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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

PROPAGANDA

A central de propaganda do chamado governo tem por missão fazer de fabricados fait divers assunto da maior relevância nacional. Veja-se o caso dos feriados, o da referenda do orçamento, com sessão solene e parangonas por todo o lado, a conversa com a dona Isabel de Angola com primeira página do Expresso e apoio expressso do PR, o não aumento dos livros escolares (como se houvesse inflacção), etc., etc..

Qualquer coisinha, se bem aproveitada, pode ser óptima propaganda. É a filosofia oficial: se se entretiver os servos com ninharias, eles não se lembrarão do que é importante: a ausência de poupança, a insustentabilidade da segurança social, a inexistência de investimento, a brutal queda da confiança externa, e tantas outras matérias merecedoras de alguma atenção, tudo “cientificamente” obnubilado pelas criações da propaganda.

Se o António Ferro (sem ofensa para o dito) ressuscitasse que inveja não teria!

 

31.3.16

CONVENIÊNCIAS

Dá a imprensa alto relevo ao namoro que o camarada Costa anda a fazer à dona Cristas e ao seu “novo” CDS.

Com a devida vénia, o IRRITADO permite-se corrigir os chamados “órgãos de comunicação social”: é a dona Cristas quem anda a namorar o PS, não o contrário. O camarada aceita o namoro e retribui a atenção.

Mas a diferença não está só nisso: é que à dona Cristas interessa não prejudicar a hipótese de, caso necessário, arranjar outra bengala, ao PS interessa explorar as diferenças, reais e inventadas, entre a dona Cristas e o PSD.

Namoros de conveniência: um para acautelar o futuro, outro para destruir o antigo namorado do actual.

 

31.3.16

MAIS UMA REVERSÃO

Com a maior das modéstias (coluninhas na página da esquerda), noticiam os jornais a renúncia do presidente da Águas de Portugal. O referido senhor diz que não está de acordo com a nova política que lhe é imposta pelo chamado governo, a qual, basicamente, consiste em destruir a anterior e, de caminho, a progressiva viabilização da empresa.  

Imagine-se a barulheira que fariam os mesmos distintos órgãos de informação há uns meses atrás se o presidente de uma importante empresa pública batesse com a porta.

Mudou o governo, mudaram os jornais. Dito de outra maneira, os jornais estão com medo (o medinho que já o Pinto de Sousa infundia...), coisa que, durante quatro anos, não tiveram.

Isto é verdade, mas também é verdade que está fora de moda.

 

31.3.16

NACIONALISMO CANÍDEO

Andam por aí uns bandos de idiotas aos gritos contra a Força Aérea, que teve a falta de patriotismo de oferecer ao novo PR... um pastor alemão!

Traição à Pátria! Com tantas raças de cãezinhos “portugueses”, dar um pastor a lemão! Onde pode chegar a estupidez.

Viram a grande revolução americana que se arranjou quando o Obama meteu um cão “português” na Casa Branca?

 

31.316

DO PRINCÍPIO DE PETER

Durante largo tempo, o senhor Rui Rio gozou de merecido prestígio. Fez frente ao todo poderoso Pinto da Costa, ganhou eleições, parece que foi um autarca de valia lá no Porto. Chapeau!

O que se seguiu é a prova provada da justeza do Princípio de Peter. O homem não se deu bem com a “peluda” e deu mostras de insuspeitada mediocridade, isto é, ainda que confesso e insinuado candidato a outros voos, passou a uma triste pequenês: não passa de provinciano regionalista/bairrista, a ombrear com essoutra personagem do mesmo calibre, o seu camarário sucessor, notando-se em favor deste o facto de não parecer ter pretensões a passar da chinela.

Agora, Rui Rio permite-se colocar-se lado a lado com a coligação do chamado governo e insinuar críticas aos seus, ao mesmo tempo que, convencido do seu “valor”, recusa olimpicamente discutir ideias no local próprio, isto é, no congresso do PSD. Deve, considerar que, cá por fora, pode fazer melhor “carreira”. Mais uma insuspeitada característica: a cobardia oportunista.

Não está só nas insinuações. Outros espreitam, preferindo ratar a ajudar. Mas são mais frontais, pequena honra lhes seja.

Entretanto, o Costa vai rindo e, de sociedade com o homem dos “afectos”, dia sim dia sim, de cortina de fuma em cortina de fumo, vai entretendo o pagode. Os “rios” da nossa praça contribuem, em vez de denunciar a tempestade que aí vem. É a nacional “descrispação”.

 

Por aqui, devo dizer que não há descrispação nenhuma.

 

31.3.16

PORTAS, TENS SEGUIDOR!

Há para aí dois anos, o vice-primeiro-ministro Portas, depois de muito instado, apresentou umas reformas: um papel muito criticado por ser curto, ainda que com várias páginas. Tinham razão os críticos. O tal papel situava-se a meia distância entre nada e coisa nenhuma.

Interessante é, hoje, verificar que o chamado governo que temos faz a mesma coisa, desta feita mais do alto: com pompa e circunstância, é, pelo chamado primeiro-ministro, apresentado um papel, igualmente de reformas. Ao contrário do do Portas, este não se situa entre nada e coisa nenhuma: situa-se entre coisa nenhuma e nada.

Por outras palavras: em matéria de reformas, a “página” virou, mas o verso é igualzinho à face.

 

30.3.16

ESTADO DE DIREITO

O novo PR não pára de nos surpreender.

Desta feita, o ilustre senhor declarou, sobre o processo dos “golpistas” de Angola, que o assunto ainda não está resolvido e que a justiça segue o seu caminho, segundo as regras do “estado de direito democrático”... de Angola.

  • Não se percebe por que carga de água tem o PR de se pronunciar sobre o assunto;
  • Admitindo que se pronuncie, seria fácil, para não prejudicar as relações bilaterais, que encanasse a perna à rã com uma frase qualquer mais ou menos anódina (poderia eu inventar um sem número de sugestões, mas acho que a MRS não falta imaginação para tal, pelo que, se disse o que disse e como disse, o fez de propósito);
  • Como é que um professor de direito, adepto confesso e informado sobre o que é um estado de direito, diz, de Angola, que é um estado de direito?

Um pouco de juízo não fica mal a ninguém.

 

30.3.16

DISCURSOS DO PODER

Inédita cerimónia, esta da referenda da lei dos feriados. Substancialmente, tal lei é só mais um desfazer do que os anteriores fizeram. Circunstancialmente, o discurso do espertalhão não passou de demagogia e, como de costume, da barata.

Acho bem que o 1º de Dezembro seja feriado, ainda que a argumentação seja fraca. Se estivermos a falar de datas importantes para a Independência, porque não “feriar” a Batalha de São Mamede, o Tratado de Zamora, a Bula papal, a Batalha de Aljubarrota, o fim da Guerra Peninsular, por exemplo? Se querem feriar grandes datas, porque não a conquista de Ceuta, a dobragen do Bojador e do das Tormentas, a chegada de Vasco da Gama a Calecute, a descoberta do Brasil... Ou outras, as dos nossos dias, como as vitórias do Benfica e do FêCêPê na Liga dos Campeões, o nascimento da Rosa Mota e do Carlos Lopes, por exemplo... enfim, o que resta.

Datas para feriar não faltam por aí, como se vê.

E o 5 de Outubro? Aqui , aporca torce o rabo. A data que abriu caminho a 16 anos de bagunça política, de violenta desordem, de total falta de liberdades cívicas, e a mais 48 de ditadura, de censura, de prisões arbitrárias, merece ser feriado?  Feriar 65 anos disto? No mesmo diapasão, porque não feriar Alcácer Quibir, a queda de Goa...  as nacionalizações, o incêndio da embaixada de Espanha, o nascimento do Otelo, por exemplo...

Deixo isto à consideração do chamado primeiro-ministro. Em matéria de datas a comemorar, a fartura é muita e povo gosta de feriados. Sobretudo, dirá sua excelência, os que forem aproveitáveis para desfazer o que os outros fizeram. Tudo o resto é conversa.

 

Por falar em conversa, o PR também entrou em originalidades. Pela primeira vez, um ocupante de Belém veio tecer loas à excelência do orçamento de Estado, conforme com a Constituição como diria o PC, inatacável, fazível se as “condições externas” o permitirem e a exigir, vá lá, o indesmentível “rigor” governamental. Diz o exérctio de comentadores que o PR adiantou dúvidas de peso sobre a exequibilidade do "modelo". É verdade. Mas não deixou, a despropósito, de dar mais umas dentadas aos que apanharam com a gestão da bancarrota, assim emparceirando, mais uma vez, com a coligação social-comunista, que tanto ama. Enfim, disse coisas, nem novas nem originais.  

Por muitas dúvidas, as evidentes para toda  a gente (as outras ficaram no tinteiro), que o gerigoncial orçamento mereça ao PR, o que ficou claro foi o seu comprometimento com ele. Ou seja, perdeu uma oportunidade de ouro para estar calado. Quem muito fala...

 

29.3.16

A GRANDE BORRADA

Parece que as negociações (secretas!) levadas a efeito pelo chamado primeiro -ministro com a dona Isabel de Angola, merecedoras do entusiástico apoio do Presidente da República, deram em borrada. Dona Isabel, como não podia deixar de ser, quer mais do que o prato de lentilhas que lhe terá sido oferecido por tão altas individualidades, sabedora que é, como toda a gente, de que nem um nem outro dos ilustres cavalheiros tem poder ou dinheiro para se lhe impor.

O chamado primeiro-ministro já fez constar que tomará “medidas legislativas” ad-hoc, se não houver outra solução, isto para o caso do BPI. No BCP nem assim se safará.

De resto, a Constituição (por uma vez!) e a Lei, coisas que ambos (PM e PR) dizem defender e deviam conhecer, não dão abertura para os voos demagógicos e as parlapatices nacional-parvónicas em que os nossos dois altos dirigentes parecem querer especializar-se.

No meio disto tudo, uma coisa fica clara: Passos Coelho, bombo da generalizada e “correcta” festa que por aí tonitrua, é quem, mais uma vez, tem razão!

 

25.3.16

ANIMAIS SIMPÁTICOS, HUMANO ESTERCO

Gosto de andar na relva. Todos os dias, saio de casa e vou até à relva lá à porta, aos saltinhos. Sim, aos saltinhos. Não porque goste de andar aos saltinhos, mas para não apanhar com um cagalhão de cão na sola do sapato, ali, à minha espera, primorosamente colocado na relva pelos canídeos dos meus queridos vizinhos. Isto para não falar de odor que produto exala.

Falando de odores, quando das primeiras chuvas, a relva rescende, não a terra molhada mas a mijo de cão. Às vezes, tropeço nas arreatas extensíveis dos canídeos, com uma ponta no pescoço dos ditos, outra na carinhosa mão de um selvagem qualquer.

De noite, não raro acordo com os protestos ladrados por algum simpático animal que se chateou ou cujo dono se atrasou na hora do passeio necessário à pública borrada.

Não, não sou contra os cães, até gosto deles. Sou contra a incivilidade de quem os usa para gáudio próprio e transtorno dos demais. Acho que ter um cão na cidade devia ser objecto de caríssimas licenças, de vigoroso policiamento e de multas astronómicas para quem prevaricasse. Todas as despesas camarárias incorridas em limpezas e desinfecções, respectivo pessoal, etc., deviam ser pagas por tais licenças e tais multas. A Câmara até podia aproveitar para dar mais uns empregos, custos a sustentar pelos donos das cãezinhos, portanto orçamentalmente neutros e socialmente úteis…

O animalesco deputado que se dedica a chatear meio mundo por causa dos cães, ao ponto de pôr pacíficos cidadãos a pagar veterinários e outras parvoíces, devia ficar a falar sozinho em vez de se divertir à custa dos outros. Mas goza da ternurenta protecção da camarilha no poder, que assim lhe vai comprando o voto, quem sabe se com a bênção do CDS e do PR.

Não tenho ilusões. Ou deixo de gozar a relva, ou continuo aos pulinhos. Ou passo a gostar de ouvir os animais a protestar ou continuo a irritar-me com cães a ladrar às três da manhã. Ou arranjo chatices com os selvagens, ou meto a viola no saco.

E a vida continua, entregue aos bichos.

 

26.3.16 

PERGUNTINHAS

Já que anda por aí um sururu dos diabos por causa da primo ministerial intervenção no caso da banca, bem como do presidencial alinhamento com ela, devia ocorrer (mas não ocorre) ao coro de serviço perguntar que raio de intervenção foi essa.

 

- Tanto no caso BCP como no caso BPI havia vários interessados, ou envolvidos. Segundo se sabe, o chamado PM só falou com a fulana de Angola, dona Isabel dos Santos, grande empresária sem qualquer ligação ao papá.

Porquê?

 

- Há um silêncio sepulcral quanto ao que o chamado PM conversou ou combinou ou acordou com a referida criatura. Já que mandou que a reunião fosse pública, também o seu conteúdo, ou o que pretendia com ela, o devia ser.

Porque não é?

 

- No meio deste silêncio, o ocupante do Palácio Real de Belém tece desbragadas loas ao seu aliado Costa.

Porquê?

O que querem os dois com o que andam a fazer?

Onde está a transparência?

E, já agora, os afectos?

 

25.3.16

CONSELHO DE ESTADO

É muito interessante a composição do Conselho de Estado da era Marcelo, a saber:


20 conselheiros:

12 de esquerda;

6 de centro-direita;

2 duvidosos.

Acresce o PR, o qual, sendo tido por de centro-direita, é o maior namorado que a esquerda podia desejar.

Resultado: 13 a 15 / 6 a 8.

Imagine-se a independência e o bom senso dos conselhos que o Conselho dará, certamente com o “apaziguador” gáudio de Sua Excelência o PR.

 

Talvez nos valha, na próxima reunião, a presença do Draghi e do Costa (Carlos).

 

 

25.3.16

CIÊNCIA E FUNÇÃO PÚBLICA

Sei que sou um ignorante nesta como em muitas matérias, mas longos anos a olhar o mundo dão-me o direito de achar que estou no direito de opinar.

Falo de ciência e cientistas.

Olhando à volta, vemos e admiramos pelo mundo fora os cientistas que criam novas formas de ver as coisas e melhorar o mundo. No melhor dos sentidos, é gente cuja pátria é o trabalho, isto é, que “vende” o seu pensamento e as suas capacidades a quem melhores condições de realização lhes oferecer. Daí que, de projecto em projecto, de bolsa em bolsa, de financiamento em financiamento, de universidade em universidade, de laboratório em laboratório, se vão impondo e pondo o que descobrem e inventam à disposição do mercado, dos governos, da espécie humana e do planeta. São, de certa forma, o contrário do funcionário que, mesmo que com alta competência, goza de carreira estável, cumpre regras que outros criaram ou segue rotinas que lhe permitem “progredir na carreira”. Cientistas são gente que progride à própria custa, que impõe aos outros o que vale, que vai, step by step, construindo a sua vida. Tiro-lhes o chapéu.

Por cá, o chamado governo faz o contrário. O chamado ministro competente na matéria anuncia, orgulhoso, que vai meter 2.000 cientistas na função pública. Dois mil eventuais ou actuais bolseiros passam a funcionários. Não se trata de lhes proporcionar protecção social em caso de azar ou paragem entre projectos. Trata-se de os levar a abandonar uma vida de sucesso e de risco em favor do olímpico descanso que uma “carreira” sem sobressaltos lhes proporcionará para o resto dos seus dias.

Política científica que jamais terá passado pela cabeça do justamente tão celebrado ministro Mariano Gago, por muito socialista que fosse. Mais uma originalidade do nosso tão original chamado governo.  

 

25.3.16

 

PS. Já este post estava encerrado, dou com uma precisão noticiosa. A “funcionarização” não é só para cientistas propriamente ditos, mas para as bolsas pós-doutoramento. Um bodo: ganhe uma bolsa, terá emprego para toda a vida e mais seis meses! 

ASNEIRAS EM CATADUPA

Factos:

- O Presidente da República (declarou-o!) foi a Espanha rogar a Filipe VI que usasse dos seus reais ofícios no sentido de evitar a concentração da banca portuguesa na mão de espanhóis;

- O Primeiro Ministro do Chamado Governo andou (publicamente!) a pedir batatinhas à dona Isabel dos Santos, não se sabe em que sentido, nem porquê nem para quê;

- “Personalidades" várias, devidamente acompanhadas pelos jornais, andaram para aí aos gritos contra a “espanholização” da banca portuguesa;

- Um senhor, administrador do Corte Inglês, dedicou-se a fomentar um “manifesto” contra a banca espanhola;

- O chefe da oposição declarou que o PMCG não tem que se meter onde não é chamado;

- A opinião pública é excitada por toda a gente a condenar o que disse o chefe da oposição.

 

Conclusão: se a III República não é a das bananas pouco lhe falta. Dos asnos, parece já ser.

 

Vejamos:

- O PR, se fez o que disse que fez, fez mal - asneira. Estas coisas, ou não se fazem, ou não se confessam - asneira;

- O PMCG, quer “movimentar-se” na banca privada - asneira. E não pode, nem deve, ouvir só uma das partes em presença, ou ouve todas ou não ouve nenhuma – asneira;

- As “personalidades”, se querem e podem ser influentes, que o façam “por dentro”, em vez de vir excitar a opinião pública com afirmações perigosas – asneira;

- O administrador do Corte Inglês, ao que consta, levou, e bem, um puxão de orelhas do patrão e meteu a viola no saco – asneira;

- O chefe da oposição, para poupar o PR (seu sibilino inimigo) à crítica vigorosa que merecia – asneira – limitou-se a criticar, e bem, o PMCG - asneira;

- Os excitadores da opinião pública jogam no cavalo errado – asneira.

 

De vento em popa vai a neo-grande coligação: PS, BE, PC+Pinduricalho, CDS (viram ontem o namoro descarado do Correia como Caramba?) e PR, todos unidos no mesmo consenso, dito “descrispador”.

Tudo o que acima opino é do mais “incorrecto” que se possa imaginar. Só o tempo (um ano?), dirá a onde isto nos leva. Algo me diz que, quando o tempo puser os pontos nos is, vai ser bonito.

 

24.3.16

RASQUICE

Ao ouvir certas opiniões, uma pessoa fica abismada. No meio do pânico, do medo, da revolta que as pessoas sentem perante as bombas de Bruxelas, vem uma tipa do BE aproveitar a maré, não para condenar os autores do morticínio, mas para exprimir a sua justa indignação quanto à “política securitária” dos países atacados. No parecer desta beata do socialismo acéfalo e populista, é preciso, não securizar os alvos da barbárie, mas cortar a esta os meios de que dispõe, como se fosse possível mandar matar os milionários sauditas e quejandos que fornecem dinheiro e armas ao terror. A mesma demagoga que foi capaz de condenar os bombardeamentos (fraquinhos) do senhor Hollande sobre as fontes do petróleo do terror, vem, com a lata da banha da cobra, aproveitar para remar contra as medidas de segurança. Mais rasca não se imagina.

 

22.3.16

NOVA PÁGINA EDUCATIVA

Anda por aí um tipo, ao que consta ministro do chamado governo, a tomar medidas, qual delas a mais estúpida. Acabou com os exames. Depois, disse que, quem quisesse fazer exames, os fizesse. Depois, que os exames não contarão para a avaliação, isto é, não servem para nada.

Os professores também não serão avaliados, que o xarroco dos bigodes podia aborrecer-se.

Agora, parece que vai dar uma de cavalheiro, isto é, fazer o que exigem as esquerdoidas do BE, e arranjar turmas de 20 alunos. Com turmas de vinte alunos, como é evidente, vai ser preciso admitir mais uns milhares de professores. De uma cajadada, o tipo contenta as malucas e dá mais uma vitória ao bigodes, à CGTP e ao PC. De mestre.

E ainda há quem diga que o governo é do PS! O pior é que quem o disser terá razão. O PS, nas mãos do Costa, já não é PS nenhum, mas um mero serventuário dos seus parceiros.

 

22.3.16

DO NEO-NACIONALISMO BANCÁRIO, OU BACOCO

Uma nova e vasta coligação se acastela no horizonte, qual hino à nacional estupidez. Os seus membros, PC, BE, PS, CDS e PR, são de peso.

Em relação aos dois primeiros (PC e BE), a explicação é fácil: alinham com a patacoada radical europeia, do Podemos ao Syriza, da Marine Le Pen ao camarada Corbin ou ao incrível Orban, extrema direita e extrema esquerda unidas no mais acendrado neo-nacionalismo.

O terceiro (PS) virou de bordo, ou por necessidade de manter quietos os neo-amigos, ou por neo-opção ideológica - uma espécie de socialismo-nacional.

O quarto (CDS) será vítima de alguma neo-ideia dessa alta neo-dirigente, especialista em patacoadas, dona Assumpção.

O último (PR), vá lá saber-se porque alinha no préstito, já que todas as hipóteses possíveis de adiantar provocariam comentários de descasca pessegueiro. Respeite-se o cargo.

Todos estão unidos nessa gesta de exaltação nacionalista que consiste em não deixar que os espanhóis comprem bancos cá no sítio. Se se tratasse de gente séria, como os angolanos ou os chineses, tudo bem. Mas espanhóis? Então, e o 1º de Dezembro? E Aljubarrota? O pátrio peito sofre, na sua dignidade e na sua honra, Camões estremece no sarcófago, Cabral vai aos arames, há que ressuscitar os conjurados e defenestrar os miguéis de vascocelos que por aí pululam!

Além disso, aponte-se os factos, certamente mui queridos da neo-coligação. A banca nacional tem dado exemplos de boa gestão, de criação de riqueza, de intocável honestidade, de rentável eficácia, como está patente nos maravilhosos casos do BPP, do BPN, do BES, do Banif, etc., isto sem contar com esse lindo exemplo que a CGD corporiza, a dar lições ao mundo da finança e da economia com a sua estabilidade, independência e indesmentível sucesso. Do outro lado, como é sabido, a deletéria influência dos bancos em que os espanhóis estão envolvidos, o Totta, o La Caixa, o BBVA, o Popular... só nos dão problemas, não é?

Uma coisa é certa e sabida. Para “voos” que permitam estabilizar a banca, simplesmente, não há dinheiro português. Há muitos anos que se deu cabo dele, do dinheiro a sério, que por aí houve. Não vale a pena dizer como, que toda a gente sabe.

Também toda a gente sabe que não é agradável ver o controle da banca passar para mãos estrangeiras. Pode até perceber-se que não seja de boa política que os espanhóis venham a ter a fatia de leão. Mas, francamente, preferir os angolanos e os chineses...

Daqui que, se houvesse alguma preocupação digna desse nome que fosse um bocadinho além do primarismo nacionalista, e se o chamado governo e seus acólitos quisessem evitar a concentração em mãos “ibéricas”, estariam, discretamente, a procurar parceiros que considerassem mais aceitáveis, a fim de os motivar a entrar numa corrida onde, diga-se a verdade, o governo não deve, ou não devia, entrar. Uma boa actividade para uma diplomacia financeira. Em vez disso, preferem irritar os espanhóis, o que é de uma incompetência atroz, para não dizer de uma colossal estupidez.  

 

21.3.16

LULAS DE CALDEIRADA

Houve tempo em que o Brasil era uma ditadura. Veio a democracia e, depois de muitas crises, apareceu um Presidente que deitou a mão àquilo, Henrique Cardoso de seu nome. Não era esquerdista nem burro, pôs ordem na bagunça, acabou com a inflacção galopante, criou uma moeda estável e credível e, ao contrário do que rezavam as pitonisas brasileiras e internacionais, criou um país com pés e cabeça.

A esquerda não gostou. Surgiram os inevitáveis gritos por mais “igualdade”, mas “justiça”, mais “segurança”, mais isto e mais aquilo, lá como cá hoje em dia. O cefalópode foi eleito. Confortavelmente sentado na pesada herança de Cardoso, foi gastando a massa, mais uma vez lá como cá hoje em dia. A coisa não lhe correu mal de todo. Quando se foi embora, ainda havia algum para gastar. Arranjou uma fulana que o continuasse. A fulana auto classificou-se quando se intitulou “presidenta”, à semelhença da dona Pilar del Rio. Demonstrou assim, à saciedade, que, além de analfabeta, era parva e demagoga. Não ia dar bom resultado. Assim foi. A economia “emergente” deixou de emergir, aos BRICS caiu o B. A malta percebeu e começou a espernear. Lá como cá, descobriu-se que o dinheirinho se tinha escoado por ínvios caminhos. Daí, a perseguição judicial, misto de Justiça e de política.

Lá como cá, as carecas descobriram-se, os esqueletos sairam do armário. O esquerdismo folclórico da “distribuição” distribuiu como se sabe. Por lá antes de cá. A diferença é que estamos mais atrasados, ainda há dinheiro a escorrer, o nosso "Dilmo" ainda está na maior. Por lá, parece que já se acabou. Mas o nosso destino é o mesmo, só difere no timing.

Apesar da infrene politiquice do Tribunal Constitucional e da pressão “distribuidora” e “justiceira” da da esquerda, a esperança por cá foi possível. Já não é. A diferança é que, por cá, ainda há muito quem não tenha dado por isso. Por lá, parece que a maioria já percebeu. Por cá, o continuador da política do desmascarado Pinto de Sousa ainda está na mó de cima. Por lá, a continuadora do cefalópode já era, ainda que faça os mais inacreditáveis e desonestos impossíveis para se aguentar e ao seu palavroso e primitivo guru.

No fundo, como se diz com alguma razão, continuamos a ser “países irmãos”. Sobretudo na desgraça.

 

18.3.16

GOSTASTE, CAPITÃO?

Esta vai à atenção de uma senhora que faz parte do chamado governo e que acha que os bonecos para menino e para menina, no MacDonalds, são uma manifestação de intolerável e descriminatório sexismo.

Imagine-se que, agora, surgiu na TV um anúncio a uns filetes congelados em que uma mulher, submissa e ternurenta, diz ao marido (companheiro, namorado, etc., que isso de maridos foi chão que deu uvas): “Gostaste, capitão?”. Para que não haja interpretações perversas, esclareço que a tal mulher se refere aos filetes.

CAPITÃO? Mas o que é isto? Capitão?

O IRRITADO, sempre preocupado com a modernidade e com o prestígio do chamado governo, recomenda vivamente à supradita senhora – comprovada e publicamente analfabeta - que chame alguém da sua confiança que saiba escrever, a fim de se habilitar com o texto de urgente comunicado à Nação, destinado a, veementemente, denunciar o escandaloso machismo do anúncio em causa, que apela e “justifica” a ilegítima e fascizante autoridade doméstica do “capitão”. Trata-se de um ultraje que os filetes não merecem. Mais recomenda àquela “membra” do governo que obtenha, para o texto, a chancela das tipas do BE e do estafermo do PEV.

 

17.3.16

PRECISÃO

Não tenho objecções à visita do Presidente Marcelo ao Vaticano. Mas acho mal que ande para aí a dizer que o Papado foi a primeira instância externa a reconhecer, em 1179, a independência de Portugal. Tal independência tinha sido reconhecida 36 anos antes, no Tratado de Zamora.

Esta precisão não retira a importância à Bula Papal nem à marcelal visita. É só para pôr os pontos nos is.

 

17.3.16

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