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irritado

o blog de António Borges de Carvalho.

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FRASES E FEITOS

 I

 

O Exm.º Senhor Procurador Geral Adjunto, Dr. Euclides Dâmaso, sobre a crise da Justiça, declarou:
 
Em crise vivemos todos nós, desde o parto.
 
Esta frase, bem mais profunda que o cogito ergo sum (quem era Descartes comparado com o Dr. Euclides?), é de uma extraordinária importância para o nosso devir colectivo.
Pelo menos porque ficamos a saber que o Dr. Euclides, coitadinho, para não se sentir só, acha que todos nós entrámos em crise ao nascer, e que nunca mais nos livrámos dela.
Ficamos, outrossim, cientes de que a crise da Justiça é fatal, endémica e irremediável, não valendo a pena fazer seja o que for a tal respeito.
Sabedores ficamos ainda que, de ciência certa, os problemas da Justiça nada têm a ver com as acções ou omissões dos seus agentes, pobres deles, mergulhados desde os primeiros vagidos numa crise universal de que é impossível sair e, portanto, inimputáveis seja a que título for.
Os próprios vagidos não passam de um sinal claríssimo da crise em que o Euclides mergulhou ao nascer.
 
 II
 
O Exm.º Senhor Professor Doutor Vital Moreira declarou:
 
O princípio de igualdade só exige que seja tratado de forma igual o que é igual
 
Muito bem. O problema é que o ilustre patrão socialista do PE aplica esta máxima ao tratamento diferenciado que acha que o Estado deve dar aos que têm dinheiro, ou seja, cair-lhes em cima a quatro patas, porque não são iguais aos outros.
Sem discutir o princípio geral, pelo menos nesta sede, ocorre perguntar porque não se lembrou a desagradável criatura de tal princípio quando escreveu o que escreveu sobre os “casamentos” homo.
Donde se conclui que, no enviesado bestunto do professor, homo e hetero são exactamente a mesma coisa.
Xiça!
 
III
 
Um dos grandes dirigentes e educadores dos enfermeiros, reflectindo as exigências da corporação, declarou:
 
Sou licenciado e ganho como bacharel!
 
O Louça declarou:
 
Estou com eles! (os enfermeiros)
 
Donde se conclui que, nesta pobre terra, os ordenados devem corresponder às qualificações académicas de cada um*, não ao valor do trabalho que fazem nem à forma como o fazem. Mesmo que tais qualificações sejam as que sempre foram, mas tenham passado a “licenciaturas”.
A fim de acabar com a crise económica, o IRRITADO sugere que o título de licenciado passe a ser dado a todos os que forem admitidos nas novas oportunidades, bem como aos trolhas, aos almeidas e aos titulares de qualquer “formação”. E que todos os novos licenciados passem a ser pagos como tal. Ainda que, como é o caso do IRRITADO, não se saiba ao certo o que é isso de ser “pago como licenciado”.
O Jerónimo ainda não se lembrou desta, mas, para não deixar os trunfos nas mãos do Louça, vai defendê-la na sua próxima visita à Amareleja.
*Nesta conformidade, desde já se sugere que o senhor Salvador Caetano, como só têm a 3ª classe, passe a vencer o ordenado mínimo. E nem mais um chavo.
 
 
 
 
 
 
 
 
IV
 
O Sapateiro decidiu:
Cortar 50 mil milhões de euros na despesa do Estado Espanhol.
 
O Pinto de Sousa decidiu:
Aumentar em mil milhões de euros a despesa do Estado Português.
 
São ambos socialistas, mas parece que um é mais burro e mais aldrabão que o outro.
 
30.1.10
 
António Borges de Carvalho

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