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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

ENERGIA PARA O POVO

 

Foi noticiado que a energia, em Portugal, é 23% mais cara do que em Espanha. Parece que o MIBEL não serve para nada, ou que interesses alheios ao do consumidor, v.g. os do Estado, são o que move as rodas da “máquina” energética.
Quantificada a energia produzida, com ensurdecedora propaganda, pelas novas fontes (eólica, solar, fotovoltaica e geotérmica) verifica-se que não chega para cobrir 6% das necessidades. A renovável hídrica, essa, andará pelos 23%.
 
Como se vê, as tão elogiadas eólicas, as florestas de horríveis ventoinhas que por aí andam, não resolvem problema nenhum. Se a isto acrescermos que o investimento nas ventoinhas é caríssimo e que ninguém sabe como ou quando vai ser amortizado, a certeza que resta é de que tal forma de produção vai contribuir, e não pouco, para sacrificar cada vez mais o consumidor. Com as outras a história é mais ou menos a mesma.
O programa de barragens esteve parado durante uma data de anos. Retomado pelo governo do Prof. Cavaco, foi cancelado pelo governo socialista que se lhe seguiu, a favor de uns bonecos nas pedras subitamente erigidos em fabulosa riqueza. Entretanto, vastos milhões tinham sido gastos em Foz Côa, com o triste destino de ser deitados ao caixote do lixo do socialismo.
Agora, com os opositores do costume, parece que se vai investir mais nas hídricas. Isto se não aparecer algum pedregulho susceptível de arranjar tacho a cientistas da treta.
 
 
Por outro lado, não há dúvida – a experiência o demonstra – que o nuclear é a forma estavelmente mais barata, mais limpa e mais fiável de produção de energia que se conhece e domina, e a que produz ou provoca a produção de menos CO2.
 
Desde os anos 60 que se vem falando do nuclear em Portugal. No tempo da ditadura tinha-se, até, seleccionado o local para instalação da primeira central (Ferrel). Mais tarde (fins da década de 70) voltou a falar-se no assunto. Como a opinião já era livre, levantaram-se vozes – muitas das quais ainda existentes e tão nhurras como há trinta anos – que vociferaram contra o nuclear e os seus perigos. O assunto acabou por morrer.
Há poucos anos, lá fora, o nuclear tomou novo alento, novas tecnologias se desenvolveram, os países mais avançados da Europa formularam novos planos de reforma do nuclear existente e de construção de novo. Por cá, algumas pessoas voltaram a equacionar o problema. Com o advento do senhor Pinto de Sousa e do seu socialismo, dito de direita mas indubitavelmente de esquerda - e que esquerda! - o assunto passou a “não estar na agenda do governo”.
Traição à Pátria, dirão uns. Pura estupidez, dirão outros. Magna inteligência, dizem os socialistas e os maluquinhos do costume.
O que se sabe é que a energia está mais cara que lá fora e que ninguém liga ao assunto. O que se sabe é que o governo se vangloria, com os altifalantes do costume, de estar avançadíssimo na produção de energia. Esquece-se, como é óbvio, que se meteu numa série de investimentos para os quais não há dinheiro, que dá incentivos fiscais a coisa caríssimas, e que todos vamos amargamente pagar as asneiras do senhor Pinto de Sousa durante várias gerações, sem que nenhuma delas, actual ou futura, goze de meios energéticos em melhores condições económicas, antes pelo contrário.
Haver (ainda!) quem vá votar nesta gente, é coisa que escapa a qualquer raciocínio lógico.
24.5.09
António Borges de Carvalho

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