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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

DE BOCA ABERTA

 

Há longos dias sem “produção”, o IRRITADO acordou hoje e entrou na sua matinal rotina. Lavou-se e vestiu-se (há pormenores que deixo no tinteiro), tomou o pequeno almoço, fumou um cigarro (crime!, disse o Silva do PAN) e viu umas notícias na net.

Ninguém tem nada com isto, nem a ninguém interessa, dirão. Carradas de razão. Aqui refiro estas matinais tarefas para que possam imaginar o que é ser esmagado pelas novas que estou a ler no computador e que perturbaram a minha suave manhã de Sábado. Como digo acima, fiquei de boca aberta.

Então não é que a pespineta da saúde vai ser cabeça de lista do PS (leia-se, da geringonça), e logo por Coimbra! Uma descoberta do Costa nas gavetas do esquerdismo, responsável pela imparável degradação dos serviços públicos de saúde, produtora dos mais inacreditáveis dislates, rigorosamante incompetente, cabeça de lista por Coimbra? Porquê? Haverá várias razões, por exemplo: a criatura agrada ao P.N. Santos, cabecilha da esquerdização do partido; é do sexo feminino, vai lá por quotas; põe em festa os boaventuras, os carvalhosdasilva e quejandos, que vivem da Universidade local; é capaz de dizer o que a mandarem dizer, que o branco é preto, que o preto é branco, desde que tenham uns fortes tons de vermelho à mistura.

 

Veio também à estampa a última criação da geringonça: o fisco vai saber tudo sobre as suas viagens aéreas. Não fica de boca aberta? Bom, punhamos as coisas no seu sítio: até agora, a PJ, a PSP, a GNR e o SEF já sabiam que você foi, em 23.4.16, a Madrid, ao Porto, a Vladivostoque, ao caneco a quatro. E sabiam em que voo, o seu nome, a sua morada, os seus contactos, a forma de pagamento que utilizou, o número do seu bilhete, em que fila se sentou, o seu cartão de identidade, o seu passaporte, o seu cartão de crédito, se foi em negócios ou em turismo...  Faltava o fisco. O fisco, agora, poderá vir perguntar-lhe onde foi buscar o dinheiro para o bilhete, como pagou o hotel, se levou a família, se alugou um carro, se foi ao teatro, tudo coisas caras e que podem sinalizar enriquecimento ilícito e fuga aos impostos. Você passa a ser, por natureza e definição, suspeito das maiores trambiqueirices. Se levantou uns tostões nas máquinas, para que os queria? Se comprou umas cuecas e um boneco, será pedófilo?

Nada disto é assim. São aleivosias do IRRITADO. Segundo as geringonciais autoridades, nada será como ele diz. Você, afinal, é só suspeito de terrorismo. Se comprar um frasco de bicarbonato de sódio, é capaz de andar a fabricar bombas. Você é capaz de tudo. Se gastou mais de 2.000 euros, mas tem uma modesta decalaração de IRS, onde os foi buscar? E se, tal Sócrates, foi jantar ao Fouquets, aí, meu caro, está feito ao bife.

Ponha-se a pau. Não viaje. Não saia de casa. Deixe-se estar muito quietinho, muito caladinho, e vá votar no PS.

 

20.7.19   

O PAÍS DAS MARAVILHAS

 

Vi e ouvi, em directo, no “Observador”, julgo que a maior parte da prestação do nosso chamado primeiro-ministro. Também ouvi o discurso, ou anti discurso, do Leitão Amaro. Depois, fartei-me. Curiosamente, os jornalistas da SIC, nos noticiários, referem-se largamente ao primeiro e ignoram olimpicamente o segundo. No que se refere ao PSD, limitam-se a citar, em três segundos, uma frase menos feliz (ou fora do contexto) do Negrão.

Para que fique registada, sem mais comentários, esta manifestação de independência informativa.  

*

Verdades do Costa:

“Crescimento maior que a média da UE”, disse o homem da “palavra honrada”. Não há quem não saiba que, em relação à concorrência, a geringonça nos pôs em 3º a contar do fim. Mas o homem, grandioso, importante, enorme, põe-nos lá em cima, ao nível da Alemanha, da França e do RU. O maganão até com uma verdade que não nos diz respeito nos engana.

E os empregos? O tipo considera que a Pátria deve à geringonça haver 350.000 novos empregos (miseráveis, mas empregos). Mentira. À geringonça não devemos emprego nenhum. Devemo-los à sociedade civil, às empresas, ao turismo e a outras circunstâncias que nada têm a ver com a geringonça. Ah, é verdade, de tantos milhares, há uns tantos novos funcionários públicos, a pagar pelos outros.

Há menos desigualdades. Não há um único estudo, ou alguém outro que o Costa, que o diga. Mas há muito quem diga o contrário.

“Não houve orçamentos rectificativos”. Pois não. O que houve foi cativações. Por outras palavras, houve rectificativos opacos. Isso de transparência, havia-a no tempo do governo legítimo, que tinha o vício de não mentir ao povo.

Há uma verdade no meio disto tudo: o “compromisso parlamentar foi respeitado”. Disso não há dúvida. O antigo partido do “socialismo democrático” fez-se com a comunagem.

De volta às mentiras e às verdades:

“A segurança subiu 13 pontos”. Aí estão Tancos, os incêndios e o que se lhes seguiu a demonstrá-lo.   

Talvez por influência do Marques (perito em inaugurações maradas e em projectos miríficos), a tocar os píncaros da lata chegaram as novidades sobre a situação dos transportes públicos: mais comboios, mais navios, mais metropolitanos, mais pessoal, etc. , tudo a maravilha que se conhece.

Mas... ó desgraça, diz ele, “a democracia deu lugar ao populismo”. É verdade: mais populista que o Costa, nunca houve.

...Mas “os portugueses têm confiança na democracia”. Deve ser por isso que 70% não vota.

Grande “aumento nas exportações”. Deve ser por isso que a balança externa, ao contrário do que se passou no tempo de governo legítimo, está no vermelho.

A Segurança Social tem reservas para 22 anos. Fantástico! Espera-se que esta triunfal declaração, verdadeira ou falsa, não tenha o mesmo destino que as reformas do Silva tiveram, isto é, não seja mais um totobola. Daqui a 22 anos ninguém se lembrará da promessa.

“O investimento público aumentou”. Dado o estado actual dos serviços públicos, ou é mentira, ou tal investimento foi feito com os pés, ou deitado às urtigas, ou metido sei lá em que bolsos. O efeito, à vista de todos, não engana ninguém.

A saúde pública é uma maravilha. “Tratámos dos erros do passado e estamos a tratar dos pormenores da contingência”. Quatro anos depois, ainda anda a culpar o “passado” legítimo e maioritário. Mais valia que se lembrasse do outro passado, dele e do Sócrates. É de um descaramento e de uma desonestidade a toda a prova vir gabar-se dos seus feitos na saúde. Nunca governo algum teve consequências tão graves, ou destriu tanto na saúde, como o da geringonça. “Pormenores da contingência”? Onde vamos parar com esta “palavra honrada”?

“Saímos do procedimento por défice excessivo”. Mais um “malefício” do Passos convertido em triunfo da geringonça!

“A emigração estancou”. Quem fez as contas? Só estudantes, em 2019, foram dez mil. Dos outros não se sabe, estão bem escondidos, por inconvenientes, nos armários da geringonça.

Guardei para o fim a mais retumbante novidade. Temos “uma estratégia para o espaço”. Óptimo! Pode ser que o Costa invente um foguetão e se perca no cosmos. O mais depressa possível, já!

 

11.7.19

O ACUSADOR

Vários médicos que são deputados, fazem parte, como é natural e se mete pelos olhos dentro, da comissão parlamentar de saúde. Na declaração de interesses que apresentaram, declararam onde trabalhavam, se tinham consutório, se eram sócios de alguma coisa ligada à saúde, se prestavam serviço público em exclusividade ou não, etc.

Um tal Morais, conhecido arcebispo da moralidade correcta, na sua persecutória paranoia, – um case study para estudantes de psiquiátria - resolveu  denunciá-los, a todos decalarando suspeitos de andar a usar a cargo em benefício próprio. Não interessa se o fazem ou não. Se são médicos, são suspeitos, e pronto. Não há que fazer prova, sequer sugeri-la. São médicos, exercem onde e como podem e querem, têm a sua vida. Declaram-no oficialmente. Transparência q.b.. Para o acusador, que se deve dedicar em exclusivo a denunciar por que lhe apetece, não interessa. São criminosos. Se não são, deviam ser, há que tratá-los como tal. Se calhar ficavam melhor na comissão de obras públicas, deve pensar o alarve.

Est modus in rebus, costuma dizer-se. Uma coisa é ter preceitos, e até preconceitos, sobre corrupção e afins. Outra, totalmente diferente, é fazer acusações, levantar suspeitas, perseguir pessoas sem que qualquer facto o justifique. É como nas anedotas das loiras: são estúpidas por ser loiras, por definição, não porque não sejam inteligentes. Os médicos da comissão de saúdde são criminosos, por definição, sejam ou não.

O pior é que a chamada comunicação social, conhecida pelos analfabetos por “mídia”(!!!), a arrancada do Morais tem indevida publicidade. São “critérios editoriais”.

 

9.7.19

NOTA

 

Disse ontem o chamado primeiro-ministro a seguinte frase: “vamos continuar a diminuir os impostos”. Não é mentira, é só pegar na verdade e pô-la a fazer o pino. O maior cobrador de impostos da nossa história, o homem que é responsável pela maior carga fiscal de que há memória, quando diz que vai baixar os impostos outra coisa não quer dizer senão que vai aumentá-los. É a palavra honrada em versão socialista.

 

9.7.19

O CAGUINCHAS

 

O mui opinioso senhor Manuel Carvalho, ilustrérrimo director do jornal “Publico” e com assento numa  TV qualquer, deixou passar um artigo da Prof. Maria de Fátima Bonifácio que incendiou as puras almas das redes sociais, perturbou os apóstolos do politicamente correcto, pôs em histéricos frenesis as hostes da esquerda radical.

A senhora contava uma série de verdades, tão verdadeiras como incorrectas, o que acontece, aliás, com a generalidade das verdades. Os fora universitários, peritos em “estudos sociais”, cheios de “causas”, prenhes de esquerdismo bacoco, a abarrotar de boasventuras e de carvalhosdasilva, não aguentaram. A Senhora, implicitamente, punha-os de rastos. Tocar a fímbria das vestes desta gente com meia dúzia de evidências sobre a situação cultural e social das franjas africanas e ciganas que por cá vivem com todos os direitos mas muitos particularismos pouco compagináveis com a cidadania, é crime de lesa correcção, é racismo, xenofobia e outras coisas que a “moral” esquerdoide não pode aceitar.

Mas o pior, muito pior que as recções, verdadeiramente reccionárias, desta malta, foi a “contrição” do senhor Carvalho. Caguinchas, borrado de medo, o homem pediu desculpa por não ter censurado, cruel engano, o artigo da Senhora. Rojou-se aos pés da camarilha e prometeu que nunca mais deixaria que as páginas do seu jornal servissem para a publicação de artigos de opinião que se fastassem da corrente geral dos donos das “causas”. Arrependido, pegou no lápis azul dos coronéis da II República, afiou-o, e garantiu que nunca mais se esqueceria de o utilizar.

Um nojo.

 

8.7.19

QUEM?

 

O nosso espantoso primeiro-ministro tem-se desdobrado em declarações sobre os convites – no plural, note-se - que recebeu para desempenhar altíssimas funções e assumir tremendas responsabilidades no olimpo da União. Sim, foi convidado com insistência e empenho.

Não duvidemos da palavra do ilustre senhor. Podemos até calcular o magote de grandes da Europa e do mundo que, à sua volta, se acotovelaram, solicitando, rogando que, lá das alturas onde o intronizariam, os amasse e protegesse. Podemos, aliás sem surpresa, imaginar a quantidade de personalidades, políticos, militares, bancos, ONG’s, universitários, sacerdotes, entusiásticas senhoras e cavalheiros que insistiram para que aceitasse prestar à Europa e à Humanidade os seus ínclitos serviços.

Porém, a modéstia e o amor à Pátria deste nosso concidadão foram mais fortes. Segundo ele, nada o afastaria da sua ingente missão de salvar Portugal dos malefícios da direita e dos exageros da sua bem-amada esquerda. Não! Não abandono os meus em troca de altas honras, de grandes poderes e de um ordenado principesco. O meu interesse, o único, o verdadeiro, é servir a Nação!

Admiremos o sacrifício, que não é sacrifício, é honra, é vontade de bem fazer!

Só uma dúvida resta. Saber quem foi. Quantos foram. O nosso homem prefere deixar a questão sem resposta. Quem? Talvez fossem tantos, ou todos, os que se ergueram, querendo erguê-lo, que não é possível nomeá-los.

Más línguas dirão que nenhum: ele bem o queria, mas ninguém lhe passou cartão.Tudo não passa do parlapaté do costume.

Mas isso é o que é: má língua, notícias falsas, ódio!

 

6.7.19

CRISE

 

Parafraseando o Senhor de Belém, podemos dizer que a Europa está em crise.  Podemos até alinhar as razões: os pacóvios de Visegrado, a besta do Salvini, as tremuras da Merkel, as traições da Grâ-Bretanha, o diabo.

Mas o mais horrível sinal de crise é, sem concorrência possível, a eleição de um tal Silva Pereira para vice do PE. Onde pode chegar o desnorte da União!

 

6.7.19

GRANDES PORTUGUESES

 

Ele há decisões que merecem especial referência. No caso do parlamento europeu, os contributos do PS foram de inigualável importância para o seu bom funcionamento e para o futuro brilhante da União.

Antes de mais, temos o exemplar cabeça de lista do partido, grande especialista nacional em inaugurações de obras antigas e de outras por fazer, lídimo anunciante dos maiores contributos do governo para empreendimentos futuros que jamais se farão, figura incomparável de ausência de dom da palavra, de empatia pública, de interesse intelectual, de obra política. Os nossos parabéns. O parlamento europeu muito irá lucrar com a insigne presença deste luminar do socialismo nacional.

Depois, não menos importante, certamente mercê da gigantesca figura de António Costa e da sua formidável influência na política internacional, vamos ter, no altar da Instituição, outro filho da Pátria, Pedro Silva Pereira, principal ajudante dessoutro incomparável Português (com letra grande) que tem reagido com indómita coragem às horríveis cabalas que contra ele têm sido montadas, o incontornável líder José S. C. Pinto de Sousa, a quem a Nação tanto deve. Na sua esteira, Silva Pereira agigantou-se como o seu mais fiel e eficaz seguidor e parceiro, sendo isso que o distingue da pobre generalidade de todos nós.

Com gente desta, muito temos a esperar dos representantes do PS no novo parlamento europeu, não é?

 

4.7.19   

O GRANDE PORTUGUÊS

 

Passadas as eleições europeias, castigado o centro, atirado o socialismo decente pela escada abaixo, premiada uma série de demagogos autoritários, algo era preciso fazer para aguentar alguma hipótese de futuro para uma Europa em crise.

Daí que, do mais ocidental Ocidente, uma prestigiosa e importantíssima figura se tenha levantado a grande altura para iluminar com a luz do seu génio as trevas em que o continente estava mergulhado: o admirável senhor Costa, lídimo chefe de todos os bons portugueses (o IRRITADO é dos maus).

Qual Magalhães, Costa faz-se a caminhos nunca antes navegados. O seu rumo não se expressa em milhas marítimas, mas arrosta com ventos e marés nesse mar tempestuoso que é a União Europeia, cuja salvação impendia sobre os seus ombros. Viajou, viajou por tudescas plagas, gálicas paragens, terras de brabante, falou com reis e ditadores, condestáveis e clérigos, sendo o périplo saudado, invejado, glorioso, cheio de guardas de honra, de banquetes, de magnas conversações e, como é natural, de ditirâmbicos elogios que, na Pátria amada, os seus arautos espalhavam por toda a parte. Há quem diga que chegou a ser instado para se sentar no trono do Grão Mogol. Confirmando embora tais insistências, por fidelidade à Terra de Camões circumnavegou e acabou por decidir, fiel como sempre, voltar à bem-nascida segurança da Pátria amada.

Na triunfal jornada, porém, os seus esforços conheceram inúmeros obstáculos. Vários adamastores se ergueram contra ele e contra os seus marinheiros, o almirante que ele sugerira para a armada foi despromovido a imediato, os gigantes a que se opunha ganharam o comando dos navios, os tiranetes do levante amachucaram-no, mandaram-no de volta a penates com o sextante entre as pernas.

 

Saindo desta metafórica arenga, vejamos o que se passou. A Alemanha, na política, e a França nas finanças, com uns penduricalhos menores, ficaram no poder. Os amigos do Costa baixaram a bola. Tudo por culpa, diz-se agora, dos trambiqueiros do Leste, gente ordinária que ainda não saiu dos hábitos profundos do pacto de Varsóvia (concordo). Só que, no fundo e em conclusão, ganhou quem ganhou as eleições, coisa a que o Costa, como se sabe, é avesso. Olhou para o espelho, julgou-se o maior, achou-se com universal autoridade, e vai de sair da peniqueira e querer domar os outros. Helas, em vez do sextante, meteu o rabo entre as pernas e, lamentoso mas a mostrar os dentes, aí está ele, optimista como sempre, preparado para a(pro)fundar a nacional democracia.

Vai ser porreiro, pá.

 

3.7.19  

DE RASTOS

 

Hoje, as notícias sobre o chamado SNS são aos pontapés. Indescritível. Não há médicos, nem enfermeiros, nem cirurgias, nem consultas, nem exames, nada. Não há dinheiro, nem pessoal, nada. As farmácias dos hospitais não têm medicamentos, devem tantos milhões que os laboratórios deixaram de fornecer. E por aí fora, um interminável manancial de desgraças.

Em matéria de horas perdidas em greves na saúde (72.000!) já foi duplicado o número das que se perderam em 4 anos de governo legítimo.

Aqui há dias, ouvi a pencuda bruxa-mor do PS dizer que tinham gasto mais dinheiro na saúde que o governo legítimo. Mentiu com a mais inacreditável desfaçatez, o que está na massa do sangue do partido. Terá desculpa por isso? Não! Mas safa-se, o que é inexplicável, mas parece que o povo é o que é. Também não tem desculpa.

A fulana que, dizem, é secretária de Estado não-sei-de-quê, acusou o povo das demoras nas bichas das repartições públicas. Não foi demitida. Pediu desculpa, não tem desculpa possível, mas a mentira, entre nós, paga.

Entretanto, ontem, uma funcionária do cartão de identidade (chamado “do cidadão”, pobre cidadão) aconselhou uma senhora a que, se queria uma senha, fosse para a bicha às 4 da manhã. Não foi despedida. Facto é que deu um bom conselho.

As consequências da geringonça estão por toda a parte, triunfantes. A coligação no poder, feia de propagandistas dos serviços públicos, de ferozes adeptos do “estado social”, da “saúde para todos, nem presta serviços públicos e, da saúde, dá cabo.

Os médicos dão à sola para a saúde privada (a preferida dos portugueses), ou para outras paragens. Os enfermeiros a mesma coisa.

Só este ano, já emigraram 10.000 estudantes universitários, sendo certo que a maior parte nem com as esmolas do Costa voltará.

O INEM também já não funciona. O call center leva 68,5 vezes mais tempo do que devia a atender urgências. Não há dinheiro, não há pessoal. E, se arranjassem pessoal, levariam 2 meses para o treinar.

Enfim, aqui fica meia dúzia de dados (entre centenas) para se avaliar o bem que a esquerda faz ao povo. E o povo, mandam as sondagens, é capaz de votar nesta infame porcaria!

 

2.7.19

DESPOTISMO

 

Os moradores do prédio Coutinho, vítimas da propotência do poder, conseguiram ganhar uma providência cautelar que suspende a operação tirânica que lhes estava a ser aplicada à revelia dos chamados direitos humanos dos mais elementares princípios da democracia e do respeito pela vida humana.

(Se se tratasse de cães, já o PAN, com geral aplauso da esquerda, tinha tomado as suas habituais e animalescas providências.)

Desta vez, os moradores ganharam. Hossana!

Resta saber se a tenebrosa autarquia, agora, repõe a energia, o gás, as comunicações, a liberdade de movimentos das pessoas, tudo o que cancelou já há vários dias, pondo em risco a vida dos atingidos.

O mais provável é que não reponha coisa nenhuma, dando largas às suas despóticas tendências.

A ver vamos.

 

1.7.19

AVIAÇÃO

Quando Passos Coelho governava, o governo, PM incluído, viajava em classe económica. Foi zurzido pelos camaradas da esquerda, pelos comentadores, pelo politicamente correcto. Demagogo, exbicionista, cínico, malandro!

Entra hoje em vigor uma lei da AR a impor o uso dessa classe, não para o governo, mas para os deputados, incluindo os dos Açores e Madeira, que passam a vida de trás para diante e vice-versa.

Trocadas as coisas por miúdos, conclui-se:

  1. Que todos os deputados andavam em executiva, em todos os voos;
  2. Que o governo fica fora desta nova lei;
  3. Que é preciso uma lei do parlamento para resolver uma questão que devia ser tratada por mero exemplo moral e simbólico de contenção orçamental, como o já dado por Passos Coelho sem precisar de lei nenhuma;
  4. Que os geringonços não praticam a moral que apregoam, a não ser que a tal obrigados.

Resta saber se tudo não passa de pirotecnia.

 

1.7.19

CAMARADAS, NÃO SE PREOCUPEM!

 

Temos assistido a uma série de públicas birras, birrinhas, dentadas e dentadinhas, entre os formidáveis parceiros da geringonça. Encarregado da artilharia pesada, o César, cheio de bronquite (derivado de bronco), ladra e morde nas fofas carnes (metáfora) da Catarina e nas miseráveis (metáfora) e peludas (metáfora) canelas do Jerónimo. Os atingidos fazem o seu papel, esperneiam q.b., dizem que o PS virou à direita, um horror, que traíu o espírito (metáfora) da geringonça, que se afasta da “via correcta”. Até, ó desgraça, ó hecatambe, teve o topete de anunciar que ia abrir nagociações com o PSD, por causa dessa coisa idiota e inútil que é a lei da saúde, um mero acto de prestidigitação destinado a entreter o pagode, assim o distraindo do que na saúde se passa.

Mas, camaradas, não se aflijam. É tudo fogo de vista (não é metáfora).

O convite do PS enviado ao PSD bem o demonstra. O que o Costa queria era arranjar um pèzinho para, mais uma vez, humilhar o PSD, fazer dele o mau da fita, dar-lhe com os pés com estrondo. Chapeau. O Rio caíu como um patinho, mais uma vez dando dando largas ao masoquimo do Bulhão (não é metáfora) tão do seu agrado.

A abertura à direita nunca existiu. Não passa de mais uma das aldrabices em que o PS é, de loga data, especialista.

Aqui é que não há dúvida: o objectivo único do PS é, como sempre foi, ficar no poder. Por isso, não tem solução que não seja reinstalar a geringonça. O resto é conversa. A trafulhice está bem montada. Quanto mais o bronco se desbroncar contra os parceiros, quanto mais a Catarina e o Jerónimo se mostrarem ofendidos, mais firme estará a geringonça.

O teatro acabará em Outubro.

Camaradas, podeis descansar. A geringonça vencerá.

 

29.6.19

ERRATA

Há dias, deu o IRRITADO nota de que o SIRESP (que “funciona sem falhas”, segundo o chamado governo) já tinha custado 7 milhões, e ia custar muito mais. Depois, referiu que já estavam anunciados mais uns 25 milhões. Entretando especialistas abalizados vieram dizer que são precisos, pelo menos, uns 1.000.

O IRRITADO pede desculpa do involuntário engano. Parece poder dizer-se que a brincadeira ficará entre 32 e 1.000 milhoes. Isto, para um serviço que funciona “sem falhas”, segundo as governamentais bocas.

Fica a correcção, bem como uma declaração de confiança nas chamadas autoridades.

À consideração de quem ler.

 

28.6.19

OS PRETENDENTES

Gente que, pelo menos a este respeito, não sabe o que diz, vieram sugerir que era, ou seria muito mau ser parecidos com Sua Majestade Britânica.

Nada menos que dois procuradores gerais da III República, o primeiro, cujo nome já não lembro mas que não faço esforço para lembrar, com uma carreira vergonhosa, declarava, para dizer que não tinha poderes, que era uma espécie de Rainha de Inglaterra, o outro, ou a outra, manchando a sua impecável carreira, veio dizer que as propostas para meter mais eleitos no Conselho Superior da Procuradoria a tranformariam em Rainha de Inglaterra. Ambos queriam significar que consideravam tal Senhora uma espécie de verbo de encher.

Em defesa de Sua Majestade, que bem a merece, informo que tal Senhora é Chefe de Estado de quatro dos maiores países do mundo e de umas vinte pequenas Nações, detentora de uma Instituição de indiscutível prestígio e apoio cidadão, símbolo vivo uma cultura e de uma civilização universais, amada, considerada e respeitada por centenas de milhões de cidadãos, unidos pela Liberdade, pelos direitos humanos, pelo respeito pela História  e por uma longa série de patrimónios comuns, morais, educacionais, culturais, liteterários e até desportivos. Não tem poder executivo, é verdade, porque a Monarquia Britânica, como muitas outras, não representa a circunstância mas  o que não tem prazo, o que não depende dos dias nem de fugazes modas, mas que é com toda a justiça tido por humanamente sólido, permanente e substancial.

Se isto é digno de menosprezo, vou ali e já venho na minha consideração pelas supracitadas altas figuras, ou figurões, da justiça portiuguesa.

 

28.6.19

UM BERBICACHO

O que se sabe do assunto é simples, mas complicado.

Há uma carga de anos construíu-se, em Viana do Castelo, um prédio com uma carga de andares. Foi posto à venda. Largo número de cidadãos compraram andares e alugaram-nos ou foram para lá viver. Até aqui, tudo normal. Presume-se que a obra estava devidamente licenciada – ou não poderia ser comercializada. Mas acontece que fora implantada, mercê de devida licença camarária, sem respeito pela paisagem urbana e natural envolvente. Não é exemplo único: lembrem-se, por exemplo, do mamarracho, completamente desenquadrado, que surgiu em Cascais, no sítio de outro, o hotel Estoril Sol. O mamarracho lá está, a atirar-se, orgulhoso, à cara de cada um, atestando os altos critérios desse grande autarca que foi António Capucho.

O prédio de Viana não é feio nem bonito, é coisa comum, nada de especial a assinalar a não ser a localização, sem ponta, bem visível, de lógica urbanística. Coisa sem remédio, como o do Estoril. Mas...

Anos passados, os poderosos “estetas” oficiais embirraram com ele. A tal ponto que decidiram demoli-lo, a bem da beleza da cidade. É claro que as pessoas que lá moravam não gostaram da ideia. Anos e anos levaram os estetas, a câmara, os tribunais, os jornais, o diabo, a convencer as pessoas a pôr-se dali para fora, dando lugar ao camartelo municipal. Umas acabaram por chegar a acordo com as brilhantes autoridades, julga-se que indemnizadas a contento, ou realojadas dignamente. Outras não. Há quem alegue que a indemnização oferecida era ridícula, há quem ache que comprou a sua casa, naquele sítio, com aquela vista, pagou, é a sua casa, lá vive a e ninguém tem o direito de lha tirar. Só que as autoridades não são de modas: em vez de chegar a acordo, por caro que fosse, decidem a expulsão.

Como? Aqui é que está o busilis, se é que não há outros do ponto de vista legal. É que os manda-chuva lá do sítio resolveram privar as pessoas de quaisquer meios de sobrevivência. Assim, como matar um câo à fome. Imperialmente, cortaram a água, a electricidade, as comunicações fixas, acabaram com os elevadores, só faltando, que se saiba, entupir os esgotos. O tiranete em funções ameaça com processos-crime e outras martingalas. A polícia, às ordens da lei (que lei?), impede a entrada seja a quem for.

Até quando? Até que as pessoas morram de porcaria acumulada, ou de fome, ou de desespero, por terem decidido defender o que é seu.

Não sei nem me interessa quem, do ponto de vista jurídico, terá razão. Sei que não há lei nenhuma que legitime os meios que o poder vem usando para privar as pessoas de um direito cem por cento legítimo, ou que tenha deixado de ser legítimo por imposição do poder. Aliás, foi esse poder que legitimou a construção do que, agora, acha estéticamente inaceitável.

Quem acode?

 

28.6.19

MAIS UMA MINHOCA

 

É natural e aceitável que o PS queira parlamentarizar ou governamentalizar a Procuradoria da República, na boa tradição socrélfia. Uma posição de perfeita coerência com a moral republicana que pratica desde sempre. Eu sei que Sócrates abusou de governamentalizações: banca, telecomunicações, justiça, informação, etc.. Mas, mudada a chefia da Procuradoria, o tiro (vários tiros) acabou por sair-lhe pela culatra.

Ciente desta realidade e sonhando com os velhos tempos, o PS regressa à estratégia habitual. Como ainda não sabe do que gasta a actual procuradora geral, antes prevenir que remediar. O melhor é tomar providências e passar a controlá-la. Como? Alterando a relação de forças no órgão de controle da PGR - Conselho Superior do Ministério Público - enchendo-o de políticos e assim abrindo a porta a determinadas “diligências”.

Tudo normal, previsível, sem surpresas.

Surpresa foi a cavadela dada por pelo Rio, a fim de libertar mais uma minhoca, sua especialidade preferida. Ao pôr-se ao lado brilhante intenção do PS, também foi coerente. Não com o PSD, mas consigo próprio. Mais não fez que aproveitar a oportunidade para lamber as botas ao Costa, mesmo que, para isso, pisasse sem escrúpulos os bons princípios do seu antecessor.

Onde irá parar este paspalhão? Não sei, mas espero que o mais longe possível.

 

27.6.19

BONS EXEMPLOS, E BEM SEGUIDOS

 

Tem frutificado a obra desse grande político socialista que anunciava triliões de obras públicas, estradas, ferrovias, ferries e outras realizações  que jamais realizaria, que inaugurava coisas inexistentes ou já inauguradas e que ficou de tal maneira famoso e admirado que foi premiado com lugar de topo de lista do Parlamento Europeu.

Olhe-se a nóvel descoberta do governo para nos tratar da saúde, e veja-se se o exemplo do ex-ministro e actual MPE é ou não seguido por ela.

A espernéfica criatura, de irrepreensível esquerdismo e dentes encavalitados, veio somar às mais inacreditáveis atitudes a declaração de que ia lançar um concurso para a admissão de médicos no SNS, concurso esse que foi lançado há dois meses e já tem candidatos e tudo. Percebe-se a tecnologia política apliacada a mais esta “verdade” do governo. Andava a fulana procupada a pensar que já há uns dias não anunciava nada e, pior ainda, que não tinha nada para anunciar. Lembrou-se então que o tal concurso (o verdadeiro) não tinha sido comunicado à plebe. E resolveu anunciá-lo. Ninguém daria por isso.

O pior é que alguém deu por isso e que, agora, toda a gente já deu por isso, assim aumentando o merecido prestígio da mulher e do chamado governo a que pertence.

 

27.6.19

DE VENTO EM POPA

 

Velas enfunadas, aí vai a barca dos impostos. Aumentar é chato, arranje-se mais matéria colectável. A Catarina apoiará sem reservas. O Jerónimo ficará contente. Vão acabar as taxas fixas no IRS. Integre-se, por exemplo, as rendas de casa, que têm taxa de 28%. Englobe-se. Aumenta-se o rendimento, aplica-se a percentagem geral. Genial. Mais uns milhões sacados ao povo. Sem “aumentar” impostos.

Reveja-se nesta maravilhosa política. A procissão vai no adro. Vêm aí mais umas “englobações”. Você vai pagar mais, mas a geringonça aplica a pastilha sem dizer a ninguém que subiu a carga fiscal. Prepare-se, vá fazendo economias, que geringonça é insaciável.

 

25.6.19

DIÁLOGOS SOCIALISTAS

 

Desde que perdeu as eleições e ganhou o poder, o PS sempre se recusou a dialogar com o PSD. Foi assim que formou governo, foi assim que tratou a oposição do centro e do centro direita. Todo o poder à esquerda, que “essa gente” não merece conversas.

Abanada estabilidade da esquerda triunfante, o PS vira-se para a direita, não por ter mudado de atitude, mas porque lhe dá jeito. O sapo dos Açores proclamou que “o PS dialoga com toda a gente”.

O pior disto não é o oportunismo desavergonhado do socilismo nacional. É a indigna abertura do PSD. Passados quatro anos de desdém, de desconsideração, de profundo desprezo, o PSD/Rio está (sempre esteve!) disposto a “conversar”! A lamber caninamente a mão que o PS lhe estende? Será possível ofender mais quem nele ainda insiste em votar, ou quem vê em acabar com o Costa o verdadeiro “desígnio nacional”?

 

25.6.19

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