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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

CENSURA, DA PURA E DURA

 

Numa das suas habituais catilinárias, o insuportável Sousa Tavares (imitação barata do respectivo pai) produziu uma fatal e definitiva condenação do Durão Barroso. Não acreditei nem deixei de acreditar, mas já li não sei onde um esclarecimento de alguém, já não me lembro quem, que destruía, palavra por palavra, os argumentos do Tavares.

Veio também à liça o embaixador Pedro Catarino, pessoa, creio, insuspeita de simpatias políticas pelo Barroso, esclarecer, com profundo conhecimento de causa, as ribombantes bojardas do Tavares.

Mas não é este o tema do post. Tema é que o “Expresso” recusou a publicação, com o peregrino argumento de que ultrapassava o número de palavras admitidas como direito de resposta.

Postas as coisas no são, verifica-se, e é o tema do post, que tal publicação "de referência" pratica a censura pura e simples, sem que ninguém (e há para aí “entidades reguladoras com fartura...) lhe vá à perna.

Para que conste.

 

12.7.20    

DONA RITA NO ALJUBE

 

Dona Rita, bonequinha ao serviço do PC, não sabe se o Goulag existiu, coitadinha. O meu coração palpita de carinho e espanto. A menina é igual àqueles, coitadinhos, que dizem que os campos de extremínio dos nazis foram uma invenção dos vencedores da II Guerra. Estarão no seu direito? Não estão. Em França até é crime público dizer tal coisa. Mas a dona Rita pode dizer o que disse, não se retratar, e continuar a merecer, e ter, o crédito, o aplauso e a consagração – e contratação - públicos que lhe são tão generosa e competentemente prestados.

Dizem que a rapariga é especialista em relações internacionais. Parece que em tais especializações se estuda História. Dada a situação do ensino, é provável que a história do comunismo em geral e da URSS em particular não faça parte do currículo. Uma boa desculpa, não é? Seria, se a criatura tivesse direito a tal coisa.

É de perguntar que estrutura mental tem a cidadã em apreço para ser chefe de um tal Museu do Aljube, coisa que parece estar am marcha e ser dedicada aos abusos prisionais do poder. Imagine-se os seus altos critérios. Parece que, para disfarçar, o tal museu vai debruçar-se sobre as várias repressões da nossa História, inquisição incluída. Damião de Góis será contemplado, diz-se! Acho bem. Mas, como sou um tipo desconfiadíssimo, tenho a fundada impressão que o Damião e outros não passarão de raminho de salsa para disfarçar a propaganda macissa do PC e dos seus heróis.

Isto ao ponto de o tenebroso Tavares (Rui) ter vindo hoje elogiar a organização por ter sido “fundadora” da democracia liberal em Portugal. Como pode o PC ser considerado fundador daquilo a que se opôs com unhas e dentes?!    

Aqui declaro que tenho consideração pessoal pelos indivíduos que, formatados por ideologias criminosas, sofreram na pele a repressão da II República. Transformar tal sofrimento em propaganda da organização que lhes deu cabo do juízo será próprio de quem acha que o Goulag não existiu, mas não o é de quem tenha um mínimo de crença na liberdade ou na democracia liberal.

Por isso que, por muito bom que seja (como por aí se garante) o “projecto” da dona Rita para o museu do Aljube, a sua filiação e as suas convicções devessem excluí-la liminarmente de tal cargo

O tempo passa, mas os complexos ficam.

 

10.7.20

 

ET. Soube agora (17,40) que o concurso para chefe do museu não incluia a elaboração de nenhum projecto, mas tão só a experiência curricular dos candidatos. Houve 60 a fazê-lo. Dona Rita, como não tinha, na matéria, currículo de espécie nenhuma, só muita palheta, ultrapassou-os a todos. Ficamos a saber que a única qualidade da fulana era ser do PC. Quem terá feito o "projecto?

Fica o esclarecimento e a pergunta.

O CAPACHO

 

Não sei se ainda haverá, nos filiados, simpatizantes e eleitores do PSD, alguma margem de ilusão ou de esperança na patética pessoa do senhor Rio. Parece que não há um minuto, um momento, uma ocasião em que não haja, da parte da criatura, um seguidismo parolo e servil em relação ao PS.

Não sei quantas vezes Rio já foi humilhado, desprezado, espezinhado pelo Costa, mas sei que foram tantas quanto aquelas em que não se sentiu. Que não tenha dignidade que chegue para se sentir, será um problema entre o próprio e a sua consciência, se a tiver. Mas limitar a sua acção política a propostas idiotas, sem sentido ou sem futuro e/ou a meros apoios ao adversário, já é coisa que ultrapassa o mais elementar entendimento. Andar preocupado, não em assumir o seu papel de opositor, mas com o “muito trabalho” daquele a quem se devia opor, é uma coisa que dificilmente caberá na cabeça de qualquer ser pensante. "Comer" que o Centeno passe directamente do governo para o Banco de Portugal – um desavergonhado esquema socialista – não se compagina com a dignidade nem com a história do PSD. Aceitar cegamente as limitações à liberdade das pessoas sem qualquer sentido crítico, não é fazer oposição, mesmo que “construtiva”. É estar parado quando se lhe exigiria acção, opinião, centelha.

Rio até a oposição trespassou para o PS, para os barões socialistas que, à falta de melhor, se engalfinham uns com os outros. Para quê enfrentaria Costa a oposição democrática, se ela não existe, nem no parlamento, nem na imprensa, nem em nada que não seja o populismo do BE e do Chega, com o PSD em permanente falta de comparência?

Aproxima-se a maior, mais grave e mais inimaginável crise da nossa história. O que vemos agora é uma pálida imagem do que está para vir. E não se encherga, da parte do PSD, uma só ideia nova. O PNSantos pode continuar carroceiro, o Medina ditador, a Temido parvalhona, os primos e cunhados do PS instalados, o Costa a ocupar tudo, da informação à agenda.  Transformado por Rio em capacho do governo, o PSD sossobra na apatia bacoca de um chefe mais preocupado com o seu portismo regionalista que com o país ou o partido.

Costa tem razão, isto é, sabe onde navega. De um lado, tem à disposição os parceiros que elegeu. Se estes falharem, do outro estará, sempre, atento e venerador, o indefectível Rio. Costa, imperial, fica com tempo de sobra para acalmar os barões e os lacaios, explicando-lhes que ou se portam bem ou ficam sem malga.

 

9.7.20   

ENERGIAS

 

Não faço ideia nenhuma se os tipos da EP são culpados ou não das trafulhices de que os acusam. É verdade que nem eles nem o sinistro Pinho me merecem qualquer confiança. Enfim, assuntos da Justiça que, com alguma sorte, daqui a uns dez anos serão resolvidas.

A história que devia ser tratada, mais do que esta, é a da política energética do país. Ao longo de muitos anos, vem a opinião pública sendo injectada com a peregrina história do clima, das energias limpas, da necessiadade de legislar de acordo com os altíssimos objectivos europeus, coisas que, em si, podem ser aceitáveis, desde que seguidas com conta peso e medida. Mas há uns que estão muito orgulhosos por acelerar mais que os outros no cumprimento (antecipado) de objectivos. Portugal tornou-se, e disso se orgulha e gaba, num dos países mais à frente em tais matérias. Por todo o lado, multiplicam-se moinhos de vento e florestas amazónicas de painéis solares. Muito bem, diz a “bempensância” estabelecida.

O problema não é esse, é o da forma como o “avanço” foi conseguido, é o da fingida liberalização energética, expressa em rendas garantidas, benefícios fiscais e outras prebendas. O resultado é que, para implementar o “progresso” energético, se sacrifica o país inteiro, as pessoas, as famílias, as indústrias, a economia em geral, assim garantindo o “sucesso” dos que vivem à pala das políticas públicas, num inextricável mar de privilégios. É a liberalização do mercado, mas de pernas para o ar, o contrário da concorrência, o contrário do risco, preços garantidos, rendas obrigatórias, facturas astronómicas sem outra explicação que não seja a da inoperância e da incompetência públicas - se calhar com pigos ou lagos de venalidade.

Para consolo dos que acham que “somos os melhores” por termos mais energias alternativas que os outros, uma Nação inteira é prejudicada nos seus mais legítimos interesses. É cara, a propaganda, mas eficaz quando mete areia nos olhos das gentes.

Os que se lambem com rendas não são culpados, aproveitam as oportunidades que lhes são dadas de mão beijada por políticos sem visão nem objectivos outros que não sejam os de seguir modas impingidas por terceiros, e gabar-se ao espelho. Isto, sem tocar em eventuais assuntos mais “sensíveis”, que desconheço mas de que muita gente desconfia.

Ninguém saberá como sair disto. A não ser, desconfio, o Galamba, que nos quer pôr a produzir hidrogénio. Coisa baratinha, mais de sete mil milhões. E lembrar-me eu que, há anos, houve quem propusesse tal verba para disponibilizar energia nuclear, limpa e com factura mais barata. Mas isso é roupa de franceses. Não é para um país que recusa o petróleo, o lítio, e tudo o que tenha hipóteses de o tirar da miséria.

 

6.7.20

TAP

Não é preciso ser um especialista em aviação para perceber que as chamadas “companhias de bandeira” deixaram de fazer sentido. Têm os dias contados. Boa ou má (boa e má), a globalização deu cabo do conceito.

Será a procura o que determinará a viabilidade das rotas e das companhias de transporte aéreo. Não é por acaso que a TAP foi sempre deficitária, só tendo tido bons resultados uma vez, a confirmar a regra. Não parece, por isso, razoável a insistência na tal companhia de bandeira. Se as rotas com origem ou destino em Portugal forem rentáveis, não haverá quem não queira explorá-las. É uma questão de marketing. Insistir na diáspora ou nos PALOP como justificação já não colhe. Ainda menos colhe querer continuar a sustentar com fundos públicos uma empresa que não consegue nem jamais conseguiu sair do vermelho. Ou será que a geringonça tem alguma mèzinha mágica para resolver o problema?

Para a extrema esquerda tal mèzinha existe, e é a mesma de sempre: a nacionalização. Os camaradas do PS têm outra solução, tão inteligente como aquela: acham que, passando a gestão a ser pública, tudo se resolve: o governo mete lá uns amigos, e acabou-se. Tanto uma como outra destas soluções entra nos domínios do ridículo. Ambas contribuem, com irrefutáveis provas dadas, para os imensos problemas que promovem. O Estado ultrapassa os seus limites, passa a regulador de si próprio, desautoriza-se, falha. E, numa como noutra das soluções os resultados são afins, e inevitáveis: chamam-se ruína.

É discutível, mas tem lógica, que os Estados proporcionem e suportem condições especiais para voos entre os seu territórios mais afastados, ou periféricos, cujas circunstâncias geográficas e a falta de procura tornam tais voos deficitários, portanto não atractivos para a exploração comercial. Trata-se de uma excepção de mero carácter político, um custo para o Estado. É por aí que o Estado devia ficar.

No caso da TAP, seja qual for a “solução” encontrada, estamos estre espada e a parede, ou seja entre um ministro boçal e ignorante e um amigo do chefe. Venha o diabo e escolha. A espada não se entende com a parede, os privados estão fartos das ordinarices de um e do poder informal do outro, o chefe não tem qualquer ideia a este respeito – limita-se, como sempre, a ver de que lado está o vento. Nada de bom se pode esperar. Certo certo é que vamos pagar os buracos que o covide abriu e o atraso nos resultados que a monumental expansão da companhia motivou.        

Os bancos foram ajudados pelo Estado. Tais ajudas (aos bancos que não foram vítimas de gestão danosa) estão pagas, e com bons resultados em juros. As ajudas deram lucro ao Estado! Exceptua-se o maior beneficiário de tais ajudas, a Caixa Geral de Depósitos, que é pública, não paga, o que é difícil de perceber. No entanto, a explicação é simples: vivemos governados por socialistas, sejam moderados, radicais ou estalinistas.

Nada pareceria impedir que o mesmo se passasse com a TAP. Com uma reestruturação radical, mas bem pensada e executada, e com uma gestão de grande categoria e experiência do ramo, acredito que seria possível, em meia dúzia de anos, levá-la a uma situação aceitável, que permitisse a sua venda em condições igualmente aceitáveis. O que não se compagina com ideias estatistas, com socialismos bacocos, com gestões públicas, com “ideais” de companhias de bandeira ou com idiotices pós-coloniais.

 

2.7.20

“NARRATIVAS”

Mais irritado que o IRRITADO anda o nosso inigualável Costa. Com ânsias de fama e proveito, apresentou-se, todo desportivo, num programa piadético. O pior é que a boca lhe fugiu para a ignorância, ao ponto de descobrir que se mata vírus com antibióticos. A comunidade científica entrou em polvorosa. Consta até que o camarada Ferro, seu parceiro nestas coisas, já anda em contactos internacionais para propor o homem para o Nobel da química, ou da biologia, ou da medicina, ou da asneira, tanto faz.

Não contente, o mesmo Costa tratou de se meter nas arenas da Justiça. Dando sinal claro do que pensa, ou seja, desse defeito do regime que consiste em que a Justiça, no direito de acusar e julgar, não depende do governo, revoltou-se contra o julgamento do seu camarada (como é que o homem se chama?) que era ministro da defesa: segundo Costa há uma “originanlidade na narrativa” da acusação. Na opinião do grande líder, dá-se muita importância à recuperação das armas e não tanta ao roubo.  Acha que o crime foi só o roubo, ou seja, que o seu amigo jamais deveria ir a julgamento: um homem que se meteu num esquema complicado com o nobre fim de reaver as armas. Um herói! A Justiça, o que é isso? Mera “narrativa”.

Assim ressuscitada a palavra-chave do camarada Pinto de Sousa, fica claro que as coisas, no PS, pouco ou nada mudaram com o tempo.

 

30.6.20

AS COMADRES ANDAM DESAVINDAS

Como seria de esperar, a grande harmonia passou a enorme bagunça. Longe vão os dias do “triunfo”, da “reacção exemplar”, dos “heróis do SNS”, da “cooperação institucional”, do “respeito mútuo”, do “excepcional comportamento dos portugueses” e de tantas e tão ridículas gabarolices que alimentaram o “ego” nacional durante os meses transactos.

Actualmente, há uma coisa em que todos (os que mandam nisto) estão de acordo: na condenação, por politicamente incorrectos, dos “negacionistas”, dos que denunciam os atentados à liberdade, dos que lêem os números com olhos de ler. Acrescente-se a “necessidade” de reduzir ao mínimo o contraditório, de manter a “postura cívica” decretada, de multar, perseguir e, sobretudo, de negar ou manipular evidências. As televisões cooperam acefalamente: os noticiários são preenchidos com covide e mais covide, quanto mais assustador melhor. Não é de estranhar que os psiquiatras andem cheios de trabalho, isto apesar de a procissão ainda não ter saído do adro.  

De resto, cada cabeça sua sentença: estalou o verniz da concórdia. O primeiro-ministro ralha com a loirinha, e ela gosta. O mesmo indivíduo trata o Presidente com a mais rasca falta de respeito, vira-lhe as costas e diz “até daqui a 15 dias”, e o Presidente engole, não vá perder o apoio do PS nas eleições. Os médicos dos hospitais nem querem ouvir falar nos da direcção geral, na boca uns dos outros são todos incompetentes, não se podem nem ver. As estatísticas funcionam para tudo, menos para aliviar o pagante. Ainda ontem vi, em paragonas televisivas que “morreu mais uma vítima do covide, uma senhora de 93 anos. As pessoas deixaram de ser pessoas, perseguem-se umas às outras, ponha a máscara, chegue-se para lá, são mais de cinco, ou dez, afastem-se, tenham juízo! As empregadas das lojas aproveitam para exercer a sua “autoridade”. Temos, “civicamente”, que nos vigiar uns aos outros, não é? Antigamente era a PIDE, hoje somos todos, grande avanço. A culpa é do covide. Coitado do covide, que mata menos que a gripe sazonal.

Estamos todos à espera da vacina. Entretando, dêmos cabo do que ainda resta da economia, que é o que nos mandam fazer. Civicamente, tristemente e até, imagine-se, democraticamente!

Verdade seja dita que é assim, ou quase, por toda a parte. Por cá é pior, mas não é o costume?

 

30.6.20

A QUADRATURA DO COSTA

 

O homem, desta vez, teve uma “iluminação”: acha que o facto de a UE querer mais dinheiro com menos contribuições é a “quadratura do círculo”. Impossível, não é? É, mas só na Europa, não por cá.

O fantástico político que nos calhou em sorte, ou em azar (primeiro usurpador, depois eleito... que povo é este?) não vê a tranca que tem no olho, mas topa o argueiro no do vizinho?

Então não é ele a afirmar que vai conseguir tudo e mais alguma coisa com menos receita e mais despesa? Não é o seu novo Leão da Picheleira que o afirma em seu nome e o consagra no orçamento do Estado?  

Em que ficamos? A UE, se diz uma coisa (se é que disse) é burra, ele, se diz o mesmo, é um herói? Como se explica isto?

É que não há só uma quadratura do círculo, há duas. Costa não podia, mais uma vez, ficar atrás. Grande político, amante da verdade, homem de palavra.

 

29.6.20

GRANDE GUTERRES!

Não é costume haver declarações do nosso fantástico Guterres que mereçam qualquer sombra de atenção. Normalmente diz coisas como a prima do Solnado que gostava muito de dizer coisas. Delas nada de novo, interessante ou importante se pode extrair.

Desta vez, porém, a mui ilustre criatura, entre muita palha, disse umas verdades. A principal delas foi que (cito de memória) “se tudo correr bem, talvez daqui a dois ou três anos voltemos à normalidade”.

Toda a razão, ainda que optimista. Parece que o mundo em geral e – acrescento - nós em particular, ainda não percebemos que os exageros em relação ao covide nos estão a enfiar num buraco de gigantescas dimensões. Não são só os mais “frágeis”, os mais pequenos, que vão sofrer, falir, morrer, é a vida, é o mundo, a civilização, o futuro, os nossos filhos e netos, todos cairão no buraco.

Mas, entretanto, as “autoridades” exerceram o seu poder, quem manda é o covide e os respectivos serventuários, políticos, jornalistas e outros terroristas. Isso de cancros, diabetes, AVCês e outras maleitas menores deixaram de ser importantes.

O dinheiro ainda não acabou, mas vai acabar, mergulhado em notas faIsas. Vai ser bonito.

Importantes são as bocas do PM, do PR e de mais umas dezenas de sábios que os trombones da “informação” por aí vão ribombando.

Nós, as pessoas, os doentes, os saudáveis, os bons, os maus, há muito deixámos de ser gente. É comer e calar.

 

28.6.20

QUEIXINHAS

 

Vejo por aí que uma providência cautelar foi interposta por uns tipos do Porto e arredores, a fim de evitar que a TAP receba uns milhões para tentar sair do buraco.

Estamos desde há muito habituados às investidas vindas lá de cima. Habitualmente, porém, os protagonistas estão identificados, o Moreira, o Pinto da Costa, o Rio, e mais uma série de paroquianos menores.

Desta vez, na horda dos invejosos e dos malquerentes entrou uma associação empresarial!

É de estalo. De dois estalos é ver que a Justiça aceitou a coisa e se vai debruçar sobre ela, em vez de a arquivar sem mais procedimentos, com facílimos argumentos .

Pior ainda é que os queixosos do costume já tinham conseguido que a TAP, a seu pedido, alterasse o plano de rotas. Agora, sem saber nada acerca do que a TAP tenciona fazer depois de receber a massa, isto é, sem mais nem menos, já estão a queixar-se, com ameaças estrambólicas e bacocas.

Atulhado em pontes, auto-estradas, metropolitanos, etc., o Porto continua a precaver-se. Antes que lhe mordam, já está a queixar-se das dentadas. Se calhar até tem razão, isto é, sabe que quem não chora não mama e, mesmo a despropósito, umas boas queixinhas são capazes de render.        

 

26.6.20

O LION KING DA PICHELEIRA

 

Temos homem. Um tipo de tal maneira inteligente que consegue que não haja austeridade, que o desemprego não faça mal às contas, que o SNS receba milhões às pipas, que os funcionários públicos sejam aumentados, que não haja impostos novos e que os antigos não sejam aumentados, etc.

Quem foi o parvo que disse que não se faz omeletes sem ovos? Aí está ele, o nosso Leão, a provar o contrário, e a bicharada a aplaudir.

Ditosa Pátria, que tais filhos tem!

 

26.6.20

LINDO!

 

O cluster PC/CGTP está de parabéns. Perante olhar carinhoso das “autoridades”, a distinta organização arranjou forma de poupar umas massas. Em vez de organizar uma grande manifestação, com desfile do Marquês ao Terreiro do Paço, montou, e montará, quarenta manifestações, de Lisboa a algures, pelo país inteiro, todas elas, segundo a propaganda, no estrito cumprimento das regras “cívicas” impostas pelas ditas “autoridades”.

Em vez de gastar fortunas em autocarros para trazer os militantes de todo o país à capital, com umas centenas de bandeirinhas faz um trabalho notável.

Por outro lado, conquistou “reportagens” por todo o país, durante um mês, ou mais, dada a pressurosa presença de centenas de “jornalistas” por tudo o que é sítio. De borla.

Lindo, não é?

Acresce que as normas “cívicas” do governo são estritamente respeitadas pelos participantes para o efeito arregimentado. O que não inclui, evidentemente, os mirones que se vão juntanto, bem apertadinhos, a ver o espectáculo, no uso da sua intocável liberdade de cidadãos. O cluster não é responsável por eles, mesmo que lá esteja o Jerónimo & Cª. Não pode proibir tais e tão “espontâneos” comportamentos. Há que respeitar a lei, a Constituição, etc.

Os bons exemplo frutificam. Foi para dar tais exemplos que os senhores de Belém, de São Bento e quejandos foram aplaudir um piadético ao Campo Pequeno.

Coerência é coisa que não falta cá no sítio.

 

26.6.20

TRANSPARÊNCIA

 

Ontem à noite, na SIC Notícias, num só jornal, foi dito que estavam proibidos ajuntamentos de mais de cinco pessoas, de mais de dez e de mais de vinte. Isto tudo para apimentar a douta intervenção do Exmº PM, o qual foi tão esclarecedor quanto o noticiário onde inseriu a sua palestra. Se duvidam, vão lá ver.

Notável a nossa informação, tanto pública como privada.

 

26.6.20

PAN...PUM!

PAN...PUM!

Uma alegria:

O herbívoro anda à rasca. Os seus animalescos apoiantes estão em debandada geral. Apresenta-se, cara vincada pelo desgosto, a surpreza, a frustração, a indignação, e tece tremendos anátemas contra os que, em proveito próprio (diz ele), abandonam a polcilga. Ele, que estava a ganhar o prémio do mais totalitário chefinho político da nossa praça, perde terreno às mãos da sua própria vara. Ainda por cima, não é só neste rectângulo impuro, onde pululam toureiros e outros canalhas. A coisa atravessa os mares e infecta as ilhas!

Ó desgraça, ó injustiça, ó malvadez. Vejam bem: a exemplo do Tavares e da Joaquina, os novos dissidentes agarram-se à malga que ele lhes deu e, ingratos, se calhar, ó heresia, até andam a comer bifes.   

 

26.6.20

USQUE AD?

 

A senhora directora geral da saúde é alvo de muitas críticas. Terá dito e desdito muita coisa, ter-se-á engando com frequência, terá abusado – por conta do governo, com o apoio e a presença do governo – na tarefa de assustar as pessoas, enfim muita coisa se poderá dizer a este respeito, com justiça ou sem ela. Não lhe gabo a sorte.

Numa coisa, porém, foi verdadeira, por defeito, não por excesso. Disse, logo nos primeiros dias de obrigatório terrorismo sanitário, que, por cá, viríamos a ter um milhão de infectados. Tinha carradas de razão. Aposto até, que há mais do que isso. E ainda bem. A esmagadora maioria dos infectados nem sequer deu por isso. Essa maioria propagou, não a doença, mas os anti-corpos necessários a combatê-la. E quanto mais infectados houver, mais anti-corpos haverá.

Quantos infectados haveria se todos os portugueses fizessem o teste? Certamente mais do que o milhão de que a senhora falou. Qualquer análise não terrorista, ou terrorizante, do número de mortos põe a letalidade do covide nos limites do comum em viroses do género. Anos houve em que a gripe sazonal matou mais gente – muito mais gente – que o covide. E ninguém se preocupou com isso de forma especial, ficando a luta por umas dúzias de desinfectantes espalhados por aí por quem queria e podia.

Toda a gente sabe que quanto mais testes se fizerem, mais testes positivos haverá. E então? O que é que tal número tem a ver com a expansão - perigosa – da doença?

Deu-se cabo do Serviço Nacional de Saúde. Não há quem não saiba que os doentes “normais” são corridos dos hospitais e que não há assistência pública que lhes valha, a não ser, claro, que tenham o covide.

Deu-se cabo da economia, fenómeno que começou há três meses mas, vão ver, daqui a três anos será ainda pior.

Deu-se cabo da Liberdade dos cidadãos, tirou-se as crianças das escolas e dos parques infantis, e muito mais, tudo em nome da subserviência aos ditames da pandemia do medo.

E agora? Agora insiste-se, em manobras de “recuo”, em mais perdas de liberdade, de dinheiro, de futuro, numa sociedade mergulhada na maior crise de que há memória, condenada à miséria e à fome e, pior que isso, a aceitar, ela própria, a perda de juízo que começou por ser-lhe imposta e se tornou “viral”.

Usque ad?

 

23.6.20

APELO

 

A nova investida contra as mais elementares liberdades individuais, levada a cabo pelas "autoridades", merece, pelo menos, o violento e indignado repúdio do IRRITADO.

Alinhados na submissão universal à pandemia do medo, e felizes por reafirmar o seu poder descricionário e ilegítimo, os nossos "chefes" embarcam, temerosos e contentes, na campanha de aterrorização praticada pela informação mais errada (ou incompleta, ou manipulada, ou simplesmente falsa) com que somos bombardeados todos os dias.  Tudo sem lugar ao contraditório, sem análise minimamente crítica ao que, de facto, se passa - ou não passa. É preciso, ao cidadão que ainda tenha algum sentido de escrutínio, andar à procura por todo o lado que não seja no que lhe é "oferecido" pelos manipuladores encartados e pelos destruidores (propositados) da economia e da vida, para ter uma ideia do que é verdade.

Aqui fica o apelo à ressurreição do sentido crítico da cada um, antes que fiquemos todos ou doidos ou escravos. E a gostar!

 

23.6.20

 

A COVID-19 já não existe.

Transcrição

“Sinto-me, mais uma vez, na obrigação de servir de contraponto à (des)informação que me apercebo ser interminavelmente propagada pelos meios de comunicação social.

A COVID-19 já não existe.

O que existe é um teste que detecta a existência de cadeias de RNA associadas a um vírus a que se chamou de SARS-CoV-2, que é uma de muitas variantes de uma família de vírus extremamente comum na população humana, responsáveis pelas doenças ligeiras comummente chamadas constipações. A probabilidade desse teste dar positivo depende da presença na pessoa, mesmo que em quantidades ínfimas, dessa variante do vírus.

No caso de pessoas saudáveis, o teste positivo é de celebrar, já que indica que o sistema imunitário está a "dar conta do recado". Uma pessoa que não desenvolve os sintomas é extremamente improvável que vá contaminar alguém, e vai servir de barreira social para impedir a continuidade da propagação do vírus.

Os testes feitos a pessoas doentes, cujos sintomas pareçam indicar este tipo de "viroses", são os únicos com alguma utilidade, permitem ajudar a determinar o melhor tratamento a dar ao doente.

A estatística de novos "casos", seguida com um detalhe mórbido pela CS, é portanto absolutamente inútil. Casos assintomáticos não são "coviD", já que o "D" desta sigla significa Disease/Doença. Se a pessoa estiver saudável trata-se, quanto muito, de um caso de COVI-19, sem D. A associação da propagação do vírus em eventos específicos (festas "ilegais") é também cientificamente errada, já que ignora o período de incubação de 5 a 14 dias. A probabilidade de resultados positivos deverá neste momentos ser muito parecida em qualquer população aleatória, independentemente da participação ou não dos indivíduos testados nesses eventos.

O número de novos casos depende, portanto, quase exclusivamente da quantidade de testes efectuados. A escolha intencional de populações específicas para fazer esses testes é uma tentativa criminosa de controlar o comportamento e as liberdades individuais de cada um, usando o medo como mecanismo de controle.

A única estatística importante é a de mortes e internamentos. E esses números, por muito que os tentem manipular, indicam claramente que esta doença específica já não tem significado nenhum na mortalidade geral. Mais indicam que nenhum confinamento ou desconfinamento teve qualquer impacto na direção ou declive da curva da "epidemia".

Juntando a este facto o da contabilização absurda das mortes "com" COVI(d) como sendo mortes "de" COVID, não podemos chegar a nenhuma conclusão que não seja a de que a doença já não mata ninguém há bastante tempo, e no auge da sua influência representou uma perigosidade equivalente ou abaixo da de tantos outros vírus sazonais que todos os anos nos assolam.

Para terminar, desafio a todos os que estão em desacordo com esta minha exposição a procurarem dados científicos (não opiniões jornalísticas e/ou políticas), provenientes de estudos baseados em dados reais que já estão disponíveis há algum tempo, não em "modelos" e "projecções", que contradigam a realidade que descrevo. Terei todo o prazer em fornecer links para as fontes de informação que usei para chegar às minhas conclusões.”

António Borges de Carvalho (filho) in Facebook

 

23.6.20

DA LÓGICA PRESIDENCIAL

Depois da ultra-ridícula, ultra-patética, cretina, idiota e saloia exibição dos grandes desta terra a comemorar uns jogos de futebol como se de salvação da Pátria se tratasse (onde pára a vergonha, senhores?), veio o senhor de Belém declarar que, pois, jogos, mas sem público.

Magno triunfo. Estamos a precisar de reconhecimento internacional, de turistas, de dinheiro, de gente outra vez. Mas, atenção, desde que não haja reconhecimento internacional, nem turistas, nem dinheiro, nem gente outra vez.

A lógica presidencial é tão ultra-ridícula, ultra-patética, cretina, idiota e saloia como os participantes na “cerimónia” acima referida.

 

21.6.20

DEMOCRACIA SANITÁRIA

Aqui à minha porta há um parque infantil. Há? Havia. Está fechado há meses. Houve uns pais que resolveram arrancar as fitas da polícia – crime scene! - e pôr a miudagem a brincar como dantes. Por esta, safaram-se: que conste, ainda não foram multados ou presos.

O que aconteceu foi mais eficaz: as “autoridades” foram, pressurosas, comprar um cadeado (dos grandes) e uma corrente (das grossas), passando a entrada do parque a ficar fechada como uma cela de prisão.

As mesmas crianças que, há três meses, estão sem escola, sem que nenhuma explicação exista a não ser a do exercício da crueldade mental das “autoridades”, são também proibidas de brincar.

Um crime em cima de outro crime. A “lei”, em vez de o criminalizar, aplaude-o. É a “democracia” socialista, dita “sanitária”.

 

21.6.20

DESMATERIALIZAÇÃO

 

Uma das medidas mais populares da nova modernidade consiste na chamada “desmaterialização”, coisa que, segundo as finanças, vai custar uns milhões.

Um pequeno exemplo de desmaterialização. A veneranda autarquia de Lisboa, através da EMEL, dá o exemplo.

Assim:

Após várias horas perdidas ao telefone para obter dois dísticos de estacionamento, foi este cidadão informado de que deveria fazer uma “marcação”. Como? Enviando à odiada organização uma mensagem solicitando uma audiência e fazendo acompanhar o pedido do seguinte: documentos das viaturas, certificado de residência passado pelas finanças, cartão do cidadão, carta de condução e não sei mais quê. Após algumas diligências, o cidadão envia tudo, direitinho, sem espinhas.

Dias depois (hossana, caso raro!), lá vem a tal marcação: deverá vossa excelência apresentar-se na loja do cidadão às 09,45 do dia tal, munido dos documentos das viaturas, certificado de residência passado pelas finanças, cartão do cidadão, carta de condução e não sei mais quê.

Obediente como compete, o cidadão apresentou-se à hora marcada munido de uma pasta com a papelada toda. A menina que o atendeu pegou na pasta, pô-la de lado, tratou dos dísticos do estacionamento, cobrou pelo multibanco, e pronto. Um inusitado triunfo.

Depois de ter na mão os preciosos dísticos, o cidadão atreveu-se, temeroso, a perguntar à menina: então não olhou para os documentos? E ela, cheia de desmaterializador orgulho, respondeu: já cá tinha tudo no computador! Pergunta o cidadão: por que carga de água me obrigaram a vir perder uma manhã à loja do cidadão, cheio de papelada, se já cá tinham tudo? Ela respondeu que é sempre bom verificar se os cidadãos não são mentirosos.

É a “desmaterialização” à portuguesa.

 

21.6.20

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