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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

CRENDICES

Acabo de ler um esclarecedor artigo de uma notável colunista, Teresa de Sousa de seu nome, conhecida por, muitas vezes, escrever umas coisas com pés e cabeça.

Desta vez, porém, a sua conhecida militância ultrapassou o bom senso e a capacidade de análise.

Basicamente, a senhora vem dizer que o chamado governo está no seu pleníssimo direito de fazer as contas que lhe apetecer, desde que de acordo com as promessas eleitorais do chamado primeiro-ministro e com os compromissos do pacto do front populaire. É claro, reconhece, tais promessas e tais compromissos vão ao arrepio da vontade e das normas daquilo a que soe chamar-se Europa, bem como da opinião generalizada de todas as vozes competentes e autorizadas cá do rectângulo.

As vozes internas não interessam à articulista. Quanto às “europeias”, há que fazer exigências, há que dobrá-las, há que fazê-las mudar de opinião, isto é, pô-las a acreditar que o amadorismo primário do senhor Centeno e as tiradas balofas do senhor Costa têm as mais salvíficas propriedades. Então, o Rajoy não tem obtido coisas e loisas? E o Renzi não tem feito o mesmo? O Hollande, a Merkel, não têm ultrapassado as metas? O Costa é menos que eles?

A resposta deveria ser: não é menos que eles, a nossa situação é que não é a mesma, e será muito pior se se continuar no caminho que o “tempo novo” já, claramente abriu.

Dois exemplos, entre muitos:

Haverá alguma hipótese de convencer seja quem for, seja em Bruxelas seja na Reboleira, que o aumento brutal e repentino da despesa pública vai gerar o progresso da economia? E que tal progresso se cifrará em quatro vezes o investido, como consta dos “cálculos” do Centeno?

Haverá alguma hipótese de convencer seja quem for, seja em Bruxelas seja na Reboleira, que a “reversão” dos contratos assinados pelo Estado vai fomentar o investimento?

É de pensar que a ilustre senhora está no comprimento de onda da Câmara de Lisboa, que diz que passar a velocidade na II Circular da 80 para 60 quilómetros à hora vai fazer o trânsito escoar-se mais depressa.

Cada um acredita no que quer, não é? Mas não é por muito acreditar que o preto passa a branco ou vice-versa.

 

31.1.16

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