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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

PODERES

 

Segundo Marcelo, “Cabe ao Presidente interpretar o que é ser comandente supremo das Forças Armadas”.

Não cabe. Tal coisa está regulada, desde 1982, na chamada “Constitução da República”. Em pormenor q.b., sem lugar a dúvidas. É estranho que um sexagenário, professor de direito, na política desde há eras, não saiba onde ir buscar fontes de interpretação, ou onde está a primeira delas, a que o legislador constitucional quis que fosse. Muita coisa há, na Constituição, que causa as maiores dúvidas, suscita polémicas, é confusa e atrabiliária. Não no que se refere aos poderes do Comandante supremo. Estes estão descritos, e limitados, sem lugar a dúvidas. São funções, não poderes, e são as que lá estão, mais nada.

Já Sampaio se tinha permitido extrapolar executivamente os poderes de comando que não tinha.

Temos nova anunciada “interpretação”. Esperemos que, desta vez, não dê em droga.

 

31.7.17     

A CULPA

 

Num dos seus artigos domingueiros, o pensador Vicente Jorge Silva titula: “A culpa irá continuar a morrer solteira?”. O artigo tem reduzido interesse, limitando-se o autor a repetir o que por aí já se disse mil vezes, com as habituais diatribes contra a “politização” “despudorada” e outras repetições da cartilha em vigor.

Generosamente, o IRRITADO vem satisfazer a curiosidade do homem, respondendo à sua pergunta: a culpa já morreu, tão solteira como nasceu. Morreu, no dia em que foi aceite a continuidade da ministra e as suas infindáveis trapalhices. Morreu, no dia em que o da defesa se declaoru responsável e, logo a seguir, se desresponsbilizou. Morreu, no bailarico diário do chamado primeiro-ministro, morreu de férias nas Baleares, morreu em todas as instâncias ditas responsáveis, morreu no passa culpas permanente de todos os dependentes do governo. Morreu, na vitória dos eucaliptofóbicos, dos generais geringonços, na continuidade da inocência dos mais altos culpados.

Resta saber se haverá por aí algum bode expiatório, profissionalmente eleito pelos técnicos. Lá por cima, a culpa continuará irremediavelmente defunta, a boiar no mar dos casos encerrados.

 

31.7.17

ESCOLAS

 

Em tempos que já lá vão, passei cinco anos no Liceu Passos Manuel. Morava nos confins de Benfica, no extremo mais extremo da cidade. Saía de casa pelas 7.15, ia a pé os 900 metros que me separavam do terminal do eléctrico, viajava até à Alexandre Heculano, aí apanhava a carreira de São Bento, descia em andamento em frente da Assembleia Nacional, subia a correr as escadinhas da Arrochela, mais uns 500 metros a subir e a descer e, às 8 e 30 em ponto, estava na aula. 6 dias por semana.

No Passos havia de tudo. Fidalgos, meninos ricos, remediados e pobres. Havia quem viesse de Almada, do Barreiro e mais não sei donde, filhos de doutores, de guardas fiscais, de operários, de meretrizes, tipos do Cais do Sodré, tipos da Lapa. Era o que se podia chamar, em termos de hoje, um liceu inter-classista.

Depois, andei no Camões, com grande desgosto meu pela mudança, mas a minha alínea não era ensinada no Passos. Nada mau, menos longe de casa e mais “bem frequentado”.

Quer isto dizer que o critério de admissão, se o havia, era o das vagas. Os pais procuravam o mais perto mas, se não houvesse vaga, ia-se para onde a houvesse.

Os tempos mudaram, e mudaram para muito melhor. Toda a gente tem secundário – com outro nome qualquer – o número de alunos e de escolas aumentou e, com elas, subiu brutalmente a frequência e a oferta.

Entretanto, inventou-se duas coisas, uma a que se poderá chamar o critério da proximidade, outra chamada liberdade de escolha. A primeira dá prioridade na inscrição aos tipos do bairro, a segunda não se aplica porque contradiz a primeira. Os pais, que querem o que acham melhor para os filhos, se não moram no bairro da escola escolhida inventam uma morada pirata e resolvem o problema. O critério da proximidade é mandado às urtigas, isto é, não é tão importante como julgavam os intelectuais da educação. A alegada melhor qualidade do ensino prepondera nas escolhas, independentemente da proximidade.

Quando os dois critérios levam ao mesmo resultado, tudo bem. O pior, ou o melhor, é que a liberdade de escolha segue os seus humaníssimos caminhos.

Parece que, agora, vão perseguir as moradas pirata. Ou seja, volta-se à proximidade, dá-se cabo das fugas para a liberdade de escolha.

Donde, a única conclusão possível é a de que é aconselhável voltar ao antigamente: as escolas têm xis vagas, quem se inscrever primeiro, entra. Quem chegar atrasado, vai tratar da vidinha para outro lado. Trará inconvenientes e chatices a muito boa gente, o que não é dramático e faz parte da vida de cada um. Por outro lado, alargar-se-á o tal interclassismo, tão do agrado de tanta gente, e que nunca fez mal a ninguém.

 

30.7.17

RESPEITAI A VELHICE!

 

Segundo reza a propaganda do Medina, os velhotes que não morrerem até ao fim de 2018 terão à disposição, em 2019, um call center em regime de dedicação exclusiva, gentilmente posto à sua disposição  pela CML, obviamente mediante o pagamento de uma taxinha.

O IRRITADO,  na sua qualidade de velhote (“idoso”, no linguarejar oficial), desde já apresenta os seus sinceros agradecimentos à generosíssima edilidade, bem como elogia a prontidão do futuro serviço, isto é, a rapidez (ano e meio) com que a CML porá a funcionar uma coisa tão original e tecnologicamente inovadora e complicada como um call center.

Diga-se, com redobrada gratidão, que a nova “infraestrutura comunicacional” não terá funções concretas, isto é, foi anunciado que servirá para reencaminhar os utentes para as agências dedicadas, segundo a natureza dos pedidos ou problemas dos idosos.

Assim, de forma prospectiva, com o aval do INE, da Universidade de Fornos de Algodres e da Comissão de Protecção de Dados, pode ser elaborada a chamada-tipo que virá a ser efectuada por um idoso a braços com a impossibilidade de se entender com o micro-ondas.

- Divisão camarária da assistência a idosos, boa noite.

- Boa noite, minha senhora...

- Se deseja ser atendido em português prima 1, se deseja ser atendido em inglês prima 2.

O idoso põe os óculos, procura no telemóvel a forma de ir buscar o teclado dos números e carrega no 1.

- Se o seu problema é de natureza assistencial prima um, se precisa de atendimeno psicológico, prima 2, se quer apresentar uma queixa prima 3, se é questão de saúde prima 4, se quer falar com um assistente prima 5.

Como o idoso não percebeu nada, prime 5, já que o que queria era falar com alguém. Ao fundo, ouve-se uma canção romântica do Quim Barreiros. O idoso espera, põe o som mais alto e fica a ouvir.

- De momento, os nossos atendedores estão ocupados.

Volta o Quim Barreiros.

- Ainda não foi possível atender a sua chamada, Se quiser que nós lhe liguemos, queira indicar o seu número. Caso contrário, informamos que o tempo de espera é de, aproximadamente, sete minutos.

Entra o Salvador Sobral. O idoso fica mais contente. Passam 9 minutos e quarenta e cinco segundos. Minuete de Boquerini. Até que:

- O meu nome Tânia Vanessa Natacha da Conceição. Queira indicar o número do contribuinte.

O idoso poisa o telefone e vai à mesa de cabeceira buscar o número.

-  999 457 123.

- Morada?

- Rua da Geringonça, 69, quarto esquerdo.

- Código Postal?

- 394700235

- Negativo. Isso não é código postal.

- Tem razão, é o número de telefone da minha cunhada.

- Código postal?

- Um momento, minha senhora... é o 2390-432.

- Idade?

- 83.

- Cartão do cidadão?

- 9786543

- Muito bem. Em que posso ser útil?

- É que, minha senhora, estou cheio de fome e não consigo pôr o micro-ondas a funcionar.

- Pois, mas essa funcionalidade não consta das pretensões elegíveis.

- Ah!

- Posso ajudá-lo em mais alguma coisa?

- Não, minha senhora... olhe, se vir o Medina, mande-o abaixo de Braga.

- Resta-me avisar que esta chamada, dado o tempo gasto, será taxada em 2,35 euros.

Clic.

 

Prestado tão relevante serviço, dona Tânia Vanessa candidata-se a um prémio de eficiência e assiduidade.

 

30.7.17

UM DIA EM GRANDE

 

Ontem, assistimos a um autêntico festival da geringonça. No seguimento das declarações “parvas” do chamado primeiro-ministro e da sua papagueadora Mendes (a que o IRRITADO já prestou as devidas honras), os reaccionários da geringonça tiveram por conta os noticiários e os opinantes de serviço.

O careca factotum das esquerdoidas na primeira página mais três do Público e em mais uma do DN; aquele tipo que dizia que se estava nas tintas para o défice e a dívida e que havia de pôr o Schäuble de joelhos convidado para grande entrevista na balsemónica TV, condenatório e ordinário inquisidor...

Tudo repetido à saciedade de meia em meia hora a hora em todos os canais...

E isto para falar só dos “órgãos de informação” que folheei ou vi.

A culminar o ramalhete “informativo”, a oposição à oposição teve por conta o triângulo da quadratura, onde, a somar às habituais diatribes do Pacheco e do Coelho, tivemos a colaboração prestimosa do Xavier, com certeza ansioso por criar “pontes” para o outro lado, excedendo-se em ditirâmbicas baboseiras sobre o “estado” do PSD, dando umas dentadinhas ao CDS, e safando o Expresso (a SIC deve pagar bem...) da culpa de todas as confusões e o Costa de ter andado um mês a brincar às escondidas com os cadáveres. Falta citar, entre outros, a desgraçadinha da ministra e a série de inanidades que proferiu, bem demonstrativas de que já aprendeu umas coisas no que se refere a fazer oposição à oposição em vez de informar. Mais um “acontecimento” a rechear os noticiários de matrerial geringonçico.

Sejamos justos: as mesmas televisões, dando largas à sua “independência” e ao seu “pluralismo”, contemplaram a oposição com dois ou três segundos aqui e ali.

*

Entretanto, dando largas à operacionalidade do governo e das suas agências, ficámos a saber mais uma importante novidade: as instâncias que tratam da nossa “segurança” souberam do roubo das armas pelos jornais. Não me parece que a culpa, desta vez, fosse do SIRESP, uma vez que, segundo consta, os tipos do SIRP, do SIS, da protecção civil, do exército e de outras lojecas, têm um telemóvel e até, imagine-se, dispõem de internet e outras modernices. Mais uma demonstração evidente da forma competente, atempada e eficaz como estas matérias são tratadas sob a égide do governo do PS, comunas e esquerdoidas.

Mas isto, que seria matéria para correr com uma data de gente em qualquer país bem governado, ou só governado, não fez mossa em parte nenhuma.

Porreiro pá.

 

28.7.17

BATER NO FUNDO

 

“Este não é o tempo de semear a dúvida e a desconfiança”... “é tempo de deixar trabalhar”, são frases marcantes das diatribes do PS pronunciadas pela sua primitiva e/ou primária encarregada de ignaras bocas da oposição à oposição, conhecida sob o nome de governo. De fora desta crítica fica quem lançou, irresposável ou propositadamente, as dúvidas – o jornal dos recados, conhecido por “Expresso”.

“Deixem-nos trabalhar”, dizia Cavaco quando era legítimo primeiro-ministro. Parabéns à criatura por ter copiado. Nalguma coisa tem razão, reconheça-se: não é tempo de semear a dúvida e a desconfiança. É verdade. Mas quem é que semeia a dúvida e a desconfiança, senão a organização a que a fulana pertence, essa desgraça nacional conhecida por PS e sustendada pelos rebuçados (leia-se, as desculpas) dos comunistas? Quem não faz outra coisa senão meter os pés pelas mãos, dizer uma coisa de manhã outra à tarde, uma hoje outra amanhã? Quem é que tem “uma atitude de grande indignidade e irresponsabilidade” senão o chamado primeiro-ministro, os chamados ministros, as “entidades competentes”, os militares de serviço à geringonça, tudo o que mexe, tudo o que está à sob alçada dos tipos do poder que a horrível mulher representa? Sim, ela tem razão, mas de pernas para o ar.

Denuncia o “ultimato” do PSD. Pois, talvez tenha sido uma espécie de ultimato. Pelo menos teve o efeito pretendido, e ainda bem. Se não fosse o ultimato ainda hoje estaríamos mergulhados na pantomima do “segredo de justiça”. Se não fosse o pânico da geringonça de se ver metida num debate parlamentar pelo menos inconveniente, já teria sido publicada a lista, a tal que, nas palavras mentirosas do chamado primeiro-ministro “não compete ao governo publicar”? O tal chamado ultimato funcionou: o cagaço levou a melhor.

O chefe do PS arranjou maneira de meter a PGR ao barulho, coisa lamentável e, essa sim, “indigna e irresponsável”. Não compete ao governo publicar? Então de quem dependem TODAS as entidades a quem competia fazer as contas? A verdade é que estavam feitas há semanas, mas, sabe-se lá porquê a não ser por causa da lei da rolha, eram mantidas em segredo, não de justiça mas de falta de respeito pelos mortos e pelos vivos.

A oposição à oposição funciona. Mal, mas funciona. A culpa á da “direita”, não do Expresso. Só falta dizer que foi o PSD que deitou fogo às matas. Já não era a primeira vez – lembram-se dos incêndios de Sintra, nos velhos tempos do jornal “A Luta”, coisa de plumitivos oficiosos do PS?

Em matéria de seriedade, direi que ainda não batemos no fundo porque o PS ainda existe e, na matéria, para o PS não há fundo.

 

27.7.17

OS MAIORES

 

A história do segredo de justiça em que estaria o número oficial de vítimas mortais do incêndio de Pedrógão não cabe na cabeça de ninguém. Não acredito que a PGR, de reconhecida competência, tivesse determinado tão gritantemente absurda coisa. Nem acredito que o governo, se tivesse um mínimo de respeito pelo cidadão, não pudesse divulgar tal número. E ainda acredito menos que o Expresso tivesse lançado a campanha dos números falsos sem alguma intenção escondida, ou sem prestar um serviço sabe-se lá a quem e porquê.

Nada disto é tão espantoso como se possa imaginar, dado o panorama “informativo” a que o governo nos sujeita e a habitual “competência” da chamada comunicação social.

O país, a somar aos incêndios, à monumental trapalhice em que foi submergido, às “bocas” contraditórias, umas em cima das outras, com que as várias instâncias oficias baralham as pessoas na ânsia de sacudir o fogo do capote, foi entretido com a mirífica história do segredo de justiça. Para disfarçar o quê? Para esconder o quê? O que se sabe, e talvez seja verdade, é que o chamado primeiro-ministro, apertado, telefonou à PGR, e que esta senhora o ajudou a secar as penas por ter andado a contar uma história sem pés nem cabeça.

Em matéria de verdades alternativas, estamos à la page. Somos os maiores, como diria o senhor de Belém.

 

26.7.17

GERINGONCIAL LÓGICA

 

Por muito que já se tenha dito sobre a história das sanções à Venezula de Maduro, não será demais dizer umas coisas.

A União Europeia discute o assunto, não sendo de duvidar que haverá um sim redondo a tal medida. Mas não tão redondo como isso. É que, cá no Ocidente europeu, há um governo que anda aos pinotes a disfarçar a miufa que tem da coisa. Porquê? Segundo o chamado ministro dos estrangeiros, primeiro, não é oportuno, segundo, há lá umas centenas de milhar de portugueses e/ou descendentes.

Uma atitude cobarde, pouco esperta e hipócrita.

Cobarde porque o homem não quer ofender o PC, parceiro de eleição do Maduro e da geringonça; também não quererá cair em menos simpatia, por razões parecidas, nos caveaux do BE, mais bailarino que o PC mas pau para a mesma obra.

Pouco esperta porque, perante o clamor universal que condena o tirano e dada a luta dos venezuelanos, mais cedo do que tarde a criatura cairá; inteligente seria jogar num futuro mais que certo.

Hipócrita, porque utiliza as pessoas (os portugueses) como escudo de protecção do regime bandido em vigor; proteger as pessoas seria apressar a queda da ditadura. Elas agradeceriam.

Pior ainda é o medo que o governo da geringonça tem de ver uma vaga de retornados parecida com a da descolonização exemplar de que ainda há quem se gabe. Tão prontos e generosos que somos a receber levantinos e africanos estrangeiros, e tão oficialmente borrados estamos hoje com a hipótese de vir a receber portugueses.

É a lógica da geringonça.

 

25.7.17

BOTAS E PERDIGOTAS

 

Em mais uma manifestação de amor à comunidade, a organização comercial conhecida por DECO vem alertar os portugueses para os malefícios da alimentação a que se habituaram. Do que foi dado a conhecer há algumas conclusões interessantes. Por exemplo:

- Os portugueses, “por razões económicas”, comem mais doces e chocolates que frutas e legumes. Lógico, se pensarmos que os doces e chocolates são mais caros que a fruta. Não é?

- Mais de 77% dos portugueses não têm hábitos saudáveis na sua alimentação. Mas também "não têm qualquer doença com ela relacionada". Em que ficamos?

- Parafraseando o inacreditável Centeno, uma doutora especializada da DECO diz que há “diferenças de percepção” na informação disponível, sobretudo na internet. Donde se conclui que os portugueses, ao contrário da doutora, não percebem nada do que lêem.

Porreiro pá.

 

25.7.17

FORÇA CAMARADAS!

 

Vem hoje no jornal que o festival da Eurovisão, em 2018, vai ser em Lisboa. A tal respeito, o IRRITADO não tem opinião. É-lhe indiferente, já que não faz tenções de perder um segundo que seja com tal treta.

Mas há escândalos no meio disto tudo. Lisboa? Então, e o Porto? Estará o respectivo chefe distraído, ou ficou satisfeito com candidatura à agência das drogas? É tão escandalosa a escolha de Lisboa como escandaloso é o silêncio portista. Perda de qualidades? Deficiência bairrista? Distracção? Algo de estranho se passa, ainda mais em período de autárquicas.

O IRRITADO espera não ter razão. Parece que o anúncio oficial da coisa ainda não foi feito. Estão o senhor Moreira e o outro (o do PS) muito a tempo. Aqui vai um conselho de amigo: não se distraiam, não deixem passar a oportunidade, mesmo que não ganhem esta, haverá sempre uma compensação qualquer, a utilizar na campanha. Força, camaradas!

 

25.7.17

À ESPERA DO SÃO NUNCA

Passadas umas três semanas da desgraça de Pedrógão, ainda ninguém sabe quantos morreram nem quem eram ao certo. O “Expresso” fez parangonas sobre o assunto, mas a montanha pariu um rato (salvo seja!): só descobriu mais um cadáver. Hoje, porém, andam por aí multiplicadores vários. Já há quem fale em mais de cem!

A miséria governamental conhecida por geringonça continua a funcionar comme il faut, incompetente, hermética e caladinha como convém. Não é de estranhar, já que a comprovada norma é a de deixar passar o tempo, a ver se a coisa esquece. O “caso encerrado” está à espreita.

As seguradoras seguem a sua estratégia habitual: pagar, se não houver outro remédio e quanto mais tarde melhor. Dizem, quem sabe se com razão, que não pagam nada porque o governo não lhes fornece dados para tal.

As “informações” oficiais estão “centralizadas” e, por ordem do governo, só são públicas depois de devidamente filtradas por quem de direito(!). As “autoridades” devem estar à espera do relatório dos filtros. Os filtros, se calhar, estão no Algarve ou em Maiorca.

O omnipresente chairman da geringonça já não é tão omnipresente, quer dizer, está calado como um rato, que isto faz mais calos que os afectos.

Os responsáveis políticos (já não se sabe quem nem quantos) passaram à categoria de irresponsáveis e continuam calmamante nos respectivos poleiros, como é justo e salutar.

O chamado primeiro-ministro mostra os dentes por aí, fiel à sua habitual postura “positiva”.

E assim vai a coisa.

 

24.7.17

NOVOS TIRANOS

 

Tive ontem a desgraça de ouvir e ver um prosélito do politicamente correcto ou, mais que isso, um Torquemada dos nossos dias, a perorar sobre aquilo a que poderíamos chamar “da natureza dos alarves”. Quem viu e ouviu o que eu vi e ouvi já deve ter percebido de quem falo. Para os outros, aqui vai o nome do objecto: Daniel Oliveira, transfuga do BE, residente na SIC e no Expresso.

Para um esclarecimento rápido de quem me leia, resumo numa frase a tese da criatura: a humanidade divide-se em duas classes, uma, que ele representa, outra, a dos alarves. À classe dele compete, entre outros mimosas missões, a de fazer censura “social”, ou seja, à falta de censura propriamente dita – coisa a que o tempo e o lugar (ainda) não são propícios – presentear os alarves, não com críticas ou com contra-argumentos, mas com o mais vigoroso desprezo. Isto ao ponto de encaminhar o sermão para a defesa do não valer a pena dar aos alarves qualquer espécie de conversa. Ele, arcebispo da “modernidade” e dos novos costumes, não  dará. Na estratoesférica altura do seu púlpito, lado a lado com a dona Moreira e outros sacerdotes da razão, longe da miserável plebe dos alarves (representada para o efeito pelo Doutor Gentil Martins e pelo tipo do PSD de Loures) não há lugar para diálogo, tolerância ou discussão: são meros párias, os alarves.

Nem Gandis nem Mandelas: condenção sem recurso! Só faltou a mais lógica das declarações: que saudades da PIDE!

Uma chatice, isto de os tempos serem o que são: no mundo ideal do Oliveira, os alarves, uma vez por ele e seus fiéis classificados como tal, estariam todos no Tarrafal. Livrava-se assim  sociedade de todo e qualquer contestatário que pusesse em causa as verdades “científicas” e “sociais” de que ele é privilegiado arauto. Pôr em causa o catecismo da esquerda é que não. A lata dos alarves tem que sr combatida pela “censura social”, quer dizer, pela ocupação de todos os meios e fora pelos detentores e prosélitos da verdadeira correcção.

Uma conclusão do IRRITADO: o Oliveira provou à saciedade o que é um alarve a sério, e um alarve perigoso: ele mesmo.

 

23.7.17   

TALVEZ, UM DIA...

 

Tenho achado muito estranho o facto, relatado e não desmentido, de haver funcionários da PT/MEO/Altice que estão sem funções, ou seja, não têm nada que fazer. Manda a mais elementar das lógicas pensar que tais pessoas não são precisas e que constituem um encargo inútil para a empresa onde trabalham. Se fossem americanas, iriam, com uma indemnização no bolso, procurar emprego. Mas isto por aqui não é a democracia americana, é a portuguesa.

A tal PT/MEO/Altice propõe-lhes uma solução, isto é, arranja-lhes outro emprego, sem prejuízo, como é lógico, de propor uma rescisão amigável. Tenho lido que a MEO, por exemplo, tem três vezes mais funcionários que as concorrentes prestadoras dos mesmos serviços. Pode ser exagero, mas tem muito de verdade. Nestas circunstâncias, mandaria a lógica e a sustentabilidade empresarial que se encontrasse uma solução. Parece que é o que a organização anda a fazer, no sentido de pôr as coisas no são da forma menos dolorosa possível.

Não está em causa desconsiderar os inconvenientes, nalguns casos dramáticos, para os atingidos pela reorganização da empresa. O que está em causa é saber se se caminha para outro elefante branco, destinado, mais cedo ou mais tarde, ao estouro, ou se se precisa de uma empresa sustentável e prestadora de serviços em boas condições. Evidente se torna que quem pagará os excessos de pessoal será o consumidor final dos produtos. E o consumidor final somos todos nós.

A situação não é fácil. Daí que a extrena esquerda tenha desatado aos gritos, desta vez com a preciosa ajuda de um primeiro ministro bronco, demagogo e desbocado. Daí a greve.

Interessante, esta greve. A empresa garante que nenhum serviço ao consumidor foi afectado por ela, o que, a ser verdade, aponta para ridículos efeitos da iniciativa, parecendo, numa perspectiva ultra-crítica, que, afinal, os grevistas pouca falta faziam. A empresa diz que a adesão à greve foi de 17% dos funcionários. O Arménio garante que foram 75% ou coisa que o valha. Ambos mentem? É provável. Uma, porque contabiliza os serviços prejudicados (17%), outro porque mente por formação, ideologia e vício (75%).

Espera-se que, mais cedo que tarde, as coisas vão ao sítio.

Talvez, um dia, o país venha a ter sindicatos decentes, à procura de soluções viáveis, não de guerras obsoletas. Sonhar é fácil.    

 

22.7.17

GALAMBOSTÉRIO

 

Deve-se o título deste post não a qualquer bosta relacionada com o tenebroso Galamba (há outro no PS, menos tenebroso), mas com um mistério que vem incomodando a apurada sensibilidade do IRRITADO: o mistério do chumbo provocado pelo Galamba tenebroso e por mais um camarada, ou acólito.

Os dois, cientificamente ou não, faltaram à votação de uma série de conclusões do inquérito aos malefícios da CGD, só comparáveis aos do BES, mas públicos. O inquérito não passou. Galamba+1 só se dignaram apresentar-se ao serviço quando já não havia nada a fazer. Aí, correctos e disciplinados, votaram o que faltava, mas sem resultado prático.

Porquê? Misteriosa questão, com misteriosa resposta.

Será que, coitadinhos, assoberbados de trabalho, os dois deputados não chegaram a tempo? Ou que, em atitude pensada, trataram de dar cabo do inquérito? Neste caso, porquê? A resposta a esta pergunta põe a funcionar as mais profundas dúvidas. Como é sabido, na CGD, sacrossanticamente pública como manda a cartilha, houve pontapés na gramática de todos os tamanhos e feitios, sendo que é voz corrente que os mais evidentemente graves foram chutados por biqueiras de altas figuras do socialismo nacional, podendo até, calcule-se, vir tocar a fímbria das vestes do chefe.

Viu-se, desde a sua mais remota origem, que a existência da comissão de inquérito não era do agrado da agremiação do Largo do Rato. Mas a coisa foi por diante, sendo de supor que o resultado não seria brilhante para a organização. Assim, mais vale cortar o mal pela raiz. Chumba-se, e acabou-se. Foi o que fizeram Galamba+1. Caso encerrado, como tantos outros.

De barato, dou que será justo que me acusem de teórico da conspiração. Mas, apesar de poder ser violentamente atacado como todos os que não se conformem com a cartilha em vigor, prefiro manter a liberdade de, nos termos acima, conspirar.

 

20.7.17

UM PÁRIA

 

Algumas perguntas:

- Será que, em geral, os ciganos de Loures vivem à pala do Estado?

- Será que, em geral, os ciganos de Loures casam as meninas fora da lei?

- Será que, em geral, os ciganos de Loures limitam ilegalmente as opções das mulheres?

- Será que, em geral, os ciganos de Loures não pagam a renda da casa às autoridades?

- Será que, em geral, os ciganos de Loures usam os transportes públicos sem pagar?

- Será que, em geral, os ciganos de Loures não acatam leis que a todos obrigam?

 

Estas e outras perguntas parece que deveriam merecer resposta. O candidato do PSD à respectiva câmara respondeu sim a todas elas, com base, ao que disse, em dados e observações. Ninguém infirmou tais dados e observações, o que deveria levar a crer que não são infundadas. Ninguém indagou sobre a razão ou sem razão das opiniões do candidato.

No entanto, um coro universal se levantou, feito de insultos, queixas-crime, gritos da mais “genuína indignação”.

É assim o politicamente correcto, da direita à esquerda. É proibido ter opiniões, mesmo que fundadas, sobre o que o politicamente correcto estabeleceu.

Certas minorias têm, por definição, direito a não acatar as normas que as maiorias aceitam e a civilização em que vivem impõe. São mais que os outros. O que obriga os outros não os obriga a eles.

Ai de quem, como este candidato, pense diferente, com razão ou sem ela.

Quem não é politicamente correcto é um pária da “democracia”.

 

19.7.17

LIBERDADE DE PENSAMENTO E DE EXPRESSÃO

 

O fim de semana foi formidável para esclarecimento do conceito em vigor da liberdade de pensamento e de expressão.

Um dos mais destacados e prestigiados médicos do país, cidadão exemplar a quem a sociedade deve os mais relevantes serviços, teve o topete de dizer que isso de homossexualidade e adjacências é “uma anomalia”. Respeitável opinião, vinda de quem vem, como o seria se viesse de outrem. Não! Para a filosofia triunfante, dizer tal coisa é como negar o holocausto, é proibido, é um atentado, não sei a quê mas um atentado merecedor da mais profunda condenação. Não, não é o que estão a pensar, os críticos não vêm  exprimir a opinião contrária, mas negar o direito do senhor de dizer o que pensa. Isto de liberdade de opinião tem os limites que o politicamente correcto impõe.

Dona Isabel Moreira, personalidade que me absterei de adjectivar por razões higiénicas, veio pôr os pontos nos is: o homem não tem o direito de pensar o que pensa e de dizer o que diz. Deve ser exemplarmente punido. Um parzinho de médicas faz queixa à respectiva Ordem: o homem tem que ser castigado, por crime de opinião. A respectiva Ordem, outrora dominada pelo sindicalista Silva mascarado de bastonário, está na mesma: vai debruçar-se sobre o assunto e tomar as medidas necessárias.

A polícia dos costumes está de volta. Aiatolas não faltam.

 

17.7.17

COMPADRES

 

Há dias, um destacado esquerdóide, André Freire salvo erro, publicou um longo escrito intitulado “Porque não votar Medina”. O título, vindo de quem vem, era excitante. O homem tece inúmeras razões que justificam que não se vote no homem, um “eleitoralista” sem “transparência”, a fazer obras caríssimas sem sentido, etc. Lendo bem a coisa, o indígena fica sem perceber lá muito bem o que é que ele critica: é contra as ciclovias mas a favor das ciclovias, é contra as obras do eixo central mas a favor das obras do eixo central...

Adiante. Lendo mais um bocadinho, fica claro que ele quer que o Medina ganhe as eleições – o que considera garantido –, mas sem maioria absoluta. Como? Votando nos comunistas do PC e do BE, isto é, fazendo da CML uma agência da geringonça.

Resolvido o mistério que o título do artigo sugeria, vamos um bocadinho mais adiante. Ontem, no DN, o melífluo Medina declara que não se vai “bater por uma maioria absoluta”. Por outras palavras, está combinado com o tal Freire. É de estalo.

Já tínhamos assistido, por exemplo, ao namoro do Costa com a Catarina no debate dito do estado da Nação. Tinham, evidentemente, combinado umas perguntinhas que dessem ao homem oportunidade para anunciar coisas que, de outra forma, não viriam a propósito. Uma forma de desviar as atenções do debate de fundo, que era arrasador para ele.

Estão todos combinados. Para intoxicação dos incautos, em termos de segurar o poder seja lá como for, a geringonça funciona.

 

17.7.17      

ESTÁ TUDO RESOLVIDO

O jagodes que anda para aí armado em primeiro-ministro já resolveu o assunto dos incêndios, dos mortos, das casas destruídas, das fábricas, das matas, etc.. Tendo começado por desvalorizar a coisa (um incêndio em 176, o que é isso?), descobriu agora o verdadeiro culpado.

Um génio, este burgesso. Não precisou de comissões técnicas independentes, nem de inquéritos, nem de coisa nenhuma que pudesse perturbar o seu brilhante juízo. Foi a PT/MEO e acabou-se. Sim, o homem sabe da poda, sabe que foram as comunicações por conta daquela empresa as culpadas! O resto é conversa. De tal maneira que até vai mudar de fornecedor. Bem feita,bem feita, bem feita! Vai ser um prejuízo dos diabos.

Com solenidade parlamentar, a criatura declarou, urbi et orbe, que está tudo solucionado. As comunicações falharam, a culpa não foi do SIRESP – a menina dos seus olhos – nem de mais ninguém, muito menos da ministra da descoordenação, e ainda menos dele, que estava de férias. Foi da PT/MEO. Caso encerrado, como de costume. E disse mais: que a culpa, em última análise é do governo legítimo, que negociou mal a coisa. Pois, meus amigos, se ainda não sabiam, na opinião gritada pelo indivíduo, à PT/MEO junta-se Passos Coelho, o mau da fita por definição.

Parece que os donos da empresa se propõem pôr alguma ordem naquilo. É natural. Não os conheço de parte nenhuma, não sei se são bons se são maus, capazes ou incapazes. Mas sei no que a empresa deu por obra e graça, provadas e indesmentíveis, do governo PS do camarada Pinto de Sousa, dito engenheiro Sócrates, e dos seus amigos, correlegionários e apoiantes, o senhor Costa incluído a alto nível.

Num aperto, há que encontrar bodes expiatórios. Algo me diz que o artista não vai ficar por aqui. Juntará outros bodes aos ora descobertos. Quando vierem (se e quando vierem) os relatórios técnicos independentes, já o assunto estará resolvido e devidamente encerrado.    

Vivemos neste charco de falta de vergonha.

 

14.7.17

ESPINHA, PARA QUE TE QUERO?

 

Dando largas ao brilhantismo da sua personalidade, um tal Brilhante, pesporrente e professoral, entrou para o chamado governo. Dados os sacrifícios que quem se interessa pela política tem feito para arranjar paciência para ouvir a criatura na TV, torna-se claro que o homem merece.

Foi um indefectível defensor do governo do Pinto de Sousa, foi um indefectível defensor do Seguro contra o Costa, foi um indefectível crítico da geringonça. Muito bem. A geringonça, espertalhona, meteu-o a deputado. Pouco tempo depois, ei-lo de novo na TV, a tecer loas à dita, ao chamado primeiro-ministro e à coligação com os comunistas.

Reconhecendo-lhe o equilibrismo e a maleabilidade, o geringoncial chefe resolveu premiar o ilustre aparatchique. Muito bem, é com coerência e boa espinha que se defende o socialismo.

 

14.7.17

QUEM NÃO CHORA...

 

Acho muito bem que o Porto tenha sucesso na sua candidatura, acho muito bem que a tal agência dos remédios venha para o Porto, acho muito bem que venham novecentos funcionários da UE viver no Porto e gastar dinheiro no Porto, acho muito bem que tudo corra pelo melhor ao Porto e no Porto. Nada a criticar. Antecipo os meus parabéns ao Porto ainda que, como é evidente, reserve o meu prognóstico.

O que, no meio desta história, tem uma triste graça, é a coerência da classe política. Costumo criticar a parte dela que mais crítica merece. Desta vez, levam as partes todas a mesma règuada.

Pois não é que, por unanimidade, a distinta Assembleia da República, decidiu que Lisboa é que era bom, que o chamado primeiro-ministro declarou solenemente que a única cidade portuguesa com condições favoráveis para a coisa era Lisboa e que, tendo as forças vivas portuenses desatado a agitar as águas, ai credo!, vamos reconsiderar. Reconsideraram. Passadas umas semanas, o dito governo passou a achar que o Porto é a melhor escolha e que a única candidatura portuguesa seria a do Porto. Com a mesma jactância alarve com que tinha sido declarado o contrário, agora é o conselho dos chamados ministros que, por unanimidade, se desdiz, sem dar satisfações, antes se revendo gloriosamente no flicflac. E, por unânime omissão, a Assembleia desdiz-se.

É-me totalmente indiferente que a cidade candidata seja uma ou outra, como podia ser Faro, a Covilhã ou Alfândega da Fé. O que não é indiferente é que o Parlamento, o dito primeiro-ministro, o governo em peso digam num dia, sem qualquer justificação, o contrário do que juravam há um mês. Dá uma imagem um tanto estranha da classe política.

Por outro lado, e aí tiro o chapéu, verdade é que qualquer ataque de ciumeira dos nossos amigos do Porto causa um abalo dos diabos a esta gente. Há que reconhecer que a tática funcionou com a candidatura à tal Agência, exactamente como costuma funcionar para tudo e mais alguma coisa. Não gosto do sistema, mas reconheço-lhe a eficácia.

 

14.7.17

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