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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

NAS MALHAS DA BANCA PÚBLICA

 

O chefe Costa declarou de sua justiça que a CGD era pública e, tal III Reich, seria pública mil anos, pelo menos. Mas (nunca é verdade o que o chefe Costa diz), não é tão pública como isso, ou seja, é pública mas. No fundo, o chefe Costa é capaz de ter as suas dúvidas quanto à utilidade de ser pública ou não. Calcule-se, coitado, as voltas que dá às meninges para se auto-justificar, acabando por dar primado à ideologia em prejuízo do bom senso. É lá com ele. Seria  bom que olhasse para o espelho e visse o que qualquer cidadão verá: que é um saco cheio de ratos e de paleio, sendo paleio o mais importante.

Voltando ao tema, teremos que a filosofia triunfante acaba por ceder a alguma realidade, isto é, que tudo o que é público acaba em burocracia, ineficácia e/ou trafulhice, coisas que no privado também acontecem, mas não são generalizáveis. Assim, o homem deu voltas e reviravoltas e concluiu que, se queria livrar-se da desgraça da CGD, tinha que ir ao privado buscar um craque. Muito bem.

Mas a coisa está a correr pelo pior. Antes de mais, mal habituado, o craque começou por desatar a fazer convites sem título para tal nem conhecimento dos absurdos e não absurdos da lei. Mandados para casa os convidados e passados os trambolhões que se seguiram, havia, finalmente, um chefe da CGD que não tinha, diz-se, nada a ver com a política nem com os partidos, um tecnocrata puro e duro. O problema é que o homem ainda não tinha aquecido o lugar e já andava metido em polémicas, desmentidos e outras politiquices nos jornais. Não sabe onde se meteu. Ingénuo ou parvo, é escolher.

Mimosiou-se com um invejável salário, assim como aos executivos e aos não executivos. Não sei nem me interessa o que ganham os colegas do privado, à excepção de um caso que conheço de um não executivo bancário que ganha cerca de um sexto do vencimento dos novos da CGD. É obra.

Tudo bem, ou quase. Só que as coisas foram postas de pernas para o ar. O poder da geringonça tirou os limites aos vencimentos do craque e colocou-os nos prémios. Quer dizer que, indo a CGD para o buraco, o novo todo-poderoso ganha o dele; se a CGD for um sucesso, grande ou pequeno, os prémios estão plafonados, como se diz agora em galo-português.

O senhor também se enganou quanto ao poder imenso da inveja nacional. Ele, que não é gestor público, ainda que seja gestor público, ganha como privado mas tem que ser público: tem que se despir na praça pública, uma vez que, sendo público ainda que privado, terá que deitar cá para fora todos os seus tostões, propriedades, acções, os seus investimentos em gravatas, quantas casa de banho tem lá em casa, e outros elementos a que temos direito. Não sendo público mas sendo público, tem que se submeter ao que é tido por “transparência”, o que quer dizer que, segundo a nacional bempensância, é suspeito de tudo e mais alguma coisa e vítima da inversão do ónus da prova sob a doce vigilância do Tribunal Costitucional, da dona Catarina e de alcateias várias.

Nada de novo, ou quase. Só é pena que o PSD se dê ao trabalho de entrar na jogatana, alinhando com a dona Catarina e outros inquisidores da nossa praça.

 

26.10.16

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