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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

FANTÁSTICO!

Andava a malta entretida com as aldrabices do trio Marcelo(chairman)/Costa (CEO)/Centeno (bobo de serviço), eis senão quando, fazendo jus à sua fama de órgão oficioso da geringonça, o Jornal do senhor Belmiro, repuxa para a primeira página o trombone de uma falha burocrática destinada a desviar as atenções. Nada menos que, dizem, não se sabe bem a partir de que fonte, de 10.000.000.000 de euros legalmente transferidos para offshores.

Vai daí, trafulhamente, a dona Catarina, espernéfica meia leca parlamentar, declara que os tais milhões foram roubados ao Estado e que serviram para a geringonça distribuir pelo povo em mais um maná de gigantescas proporções. Como não podia deixar de ser, por culpa do governo Passos Coelho. Estava em curso mais uma monumental aldrabice, generosamente posta à disposição da demagogia do poder pelo jornal de “referência”(?!) chamado Público.

Passos Coelho, em má hora (isto da honestidade está fora de moda), apressou-se a dizer  que deviam ser feitas investigações para saber o que se tinha passado e tirar daí todas as consequências, coisa que o chamado primeiro-ministro e a sua cáfila, gratos ao jornal e à tal Catarina, não só não quiseram perceber como trataram de proferir a tal respeito saraivadas de ordinarices, vilezas e trampolinices oratórias a que, diga-se a verdade, já devíamos estar habituados: trata-se de “implementar” o único projecto digno desse nome que os anima – fazer oposição à oposição. São eles quem vive no passado, já que, em matéria de futuro, nenhuma história têm para contar.

Punhamos as coisas no seu sítio. Para bem ou para mal, as offshores existem e, de há muito para cá, são legalmente autorizadas, fiscalizadas, controladas, espiolhadas por todos os fiscos, todos os governos, todas as instâncias, todos os moralistas e todos os “jornalistas de investigação” deste mundo. Os milhões foram expatridos porquê e para quê? Ninguém se preocupa com isso.

O único facto relevante é que foram aprovadas pelas autoridades competentes. Preocupação é, aceite-se, saber porque é que o fisco, sabendo, caso a caso, de todas as transferências, seus titulares e seus objectivos e justificações atempadamente comunicadas, não investigou, nem publicou a respectiva lista. O resto é pura paranoia, ou patranhoia. Diga-se, à conta de desinteressante parêntessis, que a geringonça há mais de um ano que sabe da história, e não fez nada do que agora, pela mesma razão, acusa os outros. É de pensar que é uma questão de ética republicana, a fazer lembrar o caso da CGD, em que o governo legítimo (o anterior) é acusado das maiores omissões alegadamente incorridas durante uns meses. Mas a geringonça, que mais de um ano depois, ainda NADA de concreto fez sobre o assunto, para além de trapalhices, trapalhadas e mentiras, não tem culpa nenhuma!

Pois que se saiba porque não foi cumprido o despacho que obrigava à tal publicação e à passagem das transferência por um crivo suplementar por parte do fisco. Algo me diz que, uma vez vistas as coisas com olhos de ver, a montanha vai parir um rato. Veremos. Mas a governamental carroceirice, os enganos, as mentiras, os aproveitamentos das catarinas deste mundo, o populismo infrene, esses ninguém nos tira, são as inverdades instituídas no seu repugnante esplendor. Fantástico!

 

24.2.17  

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