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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

DOS ESTATIZADORES

Fiquei estarrecido, ainda que não surpreendido, com a inconsciência, a lata, a cegueira, a burrice de um dos novos “estrelos” do PC (ignoro o respectivo nome) que tive o desprazer de ver na televisão. Fazendo jus a um brilhantismo intelectual que não deixa lugar a dúvidas lá no partido, o indivíduo declarava que o grande mal da democracia e do sistema financeiro é causado pela reprivatização dos bancos depois da sua patriótica nacionalização operada pelo PC e seus apaniguados militares em 1975.

A argumentação é sempre a mesma, o que é do Estado é nosso, é de todos (esquece-se de dizer que, se é de todos, não é de ninguém) e que, se tivesse gestão pública, tudo correria pelo melhor: actualmente, está tudo na mão de tubarões, tudo politizado, ou dominado pelos partidos ou dominando-os, etc. Esquece-se de que, se estivesse nas mãos do Estado, ninguém, na banca, escapava, por pouco que fosse, à sua politização: seria obrigatória e sistemática.  Não é por acaso que nunca houve sistemas bancários totalmente estatizados que não se tivessem afundado, como são exemplo  todos os casos que a história registou e continua a registar. Acresce que, em caso algum, o sistema estatizado se fundou sem sacrifício das liberdades, da democracia e dos valores fundamentais da política. Mas isso, para o intelectual do nacional-bolchevismo, não tem importância. A democracia defende-se enquanto convém, isto é, enquanto der direito de cidade aos seus inimigos e enquanto não conseguirem aniquilá-la .

Por cá, se temos tido problemas graves e de várias naturezas com bancos privados, o sacrossanto banco público não está melhor que os piores dos privados: não é “resolvido” porque é do Estado, mas a sua evidente falência está à vista de todos e, mesmo sem ir à  contabilidade orçamental (filosofia socratista de consequências conhecidas), não deixará de custar uns milhares de milhões aos indígenas.

Mas alegrem-se, ou assustem-se. Na mesma noite, farto do “raciocínio” do palhaço, mudei de canal. Há mais dois, como é sabido, dos de notícias, que são os que vejo, a não ser quando há intelectuais da bola a leccionar. Num, perorava a dona Marisa Matias, toda produzida, como convém à esquerda populista e bem instalada. Noutro, ó maravilha, deleitava-nos com as suas opiniões o chefe do nacinal-trotsquismo, camarada Louçã. Um e outro sem contraditório, respeitosamente interrogados por jornalistas servis e “independentes”.

É nisto que vivemos. Serviço público e comunicação socialistas.

 

4.3.17

LENINE MUNICIPAL

Nada tenho contra o alojamento local, aluguer turístico, ou o que lhe queiram chamar. O negócio surgiu com a invasão da estranja, fez caminho e, como não podia deixar de ser, foi envolvido nas habituais teias burocráticas, papelada, Câmaras Municipais, finanças, regulamentos, taxas, impostos, tudo au complet, como é costume.

A certa altura, começou a haver protestos, sobretudo da malta dos bairros históricos que, ao mesmo tempo que vai ganhando umas massas a vender pregos e imperiais, acha que os turistas são uns chatos, lhe prejudicam o sono, dão cabo do estacionamento, etc.. Percebe-se. Também é o costume. Nada a acrescentar.

Vai daí, o melífluo e chato senhor Medina, imperador de Lisboa, resolveu dar apoio ao negócio, o que, em si, não merece reparos. O mesmo não se passa com o argumento utilizado pela criatura para defender a sua posição.É que, diz ele, “são os grandes hoteleiros que saem a ganhar com a limitação do alojamento local”. É a doutrina da Mortágua tim-tim por tim-tim. Se há quem tenha dinheiro, gente repugnante, ou o “vamos lá buscar”, ou lhes prejudicamos o negócio para, a la limite, lhe darmos cabo do negócio. É preciso igualar por baixo, distribuir a miséria, como é timbre do socialismo.

Qualquer cidadão será capaz de alinhar vários argumentos a favor e contra o tal alojamento. Tome partido quem quiser e como quiser. Agora argumentar que se trata de evitar que os hoteleiros, gente rica por definição e, como tal, digna de perseguição e/ou aniquilamento, como dizia o Lenine, parece ser ir longe demais, ou pôr o rabo do gato cá para fora.

A marxização do país está em curso, mesmo quando, à primeira vista, não se dá por isso.

 

3.3.17

"INFORMAÇÃO" E OPORTUNIDADE

Uma organização que não sei se é pública, privada, cooperativa, ONG, ou outra coisa qualquer, de seu nome Conselho de Finanças Públicas, tem por hábito analisar contas, avisar, dar conselhos, presumindo-se que o faz com independência uma vez que sempre se absteve de mostrar apoios ou denunciar preferências. Descobre carecas da geringonça como as descobria da troica ou do governo legítimo.

A face visível do tal conselho é uma senhora que infunde confiança e estima, mesmo quando diz coisas difíceis de engolir. Como as diz em várias direcções e sempre com fundamentos à vista, merece, pelo menos, o benefício da dúvida.

Julgo que ontem, deu uma entrevista à Rádio Renascença, com direito a imagens na televisão. Disse o que toda a gente sabe acerca do multipropagandeado défice de 2016, isto é, que foi obtido mediante medidas não repetíveis. Vai daí, a fulana da Renascença, sorridente, dá em dizer que talvez tenha sido “um milagre”. Ao que a senhora, também rindo, respondeu que talvez não.

A partir desta brincadeira (o “milagre” foi metido na boca da senhora pela jornalista), o chairman e o CEO da geringonça desataram aos gritos contra a entrevistada (dona Teodora Cardoso). “Milagres é só em Fátima, e para os crentes”, acusou o chairman Sousa; “não existem”, regougou o CEO Costa, seguindo-se a vigorosa condenação dos avisos dela.

Eis o que é, por um lado, a “informação” em Portugal - que faz de um inocente e bem disposto comentário um “caso” importantíssimo - e, por outro, o que é o oportunismo demagógico, mentiroso, chocarreiro e malcriado dos nossos chamados altíssimos representantes.

Nem desconto merecem.

 

2.3.17   

UM AVISO PREOCUPADO

 

Exmº Senhor Secretário de Estado das Finanças

 

Vem o IRRITADO avisá-lo dos perigos que, pelas suas costas, se acastelam e que podem não só custar-lhe o lugar como comprometer definitivamente o seu futuro político e pessoal.

Não, não estou a falar do incidente da sua viagem a Paris a convite de uma empresa qualquer. Foi um pecadilho sem importâncian de maior, que o chamado governo, coisa a que VExª pertence, quase elogiou e que a oposição deixou cair sem mais consequências.

Falo, sim, das suas declarações de ontem no parlamento. É por causa delas que lhe digo que se ponha a pau.

VExª pôs uma série de pontos nos is. Por exemplo disse: que não fugiu dinheiro nenhum, foi tudo oficial e legal; que não se sabe ainda se houve fuga aos impostos, mas, até ver, o mais provável é que não tenha havido; que o desconhecimento fiscal de uma larga parte do acontecido se deve, de ciência certa, a uma falha de software que foi detectada há meses; que não houve qualquer diligência política do governo anterior para esconder fosse o que fosse; que não tem outra crítica a apresentar que não seja a que deriva da sua discordância quanto ao facto, confessado pelo seu antecessor, da não publicitação das transferências.

Compare VExª as suas declarações com as diatribes da dona Catarina, mestra nacional da demagogia, do populismo e do ódio de casta, bem como com as monumentais bojardas do seu chefe, conhecido por primeiro-ministro, dignas de Idi Amim, do mais ordinário dos carroceiros e a anos luz de distância de Donald Trump em matéria de ordinarice. E relembre, se quiser, com alguma piedade, as palermicies do infeliz rapaz do PC, seu geringonço correlegionário.

VExª, ao contradizer de viva voz praticamente tudo o que os seus mais altos chefes andam a ribombar, está a arriscar muito. É altura de perceber que a verdade e a honestidade não cabem na filosofia da organização que o emprega. Veja o caso do Centeno, que aldrabou quanto pode, sempre com o aval, a admiração e o aplauso de toda a gente do seu clube.

Assim, não vai lá. Veja se arranja maneira de fazer a devida oposição à oposição, principal objectivo político da sua gente, a fim de não vir a sofrer graves consequências. Não tenha medo. É fácil. Basta ter alguma imaginação e nenhum amor à verdade, à boa educação ou à honra.

 

Com os cumprimentos do IRRITADO.

 

2.3.17  

PROGRESSISMO DE SAIAS

Segundo a filosofia em voga e os inultrapassáveis mandamentos do politicamente correcto, as mulheres passaram, pelo facto de o ser, a ter “direito” à chamada “descriminação positiva”, expressão contraditória mas já consagrada pelo linguarejar progressista. Consiste a coisa em obrigar a lugares cativos para mulheres, nos governos, nos parlamentos, nas empresas públicas (e privadas!), e em tudo o que é bom emprego. É a “paridade de género”, diz-se. Ainda não se lembraram de reservar uns lugarzinhos para os pederastas, as fufas, os transgénero e membros de outras congregações especializadas em partes baixas. Lá chegaremos, quando as catarinas e as isabéismoreira se lembrarem disso. E, se o PAN entrar na jogada, ainda veremos lugares reservados a asnas e a doninhas, por exemplo, desde que fêmeas.  

Se eu fosse mulher, revoltava-me. Há algumas que o fazem, por uma questão de dignidade e de mérito pessoal, valores que estão em queda. Atitude incorrecta a delas, como é evidente, para não dizer reaccionária, fascista ou coisa que o valha, entre os vários adjectivos à disposição do léxico em vigor.

Aqui há tempos, a geringonça nomeou para altas funções no Banco de Portugal uma senhora socialista chamada Elisa. Nunca a vi, mas, pela informação disponível, achei que era uma boa escolha. Erro meu: não foi a proclamada e eventualmente verdadeira competência da senhora o que a levou para cima, foi ser mulher, o que, aos meus velhos olhos, é como cuspir-lhe na cara.

Adiante. Agora que, por iluminada decisão da geringonça, o senhor Louçã, menchevique do Conselho de Estado (!),  foi alcandorado à posição de alto dirigente e inspirador do Banco de Portugal, novos e luminosos horizontes se abrem à instituição. A prová-lo, dizem os jornais que o chamado governo se prepara para reforçar a coisa mediante a introdução de mais mulheres na respectiva administração. Sim, mais mulheres, não mais pessoas com comprovada capacidade nas intricadas matérias de tão desprestigiada instituição. É o critério das saias. Nesta ordem de ideias, o IRRITADO permite-se fazer uma sugestão às superiores instâncias do poder, designadamente a Sua Excelência de Belém e aos demais geringonços. Têm eles à disposição figuras do calibre das donas Mortágua, daquela que foi candidata a Belém e cujo nome me escapa, ou da dona Rita Rato (no masculino!), por exemplo. Como se vê, o mercado oferece inúmeras oportunidades de reforço do respeito pelas regras sem que a procura dê muito trabalho.

À atenção das autoridades.    

 

2.3.17

DIFERENÇAS

 

Se a actual historieta – mal contada - das transferências serve para alguma coisa, será para vincar, sublinhar, realçar, enfatizar diferenças fundamentais entre o que é a noção de decência dos geringonços e a que os outros adoptam.

De um lado (caso Centeno), as hostes fazem todas a piruetas necessárias para esconder as mentiras (quer dizer, para esconder as verdades!), com as soncices e as desonestidades que lhes são próprias, com o cavalgar de “regras” que proclamam, ignorando factos, mesmo os que toda a gente já viu e conhece, mantendo os aldrabões nos seus poleiros, fazendo os flic-flacs necessários a escamotear o que lhes não convém.

Do outro, a atitude é a de encarar o que houver a encarar, de abrir a mais total disponibilidade para levar o assunto às últimas consequências, numa impecável postura de Estado, e de honra.

O contraste é por demais evidente. De um lado, as acusações demagógicas e aldrabonas das catarinas, as mais rascas ordinarices dos costas, as baixezas mais soezes da cáfila de esquerda, a manutenção no galarim dos que mentiram, tripudiaram, esconderam, os atropelos a todas as regras da urbanidade e das praxes parlamentares. De outro, a serena exigência da descoberta da verdade, por inconveniente que lhe possa ser, doa a quem doer se for caso disso, a demissão voluntária do "arguido", com responsabilidade ou sem ela no caso em discussão.

A nu ficam as abissais diferenças entre a moral republicana de uns e a moral tout court dos outros. Não as verá quem não as quiser ver.

 

27.2.17

FANTÁSTICO!

Andava a malta entretida com as aldrabices do trio Marcelo(chairman)/Costa (CEO)/Centeno (bobo de serviço), eis senão quando, fazendo jus à sua fama de órgão oficioso da geringonça, o Jornal do senhor Belmiro, repuxa para a primeira página o trombone de uma falha burocrática destinada a desviar as atenções. Nada menos que, dizem, não se sabe bem a partir de que fonte, de 10.000.000.000 de euros legalmente transferidos para offshores.

Vai daí, trafulhamente, a dona Catarina, espernéfica meia leca parlamentar, declara que os tais milhões foram roubados ao Estado e que serviram para a geringonça distribuir pelo povo em mais um maná de gigantescas proporções. Como não podia deixar de ser, por culpa do governo Passos Coelho. Estava em curso mais uma monumental aldrabice, generosamente posta à disposição da demagogia do poder pelo jornal de “referência”(?!) chamado Público.

Passos Coelho, em má hora (isto da honestidade está fora de moda), apressou-se a dizer  que deviam ser feitas investigações para saber o que se tinha passado e tirar daí todas as consequências, coisa que o chamado primeiro-ministro e a sua cáfila, gratos ao jornal e à tal Catarina, não só não quiseram perceber como trataram de proferir a tal respeito saraivadas de ordinarices, vilezas e trampolinices oratórias a que, diga-se a verdade, já devíamos estar habituados: trata-se de “implementar” o único projecto digno desse nome que os anima – fazer oposição à oposição. São eles quem vive no passado, já que, em matéria de futuro, nenhuma história têm para contar.

Punhamos as coisas no seu sítio. Para bem ou para mal, as offshores existem e, de há muito para cá, são legalmente autorizadas, fiscalizadas, controladas, espiolhadas por todos os fiscos, todos os governos, todas as instâncias, todos os moralistas e todos os “jornalistas de investigação” deste mundo. Os milhões foram expatridos porquê e para quê? Ninguém se preocupa com isso.

O único facto relevante é que foram aprovadas pelas autoridades competentes. Preocupação é, aceite-se, saber porque é que o fisco, sabendo, caso a caso, de todas as transferências, seus titulares e seus objectivos e justificações atempadamente comunicadas, não investigou, nem publicou a respectiva lista. O resto é pura paranoia, ou patranhoia. Diga-se, à conta de desinteressante parêntessis, que a geringonça há mais de um ano que sabe da história, e não fez nada do que agora, pela mesma razão, acusa os outros. É de pensar que é uma questão de ética republicana, a fazer lembrar o caso da CGD, em que o governo legítimo (o anterior) é acusado das maiores omissões alegadamente incorridas durante uns meses. Mas a geringonça, que mais de um ano depois, ainda NADA de concreto fez sobre o assunto, para além de trapalhices, trapalhadas e mentiras, não tem culpa nenhuma!

Pois que se saiba porque não foi cumprido o despacho que obrigava à tal publicação e à passagem das transferência por um crivo suplementar por parte do fisco. Algo me diz que, uma vez vistas as coisas com olhos de ver, a montanha vai parir um rato. Veremos. Mas a governamental carroceirice, os enganos, as mentiras, os aproveitamentos das catarinas deste mundo, o populismo infrene, esses ninguém nos tira, são as inverdades instituídas no seu repugnante esplendor. Fantástico!

 

24.2.17  

MORALIDADE E TRANSPARÊNCIA

Há pelo menos dez milhões de portugueses (e muitos estrangeiros) que já perceberam o que se passou na história do trio Marcelo/Costa/Centeno versus Domingues. As célebres SMS’s já não interessam a ninguém, são chuva no charco em que se meteram.

Seria, pelo contrário, interessante saber que imparidades, que créditos marados, que amigalhaços, que asneiras e favores contribuíram para a derrocada da Caixa. Mas aí, alto! A esquerda, ou cobarde, ou estúpida, ou simplesmente desonesta, cerra fileiras para proteger os seus. É tudo secreto, nada se pode saber sob pena de “prejudicar a Caixa”, tudo deve ser escondido, isto é, uma esponja sobre o assunto, que se lixe a transparência, isto, meus senhores, é a moral republicana, bolchevista e trotsquista. As cenas e bocas, tão patéticas como nojentas, que a tal respeito se tem ouvido, visto e lido, são o sinal claro da qualidade de quem manda nesta pobre gente.

Gente que foi oficialmente informada que grande parte do buraco do BES mau (mais de mil milhões) se ficou a dever a dinheiro injectado em empresas do grupo Espírito Santo. Muito bem. Resta uma perguntinha, entre muitas: então se, no caso do BES, se informa quem deve e quem emprestou  e como, por alma de quem é que, no caso da CGD, não se pode saber nada de nada, como defende a cáfila da geringonça? A resposta é: os Espíritos Santos estão na mó de baixo, os geringonços & Cª estão na mó de cima.

Em matéria de moralidade e de transparência, estamos conversados.

 

22.2.17

EX-EQUO

Se se fizesse um estudo aprofundado e científico sobre as presenças públicas dos chefes de Estado deste mundo, quem ganharia? O Papa Francisco talvez ficasse bem classificado. O A Merkel, quem sabe. Erdogan também. O Holande, não me parece. Não arrisco mais.

Acerca dos campeões, não há sombra de dúvida. São eles, ora adivinhem, o Trump (Donald) e o Rebelo de Sousa (Marcelo). Não há quem se lhes lhes compare. Equivalem-se em presença mediático-popular. Se houver vantagem, talvez seja para o segundo, mas sejamos imparciais: equivalem-se. Haverá algum dia, dos últimos trezentos, em que não vejamos, vezes sem conta, um e outro a dizer coisas, opinar coisas, a perorar ora inanidades ora bojardas. A diferença mais substancial será a dos beijinhos, abraços e rodelas de chouriço, em que ganha o segundo. Em matéria de asneiras, o Donald é o maior, mas o outro tende a aproximar-se a grande velocidade. O Trump que se precate.

Lá para o fim do ano, o nosso estudo ficará mais completo. Haverá mais dados, gráficos e estatísticas.    

 

22.2.17

APONTAMENTOS

 

- COSTA PINTO, melíflua criatura com lugar cativo na SIC Notícias, veio dar-nos enorme dose de descanso ao comentar, científicamente, o livro do professor Cavaco. Diz ele que, para avaliar da verdade do que o homem escreve sobre o Pinto de Sousa (dito engenheiro Sócrates), imprescindível será esperar pela resposta do mesmo, em livro que não deixará de publicar.  E que, perante um Cavaco “hirto” e “conspirativo”, há que perceber que o PS  jamais teve, ou tem, qualquer  “máquina de conspiração”. Atente-se no amor à verdade do Costa Pinto: primeiro, sabe que Cavaco mente, e espera pela “verdade” a publicar por Sócrates; segundo, sabe que o dito vai escrever (ou mandar escrever) um livro; terceiro, sabe que o PS não conspira, ainda menos o Sócrates. Um comentador independente e sériíssimo. Um indiscutível amor à verdade

- MARCELO declarou que o assunto das mentiras do Centeno, do Costa e dele próprio estava “encerrado, ponto parágrafo”. Quando ainda subsistiam algumas regras na língua portuguesa (Marcelo é desse tempo), havia vários pontos: o simples ponto pausa no texto, mais forte que o ponto e vírgula ou o dois pontos; o ponto parágrafo, que anunciava haver um prágrafo seguinte; e o ponto final, que anunciava o fim do escrito. Quando Marcelo aplica o tal ponto parágrafo, das duas uma, ou quer dizer que o caso acabou e, nesse caso, teve um assomo de impróprio analfabetismo gramatical, ou acha que o texto vai continuar no parágrafo que segue. Por outras palavras, ou se enganou, ou aldrabou.

- ADEUS AO PISA é o que anuncia o chamado governo. Explico. Há tempos, um amigo meu, professor catedrático de matemática, anunciava-me ter sido convocado para umas reuniões no ministério, destinadas a acordar numa redução de 25% no ensino de tal matéria, no secundário. O homem estava indignado. Tinha percebido que o que queriam dele era que coonestasse uma decisão que já estava tomada, o que é de uma indignidade a toda a prova. Ontem, anunciavam os jornais que a redução estava em curso, e que o tempo livre assim obtido, seria ocupado por matérias destinadas a lavar, “civicamente”, o cérebro à rapaziada: substituir a matemática por ideologia geringôncica. Pisar o PISA. Ou então, é só mais uma manifestação de inteligência do rapazola a quem chamam ministro da educação.

- NÚMEROS BALOFOS

Alguns números , conforme os vi sublinhados por Daniel Bessa:

Crescimento: em 2016, 1,4%; em 2015, 1,6%; no orçamento, 1,8%; no documento dos sábios do Centeno, 2,4%.

Consumo do Estado: no orçamento, -0,4%; na execução, 1%.

Exportações: previsto, 5,9%; real, 3,7%.

Investimento: previsto,  7,8%; real, -1%.  

No parecer de quem diz governar: que interessa isto, se o défice talvez venha a ficar em 2,1% do PIB, à custa de expedientes, de escolas a cair, de saúde de rastos, de dívida a grande velocidade? Nada.

Tome nota, para memória futura.

 

19.2.17

ORDINARICES

 

Como deve calcular quem tem o péssimo hábito de me ler, não vou comprar o livro do doutor Cavaco. Não tenho razão nenhuma de especial para isso, só a falta de pachorra para o ler. Acresce que as passagens mais excitantes da coisa já andam por aí, o resto deve ser uma chatice.

Não tenho má impressão do homem. Sei de uma série de sacanices sem importância política de maior, não lhe perdoo o artigo da “moeda boa moeda má” que abriu caminho à golpada do Sampaio, não lhe perdoo a indigitação da geringonça sem se demitir no momento seguinte, bem como uma mão cheia de outras argoladas menores. De resto, acho que é um tipo em geral decente, socialmente inadaptado, institucional q.b., digno q.b.. Enganou-se na escolha de alguns amigos,mas o que lhe assacaram a tal respeito tinha pés de barro. Publicamente, cometeu o monumental erro de dizer que lhe faltava dinheiro lá em casa, o que foi uma espécie de suicídio na praça pública. A partir daí, tudo o que fizesse ou opinasse passou a ser mau e tal maldade foi elevada à potência n pela alcateia da esquerda, muito contente por ele ter andado com o Sócrates ao colo, mas não lhe perdoando que desse apoio ao Passos. O saldo, de qualquer maneira, é positivo, ao contrário do de qualquer dos seus antecessores.

Em relação a Cavaco, lembro o velho ditado que reza “depois de mim virá quem de mim bom fará”. Marcelo já se encarregou de demonstrar a justeza, no caso, da sabedoria popular.

Marcelo vai a todas, como se sabe, e em todas tem os subservientes media à espera, em todas faz declarações sobre tudo e mais alguma coisa, em todas distribui beijinhos e abraços, come umas rodelas de chouriço, bebe o que lhe meterem no copo, num gigantesco e indescritível “trabalho” de propaganda pessoal que, até ver, tem calado muito na alma dos apreciadores de selfies. A todas? Não! Há uma a que não foi: a do lançamento do livro do seu antecessor. Razões de “agenda”, dirá o palácio. A explicação do IRRITADO é outra: não pôs lá os pés, primeiro, porque é malcriado, segundo, porque não ia lá estar a sua gente, quer dizer, a gente da geringonça. A fim de não ser objecto de olhares menos entusiásticos, a fim de não calhar, ali, desatar aos beijinhos, o melhor foi não pôr lá os pés. Se há palco, ou é para ele ou não é para ninguém. Nada de confusões.

Em suma: uma imperdoável ordinarice.

 

17.2.17

TODOS AO BARULHO

 

Ao contrário do que ribombam catarinas, jerónimos, carecas e outros díscolos, a presente novela não tem nada a ver com a CGD. A CGD está entregue, as tarefas da administração - em plenitude de funções - estão facilitadas pela reestruturação planeada por António Domingues (não pelo Centeno), pelo esquema de recapitalização inventado por António Domingues (não pelo Centeno) e pela aprovação daquele em Bruxelas, via negociações levadas a efeito por António Domingues, assessorado pelo Centeno em funções de public relations. Escusam de cacarejar que o que está em causa é a nacionalização da Caixa, porque não é, que o que se pretende é fragilizá-la, o que é mentira, e de esgrimir outras patacoadas próprias da comunagem PC/BE e dos seus fiéis seguidores do PS.

A Caixa está a funcionar e, cumprido que seja o que foi planeado por Domingues, até é capaz de se vir a safar.

O que está em causa é o interminável chorrilho de mentiras, disfarces e gatos escondidos, as tergiversações e manobras de propaganda que são a base moral da política da geringonça. Não vale a pena, sequer, aduzir factos ou novidades. Toda a gente já percebeu a floresta de enganos e de mentiras em que fomos metidos. Toda a gente já percebeu onde está a verdade. Não é preciso conhecer mais documentos, emails, SMS, escutas, o que quiserem. A verdade está aí toda, escarrapachada na cara de toda a gente. Ou acham que somos parvos?

O que importa agora é saber quem são os culpados, todos os culpados, e que consequências devem ser tiradas do acontecido.

Antes de mais, digamos que o infeliz Centeno é o menos culpado. Na primeira linha está o Costa, que tudo sabia, tudo aprovou, tudo manipulou, que soube, apoiou ou motivou tudo o que o Centeno fez, que foi o primeiro a anunciar, com trombones e charamelas, a gestão privada da CGD, que legislou a tal respeito, que manipulou as datas da publicação para apanhar a malta pelas costas, que deu o dito por não dito, que cobriu tudo: ao nível do governo, é o principal culpado. Ele, que é todo jeitoso, não o desajeitado do Centeno.

Mas há mais, há outro ainda mais culpado e mais acima: o professor M. De Sousa, sito em Belém. Tudo aprovou, tudo protegeu, tudo promulgou, por tudo se atravessou, protegeu os envolvidos, chegou ao cume do cinismo quando disse que ou tudo estava escrito ou tudo não valia nada. Será o que se passa com a palavra dele?

Neste momento, sabe o IRRITADO - como Lobo Xavier publicamente e outros em privado - de ciência certa, que há mesmo coisas escritas que os geringonços, usando todos os métodos visíveis e invisíveis, andam a querer esconder da forma mais cobarde, mais desonesta e mais rasca que se possa imaginar. É vê-los, ouvi-los, a espernar rebuscados encobrimentos e a fazer todo para que passe a tese da Catraina quando disse que o caso “estava encerrado”. Pudera! Se houver bronca, onde é que eles vão parar?

Tudo no mesmo barco. Veja-se o sibilino comunicado de ontem do professor M. De Sousa. Maravilha de cinismo, de disfarce  e de outras coisas de que não falarei, comentarei ou classificarei por uma questão de respeito pela República. Conheço de longa data os dotes do professor quando se trata de preparar caminho para sacudir a água do capote. Mas a do duche em que se meteu será difícil sacudir em tempo útil. E é bem feita.

O senhor Trump correu com um ministro porque foi apanhado a mentir. O senhor Costa, muito pior que o Trump, está nas encolhas. Compreende-se: é ele o que merece ser corrido!

 

15.2.17  

ERROS DE PERCEPÇÃO

Eis, finalmente, o esclarecimento de que todos precisávamos, a verdade por que ansiávamos, a solução do problema, a transparência insofismavelmente restaurada, a meritória confiança que os nossos chefes merecem. Hossana!

Não, meus amigos, não vos deixeis enredar mais nas teias da maledicência. Ontem, com a conferência do chamado ministro das finanças, tudo ficou ainda mais claro do que estava.

Senão, vejamos:

- O chamado primeiro-ministro jamais veio à televisão dizer que a gestão da CGD era privada.

- O chamado secretário de Estado das finanças nunca declarou que os gestores da CGD não estavam submetidos ao estatuto dos gestores públicos.

- O chamado ministro das finanças em tempo algum disse que tais gestores já tinham vigilância que chegasse, do BdP, do BCE e de não sei quem mais, não precisando do Tribunal Constitucional para nada.

- O professor M. De Sousa nem por sombras apoiou a fantástica e tão transparente posição dos senhores acima referidos.

Se você interpretou as declarações de tantos e tão credíveis personalidades de outra forma, então cometeu erros de percepção, uns em cima dos outros. Você estava errado, deve reconhecê-lo, olhar para o espelho e penitenciar-se.

Aliás, quando aquelas estimáveis criaturas vieram dizer o contrário, não estavam a dizer o contrário do que tinham dito antes, nem a contradizer-se, nem a meter os pés pelas mãos. Estavam, meu caro, a esclarecê-lo, a instá-lo a perceber a verdade, a levá-lo a não cometer erros de percepção. Você é que resolveu insistir em tais erros, você é que não presta, é mal intencionado, insistiu e persistiu. Olhe para o espelho. Não persista mais, não insista mais, penitencie-se, peça desculpa, volte ao bom caminho.

Olhe a clareza com que o nosso chamado ministro se referiu, ontem, ao assunto, a humildade, a verdade cristalina das suas palavras. Sim, disse ele cinco vezes, os gestores da CGD estavam dispensados das obrigações dos gestores públicos. Não se lhes aplicava o respectivo estatuto. Mas, no que respeita à “declaração de rendimentos”*, onde estava escrito que estavam fora do sistema? Não estava! Aliás, o professor M. De Sousa já tinha dito o mesmo: ou estava preto no branco, devidamente assinado, ou não existia. O professor M. de Sousa foi claro, o chamado primeiro-ministro também, ainda que, certamente para outros efeitos. Dizia ele que “palavra dada é palavra honrada”, mas isso era antigamente, como é de ver, e compreender, a não ser que se continue nos braços dos erros de percepção de que falava, e bem, o chamado ministro.

Meu amigo, não seja vaidoso, impertinente, maldoso, respeite a verdade, deixe-se de erros de percepção, penitencie-se. Quem o avisa seu amigo é. É o caso do IRRITADO.

 

14.2.17

 

*Muito se fala em declaração de rendimentos. Aldrabice. Declaração de rendimentos todos fazemos, todos os anos, estão nas finanças, nada têm a ver com o Tribunal Constitucional. No caso, trata-se-ia de declaração de património.

INJUSTIÇAS DE JARRETA

Aos doze anos, um tio levou-me a beber uma imperial, o que foi uma honra, uma experiência pouco agradável e um salto para uma nova idade. Aos quatorze, o meu pai ensinou-me a beber vinho, falou-me das qualidades do produto e dos perigos que representava. Anos depois, habituei-me a beber vinho às refeições. Aprendi mais com aquelas lições do que hoje se aprende com a publicidade que diz “beba com moderação”, um incentivo para experimentar o contrário. Daí que se chegue aos dezoito anos sem nenhuma defesa e se caia no exagero alcoólico com grande facilidade. Não digo que “antigamente é que era bom”, nem que não tenha apanhado os meu pifos, mas acho que havia uma “educação alcoólica” que se perdeu. A grande diferença é que, em tempos idos, o pifo acontecia, não era o objectivo final. Agora, os jovens não vão “dar uma volta”, vão “sair”, sendo que sair é ir, depois da meia noite, a sítios pouco recomendáveis, ruidosos e nada seguros, e deixar-se ficar por lá até já não se ter nas canetas. O objectivo da saída é o enfrascamento obrigatório. Um “avanço” civilizacional, europeizante, coisa de suecos e quejandos.

Faz-se estudos, estatísticas, pareceres, teorias, "ciência definitiva”, sobre tudo e mais alguma coisa, a influência do escaravelho da batata sobre os genes da drosófila melanogaster, dos rebuçados sobre o córtex cerebral da etnia Yazidi, coisas rebuscadas e altamente rendosas em termos de prémios e bolsas de estudo. Nada contra. O problema, as mais das vezes, são as certezas científico-sociais que daí se tira.

Os técnicos da bebedeira mostram-se muito preocupados com o facto, se é que é facto, de haver “dez mil jovens com dezoito anos que consomem álcool todos os dias”, sobretudo no Alentejo e no Algarve(!). Dez mil acho pouco. Então a rapaziada havia de almoçar um prego sem beber uma imperialzinha? E um copito de tinto ao jantar, proibido? Não é melhor isso que apanhar uma de besana caixão à cova todos os Sábados, bebendo trampas mais ou menos químicas nos outros dias?  

As conclusões dos estudos são inúmeras, tremendas, certeiras, avisadas e definitivas, cheias de gráficos e inquéritos.

Algo me diz que quanto mais tremendas mais bolsas de estudo. Injustiças de jarreta.

 

12.2.17

TRICAS

Parece que o PSD e o PS andam às turras por causa da nomeação de um membro para uma entidade mais ou menos mirífica, inútil e contraproducente, que se chama ERC e se propõe “regular” a comunicação social.

O problema é simples. A coisa tem cinco membros, três de um e partido, dois do outro. O PS, no seu habitual sentido de justiça e de equilíbrio, acha-se o maior partido, como se não fosse o segundo. Portanto, quer ser ele o dono de três, ficando o PSD com dois. Como toda a gente sabe que o PSD teve mais votos que o PS – ganhou e o PS perdeu – fácil seria resolver a questão. Mas como o PS tem a mania das grandezas – quando ganha acha que foi por pouco e, quando perde, acha-se o maior - ficou tudo embrulhado. É a lógica do socialismo que, mesmo “democrático”, se acha melhor e maior que os outros, mesmo quando é pior e mais pequeno.

Toda a gente sabe quem tem razão, mas há que aceitar que a razão e a verdade não fazem parte da filosofia da “palavra dada” desde a subida, politicamente ilegítima, ao poder, do costismo. Temos que viver com isto, e pronto.

No fundo, o IRRITADO está-se nas tintas para estas histórias. Prefere aconselhar uma solução, digamos salomónica. Como a tal ERC não presta nem serve para nada, o remédio será acabar com ela e passar os respectivos membros à disponibilidade. Assim, o Estado poupa uma pipa de massa, a canalha não dá pela falta e acabam-se as tricas.

É só pensar um bocadinho.

 

10.2.17

GOLadas

 

Já lá vão umas décadas, fui um dia almoçar com um amigo, alta figura do PS, ao Grémio Literário. Não sabia que tal almoço tinha um objectivo, para além de conversa normal entre dois tipos com opiniões políticas. Porém, a certa altura, o meu amigo confessou-me ser maçon de “elevado grau”, e resolveu convidar-me para entrar para a organização. Fiquei surpreeendido, monárquicos na Maçonaria era coisa que não me parecia lá muito natural, mas, enfim, por uma questão de delicadeza confessei-me honrado com o convite e perguntei o seu porquê, bem como o que precisava fazer se o aceitasse. O meu amigo fez-me os elogios da praxe, que justificariam a ideia, e disse-me que a primeira coisa a fazer seria ir a uma “sessão branca” no “templo” do Grande Oriente Lusitano. Perguntei o que era uma sessão branca. O meu amigo explicou-me que se tratava de um acto no qual eram admitidos “profanos” e em que os “altares” do “templo” estariam cobertos, a fim de evitar que “olhos profanos” os vissem. Fiz os possíveis por não desatar a rir e assenti, com uma condição: que me fossem enviados os estatutos da organização, a fim de me debruçar sobre as obrigações que contrairia e os direitos que me assistiriam uma vez filiado, bem como de ficar ao par dos princípios e dos objectivos sociais com que me comprometeria. Tal como esperava, tal condição era irrealizável, uma vez que corresponderia pôr um “profano” a par do teor de documentos reservados aos “irmãos”. Um alívio. Tinha conseguido recusar o convite sem ofender o convidante, e nunca mais pensei no assunto.

Veio-me esta história à cabeça ao ler, num jornal qualquer, uma notícia acerca de uma guerra intestina que se trava no GOL. É que há um candidato a “grão-mestre” que anda a fazer propaganda eleitoral sem que o “Grande Tribunal Maçónico” tenha aceitado a sua candidatura. Neste sentido o “Grande Secretário Geral” António Lopes (“José Relvas” para os “irmãos”) publicou uma “prancha” a dizer que nada de propagandas antes de tempo, já que isso vai contra a “ética maçónica”.  O prevaricador é um tipo que conheço da televisão, um tal José Adelino Maltez, talvez “Afonso Costa” em GOLês, perito em frases mais ou menos herméticas ou esotéricas, quem sabe se na mesma língua. Tal senhor terá cometido uma tremenda infracção à “ética maçónica” ao convidar uns “MQI” (meu querido irmão) para uma conferência , saudando todos com um doce “TAF” (tríplice abraço fraterno), interpretada pelo “José Relvas” como campanha eleitoral. Mas há pior: os “irmãos” temem que, dizendo-se Maltez liberal, a sua candidatura possa corresponder a uma incursão de liberais no seio da irmandade. A este respeito“Gomes Freire de Andrade” lançou o pânico nas hostes, com um grito de alarme. Não vá o jacobinismo ser infectado, julgo eu.

 

Há quem diga que estes tipos são perigosos. Não sei se são. Ridículos são, de certeza.

 

10.2.17

CAMBADA DE ALDRABÕES

O chamado primeiro ministro ribombou que jamais tinha acusado o governo de Passos Coelho de aumentar a dívida, sendo que a actual oposição não se coibe de o fazer, assim descredibilizando o país perante o estrangeiro, em atitude anti-ptriótica. Mentira: andam já na net os vídeos que o provam. O fulano é um aldrabão, fartou-se de dizer as cobras e lagartos que agora afirma nunca ter dito.

O chamado ministro das finanças, depois de ter falhado TODAS as previsões quanto ao “remédio” para o défice, vem gabar-se de o ter baixado mais que o governo de Passos Coelho. Mentira: da redução do défice a partir da desgraça socratista (PS), 92% foram conseguidos  por Passos Coelho/Gaspar/Maria Luís, 8% pelo por Costa/Centeno à custa sabe-se de que martingalas. Aldrabões.

Um tal Trigo diz que a geringonça anda a proteger “as pessoas”. As pessoas, via Estado esquerdoide,  estão a caminho da maior desgraça financeira e social da história, como não há quem não saiba. Todos os que o revelam, cá dentro e lá fora, na boca do Trigo e do Centeno, “erram”. Outro aldrabão, o Trigo. Mais: diz que sabe tudo sobre o caso Domingues/CGD, mas que não diz. Pudera!

O tal Centeno dança a conga para não confessar as promessas mentirosas que fez ao Domingues. Aldrabão. O tal Costa  garantiu publicamente que a administração de Domingues teria estatuto de gestão privada, depois desmentiu-se a si próprio, meteu os pés pelas mãos. Um aldrabão, desta vez com a prestimosa colaboração de Sua Excelência de Belém. Aldrabão ao quadrado.

Um tal Mourinho garantiu que o Domingues não tinha que apresentar declaração nenhuma ao TC. Era mentira. Aldrabão.

Os geringonços (PS/PC/BE) repenicam-se na negação de qualquer aprofundamento da comissão parlamentar sobre os desmandos da CGD no tempo da “gestão” socialista. A fuga à verdade é evidente, o que é timbre dos aldrabões.

Há mais, muito mais. É só procurar.

 

Se esta coisa funcionasse a sério, já estavam todos na rua, e nunca mais voltavam.

 

9.2.17

FITAS

Este deve ser o post mais ignorante da minha carreira de bloguista. É que vou falar de uma coisa de que não percebo nada: o cinema.

Desde há para aí uma semana, não há dia em que não veja, escrito e falado, que os profissionais do cinema nacional se preparam para, em Berlim, fazer um escarcéu dos diabos contra um decreto qualquer, um horror publicado pelo governo anterior, ora agravado por outro, ainda pior, dizem, da geringonça. Para além dos títulos dos jornais, nunca li nada sobre o assunto. Hoje, porém, resolvi passar os olhos sobre umas coisas.

É assim: uma “Associação dos Produtores de Cinema Independente”, que parece agrupar uma data de outras, onze ao todo, acha que está a ser prejudicada pelo tal decreto, o qual, dizem os interessados, não distribui dinheiros do Estado em quantidades suficientes, ou com os critérios que acham justos. A observação que ocorre é esta: são produtores independentes que dependem, isto é, vivem dos dinheiros que o orçamento põe à sua preclara disposição.

Segundo parece, tais produtores apresentam uma série de trabalhos num concurso em Berlim, os quais são anunciados pelos próprios como sendo de altíssima qualidade. Deve faltar-lhes o público, porque, se o tivessem, não precisavam do Estado para nada, vendiam bilhetes, tinham publicidade dos distribuidores, etc., isto é, seriam independentes. Como não são, o contribuinte que lhes pague.

A coisa é “julgada” por uma agremiação chamada Secção Especializada de Cinema e do Audiovisual, a qual pertence ao Conselho Nacional de Cultura, que pertencerá, julgo, ao respectivo Ministério. Acham os independentíssimos contestatários que quem devia tratar do assunto era o ICA, Instituto do Cinema e do Audiovisual, organismo do Ministério da Cultura.

Estão a ver a injustiça? Eu, que mais uma vez confesso ignorância, sou de parecer que alguém, muita gente, no meio disto tudo, anda a gozar com o pagode.

  

1.2.17

VERDADES, PÓS-VERDADES, INVERDADES E MENTIRAS

Segundo a OCDE, a economia cresceu menos em 2016 que em 2015, coisa que já toda a gente sabia, menos o chamado governo. E que continuará a crescer menos em 2017 e 2018, coisa de que já toda a gente desconfiava, menos o chamado governo. A mesma fonte diz que o investimento estagnou, estando 30% abaixo do que era em 2005, coisa que toda a gente já sentia, menos o chamado governo. Acrescenta a dita organização que o aumento do salário mínimo e a descida do IVA não criaram emprego de espécie nenhuma, coisa fácil de prever para toda a gente, menos para o chamado governo.

A isto respondeu a criatura das finanças que as instituições internacionais (v.g. a OCDE) andam muito enganadas, não só quanto ao futuro, mas até contra indiscutíveis dados do passado.

E a isto acrescentou Sua presidencial Excelência que, cito: “a trajectória económica está correcta”. E acrescentou que a troica não ligou nenhuma aos bancos. Deve querer dizer que a troica pôs "só" 12.000.000.00 à disposição da banca, verba que aguentou alguns bancos e deu milhões de lucro ao Estado.

Pois: na opinião de tão inteligente personalidade, quem se enganou em relação aos bancos, não foi o Constâncio, nem o PS, nem o BdP, nem o 44, não senhor, foi a troica que não percebeu nada. Sua presidencial Excelência acrescentou que, julga-se que por obra e graça da geringonça, a banca, agora, já está com uma saúde de ferro. Isto, tendo o cuidado de acrescentar o glorioso rol dos bancos que não preocupa ninguém.

Que mundo é este? Resposta: é o nosso. Cuidem-se.

 

7.2.17

UM PLUMITIVO DE ESTALO

 

O inacreditável tipo do lacinho, Nicolau Santos de seu nome, publicou mais uma diatribe, desta feita (talvez por conta do patrão) contra a Ongoing e o seu líder Vasconcelos. E lá veio a relação exaustiva dos malefícios da organização. Não percebo patavina de tal assunto, mas parece que, pelo menos em termos de resultados, o Nicolau tem razão.

O problema é outro. O homem traz à baila os casos da OPA da Sonae, da compra de TVI, dos problemas da PT, e aponta o dedo aos reponsáveis. Todos? Não! Na cabeça privilegiada do indivíduo, o Pinto de Sousa, dito Sócrates, nunca existiu! Coitadinho, não esteve em nenhuma, não tem raspas a ver com a OPA, nem com a TVI, nem com a PT, nada! Nem sequer é citado.

Que mundo é este? Cuidem-se.

 

7.2.17

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