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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

PALHAÇADAS ESQUERDOIDAS

 

Parece que a dona Marine Le Pen foi convidada pelos gurus da net para vir até cá produzir uns bitaites da sua especialidade. O que, bem vistas as coisas, tem tanto interesse para a nossa cultura e para a net como a língua do Cazaquistão. A mulher tem as ideias que tem, mas é membro destacado da Republique Française - coisa ainda farol de tanta gentinha que por aí vegeta -, é deputada europeia eleita lado a lado com o camarada Reblochon (não sei se isto é o nome do homem se de um queijo, mas, para o caso, não importa).

Adiante. Postas as coisas nestes termos, poderá dizer-se que o convite foi de mau gosto, poderá não se perceber qual a relação da fulana com os trutas da net, mas:

- A organização tem o direito de convidar quem muito bem lhe apetecer;

- A dona Marine tem, como todos nós, o direito de livre circulação no espaço europeu;

- Negar-lhe a vinda é grave atentado à lei e aos costumes.

De resto, é uma questão de gosto. Haverá quem goste, quem não goste, e quem se esteja nas tintas para o assunto. Mas tudo está em conformidade com as leis em vigor e com espírito que preside à própria existência da União Europeia. Outra coisa é conversa da marxistas, comunistas, enverhoxistas, maoistas, tarados e gajas sem préstimo que, tal e qual como a Marine, odeiam tais leis e tal espírito. É o caso das esquerdoidas do BE e apaniguados, bando de pequenos burgueses pseudo-cultos armados em moralistas, inquisidores do pensamento de cada um  e sedentos de uns lugares e de uns dinheirinhos - como, aliás, os factos bem provam.  Gente que só teria descanso quando a humanidade fosse constituída por hordas de deficientes sexuais e quando o poder, todo o poder, lhes caísse nas mãos (deles, não dos deficientes). Gente que acha óptimo que se convide o Reblochon, o Fidel, os gajos do “socialismo bolivariano” e outros canalhas, ditadores e pantominieros da esquerda que, por esse mundo fora condenaram e condenam as pessoas à miséria e metem na cadeia quem não gosta deles. Gente que andou a lamber as botas ao Tripas quando ele era adepto do socialismo radical e que o deixou cair quando ele percebeu o que se passava e abandonou o Varoufakismo.

A indiscutível caudilha do bando andou para aí com as amigas e os lacaios a exercer o seu poder (pobres de nós, que temos tal gente no poder pela mão de um tipo que não foi eleito) e a usar a propaganda da nossa servil “informação” para espicaçar os tipos da net, do PS, o PR e todos nós, culpados do crime de ter aberto a fronteira à mulher.

A coisa é de tal maneira rasca – não estúpida, rasca – que falham as palavras a um tipo minimamente normal.

 

16.8.18

DO RESPEITO REPUBLICANO

 

Como devem estar recordados, aquando do roubo de Tancos houve dois generais que vieram a público declarar que o caso não tinha importância nenhuma porque se tratava de munições obsoletas, que estavam para abate, etc. e tal.

Na opinião do IRRITADO, deviam ter ido os dois para a peluda no momento seguinte. Se não no momento seguinte, um pouco mais tarde, quando a coisa se embrulhou, as trapalhadas se multiplicaram, e se chegou à conclusão que as “desculpas” apresentadas não passavam de coisa de mau pagador.

(Diga-se entre parêntessis que o chamado ministro da defesa devia, por estas e muitas outras, há muito ter sido despedido.)

Voltando aos generais, parece que um já foi embora, mas por limite de idade. O outro continuou no poleiro e, segundo notícias que parecem ter sido abafadas sem desmentido, despediu o comandante do Regimento de Comandos porque este era “culpado” de ter homenageado um dos mais notáveis heróis do 25 de Novembro, o qual, sublinhe-se, foi há pouco, no seu leito de morte, condecorado pelo Presidente da República.

De notar que não vi em nenhum dos chamados órgãos de comunicação social qualquer referência a tal condecoração.

De notar também que o dito general continua em funções e que as notícias a respeito do caso continuam no limbo ou no caixote.

 

Tal é o respeito da República por si própria e por todos nós.

 

13.8.18   

FUTEBOLOCRACIA

 

Noite de Sábado. Hora das notícias. Os quatro canais a tal dedicados presentearam o respeitável – mas não respeitado - público com cerca de uma hora de antecipação do jogo do FCP, com previsões, opiniões, análises e chorrilhos de patacoadas. Mais tarde, outras sessões, com os golos, os livres, os remates, as faltas, e mais catadupas de abalizadas opiniões.

Com tantos “reguladores” a ganhar a vidinha sem prestar qualquer serviço a quem lhes paga, não haverá uma alma que, sequer, chame a atenção para isto?   

 

12.8.18

IMPRENSA E PÊRAS

 

Dando evidente satisfação a uma inegável encomenda do poder, três altíssimos representantes da nata da nossa imprensa, todos funcionários do semanário chamado “Expresso”, juntaram-se para, com pompa e circunstância, entrevistar o cidadão dito primeiro-ministro.

O que o homem disse não interessa, já que não passou do habitual optimismo bacoco e propagandeiro que o caracteriza e com a repetida repetição de estar pronto para tudo, isto é, para toda e qualquer trapalhice que o aguente no galarim. Nada de novo.

O que merece referência é o tratamento dado à verborreia do artista. Fotografia a toda a altura da primeira página, mais duas no caderno principal, primeira página da Revista, com capa integral e mais 12 páginas e um sem número de fotografias. Um autêntico fartote.

Mas o “Expresso” não é parvo. Para dar um ar de independência, põe, em cantinhos da primeira página, uns mimos: “IPO paralizado”, “Doenças de adultos disparam em crianças”, “Falhas em 96 carros de combate aos incêndios”, “Realizados só 20% dos corredores anti-fogo”, “INEM sem capacidade para chamadas de emergência”...

Por outras palavras, a fim de disfarçar o formidável tratamento da encomenda da central de propaganda do governo, vai de pôr umas verdadinhas que a contrariam.

É a mestria dos jornais sem cara.

  

12.8.18

NASCEU UMA ESTRELA

 

No inesgotável firmamento das autoridades, altas e baixas, dos supervisores, dos reguladores, das comissões, dos fantasmas burocráticos, nasceu mais uma estrela, julgo que de média grandeza: a APCVD, Autoridade para a Prevenção e o Combate à Violência no Desporto.

Que felicidade a nossa! A partir de agora, esta distinta fantasia, ora saída do bigbang do chamado governo, vai articular, articular-se e assegurar a articulação com a PSP, a GNR, a PJ e outras forças de segurança, e com a CICDR - Comissão para a Igualdade e Contra a Descriminação Racial - assim “assegurando a fiscalização do cumprimento do regime jurídico do combate à violência, ao racismo, à xenofobia e à intolerância nos espectáculos (sem “c” na notícia) desportivos”. Fantástico.

 

Segundo informação oficiosa recebida pelo IRRITADO, um largo escol de especialistas (presidente, vice-presidente, tesoureiro, secretário e seis vogais, assessorados por três secretárias/os, contínuos – adjuntos operacionais no jargão oficial - vai reunir às terças e quintas num andar epecificamente arrendado, mobilado e equipado pelo chamado governo – ar condicionado, aquecimento central, servidor e demais hardware, sistema integrado de comunicações e o que mais se tornar indispensável ao cabal funcionamento da nova estrutura.

Para chefiar a organização estão já seleccionados vários especialistas, todos altos quadros do BE. Para o staf, por indicação do Galamba, serão nomeados alguns membros da ala nunosantista do PS, que assegurarão a ligação íntima com o chamado governo. Os salários, as senhas de presença, as ajudas de custo, a dispensa de horário e outras indispensáveis e justas remunerações serão determinados (de acordo com parecer técnico e justificativo elaborado pelo Robles) pela própria APCVD na sua primeira reunião, desde já gozando do incondicional aval do Centeno, do Cabrita, do Costa, do chamado conselho de ministros e da Mesa do BE.   

Missão? Elaborar relatórios a enviar à tutela (?), a duzentas autoridades e à comunicação social sempre que, por exemplo no estádio do Carcavelinhos, um chinês, um paquistanês, um preto - em especial os do Benfica - entrar discussões, ameaças, insultos ou vias de facto com qualquer europeu, sendo que a culpa dos acontecimentos será, por definição, deste último.

Para o devido seguimento dos relatórios serão nomeados agentes da Protecção Civil, das várias polícias, da PGR, de ONG’s seleccionadas e de inúmeros jornalistas especializados em agitar as massas e em louvaminhar a esquerda em geral e o chamado governo em particular.

Como é evidente, para nosso descanso a esfusiante alegria, a Pátria e o IRRITADO esperam, da APCVD, altíssimos serviços.

 

11.8.18   

OBRA SOCIAL

 

Não sei se por distracção, ou por não ter, durante duas semanas, andado fora de notícias desta coisa, acho estranho que, no natural seguimento das consequências dos negócios do camarada Robles, não tenha havido mais investigações sobre as iniciativas comerciais da dona Catarina, sua patroa, defensora e amiga.

É que, segundo se leu, a fulana tem uns empreendimentos turísticos lá para as berças, o que, se houvesse mesmo escrutínio independente, já teria feito correr rios de tinta. Atacaram o rapazito, que não tem grande importância, mas não tocam na importantíssima duqueza do socialismo revolucionário.

Diga-se em abono da verdade que ela teve a ombridade de esclarecer o assunto com a maior clareza. Declarou que as suas iniciativas hoteleiras não têm nada a ver com negócios. Trata-se, simplesmente, de ajudar o “desenvolvimento do interior”. Tudo ficou esclarecido. Ganhar dinheirinho no litoral pode ser levado à conta de especulação, de abuso e de outras práticas menos recomendáveis. Mas, se for atrás do sol posto, meus amigos, é obra social.

Estão a perceber? Eu também não.

 

10.8.18  

PERDER O COMBOIO

 

Não, não venho regressar ao blog com queixas sobre a desgraçadíssima situação dos comboios do Estado, coisa de que se ocupa toda a gente, o chamado governo excluído. Os comboios do Estado estão perdidos por natureza, não vale a pena esmiuçar.

Outros comboios houve, e há, que perdemos ou vamos perder, por obra e preço do politicamente correcto e das modas em vigor.

Perdemos o comboio do nuclear, onde toda a Europa do progresso tomou lugar. Em substituição, muito depois de o PM Marcelo Caetano ter abandonado a ideia da central de Ferrel, a internacional histeria veio tomar conta do assunto, o Sócrates disse que a coisa estava fora da agenda, metemo-nos nas eólicas de mergulho, coisa que estamos a pagar com língua de palmo, mas com o aplauso internacional e a felicidade da parvónia. Já não vamos a tempo. Paciência. É pagar e não bufar.

Estamos agora na estação de outro comboio que não deixaremos de perder: o do petróleo. Andei a dar uma volta por sítios tradicionalmente respeitadores do ambiente, com largas tradições e indiscutíveis  sucessos nas políticas que à matéria se referem: a Noruega e a Escócia. Bem pertinho das respectivas costas vi as torres de prospecção, percebi porque é que a Noruega é o país da Europa com maiores reservas soberanas e porque é que os escoceses andam a pensar em independência. A este respeito, não vale a pena elaborar: toda a gente sabe a verdade.

Por cá, é o que se vê. Quando se fala num furo a 40 quilómetros do Algarve, ai Jesus, que horror! As massas, alimentadas pela mais imoral das demagogias de esquerda e pela ignorância crassa de alguma direita, vêem para a rua aos berros, que estão poluir as águas, que o petróleo está condenado, que as multinacionais isto, que o capitalismo aquilo, etc., blablabla. Isto, mesmo tendo o chamado governo ter cancelado uma série de licenças de prospecção.

Mais um comboio a perder, é garantido. Depois, dizem que o país é pobre, que não tem produtividade, que a economia não sei quê. Nisto de perder comboios, somos os maiores!

 

10.8.18

FREI TOMÁS

 

No acampamento para jóvens que o BE vai realizar não sei onde, entre os diversos temas, totalmente chanfrados, a tratar, há um que obedece ao seguinte princípio: “A propriedade privada é um crime”.

De acordo com este objectivo “ético-político”, o rapaz que representa o BE como vereador da CML pôs à venda um prédio com uma mais valia de quatro milhões de euros. Coerência é coerência, que diabo! E o rapaz é esperto, tanto quando compra, por dez réis, como quando põe à venda, por 5,7 milhões. Nada de especulação, como é evidente, se pensarmos que o fulano é um “combatente” contra ela, contra os despejos legais e, já agora, contra a propriedade privada. A moral bloquista tem destas interessantes vertentes, aliás bem documentadas pela Kawasaki da maluqinha de Arroios, dita Mortágua, ou nos Porsches do barbaças PNSantos, este do PS mas com evidentes pendores bloquistas.

Frei Tomás não faria melhor. Parabéns por esta tão esclarecedora história.

 

27.7.18

ARITMÉTICA

 

A novela dos professores continua em grande. É costume, nas novelas, haver os maus e os bons. Esta tem uma interessante particularidade: são todos maus. De um lado, a anafada excelência da excelentíssima  secretária e o seu chefe, magro e jóvem barbaças dito ministro. Do outro, um conhecido “escol”, onde preponderam o tradicional díscolo do PC e um tipo/novidade, com mau aspecto, que deve ter saído de alguma cave esquecida e bolorenta do marxismo radical, quem sabe se albanês, chefe de uma coisa chamada Stop surgida sem mais nem menos, ex-nihilo.

Após terríveis choques, insultos, cumprimentos, encontros e desencontros, a questão das promessas, tradicionalmente incumpridas como é timbre da geringonça, tomou novo ímpeto, nova agenda, já não dominada pela “justiça” ou pela “palavra desonrada”. Resume-se agora a um problema aritmético, ou algébrico.

O governo atirou com custos de 600 milhões, que já passaram a 500, mas também podem passar a outro valor qualquer, tudo segundo os cálculos, exactos, fiáveis e de grande qualidade técnica provindos de algum “grupo de trabalho” dos do costume, há quem diga que sob a alta direcção do inacreditável Centeno. Ainda ninguém percebeu o que querem dizer tais milhões, seja quantos for. São só para um ano? Para já? Para se repetir nos anos seguintes?   Para quê?

Os sindicatos são muito mais meigos. Já os ouvi dizer que os 600 são 30, ou 55, ou seja lá o que for, brandindo tais números com impecável exactidão e indiscutível segurança.

 

Após um período de reflexão, reuniram as partes, ao que se diz cada uma munida dos seus cálculos. A reunião era para os colocar frente a frente, para os discutir, para chegar à “verdade”.  Passadas umas horas, todos, muito contentes, concordaram em não concordar. É de concluir que concluiram que os números estavam errados de parte a parte, que os doutos critérios aplicados não se aplicavam, que era preciso mais umas contas para se chegar a um acordo que contentasse as partes sindicais, o governo, o BE, o PC, alguns sectores mais “progressistas” do PSD, ou do PSDR (R de Rio) e do CDS. Como ninguém se entendia, como estamos em Agosto e como todos querem ir laurear a pevide, resolveram voltar a jogo em Setembro.

Resta saber se as partes levarão a máquina de calcular para a praia, ou se se ocuparão com tal coisa no regresso ao “trabalho”, o que adiará as negociações lá para o fim do mês. Ou, quem sabe, para depois do orçamento aprovado.

A ver vamos qual a táctica de cada um, na certeza certezinha que jamais os números estarão certos.

 

Por mim, vou dar uma curva, que já não é sem tempo.

 

 

26.7.18

APONTAMENTO

 

A tragédia dos incêndios na Grécia faz lembrar o que nos aconteceu no ano passado.

A diferença, para já, é que o PM Tsipras está, desde o primeiro alarme, no local. O nosso cidadão, dito PM, estava de férias, e em férias se deixou estar.

 

25.7.18

OPOSIÇÃO À MODA DO PORTO?

 

Não sei o que dizer da performance do chamado chefe da oposição na sua primeira entrevista, meses após ter sido eleito. Ou custa-me dizer o que tenho a dizer.

Ao mesmo tempo que a situação do país, vítima das políticas equilibristas da geringonça, se degrada a olhos vistos, o senhor Rio apresenta-se, mole, acrítico, sem sublinhar verdades evidentes, sem se opor seja ao que seja, sem uma crítica ao seu rival, sem uma denúncia política, sem qualquer novidade, iniciativa, ideia, proposta, num entediante despejar de lugares comuns. Não se percebe o que o move, se é que alguma coisa o move, ou comove. A Câmara do Porto tê-lo-á feito esbarrar num patamar qualquer do princípio de Peter. Não deu por isso. Ainda não saíu da Avenida dos Aliados, ou pensa que o papel que lá desempenhou pode ser copiado para a governação do país.

Rui Rio é um problema nacional: põe em risco a alternância democrática que lhe competia defender, defrauda, por defeito, as expectativas de quem o queria apoiar. Assiste impávido ao que se passa, aos erros clamorosos do seu rival, à giga-joga da pesporrência e da propaganda enganosa do poder, ao estado da Nação, ao estado do Estado.

Em relação ao orçamento, repete o argumento do Jerónimo: não se pronuncia sobre uma coisa “que não existe”. A diferença é que, no caso do Jerónimo, toda a gente tem a certeza de que vai aprová-lo; no caso de Rio, quem sabe? Aprovar o orçamento, ou ter dúvidas, é pôr a hipótese de apoiar a continuidade da geringonça. Pouco ou nada tem a ver com a tal coisa “que (ainda) não existe”.

Para um chefe da oposição o que se passa deveria ser terreno fértil para se opor a sério e para mostrar outros caminhos. Mas parece que essa missão é mais dos parceiros do governo que do Dr. Rui Rio.  

  

25.7.18

E AGORA?

 

O vencedor das últimas eleições legislativas tinha, em programa eleitoral, prometido uma “recuperação de rendimenos” faseada e de acordo com a evolução da produtividade e da economia, estando esta, como a generalidade dos indicadores, no bom caminho.

Sabe-se como o poder político foi usurpado, de forma tão legal quanto imoral, pelo candidato vencido. As promessas do vencedor não viram a luz do dia.

Passados três anos da súbita, brutal e propagandística “devolução de rendimentos”, os respectivos letais efeitos começam a manifestar-se. “Não há dinheiro”, é a resposta do chefe da geringonça às exigências dos bandos de privilegiados que, na compra de eleitores, criou. Sabe-se à custa de quê: do SNS, da Educação, da defesa, da protecção civil, do investimento, etc., etc.. Apesar dos tempos de vacas menos magras que o turismo e as exportações proporcinaram, o dinheiro acabou-se na mesma, isto sem que qualquer reforma digna desse nome tivesse tido lugar.

Entretanto, o sistema foi capturado pelas hordas reivindicativas do costume. Têm elas uma certa razão, já que lhes foram feitas promessas sem sentido nem cobertura financeira. O governo não tem palavra, nem pode ter, só propaganda. Nesta altura, acabou por, finalmente, ter que lhes comunicar o que o bom senso há muito vinha anunciando: “não há dinheiro”.

É claro que o funanbulismo bacoco do chamado primeiro-ministro vai arranjar uma série de catracas orçamentais para dar de beber aos seus sequiosos parceiros, adiando as coisas para 2019, ou seja, empurrando a girândola final com a barriga.

Mas, mesmo sem dinheiro, a farra continua. Dois exemplos:

  1. Segundo o governo, só nos primeiros seis meses de 2018, analisados que foram 70% dos organismos públicos, progrediram na carreira 344 mil funcionários, aos quais a “mudança de letra” está já a ser paga. Extrapolando estes números teremos, durante o ano, cerca de um milhão de “progredidos”. E, atenção, o estudo não contou com as autarquias! Nada tenho contra a progressão de cada um, mas pergunto de onde virá o dinheirinho, certo de que não vem, nem da produtividade, nem da economia, nem do céu.
  2. Segundo a Exmª Senhora dona Fátima Fonseca, que parece tratar destes assuntos, no sector empresarial do Estado já foi contemplada com progressãos a módica percentagem de 60% dos respectivos funcionários, o que, nas contas da mesma Senhora, soma 66 mil. Aqui, falta ainda contemplar uns 44 mil.Continuo a achar bem e a fazer a mesma pergunta.

Por estas e por outras (despesas não suportáveis) é que a dívida não pára de aumentar e que o triste governo diz que “o dinheiro não dá para tudo”. Enquanto deu, foi um festim. E agora?

 

24.7.18

O QUE ACONTECEU

 

Um conhecido economista do PS publicou um estudo sobre a situação da ADSE, onde, em resumo, diz que o sistema está falido e que só se safará com injecções de dinheiro do orçamento ou com aumento das quotas. Bonito.

Nos tempos do governo legítimo as quotas foram aumentadas. Um clamor sem fim se ergueu contra tal medida, fruto do “neoliberalismo”, da “economia de casino”, do "desprezo do governo pelas pessoas", etc.. Um dos argumentos brandidos pelos protestantes tinha a ver com os resultados positivos que o sistema apresentava. Aumentadas as quotas, tais resultados aumentariam sem que, em tais, tão doutas e tão avant la lettre geringonciais opiniões, melhorassem os serviços. Facto é que os serviços não sofreram qualquer abanão e que a ADSE continuou no azul.

O que terá acontecido para, sem mais nem menos, um autorizado “agente técnico” do PS vir reconhecer que a coisa está pelas ruas da amargura? Deixo a resposta para quem a souber dar, se é que há resposta “confessável”. Por mim, a resposta é só uma: aconteceu a geringonça.

 

24.7.18

DO GERINGONCIAL CRESCIMENTO

 

Em vez de ser o motor da economia, como, em tempos, diziam o Centeno, o PS e a geringonça, o consumo privado é um dos carrascos dela. É certo que o consumo subiu, mas o crédito que para tal foi preciso subiu ainda mais. E a poupança... nicles.

Com a economia a ter um crescimento miserável, não se vislumbra qualquer hipótese de que o galopante endividamento, estatal e privado, venha a ter condições para ser honrado. Resultado, o tal milagroso consumo está a levar a economia mais para o fundo, ao contrário das teorias oficiais. Um veneno, como alguém lhe chamou. O investimento, por seu lado, é o mais baixo de todos os dos nossos parceiros, e 25% menos que o médio da UE.

Auxiliado pelo turismo, pelo crescimento dos clientes externos, pelo trabalho dos exportadores, o país, na mão da geringonça, não avançou um milímetro em termos económicos. Isto, ao mesmo tempo que as condições externas se agravam e os serviços públicos sossobram. A educação num evidente caos, a saúde, crivada de dívidas, mete água por todas as frinchas e tem menos investimento que no mais negro tempo da terrível troica, para só citar dois exemplos.

O emprego subiu mais que o crescimento, o que quer dizer que perdeu competitividade e que os salários baixaram.

Tudo isto, está, ou devia estar, debaixo do nariz de toda a gente. Mas as mentiras da geringonça continuam a ser repetidas, ao ponto de haver muito quem nelas acredite.

É o que acontece, sem excepção, nos países governados pela esquerda. Até que o dinheiro se acabe outra vez. Diz-se que o Centeno já deu por isso, mas parece que vale mais aldrabar do que assumir.

 

23.7.18

 

 

PINHOADAS

 

Ainda mexe a história das declarações do Pinho na Assembleia. Não sei o que pensar, já que não há, na novela, ninguém que se safe.

O Pinho, dizem, foi arrogante, malcriado, escorregadio, etc.,. Acredito, ainda que desta vez não tenha chamado cornudo a ninguém. Não respondeu às perguntas que lhe fizeram. Não ligou à calamitosa argumentação da esquerdoida Mortágua I, nem às de uma data senhoras e senhores, sequiosos de saber “coisas”. O advogado do Pinho espraiou-se em aleivosias de “jurismo” circense e dilatório, o que não honra nem a profissão nem a justiça. A Assembleia meteu a pata na poça ao aceitar as condições que o fulano impôs para lá ir: respondia ao tema da comissão (as rendas de electricidade) e a mais nada. Os deputados comprometeram-se, aceitando tais limites. Depois, borrifaram nos limites. Palavra desonrada. O inacreditável Marques Mendes acha que os deputados não deviam ter aceite as exigências do fulano mas que o fulano devia ter respondido ao que os deputados se tinham comprometido a não perguntar.

Quais rendas excessivas, qual missão da comissão, qual carapuça! Ninguém estava interessado em tal coisa, o que queriam era saber se o homem confessava que tinha andado a cobrar milhões ao Salgado enquanto era ministro. Eu Isso era bem mais sexy que a peregrina história das rendas. Só que não só estava fora da ordem de trabalhos, como prometido pelos honestos parlamentares: havia compromisso prévio de não fazer perguntas chatas.

A Justiça colaborou activamente na pessegada. O Pinho era arguido num dia e não arguido no outro, os juízes andavam em mudanças diferentes, o que dava para inchar a confusão. Até parece que foi de propósito.

Enfim, mais uma vergonha para esta III República, onde graça a corrupção, a mentira, a palavra desonrada, a Justiça transformada em patacoada.

No fundo, nem o não respeitável Pinho (“filho” político do Sócrates, e económico da EDP e do Salgado, como tantos outros que por aí vicejam) saíu mal da refrega, mas os deputados, o Parlamento, a Justiça, não se sairam melhor. E, como é habitual e emblemático na era da geringonça, ninguém é culpado nem responsável por coisa nenhuma, ninguém pede desculpa, saem todos pela porta grande, como se nada se tivesse passado.

 

23.07.18

NA TERRA DOS FESTIVAIS

 

Assistimos, de há meses a esta parte, a uma chusma de festivais de “música”, ajuntamentos que primam pela barulheira, infernal para uns, celestial para multidões sedentas de “cultura”.

Tudo bem. Há muito quem goste e está no seu direito de se meter na multidão e passar umas horas aos pulos e a beber umas bejecas.

O Estado socialista vigia estas coisas, com polícias e verbas, a fim de manter a ordem pública. E, para nosso bem, vigia outras mais do que isso. Segundo notícias frescas, num festival qualquer, tal Estado vai ocupar-se com a fiscalização da pureza das drogas consumidas, pelos vistos em quantidades industriais e facilmente detectáveis. Assim, imagino, preocupados com a saúde pública, uns agentes especilizados no controle da qualidade dos produtos em circulação na turba, dirigir-se-á aos dealers, e dirá: caro cidadão, faça o favor de emprestar uns gramas do seu produto, a fim de procedermos ao respectivo controle de qualidade. Os dealers, conscientes das suas responsabilidades sociais, entregarão amostras aleatórias. Os agentes, munidos da necessária parafrenália técnica, analizarão os pós ou as pastilhas e, caso tenham a indispensável pureza, cumprimentarão os cidadãos envolvidos e mandá-los-ão em paz. Caso contrário, é de pensar que emitirão um certificado de contraordenação, com multa a pagar, no Multinbanco, com desconto caso satisfeita nas próximas 48 horas. No que diz respeito aos consumidores encontrados com sinais exteriores de consumo de pastilhas, pozes, ou outros suportes, o procedimento será da mesma natureza. Recolhida a amostra, se houver pureza, serão os consumidores avisados dos eventuais malefícios de tais práticas, e ser-lhes-á entregue um panfleto do ministério da saúde, elaborado por um grupo de trabalho formado por médicos e psicólogos, cuja leitura será indispensável para a consciencialização dos consumidores. Caso os produtos não apresentem, nas devidas percentagens, a pureza determindada por 32 ordens da UE e pelo relatório do grupo de trabalho, então os cidadãos envolvidos serão avisados dos perigos a que se sujeitam e ser-lhes-á solicitado que entreguem as doses impuras que têm no bolso. Se não quiserem entergar serão aconselhados a fazê-lo num próxima oportunidade.

Daqui se conclui que o Estado está preocupado, não com o tráfico e consumo de drogas, mas com a respectiva “qualidade”. Tal preocupação, eventualmente sugerida pelo BE e carinhosamente adoptada - por unanimidade - pela geringonça, é sinal do ingente progresso civilzacional em que estamos envolvidos e empenhados.

Um descanso.

 

19.7.18          

 

ET. Sejamos justos. Chegou-me uma notícia que esclarece um pouco o assunto. Parece que há uma alternativa: que os consumidores se dirijam, respeitosamente, aos agentes técnicos de análises e lhes mostrem os produtos que levam no bolso, a fim de se ajuizar da sua qualidade. Está mesmo a ver-se, não está?  

HOMENAGEM

 

A drª Teodora Cardoso declarou que, se a nomeassem fosse para o que fosse por haver um lugar vago nas quotas para mulheres, se sentiria humilhada e não aceitaria.

É um dos sinais dos tempos, este tipo de demagogia pseudo-justificada pela “justiça” e pela “igualdade”. Pura ofensa. Que maior indignidade que a de uma mulher que aceita subir na vida, não por mérito próprio mas por imposição das quotas? Num mundo em que, cada vez mais, há mulheres que se impõem pela qualidade das tarefas em que são competentes, e ainda bem, como é que as há que, tendo skills profissionais indiscutíveis, aceitam poder ser confundidas com outras, que lá chegam por “ordem administrativa”, imposta via quotas?

Pela sua corajosa atitude de grande Senhora e por este ataque ao politicamente correcto, a drª Teodora merece a homenagem e o respeito do IRRITADO

 

16.7.18  

RETRÓGRADO, MASOQUISTA E PSICOPATA

 

É o que eu sou. Pelo menos segundo a classificação de uma fulana do PS, ao que se diz adjunta de um adjunto qualquer num ministério qualquer da geringonça, que adjuntou tais epítetos aos seus camaradas que votaram contra a abolição das corridas de touros. A ignorante raparigueta (dizem que tem 25 anos), é membro da JS, agrupamento de atrasados mentais que, tão novos, já se acham socialistas. Juventude perdida!

Ela, coitada, achava que os deputados do PS eram inteligentes. Erro. Dada a posição de uma dúzia deles, passou a achar que a inteligência de tal dúzia é “menor”. Já não é erro, é pura alarvidade, falta de educação e totalitarismo de taberna.

Esta malta do BE que viceja nas hostes do Costa classifica a opinião de cada um como “menor, masoquista(!?) e psicopata”. Não faz a coisa por menos. É típico da mentalidade destes donos da verdade, da moral, coisas que, na sua ínvia versão, impõem aos demais, sob pena de estupidez, senão de fascismo, nazismo, falocracia, marialvismo e outros adjectivos da ordem esquerdista. É a “moral” do politicamente correcto que, com a paternal ajuda do Costa, impera por aí e penetra no PS, com ameaça de obrigatoriedade e prática de censura e inquisitoriais condenações.

Como devem calcular, não tenho nenhuma espécie de consideração política por deputados do PS. Mas, no caso vertente, estou de acordo com os que contribuiram para parar (por quanto tempo?) mais esta investida do labrego do PAN e das suas parceiras do BE.

 

15.7.18

OS PAPALVOS

 

Anda meio mundo entusiasmado com as bocas do chamado ministro dos negócios estrangeiros, antigo trauliteiro do PS e consumado espertalhão. Sem mais nem menos, aparece a defender a NATO e a UE e, ao mesmo tempo, a geringonça. E faz tratos de polé para demonstrar que são tão compatíveis como Deus e os anjos.

Os mais conhecidos papalvos da nossa praça ficaram ancantados. Afinal, o poder dos amigos do PS, parceiros na geringonça, não é tanto quanto temiam. Os esquerdófilos do PS também estão em queda, como demonstram as sábias palavras do senhor.  De tal maneira que o Santos Silva os veio avisar que, ou comem a NATO, a UE, o euro, etc. com batatas, ou arriscam-se a ficar de fora para a próxima. Os papalvos, que insistem em ter esperança, contemplam as páginas do jornal, ouvem os comentaristas da TV, e pensam: porreiro pá, afinal o PS do antigamente, o PS do Mário Soares, ainda existe.

Parece que deu a esta gente um ataque de ingenuidade, aprestando-se a saudar com entusiasmo as novidades da parceria anunciadas pelo Silva.

Há muitos anos, a minha pobre mãe disse-me, com ridente entusiasmo: sabes, filho, disseram-me na igreja que o dr. Soares se converteu ao catolicismo. Que bom! O poder da propaganda chega onde menos se espera... lá se foi mais um voto, pensei eu, e deixei a senhora entregue às suas ilusões.

Pouco mudou. O Silva veio dizer que os camaradas da geringonça, ou se convertem ou vão para a rua. Sabe ele tão bem como eu sabia que “conversão” de Mário Soares, que uma aldrabice, cientificamente colocada, faz diferença nos votos. E sabe de ciência certa que os camaradas da geringonça não mudarão um vírgula porque sabem que o PS precisa deles como de pão para a boca.

“Informados” e descansados pelo Silva, os papalvos que hesitavam votar PS, como são papalvos (há-os por toda a parte) ficarão descansados. O PS vai meter na ordem a comunagem!

Só que o que o Silva veio dizer foi que a geringonça, tal como é, continuará em beleza a arruinar o país, aconteça o que acontecer nas eleições. Quer dizer: muito, pouco, ou nada afastará o PS do seu único propósito político: ter, e manter, o poder.

Os papalvos ouvem o que querem ouvir. Ilusões de sacristia.

 

13.7.18

INQUIETANTE AUSÊNCIA

 

Uma ilustre plêiade de brilhantes deputados (dizem que 22), preocupadíssima com a vidinha do Lula, subescreveu uma desesperada carta a pedir aos tribunais brasileiros que libertem esse “preso político”. Senhoras e senhores do PC/BE/PS, e até dos inexistentes “verdes”, vieram, assim, mostrar ao país e ao mundo o seu desconhecimento do princípio da separação de poderes e, à boa maneira do seu tão admirado senhor Pinto de Sousa (que, como o Lula, anda aos gritos a dizer que é preso político), não tiveram pejo em fazê-lo, já que isso de “princípios” é coisa a usar, mas só quando convém.

A carta foi esquerdamente generalizada. O João Soares é a única surpresa. O resto dos nomes é calisto, umas senhoras do PC, umas esquerdoidas do BE, a Isabel Moreira, maluquinha certificada, o tipo das viagens da Galp, e mais uns tantos muito conhecidos e apreciados lá em casa.

Há, no Brasil, uma multidão de políticos investigados, julgados, presos. Nenhum desses “presos políticos” mereceu a solidariedade destes 22 pacóvios. Sabem porquê? Porque, ou não são de esquerda, ou de esquerda que “chegue”. A moralidade é comerem os outros...

Inquietante é a ausência da assinatura do paspalhão do PAN. Ainda por cima tratando-se de um lula, inocente animalzinho. Anda a dormir, ou quê?

 

12.7.18

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