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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

GRANDES PATRIOTAS

11 professores universitários, 1 operário sindicalista, 2 advogados, 1 encenador, 1 professor sindicalista, 1 comerciante, 1 animador socio-cultural(?) e 1 investigador, todos muito conhecidos lá em casa e na mercearia da esquina, certamente por convite da ultrassocialista direcção do “Público”, deram à estampa um texto altamente esclarecedor, ainda que, felizmente, não profético.

A tese, em resumo, é da seguinte natureza: é uma pena que as diversíssimas tribus da esquerda radical não sejam capazes de se unir para dar ao PS a necessária base eleitoral para uma vasta união que permita resolver, com pujança, eficácia e apoio da maior parte dos portugueses, todos os problemas e mais alguns dos que muito afligem a Pátria, com origem, a saber, e cito: no desemprego, na austeridade, na dívida, na liberalização do comércio mundial, num Sul economicamente débil, na armadilha da regulação das trocas internacionais, na moeda única, no declínio da produção agrícola e da industrialização, coisas que provocam, e cito, a devastação social, a debilidade de movimentos sociais organizados, tudo isto colocando a questão de saber, e cito, como romper com a austeridade, como sair deste inferno social e construir uma viragem progressista, como acabar com os compromissos da ordem neoliberal, coisa que até ataca partidos socialistas como o PS, o qual ora entreabre a porta à esquerda ora evidencia compromissos espúrios.

Terríveis problemas! Então, dizem os subscritores, como não é de prever que o PS tenha o destino do PASOK, e como, desgraçadamente, não temos por cá um Syriza que una as forças do progresso, é uma chatice mas é preciso contar com ele, PS, a fim de negociar um compromisso para um programa de esquerda, um verdadeiro programa de esquerda! Um compromisso, é de ver, dizem os nobres intelectuias, que inclua o PC, o BE e as demais formações progressistas que por aí vicejam. Para quê? É simples. Para acabar com a desoladora fragmentação partidária, para pôr fim à austeridade, para arranjar outra política, para formular outro programa de governo que (insistem) esteja comprometido com o tal fim, bem como ao obstáculo insuperàvel que é a dívida, para acabar com as vozes críticas em relação à Grécia, etc.

Tudo isto por imperativo patriótico, dizem as alminhas que subscrevem o papel.

O IRRITADO deseja o maior sucesso a este escol de patrióticas cabeçorras. E até lhe pede um favor, se não incomodar: é que diga onde têm escondida a árvore das patacas, a tal que acaba com a austeridade, que paga a dívida, que repõe os salários e as pensões (tinha-me esquecido desta), que baixa os impostos (outra), que põe o Estado Social a dar chorudos subsídios à malta toda, etc. Se sabem onde ela está, digam ao Passos e à Maria Luís, e talvez eles saibam que fazer às patacas. É que, nas vossas mãos, caros cidadãos anónimos, as patacas voam não se sabe para onde.

 

31.3.15

FALSIFICAR A HISTÓRIA

Em altas parangonas, um jornal qualquer faz-se eco de uma publicação, fruto de pensadores do nível de um Loff (?) e de um tal Rosas, que vem “repor a ‘verdade’ histórica”, ofendida pela “direita”, com afirmações tais que “o Estado Novo era autoritário, não fascista”, “a democracia começou no 25 de Novembro, não no de Abril”, “direita” que fala de “ultramar” em vez de “colónias”, entretendo-se assim a falsificar a verdade, cuja posse exclusiva é dos autores do escrito, com exclusão de quaisquer outros. Assim, estes altos donos da verdade acham que o Salazar era igualzinho ao Mussolini, que a História de Portugal é uma merda, fruto de fantasia de torcionários e bandidos “da direita”, que, a seguir ao 25.4, não houve supremacia ditatorial soviética, etc., que a descolonização foi um mar de rosas (certamente das rosas do Fernando), que o Ultramar não foi abandonado ao mais primário socialismo “real”, que não morreram milhões de “descolonizados” nas guerras do socialismo durante mais de trinta anos, que não houve quase um milhão de portugueses brancos despojados de tudo…

Ainda hão de descobrir que o Camões era uma besta (o Saramago é que é bom!), que o Gama nunca foi à Índia e outras verdades históricas do seu agrado.

É claro que os “heróis” da I República, os mais ferozes colonialistas e nacionalistas da nossa História, eram uns gajos porreiros.

Há critérios e critérios, não é? Os dos Loffs e dos Rosas são os bons, os da “direita” são os maus.

Fica à consideração dos leitores escolher que verdades preferem.

 

29.3.15

CONTINUIDADE

Vistas as notícias, cada dia mais picantes, sobre as tropelias do 44, coerentemente coadjuvadas pelos seus defensores (“Porcos!” “Bêbedos!”), fica a pergunta que muita gente fará: como foi possível?

Como foi possível que um partido com a dimensão e a importância do PS tenha passado quase sete anos a idolatrar o fulano? Não sabia de nada? Ninguém lá dentro sabia de nada? Ninguém via o que toda a gente via, os esqueletos a sair do armário às catadupas, os rabos de palha aos fardos, as suspeitas aos pontapés, as meias verdades às toneladas, as fugas em frente sem sentido, o descalabro do país a galope?

Agora, o macacão é acusado de crimes vários. Mas, com crimes ou sem eles, lá no partido só o Henrique Neto é que o topava, atacava, denunciava?

Há uma explicação: toda a gente sabia de tudo, mas a ninguém convinha “perceber”, ainda menos agir em conformidade. E toda, ou quase toda, essa gente, com Costa à cabeça, continua, como se nada fosse (se calhar acreditando na estupidez do povo), a fingir que não é nada com eles, que nunca foi nada com eles, e que são diferentes do que eram quando dirigidos pelo 44. Mais. Os que “viam” o que se passava – o oco era oco mas era sério - foram corridos por indecente e má figura.

Não haja ilusões. O 44, se está à brocha com a Justiça, está feliz e contente pela estrondosa vitória dos seus fiéis. Estes, se tal lhes for dado, não hesitarão em continuar a sua obra.

 

28.3.15

MORAL NUCLEAR

Parece que faz agora anos que ocorreu o “acidente” de Chernobyl. Parece ainda que a Ucrânia não tem dinheiro para a segunda fase da protecção contra as radiações.

Num jornal, vem uma rapariga queixar-se amargamente, dizendo que, ao tempo, ninguém (as autoridades soviéticas) tinha atempadamente avisado as pessoas dos perigos que corriam.

Não seria mau que os jornais, que tanto gostam destes testemunhos, nos trouxessem também a memória das declarações do Álvaro Cunhal (ele próprio uma autoridade soviética), quando, uns dias depois, chegado da Ucrânia, veio dizer ao “nosso povo” que aquilo não tinha sido senão um pequeno acidente sem consequências de maior e que tudo estava sob controlo. O alarido não passava de manobra do imperialismo. E acrescentou que o Cônsul de Portugal não prestava, porque tinha aconselhado os estudantes portugueses a deixar a região.

Em caso de necessidade, antes proteger a União Soviética que os estudantes portugueses!

Os jornais têm a memória curta, ou a mais conveniente. Desmascarar, desmascare-se a PIDE, e muito bem. Mas o PC, esse está sob a protecção da moral republicana e socialista!

 

28.3.15

ABUTROLOGIA

Os abutres, os propriamente ditos, têm por gostoso hábito deliciar-se com cadáveres sem ter contribuído para a morte dos donos da carcaça. Comem-nos já faisandés. É a sua natureza, ou a Natureza fê-los assim.

Na espécie humana fia mais fino.

Há os que esperam calmamente, vêm morrer as presas e vão, respeitosos, ao funeral; depois, fornecem o prato e o talher a terceiros para que estes lhes encham o prato com os despojos.

Outra variedade taxionómica prefere contribuir para a morte do jantar, a fim de vir a devorar a presa ainda quentinha.

Temos vindo a assistir a manifestações públicas desta última variante, tanto da parte de um abutre de alto coturno, como de um outro, mais contido, mas não menos esfomeado, e filho espiritual de uma “abutra” já sem direito a apetites de maior.

O primeiro – Morais Sarmento – começa por dar de barato que Passos Coelho tem os dias contados. Depois, “quando Costa for PM” (!), põe-se à disposição do partido para se fazer ao bife. Exemplar.

O segundo – não me ocorre o nome – é um rapazito simpático que tem por hábito dar uma no cravo, outra na ferradura, hesitando entre o que está e as teorias vampirescas da sua directora espiritual - dona Manuela. Também se declara, humildemente, a postos para vir a ser chefe. Uma ternura de rapaz.

Ambos esperam, ou desejam, que o partido a que pertencem perca as eleições, o que não está garantido, e que, na sequência da derrota, Passos se vá embora, o que também é futurologia a mais.

Sem fazer prognósticos, fica a certeza da qualidade moral e política de um e do outro.

 

28.3.15

UMA APARIÇÃO COM PÉS E CABEÇA

Senhor Henrique Neto, seja benvindo à liça!

Não sei o que lhe vai acontecer, mas sei que estou farto de gozar com as reacções dos seus camaradas, borradinhos que estão de medo da sua súbita aparição.

Percebem (burros não são, mesmo quando parecem) que você vai fazer mossa. Daí, à falta de melhores argumentos, recorrem a pilhérias de gosto socialista. Veio o Costa, a sentir as costas frias, dizer que se estava nas tintas para si. Veio o Santos Silva – não o “amigo” do Pinto de Sousa, o outro – chamar-lhe bobo. Anda para aí um zero absoluto, Lelo de seu nome, certamente a olhar para o espelho, chamar-lhe palhaço. Um fartote de riso.

Você tem prestígio público, fundamentado na sua vida como cidadão – com o triste handicap de ser, ou ter sido, membro da ignara família que ora o insulta. Tornou-se conhecido pelo seu amor ao Pinto de Sousa, coisa partilhada por tudo o que é gente nesta terra. A sua cara não é estranha, tem feito notáveis exibições na televisão e escrito coisas de bom senso e noção de Estado e de Nação - coisa desconhecida para costas, silvas e lelos. Enfim, qualidades não lhe faltam.

Gostaria mais de o ver como ministro do fomento, ou coisa do género. Mas, já que resolveu atirar-se para mais acima, que ao menos as pessoas percebam o essencial da sua mensagem.

Força, ó Neto!

 

26.3.15

UMA NOTÍCIA DE ARROMBA

Os sindicalistas do Ministério Público anunciaram que o ex-PGR Pinto Monteiro (aquele do almocinho com o Pinto de Sousa, onde falaram sobre livros do cobois) é responsável por, durante o seu mandato, ter passado a vida a proteger altas figuras.

Ofendido, Pinto Monteiro (um dos das escutas destruídas, lembram-se?), resolveu declarar que tudo não passa de “uma falsidade” e que os ofensores são “gente medíocre”.

A tal gente medíocre, afinal, somos todos nós. No caso, a cabeça da populaça acha que o que parece... é! E parece que os medíocres têm toda a razão. Venha o mais pintado (o Pinto Monteiro, por exemplo) dizer o contrário.

Viva a mediocridade!

 

26.3.15

LEALDADE PREMIADA

A dona Cristas, ilustre representante do CDS no governo, à semelhança do irrevogável Portas foi à Madeira apoiar o colega que chefia a agremiação lá no sítio.

Não será mau lembrar que tal chefe votou contra o orçamento de Estado proposto pela coligação e, por conseguinte, pelo CDS.

Em paga de (mais) esta demonstração da atlântica lealdade, Portas e Cristas dão o seu aval ao bacoco do ilhéu.

Bonito.

 

26.315

UPLÁ

 

Esse luminar do socialismo nacional que se chama Augusto Santos Silva, ao que consta Professor Doutor nalguma especiosa matéria, célebre por frases do tipo “eu cá gosto é de malhar na direita”, brindou-nos ontem com a sua indesmentível alta cultura.

Perguntado sobre a candidatura à Presidência do seu camarada Henrique Neto, disse:

Uplá uplá uplá

esclarecendo depois que se tratava de uma expressão da Ode Triunfal de Pessoa. Delicadíssimo, afirmou que a tal candidatura significava que, à falta de outros, “os bobos ocupam a cena”.

Depois, voltou a Pessoa: Ai quem me dera ser toda a gente em toda a parte.

Justificando-se, afirmou: Sou um tipo clássico e, portanto, dei um toque medieval às minhas palavras.

Ficamos sem saber se Fernando Pessoa, que todos julgávamos um modernista, é, na vasta cultura deste professor doutor, um poeta clássico, e que um poeta clássico não passa de um trovador medieval.

Duma coisa podemos ter a certeza: o distinto comentador leu, sem perceber, o jornal de ontem, dia do aniversário do “Orpheu”, e fez da leitura fonte de inspiração para o parlapaté do serão.

Em matéria de cultura geral deve andar pela bitola do chefe. Porreiro pá.

 

25.3.15

ESQUERDA 9 – DIREITA 3

 

Como não podia deixar de ser, o campeonato das presidenciais - ainda a procissão nem ao adro chegou - já toca patéticas alturas. O que, diga-se de passagem, está de acordo com o almejado cargo.

Ora vejamos a lista (provisória!) dos pretendentes à ocupação do Palácio Real de Belém:

Esquerda

- Henrique Neto, o industrial - PS

- Carvalho da Silva, o mensageiro de Marx – PC ou quase

- António Vitorino, o corporate solicitor - PS

- António Guterres, o emigrante de luxo - PS

- Jaime Gama, o ratão - PS

- Carlos César, o básico - PS

- Sampaio da Nóvoa, o desejoso – vascolourencista e QFP*

- Maria de Belém, a lacófila – PS

- Guilherme d'Oliveira Martins, o ao engano - PS

(e ainda falta o do PC propriamente dito, o do BE, e mais trinta e dois dignos representantes dos diversos grupos de syrisófilos encartados)

Direita

- Marcelo R. Sousa, o cravo e ferradura – PSD (tem dias)

- Rui Rio, o nem coisa nem sai de cima – PSD e AC**

- Santana Lopes – o sempre pronto – PPD/PSD

 

Analisando a situação segundo os filósofos mais conhecidos do país (os da bola), teremos: o plantel da esquerda está cheio de força anímica, mas apresenta algumas fragilidades, mormente no que respeita a credibilidade atacante. À direita, a campanha de contratações ainda vai trazer algumas surpresas, mas os centrais já assinaram.

Analisando com os critérios do IRRITADO, será: para uma fraude eleitoral que consiste em pôr os eleitores a votar num cargo inútil, ridículo e contraproducente, único na Europa, há inúmeros interessados, todos eles apostados em, como as anteriores campanhas eleitorais demonstraram, dar alto “conteúdo” ao vazio. Não deve haver no mundo coisa tão cara como esta, ou em que os custos estejam tão afastados dos putativos benefícios .

Mas, que querem, é a República no seu melhor, e à portuguesa!

 

25.3.15

OUTRA VEZ A LISTA

Compulsado o que por aí se tem dito sobre a inexistente lista (que devia existir), pode concluir-se que, de um modo geral, as opiniões expressas dizem o contrário daquilo que a pobreza mental dos deputados, das direcções parlamentares, do Marcelo, do Mendes e da dona Manuela, quiseram meter na cabeça das pessoas.

Criou-se alta histeria política à volta de um assunto que não vale um caracol, a não ser nas tristes mentes dos citados e, acima de todos, na do Costa, esta tão limitada que não lhe chega para perceber o tiro no pé que a sua criminalizadora teoria representa. Os “responsabilizadores” multiplicam-se, fora com este, fora com aquele, mais o outro e aqueloutro! Um fartote. Um oceano de estupidez.

Vivemos num país cheio de “direitos” de privacidade e de personalidade. Há até uma comissão, ou coisa que o valha, certamente bem paga, destinada a “proteger” os dados, fiscais e outros, de cada um. Mas, quando se fala na possibilidade de preservar tais proclamados direitos, aqui d’El Rei que estão a pensar em criar privilégios! O crime, mais do que fazê-lo, é pensar na mera possibilidade de o vir a fazer. Mataste a sogra? Não, mas pensaste que talvez não fosse mau mandá-la desta para melhor. Um novo crime, o de pensar, pelo menos nas curvas da cabeçorra do Costa, mesmo que agir am conformidade não fosse crime nenhum.

E, afinal, as reacções da maioria dos que têm um bocadinho mais de operacionalidade nos neurónios, são unânimes: todos devíamos estar protegidos, e os que são, comprovadamente, habitual objecto de buscas, não direi mais protegidos que os outros, mas mais escrutinadas as tais buscas. Num bairro dito problemático, há mais vigilância, não é? Não porque os habitantes sejam mais que os de outros bairros, mas porque estarão mais ameaçados que eles. Não é difícil perceber, pois não?

Esperemos (metáfora!)que o recuo da arma do Costa lhe desfaça o focinho.

 

23.3.15

LES BONS ESPRITS...

 

Cito:

 

- Eles querem impor tudo à Grécia

Catarina Martins

 

- O governo grego, que acreditou que iria conseguir virar as costas à austeridade...

-Vasco Lourenço

 

- Se um banco tem problemas é preciso nacionalizá-lo

Francisco Louçã

 

- Esse organismo tripartido (a troica!) está a enviar os países para a idade média económica. É uma hidra de três cabeças cujo único interesse é defender os interesses dos bancos, das grandes instituições financeiras, de modo algum defender os interesses dos povos...

Jerónimo de Sousa

 

- ...os milhares de milhões que foram transferidos pra a Grécia... esse dinheiro não foi para a Grécia, não chegou ao povo grego, foi para os bancos.

- Boaventura SSantos

 

- Um sistema (a UE) é um sistema de ruína da grande maioria em benefício de uma ultraminoria.

Bernardino Soares

 

- Não somos por menos Estado, não somos por mais privatizações, não somos pelo ultraliberalismo, não somos por essas leis de mercado que têm que ser controladas...

António Costa

 

- O Tratado Transatlântico, no qual os mais fortes ganharão, as - multinacionais ganharão e os fracos morrerão.

Sampaio da Nóvoa

 

- Não vejo onde está o progresso, em Portugal e na Grécia, os recuos das prestações sociais, as perdas salariais, as privatizações forçadas...

Rui Tavares

 

- Eles são idênticos como políticos. Recebem ordens (da UE) e executam-nas. (Passos) recebe ordens e executa-as. (Costa) fará exactamente o mesmo. Não representam o povo porque não defendem os seus interesses...*

Viriato S. Marques

 

- (Tsipras) serviu de veículo à revolta democrática do povo. Espero que ele e o seu governo não cedam à UE e que assumam porque arriscam-se a decepcionar os que votaram neles.

Luís Fazenda

 

- (Merkel) é a patroa da Europa, a directora da prisão... os nossos dirigentes submetem-se à política imposta pela Alemanha... não defendem os interesses do povo.

Màrinho Pinto

***

Estas brilhantes considerações não foram proferidas por aqueles a quem o IRRITADO, com toda a justiça, as atribui, mas pela camarada Marine Le Pen. Como se vê, a exemplo da aliança do Tripas, os extremos são iguaizinhos...

Les bons ésprits se rencontrent.

 

* Aqui houve manipulação: Hollande e Sakozy foram substituídos...

 

23.3.15

PEDRO BACELAR DE VASCONCELOS

Se há rebanho numeroso pelas nossas bandas, é ele o dos “constitucionalistas”. Há-os de todos os tamanhos e feitios, desde os que, vá lá saber-se porquê, em vez de vergonha têm orgulho em se intitular “pais da Constituição”, aos que se comprazem em dar bocas aos jornais por dá cá aquela palha e àqueles que, surgindo do nada, tonitruam as mais rebuscadas teoria e opiniões. Têm pontos em comum: todos defendem a Constituição, o “semi-presidencialismo”, e outras rebuscadas matérias, tais as decisões, geralmanete ruinosas e politiqueiras, do Tribunal Constitucional.

Os políticos (há alguns que não são constitucionalistas ou ainda não se lembraram de como tal se intitular), mesmo os que algum dia propuseram que se tocasse no socialismo constitucional, depressa esqueceram tão nobre missão, mais que não seja porque perceberam que batiam sem remédio no imobilismo do PS .

Também há os taradinhos que, pouco ou nada tendo na caixa craneana, como o Costa e o Ferro, se lembraram de propor uma revisão extraordinária para... dar poderes ao Presidente para nomear o Governador do banco central! No imenso deserto de ideias em que vivem, encontraram este oásis e avançaram com uma “revisão cirúrgica”. Não podia ser mais ridículo, mesmo patético.

Mas – é esse o objecto deste post – apareceu um membro da constitucional agremiação e da direcção do PS a tergiversar. O homem (terá lido o IRRITADO?) defende nada mais nada menos que a eleição parlamentar do Presidente, por maioria qualificada. Hossana! Enquanto os seus chefes, mentalmente limitados, querem dar mais poderes ao Presidente, aparece um iconoclasta a querer acabar com a palhaçada e a monumental perturbação política das eleições directas!

Chama-se Pedro Bacelar de Vasconcelos e, ou me engano muito ou não tem futuro no palácio do largo dos ratos. Mas tiro-lhe o chapéu, mesmo que não passe de uma excepção para confirmar a regra da constitucionalite aguda de que o país enferma.

 

21.3.15

A TRISTE VERDADE

O chamdo Conselho de Finanças Públicas, organismo que não pode ser acusado de ser simpático para o governo, produziu mais um dos seus habituais relatórios. Espremendo a coisa, duas verdades se pode sublinhar: a) que a política orçamental do governo está certa e b) que vai ser preciso, pelo menos em 2016, mais austeridade.

Por outras palavras, venha o mais pintado descobrir a fórmula mágica para acabar com tal coisa. Nem Passos Coelho, nem Costa, nem Tripas, ninguém a poderá encontrar. A economia pode continuar, aos poucos, a crescer, o emprego, aos poucos, a aumentar, as poupanças privadas a florescer, as remessas do exterior a voltar, a malta a consumir... mas a austeridade é para continuar. What else?

Por outras palavras, teremos que mudar de vida ainda mais, os sete milhões que não pagam um tostão de impostos têm que passar a contribuir, a política fiscal/social que é brutalmente aplicada a uma parte minoritária da sociedade tem que cair sobre todos. Isto, é claro, se, por falta de dinheiro ou de iniciativa, continuar a não haver investimento, ideias, produção transaccionável, etc.. É o mais certo. Para quê os milhões do Draghi?

Não é preciso ser astrólogo para achar que dificilmente haverá volta a dar. As dívidas lá estão, as PPS’s lá estão, os abutres lá estão, enfim, tudo devidamente protegido por legiões de tribunais, de contratos malucos, de “direitos” adquiridos. Numa palavra, lá está bem firme toda a monumental obra do ruinoso socialismo socrapífio. O Estado social continuará a consumir loucuras, a malta a exigir ainda mais, sem cuidar do futuro de si mesma nem dos que aí vêm ou já cá estão.

Olhemos tal futuro com os olhos bem abertos. Esqueçamos a cegueira populista dos blocos, Pêésses & Cª, se quisermos gerir a nossa vidinha e ir buscar alguma esperança ao fundo do cerebelo.

 

20.3.15

DO VERDADEIRO SOCIALISMO

Sabem a quem pertencem a Lufthansa, a British Airways, a Ibéria, a Air France e muitas outras companhias ditas de bandeira? A privados! Tudo em boa hora privatizadinho.

Alguma vez lhes passou pela cabeça que uma não fosse alemã, outra britânica, outra espanhola, outra francesa? Alguma vez pensaram que os países em causa ficaram com a sua honra ofendida, ou diminuídos na sua dignidade, ou que fosse prejudicado o seu prestígio em razão da natureza dos titulares das acções de tais companhias?

A resposta tem que ser um não rotundo, se houver um mínimo de inteligência da parte de quem responde.

Por cá, porém, há uns pataratas - chefiados por um tal Vasconcelos, dito “cineasta”, que nunca cineastou nada que se visse, mestre em bocarras de esquerda, e integrados, entre outras maravilhas, pela boneca da Canavilhas, lá das ilhas - que acham que a Pátria fica coxa se a TAP for vendida.

Aqui temos mais uma demonstração, tipo grego, da florescente irmandade da esquerda, caviar e não caviar, com o mais primário e burro nacionalismo. Não é por acaso que os grandes fascismos foram sempre socialistas.

 

20.3.15

OUTRA VEZ A LISTA!

Afinal havia lista! Sabem porquê? Porque a Cavilhas, o Coelho, o Costa e, acima de tudo, o Pacheco, grande guru do estrume, disseram que sim.

E, na opinião das criaturas, se não havia lista era como se houvesse! E esta? Grande problema político, a ausência de lista.

Qualquer criatura, não apoiante da maioria mas minimamente fornecida de neurónios, e de honestidade!, que tivesse ouvido o “depoimento” do artista do sindicato, teria percebido que o sacripanta não tinha nada para dizer, para além de bocas destinadas a salvar a pele aos macacos das finanças que andam a vasculhar nas contas de cada um e que são objecto, como é óbvio, de investigação e, esperemos, de passagem à disponibilidade, de preferência sem vencimento.

As personalidades acima também perceberam. Têm neurónios, mas falta-lhe o resto. Demissão! O secretário de Estado, a senhora das finanças, o Primeiro Ministro, tudo para o olho da rua. Já agora, porque não o Presidente da República, os deputados da maioria, a mulher a dias de Belém e, aproveitando a maré, o tipo do Sporting, o Vieira e o chefe da banda da Amareleja. O Pinto da Costa é que não!

Não acham?

 

20.3.15

A LISTA VIP

Anda para aí um sururu dos diabos por causa da “lista vip”. Exista ou não. Já se percebeu que foi uma ideia que não chegou a ser aprovada ou, sequer, a chegar às instâncias competentes. Tudo isto é empolado, escarafunchado, se não foste tu foi o teu pai, e por aí fora.

Pertencer à lista devia ser um direito de todos nós, porque somos cidadãos, indivíduos, porque temos ou devíamos ter o intocável direito de ter a nossa vida privada sem que houvesse tipos a esgravatar.

Compreende-se que os funcionários da secção xis tenham acesso aos números dos cidadãos da sua área de competência, exclusivamente esses e exclusivamente para verificar se pagaram ou não pagaram o que deviam pagar. Mais nada.

Não é o que se passa. Qualquer gandulo das finanças, a soldo de jornalistas mais ou menos pidescos ou movido por intenções policiais, pode entrar nos dados daqueles que quer perseguir, enxovalhar, demolir. Nos desses e nos de todos nós. É o princípio da chantagem, da inveja, da inversão de valores, uma ofensa brutal aos direitos das pessoas, à sua vida privada, aos seus problemas pessoais.

Basta o que basta. Basta que nos persigam por razões de excesso de zelo, por instintos burocráticos exacerbados, por mero gozo administrativo. Há meios, e que meios, para nos infernizar a existência. Há requintadas formas de substituir o que devia ser da esfera da Justiça, pondo-o na da burocracia.

A haver lista vip, que estejamos todos nela, e deixa de ser necessária. Consultar os meus dados sem mandato ou competência para tal devia ser um crime público sem perdão. Se o objectivo for mais que “curiosidade”, então devia ser crime grave e qualificado.

Transformado que está o clima de campanha eleitoral, que devia ser de discussão de ideias, em puro ambiente de perseguição política de uns e de outros, tanto a existência ou não da lista vip como a sua utilização ad nauseam para fins persecutórios só contribui para o descrédito do que devia ser digno.

 

19.3.15

DA GUERRA “COLONIAL”

Um senhor, Nuno Pereira de seu nome, identificado como histriador, proferiu uma sentença eleita “frase do dia”. Reza assim: “A história oficial diz pouco, é preciso aprofundar os factos, devemos aproveitar que ainda há muitas testemunhas. A guerra colonial é um dos maiores tabus da história portuguesa.”

Não podia estar mais de acordo. Não sei quem o Pereira é, em que clube joga, ou o que quer ao certo dizer com aquilo.

A história das guerras ultramarinas da segunda metade do século vinte é objecto das mais abjectas e retorcidas interpretações e de narrativas “oficiais" aprendidas nos manuais de uma esquerda que nem a si própria – às suas origens – tem respeito. A “historiografia” nacional não se cansa de “criminalizar” uma geração, um passado, uma História, em favor de puras “interpretações convenientes”, da generalização abusiva e canalha de episódios isolados, de louvaminhas a bandos de “intelectuais progressistas” que causaram, em duas ou três décadas, mais mortes, mais fome, mais doença, mais guerra, que 500 anos de “colonialismo”, colocando as questões numa dimensão “moral” que nunca tiveram.

Se o tal senhor Nuno Pereira quer pôr os pontos nos is do que realmente se passou, honra lhe seja. Se quer perpetuar e “aprofundar” a aldrabice que por aí medra, então que se vá lixar.

 

18.3.15

IRRITAÇÕES

Parece que o ilustre causídico que se ocupa dos interesses do 44, depois de uma fase mais ou menos piadética, entrou em crise nervosa, quem sabe se por causa dos habeas corpus negados ou dos juízes da relação que lhe deram redondamente com os pés e se encarregaram de dizer que havia, no caso do seu constituinte, graves indícios de vários crimes. É natural, dirá quem vai assistindo aos acontecimentos. E também é natural as que piadas, mais ou menos simpáticas, do homem se tenham transformado em fel. Compreenda-se. Facto é que o fulano a mandou uma jornalista “tomar benho” (cheiraria mal?), e chamou “mentiroso” a outro, isto para dizer o menos, já que há quem afirme que houve coisas piores. A vida corre-lhe tão bem ou tão mal que se foi a bonomia.

O IRRITADO deseja ao visado que se acalme. Se não o fizer, por este andar acaba por perder a tineta.

 

18.3.15

INQUIETAÇÕES

Nos jornais de hoje há duas más notícias.

A primeira tem a ver com o regresso dos portugueses ao chamado consumismo. Tudo se vende mais, dos yogurtes aos automóveis (só ligeiros, foram mais trinta mil em 14 do que em 13), ao crédito ao consumo. Está tudo mais barato, mais fácil de financiar, o mau tempo já passou, não é? Uma ova.

A segunda diz respeito à publicação de estatísticas que apontam para o comércio, a restauração e a hotelaria como os ramos da economia onde o mercado de trabalho é mais florescente, onde há mais oferta e mais procura. Como já tem sido dito nestas páginas, o chamado “IVA da restauração” não teve efeito negativo de nenhuma espécie em tão reclamante sector e no CDS, para não falar na filarmónica da esquerda.

Pela Europa fora, e até no Japão, as coisas não serão muito diferentes, o que é demonstrativo do maior problema que temos pela frente. A nossa civilização não investe, come e bebe, não fabrica, consome. Já não temos indústria que se veja, menos ainda que se imponha. Ou produzimos coisas que ninguém mais faça ou temo-las mais baratas noutro lado. É a grande pergunta que o senhor Draghi e tantos outros deviam fazer. Não há injecções de dinheiro barato que sirvam, se aplicadas noutra coisa que não seja a produção de bens transaccionáveis, e os produtos verdadeiramente trasccionávies são cada vez menos, consequência da globalização, da concorrência e do Estado social. Perdemos o comboio do avanço tecnológico e parecemos não ter vontade nenhuma de apanhar outra vez a locomotiva, ou a carruagem da frente.

Remédio? Uma grande volta civilizacional. Escopo de todos, objectivo de alguns, com eco em nenhures.

 

18.3.15

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