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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

DO FISCO DO COSTA*

Aqui há tempos, houve um volte-face no PS. O respectivo líder foi substituído por outro, porque as vitórias eleitorais (autárquicas e europeias) que tinha conseguido não eram suficientes para a “sede” do que lhe queria sacar o cargo.

A seguir, a murídea organização resolveu fazer eleições ditas “abertas” para nomear um candidato a PM. O novo líder foi eleito “candidato a PM”.

Depois, andou por aí a fazer a sua propaganda. Arranjou uns números completamente lunáticos, mas que, de acordo com os pressupostos metidos no computador por uns mágicos, tinham alguma lógica. Números que o tal líder não percebeu, como ficou demonstrado em diversas ocasiões. Não faz mal, ele estava encarregado de parlapatar politiquices, não de saber dos seus próprios números, na boa tradição soarista.

Finalmente, o ilustre candidato a PM (na óptica do PS) perdeu as eleições. A mais elementar honestidade política levaria a que pudesse vir a querer a ser tudo, menos PM. Mas quem o considerava pouco sério, viu a sua opinião confirmada pelos factos. O homem quer mesmo ser PM, primeiro à custa da própria face, se é que a tem, segundo à custa do PS que ficará permantemente ligado à aldrabice do chefe e sofrerá com isso, terceiro à custa do regime que, apesar das tentativas de subversão levadas a cabo por vários socialistas, se tem, melhor ou pior, aguentado, quarto e mais grave ainda, à custa de todos nós.

O que a aliança do PS com a extrema esquerda quer dizer – alguém duvida? – é que o indivíduo tudo é capaz de sacrificar tudo, até os seus, para alcançar um lugar que, politica, moral e eleitoralmente, não é dele. Deve ser mais um caso de moral republicana.

Posto isto, que já está mais que dito, por estas e outras palavras, valerá a pena referir um detalhe. Um grande detalhe.

O fulano que defenestrou o seu antecessor era, à altura, presidente da CML. Abandonou-a quando tinha jurado lá ficar até ao fim do mandato. Demos isso de barato. A sua gestão na CML foi brandida meses a fio, como exemplar. Que tinha endireitado as finanças, que pagava a horas, que baixava os impostos, que até devolvia impostos aos munícipes etc. . Como toda a gente sabe, as finanças foram endireitadas sobretudo com dinheiro do negregado governo da coligação. Enfim, que passe.

O que não passa, ou não diz a bota com a perdigota, é que a CML e o fulano se gabem de ter aumentado a receita fiscal em 30%. Como é que, baixando impostos e devolvendo impostos, se aumenta a receita fiscal? Procuremos explicar.

Por um lado, é certo que há grandes impostos (IMI e IMT, por exemplo) que são cobrados pelo governo e que o governo o tem feito com alta eficácia, não havendo nisso qualquer mérito da câmara, ou do indivíduo em apreço. Em vez de se gabar devia agradecer à dona Maria Luís. Por outro, e aqui é que está o busilis, ou a desonestidade ao quadrado: o artista acabou com a taxa dos esgotos, metendo-a na conta da água, depois criou outro imposto – a taxa da protecçao civil - para a substituir. Segundo os cálculos de um consumidor da classe média, o aumento da água, no fim de 2015, deverá situar-se em cerca de 250%. Some-se a isto o que aconteceu às taxas de saneamento, resíduos urbanos e adicional, e veja-se onde está a “boa gestão” e o “abaixamento de impostos” da CML. No mesmo cálculo - do consumidor da classe média – somadas as parcelas, estima-se o aumento da taxaria, de 2014 para 2015, em 223,4%! E há mais ainda:os aumentos das taxas de direitos de passagem (nas facturas de telecomunicações), as da ocupação do subsolo (nas facturas do gás) e as de bombeiros e protecção civil, (facturas do seguro do carro).

Este autêntico bandido político, que agora se quer apropriar do poder político e que é contra a austeridade do governo foi, afinal e ao seu nível, muito mais austeritário que Passos Coelho, um autêntico torcionário dos nossos já tão castigados rendimentos. Uma brutalidade de impostos, só que passados à sorrelfa em facturas diversas, com a agravante de, como ninguém pode ficar sem água, luz, gás, têm mesmo que ser pagas. A desonestidade ao quadrado.

Será que alguém, no seu perfeito juízo, pode ter alguma consideração por esta criatura?

 

* Os números utilizados foram calculados por Francisco Ferreira da Silva, subdirector do Jornal Económico.

 

16.10.15

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