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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

ALBERTO GONÇALVES, OU DOS FEITOS DO LÁPIS VERMELHO

 

Muita gente gosta de coisas vermelhas: o Benfica, o PC, e outros que as têm como emblemáticas, tal a Vodafone e a minha pasta dos dentes.

Na política, temos inúmeras linhas vermelhas, uma imagem de retórica normalmente tendente a ser esquecida ou recuperada segundo as conveniências: o Portas tinha umas, a absurda Catilina esgrime outras para inglês ver, e até o tipo do Sporting pratica tal desporto.

Por mor da geringonça, porém, temos o lápis vermelho, a lembrar os velhos tempos do outro, o azul, o dos coronéis da II República. Há exemplos disto um pouco por todo o lado, com serventuários praticantes aqui e ali, mas com tendência a proliferar, via saneamentos PRECo-saramagueses.

Ainda é permitido criticar o poder, desde que dentro dos limites da moral republicana e socialista. Mas, atenção, a coisa tem limites! Se for demasiado profunda ou, o que é pior, demasiado inteligente, alto e pára o baile!

É o caso de um tipo (há outros) criteriosamente escolhido, leia-se varrido pela bempensância “informativa”, ou seja, pelo gringoncial lápis vermelho. Trata-se do mais inteligente, do mais acutilante, do mais mordaz, do mais indispensável à moralização dos que, como o IRRITADO, não têm pelo chamado governo e seus adeptos uma especial consideração. Mesmo para alguns adeptos da coisa - os não estúpidos, se os houver - as crónicas de Alberto Gonçalves eram balsâmicas, pelo menos do ponto de vista do desafio e da profundidade.

Mas... Alberto Gonçalves passava das marcas e podia perturbar a serenidade das hostes. Daí que, à boa moda do Putin, tivesse que ser silenciado. Dados os nossos brandos costumes, mandá-lo matar seria mal aceite, a Europa não gostava: chega o saneamento. O “Diário de Notícias”, como o IRRITADO já teve ocasião de sublinhar, correu com ele. Agora, foi a revista “Sábado” (que, por indesmentível lógica, sai à 5ª feira) a dar-lhe com os pés, substituindo-o por coisa mais mansa.

A título de declaração de interesses, o autor do IRRITADO informa que comprava tal revista (que não interessa a ninguém com dois dedos de testa) exclusivamente para levar para casa o artigo do Alberto Gonçalves. Este fez duas semanas de férias (no que me diz respeito, duas semanas sem comprar o papelucho) e, quando elas acabaram, foi corrido, ou seja, foi submetido ao lápis vermelho do director da coisa, que não sei quem é mas que, como é evidente, está feito com o poder social/comunista. A poupança semanal assim obtida veio reforçar a poupança diária já em curso por alma de um DN menos mau mas igualmente ingressado na classe dos rinocerontes da fábula do Ionesco: o Baldaia, para provar que é “da malta”, escovou o Gonçalves.

Espera-se que, a todo o momento, o Tavares (o bom, ou bonzinho) seja também posto na rua pelos gerentes do “Público”. Já faltou mais.

 

6.4.17

PAÍS POSITIVO

 

Ninguém sabe ao certo o que é, o que vai ser, nem o que vai causar a fantástica “solução” que foi inventada para o antigo BES, actual NB. Há, porém, uma coisa que toda a gente sabe: é que vamos pagar o prejuízo, seja ele qual for. O que, diga-se em abono da verdade, é o que sempre acontece em casos deste tipo. Não há que estranhar, é a vida, desta feita acrescida das maravilhosas descobertas do Centeno.

Outra coisa que toda a gente sabe é qual seria, sob todos os pontos de vista, a pior de todas as soluções: a nacionalização do buraco. Só os aliados da geringonça a defendem, não por questões de racionalidade mas por convicções mais ou menos religiosas, como tal inultrapassáveis. A liberdade de asnear é sagrada.

Algo me diz que, não fora a negregada “Europa”, os costas e os marcelos da nossa feira das vaidades iriam como cordeirinhos atrás das esquerdoidas e do Jerónimo. Já ninguém sabe se o PS e o patriarca de Belém têm ideias próprias ou se se limitam a ir atrás dos sócios em tudo o que a tal Europa não perceber ou proibir.

De qualquer forma, o futuro é risonho, não é?

 

5.4.17  

O GRANDE PROBLEMA

 

Se você pensa que a “venda” do Novo Banco é a principal notícia destes tempos, está muito enganado. Há vários dias que somos bombardeados com a importantíssima questão de um árbitro da bola que levou uma chapadas em Canelas, sim, em Canelas, sabe onde isso é, sabe se existe? Por exemplo, ontem, o jornal “de referência” chamado Público dedica a este tema vital uma chamada de primeira página a vermelho, mais quatro páginas inteirinhas, sim, inteirinhas, pejadas de “informação”, de opiniões, o árbitro, o jogador, vários presidentes, juízes, legisladores, tudo minha gente a pensar e opinar sobre tão ingente matéria. Isto sem contar com um brilhante editorial sobre o mesmo tema, como não podia deixar de ser. No resto dos media, se não foi tanto assim, foi quase, ou mais. A Pátria em perigo tremeu de emoção, de repulsa, de preocupação com o presente e o futuro, de justa inquietude que causa a preservação da integridade física, moral, emocional e intelectual dos árbitros, com a morosidade da justiça, com o tremendo abalo que o crime de Canelas causa à estabilidade da Nação.

As bombas de Moscovo, o comboio de rodas ao ar, até a desgraça (essa sim, desgraça mesmo) da fábrica de foguetes, nem as bocas do Trump, nem Gibraltar, tudo coisas de somenos, isto para não referir outra vez o caso do Novo Banco ou as reiteradas aldrabices do chamado primeiro-ministro sobre o caso.

Árbitros e lambadas, eis a questão.

 

5.4.17

CASACAS

 

Em tempos que já lá vão, o IRRITADO chamava “Sólcrates” ao jornal “Sol”. Quando o Pinto de Sousa começou a ver descobertas as primeiras carecas (a engenharia, os tempos da Covilhã, etc.), o “Sol” adoptou a sua defesa com unhas e dentes. Depois, parece que acordou, ou percebeu e, em boa hora, virou a casaca. Agora, com a nora a trabalhar em grande, e ainda que não se dedique a cem por cento à propaganda da geringonça, desatou a marrar no PSD, e de que maneira! Mais um dos acagaçados, mais uma viragem de casaca, que é o que há por aí aos pontapés. A castanha vai rebentar-lhes na boca, como vai rebentar nos nossos bolsos. Para eles, não tem problema, viram a casaca outra vez, e pronto. Os nossos bolsos é que, depois de bem viradinhos, nem para o céguinho vão dar.

 

3.4.17   

APERTOS

 

Apertados pela geringonça, dois dos seus designados “inimigos” vieram dizer umas coisas suaves e até optimistas. Das duas, uma: ou não eram inimigos, só independentes que a geringonça queria calar (é o que por aí mais abunda), ou a tal independência levou-os a dizer umas coisas, como sempre avisadas, mas com o condão de não pôr de rastos a organização no poder.

Tanto a dona Teodora como o senhor Costa (Carlos) apareceram, mais ou menos de surpresa, a dar esperançosas pequeninas dicas sobre o nosso futuro próximo. É certo que, pelo meio e nas entrelinhas, deixaram alguns avisos num tom seráfico e condescendente mas sem pôr em causa as anteriores rabecadas.

Engraçado é verificar que, a partir daí, cessou tudo o que a geringoncial musa cantava: deixaram de ser bombo da diária festa dos Carambas, das Catilinas e dos demais trombones da situação, PC incluído. Como vêem, quem bem se porta passa a gajo porreiro, ou deixa de ser alvo de guerrilha.

 

3.4.17

DA GLÓRIA DA ESQUERDA

 

Um número crescente de filósofos, psicólogos, politólogos e de outros rebrilhantes intelectuais disponíveis começou a pronunciar-se “agradavelmente” sobre uma coisa que vem ocupando páginas e páginas na chamada “comunicação” social, “mídia” para ignorantes e subservientes, media, ou meios, para quem não faz parte de tal equipa.

Qual coisa? A mentira e seus parentes.

Há quem escreva, com justificatória alegria, que a mentira é “normal” na política e “característica” própria de políticos que se prezam. Pode ter várias graduações: a pura mentira, a meia verdade, a narrativa, a verdade alternativa e outras rebuscados conceitos usados para gozo e satisfação dos opinadores. As mais intelectuais justificações para tais práticas são avançadas em “análises” profundas, cheias de considerandos, citações, estudos, investigações, estatísticas, e do mais que ocorrer à moderna elite mediática.

Em segundo plano surgem alguns conceitos aceitáveis, que não se enquadram nos analisados, como os da confidencialidade, da reserva, da discrição e das matérias que as merecem. O mais difícil será estabelecer os limites de tais formas de proceder, a fim de as não confundir com mentiras e quejandas práticas. Mas isto pouco interessa à tal elite.

Um exemplo do que, não sendo mentira, nem meia verdade, nem verdade alternativa, sequer narrativa, é tão ou mais violento que a mentira pura e simples. Refiro-me às bandeiras em arco desfraldadas pela geringonça a propósito do défice.

Foi ele de 2,1%, ou coisa do género, correspondentes a 3.807 milhões de euros. Demos de barato o facto de tais milhões não terem sido objecto de informação pública por parte do chamado governo. O pior é o que segue: em 2016, a dívida agravou-se no módico montante de 9.590 milhões; destes, foram às contas os tais 3.807, ficando de fora 5.783 milhõezinhos; não se sabe onde foram parar, se às contas da mercearia, se abaixo do tapete, se enviadas ao cosmos nalgum foguetão, se metidas na “operação marquês”. De resto, a história não é nova: era um dos mais inteligentes e habituais procedimentos da “gestão” socialista de antes da troica, coisa que teve os maravilhosos resultados que toda a gente sabe e com que toda a gente sofreu.

Aqui temos uma mentira, inverdade, narrativa, ou outra coisa qualquer. À portuguesa, chamar-lhe-ei aldrabice, trafulhice, engano, sonegação de informação essencial para a formação da opinião póblica: o país a atolar-se em ainda mais dívidas, assim “revertendo” o caminho que vinha tomando em 2015. Ao mesmo tempo que o país se atola, o costismo, herdeiro agravado do socratismo, declara que estamos a caminho da glória. Só se for a glória das bancas dos casinos.

E a procissão vai no adro.

 

2.4.17

PREVISÕES

 

É sabido que, nas suas admiráveis certezas sobre o inevitável sucesso económico das políticas do PS, tinha o chamado ministro das finanças decretado que, só em 2017, a economia cresceria 3,7%. Mesmo com esta extraordinária promessa, o PS perdeu as eleições, o que, para quem tem algum amor à verdade, quis dizer que o eleitorado preferia as sensatas políticas propostas pelo PSD/CDS às patacoadas do Centeno. Mas a verdade não prevaleceu sobre as manigâncias burocráticas que criaram a geringonça.

Ano e meio depois, a mesma criatura declara, orgulhosa e confiante, que a economia vai crescer 1,8% em 2017, 1,8% em 2018 e 1,6% em 2019. A mesma criatura que se queixa de ser perseguida por este mundo e o outro, gente abominável, que faz mal as contas, que não sabe fazer previsões e que o mantém no lixo. Canalhas! Não, o homem não caiu em si, não se retratou, não confessa que se enganou, ele é o maior, os outros, sem excepção, é que são uns ignorantes e marcham todos com o pé trocado.

Com gente desta a mandar, temos um futuro brilhante.

 

31.3.17     

BURACOPIO

Corre por aí, com manifestações de alta alegria por parte dos proprietários do poder, que a Santa Casa se vai meter no "negócio" do Montepio.

É de pôr as mãos na cabeça e os cabelos em pé. Ninguém sabe ao certo qual será a profundidade do buraco, só se tendo a certeza de que é mais um banco mergulhado em créditos malucos e em manobras duvidosas. Também se sabe que, das funções da Santa Casa não faz parte a da banqueira, nem os bancos se enquadram nas pessoas a que ela é suposta acudir .

Sant'Ana nos valha!

Por mim, fico cheio de medo. É que já não sei se, uma vez realizado mais este sonho da geringonça, quando me sair o euromilhões a SCML ainda terá dinheiro para pagar.     

 

30.3.17

HUMOR NEGRO

Vai passado muito tempo, houve um político que, perguntado sobre o que achava de Sá Carneiro, respondeu: Ilustre advogado e aristocrata, nascido no Porto nos anos 30, e decapitado na Praça do Areeiro, em Lisboa, na década de 80.

Humor negro, mas com graça e realismo.

É o que se passa, hoje em dia, com o Cristiano Ronaldo. Não contentes com o monstruoso ridículo que é dar o nome do rapaz ao aeroporto do Funchal, as mais altas figuras da III República e da geringonça, Marcelo e Costa (faltou o Ferro), lado a lado com o saloio da Região (Albuquerque?), juntaram à coisa a veneração de um boneco, tipo loiça das Caldas mas em bronze, que é suposto retratar a cara do genial pontapeador depois de aparvalhado e decapitado.

Uma vergonha da "escultura" nacional, e mais uma da III República. Nem humor negro merece.

 

30.3.17  

INIMIGOS, PRECISA-SE!

 

Como é próprio de ditadores, o governo da geringonça, a braços com os buracos que vai abrindo (só não dão por ele os néscios, os distraídos e os clientes), dá-se agora ao trabalho de criar inimigos, como fazia o Estaline com os culaques, o Hitler com os judeus, o Fidel com os americanos, o Maduro com a oposição...

Éclaro que, dado o ambiente europeu dos nossos dias, não há hipótese de tratar os “inimigos” como o faziam os citados camaradas. Mas o espírito, a moral, a capacidade de engromilar o povo, é mais ou menos a mesma. O primeiro inimigo a criar foi o PSD e Passos Coelho. Costa, à falta de melhor e à boa maneira do Maduro, em vez de argumentos sérios e políticas não demagógicas nem ruinosas, dedicou-se a fazer oposição à oposição, valendo tudo e mais alguma coisa. Mas o tempo foi correndo e continuar a bater só nessa tecla começou a cansar. Daí, Costa, com o entusiástico aplauso dos repetidores do PC e do BE, resolveu, primeiro, utilizar os que estavam mais à mão: a “Europa”, o Schäubel, o BCE e quejandos, que têm em comum não ir na conversa da geringonça e continuar a “avisar”. Quando estes começaram a ficar gastos, havia que excitar as massas com mais inimigos internos. Daí, o Conselho de Finanças Públicas e o banco de Portugal, devidamente personalizados nos seus mais conhecidos representantes, dona Teodora e Carlos Costa, vítimas da mais desbragada e caluniosa campanha.

Agora, como sopa no mel, mesmo a calhar, vem o camarada Jeroen com a história dos copos e das gajas. Uma jogada de mestre. Primeiro, vira-se-lhe as declarações de pernas para o ar. A imprensa, a televisão, etc., agradecem e, servilmente, ecoam. Daí, desencadeia-se mais uma identificação de um poderoso inimigo. O camarada Santos Silva, de há anos encarregado da trauliteirice lá no partido, tece declarações absolutamente impróprias de um ministro (mais impróprias que as do Jeroen), dando gás à coisa. Vale tudo para distrair o pagode. Tudo!

Uma das muitas cerejas em cima deste bolo é o ascoroso tipo do lacinho, sito no "Expresso", alta figura da “informação”. Nas suas primárias palavras, o Jeroen passou a “moço de recados do Schäubel” e seu “cão de guarda”, “hominídio” e “primata”. Repete as palavras do homem de forma martelada e, portanto, falsa. Depois, vitupera a “histérica parvoíce da personagem”.  Diz que, qual Sócrates (esta é minha) aldrabou num curso qualquer. Que é uma figura “patética”. Acusa-o de não gostar da “solução governativa portuguesa” (alguém gosta, além dos seus actores?). O homem representa a “ala dura neoliberal” (esta tem barbas). Depois, mete-se com o BCE, que parece hesitar na aplicação de multas à geringonça.

O que são as metáforas, ordinárias mas certeiras, do Jeroen, se comparadas com a diatribe rasca do tipo do lacinho, servil, ultrapartidário, propagandista da tese dos “inimigos”, contribuinte de peso nas mistificações do governo? Não serão elogios, mas não há ninguém por essa Europa fora que não perceba as razões que lhe assistem. A geringonaça também percebe, mas prefere aldrabar.

 

27.3.17     

PLURALISMO DEMOCRÁTICO E VERDADES MEDIÁTICAS

Sexta Feira, 24 de Março de 2017, depois do jantar:

- SIC Notícias - Louçã, o grande, arcebispa trotzquices;

- TVI24 - Mariza (Le Pen) Matias, o pente penteado, larga uns clichés;

- RTP3 - O não sei quantos do BE larila doces lérias, em frente de concordante paspalho;

- SIC Notícias, Expresso da meia noite - Rangel (PSD) devidamente contrabalançado pela Marina (outra vez!), e por mais dois geringonços, do PC e do PS (3 a 1).

 

Em todos, e muitos outros, a máxima leninista a imperar: "2,1, o défice mais baixo em 48 anos". Uma mentira repetida acaba em verdade. Em 1989, o défice foi igual.

Por toda a parte, a mesma técnica. Por exemplo: o camarada Jeroen disse que andávamos a gastar em gajas e copos. Mentira. Mais uma virada verdade. O que o homem disse foi que, se ele próprio andasse a gastar dessa maneira, dificilmente podia pedir ajuda. E que o "sistema" de despesas malucas, se aplicado, mutatis mutandis, a empresas e Estados, teria o mesmo resultado.

E ainda dizem que é só o Trump que anda a fabricar aldrabices, pós-verdades e narrativas! Por cá, como se vê, está bem acompanhado.

 

25.3.17

 

 

 

QUALIDADE DE VIDA

 

Aqui há dias, estava um belo solinho, comprei o jornal e sentei-me numa esplanada da Avenida da República a beber uma bica. Por lá fiquei hora e meia, li os títulos, fiz as palavras cruzadas, e olhei à volta, ou melhor, à frente. A paisagem é dominada por duas formidáveis realizações da CM do senhor Me.dina, a via única para carros e a tão celebrada ciclovia, a tal que nos vai pôr à frente das “cidades sustentáveis” e dar “vida sã” aos lisboetas.

A via única (nos dois sentidos) é uma maravilha. Ali ao pé de mim, parou um táxi. Lá dentro, um senhor de idade, que deve ter tido um AVC ou coisa que o valha, abriu a porta, mas não foi capaz de a utilizar, isto é, não conseguiu sair. Solícito, saiu o motorista, deu a volta, veio ajudar o passageiro. Tirou a bengala cá para fora, puxou uma das pernas do senhor com todo o cuidado, depois a outra, pôs-lhe os pés no chão, puxou-o pelos braços e, uma vez cá fora devolveu-lhe a bengala e mandou-o em paz. Entretanto, lembrou-se que o velhinho ainda não tinha pago a corrida. Foi atrás dele. O senhor pediu desculpa e pagou com uma nota da cinquenta. Não tendo troco, o motorista foi ao café da minha esplanada com a nota. Após algumas reticências do patrão, lá lha trocaram. Deu o troco ao cliente, meteu-se no carro e... o problema é que, entretanto, havia mais uns trinta carros entupidos atrás dele, soavam buzinas, o cruzamento anterior estava engarrafado, os semáforos eram já inúteis, etc. O motorista do táxi resolveu responder a um tipo que o insultava, foi uma fita para os separar, obra de vários passantes. Tinha passado um quarto de hora, ou mais. Diverti-me imenso com a cena. Uma vez serenadas as coisas, o trânsito voltou a relativa normalidade. Até que... há um tipo que resolve estacionar. Não teria muito jeito para aquilo, nem a manobra é fácil, já a faixa parece ter sido concebida para a dificultar. Trânsito outra vez entupido, mais buzinas, mais nervos, seu azelha, vai tirar a carta, etc., isto em versão delicada. Passada mais esta cena, voltei a olhar pacificamente a avenida. Resolvi ocupar-me com a observação da ciclovia. Assim fiquei mais uma boa hora, desta vez a beber uma imperial para que os funcionários da esplanada não me chateassem. Contei então o número de ciclistas que passaram: um. Para não ficar à espera de outro mais uma hora, fui à minha vida.

No jornal que lia, tive a dita de me debruçar sobre o segundo deslizamento de terras dos últimos dias. Não sei quantos desalojados, casas em perigo, uma chatice, promessas da câmara, etc.

Dias depois, a ponte de Alcântara dava de si. Por acaso não caiu nenhum carro em cima do comboio, o que deve encher de orgulho o peito ilustre do senhor Me.dina. O mesmo no que respeita à cratera Avenida de Ceuta onde, também para dita do mesmo, ninguém se enfiou.

E pus-me a pensar. Quanto custou à CML estreitar a avenida de forma a dar cabo da vida às pessoas, e construir uma ciclovia do lá vai um, quem sabe se à imagem das auto-estradas do Sócrates e do Costa? Não sei quanto, mas foram uns milhões, ai foram foram. Se calhar, com umas centenas de milhar tinha-se fiscalizado e roforçado a ponte, tinha-se consolidado os taludes, tinha-se evitado a cratera, e ainda sobrava muito dinheiro para alguma coisa útil.

Se imaginarmos que, como apregoa a “informação”, o senhor Me.dina e seus rapazes poderão ficar no poleiro mais uns anos, bem podemos lamentar a nossa condição de alfacinhas.

 

24.3.17         

TAMBÉM QUERO!

Os bancos, como é sabido, pagam à malta juros de 1% brutos, ou menos. Se se quiser mais um bocadinho, dá cá a massa durante cinco anos, e porreiro pá, damos-te1,5% no primeiro ano e 4% no quinto! Brutos. Com "risco moderado". Fantástico. Se não é assim, é mais ou menos assim, ou pior.

Mas a CGD é muito mais generosa. Vai pagar mais de 10% aos obrigacionistas! Também quero, gaita! Mas não posso. Sou um privado, individual e, pior ainda, português!

Aqui temos a solidariedade socialista. Não a de que falava o holandês, mas uma mais fina, mais elaborada, mais sofisticada, a taxa do Centeno, desde ontem celebrada com foguetes pelo Costa & Cª, as esquerdoidas caladinhas, o PC a assobiar para o ar. Gloriosamente, dizem que até houve muita procura. Pudera!

Tudo bem, desde que a CGD continue pública, custando ao contribuinte 2.500.000.000, mais 50.000.000 por ano, mais o que está para vir. É a Caixa, coisa de todos nós, como eles tentam meter na cabeça do indígena.

Tudo bem, dizem eles, desde que não haja "privados", sobretudo portugueses, a ganhar algum com o assunto.

Querias!, dirá o Centeno.

Viva a esquerda!

 

24.3.17

RETRATAÇÃO

Ontem o IRRITADO atirou-se ao camarada socialista Dijsselbloem e, embora lhe tivesse adequadamente aceitado a metáfora, entrou na alcateia ululante de condenação da mesma, pela forma, que não pelo pela lição.

Hoje, retrata-se e pede desculpa. É que tomou por boas as transcrições por aí aprecidas das palavras do homem. As quais, para variar, eram manipuladas de acordo com os “valores” do politicamente correcto.

O homem disse o que segue:

O pacto na zona euro baseia-se na confiança. Com a crise do euro, os países do norte na zona euro mostraram a sua solidariedade para com os países em crise. Como social-democrata considero a solidariedade extremamente importante. Mas quem a exige, também tem obrigações. Não posso gastar todo o meu dinheiro em álcool e mulheres1 e continuar a pedir ajuda. Este princípio aplica-se a nível pessoal, local, nacional e, inclusivamente, europeu.”

Ora aí têm a verdade. Jeroen, quando fala de mulheres e vinho, refere-se a si mesmo, não aos outros. A estes ( países, estados, UE, etc.), aplica, com carradas de razão, o mesmo princípio. Mutatis mutandis, como é evidente. Quem somos nós, como Estado, para poder contrariar? Gastamos como gastámos (v. meu post anterior) e achamos que toda a gente deve estar, de bolsos abertos, à espera de prestar novas ajudas! A solidariedade é boa mas tem limites, diz homem. Deus queira que, quanto aos limites, não tenha razão. Já estivemos mais longe de precisar dela outra vez.

 

23.3.17

 

1 Com o correr da carruagem, não sei se o rapaz, se tivesse dito “álcool e homens”, teria tido tantas críticas. O politicamente tem razões que a razão desconhece...

VERDADES E BOCAS

 

Pois é. O rapaz Dijsselqualquercoisa resolveu desbroncar-se. Chateado com a tunda que levou, meteu a pata na poça, partiu a loiça e mandou bugiar a malta do Sul.

Se pensarmos bem, no que nos diz respeito o que ele quis dizer com a bojarda dos copos e das gajas foi: andaram a fazer auto-estradas do lá vai um, andaram a gastar milhões com aeroportos impossíveis e TGV’s malucos, andaram numa boa vai ela a dar milhões e milhões de créditos marados, andaram a sustentar carradas de pintosdesousa, andaram nas mais ruinosas negociatas, deram cabo dos tipos que quiseram endireitar o barco e, agora, sem mais reformas estruturais nem nada que se veja, com demagogia, números duvidosos e o buraco na calha, continuam a pensar que, quando lá caírem outra vez, cá estará a malta da massa para lhes acudir: não queriam mais nada?

Chamou-lhe copos e gajas, uma metáfora malcriada, safada, ordinária. Pois, é verdade sim senhor. Perdido por cem, perdido por mil: não se retratou nem pediu desculpa. Não tem nada a perder, vai à vidinha e boas festas.

Por cá, ficamos entretidos a dizer, com razão, mal das bocas do homem. Até achamos que, por trás delas, lá no fundo, ele não tem razão. Bonito.

 

22.3.17        

O QUE É LÓGICO

 

Pessoalmente, estou-me nas tintas para que a CGD feche balcões, abra balcões, junte balcões, ou faça o que lhe der na gana com os balcões. Há mais de vinte anos que nada tenho a ver com tal instituição. Quando as tive (não pessoalmente!), só me deram chatices. Relações com bancos públicos só como consequência da desgraça das nacionalizações e, mesmo assim, assaltado por patriótica tendência, passei a recorrer aos bancos estrangeiros que a ditadura comunista não tinha tocado.

Posto isto, é evidente que o fecho de balcões não tem influência prática na vida da generalidade dos indígenas. O dia a dia da vida bancária de cada um processa-se nas ATM’s ou na Net. Só é preciso ir ao balcão em ocasiões que nada têm a ver com o tal dia a dia, ou por causa de algum atrazado mental que ainda paga por cheque.

Contra o fecho de balcões ergueu-se um clamor dos diabos. Os partidos comunistas, que sabem muito bem o que fazem, desataram em tiradas demagógicas destinadas aos seus habituais alvos: os “trabalhadores”, as “pessoas”, o “interior”, a “proximidade”, etc., costumeiros chavões, tão inúteis como dirigidos à gente mais ignorante ou menos avisada. Passos Coelho atacou pelo lado certo: a incoerência, a incongruência da “gestão” Costa, da geringonça e dos seus compinchas: então tantas parangonas com a tal proximidade, e agora afastam os balcões das pessoas? O que é isto?

Lembremo-nos do fecho dos tribunais locais decretado pela ministra do PSD, da barulheira, das acusações, do esgrimir de hediondos crimes assacados à senhora e ao governo. Afinal, vem a chamada ministra da geringonça, reabre uns tribunais. Para além de dar umas prebendas aos empreiteiros, ainda ninguém viu a utilidade de tais reaberturas. Tribunais sem juízes, sem processos, sem funcionários, etc. Asneira!

Agora, é ao contrário. Como o governo legítimo não tinha mandado fechar balcões, reverter é fechá-los. No caso dos tribunais, era abri-los. Uma lógica irrefutável: nas reversões é que está o ganho!

Já agora, voltemos ao cerne da questão política. A geringonça não se tem cansado de proclamar que o governo legítimo - depois de ter injectado mil e não sei quantos milhões no capital da CGD para colmatar necessidades provenientes dos dourados tempos do Pinto de Sousa (PS!) - andou a “empurrar o problema com a barriga”. E, no entanto, passado, com este chamado governo, muito mais tempo do que o PSD levou a acorrer aos problemas da CGD quando eles vieram à tona, ainda não entrou um cêntimo na Caixa, só entraram trapalhices, aldrabices, soncices, trambiqueirices e outras ices que toda a gente conhece. Dinheiro do Estado, nem pinga.

O que se sabe é que, primeiro, a organização anda de mão estendida à caridade internacional, e que, segundo, o dinheiro que, eventualmente, o Estado lá meter será devidamente desorçamentado, vindo a ser pago, segundo o chamado governo, por ninguém! Por outras palavras, será pago por quem vier fechar a porta, leia-se, pelo indigenato. Como é lógico e inevitável.

Pior não é possível.  

 

21.3.17

FORA COM OS MAUZÕES

 

- Juros da dívida a dez anos:

No fim do Governo Passos Coelho: 2.305%

Diferença para a Alemanha: 1.845%

Hoje, com Costa: 4.295%

Diferença para a Alemanha: 3.849%

- Crescimento do PIB:

Em 2015, com Passos Coelho: 1.6%

Em 2016, com Costa: 1.4%

- Crescimento do consumo interno:

Em 2015, com Passos Coelho: 2.6%

Em 2016, com Costa: 2.3%

- Consumo público:

Em 2015, com Passos Coelho: + 0.8%

Em 2016, com Costa: +0.8%

- Investimento público:

Em 2015, com Passos Coelho: +4.5

Em 2016, com Costa: -0.3%

- Procura interna:

Em 2015, com Passos Coelho: +2.5%

Em 2016, com Costa: +1.5%

- Exportações:

Em 2015, com Passos Coelho: +6.1%

Em 2016, com Costa: +4.4%

- Dívida pública em 2016: +7.000.000.000

- Défice orçamental: 4.200.000.000

- Desorçamentação em 2016: cerca de 2.800.000.000*

 

Conclusão: Centeno, conhecido como ministro das finanças, tem toda a razão quando diz que os mercados são uns mauzões, as agências de rating também, o Jeroen nem se fala, o Schäuble é um Belzebu, a dona Teodora é uma traidora, os tipos do BdP umas bestas, todos se enganam, só dizem disparates e deviam ir todos para casa em vez de andar a largar postas de pescada sobre os extraordinários feitos da geringonça.

 

20.3.17

 

*Dados INE, citados por João Duque

MORALIDADES

 

Há, na Madeira, uma organização a que se dá o nome de “zona franca”. Tal zona não tem funções financeiras, só administrativas: não aceita depósitos, não tem, nem é, um banco. Chamem-lhe offshore, se quiserem, mas não se enquadra no tão odiado conceito de tais estruturas.

Dá emprego a umas centenas de madeirenses e representa nada menos que 20% das receitas fiscais da Região que, como é sabido se debate com as dificuldades do costume.

Patrioticamente, anda para aí a Bloca - falocraticamente conhecida por Bloco - aos gritos, que é preciso acabar com a Zona, que é tudo banditagem, fraude fiscal, etc. e tal.

É evidente que as esquerdoidas não têm qualquer solução, nem para dar emprego aos que vivem daquilo, nem para arranjar os milhões que integram os 20% da receita.

Não importa. Que se lixem os empregos e os 20%. Esta “justa luta” excita a inveja, alimenta o ódio, põe as pessoas umas contra as outras, faz um frisson dos diabos. Vale a pena!

 

19.3.17

POPULISMO

 

Muito se fala por aí de populismo. Tece-se, sobre o assunto, as mais rebuscadas teorias, opiniões e patacoadas.

Vou entrar nisso. O que é o populismo? Fácil: é identificar ou inventar problemas, arranjar uns culpados, e dizer que se tem ideias e soluções miraculosas para resolver uns e acabar com os outros, soluções simples que entrem na cabeça dos menos avisados de forma imediata e convincente.

A generalidade dos teóricos identifica o populismo com certas correntes políticas de direita radical. Nesta ordem de ideias, não há populismo em Portugal. Nada mais errado. Há por cá populismo com fartura. Só que, ao contrário do que se passa em França ou na Holanda, por exemplo, o nosso não é de direita, ainda menos radical, coisa que por cá não existe. No entanto, clama-se contra qualquer meia dúzia de tipos que representam coisa nenhuma, como se de horrendo e perigosíssimo populismo se tratasse. O “raciocínio” é simples: atirando o exclusivo do populismo para as costas de ínfimas franjas de direita, disfarça-se o verdadeiro populismo que por aí viçosamente campeia, e é de esquerda. O “Podemos” espanhol, por exemplo, não é populista, nem pensar!

 

- O populismo do PC, com base em ódios, frustrações e teorias, consiste em convencer “os trabalhadores e o povo” de que se tem soluções capazes de pôr a maralha a viver maravilhosamente. São conhecidos os resultados da aplicação de tais ideias, na Rússia, em Cuba, na Venezuela, etc.: miséria generalizada, ausência de liberdades públicas, direitos humanos no caixote do lixo, etc..

- O BE é mais ou menos a mesma coisa, com ingredientes afins: nacionalismo feroz, soberanismo, luta contra a democracia liberal, soluções ruinosas, demagogia a rodos. O mesmo caminho para a miséria, ora mascarado de “direitos”, sobretudo da cintura para baixo.

- Em matéria de populismo, o PS é mais eficaz que os outros. A propaganda infrene, o uso trafulha de tudo quanto é número, a perseguição e o insulto dedicados a quem não concorda, a manipulação desenfreada da informação, os saneamentos, as reversões, tudo serve para mascarar, ou aprofundar, o “caminho”.

- A cereja em cima do bolo do nacional-populismo reside em Belém. Uma cereja popular, popularucha, a proteger com mais populismo o populismo dos outros. É a função primeira do chefe da III República.

 

Populismo em Portugal? Que ideia!

 

19.3.17      

TÚLIPA NEGRA

 

Os barões da tribo do poder estão felicíssimos com o resultado das eleições holandesas. Não, não é o que estão para aí a pensar, não se trata da relativa derrota do Wilders. Foi bom, mas houve melhor: a derrocada eleitoral do camarada socialista dos caracolinhos, o odiado Jeroen Disselbloem (não sei se é assim que se escreve). Sim, dizem eles, o chefe holandês dos camaradas da Internacional Socialista levou uma tunda. Bem feita, bem feita, bem feita, nhá nhá nhá nhá nhá.

O que fez com que se apagasse a indefectível camaradagem da mãozinha marota, da rosa, da “aliança progressista”, substituindo-a por tão súbito ódio? O PS explica: nada menos que a austeridade que o homem, lado a lado com o tenebroso Schäuble, aplicou a Portugal, a política do TINA. O desviado camarada não percebeu que a poderosíssima influência da geringonça havia de pôr os holandeses contra ele. Não pecebeu, lixou-se. Eis a importância europeia, para não dizer universal, da nossa tão bela “solução” de governo! O homem "estava feito com a direita”, o PS puxou os cordelinhos, e pronto.

Além disso, o homem é um nabo. Não percebeu que, para ser governo, não é preciso ganhar eleições nenhumas, o que é preciso é ser um Jeroen da Costa, um tipo inteligente, honesto, íntegro, como demonstra a tradição, tão exemplarmente representada no PS português por homens da craveira de um Pinto de Sousa. Se Costa fosse holandês outro galo cantaria. Além de mau, o Jeroen é parvo. Tem o que merece.    

Ainda bem que ainda temos por cá pensadores desta qualidade.

 

18.3.17

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