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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

AMORES IBÉRICOS

 

Aconselho toda a gente a não perder as fotografias hoje publicadas no “Público” e no DN, obtidas num repasto “cultural” promovido pelo PS.

Uma ternura, uma finesse, uma empatia, uma comunhão luso-castelhana que quase levam à lagriminha comovida. Isto, os mais sentimentais, ou os amantes da “cultura verdadeira”, a da esquerda, pois então! Os mais empedernidos, como é o caso do IRRITADO, agarram-se à barriga, de gozo e nojo perante tais cenas.

De que falo? Do que havia de ser, do camarada Costa em suave flirt com a castelhana Pilar d’el Rio, viuva rica que, depois de anos a imperar em Lisboa, ainda não sabe (como o Lopetegui), por estupidez ou desprezo, uma palavra de português, e que a malta atura e o Costa ama. Segurando os bracinhos escanzelados da fulana, Costa avança a beiçola em repenicada imitação de coisas que não sabe, a caminho de um beijo na mão da embevecida e sorridente Pilar... que ternura, a de que o DN dá fotográfico testemunho!

No “Público”, julga-se que momentos mais tarde, já estão, lado a lado, à mesa do jantarinho. Pilar, encostadinha ao Costa, diz-lhe os segredos que lhe vão na alma. Costa inclina-se, a ajudar ao encosto. Ri, baboso e satisfeito. Coisa linda!

Não cabe imaginar o que se segue, ou seguiu, mas... “que las hay, las hay”...

Nada de insinuações. Falo de mais um palácio, ou coisa do género, a oferecer pela CML. Talvez uma estátua, ou uma tumba de reserva no Panteão da III República.

 

29.9.15

EMIGRANTES

 

Hoje, na sua entediante newsletter, o “Expresso” descobriu que emigraram, nos últimos 4 anos, nada menos que 475.000 portugueses.

Há dias, li que, segundo o INE, tal número se cifra em cerca de 120.000.

Na boca do Costa, será meio milhão. Na do Jerónimo não sei ao certo, mas devem ser uns 600.000. As miúdas e o careca andam também por aí.

É claro que, no parecer desta malta, TODOS os emigrantes são altos licenciados, mestres, doutores, catedráticos nas mais variadas e especiosas matérias. Os apanhadores de morangos não fazem parte da lista da esquerda. Um rapazito aqui do bairro, ajudante de cozinha em Londres, com certeza ainda menos. Os estudantes, os bolseiros, os estagiários, são considerados “sangria”.

Só chicha, mal paga cá no sítio! Os “melhores”, os “mais capazes”, os “que custaram dinheiro ao Estado” são quem tem o exclusivo do dar à sola.

Facto é que ninguém sabe, nem quantos nem quem são, nem porque emigraram. Vocação, conveniência, falta de dinheiro, desemprego, aventureirismo? Para a malta da propaganda, emigram por causa do governo, e pronto.

Seria um estudo interessante para a Pordata. Mas mesmo esta, em princípio digna de crédito, não tem, porque não pode ter, meios para determinar com acuidade os números e as razões.

Não faço parte dos que acham a emigração um flagelo sem precedentes. A crise será a culpada em muitos casos. Mas algo me diz que tais casos são capazes de não ser a maioria. Toda a vida emigrámos, ou emigraram gentes com vontade de trabalhar.

O grande pensador António Costa dizia há dias que temos de redescobrir os nossos “brasis” e as nossas “índias”. Então de que se queixa?

 

28.9.15

"PORTUGALHICES"

Quando eu andava no liceu, se me referisse a “uma caneta em plástico, o professor de português, depois de me dar uma ponteirada no toutiço, perguntava:

- Onde é isso?

- Isso quê, Sôtor?

- Plástico. Onde fica essa terra?

- …

- Pois, seu parvalhão, você disse que a caneta era em plástico. Devia dito de plástico…

 

Passaram décadas. Hoje tudo é em madeira, em ouro, em papel… Ou seja o português “evoluiu”. Quer dizer, é todos os dias alvo de tentativas de assassinato.

Há coisas que nasceram com a III República, julgo que por influência castrense. Por exemplo: confrontou-se com… um horrível pleonasmo e um impossível pronome reflexo convictamente usados por políticos, literatos, locutores, e por aí fora. Outra é face a, coisa sem sentido, em vez de em face de, como se diz em português, na senda de frente a em vez de em frente de, como em português se diz. Já não há quem não pratique coisas destas, com afinco e altivez.

E os pode-se dizer e correlativos que por aí andam todos os dias, por toda a parte e nas mais responsáveis bocas?

Os jornais são um fartote. Tenho aqui, de hoje, três exemplos, entre centenas deles. Olhem esta: “…F. juntou-se a X. para darem asas” F e X são cozinheiros. Terão desculpa. Mas, no mesmo jornal, o Prof. Pulido Valente brinda-nos com igual bojarda: “…Quando apanham uns tostões é para se mascararem”. Continuando a leitura, encontro: “Sim, vivem-se tempos…”. E que dizer de um grande, grande escritor como António Lobo Antunes que, apesar de assessorado por uma data de doutoras, dá pontapés destes, linha sim linha sim?

Se estas coisas não passassem do vendem-se andares, em que o verbo concorda com o complemento directo em vez de concordar com o sujeito, enfim, seria um erro de quem andares vende. Mas é o dia-a-dia dos nossos escritores, jornalistas, professores, tipos da rádio, da televisão…

 

O IRRITADO não é linguista, nem gramático, nem se gaba de saber mais que os outros, nem terá autoridade académica para dar largas a este tipo de irritações. Não resiste, é tudo. Aprendeu português quando o português era respeitado.

 

Deixem lá. Se falasse no acordo ortográfico a irritação era pior.

 

26.9.15

UM ESCÂNDALO MONUMENTAL

 

O 44 lá ganhou uma. Os juízes da Relação dizem cobras e lagartos dos seus doutos colegas da Procuradoria e do TIC, acabam com o segredo de justiça, e mais não sei quê.

Não sei nem me interessa saber quem tem razão. Mas sei que o juiz que fez o acórdão se chama qualquer coisa Rangel e é, sempre foi, publicamente, um feroz apoiante do senhor Pinto de Sousa e do seu partido.

Quando foi anunciado que lhe tinha calhado em sorte este recurso, publiquei aqui um post em que incitava o dito senhor a declarar-se impedido de julgar uma causa em que uma das partes era, de longa data, o seu indiscutível líder político. Dizia também que não acreditava ou não queria acreditar que o juiz Rangel, na sua qualidade de magistrado impoluto, pudesse sequer pensar em aceitar a causa.

 

Enganei-me redondamente. As minhas desculpas.

    

25.9.15

NOTAS

 

Acabo de ver e ouvir a dona Constança Cunha Sá acusar Passos Coelho de andar para aí a dizer o que tenciona fazer depois das eleições.

Haveria que perguntar à enérgica senhora se o PM devia falar sobre o que iria fazer antes das eleições.

21.20

 

*

 

Nos ominosos tempos da II República, houve um dia uma grandiosa manifestação de apoio ao regime. A Emissora Nacional entrevistava pessoas na rua. Uma velhinha que estava sentada num poial da Rua do Ouro, a preparar o almoço, foi abordada:

- Então veio a Lisboa?

- É berdade, minha senhora, bim na camioneta da junta.

- E o que veio cá fazer?

- Bim ber um grande home.

- E como se chama ele?

- Parece que é um tal Baltazar...

 

Mudam-se os tempos:

Hoje, algures lá para Norte, a uma festividade do PS chegam camionetas carregadinhas de velhotes.

A mesma cena:

- Então o senhor vem de longe...

- Venho venho. Foi a junta que nos mandou num autocarro.

- E o que vem cá fazer?

- Olhe, se quer que lhe diga, não faço ideia nenhuma!

 

Parece que as "juntas" continuam generosas...

 

21.30

 

25.9.15 

 

MEMORÁVEL SESSÃO

O Excelentíssimo Senhor Professor Doutor Eduardo Paz Ferreira saiu do pacato mundo da Faculdade de Direito de Lisboa para as luzes da televisiva ribalta. É daí que o conheço. Aí se tornou público arauto do mais óbvio esquerdismo, praticamente sem temperos que o safem desta tão independente apreciação. Homem de convicções, vejo-o ser capaz de dizer que a noite é negra, ou que é luminosa, consoante a dose de socialismo que a penetrar, sendo a luz proporcional a esta.

A confirmar esta opinião, o senhor lançou um livro, ”Encostados à Parede – Novos anos de Chumbo” de seu título. Não faço ideia de qual será a parede, nem de quem estará encostado, ainda menos do que será o chumbo ou o que chumbará. Não o faço nem farei, já que não me apetece comprar o escrito, nem pedi-lo emprestado, sequer ler a badana na livraria.

O que me trás é a sessão de lançamento da obra, certamente interessantíssima (a sessão). No salão nobre da nobre reitoria da UL juntou-se para o aplaudir um escol ainda mais nobre. Vejam esta amostra: o pretendente Nóvoa, o inacreditável Eanes e o anafado democrata Vasco Lourenço, e fiquem esclarecidos quanto à qualidade da assistência. Há mais: lá estava a mais horrível castelhana e anti-portuguesa da nossa praça, dona Pilar d’el Rio!

Como vêem, só gente fina.

O orador de serviço foi o excelentíssimo embaixador Seixas da Costa, um cidadão do mundo, a man for all seasons, que já esteve em governos do PSD mas também do PS, imagina-se que segundo as conveniências. A ilustrar a delicadeza que costuma caracterizar os diplomatas, Sua Excelência confessou ainda não ter dado pela existência do Prof. Cavaco Silva. Saúde-se a coragem, a frontalidade, a curialidade, a boa educação deste ilustre reformado da nossa diplomática função pública.

Talvez com receio de acusações de primarismo esquerdista, como as do IRRITADO, a trupe deu uma de tradicionalista oferecendo-se um espectáculo de fado. Ficamos a saber que há fadistas para todo o serviço.

 

25.9.15

COSTA, O DEMAGOGO IGNORANTE

 

De um modo geral, o indígena – é o meu caso – não percebe lá muito bem porque é que um empréstimo não é um activo, isto é, porque será que a UE o escritura como passivo. No caso do Novo Banco, a desculpa será a de que não foi pago dentro do prazo. Ora o prazo foi estendido sine die, com o acordo da UE. Longíssimo de ser um incobrável, não pode deixar de ser um activo.

Uma vez escriturado assim, ficaria a ideia que, sendo de 2014, viria a ter reflexos no défice deste ano. Mas não. Trata-se de pura mistificação, que a UE já veio confirmar. É só escrita, sem nenhuma consequência prática. Perceba quem quiser estes critérios. Um activo convertido em passivo, que não é passivo nem activo. Um conceito novo, para quem anda cá por baixo. Tropelias contabilísticas fora do alcance dos meus neurónios.

Outra história é a do desesperado esbracejar desse monumental flop que se chama António Costa. Terá cortado relações com o Centeno & Cª? Os cérebros macroeconómicos não o esclareceram, como fizeram, a destempo, noutros casos em que a sua irremediável ignorância o fez meter os pés pelas mãos? Não se sabe. O mais provável é que tais artistas lhe tenham explicado a história, mas que ele tenha preferido a demagogia às contas, um hábito que se está a transformar em tique.

Saúde-se, no entanto, a recuperação socialista da credibilidade do INE. O INE que, segundo o pensamento costista, aldrabou os números do desemprego, desta feita acertou! Tal e tão esclareciso pensamento pariu duas conclusões: primeiro, que o défice de 2014 é maior que o de 2011; segundo, que o défice de 2015 será superior ao objectivo. Quanto à primeira conclusão, se o aldrabão tivesse lido o que o próprio INE escreveu sobre o assunto, ou ouvido o que disse a CE, saberia que era falsa; quanto à segunda, trata-se de futurologia, ou astrologia socialista. Vale o que vale, ou seja, nada.

Esperemos que a dinâmica de derrota não abandone o PS daqui até às eleições. Esperemos que o pobre Costa continue tão desmascaradamente demagogo como até aqui. Caso contrário, sem futurologia nenhuma, espera-nos um miserável futuro.

 

24.9.15

VERGONHA?

Vou pegar neste assunto com pinças. Para uns, serei um progressista sexual. Para outros, um impenitente homofóbico. Explicando, direi que não tenho nada a ver com os desvios ou malformações de cada um. Com a condição de que não chateiem terceiros com a propaganda dessas coisas ou com a exigência de estapafúrdios “direitos”.

É o que se passa, a propaganda e as exigências. Tudo gozando do desvelado carinho e até do aplauso das autoridades, dos legisladores e das boas almas. Modernices. Aceite-se, já que não há outro remédio. Aceite-se que a CML lhes dê instalações especiais, que façam cortejos sob a protecção da polícia, que promovam festivais, até que pratiquem fellatio na festa do “Avante”. (A propósito desta última manifestação de “liberdade”, haveria que perguntar ao Jerónimo o que lhes aconteceria se fizessem o mesmo nas ruas de algum país praticante do seu querido leninismo, ou equivalente, isto é, a que sibéria ou a que cadafalso iriam parar.)

Temos agora mais um festival. Sob o lema (em inglês!) Obscene to some. Beautiful to us, é anunciado nos jornais o queer lisboa 19. A ilustrar a frase, um parzinho de fulanos abraça-se, beija-se e apalpa-se. Só que... as caras dos ditos estão tapadas! Têm vergonha? Acho bem. Mas é uma intolerável contradição! Ou serão homofóbicos? Os dirigentes da organização, recomendo, deviam sanear estes publicitários envergonhados. Parece impossível, ai!

 

22.9.15

MERECIDOS ENCÓMIOS

O tristemente célebre Dr. António Costa vê hoje publicada, no “Público”, uma longa entrevista, sob a forma de artigo. É claro que não li a coisa, porque não gosto de ser… aldrabado. Fiquei-me pelos leads.

António Costa, o conciliador”, é o primeiro mimo com que o seu (dele) jornal o cognomina, letra garrafal, na capa da revista de Domingo. Lá dentro, mais garrafais maiúsculas. Assim: “António Costa / A paciência evangélica que o levou de Lisboa para o país”.

Ora bem (como o objecto destas loas do “Público” costuma dizer), vejamos:

O “conciliador” atacou selvaticamente o Seguro, coitadinho, e sacou-lhe o lugar via a palhaçada das “directas”. Dividiu o partido mais que qualquer outra pessoa, do PS ou de fora dele alguma vez tinha feito. Se a isto se chama conciliar vou ali e já venho.

O homem da “paciência evangélica” desatou aos insultos quando um tipo da televisão lhe fez uma pergunta incómoda. Quanto a paciência evangélica ficamos conversados.

Oo patriota conciliador e evangélico declara, orgulhoso, que jamais votará um orçamento que não seja o seu, assim traindo a sua querida república e propondo pôr o país numa infindável crise política, financeira, económica e social.

Tudo coisas merecedoras dos mimos do “Público”. E eu que julgava que era o Belmiro quem pagava o salário àquela gente…

 

20.9.15

BEM PENSAR

Terna e suave comunhão de ideias: o insuportável, impossível, impensável e verrinoso profeta do socretinismo e, por extensão, do costismo, Pedro Adão e Silva de seu nome, publica um artigo no “Expresso” de hoje (já são 02,10 de “amanhã”), intitulado SOMOS TODOS LESADOS DO BES; na página seguinte do mesmo jornal, o comunista, recauchutado mas não arrependido, Daniel Oliveira, publica outro artigo sob a epígrafe SEREMOS TODOS LESADOS DO BES.

Algum reaccionário jornalista, ainda no mesmo jornal, dá a seguinte dentada (esta cito de memória, o texto, não o número): BPN VAI CUSTAR 7,8 MIL MILHÕES.

Os dois, um mais, outro menos socialista, irmanados na mesma preocupação com os nossos bolsos, só divergem numa coisa: um diz SOMOS, o outro diz SEREMOS.

De resto, segundo os rapazes, a culpa é do governo, que resolveu não dar colo às exigências de um banqueiro. Para este tipo de gente (que não contrapõe outra solução) seria com certeza melhor nacionalizar o BES ou, pelo menos, dar à respectiva administração uns milhares de milhões, a fim de permitir adiar a grande bronca. A coisa, mutatis mutandis, representaria, proporcionalmente, umas vinte vezes mais que os modestos 7,8 mil milhões que terá custado, ou virá a custar, o BPN. Que importa? Nada. Gastaríamos o cacau, mas o BES passaria a ser “nosso”. Um consolo.

 

Foi a União Europeia que inventou o esquema utilizado pelo Banco de Portugal para o caso BES. Mas a “culpa” de tão “má” solução é, no caso BES e na certíssima opinião dos dois camaradas, como não podia deixar de ser, do governo. A nacionalização do buraco do BPN, ça va sans dire, foi um golpe de génio desse impune e tão prestigiado ministro Teixeira dos Santos e do seu sábio chefe, ora conhecido por 44.

Assim vai a tão bem informada e informante opinião técnico-política da bempensantice esquerdófila.

 

19.9.15

IMPORTANTES PROMESSAS

Avant propos:

"Qundo se raspa um socialista, acaba sempre por se encontrar um tiranete."

Vasco Pulido Valente, "Público", hoje.

 

Sabe-se que, às vezes, o desespero leva a extremos. Da fuga ao suicídio, tudo pode acontecer. No meio, inúmeras são as “modalidades”.

É o que se passa com o Costa. Com as más notícias e as miseráveis “performances” que vêm caracterizando os seus dias, Costa tem arrancadas, ora de palhaço pobre, como o do Brasil, ora de histrião amalucado, como o de Itália.

Um dia destes foi buscar a mãe (pobre senhora) e fazê-la dizer meia dúzia de inanidades sobre o ingente tema das mulheres. Uma indignidade de todo o tamanho, a explorar os sentimentos da dita, como se a mãe pudesse não apoiar o filho, fosse em que circunstância fosse. Sobre o mesmo tema, o das mulheres, a única “malha” do demagogo foi dizer que, se algum dia mandar nisto, abolirá a taxa moderadora sobre os abortos. Melhor ainda, acho eu, seria dar-lhes o subsídio de maternidade - invenção do 44 - a dobrar, e, já agora, uns seis meses de licença de parto, como contribuição para a natalidade.

Daqui, o que já sabemos. Costa, noutros como neste caso, para mostrar que existe, fará tudo ao contrário, isto é, ressuscitará os tribunais de esquina, restituirá salários, pensões, subsídios, prestações (exclui as dos não contributivos, que levarão na touca sabe-se lá porquê), baixará impostos, acabará com taxas, as tascas agradecem o IVA, etc.. Quando o dinheiro acabar, chama a troica, e pronto, venha o senhor que se segue. Não é isso o verdadeiro socialismo democrático?

Noutra monumental patada na poça, carregada de patriotismo e de sentido da Estado, o demagógico primitivismo do homem fá-lo garantir que chumbará o orçamento da coligação, que não sabe o que será. Mas, seja qual for, diga o que disser, é para chumbar!

Por estas e por outras, ficamos a saber que, se ganhar, nos reencaminhará, como o seu pai espiritual, para as profundezas do lixo. Se perder (já deve saber que vai perder), garante desde já a ingovernabilidade da República.

Mais estupidez é impossível. Mas, atenção! É uma estupidez “com números”, com “cálculos”, com “documentos”, com “palavra dada palavra honrada”. Pacotilha com letra grande.

Ai de nós, se ele cumprir a palavra dada, o buraco é garantido. É claro que há uma “safa”: que ele faça como o Hollande, o Tripas ou o Renzi, isto é, que meta as promessas no lixo.

Em todo o caso, o melhor, para não termos ainda mais chatices, é que leve a banhada que merece. E que vá morrer longe, com a Manuela, o Pacheco, o Capacho, o Caramba e quejandos.

 

19.9.15

USOS E COSTUMES

Em clara demonstração da sua habitual honestidade, a filarmónica do Expresso & etc. resolveu publicar uma sondagem feita antes do último debate. Isto no mesmo dia em que a Universidade Católica difundiu outra, com resultados radicalmente diferentes. Mesmo já sabendo desta, continua a filarmónica a propagandear e usar a outra (mais favorável ao PS), sem fazer qualquer referência à “concorrente” - feita depois do debate – e considerando a sua como “a última”.

Seis distintos “analistas” debruçam-se neste momento sobre o assunto, sob o comando do tipo do lacinho e de outro jornalista da casa. Ponto de partida, uma sondagem que, quando foi publicada, já não servia para nada.

Não sou “crente” de sondagens, nem especialista em prognósticos. Mas, que diabo, acho que esta gente, se tivesse um mínimo de seriedade, não devia dedicar-se a exercícios deste tipo, claramente fabricados para favorecer um lado em detrimento do outro.

Enfim, nada que não seja próprio dos “usos e costumes” desta malta dos media.

 

18.9.15

ESTADO E ARRAIAL

No primeiro debate, dada a postura demasido calma do PM e a fúria atacante do Costa, concluiu-se por aí, com efeito de bola de neve, que este tinha ganho. Não terá sido a minha conclusão, e a de muita outra gente, mas é sabido que quem faz as vitórias e as derrotas são os media e os “analistas”. Que se lixe.

Desta feita, julgo que, antes de mais, é de sublinhar a abissal diferença em relação aos profissionais em campo. O primeiro debate irritou o mais calmo por causa dos três indivíduos que foram para lá, apostados em exibir-se com perguntas estúpidas e considerações a despropósito. Hoje, sendo também três, um exagero, não se exibiram nem interromperam sem nenhuma razão. Parabéns. Gente decente, o que, no meio, é uma raridade.

De resto, fiquei de rastos, por causa dos “números”. Explico. Nos seus malabarismos meio apalhaçados, Costa faz jus à mentalidade do seu partido e ao socratismo nela imperante, isto é, quando os números vêm de entidade externa e são maus para o governo, tal entidade merece toda a credibilidade e os parâmetros que usa para os seus relatórios são adequados e conformes às boas práticas. Quando podem motivar alguma alegria ao governo e ao país, então a entidade está errada, ou é desonesta, está “feita”, ou ainda, serve-se de critérios errados. Neste caso, os documentos não devem ser tidos em conta.

Em matéria de números, Passos Coelho tem muito para apresentar, números não dele mas de inúmeras instâncias independentes. Costa não liga. Para ele, números são os dos cálculos mirabolantes do Centeno &Cª, com ovos no trazeiro da galinha e previsões destrambelhadas; já foram várias vezes emendados pelos próprios, o que nos ajuda a ajuizar da sua credibilidade. Costa agita-os, sem nada de concreto. Chegado ao concreto, por desafio de Passos, meteu os pés pelas mãos e não foi capaz de adiantar fosse o que fosse. Fora do debate, depois de conversa com o Centeno, já cá fora, lá veio tentar emendar a mão. Tarde piaste.

Resumindo, foi a postura de Estado de um político sólido em frente da de um pantomineiro de arraial.

Parece que, desta vez, talvez haja algum jornalista, ou “analista”, que reconheça a retumbante vitória de Passos Coelho. Mas não se iludam. Esta noite, lá virá, na SIC Notícias, o irrecuperável Lopes (Marques), cognominado de “cabeça de porco” por comentadores dest blog, dizer cobras e lagartos do PM. E, no mesmo canal, teremos o Coelho (Jorge) e o Pereira (Pacheco) a fazer mais um trabalhinho. É assim a vida. Paciência.

 

17.9.15

CANALHICES

Não há quem não saiba que o senhor Costa, no uso da mais completa desonestidade, afirmou que tinha sido Passos Coelho a pedir ajuda externa. As pessoas perceberam a mentira, aliás já diversas vezes ensaiada pelo 44, mas nunca tão descadamente vomitada.

Há outros da mesma laia. Olhem a manchete do jornal costista chamado Público:

 

Carta de Passos Coelho a Sócrates em 2011 apoia vinda da troika

 

Como se vê, o dito jornal vem relançar a questão, com a subtileza do elefante na loja de cristais. Uma boa demonstração do que é pornografia mental, destinada a consumo das pessoas – a maior parte delas - que só lêem primeiras páginas, não passando da tabacaria. Tais pessoas, ao ler, fazem hummm... afinal o Costa tinha alguma razão! Não tinha. Como, aliás, se pode ler e concluir via numa carta confidencial - trocada entre duas pessoas (Passos e chefe do Costa) - ora evidentemente “desconfidencializada” pelo Largo do Rato e publicada numa página interior do "Público", diário do PS e da demais esquerda,

Tal carta fala por si. Leiam. É de uma urbanidade, de uma lealdade, de uma curialidade, de um sentido de Estado próprios de um político que se preza e nos preza. Passos mais não faz que dizer que, a partir das informações de quem conhece a situação financeira do país, se a solução tiver que ser a ajuda externa e se o governo (do PS) a pedir, ele e o PSD estão na disposição de vir a aceitar e a colaborar na obtenção de tal ajuda. Passos fala da situação do país sem por uma só vez lançar críticas ao PS ou ao seu governo. Um docmento notável, a dizer que, sendo de interesse nacional, estará disposto a apoiar a solução. Obra responsável, de um cavalheiro, de um patriota.

Dizem que, para haver um gentlemen’s agreement, é preciso haver dois gentlemen. Nisto, até Pinto de Sousa, calcule-se, conseguiu ser cavalheiro. Ao mandar a carta para os jornais, Costa veio mostrar que, ao contrário do que o IRRITADO tem dito, não é igual ao da Rua Abade Faria. É pior.

 

16.9.15

ALIANÇAS

Duas novas alianças estão em curso.

A primeira, entre as-miúdas-mais-o-careca e o Costa, como ficou evidente no pedido de namoro feito pela Catarina, ao qual Costa, babadíssimo, disse “nim”. Se contarmos com a rapaziada do Livre, sequiosa de poder, teremos um ménage à trois. E se Joana, a Despida, tivesse alguma hipótese, facilmente passaria a um ménage à quatre. Bonito!

A segunda é mais sofisticada, ou ainda mais triste. Dona Manuela, se continuar a ter a distinta lata de se manter filiada do PSD, jogará na vitória do PS, a fim de apear o Passos e voltar a grandes voos, leia-se a apoiar o Costa. Dando largas aos bons sentimentos que tem vindo a propagandear, vale tudo. Veja-se a desmesurada ternura demonstrada, com o Centeno (o das contas imaginárias), ao sinistro Adão e Silva e à sua colega Trigo Pereira (filha). Não é comovente?

 

16.9.15

A CONFISSÃO

Desculpem se volto ao assunto. Mas vale a pena.

Os grandes cérebros do socracretinismo costista não se calaram. Possuídos do mais profundo terror, desataram a espernear contra o Prós e Contas. O zero à esquerda, Lelo de seu nome, o histriónico berrador de serviço, chamado Caramba, ou Galamba, ou lá o que é, o Ascenso que, em vez de ascender, de incomptência descendeu, e alguns outros, exigiram a demissão do Dentinho, e só não se queixaram à polícia por que não se lembraram disso. Porquê? Porque tremeram como varas verdes com a hipótese de alguém vir ao programa falar das manobras do Pinto de Sousa, do Ferro ou do Costa, entre outros, para dominar a Justiça. Ainda por cima, na véspera, tinha o Costa mostrado que é igualzinho ao preso, insultando um jornalista que lhe perguntou uma coisa qualquer que ele não tinha no guião. Neste como noutros aspectos – quase todos – ao Costa só falta as asas para ser igualzinho ao seu antigo PM e chefe - que não precisa de imitar por ser igual.

Mas o mais importante não foi a descoberta da careca que os cérebros do PS mostraram. Foi a confissão. Foi dizer a toda a gente “temos culpas no cartório, não queremos a as mostrem ou falem delas”. Uma confissão com todas as letras.

 

E, afinal, o Prós e Contras foi um mijarete. Nada foi denunciado, nada foi posto a nu, nada se ouviu que interessasse ao grande público. A dona bastonária dedicou-se às suas habituais manifestações de ódio à ministra da justiça, coisa que, de tão primitiva não merece comentários; isto, sem deixar de pedir mais dinheiro para tudo e mais alguma coisa. Tivemos também dois advogados, um ilustre desconhecido, outro conhecido por ter sido um dos mais salientes áulicos de Jorge Sampaio, o que muito diz. Mas nada disseram de interessante. Interessante foi o duelo de Sousa Tavares com o director do Correio da Manhã, em que ambos tiveram e não tiveram razão. Havia também um intelectual respeitável, mas que não entusiasmou ninguém. Os colegas não lhe deram atenção, a confirmar a impressão de que ninguém está interessado em discutir a Justiça fora dos meandros das corporações.

Concluindo, o debate foi uma decepção para toda a gente. Mas teve a vantagem de ver os representantes do socra-costimo borrados de medo, a dar largas às culpas que toda a gente conhece, mas que, até agora, nunca tinham reconhecido com tanta clareza.

 

15.8.15

LINDO!

A inteligentsia do PS entrou em estado de choque com a história do “prós e contras” sobre a célebre questão levantada por Paulo Rangel: “se o PS estivesse no governo é imaginável que houvesse um PM na cadeia?”.

“Figuras” da laia de um Lelo, de uma Estrela, de um Ascenso, para não citar outros membros da banda, estremecem de indignação e fazem o que podem para travar a emissão.

O que pode a má consciência!

Sabem o que foi o tempo em que mandavam. Sabem das conversas de Ferro e Costa no caso Casa Pia para “dominar” os magistrados que tratavam do assunto. Sabem o que significou a queima das escutas e a cobertura que foi dada, ao mais alto nível da Justiça, ao 44, seu líder e farol. Sabem muito mais, muito mais do que é dado saber ao público em geral.

Por isso temem. Por isso tremem. Se tivessem a consciência tranquila, achavam que o tal “prós e contras” era mais uma ocasião para mostrar a sua “inocência”. Mas, dada a quantidade de esqueletos que têm no armário, tremem como varas verdes. E resolvem dar à casca, assim confirmando as mais vergonhosas suposições e as mais que evidentes certezas. Um inteligentsia nada inteligente.

Fazendo um prognóstico, direi que um programa onde vai brilhar a desgraça de bastonária dos advogados que por aí anda vai ser uma seca sem pés nem cabeça.

 

14.9.15

DO EQUILÍBRIO INTERIOR DE FREITAS DO AMARAL

 

Como democrata, também não gostei nada do estilo neoautoritário do primeiro-ministro, que aos poucos conseguiu controlar quase todos os órgãos de comunicação social.

Freitas do Amaral, “Visão”, 10.9.15

 

É sempre difícil julgar as pessoas, fazer apreciações quanto ao carácter de cada um, avaliar da coerência ou da dignidade seja de quem for. A subjectividade impera nestas coisas mais do que seria de desejar.

No entanto, quando as pessoas se expõem, quando as avaliações são feitas a partir das atitudes que tomam e que são propagandeadas pelos próprios, no exercício do direito que, com todo o direito, se atribuem de influenciar a cabeça dos outros, torna-se legítimo fazê-lo com critérios a que assista objectividade q.b..

Vem esta arenga a propósito das muitas afirmações e atitudes que, ao longo duma já longa vida, vêm constituindo a “montra” de uma personalidade como a de Diogo Freitas do Amaral, de que é triste exemplo a declaração acima, totalmente eivada de mentira, raiva, cegueira e primitivismo.

Lembro-me de um almoço de rapazolas em que, bebidos uns copos, dedilhadas umas guitarras, cantados uns fadunchos, a coisa descambou em mais copos e nas ordinarices da praxe. A malta ria, e ia exagerando, como é natural nestas quase infantis manifestações. Diogo não ria. Quando a coisa estava no seu melhor, decidiu ir-se embora. Porquê?, perguntei. Respondeu: “isto prejudica o meu equilíbrio interior”. Confesso que aquela do “equilíbrio interior” me embasbacou.

O futuro, no entanto, viria a demonstrar a fragilidade do tal equilíbrio.

Filho da ala mais conservadora da II República, afilhado intelectual e académico de Marcelo Caetano, Diogo, diz-se, estava interessado em integrar o governo da respectiva “primavera”. Dizem que não terá levado a bem ter ficado de fora, nem sequer sendo convidado para integrar o célebre Secretariado Técnico da Presidência do Conselho, onde pontificavam jovens cérebros da época, tais Xavier Pintado, João Cravinho, João Salgueiro e outros mais que viriam a ser gente na III República.

Não se sabe se foi por isso, mas pode intuir-se já que, muitos anos mais tarde, Marcelo Caetano foi objecto de uma vergonhosa peça teatral da autoria do seu ex-discípulo. Começava aqui a revelar-se a verdadeira face de Freitas do Amaral, ou da sua falta de “equilíbrio interior”.

No auge do período comunista, Freitas do Amaral fundou o CDS, partido da direita democrática nacional que havia de concitar os votos dos descontentes com o fim da II República, e de muitos mais. Intitulado do centro, rotulado de democrata cristão, o CDS, honra lhe seja, era o único partido que dava resposta às ânsias de muita e boa gente e que não se declarava socialista ou social-democrata. Lembro-me de, à época, o considerar à minha direita, sem prejuízo de o achar indispensável ao equilíbrio político do sistema e de funcionar como um tampão ao reacender da extrema-direita.

Sob a sua chefia, o CDS viria a integrar a AD, formação de centro, que havia de triunfar e que viria a acabar depois de decapitada por um atentado, seguido das zangas que fomentou com Balsemão. Mais tarde, Freitas do Amaral seria, como candidato a PR, a referência do centro e da direita. Foi perseguido e insultado por Mário Soares, que acabou por vencê-lo por uma unha negra. Depois da derrota, criou a Fundação século XXI, destinada a continuar a luta, dele e de muitos mais, contra o socialismo. Parecia ter aprendido a lição, não só a da sua luta eleitoral como a da experiência falhada num governo em que se tinha associado ao PS.

Passou o tempo. Um dia, anunciaram os jornais que Mário Soares tinha assistido, na primeira fila, ao casamento de uma filha de Diogo. Os que o tinham apoiado sentiram-se traídos. Então Freitas do Amaral tinha-se tornado amigo pessoal e íntimo de quem o tinha insultado perante o país inteiro? Terá sido mais um sinal público dos seus problemas de “equilíbrio interior”.

Step by step, tais problemas acentuaram-se. Ao ponto de, anos depois, aparecer ao lado de Pinto de Sousa, como seu ministro dos negócios estrangeiros.

O promotor do partido mais à direita do país, o vice de Sá Carneiro, o representante da direita em dramáticas eleições presidenciais, acaba como servo fiel do soarismo e do socretinismo, como lançador de “bocas” do mais ordinário contra o seu partido e o partido a ele aliado. Desculpando-se com a máscara de democrata cristão, acusa, como acima está escrito, o único PM que jamais tocou na fímbria das vestes dos media, de os “controlar” e de ser, valha-nos Deus, “autoritário”. Tanta mentira em meia dúzia de palavras.

 

Talvez, depois daquele almoço numa tasca da Calçada do Sacramento, nunca mais tenha recuperado o tal “equilíbrio interior”. Boa desculpa minha para não lhe definir o carácter.

 

13.9.15

CONTAS À MODA DO PS

Certamente por encomenda oriunda do Largo de Rato, a distinta TVI acaba de apresentar um “estudo” (é de imaginar que elaborado pelos economistas do “documento macro económico”) em que se diz que os bancos que, no seu conjunto, entraram com mil milhões para o fundo de resolução do BES se arriscam a perdê-los.

A primeira estranheza que isto causa é a do ponto de partida do “raciocínio”, isto é, para que se verificassem tais perdas preciso seria que o Novo Banco fosse vendido por zero euros, única forma de os outros perderem os tais mil milhões. Demos de barato esta piada, ou estes ardentes desejos do PS/TVI.

O “estudo” vai mais longe. É que, feitas as contas, os seus autores concluem que a CGD perderia 870 milhões, o BCP 580 e o BPI 300. O que, salvo melhor opinião, soma 1750. Como é possível que a perda dos 1000 milhões - é bom não esquecer que vencem juros - pode ser de 1750? Milagre?

Acrescenta o “estudo” que, indirectamente, “os contribuintes” vão pagar, via CGD, os tais 870 milhões.

É difícil explicar como é possível que um canal de TV nos impinja estas “contas”. Arrisco uma hipótese: não se trata de um estudo, nem de uma reportagem, muito menos de uma notícia. É pura propaganda do Partido Socialista ou para o Partido Socialista, organização que não hesita nem jamais hesitou em mentir, nem em, leninisticamente, em insistir na mentira as vezes que achar útil.

Desta vez os números denunciaram a marosca. Noutros casos não será tão evidentre.

Facto é que desta feita, pelo caminho, lá foi ficando a mensagem para consumo dos incautos, e incautos há para aí com fartura.

 

12.9.15

BATER NO DEBATE

Para quem procurou ver o debate com a imparcialidade possível, é difícil aceitar o coro de “análises” que por aí se espraiam em quantidades industriais, a ver quem mais dá na cabeça de Passos Coelho e mais acha que Costa marcou pontos.

No que diz respeito ao esquema montado pelos cérebros das televisões  já as coisas parecem mais objectivas: se tirarmos os auto-elogios dos três “profissionais” de serviço, ainda nada li que os elogiasse, e ainda bem. Aquilo foi uma vergonha sem nome, para eles, para os chefes deles e para os media em geral, a revelar a indigência jornalística em que vegetam. Apostados em mostrar-se em vez de cooperar para que os outros dois o fizessem, ofereceram-nos o espectáculo deprimente da sua jactância e fome de antena.

Adiante.

Frente a frente estavam dois homens de características opostas. Um, conhecido por não fazer demagogia, por ter um estilo sóbrio, por viver a realidade, boa ou má, melhor ou pior, apostado em explicar-se no debate, sem que os “comandantes” o deixassem fazê-lo uma vez que fosse. Outro, muito mais o que se chama um “politicão”, apostado no ataque, a fazer lembrar os seus “deuses” – Soares e Pinto de Sousa -, para tal não hesitando na mentira descarada, na promessa sem fundamento nem viabilidade, na “boca” destrutiva, na insinuação infundada mas sonora, com o extremoso apoio do trio que, ao outro, ia cortando voz e as pernas.

Os tristemente célebres “números” do PS, como não haverá quem não tenha notado, não passam de suposições imaginativas, fundadas em variáveis inventadas, seguindo à risca o princípio que postula que “se a minha avó tivesse rodas…”. Mesmo assim, quando foi instado a dizer um ou outro “número” concreto, tendo tantos, fugiu com o rabo à seringa. Mas atacou, que é do que a malta - como os “moderadores” - mais gosta. Daí, a “vitória” que é atribuída a Costa pela acefalia dos comentadores. Ganhou, de facto, em promessas mirabolantes, em demagogia, em pugilismo verbal. De resto, ao rever o debate, ganhou em coisa nenhuma.

Posso, sem surpresa mas com tristeza q.b., perceber as reacções que por aí se esperneiam. Mas, que diabo, um bocadinho de senso que ultrapassasse e desse o ao trauliteirismo do Costa o seu real “valor”não faria mal a ninguém.

Baixar a TSU durante 3 anos, para exigir a sua reposição a seguir, mais que demagogia é aldrabismo militante.

Relançar o consumo para aumentar a produção é negar as evidências e viajar com a Alice, como se estivéssemos no país das maravilhas.

Descapitalizar a Segurança Social para relançar e proteger o nacional patobravismo “reabilitador”, é coisa de doidos.

Recusar qualquer hipótese de diálogo sobre a segurança social é traição a todos nós.

Repor de um momento para o outro os salários, as pensões, as prestações sociais e, ao mesmo tempo, baixar os impostos, é uma impossibilidade financeira e um erro de consequências catastróficas, além de uma mentira política desbragada e sem escrúpulos.

Pôr as culpas do memorando da troica nas costas do PSD ultrapassa todos os níveis da canalhice.

Culpar o PM por ir “além da troica” exibindo gráficos lagarderianos é pura banha da cobra. Não sabemos ao certo se Passos Coelho foi ou não além da troica, nem sabemos ao certo o que é isso de ir “além da troica” mas, se foi, pensem onde estaríamos a esta hora se não tivesse ido. Além disso, não sabemos ao certo quantos milhares de milhões de dívida o PS deixou debaixo do tapete, razão para que Passos Coelho não tenha podido cumprir o que tinha prometido em campanha. Mas isso não conta, não se reconhece. É indecente e desonesto que se não reconheça.

Em tirada paroquialista, Costa gaba-se dos seus feitos financeiros na CML, sem dizer quem para tal lhe deu o dinheiro (Passos Coelho!).

Enfim, o debate, ou a ausência dele por obra do terceto de “jornalistas”, foi o que foi: um confronto entre uma realidade honesta e um saco de promessas irrealizáveis, de mentiras descaradas, de tiradas ultramontanas.

Espera-se que os portugueses percebam o que se passou e sejam capazes de ir mais fundo que os comentadores, os jornalistas, os lelos e os marcelos da nossa praça.

 

11.9.15

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