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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

QUEM TE AVISA...

 

Segundo algumas pessoas sérias que ainda há por aí, as bocas expendidas pelo ministro Schäuble não só foram pré-monitórias como pecaram por defeito.

A indignação do drácula Galamba e da esquerda doida não contam com a mais que evidente realidade, ora reforçada com as tiradas contraditórias do chefe Costa e do chamado ministro das finanças, a mostrar que, mesmo no mais íntimo santuário dos aliados já ninguém se entende. Resta-lhes culpar o brexit, a pessegada angolana, a cáfila brasileira e outros azares internacionais. Recusam-se a perceber que o que se passa é que não há um só investidor, um só emprestador, uma só agência, um só governo que acredite nas maravilhas das reversões, das reestatizações, das quebras de contratos, na “palavra” desta gente, nos resultados das políticas de relançamento do consumo (para o sector público!). Não há quem não veja a crise bancária, quem não leia o novo contrato dos estivadores, quem aplauda as 35 horas, quem não saiba que a geringonça está a atrasar pagamentos de centenas de milhões (nem os acórdãos do Tribunal Constitucional cumpre!) para apresentar enganosos resultados e ir entretendo o pagode com dados acrobáticos.

É possível, e é verdade, que ainda há por aí muita gente a comer disto. Mas, meus amigos, lá fora é outra história. Por isso, o Prof. Schäuble avisou, e fez muito bem em avisar. Quem bem te avisa teu amigo é.

 

30.6.16

CONSELHO

 

Tenho dois carros. Um de 1999, outro de 1998. Dentro em breve serei proibido de circular na minha cidade. Já não tenho idade para andar de bicicleta como quer o Medina e outros idiotas acantonados na Câmara, e assim vou deixando as venerandas viaturas a apanhar ar nos quadradinhos da EMEL. Não me queixo muito, vai havendo a Carris (fora das horas de ponta) e, em caso de necessidade, um taxi. Metro é que não, que não me entendo com a inteligentíssima sinalética da rede.

Ao contrário deste tão antiquado circulante, os meus concidadãos compram carros novos todos os dias. Compram andares todos os dias. Há nisto uma certa lógica: o dinheiro não rende nos bancos, há que aplicá-lo, nem que seja em bens de consumo como os automóveis, o que exponencia as importações, mas a malta não tem obrigação de o perceber. Os dos carros, daqui a dois anos, terão um terço do dinheiro que se comprometeram a pagar por eles. Os dos andares ficam encravados por uns trinta anos, ao mais pequeno abanão ficam sem eles, e a banca atolada em ainda mais imparidades.

Poupança é coisa que deixou de existir. Nem a banca dá condições, nem o Estado merece confiança.

O futuro? Se perguntarem ao chefe Costa, é brilhante. Se quiserem pensar um bocadinho, comprem dólares em vez de automóveis e andares.

 

30.7.16

AS SANÇÕES DA GERINGONÇA

Segundo pitonisas várias, o IRRITADO enganou-se: vai mesmo haver sanções, sejam elas (diz-se) quais forem: desde “pena suspensa” até uns cortes nos subsídios, mas só, até ver, nada de muito incomodativo. Se acreditarmos nas prosápias do chefe Costa e do camarada Centeno, dada a extraordinária performance orçamental anunciada o primeiro caso fica resolvido a breve prazo. No segundo, resta saber quando e como se efectuam os tais cortes. Se forem já, atrasa-se o vinte/vinte, o que é chato. Se forem à percentagem, podia ser pior. Como já está tudo atrasadíssimo, sabe a chover no molhado.

Importante é olhar a razão invocada pelos sancionadores: o défice de quatro por cento em 2015, o qual, segundo várias opiniões, foi de três. E aqui é que a coisa se torna politicamente interessante. Porque não alega o chefe Costa a tese do três por cento? Porque não lhe interessa: o objectivo é culpar o governo anterior, quando o único fautor do aumento do défice é o actual.

É certo que a Comissão queria ver o caso Banif resolvido depressa. Mas nunca disse que era obrigatório, nem nunca nos encostou à parede por causa disso, como está mais que provado. O governo anterior fez várias propostas de solução, julgo que cinco. O que havia a fazer era negociá-las, ou fabricar outras. Nunca precipitar as coisas. Porque as precipitou o chefe Costa? Porque queria pôr as culpas para o défice de 2015, como é evidente.  Ou seja, a geringonça preferia as sanções, desde que pudesse atirar o odioso para cima de terceiros - a Comissão e o governo PSD/CDS. Com uma vantagem adicional: as sanções implicam visitas trimestrais da troica em versão actualizada, o que criará um novo bode expiatório para o caso de não serem cumpridas algumas “palavras dadas”.

Todo o palavreado contra as sanções, da “declaração de guerra” da Catarina à “Pátria ofendida” dos demais, não passa de baixa manobra, bem própria da moral republicana e social/comunista que nos desgraça.

  

28.6.16

UM DIA TRISTE, UM FUTURO NEGRO

Em tempos que já lá vão, uns anos antes da nossa adesão à CEE, fui um dos fundadores do que se chamou Secção Portuguesa do Movimento Europeu. Saídos do isolamento da II República, sonhávamos com a integração europeia, como sonharam mais tarde os países saídos do totalitarismo comunista.

A formação da associação foi saudada por muita gente, e o Movimento internacional depressa preparou uma missão para nos visitar. Houve umas reuniões, umas conversas. Percebemos que o Movimento era federalista, coisa que estava longe dos nossos planos. E a “secção portuguesa” morreu à nascença. Queríamos o guarda-chuva económico, não a integração política. No que me diz respeito, pensava que a CEE, colocando-nos num universo político mais vasto, seria uma espécie de seguro contra uma integração ibérica de que por aí se falava.

Os anos passaram. Entrámos para a CEE, tivemos anos de inegável progresso, mas rapidamente entrámos na ilusão da riqueza. Destruimos não poucos sectores básicos da economia sem os substituir por algo que pudesse sustentar as novas despesas, designadamente o exponencial alargamento do “estado social” que o marcelismo tinha criado. Enfim, ao mesmo tempo que progredíamos criávamos as “bases” para a desgraça. Isto através de um Estado tentacular, omnipresente, “subsidiador”, pasto de interesses nem sempre aceitáveis, e de uma sociedade cada vez mais dele dependente, portanto mais anquilosada e inprodutiva.

Veio a globalização. A Europa não conseguiu, nem consegue, estar à altura da emergência de novas economias, ainda menos manter a sua tradicional supremacia científica e tecnológica. O mundo melhorou, e muito, mas a nossa civilização não foi capaz de manter o avanço, e continua a perdê-lo todos os dias.

Multiplicaram-se as crises financeiras, o dinheiro deixou da corresponder ao desenvolvimento económico, autonomizou-se, e perdeu boa parte da sua real utilidade. Ao invés desta tendência, as despesas dos Estados, ora correspondentes ao respeito por protecções a que se passou a dar o nome de direitos, deixaram de corresponder à aplicação dos resultados económicos para ser função do aumento exponencial das dívidas públicas.

Somos disso um dos mais gritantes exemplos. Bancarrota, resgate, impostos brutais, estagnação económica, desemprego, dívida, etc.. Quando, passados quatro anos de sacrifícios, havia claros sinais positivos, eis que sobe ao poder um governo que, em meio ano, conseguiu inverter o curso dos acontecimentos e criar as condições para um novo e colossal abismo. As afirmações de sucesso, as técnicas de “entretenimento” da opinião pública e outros truques do poder podem ir resultando, mas não resistem a qualquer análise, fina ou grossa.

Entretanto, a chamada Europa tribaliza-se, varrida por um vendaval de nacionalismo, em vários países impulsionado pela extrema direita, por cá pela extrema esquerda. Uma e outra descobriram o bode expiatório ideal para os problemas que têm pela frente: a Europa.

Diz-se por aí que as instituições não são democráticas, não são eleitas, não são legítimas. Como se fosse possível eleger seja o que for não havendo um universo eleitoral à disposição! Não, o problema das instituições europeias não é de democraticidade, é de excesso burocrático e de insucesso económico. De acordo que, em muitas matérias, a intromissão de Bruxelas na nossa vida toca as raias do inaceitável, do abusivo e do absurdo. Mas também não é esse o problema. O problema é mais fundo e tem a ver com a decadência generalizada da nossa civilização e com os hábitos de dependência individual que são a consequência negativa do muito positivo progresso social da segunda metade do séc. XX.

O resultado do referendo britânico corresponde à nova “tribalização” da Europa, evidente um pouco por toda a parte, por cá, como em Espanha e na Grécia, presente nas opiniões de inspiração comunista, em França, na Holanda, na Áustria, etc. nas do outro extremo do leque político. Acrescentado isto aos novos nacionalismos, na Catalunha, no País Basco, na Escócia, na Irlanda do Norte... aí temos o caldo de cultura da desagregação e da perda de poder do conjunto das nações europeias. Tudo isto está presente na entente existente entre a extrema esquerda e a extrema direita no Parlamento Europeu, onde os radicalismos vão ganhar força com o Brexit.

No limite, não se vislumbra como poderá, a prazo, resistir a tudo isto a Pax europeia em que nos habituámos a viver e que julgávamos garantida.

Um dia negro, um futuro triste para todos nós.

 

24.6.16

AS HOSTES AGITAM-SE

Andava a geringonça tão satisfeita consigo, tão sossegada pela compreeensão dos media, tão animada com as ditirâmbicas loas do Senhor Presidente da República, tão contentinha com as reversões, a ver-se ao espelho com o fim (antes de tempo!) do Banif e o cuspir das culpas próprias na cara dos outros... e não é que, sem mais nem menos, Passos Coelho lhe ferra na fuça com uma comissão parlamentar de inquérito sobre a história da CGD?

Não querem lá ver a lata desta gente? Quando tudo estava a ser negociado, aprontado, ajustado com a burocracia de Bruxelas, quando até já se tinha preparado o pagode para lá meter, não os 2 mil milhões que se pensava, não os 4 que se dizia, mas, quem sabe, uns 5 mil milhõezinhos? Não se trata da defesa do banco do Estado, de nós todos, do fabuloso banco das pequenas e médias empresas e dos calhordas da caderneta, do banco das inteligentíssimas incursões cirúrgicas na economia real – como no caso do magnífico negócio do Vale do Lobo, entre outros do mesmo gabarito? Não se trata de preservar essa jóia, essa prima fonte de estabilidade financeira, de moderação de um sistema bancário que, como se sabe, é pasto de gente oriunda dessa coisa indecente e imoral a que chamam propriedade privada?

Ainda por cima, esse bando de neoliberais que anda para aí, espertalhão, quer um inquirição sobre os últimos quinze anos, isto é, não põe os seus de fora, não podemos acusá-los de só querer atacar os nossos. Tiraram-nos o pio! Canalhas!

 

Nesta conformidade, as geringôncicas autoridades entraram num muito justificado frenesim.

O camarada Jerónimo arreganhou o dente e disse que, para a Caixa, tudo. O que eles querem é privatizá-la, roubá-la ao povo!

A camarada Catarina, a espumar, vampiresca, grita por uma auditoria forense: isto só vai com crimes, com sangue! Ela sabe bem que, se o sangue for do PS, a Bloca cresce. Aproveita para assim demonstrar o seu acendrado amor pelo chefe Costa.

O camarada Centeno, à hora do futebol por causa das moscas, chama a imprensa para dizer cobras e lagartos da oposição e para não dar respostas sobre coisas sérias, género os seis meses (todos da geringonça) que leva a economia a minguar, o investimento a desaparecer, o desemprego a subir e outras minudências afins.  

Em cima do bolo, vem, do etéreo assento onde o puseram, o camarada Ferro, pôr a mais alta cereja: pede um “parecer” à PGR para avaliar da legalidade da comissão de inquérito. A Lei e os regulamentos da AR não lhe chegam. Ou nunca os leu, ou leu e não percebeu, ou agarra-se ao que pode. O seu elevado QI leva-o a pensar que a convocação da comissão de inquérito levanta suspeitas criminais dignas de apreciação pelos procuradores do Estado.

ET. (24.6.16) Recuo de última hora: a geringonça, assustadíssima, pede uma auditoria independente. Não se sabe se a sério se a brincar: o drácula de serviço, vulgo Galamba, já veio dizer que isso de auditorias independentes não é possível. Lá saberá porquê.

 

Assim vai a trapalhice. A luta continua*.

 

23.6.16

 

*Declaração de interesses

Como saberá quem o lê, o IRRITADO, ao contrário de todos os partidos políticos, é contra a mera existência da CGD como banco do Estado. Acha devia ser rifada e a respectica “catedral” aproveitada para alargar a praça de touros do Campo Pequeno. Bom é que se sublinhe que as suas opiniões estão inquinadas por esta posição de princípio.

NOTÍCIAS DO ÓDIO

Segundo a unanimidade das opiniões que li por aí, os rasgados encómios, aliás bem merecidos, com que o Doutor Sousa presenteou o Dr. Montenegro não passam de uma “indigitação”. Um empurrãozinho para liderança do PSD.

Assim, disfarçadas de “abertura”, de “justiça”, de “afecto”, as declarações de Sua Excelência não passam de mais um balde de fel jorrado na cabeça de Passos Coelho. Por outras palavras, uma mais que ilegítima interferência na vida de um partido, absolutamente imprópria de um Presidente da República.

É claro que, diz a História, jamais se saberá até que ponto um elogio feito por tal personalidade não corresponde a um presente envenenado. Esta interpretação das presidenciais loas não é, nem ilegítima nem absurda.

Arrisco uma terceira: a intenção é dar cabo dos dois. De um, porque se destina a pôr em marcha, ou a empolar, alguma hipótese de contestação interna no PSD. Do outro, porque tendente a pô-lo à frente da uma eventual manada, destruindo-o, que é o que acontece a quem avança a destempo e sem tropas.

Dois coelhos numa cajadada. Não vindo a coisa de onde veio, poder-se-ia alegar que estou a imaginar conspirações. Vinda de onde veio, não é preciso conspiração nenhuma: basta alguma memória.

 

20.6.16

CANAVILHAÇÕES

O Arménio declarou que a manifestação dos prosélitos da propiedade estatal de tudo e mais alguma coisa, desta vez aplicada às escolas, se cifrou em 80.000 participantes. A Polícia também fez contas e afirmou que estariam lá à volta de 15.000 fervorosos estatófilos.

Não é difícil imaginar qual deles estará próximo da verdade, isto se tivermos em conta o não interesse da polícia na matéria e a profunda especialização do Arménio no “cálculo” dos números das suas multidões.

Nada disto surpreende seja quem for. É assim, e pronto.

Também não surpreende que a dona Não-sei-quantas Canavilhas tenha reagido, prenhe de indignação, ao facto de haver uma jornalista que parece estar mais de acordo com o número da polícia que com o do Arménio. Já viram a lata, a ousadia, o despautério?

A distinta prosélita do socialismo todo-poderoso não atura estas faltas de respeito pela “verdade”. E não vai de modas: exige que a tal jornalista seja despedida! E já. Ainda por cima tratando-se de trabalhadora de um jornal socialista (o “Público”).

Intolerável, como é evidente.

 

Tive a infelicidade de ver a protestária senhora uma vez, numa sessão de uma associação cultural de que sou membro. Baixota, toda arranjadona, mar de pinturas e cabeleiras, a dona ministra estava ali para “ajudar”. Embora a ajuda não valesse um caracol, manifestou copiosamente a sua autoridade, que o poder é o poder, a sociedade é treta.

Fiquei, como é de calcular, com a pior impressão possível sobre esta alta personalidade do socratismo de ontem e do costismo de hoje. Impressão que se viria a confirmar e agravar quando, mais tarde, a criatura aparecia na televisão a debitar trapalhices.

Coerente, a mesma pose, a mesma noção do poder “democrático”, a mesma “autoridade” moral para arranjar desemprego a quem for suspeito de não andar pelos carris da geringonça.  

As coisas não mudaram tanto como se diz por aí. Voltaram cinco anos para trás e para pior.

 

20.6.16

ARQUEOLOGIAS

 

Preocupado com o futuro, o chefe Costa declarou que isso de andar a escarafunchar os negócios da CGD (caso do inquérito parlamentar proposto pelo PSD) é pura “arqueologia”. Muito bem. Apoiado. É mesmo assim. Temos que olhar para a frente, não para trás. O Vara e quejandos são passado. Para quê investigar as suas actividades? Bem pelo contrário – o chefe Costa não o disse mas deve ter pensado – olhando o futuro, devíamos honrá-los. Talvez uma estátua no Largo do Rato fosse uma boa iniciativa.

Por outro lado, mais uma vez com os olhos no porvir, é de pensar que o chefe Costa, animado de preclara visão de futuro e de amor à palavra dada, atribuísse características arqueológicas aos processos que tão desapiedadamente afligem altos portugueses, como o sr. Pinto de Sousa, os drs. Salgado, Rendeiro, Oliveira Costa, e tantos mais. O chefe Costa  mostraria assim o seu alto sentido de honra e de palavra, além do seu amor à equidade, uma vez que, se uns são arqueologia, o que são os outros senão o mesmo?

Ficamos à espera de mais esta manifestação de coerência e sentido de justiça com que o chefe Costa certamente não deixará de nos brindar.

 

19.6.16

FACTOS E RESPECTIVAS APRECIAÇÕES

. Mário Soares, oficialmente, anda de tartaruga, passeia de elefante, despe-se perante uma comitiva engravatada e vai dar um mergulho. Um príncipe, grande homem, grande Presidente!

. Cavaco Silva, em férias com a família, sobe a um coqueiro. Um tipo ridículo!

 

. Rebelo de Sousa, oficialmente, dá beijinhos a toda a gente, dá pulinhos em bailaricos, come presunto, bebe copos, e mais centenas de coisas do género. Um presidente amigo!

. Paulo Portas dá beijinhos às peixeiras, vai às feiras e dança o vira. É o Paulinho das feiras, um idiota chapado.

. Rebelo de Sousa manifesta publicamente o seu ódio a Passos Coelho. É o presidente dos afectos!

 

. Passos Coelho sugere que a emigração pode ser solução para os professores.Traidor à Pátria!

. Chefe Costa aconselha professores a emigrar. Um herói!

 

E ainda há quem acredite na isenção dos media e na independência da comunidade comentadora!

 

17.6.16

GENTE DE BEM E GENTE DE MAL

 

Independentemente da posição que se assuma na polémica Ensino do Estado/Ensino Particular e Cooperativo, há factos liminarmente evidentes e juridicamente incontroversos que demonstram à saciedade, mais do que a ilegalidade, a fatal desonestidade do chamado governo, maxime da pérfida e hipócrita criatura - dona Alexandra Leitão - que manda, com o apoio do sindicato do PC, no esquerdíssimo indivíduo chamado ministro.

Antes de mais, há a despudorada manipulação de um parecer da PGR, em que é esgrimida, não a conclusão do dito mas, ipsis verbis, a argumentação da procuradora cujo voto foi vencido! Depois, há o virulento desrespeito pelos contratos firmados pelo Estado com as escolas, com o seu cortejo de prejuízos para as mesmas, para os alunos, para os professores, para os demais trabalhadores do sistema, para as famílias, amputados que são das legítimas e legais espectativas que o mesmo Estado, se fosse pessoa de bem, mesmo a contragosto da geringonça, respeitaria.

Há aqui duas questões.A primeira é a de saber o que cada um pensa sobre a utilidade e a necessidade dos chamados contratos de associação, onde as opiniõe se dividem entre os que preferem o domínio e o controle da educação pelo Estado e aqueles que optam por um sistema aberto em que, sem prejuízo financeiro do interesse geral, haja uma diversidade de oferta e de escolha por parte dos cidadãos. Tal questão pode ser objecto de decisões políticas, mas não deve, nem pode, ser decidida com base em  imoral desonestidade e fuga a compromissos firmados por parte das entidades públicas.

Estamos assim, não perante uma polémica político/ideológica, mas perante um caso, quase diria de polícia, que os tribunais, respeitando a lei, resolverão. E só há uma maneira os resolver: condenando o Estado a ser fiel ao que subscreveu.

É certo que a protoditadura que sobre nós se abateu terá ainda muitas armas a esgrimir, todas elas demonstrativas da filosofia gonçalvista que a anima: quem manda somos nós, os fins justificam os meios e quem está contra nós está contra o país.

Vai ser bonito!

 

16.6.16

AS ELITES MARCAM A DIFERENÇA

Uma senhora, dizem que muito conhecida lá em casa, tem-se destacado como indesmentível inspiradora desse luminoso génio que é o chamado ministro da educação. Alexandra Leitão de seu nome, a tal senhora, segundo a imprensa, é a campeã do fim das avaliações dos professores, da baralhada dos exames e da escola propriedade do Estado a que a geringonça chama “escola pública”. Parece que o suprareferido luminoso génio não faz nada sem seguir as suas doutas opiniões.

Mas, atenção! Como é natural nestas coisas, há que distinguir entre as elites de esquerda e a canalha em geral. A canalha manda os filhos para escolas públicas, sejam propriedade ou avençadas do Estado. As elites do socialismo, essas são excepção. Qual escola pública qual carapuça! A dona Alexandra tem a prole na Deutsche Schule. É para ter duas línguas maternas, diz ela.

Acho muito bem. Então uma tão distinta representante das altas esferas do geringoncismo ia pôr os filhos nas escolas da plebe? Achavam bem? Eu acho. Se tivesse filhos dessa idade faria o mesmo. A diferença é que não sou geringonço, até ver ainda sou livre, não sou adepto da dona Alexandra nem do estatismo educacional, nem do livro único, acho que os professores deviam ser avaliados e os alunos examinados, não ando de braço dado com o PC, nem com a Bloca, nem com o Arménio, nem com o xarroco, ainda menos com o chefe Costa e o senhor de Belém. Estão a ver?

 

13.6.16

COISAS QUE O IRRITADO ANTECIPOU

Quando a dona Vitorina(o), chamada ministra do mar, fabricou, pela segunda vez, um acordo com os estivadores, acordo tão celebrado por ela (gabarola!), pelo PC, pela Bloca, pelo chefe Costa e pelos mais acéfalos media, apareceu nestas linhas uma opinião controversa: o acordo é uma porcaria do mais malcheiroso que há, até é, imagine-se, inconstitucional, e vai ter o destino que merecem as coisas feitas com os pés: o mesmo que teve a primeira intervenção da ilustre chamada governante junto dos estivadores: o caixote do lixo do “movimento sindical".

A profecia do IRRIATDO ainda não se concretizou. Mas já dá sinais de pré-monitórias tremuras. O prazo de 15 dias para assinar o novo contrato de trabalho com os sindcatos foi ultrapassado e está, sine die, “em estudo”. Os rapazes, no dia 16, vão manifestar-se contra não se sabe bem o quê, mas contra, como mandam os amigos do chamado governo.

Atenção aos números que se seguem. A procissão vai só nos primeiros passos.

 

13.6.16

A GRANDE PALHAÇADA

Bras dessus Bras dessous, os nossos impagáveis PR e chamado PM andam há não sei quanto tempo a dizer disparates políticos e inanidades patrioteiras em terras francas, qual Asterix e Obelix, ou Dupont e Dupond, como queiram.

Um diz mata, outro esfola. Somos os maiores, os mais lindos, os mais cultos, os mais produtivos, os mais tudo e mais alguma coisa. Devemos estar à porta do V Império, damos lições à humanidade, temos os mais célebres poetas, os melhores romancistas, cientistas de ponta aos pontapés, estamos prestes a conquistar a Europa e o mundo, ainda não chegámos a Marte mas, firmes e contentes, para lá caminhamos, temos a melhor cozinha, o melhor Sol, o mundo curva-se respeitoso perante a Pátria Portuguesa, beijinhos e abraços, copos de tinto, chouriços, bacalhaus, viva o Santo António e o Cristiano, a perna do Quaresma está quase boa, o Gulbenkian nasceu em Alcabideche, as startups, os estádios da segunda circular, os golfinhos, os emigrantes, as maravilhas da porcalhota…

 

Temos o melhor governo do planeta, é uma pena que (ainda!) não haja “consensos”, por exemplo na Segurança Social, isto por evidente culpa do PSD que propõe negociações mas isso não interessa. Aqui, a palhaçada passa a um exponencial grau de pornografia. Um diz, o outro aplaude, a coligação social comunista é uma maravilha, há milhões para distribuir, para dar ao povo, as reformas “igualitárias” aí estão, só não vê quem não quer, se houver azar a culpa é do Junker e do Barbosa du Bocage, o PC e a Bloca são democraticíssimos, trazem montes de “valor acrescentado”, lado a lado, nós dois bem juntinhos, faremos maravilhas, se a selecção não ganhar o campeonato a culpa é dos árbitros, dos mercados e do capitalismo imperialista.

 

Em suma, a palhaçada continua, triunfante, poderosa, a indecente. Os dois poderes (para quê os outros?), nas palavras de R. de Sousa, estão bem unidos, convergentes, amigos, coerentes, invencíveis. Que mais podemos desejar, se até temos (ao contrário dos demais) os santos populares, as sardinhas, os arraiais, os bailaricos e os manjericos – incluindo os dois que andam lá pelas franças?

 

13.6.16     

DE PERNAS PARA O AR

Uma tal “entidade reguladora”, com grande aplauso do socialismo – representado, para um efeito, por um senhor professor denominado Seklarides ou coisa do género – chegou, após aprofundados estudos, à conclusão de que é preciso acabar com a presença de privados nos hospitais públicos.

A “entidade” em causa mandou para os jornais uns esquemas que, vistos, têm os seguintes resultados estatísticos (média):

- Casos resolvidos (internamento): SNS – 73%; Privados – 75%,

- Casos resolvidos (cirurgia): SNS – 78%; Privados – 84%,

- Reinternamentos (30 dias): SNS – 8,1%; Privados – 6,7%,

- Primeira consulta atempada: SNS – 68%; Privados – 55%.

É a partir destes dados, todos (à excepção do último) favoráveis aos privados, que a “entidade” parte para a brilhante conclusão acima referida.

Assim se vai impondo a ideologia da geringonça, tendo como único critério o do “serviço público” como propriedade exclusiva do Estado e pasto da degenerescência sindical.

Falta apresentar as contas. Dessas não se fala. Para a geringonça, saber qual a melhor relação custos/benefícios é pormenor; importante é que as tipas da bloca e o PC/Arménio estejam contentes.

De qualquer maneira, se as contas fossem favoráveis aos privados, haveria sempre maneira de concluir de pernas para o ar.

Ao contrário do futebol, os prognósticos da geringonça fazem-se antes do jogo, e acertam sempre. Um prodígio.

 

11.6.16

EVIDENTEMENTE

Há uma velhíssima história que reza assim:

Um banqueiro chama um funcionário e trava-se o seguinte diálogo:

- Meu rapaz, senta-te.

- Obrigado.

- Chamei-te para te dizer como aprecio a tua carreira. Entraste para o banco como mandarete. Depressa passaste a contínuo. Depois foste colocado como caixa numa agência e, pouco tempo depois, já eras gerente. As informações da chefia recomendaram que passasses a director. Parabéns. É altura de te dizer que, havendo uma vaga na administração, estou a reservá-la para ti. Que me dizes a isto?

- Obrigado, papá.  

 

Não, meus amigos, a recente promoção da dona Isabel dos Santos pelo pai a presidente da Sonangol nada tem a ver com esta história. A dita senhora até já esclareceu que a coisa não sucedeu por causa de razões políticas, mas sim por causa da minha (dela) experiência no sector privado. O objectivo é aumentar os lucros, a eficiência e a transparência.

 

Evidentemente!

 

11.6.16

SALÁRIOS PARA O POVO!

Não há dúvida que, excluídas as conhecidas trafulhices, esta história do negócio dos bancos foi chão que deu uvas. Isto de vender dinheiro, ou seja o que for, abaixo ou muito perto do preço de custo, não dá asas a ninguém. Não admira que o sector, outrora vicejante, esteja nas ruas da amargura. Parece que se exceptuam os negregados bancos espanhóis, mas isso é lá com eles. O BPI, dizem, não estava mal de todo, pelo menos até se ver envolvido, com a ajuda dos chefes Costa e Sousa, em tricas com a EU e com a dona Isabel, espécie de rainha do Congo em versão séc. XXI. Até o Montepio, que não é um banco mas é um banco, anda para aí, é vê-lo, a ranger nas aduelas.

A isto vem juntar-se a CGD, impoluto banco do Estado, mergulhado em imparidades, tanto de minorcas populares com casa própria como de cavalheiros que lhe pediram dinheiro para comprar acções do BCP a seis euros e têm agora um ou dois míseros cêntimos por cada uma.

Uma celestial instituição pública, veja-se bem, a mendigar uns quatro mil milhões para se aguentar nas canetas! Na oportunidade, os partidos comunistas e o do chefe Costa, tão anchos em lançar os seus anátemas sobre o socorro a horríveis privados, são unânimes em aprovar seja quantos milhões for para a CGD, só não o tendo feito já porque as antidemocráticas gentes da “Europa” têm metido uns engulhos na coisa.

O que vale é que o chamado governo não hesita em, prontamente, tomar as decisões adequadas. Primeiro, aumenta o número de administradores de 12 para 19. Muito bem! Depois, trata de os remunerar comme il faut, isto é, de excluir os seus ordenadinhos de qualquer limitação legal. Ainda melhor!

É claro que, no parecer do espantoso Centeno, os novos e belos salários dos dezanove se justificam plenamente: a culpa é toda do sector privado, disse. Carradas de razão: então, se os accionistas dos outros bancos aprovam bons salários para os seus, que há-de o Estado fazer? Não é accionista, e accionista totalitário? Era o que faltava! Eis, com certeza, pelo menos no parecer do ilustre camarada, uma boa aplicação para os tais quatro mil milhões que, em Bruxelas, uma súcia de malandros e neoliberais teima em não aprovar.

Demos graças à nossa boa sorte pela existência do chamado governo.

 

10.6.16

SANÇÕES E MANIPULAÇÕES

Ainda não estão fartos das sanções? Eu já. Como já escrevi por aí, o problema não existe. Não vai haver sanções nenhumas (se houver dou a mão à palmatória), sobretudo desde aquela declaração maluca do Junker sobre a França.

O que há em curso é uma monumental operação de propaganda destinada a: a) convencer as pessoas que foi o PSD/CDS a criar as condições para haver sanções, b) inculcar que, se não houver, se trata de magnífica vitória da geringonça, c) demonstrar que a “Europa” é má e a geringonça boa e d) entreter o pagode e desviar as atenções do que interessa, que é a desgraça em que estamos metidos.

É estranho que o Presidente da República tenha alinhado nisto, ao ponto de ir pedir batatinhas à dona Ângela.

Mas em matéria de indignidade não ficamos por aqui. Soube-se hoje que o trauliteiro a que chamam ministro dos negócios estrangeiros convocou todos os embaixadores dos países da União para lhes explicar a injustiça das tais sanções, ou seja, para reforçar a pedinchice do supremo magistrado da Nação.    

E assim vai o préstito.

 

9.6.16

INFORMAÇÃO FUTEBOLÓTICA

Há uns tipos, filiados numa organização chamada “Expresso Diário”, que devem ter comprado o meu endereço nalguma “base de dados” e passam a vida a mandar-me mensagens electrónicas no noviportuguês  do “acordo”. Muito bem, é o que se passa com um número crescente de especialistas, não valendo a pena resistir.

Poucas vezes abro as cartinhas. Hoje foi uma delas. Dei comigo a ler um escrito do impagável fulano do lacinho, grande educador da classe socialista. O homem dedicou-se a perorar sobre os sete a zero que demos a uns rapazes lá dos nortes, designados por estónios, ou estonianos, estonienses, o que quiserem, sempre a começar em estó, de Estónia. O nosso homem, dando largas aos seus vastos conhecimentos geográficos e geo-estratégicos, tratou os tipos por eslovenos. Não, não foi por engano. No texto, nove vezes cruzaram os infelizes a Europa de lés-a-lés, do Báltico ao Mediterrâneo, de Norte a Sul, transportados pela ignorância crassa do grande director, ou subdirector, ou lá o que é, do “Expresso”.  

Noutro assunto, teve o escrevinhador toda a razão: disse que o chefe Costa precisava de ter, no chamado governo, uns ronaldos e uns quaresmas da política.

O problema é que tinham que ser muitos. Para meter golos na nossa baliza já lá os há com fartura, a começar pelo que mais manda.

 

9.6.16

UM FARTOTE

Segundo informação não desmentida, só em enfermeiros as 35 horas vão custar vinte e tal milhões de euros. Teremos ainda os médicos, os técnicos, os auxiliares, os mangas de alpaca, e mais umas centenas de milhar de funcionários, ou seja, mais umas centenas, ou milhares de milhões. A não ser que as cinco horas não precisem compensação em trabalho, isto é, que os funcionários andassem a ler o jornal durante cinco horas por semana - o que, em muitos casos, é, evidentemente, verdade.

Diz-se que tal aumento de despesa não é aumento nenhum, uma vez que será compensado por fundos provenientes não se sabe donde, sendo de pensar que, como a reabilitação urbana, sejam sacados à Segurança Social, entidade que tem os cofres a abarrotar e não sabe o que há-de fazer ao dinheiro. Se houver acréscimo de depesa, a lei é inconstitucional. Mas, saia a massa de onde sair, o grande especialista na matéria, senhor Centeno, dirá que a arranja “sem aumentar a despesa". E pronto, fica assegurada a constitucionalidade. Pelo menos, é o que o senhor de Belém fez constar. Ficamos, mais uma vez, cheios de esperança num futuro radioso.

Muito disfarçadinha pelas barrigas de aluguer e pelas 35 horas, ficou a presidencial promulgação do fim da avaliação dos professores, mais um inestimável testemunho do progresso do reversionismo bolchevique em vigor.

O camarada dos bigodes embandeira em arco. O Jerónimo acha uma maravilha. As três desgraças e o careca da Bloca deitam foguetes. O Arménio faz um brinde comemorativo de mais este reforço do seu poder sobre a sociedade. O Presidente dirá que está a preservar a estabilidade. E vão todos ver a bola e aos arraiais de Santo António.

 

Um fartote.

 

8.6.16  

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