITADO tem andado em descanso por terras dos nossos colegas de desgraça, os irlandeses. Boa terra, a deles, um frio de rachar, wet and cold in winter, cold and wet in summer.

Lá para o Sul, mais vacas e pássaros negros que irlandeses, boa paisagem, mar amigo, gente sorridente.  

TAOISEACH quer dizer primeiro-ministro. Lê-se TICHOC, imaginem. Parece que o tal Tichoc, na semana passada, bateu o pé em Bruxelas dizendo que não aceitava que, enquanto monstros económicos como a França e a Itália são (serão?) autorizados a ultrapassar os tratados e o Pacto de Estabilidade, os países pequenos se vejam coagidos a cumpri-los. Não sei se por cá se falou nisso, nem se o nosso Tichoc apanhou tal comboio.

Dublin, fraca coisa aqui há uns vinte anos, está cheia de arquitectura moderna. Ao contrário de Lisboa que, via sampaios e Cª, odeia os gherys desta vida, está cheia deles, obras fantásticas, cheias de estaleca e bom gosto. Ao contrário do socialismo nacional, adoram túneis na cidade, que lhes facilitam a vida. Se por lá houvesse fernandes e costas, teriam sido proibidos. Enfim, invejas de lisboeta sem ilusões.

Uma observação "sexista" ou "homofóbica": numa semana inteira, não vi um só maricas e exibir-se na rua.

E outra: há crianças por todos os lados, loirinhas e bem dispostas.

Concluam o que tiverem por bem.

Pelo país fora não há património, pelo menos no sentido que damos à palavra. Umas igrejas michurucas, com cem anos ou coisa parecida, e pouco mais. Parece que os britânicos não eram amigos de investir lá no sítio. Mas o país, de forma geral, está a léguas deste jardim em organização e modernidade. E o pessoal não é carrancudo.

 

Chego aqui. O benfica perdeu. O Euromilhões saíu em Portalegre em vez de sair cá em casa. De resto, pouco mais sei: às vezes é bom nada saber.

O IRRITADO voltará, após curta rteciclagem.

Sursum corda!

 

27.10.14

 

António Borges de Carvalho

DA NOVA VELHA GENTE

Parece que o camarada Costa tem o condão de chamar a si a mais repelente tralharada que, com farta cópia, tem lá no partido.

Foi hoje anunciada mais uma cereja em cima do bolo: o senhor César vai substituir a dona Maria de Belém como presidente da agremiação. O homem, é sempre bom repeti-lo, notabilizou-se por ter vibrado o golpe de misericórdia nos estaleiros de Viana, à conta de dois knots. Como é notório, era um dos protegidos do senhor Pinto de Sousa. Assim, ninguém lhe foi às canelas. Pelo contrário, o governo do PS desembolsou gostosamente 40 milhões. Ele, que se saiba, aplicou-os a alugar barcos aos gregos a preços astronómicos mesmo não dando tais barcos a velocidade que ele exigia aos nossos estaleiros.

É este ilustre “português” quem se vai sentar no mais alto cadeirão do PS!

Na AR, por seu lado, sobe o Miranda Calha, tipo que se julgaria moderado, mas que deve ter sido imposto pelos filhos da viúva.

De espantar? Com certeza. Mas, se virmos as “figuras” que o Costa foi buscar à gaveta, qual é o espanto? As mais sinistras figuras da era Pinto de Sousa voltaram à tona. A brigada do reumático aí está, impante de importância. Os mais conhecidos fabricantes de PPP’s maradas aí estão por todos os lados. E os tipos do aeroporto, do TGV, dos swaps, das autoestradas, tudo minha gente foi, está a ser, será, recuperada pelo Costa! É o regresso a um passado ignóbil e ruinoso, mascarando-o de futuro.

Se se tratasse de gente nova, ou menos conhecida pelas piores razões, talvez o Costa pudesse merecer algum benefício da dúvida, apesar de não ter nada de jeito dentro da cabeça.

Cair outra vez nas mãos desta gente é que não!

 

18.10.14

 

António Borges de Carvalho

BOTABAIXISMO

E lá veio o famoso orçamento do Estado. Dentro do prazo, claro. Imagine-se a algazarra que haveria por aí, se os tipos se atrasassem um dia que fosse.

Novidades? Nenhuma. Quem é contra o governo diz cobras e lagartos. Quem é a favor do governo acha que é um bom esforço. O PS não esteve com meias medidas: a Maçonaria, os socretinistas, a velhada, anunciaram o seu voto contra muito antes de saber o que lá vinha. O PC e o BE nem precisavam de o dizer, votam contra por religião.

Razão pela qual, o voto dessa gente toda não vale a ponta de um chanfalho, já que foi anunciado fosse qual fosse o conteúdo do papel. Se já estava decidido, de que servem as “análises”?

Para o governo, como é evidente, o orçamento foi um bom esforço, um trabalhão para acalmar as birras do CDS, uma chatice para acomodar as arrancadas do ministro do ambiente, um quebra-cabeças para tentar cumprir tratados, memorandos e outros pinchavelhos, dando, ao mesmo tempo, alguma esperança a alguma gente. Um trabalho de artista de circo, a tentar coisas que se diria impossíveis.

Vai dar bom resultado? Ninguém sabe, excepto aqueles que já “sabiam” que a coisa não prestava – nem era preciso vê-la. Para o governo, a vida vai ser um bocadinho menos pior do que era de temer. Para nós, é um enigma: há-de ser o que calhar, como diziam os soldados quando iam para o mato no Ultramar.

Uma asserção é mais que certa: se fosse o PS, a desgraça estava garantida, como os últimos tempos têm, com fartura, demonstrado.

 

18.10.14

 

António Borges de Carvalho

JUSTICE EST FAÎTE!

Não sei quem terá sido o artista que fez passar uma lei destinada a punir criminalmente os cidadãos que sejam malcriados, insultem ou agridam os distintíssimos funcionários das finanças. Como se tais coisas não estivessem já, de várias formas, previstas no Código Penal. Deve tratar- se de uma lei “especial”, quer dizer, quem fizer tais pecados contra um funcionário da companhia das águas, do registo civil ou de outra porcaria qualquer, ok, não há problema. Mas, se for das finanças, vai dentro, pois então!
Numa ordem jurídica decente, poderia considerar-se tão hediondos crimes como agravante nos tribunais. Por cá, faz-se uma lei especial, quem sabe se para dar graxa aos sindicatos, os quais, como é de timbre, já vieram declarar que é pouco. Os sindicatos são insaciáveis, como está provado à saciedade. O governo já devia saber que não vale a pena tentar agradar-lhes.

O IRRITADO, dada esta súbita explosão das preocupações governamentais, deixa aqui uma sugestão: os funcionários das finanças deveriam ser obrigados a usar um capacete e um colete à prova de bala e a atender o público atrás de um vidro blindado. Aumentava-se-lhes a segurança, dava-se a ganhar aos fabricantes de capacetes, de coletes e de vidros, bem como aos empreiteiros encarregados da obra, descansava-se inúmeras consciências e aliviava-se os tribunais de mais uns processos.

Já agora, que fazer quando os funcionários das finanças, imperiais, poderosíssimos, tratam as pessoas com os pés, complicam o que é simples, arranjam interpretações malucas de parágrafos e vírgulas, invertem os ónus da prova, negam-se a apreciar documentos, provocam o surgimento de desesperos, arranjam matéria para complicadíssimas diligências, para acções judiciais estúpidas ou redundantes, etc., etc., etc.?
Que fazer? Nada. Estão no seu “direito”, não é? São mais que os que lhes caem nas mãos.
Experimente pedir o livro de reclamações. Não serve para nada mas, no momento, alivia a sua indignação. Feito o pedido, o funcionário olha para si e pergunta para que quer você o livro de reclamações. Você contém a legítima fúria e diz que o tipo não tem nada com isso. Passadas mais umas trocas de amabilidades (tenha cuidado, não perca a cabeça, senão vai preso!), o funcionário/a levanta-se e vai “lá dentro”. Você espera uma boa meia hora – a coisa deve estar estudada para que você, que tem mais que fazer, se vá embora. Não vai. Aguenta. Até que vem “lá de dentro”, uma doutora qualquer que, com ar feroz, lhe pergunta outra vez para que quer o livro de reclamações. Você recorre às últimas reservas de paciência, e responde: para reclamar. Para reclamar o quê? E você diz que a doutora não tem nada com isso. Furibunda, a mulher vai “lá dentro” e, passada outra meia hora, volta com o tal livro. Entrega-lho. Você pede uma esferográfica, ficando logo a saber que “o fisco não é fornecedor de esferográficas”. Vai à rua, compra uma BIC. Regressa. O livro já foi “lá para dentro”. Pede a um funcionário que vá pedir o livro à doutora. O funcionário mira-o com um olhar assassino e responde que está a atender os contribuintes, não pode "lá dentro”.
Aqui, você lembra-se que, mesmo que não almoce, vai chegar ao emprego com duas horas de atraso. Como não é funcionário público, tem que ter cuidado com o patrão, não vá o diabo tecê-las. Sai. Passa pela farmácia e toma um Lexotan, daqueles de seis miligramas. Pensa: hei-de vingar-me destes gajos!


Mas não vinga coisa nenhuma. Amocha. Ao contrário do que se passa consigo, os tipos estão protegidos por lei.

18.10.14

António Borges de Carvalho

JUSTOS CRITÉRIOS

 

“Cerca de 20 pessoas” manifestaram a sua indignação e pediram a demissão do Crato em Coimbra.

Em mais de 20 edições de telejornais, os 20 de Coimbra foram contemplados com reportagens, entrevistas e palavras de admiração. O mundo ficou a saber que houve 20 portugueses que se manifestaram em Coimbra.

Uma sugestão, uma certeza e um comentário:

Sugestão: arranjemos 20 manjericos e vamos para a rua com cartazes contra o Costa, o Jerónimo, o casalinho e quejandos.

Certeza: nenhuma televisão, nenhum jornal, nada nem ninguém fará a nossa publicidade, nada nem ninguém saberá da nossa manifestação.

Comentário: a) os berros dos 20 de Coimbra, com razão ou sem ela, são melhores que os nossos, com razão ou sem ela; b) a “comunicação social” é independente, pura, casta, razoável e criteriosa.

 

17.10.14

 

António Borges de Carvalho

NÃO HÁ NADA A FAZER

 

A água a rebentar por todos os lados, peixes a nadar no Rossio, rios por todas as ruas – não só na baixa, pela cidade fora – caves inundadas, prejuízos monumentais.

Sargetas entupidas, asfaltagens eleitorais a tapar escoamentos, passeios com pedras levantadas, tampas aos pulos, gente aflita.

O presidente da Câmara, inchado de razões, declara que não há nada a fazer, se chove muito chove muito, uma chatice.

Desde há quase dez anos há um plano, aprovado pela CML, para refazer a drenagem da cidade. Nada fez o senhor presidente, e com toda a razão, se “não há nada a fazer”, não se faz nada, não é?

O problema é que já se podia ter feito muita coisa. Se calhar, em vez das obras multimilionárias do Terreiro do Paço, do pátio da galé, da Ribeira das Naus, tudo coisas lindas – à excepção do pavimento do Terreiro do Paço – mas cuja prioridade é mais que discutível. Em relação ao sistema de drenagem nem devia haver discussão. Mas, qual imperador romano, ludis et circences, o senhor presidente prefere a Moda Lisboa, as bicicletas e outras martingalas que entretenham as massas. Bem visto! Que se lixem as inudações, habituem-se, aguentem-se!

A CML, afinal, aparte as bicicletas, não tem passado a vida a desperdiçar-nos o dinheiro? O inenerrável e pidesco vereador Fernandes não deu milhões de prejuízo com a sua ultra estúpida oposição ao túnel do Marquês? O mesmo indivíduo não arranjou uma estrangeirinha dos diabos para inviabilizar quelquer arranjo que roubasse o Parque Mayer e a Feira Popular ao reino dos ratos e das drogas? Não custa milhões aos munícipes, em atrasos, em processos, em advogados, tudo para impedir, entravar, estorvar, desde que o Fernandes faça os seus joguinhos? E não dá o senhor presidente cobertura a esta energúmeno, tornando-se, ou sendo, tão energúmeno quanto ele? Não foi o negócio do parque Mayer aprovado pelo PS? Foi! Mas os outros é que são os maus. Não foi o Fernandes, de sociedade com o Costa, quem promoveu a pretensão do camarada Jorge Coelho de fazer um monstro de contentores em Alcântara? Que mais preuízos causarão, que mais malfeitorias serão estes dois capazes da fazer à cidade?

Porque anda um homem honesto a ser perseguido pela Justiça por causa das queixinhas odientas do Fernandes, se mais não fez que propor o que pelo PS do presidente foi aprovado? A explicação talvez seja o facto de tal homem ter sido o autor do plano de drenagem da cidade, coisa que, com “não há nada a fazer”, também deve ter sido crime? Será? Será que descobriram que a drenagem era crime?

Enfim, alfacinhas, somos geridos por gente desta, gente que não devia merecer qualquer consideração ou apoio. Tal como na drenagem, também não haverá “nada a fazer”?

 

15.10.14

 

António Borges de Carvalho

LES BONS ESPRITS SE RENCONTRENT

Aquele abraço! Meus amigos, exalte-se essa magnífica demonstração de mútua amizade, compreensão, apoio, esse encontro de almas gémeas, de espíritos unidos na busca do bem, de gente do melhor, de homens e de sentimentos de honra e de solidariedade, tudo coisas de que Portugal tanto precisa e que tão abandonadas andam.

Aquele abraço! Soares e Isaltino a dar ao povo a imagem clara dos valores que os unem e cujo respeito tão necessário é à nossa política, aos nossos costumes, à República (deles)!

Um ex-Presidente da República abraça e defende um homem acabadinho de sair da prisão, condenado por corrupção e fuga ao fisco. Eram amigos do peito? Não consta que fossem, o abraço não foi a tal devido. Foi um abraço político, uma demonstração de solidariedade, um encontro de parceiros. E mais, foi acompanhado por carinhosas manifestações de apoio moral e jurídico, defesa corajosa de uma política à brasileira (rouba mas faz, como se dizia de “seu” Ademar de Barros), uma defesa da escala de valores financeiros, sim, roubar para dar ao sobrinho taxista na Suíça é um acto da maior honradez. Além disso, foram peanuts, que diabo! Nada a que a alma grande do grande Soares seja sensível.

O IRRITADO, como qualquer português, confessa que até acha piada ao Isaltino. Mas não acha piada nenhuma a esta demonstração de “dignidade da República” e de “moral republicana” que nos é dada por um seu ex-presidente. Não acha piada nenhuma a que um representante tão alto do regime não passe de um trauliteiro de meia tigela, de um miserável desbocado, de um Torquemada do 4º esquerdo para uns e de um lavador de nódoas para outros.

Bem vista as coisas, não foi sempre assim? Não é essa a filosofia do energúmeno? Não são esses os “princípios” do PS, ora restituídos à sua pureza pelo Costa, com a prestimosa ajuda do Soares?

 

12.10.14

 

António Borges de Carvalho

DO AQUECIMENTO GLOBAL

Afinal os oceanos não estão a absorver a temperatura do planeta, causada pelos desmandos da humanidade! Essa tese, que explicava aos crentes porque tinha o aquecimento arrefecido no século XXI, foi agora contraditada: dizem os satélites que as profundezas dos oceanos estão a arrefecer e que a subida da temperatura da água acima dos 2.000 metros não justifica, de maneira nenhuma, que haja absorção dos malefícios causados pela irresponsável humanidade.

É claro que uma notícia destas aparece num jornal – que eu saiba, num só jornal – e num cantinho quase invisível. Compreende-se: o politicamente correcto tem os seus direitos, e é tacitamente proibido pôr em dúvida as suas “verdades”. O ministro do ambiente que o diga.

 

12.10.14

 

António Borges de Carvalho

CONVENIÊNCIAS

 

Aqui há uns anos, quando convinha a certa gente defenestrar Santana Lopes, uniram esforços Mário Soares, Cavaco Silva e Jorge Sampaio. Mário Soares porque não tolera que haja terceiros a gerir o país, que é propriedade plena do Partido Socialista. Cavaco Silva, porque lhe abria as portas de Belém. Jorge Sampaio, que tinha paulatinamente esperado pela “arrumação” do PS e do PC, para dar a sua arrochada no governo, na Constituição e no país. Além disso, há quem diga que era a forma de pôr a questão dos supostos pedófilos socialistas fora da agenda. Missão cumprida.

Agora, o PS - que jamais conseguiu engolir ver-se apeado do poder e que, por isso, exige eleições antecipadas de há três anos a esta parte - está, como no tempo de Sampaio, em posição vantajosa para o efeito. Daí que, para preparar as coisinhas, Costa tenha, antes de mais, ido apalpar o terreno a Belém. Deve ter pensado: Cavaco, que gosta tanto do Passos como gostava do Santana, é capaz de estar “sensível”; bem trabalhado, quem sabe se não compreenderá os meus objectivos? E se renovássemos a aliança de há três anos?

Não é mal pensado, não senhor. A receita já deu resultado uma vez, porque não há-de dar duas?

 

12.10.14

 

António Borges de Carvalho

UMA PATÉTICA EXIBIÇÃO

 

Assinale-se a estreia do reumatismal novo líder parlamentar do PS. O homem não sabe vestir-se, não sabe falar, usa uma cabulazinha onde pesca bocas, não tem jeito nenhum para o ofício. Está para um tribuno como a aranha para uma ópera de Wagner.

Não é que o IRRITADO não esteja contente com a prestação do fulano e com a tunda que levou. Mas tem pena dele, o espectáculo foi tristíssimo.

 

12.10.14

 

António Borges de Carvalho

ESTRANHO LAPSO

 

Ele há coisas que não se entendem. Por que carga de água veio o Primeiro-Ministro dizer que, a haver prejuízos na venda do Novo Banco, parte deles vão parar à CGD? Pior, que os que lá forem parar, serão pagos pelos contribuintes?

Há lapsos imperdoáveis. Se os bancos, CGD incluída, são os accionistas do Novo Banco, e se o dito for vendido por valor inferior ao que lhe foi atribuído, é de uma evidência cristalina que o prejuízo cairá, pro rata, sobre cada um deles; se a Caixa continuar a ser propriedade do Estado, o accionista da Caixa arcará com o que lhe competir. Da mesma forma, se for vendido com lucro, haverá valorização para todos. Há para aí alguém que não soubesse disto?

Além de tudo mais, o lapso do PM parece capaz de incutir nas pessoas, sobretudo nos mercados, a ideia da inevitabilidade dos prejuízos. Uma imperdoável falta de cautela, que é, e continuará a ser, explorada até à exautão pela esquerda, pela “informação” e pelos parlapatões de serviço, como se a esquerda, a “informação” e os parlapatões de serviço, coitadinhos, tivessem sido apanhados de surpresa!

 

12.10.14

 

António Borges de Carvalho

NATAÇÕES E MORAL PÚBLICA

A moral do século tem veredas inacreditáveis. Titulava hoje um jornal qualquer, antecedendo longo artigo, que há tipos que jamais deviam ter recebido medalhas desportivas.

Vinha a coisa a propósito de um tal Phelps que, depois de ter ganho, a nadar, mais medalhas que outro qualquer da sua classe, foi apanhado a conduzir com os copos. Abominável crime! Tão abominável que leva os especilistas da matéria a concluir que não só lhe não deve ser atribuída mais qualquer medalha, mesmo esbracejando melhor que os demais, como que as que, anos atrás ganhou, nunca devia ter ganho, por muito que nadasse.

A moral do tempo tem destas coisas. Ao mesmo tempo que se incensa toda a porcaria, exige-se a uns quantos que, não só sejam castigados no presente, como que lhes seja estornado o passado.

Mais soviético é difícil.

 

12.10.14

 

António Borges de Carvalho

DOS PROFESSORAIS DRAMAS

 

A monumental bagunça que se gerou nesta história da colocação dos professores não tem desculpa, seja quem for o culpado, ou os culpados. Para a alcateia, é fácil: o culpado é o ministro, ou o primeiro-ministro, segundo o tempo e o lugar. É prático, barato e tem boa imprensa, olá se tem.

Para quem quiser olhar um bocadinho mais fundo, é capaz de não ser bem assim. Mas, que importa, se não for isso o que está a dar?

Uma reportagem qualquer, no ar esta tarde, revelou alguns pormenores interessantes - certamente passados, por engano, nas malhas da “edição” - quanto ao “sistema” em vigor. Um director qualquer de uma escola qualquer, desdramatizava a questão. No seu caso, dizia ele, precisava de 29 professores e já tinham sido todos nomeados. O problema era que só 5 tinham aceitado os horários. E que a maior parte ainda não tinha aceitado as turmas. E não tinha aceitado mais isto e mais aquilo.

Ou seja, quando a bagunça das colocações estiver resolvida ainda muito faltará fazer: será preciso que cada professor “aceite” o trabalho que lhe for dado, manifeste o seu acordo com cada pormenor, mais meia hora menos meia hora, mais aluno menos aluno, mais isto menos aquilo, com certeza em justa defesa da “dignidade” e dos “direitos” da classe e de cada um.

Pode o xarroco/bigodes-à-Sadam do PC estar descansado: matéria para mais trauliteirada é coisa que não vai faltar. O comité central e o Arménio estão atentos e darão as suas ordens.

 

10.10.14

 

António Borges de Carvalho

TUGUÊS

Ora vejam esta:

“Portugal autoriza plantar cannabis para medicamentos no Reino Unido”, manchete a cinco colunas e duas linhas garrafais no “Público” de hoje.

Portugal autoriza o Reino Unido a plantar cannabis?

Portugal vai plantar cannabis para vender medicamentos no Reino Unido?

Portugal vai plantar cannabis no Reino Unido?

 

Diz-se que, hoje em dia, os jornalistas são “licenciados”. Perguntar-se-á em quê. Não em português, com certeza certezinha.

 

9.10.14

 

IRRITADO

CONVIVENDO COM OS ALTÍSSIMOS

 

Já repararam que não é à falta de conferências, de sessões, de encontros, de eventos, de debates, de simpósios, de seminários, de congressos, de palestras, que o gato vai às filhoses? Raro é o dia em que uns quantos pensadores, filósofos, politólogos, catedráticos, escritores, jornalistas, não anunciam que vão discutir o futuro, a dívida, a liberdade, os caminhos, os atalhos, as veredas, os objectivos, os meios, as teorias, as práticas, as ideologias, as doenças, os remédios, tudo destinado a descobrir, revelar, elaborar, discernir, apontar, criar, descobrir, sempre convidando os interessados, quantas vezes mediante um pequeno, ou grande, estipêndio, a vir pensar com eles, esclarecer-se, cultivar-se, encontrar-se, gozar uns coffee breaks, ver e estar perto de altas sumidades das mais variadas matérias, conversar com elas, tocar-lhes, fazer-lhes perguntas...

É espantoso que haja sempre clientes para estes comércios. Gente ansiosa por ouvir quem sabe, por mergulhar em estudos, estatísticas, números, teorias, teoremas, salvíficas formulações teórias e poucas experiências práticas, gente que tem tempo e, às vezes, dinheiro para estas coisas, que lá socializa e aprende, ganha bagagem para poder apreciar, comentar, criticar, conviver e mostrar-se, é tão bom mostrar-se em “foruns” (como diz quem “sabe”, não é?).

Mostrar-se é o maior desejo do povo. Na televisão, nas revistas, nas “redes”, mostra-se as criancinhas, levadas pelas mãezinhas, mostra-se o rabo, mostra-se tudo, preciso é aparecer, nem que seja aliviar a solidão nas redes sociais, contar o que se faz, pôr fotografias de coisas que, antigamente, faziam parte da “reserva de privacidade”, como se diz agora, coisas que não deviam interessar a ninguém, tudo para se dizer existir, estar cá, estar à la page, coisas para mostrar aos desconhecidos, coisas fátuas e ridículas, mas coisas, coisas que deixam de ser de cada um, porque cada um se sente só se não estiver na onda de ser “conhecido”.

Bom, isto para o povo em geral. Não é o mesmo que fazem os da mó de cima nos seus encontros intelectuais, científicos, filosóficos? Não passam os da mó de cima o tempo a resolver-nos os problemas e a mostrar-nos os caminhos?

Surgiu agora mais um manifesto, mais uma reunião, um congresso, uma coisa qualquer a que os promotores dão o modesto título de “Conferências do Casino”? Agora é que é! Nada menos que uma série de indiscutíveis cabeças da lusa praça, gente finíssima, todos à esquerda do centro – Fiolhais, Oliveira Martins, Sampaio da Névoa, Eduardo Lourenço, Miguel Real, Viriato Marques, António-Pedro Vasconcelos e mais vinte – vêm anunciar os seus pareceres, as suas orientações, os caminhos que teremos que percorrer se quisermos ser felizes, tudo gente que aparece todos os dias nos jornais e que toda a gente sabe o que pensa ou diz pensar, mas que precisa de galarim para aparecer ainda mais, não vá alguém esquecer-se deles ou da sua “mensagem”.

E se alguém fizesse alguma coisa por isto, em vez andar a dizer que existe?

 

8.10.14

 

António Borges de Carvalho

UM FILME DE TERROR

Folheando a revista chamada “Visão” (nunca comprar tal porcaria, só folhear) na tabacaria da esquina, deu o IRRITADO com uma coisa a que a coisa chama “Constelação de Costa” – um conjunto de bolinhas com as fotografias do núcleo duro do “candidato a primeiro-ministro”.

Um arrepio do mais puro terror lhe percorreu o espinhaço. Lá estava o Silva Pereira ( o do beicinho, lembram-se?), o Ferro (horribile visu), o Carlos César (que arruinou os estaleiros), a dona Ana Catarina Mendes (mais desgradável é impossível), o Galamba (um vómito), o Pedro Nuno Santos (um esquerdo-tarado, por escrito), o Medina, o João Tiago Silveira, e mais uma série de personalidades a evitar a todo o custo, as mais delas vindas das alfurjas do socretinismo. Finalmente, a cereja em cima da coisa: a dona não-sei-quantas Moreira, espernéfica criatura, desgraçadamente bem conhecida do respeitável público.

Sentem o calafrio? Se esta gente toma conta disto, onde vamos parar?

Um conselho: se você ainda está em idade de emigrar, aproveite antes que seja tarde. Olhe que o título deste post está errado. Não se trata de um filme de terror, é o terror bem real, o terror da realidade em que nos arriscamos a vir a viver.

 

7.10.14

 

António Borges de Carvalho

DO PROFESSORADO

Na, quantas vezes desesperada, fuga aos comentadeiros da bola que enxameiam as televisões à 2ª feira e não só, foi o IRRITADO parar à "RTP Informação". Um tipo de óculos comandava quatro fulanas em estridente galinheirada: duas desconhecidas, mais a Manuela Moura Guedes e a não-sei-quantas Moreira.

A coisa era de morrer a rir, ou a chorar, como queiram. No bocado a que o IRRITADO assistiu, uma loira dizia coisas tão parvas, tão parvas, que é de pensar que, felizmente, ninguém percebeu nada. A certa altura, dá-se a seguinte cena:

A fulana: “Podem haver”...

A Manuela: “Pode”.

A fulana: “Podem haver”...

A Manuela: “Pode”.

A fulana: “Olhe, eu digo ‘podem’ porque me apetece, e ninguém tem nada com isso. Sou livre”.

No seguimento desta edificante cena, a loira declarou que era professora.

Notável, não é? Ficamos esclarecidos, não é?

Do pouco mais que o IRRITADO teve o incómodo de ouvir, não rezará esta história.

Resumindo: mais um contributo do “serviço público” para a cultura do povo.

 

7.10.14

 

António Borges de Carvalho

 

ET. No comprimento de onda da loira está o BE, que reza por aí num cartaz: “os bancos são demasiado importantes para ficarem nas mãos de banqueiros". O careca e a vassourinha devem ter sido alunos da rapariga...

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