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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

RAZÕES SANITÁRIAS

Não falta quem proteste contra a ditadura sanitária em que vivemos. O poder condena tais opiniões, com uma coorte de “especialistas” a apoiá-lo. Quem não gosta é mau, põe em risco a vida de terceiros, é negacionista, não pratica o civismo obrigatório, nega a ciência (desde o nazismo e o bolchevismo nunca a ciência foi tão usada como arma política como agora), e outras adjectivações hoje mais próprias do Irão que da Europa Ocidental.

Esta atmosfera, dita sanitária e “democrática”, recebeu ontem honras ao mais alto nível. Segundo o senhor de Belém, a proibição de cantar o hino dos pàraquedistas numa parada qualquer ficou a dever-se a “razões sanitárias”.

E pronto, os boinas verdes foram proibidos de cantar por boas e presidenciais razões. É de pensar serão elas:

- alojados em boinas verdes, cor que, cientificamente, preferem, os vírus do covide passariam para as cantantes bocas dos rapazes e iriam voar até, ó desgraça, atingir a brilhante tribuna dos tipos do governo e dos grandes da tropa;

- o esforço da cantoria, sem sombra de dúvida, projectaria núvens de vírus, e estes atingiriam uma escola primária (hoje chamada qualquer coisa como 2RC+4,2) a oitocentos metros de distância e aniquilariam centenas de inocentes vidas;

- os decibéis do coro ofenderiam os delicados tímpanos das autoridades presentes, ministo e generais incluídos;

- segundo vários virologistas/cientistas/especialistas/matemáticos/etatísticosistas  muito conhecidos lá em casa e na SIC/TVI/RTP, ao cantar, dado o esforço dos coristas, a velocidade de propagação do vírus aumenta oitenta vírgula vinte e três por cento, o mesmo acontecendo com o delirante entusiasmo das massas.

E assim por diante. Enfim, um rol de boas razãos para que plenamente se justifique o cuidado sanitário de Sua Excelência o Presidente da República, o qual, como é sabido não vai em cantigas, a não ser as da geringonça.  

Como soe dizer-se, o sono da razão engendra monstros.

 

25.10.21

JOGATANAS

Numa declaração, diz-se que ou prémonitória ou apoiante do chumbo da porcaria do orçamento socialista, veio essa maravilha de nossa inteligência, Carlos César de seu nome, afirmar, patriótico e bombástico, que “Portugal não é uma jogatana entre partidos”.

Passados seis anos de jogatana entre três partidos - o PS mais dois por ele seleccionados -, coisa sem honra nem proveito seja para quem for, a insigne criatura descobriu que afinal era mau que assim fosse. Ou só passou a jogatana quando o brilhante Cásar chegou à conclusão de que, se calhar, o melhor é fazer um intervalo. A jogatana prosseguirá mais tarde, depois de eleições, sendo árbitro o camarada Costa. E deixará de se chamar jogatana, passará a encontro de posições democráticas ou a coisa que o valha.

Não se sabe se o César veio mandar um recado do chefe, se só manifestar a sua reconhecida capacidade intelectual e a sua indesmentível bagagem cultural. O futuro o dirá.

É de homens como este que se faz o socialismo!

 

22.10.21     

GAGARTINO MORAISIN

Na Rússia, Gagarin, herói soviético, passou a herói russo.

Em Oeiras, o herói russo passou a herói sovieto-oeirense, com direito a estátua colocada sobre uma bandeira do PC, imortalizada em pedra, com foice, martelo e tudo.

Na Rússia, já não há foices nem martelos. Há-os, e oficiais, em Oeiras.

Ocorre perguntar por que carga de água resolveu o Isaltino honrar, entre milhares de hipóteses,  o senhor Gagarin e não outro qualquer. Se precisava de decorar algum sítio com mais uma “obra de arte”, onde terá ido buscar inspiração para tal escolha? Não se vislumbra que taralhoquice lhe terá passado pela cabeça. Algum acordo “autárquico” com o Jerónimo? A protecção pecuniária a algum “artista” local, apoiante dos dois? Mera provocação, contra quem, porquê? Alguma crise de cariz psiquiátrico?  

Seria estúpido dizer que Isaltino é estúpido. Não é. Provavelmente é pior, não se percebendo porquê, como acima se diz. Portugal é um mar de mamarrachismo autárquico, um pouco, ou um muito, por toda a parte. Mas, a este ponto, não conheço outro exemplo.

 

22.10.21

COITADO DO MOEDAS

Há dias, o IRRITADO publicou um post em que preconizava uma vida muito difícil a Carlos Moedas, acossado pela alcateia do PS&Associados na Assembleia Municipal. Houve vários protestos, que não ia ser assim, que o PS era um partido democrático(!), que isto e que aquilo.

Pois bem. Ontem, depois de o Moedas proferir um discurso conciliatório, cheio de boas intenções, apareceu, no meio dos convidados, um fulano barbudo (tinha que ser!), indigitado lider do PS na Assembleia. Instado pela TV a comentar o discurso, disse mais ou menos isto: pois pois, bom discurso, mas, lá na Assembleia faremos valer o nosso programa, não o dele, e, hi hi, temos maioria para tal. Aqui está o que faz a raiva, aqui está a prova provada do que o IRRITADO dizia. Coitado do Moedas, do qual, “democraticamente”, não valerá a pena discutir as ideias, só chumbá-las.

 

19.10.21

APONTAMENTOS

 

 

A gasolina está cara. O preço, seja ele qual for, vai 60% para o Estado e 40% para os outros. O chamado governo concluiu que devem ser os outros a cortar as unhas. Brilhante!

*

O celebérrimo professor de trabalhos manuais, senhor Nogueira, membro do comité central do PC e feroz sindicalista que tem posto o ensino secundário de rastos, passou a representante sindical do ensino universitário. Terá sido promovido a catedrático pelo governo que o aceita como tal?

*

Há mais de um ano, somos todos os dias massacrados com as estatísticas do covide; casos, internamentos, cuidados intensivos, mortos... Talvez não fosse mau comparar tais dados com o que se passava antes do covide. Mas isso, se calhar, não seria politicamente relevante, ou correcto. Podia até contribuir para o fim do medo. Nem pensar.

 

19.10.21

ACABOU A FARSA

Disponibilidade, aproximações, diálogo, entendimento, construção, parceiros, são algumas das muitas palavras-chave da entrega absoluta e incondicional do PS nos doces braços do PC e do BE, ontem proferidas dezenas de vezes por um ilustre representante da ala bloquista do PS (haverá outra?) numa entrevista a uma TV qualquer. O homem não tem limites na sua ânsia de agradar aos parceiros, outrora ditos não democráticos e hoje, por obra e graça do Costa, convertidos em farinha do saco do PS. Em patética declaração de submissão às venezuelanas/bolchevistas ideias dos parceiros, um tal Duarte Cordeiro, figura por demais sinistra,  declarou que a farsa dos desentendimentos acabou: o PS fará, na discussão do orçamento, o que os namorados quizerem, está disposto a tudo, menos a qualquer tentação de divórcio. Assim mandam os chefes, Rebelo de Sousa incluído.

Vem aí muito dinheiro, diz-se. Em generosa apreciação dos projectos (privados?)  já candidatos aos dinheiros europeus, diz o sátrapa, há-os em muito maior quantidade do que a admissível, o que quer dizer que as verbas alocadas não chegam porque o Estado socialista se apoderou da esmagadora maioria do capital disponibilizado pelos caridosos tipos de Bruxelas. A economia que se lixe, o poder é que é bom.

Hoje, ainda chocado pela miserável entrevista (cobarde, oportunista ou ansiosa por esquerdizar ainda mais o orçamento, o regime e o país), dou com a miúda/filha/ministra não sei de quê a declarar que é assim mesmo, a grande preocupação do governo é a de agradar aos bem-amados parceiros e que, se precisarem de mais qualquer coisinha, cá estará o PS para as curvas que entenderem.

Acabada a farsa dos desentendimentos (deles), continua a tragédia socialista (nossa).

 

14.10.21

NADA DE NOVO

O hospital de Vila Franca era apontado como exemplo de funcionamento e da justeza da respectiva PPP. O povo local fartou-se de protestar quando o todo-poderoso socialismo resolveu acabar com ela. Mas o que é devido ao povo só interessa quando se enquadra nos ditames do poder. Não foi preciso muito tempo para as consequências virem ao de cima. Aí estão elas: não há médicos, não há enfermeiros, há doentes na cave, mais despeza, mais protestos, um nunca acabar de desgraças.

Quando estiver tudo nacionalizado, a esquerda festejará o seu grande triunfo e o povo pagará a factura, com dinheiro (até acabar, como é costume), doença e fome. Não fora a UE a esportular uns dinheiros e já estaríamos na Venezuela ou na Bielorrússia.

 

13.10.21   

CORRECÇÕES

Então lá se foi o juiz negacionista. O tipo perdeu a cabeça com os guerreiros da PSP, magnificamente prepararados para enventuais gravíssimas perturbações da ordem pública, desta vez praticados por vinte ou trinta apoiantes do jurisdicional trouble maker, os quais, como toda a gente viu, não faziam nem fizeram mal a ninguém. A coisa (os insultos do juiz à preparadíssima – armada até aos dentes - autoridade policial) teve origem uns dias antes noutra farra do mesmo estilo onde, para obviar a tremendos riscos de ordem pública, o pelotão tinha entrado num frenesim e, entre outras intervenções, partiu à cacetada um braço a uma cidadã protestadora.

É interessante sublinhar que este musculado ataque não foi objecto de qualquer aparecimento, nem na TV nem nos jornais. Só lhe deram atenção uns tipos especialistas em fake news, daqueles que andam na net a aldrabar o povo. É claro que o infame juiz (ainda o era à altura), ao ver o negro pelotão, tratou de prevenir que mais braços fossem partidos em nova fúria cívica da PSP. É claro que, desta feita, o assunto teve cobertura televisiva, foi transmitido vezes sem conta, e sem conta glosado nos jornais.

Ficou mais uma vez provado que os órgãos de “informação” são tão ou mais aldrabões que os tipos das notícias falsas. Andam sempre a dizer que a Polícia abusa. Excepto, é claro se as vítimas de tais abusos forem “negacionistas”, caso em que toda a brutalidade se justifica. Mais braços partidos menos braços partidos, tratando-se de tal gente, não são notícia.

Posto isto, digamos que a expulsão do juiz se justifica. É certo que homem não tem estofo para o cargo. Não devia ter perdido a cabeça nem argumentar como argumentou. Agora terá que ir fazer as suas tropelias para outro lado.

Posta esta descrição dos acontecimentos, diga-se que o que é tragicamente grave, para além das bravatas do juiz, é o indesmentível facto de a opinião não coincidente com a das “autoridades”, dos assustadores profissionais, dos especialistas do medo e da histeria, passou a crime de lesa pátria. Por causa do covide, a malta do, poder como a da rua, borrifa na Constituição, nos direitos do homem, nas leis em vigor, tendo passado a existir a selecção do pensamento correcto, o poder absoluto de impor uma verdade e de condenar outras.

O IRRITADO  não é negacionista, mas é facto que muitas opiniões ditas negacionistas são sérias e dão conta de dados, sobretudo estatísticos, indiscutíveis. Não sei quem tem razão, ou onde estará a razão toda, que, se verdadeiramente científica, não pode deixar de ser discutível.

O que sei é que os negacionistas, como os outros (os que estão na mó de cima), muitas vezes são sérios, têm os pés no chão e a cabeça nos ombros. Nada, mas nada, justifica os insultos, as injúrias, os anátemas e as proibições (maxime a de existir e se exprimir) e a censura de que são alvo pelos proclamados bempensantes oficiais. Fazê-lo é anti-direito, anti-liberdade, anti-tolerância, anti-civilização, anti-ciência e anti-humanidade.

Mas é o que por aí, sem peias, pulula.

 

11.10.21

UM FARTOTE

Com uns rebuçados para a Catarina e uns pastéis de bacalhau para o Jerónimo, vem aí o orçamento.

Novidades? As que já são conhecidas são de estalo. Eis algumas das melhores:

1. Umas alterações no IRS, “para proteger a classe média”, vão fazer alguns milhares de desgraçados poupar qualquer coisa entre 4 e 10 euros por ano; uma maravilha à moda da geringonça. É de ficar grato.

2. O englobamento dos rendimentos vai arruinar sobretudo os mesmos que o governo “quer proteger”. Isto é: você, que faz parte da “protegida” classe média, comprou um andarzinho em Massamá com as economias que fez, mai-la patroa, ao longo de muitos anos, a que acresce um empréstimo bancário; arrendou o andar para pagar o empréstimo; passou a pagar 28% de IRS sobre a renda que recebe da sua propriedade, a que se soma o IMI e o AIMI (canalhice da Mortágua, muito do agrado do PS); assim, passou a andar à rasca; mas, ó glória, o governo pensa em si, e vai mandar “englobar” os seus poderosos rendimentos; você passa a  pagar, não os 28% que já pagava, mas o que resultar do seu escalão, o qual subiu em função do aumento, via renda, dos seus rendimentos. Resultado: você vai ser um dos milhares de desgraçados a quem o governo, que “não aumenta impostos”(!) vai aplicar mais esta a pastilha do socialismo. Uma questão de justiça fiscal, não acha?

A isto acrescem os milhares de palermas como você que, sendo menos desgraçados, vão levar ainda pior tratamento. E mais: os que caíram na asneira de não ser desgraçados, esses, mau caro, levarão uma cacetada que nem queira saber e muitos deles passarão à classe dos  desgraçados, que são os "protegidos" pelo PS e seus sequazes.

É assim que o socialismo protege a classe média, é assim que não aumenta a carga fiscal, é assim que incentiva o investimento na habitação. Inteligente, não é?

Tenha calma, tome lexotan, na certeza de que o que acima está escrito é só uma amostra do que aí vem. Um fartote socialista.

 

7.10.21

MISTÉRIOS POLÍTICO-NAVAIS

Nem eu nem, suponho, praticamente ninguém, saberá ao certo quem, de moto próprio ou a mando, terá cuspido a notícia da demissão de um almirante e da nomeação de outro. Mas sabe-se que a tramoia estava montada pelo governo que temos e que foi veiculada pela agência de que o Estado, quer dizer, o dito governo, é proprietário.

A agência está a salvo de demandas ou críticas porque é estatal e porque o Estado foi substituído pelo PS, como toda a gente sabe. Parece que tudo se passou à revelia do Presidente da República, o qual se desbroncou como lhe competia ou convinha.

A coisa, para já, está no frigorífico, donde só sairá dentro de uns tempos, quando estiver garantido que pode apodrecer à vontade, até que desapareça por completo. Outro futuro não lhe estará reservado, uma vez que com ela se passará o mesmo que com todas as broncas onde o governo esteve, está ou estará metido: sem culpados, sem responsáveis, sem esclarecimentos merecedores de confiança.  

Com a agência de notícias (do governo) passar-se-á mais ou menos o mesmo. A reserva de silêncio quanto ao informador, sacrossanto direito dos chamados jornalistas, pô-la-á a coberto de denúncias ou críticas. Isto ainda que pudesse parecer curial que a informação, dada a sua delicadeza, devesse ser confirmada por quem de direito. Terá sido? Ninguém sabe, nem ninguém procurará saber, a fim de que, com o tempo,  o assunto deixe de ser assunto.

Nada que não esteja na boa tradição do socialismo-nacional em vigor.

Dirá alguém que o IRRITADO deveria, ao menos, dar a esta gente o benefício da dúvida. Não queriam mais nada?

 

6.10.21

5 DE OUTUBRO

Perante cerca de vinte assistentes e alguns passantes, comemorou-se com o aparato e a solenidade do costume mais um ano da substituição do Rei por uma data de Presidentes.

O actual, honra lhe seja, proferiu um discurso sem qualquer sentido visível ou imaginável a não ser para especialistas em comentários, que são muitos e, diz-se, bem pagos.

Instaurada a primeira República, os seus heróis desataram a matar-se uns aos outros, a prender os sindicalistas, a pôr umas bombas aqui e ali, a meter-nos numa guerra que não era nossa com a desculpa de estar a defender o Império, e a arruinar o país. Durante a segunda, os sobreviventes da primeira dedicaram-se a ir comemorá-la pondo umas flores na estátua do António José de Almeida sob o olhar divertido dos Pides, filhos dilectos e sustentáculos armados da nova república. Diga-se que, no que ao Império de refere, não havia diferença entre os da primeira e os da segunda. Veio a terceira e, preze-se a liberdade política recuperada, vamos, calma e desinteressadamente, a caminho do quarto resgate, vivendo (mal) à custa de terceiros até ao dia em que seja preciso pagar o que devemos. A grande diferença é que os novos (velhos em relação à primeira e opositores da segunda) despacharam à matroca o tal Império. De resto, como as bombas deixaram de estar na moda, os herdeiros da primeira dedicam-se só à sua tradicional tarefa: arruinar-nos.

Não admira, por isso, que o Presidente nem uma palavra dirigisse ao 5 de Outubro propriamente dito e se tenha entretido com inanidades por dever de protocolo.

A malta, essa, não quis saber. 5 de Outubro? O que é isso?

 

6.10.21

LANÇADO ÀS FERAS

Moedas ganhou! Porreiro, mas... coitado dele.

Lembro-me dos tempos em que o PS e a cáfila da esquerda deram cabo da vida ao Santana Lopes na CML. Ele foi  túnel do Marquês, o caso do Parque Mayer, o projecto Ghery, tudo fizeram para boicotar toda e aualquer iniciativa. Só nestes casos, os prejuízos, para a CML,  saldam-se  em centenas de milhões de euros, tudo sem que a esquerda tenha assumido qualquer responsabilidade. Houve casos em que o PS chegou a votar a favor e depois contra só a bem da destruição da cidade e do seu cortejo de prejuízos. Fui testemunha de onde pode levar o ódio político e pessoal daqueles que passam a vida a atacar declarações que classificam de ódio, sem saber ver-se ao espelho.

Com Moedas, algo me diz que vai ser ainda pior. Vai valer tudo para dar cabo dele. Sem maioria na Câmara nem na Assembleia, Moedas vai ser alvo de todos os boicotes, de todos os insultos, de todas as perseguições. Sem escúpulos nem limites, a esquerda vai dar largas à “qualidade” moral que sempre a caracterizou, ou seja, ao ódio sem peias . Fugindo-lhe a boca para a verdade, dona Catarina já declarou que jamais falará com ele. Mentira, falará o que for preciso para o destruir. No seguimento do Costa, seu chefe e modelo, que não segoceia à direita, nem que, para tal, conscientemente, prejudique a capital e o país.

Moedas não será salvo por ter ideias, sejam elas quais forem. Se preciso for, até contra si própria a esquerda tudo fará para dar cabo dele. Não será salvo pelo seu currículo, pela sua intenção de dialogar, pela obra que qiser realizar. Contra o ódio da esquerda não há defesa possível. A alcateia triunfará.

O fascismo dos nossos dias é de esquerda.

 

28.6.21       

PORCA MISÉRIA

Aqui há tempos, comprei uns bilhetes de avião no site da TAP. Tudo confirmado, tudo pago.

Dois dias depois, mandaram-me uma simpática mensagem a dizer que o voo tinha mudado de data e se eu aceitava viajar no dia seguinte. Aceitei. Uma semana depois, 10 dias antes da viagem, nova mensagem. O voo foi cancelado.

Daí, tomei a decisão por onde devia ter começado. Fui a uma agência aqui do bairo e disse o que pretendia.  Dois outrês dias depois tinha viagem confirmada (muito mais barata!) para o dia em que queria voar e, cinco dias depois, após insano trabalhão da pobre funcionária da agência, tinha até os documentos necessários, por conta do covide, da UE, do chamado governo, das autoridades do país de chegada, etc., tudo de borla.

Passou mais de um mês. Hoje, sou informado pelos jornais que a TAP já arrecadou dezenas ou centenas de milhões de infelizes como eu. Mais informa a estatal companhia que eu e os outros prejudicados podemos viajar com os bilhetes comprados, isto quando a TAP assim o determinar.

Do meu dinheiro, nem rasto. A TAP não só não dá satisfações aos lesados, como se propõe “oferecer” voos quando e para onde lhe der na real gana.

Tudo isto sob as ordens do governo e do trapalhoso ministro.

Quem acode? Ninguém. Dizem-me que, se quero ver respeitados os meus direitos, “terei que me mexer”. Quer isto dizer que, se não “me mexer”, jamais receberei de volta o meu dinheiro. Posso até recorrer a uma firma especializada, pagando um fee.  O dinheirinho todo é que não há forma de voltar a ver.

Se eu julgasse que os meus tostões serviriam para tapar os buracos da companhia talvez sentisse a tentação de, generosamente, os oferecer. Mas, para quê? Não está o ministro Santos todos os dias a cavar mais fundo o monstruoso buraco? Não vamos todos pagá-lo?

Porca miséria.      

 

26.9.21

 

 

EM DEFESA DE BRILHANTES DIREITOS

O IRRITADO não simpatiza com o senhor Brilhante Dias, como não simpatiza com nenhum cidadão que, de livre  vontade, se preste a pertencer a um governo comandado por um fulano do calibre do Costa.

Posto isto, há que reconhecer que, quando o tipo, que é encarregado da internacionalizão da economia acha que, nesse particular, o país ganhou alguma coisa nos tempos do covide, está no seu pleníssimo direito de o dizer. Se tal é verdade, qual é o “crime”? Se não for verdade, o senhor Brilhante outra coisa não faz que seguir os múltiplos ditames e costumes em vigor no seu país, no seu partido e no seu governo.

Então, quando o Chefe do Estado decalara que somos os melhores do mundo, que está a fazer, senão mentir, no caso afirmando qualquer coisa tão improvável quanto impossível de vir a ser provada. Então, quando o insuportável Costa diz as maiores bojardas (olhem a história da Galp), sem qualquer pudor, não está ou a mentir  ou a criar narrativas sem qualquer adesão à verdade? Então quando o ministro dito do ambiente diz que é branco hoje e preto amanhã, não mente, pelo menos uma vez? então quando o ministro da educação se gaba de gastar muito dinheiro ao mesmo tempo que a educação está pelas ruas da amargura, não está a mentir ou a largar uma gafe de colossais dimensões? Então quando a senhora dita ministra da saúde, ora elevada a grande figura, diz as maiores contradições sobre o covide sem jamais reconhecer que se enganou, o que está a fazer?

Neste triste ambiente, por que carga de água é que a frase do Brilhante (fora do contexto) é moto para furiosas críticas vindas do próprio governo e da imprensa ao seu serviço? Será que o rapaz caiu em desgaraça no Largo do Rato?

Se tiverem pachorra leiam a catilinária da úlima página do “Público” de hoje, em que uma tal Sá Lopes diz que o homem despreza os mortos e os doentes do covide, um tipo odioso que merece todos os repúdios deste mundo. Aí veem como é possível uma serventuária do governo alinhar com críticas de forma a “justificá-lo”.

E muito mais verão se derem umas voltas pela “informação”.

 

26.9.21

ASNEIRAS ENERGÉTICAS

Muito se fala nos aumentos do preço da electricidade. O espantoso ministro do ambiente anda a meter os pés pelas mãos proclamando o que lhe vem à cabeça sobre a “travagem” de tais aumentos; dê-lhes a demagogia do governo as voltas que der com as parlapatices do chefe, pagaremos tais aumentos com língua de palmo.

Convirá ir um pouco atrás, a fim de procurar as razões que levam a que não só sejamos vítimas do que se passa por todo lado, mas também, e muito mais, pelas manias que se apoderaram do país desde há vários anos. Somos os campeões da descarbonização, reza a propaganda governamental. Bons alunos de “causas” universais, das energias renováveis, etc. Gabemo-nos!

O problema é que ninguém nos diz o que nos custa a gabarolice.

Outros há que sofrem do mesmo mal. Um exemplo disso chega-nos da rica Alemanha, onde os preços são quase o dobro dos de França, também nossa rica parceira da UE. Porquê? É simples: os alemães embarcaram nas renováveis, echeram-se do moinhos de vento e cobriram milhares de hectares com painéis solares; os franceses mantiveram dezenas de centrias nucleares. De um lado, insiste-se em energias intermitentes (nem sempre há vento e de noite não há sol) que obrigam a centrais alternativas produtoras do negregado CO2; ao mesmo tempo agride-se a tão amada paisagem, incorre-se em investimentos monstruosos e faz-e, naturalmente (não carece de explicação), aumentar os preços aos consumidores domésticos e industriais, com devastadoras consequências económicas. Do outro, opta-se pela mais limpa e mais barata forma de produção de energia, o negregado nuclear.

Nós, que não temos capacidade financeira nem poder que nos ponha a salvo, alinhamos com os primeiros, isto é, gastamos fortunas para nos gabarmos de coisas que só nos podem levar – já levam – à ruína.

Entretanto, ao colo das políticas públicas, os produtores de energia seguem o que “está a dar” – e está mesmo – e juntam-se aos exércitos dos “limpos”. É o caso de Matosinhos, coisa que, de tão governamentalmente ordinária, não merece comentários, que já os há com fartura. A EDP, por exemplo, incentivada e ajudada por tais políticas, entra na jogada das “renováveis”, coisa que a moda, quer dizer, nós, já paga e vai pagar muito mais no futuro, sem qualquer contrapartida, sejam quais forem os bailados e os discursos do intolerável ministro do ambiente e do seu inacreditável/irresposável chefe.

Anos atrás, houve quem propusesse a construção de instalações nucleares em Portugal, apresentando um projecto com pés e cabeça, o qual merecia, pelo menos, ser discutido. O nosso cangalheiro Sócrates apressou-se a declarar que a energia nuclear estava “fora da agenda”, e não se falou mais no assunto.

Talvez fosse (baldada esperança) de aplicar os milhões que se vai enterrar no “hidrogénio” – coisa mais que duvidosa – numa boa política nuclear. Mas a demagogia dita ambiental – será tudo menos isso - ganhará à razão e ao bom senso.       

 

25.6.21

CIDADÃOS E CANALHAS

É do senso comum em uso na democracia liberal que a liberdade de pensamento e de expressão do mesmo é um direito inalienável de cada um. É? Era. É também do senso comum que os limites de tal expressão são os da ordem pública e do respeito por terceiros. É? Era. As políticas covidescas, e não só, acabaram com o senso comum.

O pensamento fora do main stream não mereceu referência e passou a ser obrigatório por alegada as exigências científicas (um lado delas) e por evidentes alterações morais e de costumes veiculadas pela moda das chamadas “causas”.

Sendo que são condenáveis e devem ser punidas as atitudes exageradas e irreflectidas do juiz que se “atirou” ao polícia, da maluca do megafone que insultou o Ferro e da outra tipa que deu uns empurrões ao almirante, as opiniões que lhes deram origem, por controversas em relação às maioritárias, não são, nem puníveis nem condenáveis. São aceitáveis e merecem discussão democrática. Além disso, por exemplo, não é aceitável nem moral que uma manifestação pacífica como a primeira dos apoiantes do juiz seja recebida pela polícia de choque ao ponto de haver braços partidos à cacetada, nem que, à segunda, se justificasse a presença da mesma polícia. Se a reacção injustificável do juiz em causa deve ser punida, o exagero policial também merece crítica. E, no entanto, só mereceu elogios da chamada informação.

Também se deve assinalar que as opiniões dos chamados negacionistas não são isentas de razão ou, pelo menos, de lógica. Não há dúvida de que o “comportamento” do coronavirus não segue à risca os ditames do chamado consenso. Por exemplo, o Dakota do Norte confinou, o do Sul não: num como noutro, a evolução pandémica foi a mesma, com pequena vantagem para o que não confinou. A Suécia é outro evidente exemplo da mesma verdade. Outros não faltam.

Mas os adeptos do medo são poderosíssimos, diria totalitários. Para eles, os demais são, pelo menos, malucos, bandidos, gente que deve ser calada seja por que meios for.

Qualquer ofensa aos antigamente mais elementares direitos e liberdades é barbara e sanitariamente justificada. Os “certificados” (que para pouco servem, substituídos que foram pelos testes de 48 horas) não podem deixar de lembrar os gesundheitpass dos nazis.

Como todos sabem, a propagandeada “libertação” não passou de mais uma aldrabice do governo, seguida de uma condenação verdadeiramente torquemadesca em horas e horas de televisão terrorisante, prenhe de adjectivos os mais soezes, dedicados a quem não partilha, por não estar cem por cento de acordo, do ataque às meninges das pessoas. Mesmo não faltantando, entre os adeptos do medo, quem condene, com carradas de razão, o que os poderes públicos andam a fazer às crianças, amordaçando-as, proibindo-lhes um recreio que mereça tal nome, isolando-as e prejudicando-as para a vida, continuam os indefesos a sofrero que para tal foram “cientificamente” seleccionados.

A isto tudo junta-se a espantosa questão da “fuga” da gripe, das estatísticas dos óbitos e tantas outras demonstrações do estado de desinformação em que estamos mergulhados.

Oficialmente, passou a haver cidadãos de primeira e de segunda. Ou és da “situação”, ou não vales nada. Pelo contrário, és um bandido, um descartável canalha.

 

18.9.21      

QUANDO MAL, SEMPRE PIOR

Às vezes meto conversa com os comerciantes aqui da zona.

Dona Carmelinda, patroa de uma loja de cabeleireiro contou-me que uma empregada se tinha despedido porque trabalhar não valia a pena. Tinha prestações do governo, rendimento social ou coisa que o valha, a junta pagava-lhe a renda e mandava-lhe uma refeição quente todos os dias. Parece que, no caso, ainda estava candidata a outro subsídio qualquer. Trabalhar para quê? Facto é, dizia a Carmelinda, que não há quem se ofereça para trabalhar, tenho vagas mas não quem as queira.

O senhor Luís, ilustre dono de duas tabacarias, contava coisa parecida: calcule que ando há dois meses a pôr anúncios, e não há quem queira vir para aqui aviar ao balcão!

Naturalmente, achei que a Carmelinda e o Luís, ou andavam a contar histórias ou pagavam tão mal que ninguém os queria. Que fossem bugiar!

Eis senão quando vem o IEFP deitar uns números cá para fora. Para citar dois ou três exemplos (há-os aos pontapés), na construção há 2.562 ofertas de trabalho que ninguém quer, no alojamento e restauração são 2.358 e, ao todo, em Julho havia 11.486 ofertas de emprego por preencher. Números oficiais, o que quer dizer que os do mercado em geral são bastante mais altos.

Parece que, afinal, a Carmelinda e o Luís tinham carradas de razão.

Eu sei, eu sei que os ordenados são miseráveis, o que torna a pendura pública uma oportunidade a não subestimar. Mas também sei que a pendurice social tem evidentes efeitos anti-sociais, anti económicos e, pior, mete ilusões na cabeça de cada um cujo resultado será, a curto ou médio prazo, catastrófico.

Outra solução, que não a dependência institucionalizada, tem o chamado governo para problemas deste género: a concretização de ofertas públicas de emprego às dezenas de milhar. É o ideal: emprego para a vida, garantido pelos impostos das minorias pagantes e pelo desmesurado inchar da dívida.

Não sei quando isto acaba, mas sei como: acaba mal, muito mal.

 

14.9.21

BONITO

Há quem coma por boa a promessa de redução do IRS anunciada pelo chamado primeiro-ministro. Nenhuma conta foi apresentada, mas não falta quem as faça. Um economista cuja credibilidade não oferece dúvidas concluiu que, na melhor das hipóteses, um tipo com rendimentos de 30.000 euros - que paga impostos, directos e indirectos, de cerca de 50% do que ganha – poupará, ao todo, 4 euros. E há mais contas feitas por aí, à esquerda e à direita, que apontam no mesmo sentido .

Por um lado, fica demonstrado à saciedade que o senhor Costa, sem escrúpulos de espécie nenhuma, aldraba como lhe dá na gana, à procura de votos. Por outro, que o senhor Costa é esperto. Quem come por bom o que ele diz não lê contas. Vota, e acabou-se. Bonito.

 

14.9.21

NUMEROLOGIA

Nestas coisas do covide, todos os dias há surpresas. Anteontem foram comunicados à plebe os números das vacinas. Assim:

Total de vacinas já injectadas – 15.440.000

Duas doses – 8.900.000

Uma dose – 8.200.000

Donde se conclui que 8.900.000+8.200.000 = 17.100.000? Não! Nas contas das autoridades são 15.440.000. Deve ser a nova aritmética, progressista, é claro.

Perante isto, não sente o seu coração cheio de confiança nas autoridades, nas televisões, na informação? Se não sente, é porque se trata de um tipo incívico, oficialmente maluco, negacionista ou outras maravilhas da ditadura em vigor.

 

14.9.21

TOME NOTA

Julgo que ontem, tive a subida honra de, pela trigésima milonésima vez, ver e ouvir, na TV, aquela senhora dos broches (joias de peito) que, diz-se, manda na nossa saúde. O cenário era um mimo: a dita senhora à cabeceira de uma mesa, com um rapaz de cada lado, ambos a fingir que trabalhavam afanosamente nos respectivos laptops. A originalidade da encenação fez-me ouvir o que ela e os seus diligentes mancebos tinham para dizer. No que a estes diz respeito, nada. Estavam calados e calados ficaram. Não passavam de figurantes, talvez para abrilhantar.

A senhora, porém, muito tinha para comunicar aos indígenas. E, com o seu ar maternal, disse que ficava tudo na mesma, ou seja, que o uso de máscara na rua deixava de ser obrigatório, a não ser que estivéssemos misturados com outros cidadãos a menos de dois metros deles. Mais ou menos há um mês tinha a senhora dito exactamente a mesma coisa. Lembro-me do tempo em que a senhora informava as massas sobre a inutilidade e até perigosidade das máscaras. Nunca a ouvi retratar-se mas, se calhar, o problema é meu: ela é a autoridade, não precisa de se justificar, só de mandar ou de dizer o que a mandam dizer. Resta-nos admirar-lhe a coerência e o saber.

Mas não se ficou pela história das máscaras na rua. Desfiou umas ordens suplementares. Passou a fazer parte da “estratégia” educativa do governo pôr as crianças de máscara, nas aulas e nos recreios. Ultrapassadas todas e quaisquer marcas, pisados todos e quaisquer escrúpulos, se é que tem disso, a senhora deu as suas ordens. As criancinhas passam, por sua ordem e das criaturas que representa, a passar horas e horas por dia a respirar o que os seus jovens pulmões deitam fora, para além das emanações do seu próprio suor que, nos recreios, lhes molha a mordaça “sanitária” provocando deficiências respiratórias, tudo por conta de uma doença que não lhes faz mal nenhum. É claro, diz a senhora, que tal não se destina só a (des)proteger a infância, destina-se a evitar que o chamado covide atinja a fímbria dos narizes da privilegiadíssima classe dos professores e do senhor Nogueira.

Por seu lado, os pais des crianças, se não estiverem de acordo, têm bom remédio: tiram as crianças da escola, que isso de aprender não é para quem precisa mas para quem obedece acefalamente à senhora dos broches (joias de peito).

Tome nota, obedeça, que é o que lhe resta, a si e aos demais “cidadãos”.

 

9.9.21

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