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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

ASNOS

 

Hoje, o inacreditável Rio deu mais um ar da sua graça. Sabendo que a injecção de capital no Novo Banco é uma obrigação contratual do Estado, talvez asnática, talvez ruinosa, mas legitimamente assumida pela geringonça, devidamente assinada e aprovada em nome do país, alinha na demagogia populista e comunóide do Bloco, verga-se à vontade das esquerdoidas e vota “não pagamos”. Desta inteligente forma, mete o país numa camisa de onze varas, arrisca-nos a que, em vez de pagar o que nos comprometemos a pagar, venhamos a ser condenados a esportular muito mais milhões que os que teríamos que adiantar.

Compreende-se que o PSD faça a vida negra ao governo, um governo que o desprezou olimpicamente, que não merece ponta de apoio em coisa nenhuma, que está outra vez a condenar-nos a mais uma retumbante bancarrota. Uma coisa são as asneiras da geringonça, dos seus antecessores e dos seus continuadores - quer dizer, do PS - outra é a honra e os interesses do Estado, ainda que tais interesses venham, de longa data, a ser feridos por governos sem norte nem sul, nem projecto nem nada nem ninguém que se aproveite. O PSD podia, e devia, opor-se a tudo e mais alguma coisa, menos quando está em causa o prestígio e a credibilidade do Estado num assunto que, não sendo culpa do PSD, compromete o país sem apelo possível. A atitude agora tomada só está de acordo com uma coisa: a falta de tino de um lider asnático.

A triste conclusão é: Rio e Costa estão bem um para o outro. Em matéria de asneiras, venha o diabo e escollha.

 

26.11.20

ATÉ QUANDO?

 

25 de Novembro de 1975, data esquecida pelas “forças vivas” da Nação.

Se é verdade que o 25 de Abril de 1974 acabou com a II República, não é menos verdade que a hipótese de democracia só passou a ser real a partir de Novembro do ano seguinte.

Entre as duas datas, pela mão do PC e de uma data de grupelhos que, anos depois, deram origem ao BE, comandados por bandos de militares ignorantes, sedentos de poder e activos agitadores às ordens de bolchevistas e quejandos, o país foi vítima de uma chamada revolução socialista destinada a fazer de Portugal a Cuba da Europa.

A parte ainda não pervertida das Forças Armadas, sob o comando de Eanes e Jaime Neves, com o apoio dos partidos democráticos, conseguiu, em 25 de Novembro, estancar a horrenda ditadura que, a passos largos, se abatia sobre nós.

Mais de quarenta anos passados, a História, miseravelmente manipulada pela esquerda, continua a ignorar os factos e a atribuir a Abril a fundação da III República.

O vírus da esquerda continua a inquinar a nossa vida, a reinventar a História, a perverter a moral, a deseducar a juventude e a substuir a verdade por mentiras mil vezes repetidas.

 Até quando?

 

25.11.20

QUEM MUITO FALA...

...pouco acerta. Olhem o nosso tão amado Presidente. Um dia, tece louvores a todos nós, disciplinados, obedientes, conscientes, cheios de civismo, responsáveis, etc. e tal. No mesmo dia, diz que 80% dos contágios provêm da família. Obrigadinho, senhor Presidente, mas não merecemos elogios, andamos a infectar a família! Ó magia, os 80%, de um momento para o outro, passam a 60 e, horas depois, a 10. Consequentemente, o presidencial afilhado Costa veio decretar que é nosso dever aceitar os números da DGS, tão maravilhosamente explicados pelas duas loiras nas sua prelecções diárias, cem vezes rtepetidas. Confiar em quê, nos oitenta por cento, nos sessenta, ou nos dez? Dá para escolher, ou é rifado, ao calhas? Confiança, ó ingratos, confiança!

Se o senhor Presidente se calasse mais um bocadinho, todos ganhávamos com isso. Mas não é possível, o senhor Presidente tem que ter opinião sobre tudo e mais alguma coisa, e auto-obriga-se a comunicá-la à plebe. Um must! Inelutável! Sem “bocas” permanentes não há televisão, nem jornais, nem redes sociais. Não há Presidente.

As loiras e o seu chefe passam a vida a “explicar” o que ninguém percebe. Quem não percebe, erra. As informações, os decretos, as ordens, são oficialmente cristalinas, transparentes, sem lugar a dúvidas, não é ? E  as opiniões de centenas de especialistas, carradas de cientistas, toneladas de epidemiologistas e de mais não sei quantos opinionistas de serviço são credíveis, admiráveis, ocupam tardes inteiras, noites sem fim (as manhãs não sei, porque estou a dormir) nos canais de “informação”.

Todos os poderes, públicos, privados, formais e informais, estão apostados em fomentar o medo e a ruína. Quanto mais desgraça melhor. Quem se revoltar é uma besta.

E mais não digo, porque me faz mal. Vou pôr a máscara e comprar o jornal para fazer as palavras cruzadas.

 

24.11.20

A GRANDE MÁSCARA

 

A porcaria de dias em que vivemos anda a dar voltas à cabeça do IRRITADO. Tanta coisa a acontecer todos os dias, tanta volta, tanta reviravolta, tanta asneira, tanta falta de senso, de um mínimo de honestidade e de humildade, tanta gente convencida de uma verdade que, normalmente, dura dias, ou até horas até vir outra... o  bestunto ressente-se. a inspiração, a pachorra, a vontade de dizer ou escrever coisas ressente-se com ele.

Dizem que a culpa é da pandemia, mas eu duvido. Há, pelo menos, três pandemias, a do covides, a do medo e a do autoritarismo galopante. Dizem alguns teóricos - da conspiração ou de outra coisa qualquer - que há um não dito movimento universal para domesticar as vontades e as preparar para uma nova era, um novo poder, uma espécie de “atmosfera” global destinada, agora sim, a criar o “homem novo” de que falam (ou falavam mas agora disfarçam) os adeptos da grandes ditaduras.

Não sei se será assim, se haverá essa intenção da parte seja de quem for. Mas sei que, com estratégia ou sem ela, intencionalmente ou não, a nova noção de direito e de liberdade está florescente e a velha está em causa. As pessoas não só se adaptam àquela como exigem que os outros façam o mesmo. É o policiamento induzido. As novas gerações, a começar na mais tenra idade, passam a ter por bom o “sistema” que lhes impõem, ou seja, desde pequenos se lhes entranha na alma um ambiente de “disciplina” que aceitam e acabam por achar que é bom, que é mesmo assim, para eles é o normal, nem sequer o chamado “novo normal” de que nos fala a triunfante bestilalidade humana.

Ao mesmo tempo, a desapiedada destruição da economia vai de vento em popa. Dela nascerá a quarta pandemia, uma espécie de quarto cavaleiro do apocalipse, pai e filho da guerra e do fogo. Não haverá dinheiro que acuda ao que se passa. Despeja-se toneladas electrónicas de dinheiro falso que a nada corresponde, nem a notas de banco nem a nada de valorável, espécie de penso rápido para tratar uma gangrena.

Daí que não sei se valerá a pena falar das incompetências do poder ou das tricas que todos os dias nos caem em casa. Talvez com o tempo a coisa me passe. Entretanto, vou-me entretendo a desafiar a ditadura das máscaras ou a andar pela esquerda quando me mandam ir pela direita, coisas que não fazem sentido nenhum, mas aliviam.

 

Alle Menschen tragen Masken

Tragen Masken bis Anskrab

Nur im frohe Faschings Tage

 Wen die menschen tragen Masken

Legen sie die Masken ab.

(Isto deve estar cheio de erros, mas apetece-me). Tradução de pé quebrado: Toda a gente anda de máscara, de máscara até à sepultura. Só nos dias alegres do Carnaval, quando todos andam mascarados, é que deixam cair a máscara.

Não estou a gabar-me de falar alemão, porque não falo. Tenho esta na cabeça desde os tempos em que alguém tentou ensinar-me tal línguia. Sonho com o dia em que os que nos fazem andar de máscara deixem cair a máscara com que nos enganam e arruinam.

 

21.11.20

FOFURAS

 

Temos, finalmente, o nosso Trump, pelo menos em matéria de mentiras, obscenidades politicas, ultramontanismo e trauliteirismo. Trata-se de Santos Silva, a partir de hoje, o Fofo. Deu-nos para tal um contributo trumpista do melhor.

Diz o Fofo que não não pertence “a um partido que esteja encostado a quem gosta de tiranos e ditadores para efeito de garantir algum apoio governamental”. E disse mais, num cunjunto de alarvidades que, por higiene, me absterei de reproduzir.

Perguntar-se-á a que partido pertence uma criatura que, a alto nível, serve quem anda, há mais de seis anos, pendurado nos amigos do Kim, do Chávez, do Maduro, dos continuadores do Fidel e de tantas outras inflorescências das mais horrendas ditaduras. Será um independente ao serviço do PS? Ainda não percebeu que vive à custa de dois partidos ideologicamente  totalitários? Está maluco? Ou estará apostado em ultrapassar o Trump em matéria de bestialidade? Parece que já ganhou esta aposta.

Tudo isto por causa de o PSD dos Açores ter aceite o apoio parlamentar do Chega, o que causou a maior raiva, aos socialistas como a outros “puristas democráticos” apostados em manter o poder do PS+PC/BE, eventualmente para sempre.  Qual era a alternativa? Era a aplicada pelo PS quando se aliou a adeptos de ditadores e tiranos. Era nomear o PS local para governar os Açores, vê-lo cair no parlamento, depois seguir, ou para a alternativa ora oferecida, ou para novas eleições. Cavaco deu a mão à nova maioria, a que tal gente pertence, com trinta deputados, como R.Sousa fez ao dá-la à dos Açores, com outra gente, talvez igualmente indesejável, pelo menos para quem a teme (dois deputados).

Temos o nosso Trump!  É o Fofo, em língua IRRITADA.

 

15.11.20

UNS HERÓIS

 

Segundo o Presidente da República, o primeiro-ministro, os jornais, as televisões, os comentadores, os opinadores, os escritores, os artistas e o povo em geral, os profissionais da saúde são uns heróis, merecem a admiração , a gratidão, a veneração de todos nós. Muito bem, é assim mesmo!

A demonstrá-lo, os enfermeiros, coitados, estafados, a não poder mais, a servir dedicadamente os pacientes, sem sombra de tempo para si próprios, nervosos, stressados, resolvem fazer uns diazinhos de greve, certamente para gozar de merecido descanso. Muito bem. É uma atitude patriótica, pelo menos.

Na mesma ordem de ideias, temos o inestimável e também patriótico contributo da CGTP/PC que decide fazer umas “jornadas de luta”, a fim de exigir justíssimos aumentos de ordenado, o que muito se coaduna com o actual e indiscutível período de vacas gordas em que vivemos, coisa que se espera progrida por muitos e bons anos.

O IRRITADO saúda entusiasticamente estas atitudes, desejando-lhes as maiores felicidaes.

 

15.11.20

COERÊNCIA

 

O senhor Burla, presidente da Pfizer, anunciou a nova vacina do covide. Obrigadinho, ó Burla! Grande dia para a humanidade, disse ele.

A coisa é tão boa que, a prová-lo, no dia seguinte, o Burla vendeu um monte de acções da sua companhia, realizando mais valias de muitos milhões.

Grande Burla!, ou grande burla? Cross your fingers.

 

15.11.20

DA MORAL SOCIALISTA

 

Depois de quatro anos de reconstrução das ruínas em que o PS (de Sócrates, Costa, Santos Silva e outros, hoje no galarim do poder) nos deixara, Passos Coelho ganhou as eleições sem maioria absoluta. Costa, ainda fresquinho da vitoriosa traição que o levara à liderança do partido, negou-se a negociar com o PSD e foi buscar apoio parlamentar às extremas esquerdas, a soviética e a doida. A geringonça entrou no poder, lá ficou quatro anos e, se calhar, vai mamar outros quatro, preparando o país para a nova ruína que se aproxima a passos largos. É o “novo normal” do socialismo.

Tal “solução” mereceu a elogiosa e generalizada aceitação dos habituais serventuários do PS nos media e no comentário político, os quais se dedicaram, e continuam a dedicar, aos elogios mais malucos, fomentando a instalação da cegueira nas pessoas, via manipulações, mentiras e mentirolas. Ainda por cima, com apoio presidencial.

Muito bem, dirá a nacional-bem pensância. A nova maioria parlamentar tem toda a legitimidade, mesmo metendo no poder, com calçadeira, não com votos populares, os partidos até então classificados pelo PS como não democráticos.

Adiante. Este ano, nos Açores, ficou o PS na mesma situação que PSD conheceu há anos no continente: ganhou as eleições sem maioria absoluta. O PSD local resolveu fazer o que o PS tinha feito: arranjou uma maioria ad hoc, juntando à antiga AD um (ou dois?) deputados do novo partido Chega.

Consequentemente, o PS apresenta aos media um desconhecido (disseram-me que é secretário-geral adjunto do Costa), encarregado de acusar o PSD Açores da mais vil traição, por ter juntado ao grupo um partido classificado pelo PS como não democrático. Ou seja, no continente, o PS tem toda a legitimidade para fazer maioria com vinte e tal deputados de partidos que toda a vida classificou como não democráticos. Mas, segundo o novo PS, oficialmente representado pelo importantíssimo desconhecido que refiro acima - sem citar o nome porque não o sei, nem quro saber – a idiotia, a aldrabice e a imoralidade chegam ao ponto de tal artista vir dizer que o PSD, ao juntar, nos Açores, um (ou dois?) deputado do Chega, está a trair o seu próprio passado.

A falta de vergonha atinge assim os píncaros no cumprimento das normas da “moral republicana” (ó desgraça, há quem coma disto!).

 

Declaração de interesses: o IRRITADO acha que, nos Açores, o PS devia ficar a governar, à rasca, em minoria. Isto, por respeito a uma praxe constitucional que, no continente, o PS pôs no caixote do lixo. Por outro lado, não deixa de dar um certo gozo que a “solução” do PS tenha frutificado no Atlântico de pernas para o ar. Ou seja, que o feitiço se tenha virado contra o feiticeiro, talvez preconizando tempos menos piores para todos nós.

 

8.11.20   

AGORA É QUE VAI SER BOM!

 

Acabo de ler as novas decisões do Costa & Cª. Fantástico! Não percebi patavina. Desafio os meus compatriotas, por certo mais inteligentes que eu: leiam a descrição do que lhes é ordenado pelas vossas inigualáveis autoridades. Se perceberem, dou-lhes um doce. Enquanto comerem o meu doce, tentem memorizar as ordens a fim de, civicamente, cumprir com o que lhes é ordenado. Ou sugerido, ou aconselhado, na nova formulação. Ficarão a saber que tudo é proibido, mas tudo é permitido. Antes de cometer algum acto eventualmente criminalizável, saibam que podem fazer tudo e não fazer nada. No fim, ficará a cargo da polícia de costumes passar-lhes uma multa, não lhes passar uma multa, repreendê-los ou elogiá-los, tudo segundo a inspiração, a opinião, a boa ou má disposição dos “agentes” do Costa, civis ou militares.

Mas vai ser ainda melhor. Um fartote. Dentro de momentos, virá o “estado de emergência”, quer dizer, a Constituição hibernará, o Costa ficará a poder fazer o que lhe vier à cabeça sem limites outros que não sejam os da sua consciência (de quê?).

A confusão, a ditadura sanitária, o descalabro económico, atingirão o seu climax. Quem ganha com isto? O Costa, cada vez com mais poder, ou com poder mais “justificado”.  Os “números” serão, uns, criteriosamente trabalhados, outros cuidadosamente escondidos, como desde o primeiro dia da era do covide.

Uma homenagem ao Jerónimo: foi o único que revelou algum bom senso à saída da presidencial audiência.

 

4.11.20

 

ET. No dia 1 foram proibidas as feiras de levante: no dia 2 foram autorizadas. No dia 3 abriram.

As actividades não urgentes do SNS foram "restauradas" seis dias antes de votar a ser proibidas. Espera-se reabertura nos próximos dias. Etc.

 

TESTEMUNHO MASCARADO

Dada a minha provecta idade, associada a muitas décadas de feroz tabagismo, tenho uns problemas de falta de ar. Sou membro do mais chato dos “grupos de risco”. Daí que, se ponho a máscara, lá se vai o que me resta de respiração. O ar que entra é menos, mais pobre e impõe esforço acrescido. Respiro os restos de oxigénio que os pulmões recusaram, cheios da porcaria que deitaram fora. A fuça fica suada, quente, incomodadíssima. Em suma, não aguento a máscara.

Se, no meu caso, os malefícios da máscara são evidentes e se setem de forma directa, imediata e aflitiva, fica provado o facto de a máscara, sobretudo se usada continuadamente, não pode deixar de ser prejudicial para toda a gente, novos e velhos, embora a maior parte talvez não lhe sinta os efeitos. Mas não pode haver dúvida de que, a prazo, terá as suas consequências na oxigenação de cada um. No entanto, a “informação” (pública e privada) tem passado o tempo a recomendar a máscara, que não faz mal nenhum...

Para mim, a solução é a chamada viseira, que alivia um pouco a câmara de horrores em que  a máscara me mete. Mas há os fundamentalistas militantes, que marimbam nos velhos ao mesmo tempo que dizem protegê-los. Experimente, por exemplo, ir ao Oculista das Avenidas, no Campo Pequeno, ou ao Hotel da Vista Alegre, em Ílhavo (cito estes dois porque me merecem particular embirração, mas há muitos mais). Já decorei o decreto (nº 20 de 2020 , artº 13º) que diz “máscara ou viseira”, mas os fundamentalistas são mais costistas que o Costa. Não perdoam. A máscara tornou-se obrigatória, mesmo sem o ser. Os portugueses obedecem, meticulosamente ensinados a perseguir-se uns aos outros ainda mais que de costume.

Enfim, aqui fica um testemunho que talvez seja útil. Nada tem de científico. É um saber de experiência feito, como diria o poeta.

Aliás, no mundo do covide a ciência serve para tudo, isto é, para dizer que é branco, que é preto, azul às riscas, etc. Venha o diabo e escolha.

 

3.11.20

SAÚDE DE ESQUERDA

Sob a direcção da esquerdoida Catarina e da dona Temido, a geringonça e o actual governo tomaram para si a direcção da luta de morte que o socialismo trava contra a medicina  privada.

Os hospitais privados foram, ou vão ser, corridos do SNS, quer prestassem ou prestem bons serviços quer não, quer sejam mais baratos para o Estado quer não. Ao socialismo o que interessa não é a saúde das pessoas, interessa saber quem presta os respectivos serviços. Ter bons serviços, pagar bem aos profissinoais, fornecer saúde de qualidade, se privado, é crime e, se, ainda por cima, tal for sustentável e, até, der dividendos, é crime ainda maior, de lesa ideologia, mesmo que invista na qualidade, no bom serviço, no aumento da oferta de saúde.

É sabido que o SNS, durante o consulado da geringonça - mesmo, segundo dizem, gastando mais - multiplicou os problemas. Não foi preciso o covide para fazer rebentar o SNS pelas costuras. Foram precisas as cativações, o fim das PPP, o desnorte da gestão.

Veio a crise do covide. Os actos médicos que foram (ainda mais) adiados, ou simplesmente não prestados, contam-se por milhões. A propaganda oficial e os media afastaram as pessoas do SNS, fomentaram o medo dos hospitais, misturaram o covide com o resto, arruinaram o resto. Desde que os privados ficassem de fora, tudo bem, não é?

Até que o covide progrediu. Agora, rebentado o SNS, vai de pedir ajuda aos privados. Mas, quando estes se dispõem a socorrer providenciando serviços vários para aliviar os hospitais públicos e lhes permitir mais trabalho na área do covide, ou seja, abrir as portas aos abandonados com outras patologias, os jornais e os políticos, “inteligentemente”, acusam os privados de não querer tratar dos covides!

No auge do desespero, as “autoridades” propõem-se ceder. No auge da estupidez a esquerdoida Catarina, e não sei se outros, vem propor a “requisição civil” dos hospitais privados. Será que a hedionda mulher sabe o que é uma requisição civil? Não admito que não saiba. O que ela quer prevenir é que os negregados privados prestem serviços e os cobrem. Será que os serviços dos hospitais públicos são de borla?

Vivemos nisto. A somar à epidemia – que custa muito e mata pouco – temos o socialismo, que mata muito e custa o que custa.

 

2.11.20

NB: Há luto nacional pelos mortos do covide. Há muitíssimo mais mortos sem covide do que com ele, muitos por falta de assistência. Mas estes não merecem o luto do socialismo. Nem a culpa.

DECLARAÇÃO DE VOTO

 

Antes que haja resultados que possam provocar dúvidas em relação ao voto do IRRITADO, passo a esclarecê-las, uma vez que não pouca gente será capaz de dizer que sou, ou seria, se fosse o caso, capaz de votar no Trump.

Não. Votaria Biden. Não voto Trump porque não voto na trampa, seja ela de esquerda, de direita, do centro, de baixo ou de cima. Trump não é outra coisa que não seja ele mesmo. É um mero ignorante ulta-convencido de si próprio, asnático, malandro, aldrabão, capaz de tudo, um fala-barato, um banha da cobra, uma vergonha de pessoa, se é qure merece tal nome.

Pior que isso, é um indivído perigoso, mesmo quando tem, por mero acaso, razão. De resto, as razões dele põem em causa seja que equilíbrio for. Trai os seus aliados, faz-se com o Putin, com o Kim, com os árabes, com os judeus, com Deus e com o diabo ou com quem, estupidamente, achar que lhe convém, ou com quem, de momento, lhe fizer jeito. É, comprovadamente, um inimigo da Europa, um inimigo do meu país.

Como qualquer ditador o faria, e faz, põe antecipadamente em causa a legitimidade das eleições caso o resultado lhe não seja favorável. Não há nada mais ordinário.

Juntem a isto o que quiserem. E não se convençam os que estão à direita do centro, que ele tem alguma coisa a ver com essa posição.

Aliás, passado o pesadelo de um potencial candidato que se dizia socialista, o socialismo dos americanos é mais liberal que o dos liberais europeus. Não me mete medo.

 

2.11.20  

INFORMALIDADES FORMAIS

Uma estranha característica da III República portuguesa é isto de o palácio presidencial ser uma espécie de centro de conferências de imprensa dos partidos políticos, e não só.

Não estou a dizer mal do actual senhor de Belém. Neste aspecto, os do passado são iguais.

Isto de, após uma audiência formal, ficar o palácio à disposição de jornalistas e de políticos para mandar os seus bitates, é coisa que, na Europa civilizada, me parece única e incompatível com a gravitas presidencial que seria de exigir. Os partidos têm a suas sedes, o parlamento, a rua, para dizer de sua justiça. Não deviam ter estas presidenciais borlas.    

Fica a opinião, inútil como de costume.

 

2.11.20

DONA GOMES

 

Quando as pessoas morrem, é costume, ou não dizer coisa nenhuma, ou, humanitariamente, lamentar o facto de alguma maneira. Tratando-se, como é o meu caso, de um total desconhecido como o senhor Sindica, o mais que se pode dizer é que é triste morrer aos quarenta e tal anos. E pronto, é o que diz o IRRITADO.

Mas há quem diga mais, os amigos, a família e outros, naturalmente. E, também naturalmente, a dona Gomes. Disse ela, dando largas à sua mentalidade conspiratória, pidesca e ilegítima, esta simples frase: “estranho, muito estranho”. Aqui temos mais uma demonstração da verdadeira natureza e dos altos sentimentos da indivídua que quer ser presidente da República em Portugal. Coitada, sem mais nem menos, perdeu um dos seus bombos de festa. É natural que ache estranho. Deve ser para se preparar para mais um ataque qualquer, desta vez ao cadáver do fulano.

Não faço a menor ideia do que o Sindica fez ou deixou de fazer antes de morrer. Mas o facto de ser perseguido pela dona Gomes só abona em seu favor. Por outro lado, sei que foi roubado por um tal Pinto, gatuno de alto coturno que está a ser julgado em Portugal e que merece, da dona Gomes, o estatuto de herói.

O raio da mulher persegue, calunia, aldraba, sempre impune e orgulhosa do que faz. Levou para assar, em todas as instâncias, por exemplo no caso do diplomata europeu que acusou das maiores trafulhices, totalmente inventadas. Que se saiba, não pediu desculpa. Que se preveja, jamais pedirá.

É o que temos (mas não só) para credibilizar, em particular, as eleições presidenciais e, em geral, a República.

 

29.10.20

RESUMO ORÇAMENTAL

Agora, passado o primeiro acto da farsa orçamental, ou nada, ou pior.

Se for o pior, as esquerdoidas atacam na farra da especialidade, sacam mais uns tostões “para o povo”, fazem mais umas rábulas, esperneiam e, feitas as contas, o país ficará mais próximo da ruína; o PS, dizendo que privilegiou o “compromisso”, continuará a geringonciar, todo satisfeito. Culpada da ruína será “a direita”, que a esquerda é inimputável, ou inocente por definição.

Se for o nada, ou perto disso, o PS abandonará a geringonciação e, com o apoio da chefe do racismo, de outra senhora não sei quem é, e dos animalescos, continuará no poder sem peias de maior. A ruína virá um pouco mais tarde, mas ficará garantida na mesma. A culpa, como sempre, continuará a ser da “direita". O BE, segundo a Ana Catarina, “fez-se com ela”.

Temos que pensar nisto muito a sério. A desgraça vai ser funda e longa. O diabo já cá está, e está há muito no poder. Será preciso inventar um Passos Coelho ao cubo para restaurar a democracia e fazer perceber as verdades, ora tão fugidias que só serão percebidas pela maioria quando lhe caírem am cima.

É pena. O IRRITADO gostava de se enganar mas, para já, não vê como. O circo está montado e não há quem lhe denuncie a prestidigitação. O senhor de Belém deve estar contente, aliás como sempre.

 

29.10.20   

VERMELHIDÃO

Na discussão do orçamento, o todo-poderoso senhor Costa apresentou-se com máscara vermelha, gravata vermelha, caneta vermelha, pasta vermelha e meias vermelhas. Era o que estava à vista. Longe de mim imaginar a cor das cuecas de sua excelência. Mas, dizia  Houismans, ce qui est en haut est comme ce qui est en bas

Trata-se de um facto politicamente relevante. Resta saber porquê.

Será a afirmação de convicções marxistas que não apareciam à tona no PS desde os tempos do PREC? Uma chamada de atenção destinada aos taralhocos do BE, a dizer que o “verdadeiro socialismo” está no PS? Vermelhos de todo o mundo, uni-vos?

Ou será uma manifestação de carácter desportivo, no dia em que o seu mais-que-tudo vai a votos no Benfica? Que diabo, correram comigo da “comissão de honra” do Vieira, mas aqui está, bem patente, a minha inabalável fé?   

Ou as duas coisas? Ou coisa nenhuma, só mau gosto, pirismo visceral, saloiice?

Ficam as perguntas para que os analistas, politólogos, intelectuais da bola e outros membros das nossas elites se possam debruçar sobre elas, a fim de esclarecer as ignaras quão gratas massas.

 

28.10.20

ENGANEI-ME?

A seguir às eleições, quando o Costa declarou a morte da geringonça, vaticinei que não havia morte nenhuma, a coisa estava viva mas com nova “alimentação”. O prognóstico saíu errado. O PC mantém-se, o pinduricalho chamado PEV também, mas o BE (diz que) sai. Os novos adjacentes dão uma no cravo outra na ferradura, mas ninguém duvida que estão a bater à porta para mostrar que existem. Tudo teatro, ópera bufa. A super-racista Joacine alinha, pois claro! E o PAN dará umas dentadinhas, mas é tudo fogo de vista.

Tudo nos conformes. O prolongadíssimo primeiro acto chegou ao fim. Após o intervalo, o BE fará mais umas rábulas, a dona Catarina proferirá mais umas ameaças mais ou menos estúpidas. E pronto.

Bem vistas as coisas, talvez o IRRITADO não se tenha enganado. O grande objectivo de destruição da economia e o caminho firme para o abismo continua a unir as partes, como a aprovação do orçamento bem prova. Na especialidade, o BE vai fazer passar mais umas asneiras, e pronto, a geringonça aí estará. A ruína também, resta saber se a curto ou médio prazo.

 

27.10.20

JOE BERARDO

Sempre achei piada ao Berardo. Os seus discursos na TV nos tempos da crise do BCP metiam num chinelo os do Araújo Pereira. O homem desdobrava-se em considerações sobre “a institução”, que se desmoronava aos poucos, acabando por não se perceber o que queria dizer, com aquele ar meio esperto meio alarve que o caracteriza. Dele se diz um sem número de coisas, deve milhões, trata o poder com a arrogância dos simples, deve ser espoliado, e é, por causa das dívidas, faz casas de banho no terraço, um nunca acabar de acusações, se calhar certeiras, razoáveis, fundamentadas, mas continua a fazer obras e obras, sabe-se lá como ou com que dinheiro. No fundo, será um gozão cheio de lata, tipo Trump. Não sei.

O que é visível, porém, é que fez uma colecção de arte moderna inigualável, tem um parque “asiático” no Bombarral, com Budas de todos os tamanhos e feitios guardados por soldados de barro, numa enorme quinta, visitável por quem quiser, onde produz, julgo, uns vinhos e mais não sei quê. Tem um palácio em Azeitão, que comprou decrépito e recuperou contra ventos e marés e que pôs à disposição de visitantes outrora proibidos de lá entrar. Tem uma enorme organização de vinhos sediada em boas instalações agro-urbanas, com paisagens, lagos e estatuária de sua conta e risco (ou dos bancos, não se sabe ao certo), que estão à vista de todos, são visitáveis por todos, de borla, apesar de crítica e condenações sem fim. Já no meio das maiores perseguições, fruto de uspeitas ou certezas financeiras, continua sem parar. Abriu um novo museu de azulejos, julgo que em Évora, à disposição dos apreciadores de arte e cultura. Mais uma cereja no bolo: transformou um barracão que há décadas não servia para nada que não fosse agredir a paisagen, e fez, ou está a fazer (sem licença da câmara, como o Corte Inglês) mais uma instalação cultural, julgo que para interpretação de actividades económicas relacionadas com a produção de vinhos. Talvez faça, ou tenha feito mais coisas, que não sei nem procuro, hão de vir nos jornais, rodeadas de acusações e indignações.

Como “julgar” Berardo? Trafulha desde pequenino, ou mecenas como não há outro? Berardo deve ir parar à cadeia ou ser condecorado pelos serviços prestados à comunidade? Onde está o “interesse público”?

 

25.10.20    

LEGITIMIDADE JORNALÍSTICA

O jornal socialista chamado “Público” procura, e consegue, dar razão a quem o considera “de referência”, isto mercê um bom trabalho gráfico, razoável informação e guarida dada gente de outras áreas, como o JM Tavares ou o Rangel/PSD, bem embrulhadinhos em esquerdistas ferrenhos e “cientistas” da ultra esquerda, como os “sociólogos” de Coimbra, chefiados pelo tenebroso Boaventura SS.

Ontem, porém, a careca ficou à vista. Nas vésperas das eleições nos Açores, o “Público” ocupa sete oitavos da primeira página com violento ataque ao líder do PSD/Açores, manchete a toda a largura e fotografia de um pardieiro qualquer, a ilustrar alegadas irregulades do homem. Depois: página 2, 3, 4 e 5, continuações de página inteira, ou seja, 5 páginas exlusivamente dedicadas ao mesmo assunto, com o objectivo claro de demolir o homem.    

Não faço ideia se o atacado fez marosca ou não. Nem me interessa tal coisa. O que interessa é registar o trabalho do jornal, que terá levado meses de vasculho em punho, para ser lançado na véspera das eleições. Porque não há mais tempo, ou mais tarde? Só há uma razão: é uma interferência totalmente ilegítima num acto eleitoral.

Às vezes é bom desmascarar, não o eventual prevaricador (arguido de nada, acusado de nada, condenado por nada, até ver), mas a forma como um jornal alegadamente independente se imiscui no derrube de um candidato que não agrada à tribo.

  

23.20.20

MORAL REPUBLICANA

O IRRITADO nunca foi simpatizante das “causas” dos professores, uma vez estes sob o comando autoritário, e ordinário, de um representante politicamente qualificado do PC, Nogueira de seu nome, ou coisa que o valha. É chocante ver uma classe, tida por culta, obedecer cegamente a tal criatura, nas sua mais extravagantes exigências e nos seus populismos baratos, que, geralmente, saem caros a todos nós.

No entanto, ao ler no jornal que 800 professores em falta na educação pública iam (ou vão) ter salários entre 555 e 750 eutos, o IRRITADO vê-se forçado a rever a sua posição, não em relação ao tal Nogueira, ou coisa que o valha, mas no que respeita a tais pretendentes aos lugares em aberto. É sabido que os professores, que os há bons e, muitos, muito maus, não podem ser pagos desta maneira. Então um profissional qualificado (seja professor seja outra coisa qualquer), contratado pelo Estado, pode ganhar o mesmo, ou menos, que uma menina que vende pevides na mercearia ou varre escadas na Pontinha? Parece que não.

Não sei ao certo mas desconfio do número 800. Admito que, com os novos horários gentilmente oferecidos pelos geringonços, até sejam precisos mais professores. Com ordenados daqueles, a conclusão a tirar é que, ou o Estado socialista não quer contratá-los, ou só são precisos para efeitos duvidosos.

Nada disto é coisa compaginável com a propaganda e as “doutrinas” governamentais. Deve ser um problema de “moral” republicana.  

 

23.10.20

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