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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

MOMENTO HISTÓRICO

Ontem à noite, várias e “autorizadas” altas figuras, leia-se figurões, ainda que já titubiantes – isto da idade nem aos malandros perdoa – declararam à Nação que este “é um momento histórico”. E acertaram. Almeida Santos, João Cravinho, Manuel Alegre, entre outros, por uma vez, acertaram!

É claro, não esclareceram a Nação sobre o que é um momento histórico. Convirá dar corpo à expressão, usando alguns exemplos. Já que estamos no São Martinho, digamos que momento histórico foi o do Armistício, ou o da chegada dos americanos à Lua, o da queda do muro, o 1º de Dezembro. A vitória eleitoral do nazismo, o Anschluss, a revolução de Outubro (em Novembro), a queda de Constantinopla ou Alcácer Quibir, também foram momentos históricos. Quem duvida?

Os “momentos históricos” tanto podem ser indiscutivelmente bons como horrivelmente maus. Razão pela qual as afirmações da velha macacagem do PS valem o que valem, ou seja, não valem um caracol.

Incensar o momento histórico em que o PC anuncia que vai dar cabo de um partido outrora tido por democrático (o PS) sem tomar compromisso outro que não seja apear um governo eleito e substituí-lo por um não eleito (é este, e mais nenhum, o “compromisso” do nacional-bolchevismo, aprovado sem votos, à cause des mouches, no comité central), será um momento histórico, sem dúvida o mais triste, o mais pernicioso, o mais grave momento histórico da história da III República. Elogiar o momento em que um bando de irresponsáveis e palavrosas raparigas, oriundas dos bas-fonds dos mais diversos comunismos, se propõem arruinar o país, talvez seja um momento histórico, mas de momentos históricos destes, raio, ninguém precisa.

*

O particular entendimento da democracia e dos seus caminhos ora posto em curso já está a produzir resultados:

diz-me o funcionário de um banco que as médias poupanças começaram a migrar para longes terras;

os grandes investidores da nossa praça - uns tesos em termos europeus - já disseram que, para investimento, nem mais um tostão nem mais uma responsabilidade, enquanto outros sugerem que o melhor será emigrar fiscalmente;

a única agência de rating que nos mantinha fora do lixo já avisou que vai “rever” a classificação;

o buraco da TAP, em vez de passar a mãos alheias, vai ficar por nossa conta;

os transportes públicos já têm garantida a continidade do sorvedouro de impostos que todos conhecemos;

o défice orçamental, com a garantia da “palavra” do Jerónimo, vai derrapar – e a culpa será, não de quem deu cabo das contas (o Costa), mas da coligação, que as fez mal feitas;

como dizia o Tripas, “a austeridade vai acabar”, sendo substituída por “outra política”(?), como se a austeridade fosse uma política, não uma necessidade; viu-se no que deu na Grécia, acabaremos por ver do mesmo cá no sítio.

É o que está na calha, sem apelo possível.

Alguns prognósticos:

os jornais e os jornalistas vão ser objecto (já há sinais disso) de perseguição;

vai haver Manuelas Mouras Guedes aos pontapés, ao belo estilo socrélfio;

a RTP vai voltar a ser trombone do governo;

acabados os exames e a avaliação de professores, o ensino vai recuar décadas;

acabadas as turmas de mais de vinte alunos, vamos meter mais uns milhares de funcionários, ditos professores, a quem será preciso pagar;

a “ciência” e a “cultura” (nunca houve tanta oferta cultural em Potugal como nos últimos anos) vão voltar a ser pasto, não de critérios de qualidade, mas das exigências dos penduras e das influências políticas;

quem tiver dois tostões passará a ter só um; os que nem um têm, passados uns curtos tempos de euforia, passarão a devê-lo.

Entretanto, a bolsa, no primeiro dia em que se teve a certeza que ia haver acordo - quatro acordos! - caíu 5%.

E assim por diante, até que, mais uma vez, assistamos a mais um dos “momentos hitóricos” em que a esquerda é especialista: a chegada, com fanfarra e charamelas, da doce e atenciosa troica ou de quem, generosamente, a substituir.

 

9.11.15

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