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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

DO HORROR DOS DIAS

A coisa já começou a mexer. Dois juízes já tomaram decisões em conformidade, um a favor do 44/33, outro contra o Correio da Manhã.

Ontem, a TV do Estado brindou-nos, antes do jantar, com meia hora de Catarina Martins. Depois do jantar, com uma hora de Centeno.

O que virá a seguir, só Deus saberá. Mas lá que a tramóia está funcionar não há dúvida nenhuma. Quem ouviu a transmissão do debate do programa do governo legítimo, com certeza reparou que, quando os tipos da coligação estavam no seu melhor, eram interrompidos pelas “informações comentatórias” das harpias televisivas de serviço na AR. O mais importante de todos os discursos ali proferidos – o do Luís Montenegro - foi rapidamente metido no caixote do lixo das televisões e dos jornais, o que quer dizer que já andam todos a tirar os cavalos da chuva, borradinhos de medo. Até os compreendo. Em matéria de liberdade de informação vamos ficar pior do que no tempo do 44/33, pai espiritual desta gente.

*

O Féfé (outrora fiel membro da chamada bufa) já teve ocasião de demonstrar à saciedade que não passa de um carroceiro, coisa que já se sabia mas vale a pena lembrar. Toma partido na conferência de líderes, não para o habitual voto de desempate, mas para “mostrar que manda”, ou que quem manda é o partido. E manda mais, manda calar quem diz o que lhe não agrada, não lhe bastando os dislates que vomitou no discurso de posse, sem dúvida o discurso mais ordinário de um presidente do Parlamento desde que há Parlamento em Portugal, ou seja, desde há quase duzentos anos. Um record absoluto, uma estreia promissora, isto é, ameaçadora.

*

O ódio profundo que esta gente tem à Liberdade começa a ser manifestar-se. A Catarina vociferava ontem contra as pessoas que fazem seguros de saúde, como se as pessoas não fossem livres de fazer seguros de saúde. Uma fulana que passa a vida a falar de “pessoas”, acha que a saúde, se for privada, é doença, e que as pessoas só têm o direito de depender do Estado, e mais nada. Ou seja, as pessoas que usam a liberdade para, com o pouco do que é seu e o Estado ainda não levou, comprar seguros ao mesmo tempo que pagam com língua de palmo as maravilhas do SNS, não são “pessoas”. Tem razão, a palavra pessoas, na filosofia da mulher, ou é nome de quem tem a “liberdade” de estar ao serviço do Estado, ou não é de gente. São “pessoas”.

E ai de quem recorrer a IPSS’s. Esses são adeptos do tenebroso assistencialismo, quer dizer, um aparelho de gesso colocado na Misericórdia de Viana do Castelo é muito pior que o mesmo aparelho colocado numa loja do Estado. As pessoas que se tratam fora do Estado estão a ceder, ou ao “capitalismo” ou ao “assistencialismo”. Não têm esse direito! Essa liberdade não existe, ou não devia existir. E o Estado, se pagar serviços prestados por IPSS’s, está, criminosamente, a “negociar” com a saúde de cada “pessoa”. Para que se seja “pessoa” merecedora de cuidados, tanto faz que seja multimilionário como indigente. Todos, de borla, têm o direito à saúde que o Estado oferece depois de sacar a cada um o que quiser. É a igualdade, é a liberdade, no subido conceito da mulher e da filosofia troglodita que a anima. Em todos os regimes, sem excepção, onde impera a filosofia da fulana, as “pessoas”, à excepção das que integram a “autoridade”, quer dizer, o partido, são igualmente famintas e igualmante doentes. Mas o Estado, esse, é intocável. Tal é a “liberdade” que Catarina deseja para todos nós: direitinhos, contribuintes líquidos, servos do Estado. É o que está em preparação.

*

Sabem o que fiz no dia 27 de abril de 1974? Fui ao mangas de alpaca dos ordenados e dei-lhe instruções para deixar de pagar o 1% do meu salário para o sindicato obrigatório. Achava-me livre. Nunca mais, ao longo de mais e quarenta anos, deixei que fosse quem fosse me integrasse num contrato colectivo, assinado por tipos que jamais me representaram e a quem jamais entreguei a gestão da minha vida. Ou seja, vendi o meu trabalho como pessoa, não como “pessoa”, que é o que a república das catarinas quer que eu seja, com o nobre objectico de sobre mim erguer o seu maldito Estado.

Como é possível que haja sindicatos que obrigam pessoas a aceitar contratos que não assinaram nem para tal deram procuração fosse a quam fosse? Eu explico: não são pessoas, são “pessoas” sem liberdade nem poder, porque tal lhes foi usurpado pelas catarinas deste mundo.

*

Mal ficaria se não dissesse umas coisas sobre o inacreditável Centeno. O obscuro burocrata do BdP, subitamente alcandorado a guru do Rato e, se o diabo quiser, futuro ministro das finaças do socialismo nacional, veio, com o sorriso alarve que o caracteriza, macaquear as suas “soluções” na TV do Estado. Horribile visu! Se resumirmos a substância da sua “solução” em meia dúzia de palavras, teremos o seguinte : mais dinheiro (já!), mais consumo; mais consumo, mais produção; mais produção, mais emprego; mais emprego, mais felicidade. Um monumental buraco nas contas do Estado? Com certeza, mas o buraco é pago pelas empresas, via impostos, pelas “pessoas”, via contribuições para a Segurança Social, pela classe média, que é onde está o dinheiro, pelo IRS cheio de escalões e escalõezinhos, pois então, não são pessoas, são “pessoas” a quem compete tapar os buracos que o socialismo vai, uma vez mais, abrir. Tudo isto acrescido do fim da “precarieadade”, que a malta, quando tiver empregos vitalícios, vai trabalhar mais e melhor, como se está mesmo a ver.

Se estes raciocínios fossem só fruto de ignorância, podia haver para eles algum perdão. Mas não são. Trata-se de puras formas de domínio da sociedade civil, para a fazer vir a aceitar o poder absoluto de uma clique de degenerados.

*

Há muitos anos, a minha Mãe, com quase noventa anos, chegou a casa e declarou que ia votar no Dr. Mário Soares. Porquê?, foi a pergunta. Porque me disseram na paróquia que ele se converteu ao catolicismo!, foi a resposta. A propaganda tem destas cioisas. O dolicocéfalo Centeno fez constar que era “liberal”. Terá ganho votos com isso. O Fidel também fez constar que era democrata...

 

12.11.15

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