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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

A VERDADE É UMA CHATICE

Por unanimidade, o pelotão da nacional inteligentsia ergue-se, altaneiro e indignado, contra as dúvidas levantadas por Paulo Rangel quanto ao que se passaria em certos casos de justiça se o PS mandasse. Sindicatos, magistrados, bastonárias, não há "figura" que não se revolte contra as dúvidas do Rangel.

Não se percebe porque será que o ilustre pelotão não se indignou quando o primeiro-ministro Pinto de Sousa foi “ilibado” por um PGR seu amigo e por um alto juiz, os quais, contra o parecer de quem investigava, mandaram queimar as escutas que o envolviam num processo-crime.

Mesmo estando um dos seus ministros alegadamente envolvido no assunto, este governo levou à justiça casos de licenciaturas duvidosas que a justiça, em toda a independência, investiga e punirá quando disso for caso.

Não se percebe porque será que todo este ilustre pelotão não se indignou quando, na mesma história, estava envolvido o líder do PS.

E a fantástica série de “casos”, no tempo do PS, que não motivaram a indignação do pelotão?

E o pelotão não dá porque, com este governo, jamais houve a mais leve intromissão no trabalho da Justiça, nem sinais disso?

Então onde está a verdade senão no que Rangel disse?

Porquê tanta indignação? É que, meus senhores, há verdades e verdades. Quando são incómodas, como a do Rangel, as do INE, e tantas outras, o pelotão, com o PS à cabeça, diz que são mentiras ou que foram manipuladas!

O pelotão indigna-se em vez de, em acto de contrição, reconhecer em silêncio que o Rangel é capaz de ter razão.

Rangel não meteu a justiça na campanha. Meteu o PS, e fez muito bem. Se houve, para além do PS (que devia ter ficado caladinho como um rato) quem desse à casca é, mais uma vez, porque o Rangel disse a verdade. Dar à casca só o confirma.

 

31.8.15

RANGER OS DENTES

Ontem, o senhor Rangel disse que, no tempo dos socialistas, seria inimaginável a prisão do 44 e do Dr. Salgado.

Teria razão?

Vejamos. Os tempos em que a Justiça e a finança afinavam com o poder acabaram. Agora, já não há procuradores amigos nem altos juízes a mandar destruir os elementos de prova que os colegas encarregados do assunto achavam incriminatórios. Agora, já não há governantes que nacionalizem bancos falidos e lá metam milhares de milhões. Agora, já não há um Banco de Portugal aberto às malandrices da política. Agora, já não há governo que persiga jornalistas incómodos, nem que se meta em jogadas empresariais ao serviço sabe-se lá de quê.

É isto verdade, ou não? É, sim senhor. Uma verdade brutal, evidente, sem contestação política possível. O Rangel tem carradas de razão.

Mas o PS, no seu inacreditável e desavergonhado socratismo, em vez de se calar, deu à casca como um doido. Veio exigir, no uso de uma lata ao cubo, que o PM se retrate das afirmações do tal Rangel. Fantástico, não é?

Mal a notícia correu, logo a SIC tratou de destacar a reacção oficial do Rato (coitado do Assis!) e de, logo a seguir, entregar o microfone a um tipo conhecido por “cabeça de porco” (juro que não fui eu que inventei esta), que corrigiu e aumentou a indignação socialista. Julgo que outros o terão feito, ou farão.

Por mim, mudei de canal e fui ver um filme de porrada, muito mais moral que a revolta dos adeptos do Costa (e do outro!).

Espero que Passos Coelho dê ao caso a atenção que merece, isto é, atenção nenhuma. Em alternativa, que diga que o Rangel tinha toda a razão. Os outros que ranjam com as bocas do Rangel.

 

30.8.15

NÃO PERDOO

Aqui há uns anos, o jornal “Sol” era, nos textos do IRRITADO, conhecido por “Sólcrates”, tal era a protecção dada ao primeiro-ministro de então, hoje 44. Todas as broncas, todas as falhas de carácter do indivíduo conheciam, da parte do “Sol”, a devida absolvição.

Em abono da verdade, diga-se que este namoro, talvez pueril, felizmente durou pouco. O “Sol” é dirigido por gente inteligente, que depressa percebeu onde se estava a meter.

Perdoado que está o “Sol” deste pecado, eis que comete um novo, ainda mais grave. Inopinadamente, a respectiva direcção vem anunciar que o jornal vai passar a ser escrito, não em português mas em acordoortografiquês, ou seja, em brasileirês de segunda.

Apesar das pressões oficiais, muito do agrado dos editores de livros escolares, para que se aceite tal mergulho no lixo idiomático, nada obriga a que se proceda assim. Um acordo destes, como qualquer compromisso internacional, só é válido após ratificação de todas as partes envolvidas. Não é o caso. Se não é o caso, o acordo não existe, nem pode entrar em vigor. Se as hostes da política e o Tribunal Constitucional aceitam a ilegalidade, compete à sociedade denunciá-la, assim resistindo como pode à subserviência e à indignidade. Pensar-se-ia que a imprensa escrita, tão pródiga que é em encontrar arguelhos nos olhos de toda a gente, seria a primeira a ter a mais estrita obrigação de ser a primeira nessa resistência. Sabemos que não é. Dos periódicos que cá entram em casa, já tenho os miseráveis exemplos do DN e do “Expresso”. O “Sol” seria, a meu ver, o último a embarcar, honra lhe fosse.

Mas não foi. Enganei-me, ou fui enganado.

É triste. Mas ainda mais tristes são as esfarrapadíssimas desculpas com que a direcção do “Sol” tenta justificar a injustificável decisão. Sobre elas, cumpre-me não comentar, porque comentários não merecem.

Enfim, no melhor pano cai a nódoa. Que Deus lhes perdoe. Eu não.

 

30.8.15

DE VOLTA AOS DEBATES

Um estrangeiro que aqui chegasse e não conhecesse o país, ao ler os jornais concluiria que uma tal Catarina Martins (que ele não sabe quem é) seria uma espécie de Tatcher, ou Merkel, a líder máxima da política portuguesa, por isso a mais desejada presença na “informação”. Conclusão razoável e legítima de quem a vê em quatro debates, sendo que os políticos menores, como Costa ou Jerónimo, não passam de três, e os ainda mais insignificantes, como Passos e Portas, se ficam pelos dois.

Desde o meu último post sobre o assunto já houve várias alterações ao mapa “debatitório”. Mas a “correlação de forças” continua na mesma. Justifica-se. Não é verdade que, de todos os políticos de serviço na TV, a rapariga é única que aparece todos os dias, por uma razão ou outra, ou por razão nenhuma? A mais desejada, pelo menos pelos jornalistas, assim demonstrando justa atenção às necessidades informativas do povo.

Mantêm-se além disso as devidas proporções. Não é verdade que os partidos da esquerda proliferam por aí como formigas com catarro, e que os outros são só dois? Por isso que, pelos distintos critérios informativos em vigor, é perfeitamente lógico e natural que os primeiros tenham garantido dez presenças nos debates, e os segundos quatro. 71% para uns, 29% para outros. Não é lógico? Mais que lógico, é admirável e muito democrático. Usando outro critério, teremos a esquerda com duas vezes e meia as presenças do centro e da direita (250%).

Como no faduncho, tudo isto existe, tudo isto é triste, tudo isto é caca.

 

29.8.15

O CAGAÇO CONTINUA

 

Borrado de medo com os debates (Portas não!), com as invectivas cretino-sacanas do Pinto de Sousa, com a arrancada da dona Maria da laca, Costa pôs em acção os seus apaniguados, a ver se, pelo menos com esta, consegue fazer farinha.

Um deles, o “jornalista independente” do lacinho, que é sub-chefe do “Expresso” e que, para além de outros anunciantes, serve o PS, veio à liça zurzir a nervosa senhorinha. Cito o lead do “Expresso electrónico”: "Maria de Belém está a apostar na derrota dos socialistas nas legislativas e na substituição de António Costa – pela simples razão de saber que, com Costa não terá nem cargos, nem prebendas, nem sinecuras nos próximos anos se este chagar a primeiro-ministro."

Como se pode ver, trata-se de uma tirada do mais carroceiro (até no português!) que se possa imaginar. Com um só tiro, o laçarote faz campanha pelo Nóvoa e arranja uma desculpa para os azares do Costa. Se as coisas correrem mal, a culpa é da dona Maria! Grande jornalista! Grande galego.

 

25.8.15

PROPORCIONALIDADE DE ESQUERDA

É de uma evidência cristalina que o PS se borra de medo do Portas. Assim, na monumental pastelada que foram as negociações para os debates da campanha eleitoral, conseguiu evitar qualquer frente a frente Portas/Costa. Mais cagaço não é possível. Algo me diz que, se pudessem evitar também o frente a frente Passos/Costa, tê-lo-iam feito. Quem tem rabinho tem medo, não é?

Vejamos agora quem é o grande triunfador da pastelada. Quem havia de ser? A insuportável Catarina Martins, um ofídeo político, tão ignorante quão palavroso!

Vejamos:

Catarina, 5 exibições

Jerónimo, 4

Costa, 4

Portas, 3

Passos, 2

Notável, não acham? Dir-se-á que Passos só tem duas porque não aceita a humilhação de ir à última. Em sinal de protesto, vai o Portas, o tal que foi ostracisado pela pele de galinha do Costa.

Feitas as contas de outra forma, verifica-se que os comunistas e socialistas ficaram com 13 lugares, a coligação com 5. Estranha proporcionalidade “democrática”. Manipulação é o que, com a prestimosa colaboração dos media, se chama a isto. Como é possível? Perguntem ao Costa. O objectivo é claro: quer ganhar em tempo de antena o que vai perder nas urnas.

Assim seja.

 

24.8.15

DA ELEITORAL PESSEGADA

 

Uma fartura! Não, não se trata daquelas farturas fritas, com açucar e canela, que põem as tripas a exsudar gorduras saturadas durante quinze dias. Nem sequer de churros, que são a mesma coisa em mais pequeno e empestam as tascas espanholas.

A fartura em causa é de partidos. Vinte candidaturas às legislativas, vinte e três partidos, dos quais uns dezasseis praticamente inexistentes. Para quem advoga que os partidos estão em crise, aí está a resposta: qualquer bicho careta faz um partido, e vai disto.

Não faltam opções. O que vai faltar são optantes, não por mor das abstenções, mas porque ninguém sabe quem eles são e, quando sabe, manda-os passear, que isto de eleições, digam o que disserem, é coisa séria.

Sem fazer concorrência ao INE, estimo que, nesta chusma de partidos, haja um bolchevista, um maoista, seis de extrema esquerda, hoje ditos radicais, uns três de esquerda não extrema, ditos de esquerda democrática, mais uns três de direita, um de extrema direita, dita fascista, quatro centristas, e outros quatro que não faço ideia o que sejam nem sei se alguém fará.

De um ponto de vista lúdico, diga-se que a esmagadora maioria das organizações em disputa não passa de folclore, artesanato ou brincadeira pouco esperta.

Da horda de brincalhões, os chamados media seleccionarão, via altos e meritórios critérios, os que entenderem dar a conhecer à plebe. Os que não são brincalhões ficarão sujeitos aos mesmos critérios.

Não quero desmerecer do acto eleitoral, quem desmerece dele é quem, nada dizendo que interesse, ou sabendo seja o que for, aproveita para deitar a cabecita de fora, a ver se é visto. O mesmo no que se refere à lei eleitoral e à permissividade da constitucional burocracia.

 

Mas nem só de legislativas vive a política. Temos à espreita as presidenciais, estas inúteis e/ou contraproducentes. Só na zona do Rato já vamos em três candidatos declarados. Do PC virá, garantidamente, mais um. Da esquerda folclórica, ou caviar, uns dois ou três são prováveis. À direita há três hipóteses, sendo de prever que só uma avance ou, vá lá, duas. Há depois uma panóplia de raminhos de salsa que não servem para nada que não seja rapar as sobras na frigideira do protaginismo.

A pergunta a fazer é esta: para quê? Em nome de que “princípio” se faz uma campanha, se gasta muitos milhões de euros, se põe os eleitores a votar num senhor que não tem poder político, que se sente na obrigação de se mostrar, que se arroga a posse de um “poder moderador” que não tem, que, para propalar que existe, se vê na contingência, de que muito gosta, de mandar bocas sobre isto e aquilo, pouco ou nada podendo fazer para mudar isto ou aquilo. Ao ponto, rigorosamente deletério, de haver presidentes como Eanes ou Soares, que fazem a vida negra aos governos de outra cor, ou como Sampaio que, para se mostrar, se armou em chefe da tropa e, pior ainda, não hesitou em ferrar um golpe de Estado para pôr os seus no poleiro. Ou Cavaco que, em nome da estabilidade, aguentou como um herói as deslealdades do Pinto de Sousa e, depois, em nome do mesmo princípio, com um governo da sua cor, se dedicou a dar uma no cravo outra na ferradura.

Para que serviram todos estes ilustres senhores? Para que serve a dupla legitimidade, seja ela da mesma cor, ou leve à coabitação? Um presidente, ou manda, como o francês, podendo admitir-se que seja eleito por sufrágio universal, ou só representa, como em todos os outros regimes democráticos da Europa Ocidental e, nessa altura, é eleito pelo parlamento, relectindo os equilíbrios políticos existentes. Há ainda o caso das monarquias europeias – onde melhor funciona a democracia – em que os reis são objecto de confirmação parlamentar.

O sistema português é único, ridículo, idiota e confusionista. E é para alimentar esta coisa que se põe os portugueses a votar!

 

23.8.15

REFEXÕES À TOA

Qual é o político no activo que se vê mais na TV?

Ora pensem lá. O Passos? Não! O Costa? Wrong! O Portas? Nem pensar! O Jerónimo? O tanas!

Então, quem? A espernéfica Catarina, com lugar cativo, dia sim dia sim, em todos os canais. Pois é. Quase tão “assídua” como ela, é a colega, a falinhas mansas da moda. A primeira, de tão desagradável, de tão evidentemente banha da cobra, não convence ninguém, ou só cola na tola dos tontos e nas preferências dos “jornalistas”. A segunda, essa sabe umas coisas, isto é, com pontos de partida completamente estrambólicos e demonstradissimamente errados, perigosos e geradores de tiranias várias, tem uns raciocínios lógicos, capazes de cativar os carentes.

Vejam o “Expresso” de hoje. É um mimo, não acham? Não contente por andar a fazer propaganda ao Hitler, o coiso dedica-se agora a dar credibilidade ao BE através da falinhas mansas, socialista revolucionária disfarçada de doce economista. Um dia disse que esta moçoila era tão esperta que ainda acabava no PSD. Não é nada que não se tenha já visto. Mas, pensando bem, acho que é mais provável que acabe no PS.

Apesar de tudo, nisto de propaganda na TV, o defeso parlamentar tem as suas vantagens: por exemplo, deixámos de ter que ouvir a quotidiana dona Eloísa a esganiçar cassetes e a fingir que tem um partido, outro que não o PC. Também somos poupados aos elogios do Ferro (frio) ao insigne camarada Pinto de Sousa, a banhos em Évora. Durante uns tempos, curtos mas bons – deixaremos de estar sujeitos a estes e a tantos outros, generosa e criteriosamente e escolhidos pela trindade do pavor – RTP, SIC, TVI e ajacentes.

Melhor pensando, se calhar a Eloísa, o Ferro e os demais eram menos chatos que os intelectuais da bola, actuais donos da “informação” em Portugal.    

 

22.8.15

SENSACIONAL!

Ainda a procissão vai no adro, e já as macro inteligências dos rapazes do macro “documento macro económico” - e do programa do PS - chegaram à conclusão que estava tudo mais ou menos errado. Revista a coisa, as “medidas” são caras (mais despesa) o défice sobe, etc..

Gabe-se a seriedade dos artistas. Antes das fatais derrapagens e desgraças a que submeteriam o país se nele mandassem, resolveram moderar a arrancada. É claro que a credibilidade daquilo tudo, que não era famosa, fica de rastos.

Para adoçar a pílula, resolvem os rapazes dar uma do antigamente, correcta e aumentada: 230.000 novos empregos. É d'homem! O Pinto de Sousa, coitadinho, só prometia mais 150.000. Era um tipo modesto. Os craques da macro sobem a parada. O resultado é certo e sabido.

Não se sabe se mais parvos são os craques ou os que pensam votar neles. Mas estão bem uns para os outros.

 

19.8.15

SINCEROS DESEJOS

Uma coisa há a agradecer à dona Maria do Dafundo, perdão, de Belém. Não, não se trata da bem merecida gratidão dos fabricantes de laca, nem da dos manufactores de saltos altos. Trata-se da minha.

Dividir o PS só pode ser bom para todos nós. Pôr o Nóvoa de encontro à parede também. Agradeço.

O inteligente Alegre, das catacumbas da voz grossa e da política, veio dizer que é uma candidatura contra o “machismo”. Como o maior, talvez o único trunfo da senhora, é ser mulher, não há machismo nenhum contra o qual lutar. Só se houver muitas “machistas” na maioria de mulheres que integra o eleitorado.

O Costa, por seu lado, ganha mais uma oportunidade de ouro para meter os pés pelas mãos, actividade em que, como é sabido, se tem vindo a especializar com assinalável sucesso. Foi apoiante do Syriza e passa a vida a dizer que não, nem sabe o que é. Vociferava contra a austeridade, mas já acha que é capaz de não ser má de todo. Para ele, a austeridade não é carne nem é peixe. Para dizer o que lhe vai na alma, nem sabe bem o que é ou vai ser. Achava que a segurança social tinha sido salva pela falhadíssima reforma do PS, mas já confessa que faltam milhões. Clamava pelos bens transaccionáveis, mas veio a pôr-se, mercê dos macros do plantel, a exigir consumo interno e a prometer dar dinheiro (a prazo!) para o aumentar. Andou com o Nóvoa ao colo, e olha o presente que a dona Maria lhe deu: um par de botas que jamais será capaz de descalçar.

Coitado do Costa! Ele, que julgava ter o pássaro na mão! Não há direito! As contas estão todas, sem excepção, a sair erradas. As marteladas que os tipos do plantel deram nas contas, mascaradas de alta competência, nem um dia funcionaram, nem jamais funcionarão, como já não há quem não tenha percebido.

Ainda por cima os cartazes! Emendados estes, sem que o Costa, responsável máximo, se tenha demitido, veio reforçar o seu slogan: Confiança!

Mais uma irremediável patada na poça. Confiança é última coisa de que ele pode convencer seja quem for. Poderá haver quem vote nele porque não gosta dos outros, ou porque tem a pedra no sapato, ou porque ainda acredita no Pinto de Sousa e nas suas miseráveis hostes. Mas, mesmo esses, não terão nele, porque é impossível, aquilo que ele propagandeia: confiança.

Em suma, Costa passou a cómico, tão cómico que é capaz de fazer o mesmo de há cinco anos, ou seja, ter uma data de candidatos à presidência.

 

É tudo. Com os meus desejos que a Dona Maria, de quem muito gosto, tenha os resultados alcançados nesse tempo pelo seu apoiante Alegre, e que o palavreadoso Nóvoa se fique pelos do camarada Soares. Isto, com o Costa a atravessar o deserto, seria o ideal.

 

18.8.15

VIVA O ABE!

 

Para quem ande distraído, o Abe é o PM do Japão. Tem vindo aí, diariamente, nas notícias. A correcção política da moda critica-o acerbamente por dois motivos, a saber: o homem não pede desculpa pela II Guerra Mundial, só diz que foi um erro que muito lamenta; o homem diz que vai reabrir as centrais nucleares.

O politicamente correcto acha que o homem – e o Japão – se deviam pôr de joelhos perante o mundo, e pedir desculpa pelo que, há 70 anos, fizeram os avós os actuais japoneses. O Abe não vai nisso. Tais mariquices são para tipos como o Soares, que pede desculpa pela expulsão dos judeus, no século XVI, como se o Senhor Dom Manuel I lhe desse procuração para tal. Foi um erro, é certo, mas as desculpas fazem lembrar a fábula do lobo e do cordeiro: não foste tu, foi o teu pai!

As centrais nucleares do Japão são a base de quase toda a indústria do país. Sem a energia barata que fornecem, jamais teria havido o “milagre japonês”. É certo que houve um terrível acidente, não por culpa de uma central, mas fruto dos chamados acts of God. Culpar o nuclear pelo que aconteceu é o mesmo que culpar a sodomia pelo terramoto de 1755.

O Abe não se põe de joelhos nem desiste do nuclear. Viva o Abe!

 

17.8.15

PENSAMENTOS REVELADORES

No meio de altas e caridosas lamentações sobre as injustiças e os falhanços do mundo em geral e deste jardim em particular, uma senhora do PS chega à seguinte conclusão:

       Uma das virtudes da República é a sobreposição do      colectivo ao individual e do público ao privado.

Terá a sua razão, pelo menos se tivermos em conta as inúmeras repúblicas que vão buscar inspiração a tal e tão generosa filosofia. Por exemplo: a República de Angola, a do Irão, a de Cuba, a da Coreia do Norte, a da Venezuela, para só citar algumas das mais conhecidas em vigor. A mesma primazia do colectivo era, com argumentos diversos, apanágio das repúblicas soviéticas e, porque não dizê-lo, da II República Portuguesa.

Uma senhora destas, vivendo nas altas esferas do socialismo nacional - gente que passa a vida a dizer que “as pessoas não são números” que é preciso “governar para as pessoas” - vem dizer-nos que o que é preciso á sobrepor o colectivo ao individual! Todos servos do colectivo, todos a trabalhar para o colectivo, todos a meter na gaveta os seus interesses pessoais. Um mundo cheio de Estado e vazio de pessoas. Ou então cheio de pessoas devidamente controladas pelo Estado.

 

O professor Trigo Pereira, distinto membro do plantel macroeconómico do PS, por seu lado, informa:

Os objectivos da gestão no sector privado (maximizar os lucros) são diferentes dos do público.

Outra versão do mesmo preclaro pensamento socialista. É por isso que as empresas do sector público são o cancro que se sabe, praticamente sem excepção. Mas é preciso mantê-las à custa o contribuinte, acarinhá-las, sobretudo jamais as privatizar. Ai delas se tiverem lucro! Não foram feitas para isso. É a filosofia do “prejuízo distributivo” a que temos que obedecer se quisermos ser felizes. Isso da liberdade é uma invenção de capitalistas neoliberais e de outros canalhas.

 

Por mais que se digam democratas, no fundo, os socialistas são o que exprimem estes doutos trombones da filarmónica do PS. O Estado a dominar a sociedade e, de preferência, eles a dominar o Estado.

 

17.8.15

 

OBRIGADO, Ó NÓVOA!

 

E depois

               .

               .

               .

               .

     do dia de amanhã

               .

               .

         chega ontem

 

E então fomos presente

 

António Sampaio da Nóvoa

                         13 Agosto 2015

 

Como poderia eu, pobre e ignaro apreciador de monumentos culturais, deixar passar em claro este magnífico poema, gentilmente oferecido pelo autor aos gentis jornalistas do “Expresso” que lhe foram dar uma ajudinha na sua mui nobre caminhada para a okupação do Palácio Real de Belém? Não podia. Se Camões e Pessoa já deram, na tumba, sinais de inveja, como poderia eu calar a avassaladora admiração que sinto por esta demonstração da mais alta cultura, deste domínio da língua, desta clareza de conceitos, desta perfeição formal e substancial? Não podia.

Temos homem. Um homem aflito, é certo, com a dona Maria da Laca a atirar-se-lhe às canelas, mas um homem que, com uma sinceridade luminosa, nos diz que a sua candidatura “não é de esquerda”, assim confessando que a sua presença constante em jantares, congressos e outras liturgias do PS, do BE, dos tipos do MFA radicalzófilo, nas festividades do folclore soarista e de tutti quanti da esquerda, afinal não passou de mero engano ou de cabala dos seus inimigos.

Obrigado, ó Nóvoa, pela tua mestria poética, pela tua sinceridade política, pelo cristal luminoso do teu pensamento!

No meio deste tão merecido panegírico, ia-me esquecendo de um facto importantíssimo, a merecer destaque. Imagine-se a ternura: ao homem, que foi educado catolicamente mas que se afastou da Igreja, alguém, diz ele, ofereceu um terço. Comovido e quem sabe se cheio de angústia metafísica, Nóvoa passou a ter sempre o terço no bolso. Admire-se mais este tão sincero gesto de aproximação a conservadores católicos, com certeza a provar que, ao contrário do que afirma certa gente, não tem compromissos com a esquerda radical, a esquerda militar, ou os tugues de PS. Admirável, meus amigos, admirável!

 

 

15.7.15

CONFIANÇA UMA OVA!

 

Parece que o camarada Costa deu uma entrevista a uma publicação qualquer. Segundo os mais diversos entendidos de serviço, terá sido tão “moderado” que até parecia filiado na Coligação.

Interpretação: o camarada Costa terá percebido que, ou vai buscar votos à direita do PS, ou está feito ao bife.

Dois dias depois, vem o mesmo camarada tecer loas ao camarada Sampaio da Nóvoa, tendo o cuidado de achar que o homem “não é o esquerdista” que dele fazem.

Interpretação: com medo que haja votos que lhe fujam a partir da esquerda, elogia o candidato do BE & Cª, mas tem o cuidado de dizer, por causa das moscas, que o homem não é tão mau como parece, isto é, que um cidadão frequentador habitual dos espectáculos do Soares, do pelotão do Vasco Lourenço, das cerimónias do BE/Syriza e que, para além de fantasias literárias, só fala em temas próprios da chamada esquerda radical, não é esquerdista nenhum! Está a ver-se, não está?

Conclusão: o camarada Costa, não é carne nem peixe, nem coisa nenhuma. É um ambicioso de segunda, que diz tudo e o seu contrário, que mete os pés pelas mãos, que usa propaganda ordinária e abusiva, que navega à vista, que finge pensar o que não pensa (se é que pensa seja o que for), que dá umas no cravo outras na ferradura, que arranjou um “estudo” que serve para dizer que é branco mas que também é capaz de ser preto, que manipula estatísticas – quando são más são boas, quando são boas não prestam (caso do INE/desemprego) e que, depois de tudo isto, tem a lata estanhada de dizer que é de confiança. No fundo, nem em si mesmo confia, mas pede aos outros que o façam.

Num homem destes, nem um burro confia.

 

14.8.15

O HOMEM CONTINUA A ESBRACEJAR

 

Há um indivíduo, pouco simpático mas altamente convencido da sua discutível importância (facto é que, por razões que a razão desconhece, chegou, em tempos, a líder do CDS) que se dedica nestes tempos de defeso pessoal, que se espera definitivo, a zurzir o seu odiado Portas et alia com as mais diversas aleivosias.

Sou a favor do feriado do 1º de Dezembro, mas não conheço mais canhestra defesa da sua reposição que a lançada por esta criatura, talvez mais interessada em aparecer nos jornais do que na defesa de tal causa.

A seguir à patriótica campanha, foi o fulano tratando de fabricar críticas ao CDS - como o Capucho, o Pacheco e a Leite fazem ao PSD, com o generalizado nojo que merecem.

Não se sabe porquê, o jornal digital “Observador”, habitualmente sensato, resolveu dar abrigo a este desvalido díscolo político.

Desta feita, à falta de melhor, resolveu meter-se em intrincadíssima quão burocrática argumentação para se atirar às canelas do partido por causa da “fundação” de uma coisa que se chama “Comissão Política da PF (Portugal à Frente!)”. O homem já se esqueceu do seu velho entusiasmo pela pretérita “Comissão Coordenadora da AD”, órgão igualmente informal e oficioso que, nos anos 80, sem grande sucesso e sob a presidência do CDS, era suposto alinhar as iniciativas dos três partidos coligados. Mas isso de memória é coisa que lhe não deve assistir. Assiste-lhe, sim, o primaríssimo ódio que nutre por quem é “culpado” de o pôr em merecidíssima prateleira.

Vale a pena (ou talvez seja melhor não perder tempo com tal prosa de terceira), ler o arrazoado que a dor de cotovelo motivou no espírito rancoroso deste falhado. Declara o dito que “o CDS morreu”. Porquê? Porque, via prolixos raciocínios, parece que não terá sido ouvido na criação da tal comissão. É como dizer que a Comissão do Euro, como não é trezentos por cento formal, não existe, mesmo que lá tenham assento uma data de ministros das finanças! É como dizer que ASAE é politicamente inexistente, porque não está prevista na Constituição!

Quando o mau perder gere as mentes e quando a inteligência não abunda, o resultado é que a defesa das “ideias” se faz por via burocrática.

 

O “Observador” que se ponha a pau. Se lá mete gente desta, onde vai parar o prestígio que tem sabido conquistar?

 

13.8.15

EXPLICAÇÃO, EM TERMOS SIMPLES, DESTINADA A CRIANÇAS INTELIGENTES E À GENERALIDADE DOS SOCIALISTAS

 

Há pessoas que põem o focinho – e outros atributos – à venda no mercado. Outras há que compram as imagens dos ditos focinhos e demais atributos e os colocam à venda na webb ou na praça clássica. Outras ainda, que achando que algum focinho ou algum atributo pode ser útil à imagem dos seus produtos, os compram para usar nos seus cartazes ou noutros meios.

Como vêm, é simples. Se o produto for, por exemplo, biquínis ou cuecas estilo Ronaldo, escolhe-se imagens dos correspondentes atributos. Se for um dentífrico, arranja-se uma menina com uns dentinhos à Portas. E assim por diante.

Quando se trata de propaganda eleitoral procura-se imagens de alegria, simpatia e fé no futuro para ilustrar as ideias que se pretende que os eleitores aceitem. É claro que também se usa fotografias dos candidatos, a fim de os tornar mais conhecidos.

Tudo isto está certo, é legítimo e honesto.

 

Mas, neste mundo, há gente que não está certa, nem é honesta, nem se preocupa com questões de legitimidade. Tal gente, umas vezes acha que a sua propaganda deve consistir em dizer mal dos adversários e, ainda pior, de o fazer com dados enganosos ou manipulados. Outras vezes, utiliza imagens de pessoas que, nem são candidatos, nem são pagos para lhes possam utilizar os focinhos, nem sequer fosse quem fosse lhe pediu licença para tal. Cúmulo dos cúmulos, há quem se sirva de fotografias de assalariados seus, partindo do princípio de que terão medo de perder o emprego se se queixarem do abuso. E até os há que vão buscar problemas que a outrem causaram, para deles acusar terceiros.

É triste, é reles, mas é assim. Descobertas as maroscas, demitem o intermediário para safar o mais alto responsável.

 

Caberá a cada um pensar o que entender. O mais triste é que há quem pense que quem abusa merece consideração.

 

13.8.15

DA LIBERDADE E DOS SEUS INIMIGOS

Anda por aí uma escandaleira desgraçada por causa da chamada liberdade de escolha, significando esta a possibilidade de o cidadão poder reservar uma parte dos seus rendimentos – a que puder e quiser - para a prevenção da velhice, cabendo ao Estado garantir um mínimo, mediante descontos mais leves.

É claro que, para os partidos da extrema-esquerda, isto constitui uma afronta aos privilégios do Estado e à manutenção do seu domínio sobre as opções de cada um. Usam os habituais argumentos da “igualdade”, dos “direitos sociais” e outros estribilhos do estilo, muito do agrado, para nossa desgraça, do Tribunal Constitucional. Mas tais estribilhos só interessam a pacóvios, não a quem tenha dois dedos de testa

O que, na verdade, interessa, para nosso mal, é que haja um partido (o PS) que se diz democrático a alinhar no mesmo atentado ao alargamento da liberdade de cada um. Para esta gente, que pretende vir a governar-nos, a liberdade das pessoas não acaba onde começa a dos outros, mas bate na rocha quando limita a do Estado, nosso dono e senhor – como nunca, mutatis mutandis, foi nenhum rei absoluto.

Dizia a Senhora Thatcher que “não há dinheiro público, o que há é o dinheiro dos contribuintes”. Esta asserção, carregadinha de sentido de responsabilidade e de honestidade pública é, para a cartilha desta gente, um pecado mortal. Segundo “pensam”, o dinheiro que os contribuintes põem na mão do Estado é para ser usado pelo Estado como lhe der na gana. Ninguém tem, por isso, o direito de ver o seu dinheiro capitalizado, ainda menos o de protestar por não ver onde estão as velhas “reservas matemáticas” que serviriam para cálculo das suas pensões. O Estado, acha tal gente, tem o direito de usar o que recebeu dos contribuintes para pagar as mais diversas prestações, ditas sociais, que nada têm a ver com as finalidades para que cada um julgava tê-las pago.

Quando, ai Jesus!, se fala em restituir, pelo menos em parte, a liberdade de escolha aos cidadãos, o alarido é enorme.

A mentalidade desta gente, à revelia do seu tempo e da sociedade que quer dominar, ignora a natural evolução social, quer manter os estatais privilégios que, uma vez no poder, utilizará como entender. Sequer dá, por exemplo, pela adesão das pessoas a aberturas como as dos PPR, coisa que odeia, não dá pelos inúmeros seguros de saúde que as pessoas adquirem, coisa que, ideologicamente, também odeia, ainda que pessoalmente a ela adira, não percebe que as pessoas, no exercício da liberdade que, apesar da esquerda, ainda têm, vão colocando mais meios na sua previdência individual e familiar, mesmo sem alívio dos pagamentos exigidos pelo Estado.

Que aconteceria se as pessoas vissem uns tostões dos que hoje pagam ao Estado por uma previdência cujo controle lhes é negado aplicados de outra forma, com o uso da tal liberdade de escolha? O Estado perderia poder, os governos socialistas veriam diminuído o seu domínio sobre os cidadãos, perdido o controle de milhões, acabada boa parte das suas possibilidades de manipulação do dinheiro dos outros.

Eu sei que o investimento previdencial, como todos os outros, incluindo os feitos no Estado, tem riscos (os pensionistas que o digam!), que a segurança privada depende dos skills de quem a gere, mas, risco por risco, porque não preferir o risco escolhido ao risco obrigatório?

 

A dona Manuela acha que ”corremos o risco” do assistencialismo, seja lá isso o que for. Já tenho ouvido argumentos menos estúpidos. Mas, dos ideologicamente tarados e dos frustrados - como ela, o Pacheco, o Capucho e quejandos, tudo se pode esperar.

 

 

11.8.15

MORAL REPUBLICANA

Esta história dos cartazes do PS mereceria um artigo do mais chocarreiro humor, tal os que por aí proliferam nas chamadas redes sociais.

Mas nem isso me merece. O assunto é sério, na medida em que mostra a total ausência de escrúpulos da organização do pretendente Costa, isto é, a verdadeira e profunda natureza da dita.

Nestas coisas manda, devia mandar, uma elementar consideração pelas pessoas, coisa cinicamente brandida, não praticada, pelas esquerdas. O princípio tem que ser o da utilização da cara de cada um desde que cada um seja candidato ou equivalente ou desde que cada um seja profissional contratado, ou ainda, tratando-se de borlistas, que os mesmos autorizem expressamente a utilização da sua imagem para propaganda de terceiros.

Nada disso aconteceu. Uma senhora, desempregada desde os tempos do socratismo, é utilizada, sem o seu conhecimento, para ilustrar o desemprego causado pela crise que a incompetência e os desmandos desse mesmo socratismo provocaram. Outra, funcionária de uma junta de freguesia do PS (por sinal sob a presidência de uma ex-patroa de um bar onde se vendia uisqui de Sacavém), sem mais nem menos, é fotografada como exemplo de desemprego, afirmando que a culpa é do governo. A coisa, aqui, fia finíssimo. Não tendo pedido à rapariga para a utilizar, com que contavam os utilizadores? Evidentemente, com o medo do desemprego, isto é, fazendo-a presumir que a sua situação laboral podia ser afectada se protestasse. A patroa, ou seja, o PS, ou a punham na rua ou passariam a fazer-lhe a vida negra se piasse. A rapariga piou. Não lhe invejo a situação em que se meteu, tanto quanto lhe elogio a coragem. Faz lembrar um caso de violência doméstica, não faz?

O PS tem vindo a tentar arrepiar caminho com desculpas de mau pagador e fraseologia sem sentido, o que não interessa, ou já não interessa.

Ponha-se em cima da mesa a natureza da propaganda, a imitar o mais rasca do que se pratica lá para as Américas: as acusações aos adversários a substituir as “razões” do propagandista. Publicidade pela negativa, a roçar o insulto.

Não me venham dizer que este estilo é fruto da cabeça de algum profissional brasileiro, ou português, ou o que seja. Nem o mais estúpido acreditaria que de tal se trata. O estilo foi comandado por quem manda, quer dizer, pelo Costa. Este balofo tem, pelo menos, total responsabilidade política na matéria, coisa que passa a vida a exigir a outros por dá cá aquela palha. A bem de alguma réstia de coerência, devia, pelo menos, demitir-se.

Confiança em gente desta só a tem quem for parvo ou igual ao pretendente, isto é, sem escrúpulos.

A cereja no cimo da pastelada é dada com a mais repenicada e obsoleta mentalidade laico-jacobina. Esta importante, ou geral, ala do PS, veio criticar o único cartaz que fazia algum sentido: uma menina a levantar o escuro véu do passado recente, descobrindo a “luz” que brilhará com o advento do poder socialista. É mais uma aldrabice, é mais publicidade negativa mas, enfim, cada um tem o gosto e o carácter que tem, não se podendo exigir mais de quem mais não tem para dar.

Mas, lá no partido, levantaram-se indignadas vozes: o cartaz prefigura propaganda religiosa, o que tem odiosas conotações para um partido que, com certeza por engano, defende a respectiva liberdade. Inaceitável! O jacobinismo mais desavergonhado, mais bolorento, ou mais cheio de complexos de culpa. Esta, nem o Afonso Costa!

Por mim, o que falta ao cartaz é o aparecimento, no calor dourado do futuro céu, da imagem salvífica do Costa, sentado, qual Deus Padre, no seu trono, tendo à direita o Pinto de Sousa, e à esquerda o Santos Silva. Enfim, uma coisa desse género. Talvez agradasse mais às cavernas mal cheirosas do ultramontanismo republicano.

 

Em conclusão, quem põe a hipótese de votar nesta gente, que pense duas vezes no que nos vai meter.

 

10.8.15

DAS CRÍTICAS DO FMI

Parece que os tipos do FMI acham que os planos da coligação pecam por optimismo. A tenebrosa organização - como outras instâncias consideradas credíveis apesar de andar sempre a enganar-se – disse também umas coisas boas sobre os feitos do governo, coisas que a oposição, coitada, não terá tido tempo para ler.

As dúvidas do FMI levaram a inteligentsia socialista a embandeirar em arco. Ferocíssima, a corneta do Galamba tronitruou especiais aleivosias; o trombone do “Público” deu largas à suq alegria, porque o PM não se pôs a espernear e encomendou a reacção ao Carreiras; por aí fora, a orquestra vicejou desafinações.

Tentem agora aplicar os critérios dos trutas do FMI ao programa do PS e às ilusões dos macros de serviço, sob a batuta Centeno. Havia de ser bonito! Tarados, era o mínimo que lhes chamariam. Pois se acham que as devoluções que o governo põe a hipótese de vir a poder fazer já serão demais, que dizer das maluquices do Centeno & Cª? Pois se acham que a recuperação dos salários aos pouquinhos de cada vez é imprudente, o que diriam das fanfarronices do Costa?

Imaginem, e riam-se na cara dos costas, dos galambas e dos centenos.

 

7.8.15

NOTÍCIAS DA PORCARIA

 

Aqui há uns anos, houve um candidato a deputado - viria a ser PM - que era adepto de um “choque fiscal”, querendo dizer com isso que queria baixar os impostos de forma significativa. Nem sonhava, à altura, com o estado em que Guterres deixara as finanças públicas.

Nomeou ministra das finanças a senhora Ferreira Leite. Pouco tempo depois, a dita senhora inaugurava a austeridade. Clamava pelo fim das SCUTS, inventava o pagamento especial por conta, fabricava uma série de martingalas para sacar mais e mais altos impostos. Percebia o que nos estava a acontecer e parecia querer pôr as coisas no são.

Desse tempo, recorda-se os frente-a-frente Pinto de Sousa/Santana Lopes. Aquele, perorava por aquilo a que chamava crescimento, contra os impostos e a austeridade que, nas mãos da mulher, davam os primeiros passos. Este, via-se à rasca para defender o governo do seu partido.

Santana Lopes chegaria a PM, não se sabendo ao certo o que faria, já que para nada teve tempo. Foi objecto de perseguições de toda a espécie, muitas delas fomentadas pela senhora Leite, outras pelos media. Até que, criadas que estavam as "condições objectivas", o PR lhe cortou as pernas para pôr no poleiro o seu camarada Pinto de Sousa, uma rica prenda, como o futuro viria a demonstrar.

A dona Leite, à altura, recusou dizer em quem tinha votado, sendo de presumir que votara contra o partido que a tinha apeado, o seu, assim contribuindo activamente para o advento da desgraça socrélfia. Por outras palavras, votara contra o homem que tanto se tinha esmifrado para a defender e às suas políticas. Em matéria de carácter, foi esclarecedor.

Veio Passos Coelho. Não a quis no Parlamento, como ela não o tinha querido. Pagou-lhe com as medidas dela.

De fora, Leite perdeu as estribeiras. A frustração, a dor de cotovelo e outros nobres sentimentos igualmente nobres, devidamente alimentados pela TVI e por outros meios, passaram a alimentar-lhe a mente, mascarados de “competência técnica” e de “sabedoria”. Uma baixeza que só tem igualha nas posições “filosóficas” dessoutro luminar da inveja que se chama Pacheco Pereira.

Agora, abjurando de tudo, incluindo do seu próprio passado, vem clamar que não diz em quem vai votar, já que não vê indícios fortes de social-democracia nos planos do seu partido. Não gosta de plafonamentos, não gosta de liberdade de escolha seja onde for, a social-democracia é, para ela, a inelutável presença do Estado em todos os passos da nossa vida. Não lhe falem em “liberdades”!

É assim a vida. Há gente que, em matéria de vingança pessoal, é exímia. E sem escrúpulos.

 

7.8-15

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