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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

DECISÕES


As boas almas acham que a campanha eleitoral deve ser digna, deve tratar dos problemas dos eleitores, deve propor soluções para isto e para aquilo. Muito bem, a intenção é capaz de ser boa. Mas não será isso que fará com que as pessoas votem assim ou assado.
Vamos escolher pessoas, não números ou promessas. Vamos votar mais com o coração que com a cabeça. Vamos olhar uns e outros e apreciar o que têm feito, ou desfeito. Vamos votar, umas vezes sob influência do nosso caso pessoal – o que é um erro – outras por olhar à volta e ser capaz de ver mais longe. Vamos ouvir cada um e votar consoante o que nos podem, de facto garantir. Garantir o quê? Números ao vento? Promessas? Previsões matemáticas? Nem pensar. Vamos votar segundo a confiança que cada um, via passado próximo ou longínquo, nos infundir. Vamos ressuscitar o paleio socrélfio, ora repetido à exaustão, ou escolher a via, sacrificial mas eficaz, dos outros?


Muito se fala em “pessoas”. São pessoas o que vamos eleger.
À consideração de cada um.

31.7.15   

CONCEITOS ESQUERDOIDES


O INE, Instituto Nacional de Estatística - diz a esquerda, a começar pelo PS – é uma entidade independente, competente, fiável, acima de qualquer dúvida, sem mácula, merecedora dos maiores elogios.
Será? Com certeza, desde que os números sejam pessimistas.
Se são optimistas, então, para a mesmíssima esquerda, o mesmíssimo INE passa a dependente do governo, incompetente, duvidoso, sujo, a merecer a mais profunda condenação.
Os números, se podem ser utilizados pelo governo como positivos são, para a esquerda, manipulados, aldrabados, falaciosos. Se forem desfavoráveis ao governo, então, estão certíssimos.
Posto isto, é de perguntar: quando o PS nos mergulha numa floresta de números paridos pelo plantel, ou painel, ou lá o que é, que crédito merece?
Responda quem souber.

31.7.15

SAQUE


Os tubarões da edição aí estão, mais uma vez, a martelar as pessoas com os seus preciosos livros escolares. A cena repete-se, infindável, caríssima, quase diria violenta.
Há anos e anos se clama por aí, e com razão, em favor da estabilidade programática, que livraria as famílias, pelo menos em parte, deste ónus. Clama-se pela passagem dos manuais de ano para ano, de aluno mais velho para aluno mais novo. E, no entanto, há quarenta anos, sempre tudo na mesma. Quando havia pouco para mudar, inventou-se a introdução do absurdo quão estúpido acordo ortográfico, a deitar fora o que existe e a inventar tudo de novo. Nesta matéria, parece que o Crato teve uma crise de sono profundo.


Este post é um simples lamento, sem esperança nem objectivo viável.

31.7.15

CONTARECAS


Vários camaradas andam para aí, sob o comando do Costa, a dizer que faltam os números ao programa da maioria. Não sei se os números fazem tanta falta como isso. Mas sei que os números, se forem os do “painel” do PS, são de um absurdo que ultrapasa a imaginação do mais criativo.
Dou-lhes dois exemplos. Os trutas do “painel”, com o agrément do Costa & Cª, determinaram que, aliviando a TSU dos empregados, injectam dinheiro na economia – uns mil e tal milhões – e que a economia, animada pelo acréscimo de consumo, florirá como uma rosa de verão.

Os malvados do calibre do IRRITADO dizem que o que vai aumentar é as importações e que a balança de pagamentos vai voltar ao que era há três anos, com as consequências que se imagina. E, se atentarmos na fúria de consumo que, apesar da austeridade, anda outra vez por aí, então a hipótese do PS deixa de ser só estúpida para passar a perigosíssima.
Com certeza com esta inspiração, os artistas do “painel” decretam que o dinheiro que injectarem nos bolsos da malta tem uma volta na ponta. Três anos depois, meus senhores, venha de lá a massa!


Se é para coisas destas que os génios do “painel” fazem contas, então mais valia não fazer contas nenhumas.

30.7.15       

FANTASIAS


Com o seu arzinho agridoce, a miúda – nº 1 ou nº 2 - do BE veio dar-nos a sua douta opinião sobre o programa da maioria. Trata-se, diz ela, de “um discurso de Miss Mundo”. Vista a coisa superficialmente, trata-se de uma opinião como muitas que há por aí, ou seja, uma vulgaríssima parvoice.
Mas, se nos valermos dos nossos profundos conhecimentos de psico-politologia (?), hemos de convir que a coisa tem que se lhe diga. O que terá determinado a escolha da pequena? Podia ter falado de um discurso vazio, ou sem sentido, ou do amigo banana, ou outra patacoada qualquer. Mas não. O que ela viu foi a Miss Mundo a bambolear-se na passadeira vermelha do Madison Square, em bikini, a dar ao rabo, com um sorriso de plástico até às orelhas. O que ela viu será, dizem os psico-politólogos, uma imagem dos seus sonhos de glória, uma reflexão sobre os seus inatingíveis, quiçá inconscientes, objectivos. Para catalizar ou exorcisar tais tendências nada melhor que revivê-las de forma perversa, isto é, voltá-las contra terceiros, delas desmerecer para delas se livrar.
A pequena sabe que o “pensamento” do BE, como o do Siryza, não passa de um chorrilho de perigosíssimas badaladas ideológicas, ou inviáveis ou conducentes ao aniquilar de toda e qualquer liberdade, pública ou privada, liberal e democrática. Mas como não tem nada, a não ser tal pensamento, dedica-se a anatemizar o dos outros, nem que, para tal, tenha que fazer recurso às suas inconfessas fantasias e às suas tristes e secretas frustrações.
Para entrar nos concursos de Miss Mundo é preciso ter um certo peso, e uns certos centímetros no peito, na anca e no rabo. Para entar na política é preciso bestunto. Mas não chega. É que o bestunto, ou é bem utilizado ou é pior que a burrice.



30.7.15

DEPOIS DO ADEUS

É com moderada satisfação que o cidadão comum vê o intolerável Santos Silva ser corrido do adorado púlpito que, há anos que parecem séculos, detinha na TVI. Adeus ó vai-te embora!

Ver desaparecer das nossas caseiras noites os retorcidos raciocínios, as pesporrentes provocações, as ameaças, a antipatia visceral deste socrélfio de meia tigela, não pode deixar de ser uma boa notícia.

A satisfação é moderada, não por causa da partida do díscolo, mas pelo substituto que, depois do adeus, arranjaram. Ele aí está: o senhor Medina, outro distinto membro do socrelfismo, um tipo que acha exemplar o respeito do seu bem amado 44 pelos interesses do povo e da Nação, o seu sentido de Estado, a sua impecável honestidade, a sua ínclita dignidade.

Fica tudo dito, não é? Um “comentador” doce e cínico substitui um brutamontes desbocado. Mas, substancialmente, a mesma coisa. Ambos admiradores e seguidores da mesma vaca sagrada, ambos a ganhar umas propagandísticas massas.

Compreendo as vozes que se indignam com a mania de armar políticos em comentadores. A mania tem, no entanto, uma vantagem: os políticos, boa ou má, têm cara. De certa forma, são preferíveis a tantos comentadores (e jornalistas!) “independentes” que passam a vida na propaganda, evidente ou subliminar, dos partidos e das tendências e ideologias que dizem não servir.

No caso das duas criaturas que são objecto deste post, ao menos não há dúvidas: os objectivos de ambos são tão evidentes quão repugnantes.

 

29.7.15

PLANOS B

Como seria de esperar, não foi só o terrível senhor Schäuble a ter um plano B para a Grécia. Não tinha tal direito, diz a menina Martins, garante a Marianinha dos dossiers, gritam o careca e o Tavares mau. Malvado! A fazer contas de somir nas costas do povo grego! Parece impossível!

Ficámos agora a saber que não era só o tenebroso tudesco a traçar planos B. O Falhoufakis, com o agrément do Tripas, já tinha feito o seu, e há muito tempo. Mas, enquanto o Schäuble queria só uma saída do euro planeada, a prazo, faseada e o mais “pacífica” possível, o Fakis propunha-se criar dinheiro macaco, devassar as comunicações, o dinheiro, a vida privada de cada um. A fim de tornar as coisas mais “transparentes”, o Fakis contratava hackers para entrar nas finanças e tratar da saúde aos renitentes. À falta de melhor, o plano previa que a Grécia se sentasse ao colo do adorável Putin, também ele, como o Syriza, eleito pelo povo, como o Hitler (ora propagandeado pelo “Expresso”), eleito pelo povo, como o Haider, eleito pelo povo, como aquele tipo da Hungria, eleito pelo povo.

Estes “democratas” eleitos têm pontos comuns. No caso do Tripas, para já, temos as investigações decretadas na Grécia para, via várias entidades, ajuizar da fidelidade dos jornalistas à “via correcta”. Faz parte deste “tribunal” o sindicato dos ditos - o que nos dá ideia da profundidade a que o regime syrísico já chegou em matéria de “vigilância revolucionária”.

No parecer da chamada esquerda radical, o Schäuble não tinha direito a fazer um plano B, nem a considerar a saída do euro como possível, nem nada. O Syriza, por seu lado, tem todo o direito aos planos B que entender, a perseguir os jornalistas menos cómodos, a mamar no biberão do Putin, a vigiar as comunicações privadas, a assaltar sistemas informáticos, quem sabe se a ir abrindo uma linha férrea para a Sibéria, a fim de exportar os chatos.

A esquerda dita radical tem destas coisas. É que, sabe-se por experiência, e não só, que o verdadeiro socialismo só é viável em ditadura. Sempre foi assim, e será sempre assim, porque o socialismo é sempre desumano.

Donde se prova, além disso, que a democracia tem princípios e que quem não os aceita não tem nada a ver com ela, por muitos votos que conquiste. A democracia não se “aprofunda” pelo número de activistas ou protestantes que exerçam a sua influência nas decisões públicas. Só se torna mais rica se respeitar os princípios que lhe são próprios.

 

28.7.15

CARROCEIRADAS

Aqui há meses, o governo anunciou que a sobretaxa do IRS seria reduzida de acordo com a evolução das receitas do IVA e do IRS. A gritaria emergiu automaticamente. Os impostos iam aumentar porque, primeiro, para haver mais receita era preciso que houvesse mais impostos e, segundo, porque, se a cobrança fosse menos volumosa que no ano passado, pela ordem natural das coisas também haveria subida de impostos. Era o que o governo, subliminarmente, queria dizer!

O tempo foi passando. Os impostos não foram aumentados, mas as receitas subiram, o que, para espíritos não estragados por ideologias socialistas, quer dizer que a actividade económica melhorou. Mas a idiossincracia socialista não desarmou. Se houver mais receita tal só quer dizer que a máquina fiscal é totalitária, repressiva e persecutória.

Agora, o governo fez as contas do primeiro semestre e apurou que, a continuar a tendência verificada, será possível creditar aos cidadãos uns vinte por cento da sobretaxa. 

Boas notícias, dirão os menos informados pelo socialismo. A filarmónica, pelo contrário, pôs os trombones a funcionar. O PC e o BE disseram as alarvidades do costume, que o governo estava a fazer campanha eleitoral, que os cidadãos estavam a ser enganados, etc.. O costume, de reduzido interesse. O PS, esse, mandou um sacripanta do socratismo e membro da ala mais esquerdoide do partido - por conseguinte fiel amigo do Costa - um tal Santos, dar a corda às barbas e desatar num chorrilho de insultos, bojardas e dislates mais próprios dum  carroceiro que dum político minimamente decente.

Que diabo, para quê tanto nervosismo? O Costa não vê que, com amigos destes, se autoclassifica de forma ainda mais rasca do que, na verdade, merece?

 

25.7.15

ESCÂNDALO

Contra o parecer dos partidos do “arco da governação”, o Presidente - a quem, em tempos que já lá vão, o IRRITADO chamava SEPIIIRPPDAACS (Sua Excelência o Presidente da III República Portuguesa Professor Doutor Aníbal António Cavaco Silva) - resolveu marcar as eleições para o dia 4 de Outubro, como pretendiam os mais assanhados esquerdoides e os mais fiéis syrizófilos.

Ninguém protestou. Imagine-se, agora, o alarido que se seguiria se ele se tivesse lembrado de apontar para 27 de Setembro. O esquerdoides e os syrizófilos tonitruariam que o homem estava feito com “as políticas de direita”, com o neoultrahiperliberalismo, com as multinacionais e com as manobras do Schäuble. A estas horas, as miúdas do BE, mais o careca, já tinham aparecido 234 vezes aos gritos na televisão, 587 na rádio e, pelo menos, 825 nos jornais. Isto para não falar dos protestos do Jerónimo e do Arménio, ilustres representantes dos “trabalhadores”.

No secretariado do PS, aliás, não falta quem proteste por ver o partido alinhado com a Coligação, um escândalo sem precedentes que, no dizer do camarada dos Açores, não deverá constituir precedente haja o que houver.

Tendo SEPIIIRPDAACS alinhado com quem alinhou (já não é a primeira vez!), os contemplados não dão sinal de triunfo, já que nem por sombras admitem que tal coisa pudesse ser interpretada como concordância ou elogio. SEPIIIRPDAACS não se elogia, nem nunca se concorda com ele.

Haja decoro!

 

24.7.15

O BANDO

Lá para os lados da CML anda tudo engalfinhado com a história dos terrenos da feira popular. Faz-se contas de somar e de somir, aplica-se especiosos critérios - dos milhares de critérios existentes em milhares de decretos, planos, portarias, regulamentos, fórmulas, álgebras - e tudo minha gente tem razão, tudo minha gente aplica o douto cérebro, a ver quem ganha.

Quem ganha o quê? O munícipe não entende, nem perde tempo com o assunto. É lá com eles.

Eles discutem tudo, menos o que há para discutir. A discussão serve para distrair o pagode das responsabilidades desta gente nos monumentais prejuízos que, ao longo dos anos, por capricho e politiquice, já foram por ela causados à cidade.

Quantos milhões custou a paralização da construção do túnel do Marquês? Quantos milhões custou, e custa, à cidade e às pessoas, a monumental guerra contra a solução do problema do Parque Mayer, que podia, hoje, ser um dos mais lucrativos polos da atracção da cidade? Quantos milhões custa, e vai continuar a custar, a birra policiesca dos irmãos Fernandes, não contra um empreiteiro malandreco mas contra os interesses da cidade e do seu povo? Quantos milhões já custou pagar ao empreiteiro os prejuízos causados? Quantos milhões andam ainda pelos tribunais à espera de uma decisão, sabendo-se de antemão que serão centenas deles?

Um homem de honra e competência - Carmona Rodrigues - foi enxovalhado, acusado, perseguido, andou anos pelos tribunais, culpado de coisa nenhuma que não fosse ter lutado pelos interesses legítimos da capital do País.

O bando gaba-se de ter "endireitado" as finanças da Câmara sem dizer ao povo onde foi buscar o dinheiro, isto é, que o foi sacar ao Estado (aos impostos que pagamos) via venda dos terrenos do aeroporto (como foi o governo nisso?), e sem pòr no prato da balança os dinheiros de que acima falo, orgulhosamente deitados ao lixo. O bando está no poder!

Recordemos os nomes dos culpados, mais que não seja para memória futura: o primeiro, e mais "alto" é Jorge Sampaio que conseguiu aniquilar o projecto do casino e a recuperação do Parque Mayer. Depois, não se enganem, mas os malefícios do Fernandes jamais teriam o êxito que tiveram não fora o apoio do Costa, da Roseta e de tantos outros, hoje premiados com lugarzinhos dos bons nas listas do PS. O mal que fizeram à Câmara vai ter segimento no Parlamento.

Tanta gente a fazer tantas contas, ninguém a dizer a verdade, toda ou em parte. Que o bando as não faça, que as esconda, que nos atire areia aos olhos, é natural e próprio de certa gente. Mas, e os jornais? E os comentadores? E o poder judicial? Não há ninguém para dizer a verdade e apontar o dedo?

Não, não estou a dizer que o bando deve ir parar à cadeia. Isso não é comigo. Estou a dizer que o bando se prepara para tomar conta do Estado, e que compete a cada eleitor evitar tal desgraça.

 

23.7.15

HOLLANDICES

O camarada Hollande resolveu ter uma ideia, o que é de estranhar dada a fraca produtividade que lhe é tão peculiar. Talvez animado pelo "sucesso" dos burocratas que mandou a Atenas e embalado pela doce grandeur de la France, quis dar um ar da sua graça.

Pensou, pensou, e eis o que concluiu: vou arranjar uma catraca para tomar conta do euro e pôr esta malta toda com dono. Vai daí, deu à luz a seguinte ideia: vou propor um governo e um parlamento só para a zona euro; mas como, nisto do euro, há bons e há maus, há os importantes e os minhocas, há os de confiança e os pataratas, o melhor é reservar a primeira classe para uns e a turística para outros; eu escolho, e pronto. E, para não dar lugar a dúvidas, escolheu mesmo.

Vejam bem. A moeda única, sob a distinta batuta do Hollande, teria os seus ministros,o seu presidente (o Hollande!), o seu exército de tecnoburocratas, o seu orçamento, etc., na condição de os tais ministros serem, sem excepção, provenientes da escolha do Hollande ou melhor, de la Fraaaaannnceeee...

Perante isto, que pensar? Acerca do Hollande, o melhor é não pensar coisa nenhuma. Acerca da proposta, o mais animador será pensar que ninguém lhe vai ligar boia.

 

22.7.15

DOS MALEFÍCIOS DA INTELIGÊNCIA

As miúdas do BE, com o careca à perna, vieram comunicar ao povo os seus sonhos. Começaram, como é lógico, por elencar as desgraças em que estamos mergulhados, tantas, tantas, que quem as ouvisse se julgaria no Burkina Fasso, sem ofensa para este. Um optimista pensaria em Cuba ou na Sibéria nos saudosos tempos do socialismo real. É horrível, dizem as miúdas, e a culpa, como acham evidente, é do governo, ao qual, nesta matéria, juntam dez mil novos milionários.

Por mim, fiquei todo contente. Não fazia ideia – cá no fundo acho que é duvidoso – que, no último ano, tenham emergido dez mil novos milionários. A ser verdade, é óptimo! Nem julgaria que, com a pressão fiscal e as dificuldades financeiras que enfrentamos, houvesse por cá tão grande número heróis.

Vejam como as pessoas são diferentes e como a igualdade é um mito. Os tipos que, para mim, são heróis e merecem admiração e estímulo, são, para as miúdas, para o careca e para os avôzinhos Louçã e Fazenda – que estavam lá a aplaudir os sonhos - uns canalhas a quem cabe, a meias com o governo, a culpa das cósmicas desgraças que nos afligem.

Ou seja, entre os sonhos das miúdas (“o sonho ao poder!”) e a verdade, a distância mede-se em oníricómetros, ou seja, está entre o sono e a vigília. Não é preciso prová-lo. O Sirysa (irmão das miúdas) já o demonstrou, acabando com quaisquer dúvidas.

Admitindo que uma das miúdas é inteligente (a outra é só demagoga), fica igualmente provado que a inteligência, quando usada a partir de premissas de palha, é bem pior que a estupidez.

 

22.7.15


 

TRAFULHAS NO POLEIRO

Ele há coisas que toda a gente sabe, mas que vale a pena ir avivando. Refiro-me, desta vez – peço desculpa aos mais sensíveis – a um tristemente célebre fulano que, pelos vistos, goza de inusitados privilégios: o inaceitável Màrinho Pinto.

Este ilustre desconhecido emergiu na vida pública quando, julga-se que à falta de melhor, foi eleito bastonário da ordem dos advogados. A partir daí, habituámo-nos a ouvir da sua boca as mais desvairadas ideias, provocações, tontices, fantasias quixotescas e, às vezes, coisas que até pareciam simpáticas mas não passavam do mais barato parlapaté. É sabido que este tipo de discurso tem eco em muita gente mais ou menos ávida de novidade ou de promessas apalhaçadas.

Embalado com os dislates que ia produzindo, os quais, como é hábito neste tipo de matérias, gozavam de ampla cobertura mediática, o homem resolveu lançar-se na política. Como não tinha apoios institucionais, filiou-se num partideco que, politicamente, jamais existiu, e foi dando largas à verve, com a qual engatou, honra lhe seja, votos que o levaram ao Parlamento Europeu. Lá chegado, resolveu dizer mal daquilo, mas deixou-se estar encostado aos carcanhois que a coisa lhe ia creditando. Depois, borrifou na barriga de aluguer que, sem pagar renda, o acolheu, e saltou como um herói para a fundação de um partido novo a que chamou “republicano”, designação de má memória que, até então, ninguém se tinha lembrado de ressuscitar.

Ora o citado partideco resolveu, com carradas de razão, cassar-lhe o mandato por ter mudado de partido, como manda a nossa lei. Mas o tipo ganhou: os nossos ilustres legisladores, procuradores, juízes, acharam que o caso não estava previsto, isto é que a nossa lei nem por analogia se podia aplicar a um caso omisso. Ou seja, como não há moral, come o Màrinho!

Um hábito, a somar aos muitos maus hábitos da nossa vida política. Vem à lembrança o Tavares mau, que, sentadinho em Bruxelas/Estrasburgo, a viajar pelo mundo fora em executiva, resolveu pôr os paus ao Louçã, dar à sola, borrifar no patrão, no partido, em tudo menos no doce euro-carcanhol. Isto, até, com o apoio do engº Belmiro, vir, como um leão, a fundar, como o Màrinho, um partido, desta vez chamado Livre, ou seja, livre para tudo menos para largar o tacho.

Se muitas críticas se pode, com fundamento, assacar aos “velhos” senhores da política, que dizer dos novos?

 

19.7.15

AFINAL, QUEM É O MENTIROSO?


O camarada Costa, em prelecção tripeira, disse que Passos Coelho mentiu ao gabar-se de ter arranjado maneira de resolver um problema qualquer determinante para a aprovação do plano sobre a Grécia aceite em Bruxelas e Atenas.
Ora o que o PM disse está confirmado em diversos reports por aí publicados por jornalistas de outros países (os nossos não deram por nada...).
Inelutável conclusão: o mentiroso é o Costa, o PM disse a verdade.


Há mais. O PM afirmou que as contas apresentadas à Troica estavam marteladas. E disse porquê. A isto, Costa, um dos responsáveis pelo martelo, disse coisa nenhuma.
Inelutável conclusão: o Costa já era mentiroso há quatro anos, o PM foi enganado por ele e seus sequazes.

16.7.15

A CHANTAGEM RESULTOU


Depois de cinco meses de “chantagem geo-estratégica”, o Tripas conseguiu, finalmente, mais um monumental balão de oxigénio. Brandiu o seu amigo Putin, mais o chinês do Pireu, aos olhos de todos. Deixou, via ameaças e insultos, que se instalasse na Europa o medo do grexit. Chantageou toda a gente das mais rebuscadas maneiras. Mas o Putin foi mais cauteloso do que estaria nos triposos cálculos. Os chineses ficaram com o Pireu, e nem mais um chavo.
A Europa resistiu como uma leoa. Por palavras cruas, digamos que não deixou que a sodomizassem.
Mas foi pouco. A virtual estabilidade do euro, o putativo equilíbrio dos Balcãs, o terrorismo islâmico, os avanços da Rússia, a parceria na OTAN, acabaram por pesar nas contas europeias. Mas foi preciso, primeiro, pôr o Tripas a pão e laranjas, infelizmente com gravíssimos custos sociais. Entre a espada e a parede, o homem teve que abjurar das suas tresloucadas ideias e meter na gaveta as suas posições teóricas. Mas, no essencial – o dinheirinho – a chantagem resultou.
Uma meia derrota para as duas partes. Vai sair caro a ambas. O Tripas, se paga hoje com o que lhe emprestaram, não vai pagar amanhã. Os outros adiaram o problema e têm que pensar como vão comprar um novo adiamento da hecatombe final.
Reformas do Estado na Grécia? Não brinquemos. Os contribuintes que não contribuem, o evidente gigantismo da economia paralela, os vícios históricos das contas marteladas, os 50 motoristas por cada automóvel do Estado, as centenas de milhar de pessoas reformadas antes de tempo, as pessoas com mais de cento e vinte anos que continuam reformadas sem que haja registo dos óbitos, as famílias que recebem quatro ou cinco pensões sem direito a mais do que uma, as meninas e senhoras, filhas de funcionários públicos mortos, que custam, via “pensões”, uns 550 milhões por ano, os aparelhos médicos que custaram 400 vezes mais que no Reino Unido, as 600 categorias de empregados de alto risco, como os cabeleireiros, os músicos de instrumentos de sopro, os apresentadores de televisão et alia, tudo minha gente reformado aos 50 anos, a multidão de departamentos públicos que não servem para nada, as 300 empresas públicas criadas só nos últimos 10 anos, um lago seco desde 1930 que ainda emprega 1763 funcionários para a sua conservação, os 25% de cidadãos empregados do Estado, um  quarto dos activos, o salário médio dos trabalhadores dos caminhos de ferro do Estado de mais de 5.500 euros por mês, o metro de Atenas a facturar 90 milhões por ano e a custar 500, as reformas de 96% do último salário, (51% em França, 40% na Alemanha, 41% nos EUA, 31% no Japão...), o número de professores gregos 4 vezes o da Finlândia, e dos melhor pagos da Europa, etc.., nunca mais acaba.


Não é preciso pensar muito para não acreditar em nenhuma reforma do Estado grego poderá acabar com isto. Nem a Europa nem o Tripas acreditam nisso, nem no pagamento da dívida, nem têm a menor dose de confiança mútua, e toda a gente sabe que o problema está para ficar, só que com um acrescento de 80.000.000.000 a somar ao buraco.
O sistema europeu tem que ser alterado? Talvez. O problema é saber como. Mas não será, com certeza, com a contribuição dos novos nacionalistas da extrema esquerda e da extrema direita, bem unidos, solidários, populistas e mentirosos.


Por cá, basta ouvir e ver as miúdas do BE e o parvo do Livre, privilegiadíssimos com tempo de antena e páginas de jornais, todos os dias e a todas as horas (somemos-lhes um PS nefelibata e meio syrísico) para imaginar a que cavernas de paranóia nos arriscaríamos se caíssemos nas suas esparrelas.

15.7.15

CITAÇÕES


- Escreveu João Carlos Espada:
Maria Barroso convidou-nos a superar o sectarismo autoritário e tribal da I República e do Estado Novo.
Não pondo em causa a opinião do ilustre académico, cumpre-me lamentar que o marido da Senhora não tenha aceite o convite.


- Escreveu Rui Tavares (o Tavares mau):
A maior ameaça que paira sobre a a Europa hoje não é a de Putin ou do fundamentalismo islâmico, dos EUA ou da China, dos eurocéticos ou dos populistas. A maior ameaça que paira sobre a Europa hoje é a que representa Wolfgang Schäuble, ministro das finanças da Alemanha.
Cumpre-me lamentar que tanta estupidez e tão primitiva raiva possam medrar na cabeça de um ser humano que, diz-se por aí, é um tipo inteligente.


- Escreveu Paulo Baldaia:
(Se os gregos fizeram um referendo) parece-me inevitável que os restantes europeus também se pronunciem sobre as condições em que será feito um novo empréstimo.
Bem visto. Eu acrescentaria: um referendo - um eleitor um voto - em um único círculo eleitoral. Aproveitava-se a ocasião para criar um verdadeiro universo eleitoral europeu, abrindo caminho para o fim da grande pecha de todo o sistema: a inexistência de um eleitorado europeu propriamente dito.

14.7.15

ESCOLHER AS VERDADES


O chamado Império Colonial Português começou, como se sabe, no século XV (1415), e viu-se acabado no fim do segundo quartel do século XX (1975). Durou 560 anos, ou 584 se incluirmos Macau – que não fazia parte do conceito, mas isso não vem ao caso. Foi tarefa de dezenas de gerações. No fim do século XIX atingiu o seu auge em termos ideológicos ao ser transformado em arma de arremesso do nacionalismo imperial dos republicanos contra as fraquezas da Monarquia. Nada foi, em Portugal, tão imperialista como a primeira República.
A segunda República, neste como noutros aspectos, seguiu os passos da primeira. O Império não se discutia, mesmo muito depois de outros já o teram feito e de os chamados “ventos da história” o terem condenado. A Europa mergulhara em nova moral política, mais uma vez de carácter nacionalista, só que ora aplicado, não aos países imperiais mas aos seus territórios ultramarinos, subitamente transformados em nações. A segunda República não soube compreender o que se passava e meteu-se em lutas que os tempos tinham passado a condenar. Mas não pode dizer-se que uma constante histórica com 560 anos fosse uma invenção do “fascismo”, como é voz corrente na “historigrafia” dos nossos dias.  
Tal “historiografia” impõe que se transforme as campanhas do ultramar em mares de crueldade, de massacres, de desumanidade, de assassínios, violações, de bombas de napalm e de mais toda a parafernália de crimes que imaginar se possa. É esse o ponto de vista de mais um escritor (João Céu e Silva) hoje propagandeado no Diário de Notícias, propriedade do seu patrão. O senhor Céu, diz ele, andou à cata de “testemunhos”, todos, ao que parece, destinados a confirmar as teses criminais.
Como passei 27 meses (1964/1967) em Angola, naquilo a que se chamava ZIN, Zona de Intervenção Norte, “de especial pericolosidade” (a Pátria reconhece-o pagando-me 150 euros por ano!), sinto-me no direito de testemunhar exactamente o contrário das “teses” do senhor Céu. Conheci bastante de tal zona, de Sazaire ao Tomboco, do Tomboco ao Quelo, do Quelo a Nóqui e à Benza, passei por Nambuangongo e por Zala, e bastante mais. O que posso dizer, sem pretensões à propaganda de que o senhor Céu é objecto, é que, “espremidas” as coisas, a presença das tropas portuguesas nessas paragens foi uma lição de humanidade, de convivência e de protecção das populações. A tropa proporcinava assistência médica a gentes até então “tratadas” por feiticeiros, levava o médico a dezenas de quilómetros por terríveis e inseguras picadas se tivesse notícia de um parto eminente ou de uma apendicite, em muitos locais ensinava a ler e a escrever, transportava produtos locais para o comércio geral, dava emprego a quem nem sabia o que isso era e, para além disso, mantinha em segurança gentes atónitas, entaladas por hordas de “nacionalistas” que pouco entendiam. A tropa era bem recebida nas sanzalas, dava-se com as autoridades tribais, protegia missões, criava amigos.
Tudo isto foi o pano de fundo desses 27 meses, ou seja, a verdade dos factos. Tudo ao contrário do que querem as tremendas bojardas, ilegitimamente generalizadas, com que os escritores ganham a vida e que me apraz condenar.
Tenho dito.

9.7.15

GATO ESCONDIDO...


Para mim, o rabo do gato está de fora desde o primeiro dia: o Siryza & Cª jamais tiveram fosse o que fosse a ver com democracia. Servir-se dos seus mecanismos é uma coisa, ser seu adepto é outra, totalmente diferente ou até oposta. Mas, para certos “pensadores” da nossa praça, tipo meninas do BE, aparatchiques do PC, sampaios das nóvoas ou sampaios tout court, costas, boaventuras, viriatos e quejandos, é bom que o rabo fique à vista, sem mais lugar a dúvidas quanto à existência do gato.
Os jornalistas gregos que tiveram o topete de ser a favor do SIM estão a ser “julgados” em Atenas, por comissões parlamentares de “ética” (deve ser ética republicana, tão ao gosto do nacional-jacobinismo), pela autoridade grega da comunicação social e por outras rebuscadas instâncias.

Estão a ver o rabo do gato? Algo me diz que os citados “pensadores”, mesmo assim, são capazes de achar que o gato não existe.


E a “Europa”? Abrirá os olhos, ou continuará a aturar o Tripas para além da toda a gataria?

9.7.15

UM “CADERNO” EXEMPLAR


Ontem, 7 de Julho de 2015, vésperas de mais um debate do estado da Nação, o jornal privado chamado “Público”, órgão oficioso da oposição socialista e fiel amigo do PC, publicou um caderno especial sobre o assunto.
Recomenda-se a leitura dos leads. Trata-se de uma extraordinária aplicação da alegoria do “copo-meio-cheio-ou-meio-vazio”, com exclusivo  acento acento na segunda parte. Todos os copos que, com razão ou manipulação dos números, se pode considerar meio-cheios passam, sem excepção, a meio-vazios ou a vazios de todo. Os que estão mais, ou muito mais cheios que vazios, esses, despeja-se-lhes uma pinguinha e passam a meio vazios.
Aqui temos, preto no branco, até a cores, como se faz, com dados mais ou menos credíveis, um subliminar, “objectivo” e politiqueiro libelo acusatório. Fantástico!

8.7.15   

DA MORAL DOS DITADORES

 

Já tenho escrito isto várias vezes, mas não será mau repeti-lo, a ver se alguém lê com olhos de ler: o mais espantoso do referendo do Syriza é ter sido aceite por aí como se correspondesse a alguma verdade.

Não é possível que uma enorme quantidade de sondagens, incluindo as feitas no dia da votação, aponte, sem excepção, para um empate técnico, e que o resutado seja tão alargado como foi, para um dos lados. Nunca, em parte alguma, um referendo foi organizado tão depressa nem tão em cima da hora. Bastava isto para desconfiar. E não será preciso ser muito imaginativo para pensar que a golpada estava preparada há muito, para ser vibrada quando mais conviesse. Os insultos, as ameaças, as carroceiradas, não chegavam, isto é, não surtiam efeito. Daí que fosse preciso uma espécie de arrochada de surpreza, bem preparada, com uma contagem que não deixasse lugar a dúvidas. Coisa de profissionais.
Estou convencido que “a Europa” come disto para não criar mais problemas. Denunciar a chapelada do Syriza e da extrema-direita podia ser pior que fingir que se aceita o resultado.


Outra questão, que o futuro talvez venha a esclarecer, é a de saber se um governo, sem denunciar tratados, sem pôr em causa nenhum nenhum pacto ou compromisso nacional formalmente subscrito, ratificado e aceite, tem legitimidade para fazer o que o Syriza tem feito. Não é, mas assim acontece.

Será legítimo aceitar pertencer a uma organização onde vigora (mal, a meu ver) a lei da unanimidade, para depois se opor a ela de forma diplomática e curialmente inaceitável, em vez de a discutir, mais tarde, de pleno direito? Não é, mas assim acontece.
Será compreensível que um governo acabe, propositadamente, com o hesitante mas positivo caminho que o seu país estava, apesar de tudo, a começar a trilhar, substituindo-o pelo descalabro social, económico e financeiro a que vimos assistindo? Não é, mas assim acontece.
Será legítimo, depois dos variados insultos e chantagens em que é mestre, vir um governo esgrimir que a chantagem é dos outros, de todos os outros, e que a solução tem que ser a dele com excepção das de todos os outros? Não é, mas assim acontece.
Será legítimo que, por cegueira ideológica ou exibicionismo teimoso, se reduza a zero a capacidade de um povo inteiro financiar o seu dia a dia, exigindo de terceiros que metem quase cem mil milhões nos bancos, e que tal pedinchice seja feita por quem acusa os demais de ter ajudado os bancos? Não é, mas assim acontece.


É evidente que, se a “solução” vier a ser o que o Syriza propõe, não passará em vários parlamentos e em vários governos. Mesmo a “solução” que os parceiros europeus da Grécia tinham proposto e que o “referendo” recusou, passaria? Tenho as maiores dúvidas.


É possível afirmar, ou aceitar, que as políticas do Syriza tenham alguma coisa de democrático? É, ou seria, com uma condição: que o Syriza decretasse a saída da Grécia do euro e da União, e depois fizesse o que lhe desse na gana. Enquanto estiver comprometido com estas coisas, não pode eximir-se a elas, boas ou más. Nem pode fingir que a tal soberania, com que tanto esgrime, não tem os limites a que se comprometeu, isto é, que não é partilhada com terceiros. Achar que a “soberania” dos gregos, mesmo expressa em referendos duvidosos, se sobrepõe à dos outros, aos que aceitam os seus limites, é digno da “moral” de ditadores, não da de democratas.

7.7.15

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