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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

POPULISMO

Anda meio mundo cheio de medo dos populismos, dos euro-cepticismos e de outros ismos. Muito bem. Engraçado é verificar que todos os populismos são de direita, proto fascistas ou fascistas mesmo, nacionalistas, isolacionistas. À esquerda, segundo as opiniões “correctas”, só há altos democratas, gente finíssima, a quem a humanidade muito deve.

Por cá, a coisa vai mais longe: segundo o politicamente correcto, somos o único país da UE que não tem populismos, leia-se, não tem extrema-direita. É verdade que não a temos, e ainda bem. Há uns grupelhos, de malfeitores ou de abstrusos, é tudo. Mas não é verdade que não haja populismos em Portugal. Há-os, e em quantidades industriais, só que de extrema-esquerda e até de esquerda dita “moderada”.

De extrema-esquerda, temos 20% no parlamento, e mais uns, poucos, em geral pataratas sem expressão. O que são as promessas mirabolantes do PC? Populismo ideo-demagógico. O que é o soberanismo do PC? Populismo, tão nacionalista como, por exemplo, o do Vox. O que são as ideias das esquerdoidas do BE que, por hábito, votam com a madame Le Pen? Populismo. O que é a luta contra o euro, de um e de outro? Populismo pouco esperto ou acanalhado.

Se sairmos da zona comunista, o que vemos quando o chamado primeiro-ministro atira à cara das pessoas as maiores aldrabices, o fim da austeridade, o progresso da economia, a felicidade a rodos que espalha por aí? Populismo baratucho, mas que funciona, como o do senhor Salvini.

Cereja no alto do bolo, o popularuchismo do senhor que direita pôs em Belém e que anda há anos com a esquerda ao colo. O que será? O que será a “politica dos beijinhos”?

Pensem nisto, não vão em cantigas.

 

23.5.19

EFICIÊNCIA PÚBLICA

 

Um conselho do IRRITADO: se você quiser saber onde vai votar, o último site a consultar é a o da Comissão Nacional de Eleições. Este serviço estatal está no estado dos demais serviços do Estado, ou seja, não presta.

Experimente. Vá ao site da coisa, ande nele para diante e para trás, perca um bom quarto de hora. Pode ficar descansado que, por mais voltas que dê, não resolve o seu problema. Vá ao Google e, num instante, fica a saber como é. Basta fazer a mesma pergunta que fez à CNE.

 

22.5.19

O IRRITADO ERROU

 

O IRRITADO pode ser muito irritante. Mas não tem o hábito de inventar notícias ou de as falsificar.

Foi induzido em erro por uma local que referia que a demissão do director do moribundo Museu Nacional de Arte Antiga fora provocada por declarações dele, em que dizia a verdade sobre o caos que se vive na instituição. Parece, no entanto, que não foi assim. O tal director já estava de partida. A data de demissão é que foi mal escolhida.

Por isso, o artigo sobre o assunto foi apagado. Pela incorrecção, as minhas desculpas aos leitores.

Posto isto, haverá que dizer que a opinião do IRRITADO sobre a dona ministra não se alterou. Nem que o museu, como o património em geral, está em boas mãos.

 

22.5.19

A DESGRAÇA CONTINUA

Dizem línguas tidas por péssimas no Largo do Rato, que os anos em que, em média, o Estado mais investiu, foram os do consulado Durão/Santana. Dizem também que, no auge da crise que o PS criou e cumprindo o contrato que o PS celebrou com a troica, o governo Passos Coelho investiu mais que o do usurpador nos anos do “fim da austeridade”, da “página virada”, “da devolução de rendimentos” a que submeteu o país. Segundo o “Expresso”, Costa investe menos um milhão (por dia!) que Passos Coelho. Mais: nos anos da frente de esquerda, o PIB per capita estagnou, isto é, a produtividade desceu, e nunca mais subiu.

Mas as contas estão certas!

Salazar, a quem chamavam, com razão, “o contabilista”, encontrou um sucessor à altura. Com uma pequena diferença. No tempo dele, apesar da modéstia em vigor, o que, hoje, poderia chamar-se Estado Social, ia dando uns passinhos para a frente. Com o contabilista Centeno, o Estado Social, tão propagandeado como jóia do nacional-esquerdismo, está cada vez pior. O sacrossanto Serviço Nacional de Saúde está doente como jamais tinha estado durante a III República. Nesta matéria, mais do que à altura de Salazar, Centeno bate-o aos pontos.

O que aí vem, não se sabe. Mas sabe-se que a desgraça vai continuar.

 

21.5.19

SALAZAR ESTÁ VIVO

Diz-se, com foros de verdade, que Oliveira Salazar, quando lhe disseram que devia haver petróleo em Portugal, comentou: “Só me faltava mais essa!”

Uma pequena frase que bem ilustrava a filosofia do “pobrezinhos mas honradinhos” ou do “produzir e poupar”, tão caros à II República.

De petróleo, nem falar!

A central nuclear de Ferrel foi abandonada, julgo que já durante o consulado de Marcelo Caetano.

É certo que a II República nos livrou da guerra e do comunismo que assolava a Espanha, com as consequências que se sabe. Mas “livrou-nos” também da modernidade, da riqueza que alastrou na Europa democrática depois da II Guerra. Manteve-nos em apagada modéstia, sequestrando-nos com isso as liberdades e mantendo-nos imóveis em relação à necessidade de resolver a questão do Império em condições aceitáveis.

Passados mais de quarenta anos da III República, a filosofia do imobilismo salazarista continua, triunfante e barulhenta.

A barragem de Foz-Coa, por obra e graça do doce imobilista chamado Guterres, foi sacrificada à “cultura”: em vez de retirados os bonecos para um museu, deitou-se fora muitos milhões de contos e arranjou-se lá no sítio uma imponente máquina de sorver dinheiro dos impostos.

O nuclear, fonte de energia barata, não poluente e segura, foi definitivamente posto de lado por douta decisão do senhor Pinto de Sousa, dito engenheiro Sócrates.

A prospecção de petróleo – a 40 quilómetros da costa!!! – foi vítima de hordas de eco-estúpidos em fúria.

A procura de gás de xisto parece já estar posta de lado, arredada pelo politicamente correcto, que diz poder ser prejudicial a “eventuais(!) estações arqueológicas que possam existir no trajecto”.

A somar a isto, leiam no “Publico” a parangona de hoje: Minas de lítio enfrentam movimento nacional de protesto. Lá se vai mais uma maneira de fazer crescer a economia, sacrificada esta às arrancadas de gente convencida que vai arrefecer o planeta, coitado, que se está borrifando para ela, ou a outra coisa qualquer, ilusória ou aldrabófona, veiculada pelas modas em vigor.

 

Salazar está vivo e de boa saúde!  

 

14.5.19

VIVÓ BERARDO!

Como julgo já ter escrito nestas arengas, sempre achei piada ao senhor Berardo. Lembro-me dos ditos do fulano quando se pronunciava sobre os problemas do BCP. Em matéria de piada, mete o Araújo Pereira num chinelo. E não tem papas na língua quando se põe a gozar sem olhar a quem.

A "performance" berardiana na comissão não-sei-de-quê veio confirmar as minhas convicções a este respeito.

Perguntar-se-á: Quem é o mau da fita? O Berardo, ou quem lhe adiantou o dinheirinho? Não sei ao certo, mas mon coeur balance. É que, como diz o devedor, não há dúvida que convinha aos segundos que aparecesse um accionista novo no BCP, um que ficasse devidamente controlado. Nas palavras do humorista Berardo, ao aceitar os milhões, ele até estava a fazer um favor aos bancos. Pelo menos em parte, ou em grande parte, é verdade.

Outra coisa que não percebo é esta:

Se um teso qualquer comprar uma casa, dando-a como garantia do financiamento, que lhe acontece se não pagar? O banco vai-lhe à casinha, o nosso teso fica sem ela e sem o dinheiro, o mais que pode fazer é ir queixar-se à DECO, o que equivale, mais ou menos, a ir queixar-se ao Barbosa du Bocage. Por seu lado, o banco, se avaliou mal a casa, ou se o mercado abanou, vendê-la-á com prejuízo, meterá a viola no saco e contabilizará diferença em perdas operacionais. O que acontecerá se o Berardo, que deu as acções do BCP como garantia do empréstimo - o que foi aceite - as der de volta ao banco em pagamento? Fica a conta saldada, não é?  É o mesmo que com a casota do teso. Ou não? O teso não tem que pagar, mas o Berardo, coitadinho, é perseguido? Que raio de justiça é esta? E a igualdade? E o direitos humanos?

Os tipos que lhe emprestaram a massa, e até foram administradores do BCP até à miséria final, parecem ser quem devia estar na berlinda. Quem deve o dinheiro é quem o desperdiçou, não quem acreditou em tal gente, ao ponto de se endividar daquela maneira, não é, ó Joe?

Muito bem faz o Berardo em transformar a comissão de inquérito num programa humorístico. Os deputados que se cuidem, se forem capazes.

 

13.5.19

DIFERENÇAS

Você anda nervoso, chateado, apetece-lhe matar a sogra, está farto de aturar os miúdos, a conta do banco anda aos bordos. A meio da noite, estremunhado, depois de fazer xixi senta-se na sacada da casa de jantar. A lua vai alta, é verão, uma doce brisa parece sair dos requebros das árvores do jardim. Tudo à sua volta é silêncio, paz, harmonia. Só você está triste. Sente que precisa de qualquer coisa que o anime, que se junte à noite para o ajudar a sair das suas iras e inquietações. Lembra-se de ouvir música. Boa ideia. Vai lá dentro e escolhe. Uns nocturnos de Chopin ou uma coisa mais alegre, talvez Mozart. Põe a tocar o que escolheu e, meia hora depois, está recomposto ou, pelo menos, melhor.

Mas isto é você. Há gente muito diferente neste mundo – é a diversidade genética, como se diz em ecologuês.

Por exemplo, há uma fulana de quarenta e cinco anos, que parece ter cinquenta e quatro (do tempo em que as pessoas não iam ao dentista), com melenas oxigenadas penteadas à garçonne, toda serigaita, a quem chamam ministra da saúde, a qual, quando está chateada (ela é que o disse!) ouve a “Internacional”, e fica logo boa.

Veja bem a diferença entre si, meu caro, e a gente que diz governá-lo! 

 

13.5.19

PORTUGALHÊS

 

Uma senhora, especialista em "educação," Bárbra Wong de seu nome, publicou um artigo sobre uma coisa qualquer, tendo, do seu certamente brilhante texto, extraído o seguinte lead:

“A época de exames, a mim, dá-me para engordar.” Para ficar mais completo, em perfeito “eduquês”, podia ter escrito: eu, a mim, pessoalmente, dá-me para engordar. Ficava melhor, não acham?

Para nos esclarecer, concluiu: “Tenho o fígado feito num oito, sei-o hoje porquê”.

A mim, IRRITADO, o que põe o fígado num oito é ler bojardas deste calibre. O português, na mão de gente desta, é que já nem fígado tem, só umas tripas ordinárias.

 

12.5.19

FOGE CÃO, QUE NINGUÉM TE FAZ BARÃO

Num jornal qualquer apareceu escrito que o camarada Costa, tido por legítimo primeiro-ministro de Portugal, estava na corrida para substituir o senhor Tusk como presidente do conselho europeu. Muitas almas, nesta aldeia, reagiram a tal notícia, umas com júbilo (é o meu caso, vê-lo fora daqui seria um descanso), outras com acrescida inquietação sobre o futuro da Europa. Haverá também aqueles, membros da filarmónica dos idiotas, que se sentiram orgulhosos por ver tal figura com hipóteses de subir tão alto.

Estas coisas não acontecem por acaso. Se a notícia apareceu é de presumir que alguma diligência terá sido feita para sondar as chances de tal promoção. O resultado terá sido negativo, isto é, entre quem manda nessas coisas o pânico deve ter sido avassalador. A Europa anda mal, mas não tão mal que se sujeitasse a ser presidida por tal pessoa. O homem é bom para enganar a plebe cá da terrinha, mas, que diabo, há que poupar os outros à nossa triste sorte.

O camarada Costa deve ter sido informado disto, quer dizer, que não tinha “eleitorado” para alimentar ilusões. Daí, fugiu a qualquer maluquice do género. Bom contador de news, voltou atrás com o rabinho entre as pernas e narrou, “patrioticamente”, que não é, nem foi, candidato a nada. É mentira mas fica bem. O seu já designado sucessor, camarada Pedro N. Santos, terá que esperar mais uns tempos, para tristeza das esquerdoidas e do Jerónimo, que sonham com o dia em que verão o Costa ser substituído por outro ainda pior.

Verdade é que o diabo não apareceu. Já cá estava, e bem instalado. O problema é nosso, não há quem o queira ver exportado.

 

10.5.19

DO NACIONAL-MAMARRACHISMO

Vemos e lemos, a intervalos regulares, as queixas dos arquitectos (arquitetos e arquitetas, em neo-português) contra os engenheiros que assinam projectos de arquitectura. Por mim, acho bem. Cada macaco no seu galho.

O problema é quantidade de mamarrachos já construídos e a construir, saídos dos computadores e da mente privilegiada dos arquitectos. Ainda não está acabado o horrível pralelipípedo da Fontes Pereira de Melo, e já anda nos jornais a maquete de outro, ainda pior, a edificar na Almirante Reis. E o monstro do Estoril? E o prédio da polícia de Cascais? E por aí fora, quem acode?

Parece justo e legítimo que os arquitectos se arroguem o exclusivo da arquitectura. Mas, ó gente, há casos em que as dúvidas também são justas e legítimas.

 

10.5.19

DE PROFUNDIS

Anda por aí, há vários dias, esta notícia, não desmentida: A ministra da Saúde veio dizer que dos 2.600 portugueses que morreram em 2018 à espera de uma cirurgia no âmbito do SNS, 70% morreram dentro do “prazo de espera”. Este prazo é o período de tempo que o próptio governo define como normal para a execução da cirurgia.

Portanto, morrer dentro do prazo é óptimo. Vistas as coisas assim, só uma minoria de 30%, ou seja, 780 doentes é que violaram as regras e foram morrer fora do prazo. Boas notícias...

Dir-se-ia que se trata de coisa normal, dado que a tal senhora, dita ministra, é especialista em bocas ordinárias, irritações fáceis, palavrões ideológicos, socialismo radical, pacotilha vária. Não: este tipo de novidades é prática política do governo, inúmeras vezes reiterada. Os desgraçados que pedem a reforma também são beneficiados pelos prazos do governo: deixem-se estar por aí que, com sorte, talvez cheguem vivos ao luminoso dia em que o governo despachará o assunto. Não estão ainda devidamente contabilizados os que morrem sem ver um chavo. Espera-se que o chamado ministro que tutela a coisa venha a público, seguindo o exemplo da sua colega da saúde, gabar-se de mais esta geringoncesca maravilha. E os que tiveram acoragem de ir contra as finanças nos tribunais, e ganharam? Esses, muitos, uns dois ou três anos depois verão o trânsito em julgado da sua “vitória”. Condenado, o governo leva pelo menos mais uns dois aninhos para cumprir a sentença e pagar o que deve. Sem juros, que isso de pagar com juros é exclusivo do cidadão. Mais uma vez, em muitos casos, devem ser os herdeiros a receber a massa.

É nisto que se vive, graças à maravilhosa gestão, elogiada urbi et orbe, dos camaradas Centeno, Silva, Temido, e outros mais.

Se os gritos clamados de profundis se ouvissem nesta terra, talvez as eleições servissem para alguma coisa.

 

10.5.19

ABSTENÇÃO!

 

Tendo em vista as monumentais trapalhadas em que os partidos – todos os partidos sem excepção – se envolveram a propósito da ridícula história dos professores, assim como o tão celebrado pinote do Costa, vem-me à cabeça a solução dos problemas, excluindo, é claro, os do xarroco Nogueira e os dos professores.

Assim: partamos do princípio que todas as soluções são más. O mal está feito, cada um interpretá-lo-á como entender, mas o que é preciso é acabar com as farsas, as pantominas, o ridículo, e pôr os cavalinhos nas baias.

O Rio e Cristas já disseram que, se não houver certos limites ao imerecido bodo (mandando a coisa para o dia de São Nunca), voltarão a votar com a comunagem, coisa que os respectivos eleitorados, como é evidente, não perdoarão. E mais uma monstruosa asneira: diz o Rio que porá os 9 anos e tal no seu programa eleitoral. A estupidez é tanta que o xarroco já a veio agradecer!

Postas as coisas nestes termos, a única solução minimamente aceitável, e que resolve o problema, será a abstenção. Assim, passará o projecto do PS, sem comprometer a direita, que se quiser, terá tempo para resolver o problema, ou mandá-lo às urtigas como bem merece.

Eis um modesto contributo do IRRITADO para a salvação dos partidos. Além de tudo mais, está na linha da generalidade dos portugueses, que têm por hábito abster-se.

 

7.5.19      

ESTIMO AS MELHORAS

 

Não tenho o hábito de falar de futebol, nem este post é sobre o assunto.

Estou muito contente por causa do Casilhas. O rapaz é novo, bem merece ter-se safo. Desejo-lhe as maiores felicidades enquanto pessoa, bem como os maiores insucessos se voltar à baliza do Fê Cê Pê.

Facto é que, ontem, ouvi o ilustre futebolista a publicitar umas bocas sobre a sua saúde. Muito bem, quer dizer, muito mal. É que o tipo, que já vive por cá há uns anos, e por cá ganha a vidinha, fazendo lembrar a harpia viúva do Saramago, exprimiu-se em castelhano. Eu sei que os falantes de castelhano têm sérios problemas para falar outras línguas. Também sei que burro velho não aprende línguas. Mas um tipo destes andar por cá às eras sem fazer o mínimo esforço para dizer umas coisas em português, é demais. De uma arrogância e de uma antipatia a toda a prova. Ao menos podia ter pedido ao Pinto da Costa para o ajudar, nem que fosse em dialecto morcão.

Bom dia e as melhoras.

 

 7.5.19

A GRANDE ALGAZARRA

Andava o senhor Rio às compras na Rua de Santa Catarina enquanto, lá na mourisca Lisboa, as suas meninas, de braço dado com as esquerdoidas e as bolchevistas, cozinhavam o seu fim. Seis deputadas, a relatora do PC, a inspiradora do BE, uma desconhecida do PSD, outra do CDS, mais duas que não sei donde, sob o olhar embevecido de dois desconhecidos, selavam a certidão óbito dessa coisa parva em que o Rio transformou o PSD. Parece que, numa cadeirinha que não ficou na fotografia, estava o xarroco Nogueira, a lamber os beiços e a palitar os dentes.

Ao mesmo tempo, dona Assumpção (não sei se com “p” se sem ele, mas mais vale errar por excesso que por defeito)  estava a escolher guardanapos no Paris em Lisboa.

Depois, foi a grande farra.

Os partidos comunistas, a correr, vieram gritar que a geringonça estava firme e de boa saúde, não fosse o Costa repreendê-los. A culpa era da direita, e tinham razão.

O PS fez o mesmo, a culpa é da direita, como reza o vademecum do Rato em relação a tudo e mais alguma coisa. Nada de novo, a confirmar que a geringonça está de boa saúde.

O Rio apareceu, não se sabe onde, a dizer que, primeiro, ninguém sabia ao certo o que tinha sido votado e que, segundo, não havia problema nenhum, há dinheiro para pagar ao xarroco, ainda que não se saiba nem quando nem como.

Dona Assumpção atacou em força, sem perceber que ninguém a percebia.

Salta o Costa e, agradecido, diz que se vai embora se a pessegada atingir os seus objectivos. Mentira. É evidente que não se vai embora: faz um brilharete sem dizer que ficará em gestão, sem responsabilidades, até depois das eleições, as quais serão mais ou menos na mesma data que seriam se não houvesse “demissão”.

O Marques, esse, mandou uma garrafa de tinto ao Rio e um ramo de rosas à Asssumpção, agradecendo a acção de campanha que tanta falta lhe fazia.

Consta que o senhor de Belém, com os seus assessores, prepara com todo o cuidado mais umas sessões de beijocas.

Não há quem saiba quanto custará a tão famosa lei. Dou um doce a cada português que tenha percebido a catadupa de milhões: são cem, mil, cinco, quatrocentos e trinta e dois, ou o que der na cabeça de cada um. O melhor é desistir: todas as opiniões são da maior confiança, a começar na do Centeno, a acabar na do Zé Quitolas.

A Pátria segue o seu caminho nos doces braços da esquerda radical e das mariquices da direita. Tudo nos conformes.

 

4.5.19

QUAL CRISE?, DISSE ELA

O chamado governo, muito indignado com a contagem do tempo dos professores determinada pela Assembleia, desatou a sugerir a sua própria demissão. Parece que estes ventos de crise política assustaram muita gente. O IRRITADO ficou esperançoso como há muito não estava. Isto, é claro,mais não é que wishful thinking, sem importância nenhuma.

Importante foi o terror imediatamente manifestado pela chefe das esquerdoidas. Tremebunda, aflita, veio declarar que não haveria crise nenhuma, que a geringonça não tremia, que esta arrancada “da direita” não tinha significado nenhum que não fosse isso mesmo. Coitado, o PS caiu na armadilha. A esquerdoida–mor assegura que jamais, jamais, abdicará do seu lugarzinho dentro do poder, almejando, com toda a justiça, continuar nele depois das eleições, quem sabe se com um ministeriozinho, que bem merece.

Declaração de desinteresses: na opinião do IRRITADO, o parlamento fez asneira. Os professores, como têm demonstrado à saciedade, não merecem a distinção oferecida, e esta, formulada em esconços termos, é virtualmente irrealizável. Valha-nos isso. Rezam as estatísticas que são dos mais bem pagos da União Europeia, e dos menos bons. Deixando-se guiar por um bolchevista demagogo, irresponsável e trambiqueiro, em pouco ou nada deveriam ser distinguidos dos demais.

 

3.5.19

CDS/LGBetc.

Uma coisa é não ter nada de especial contra as múltiplas disfunções sexuais que por aí vicejam. Aceite-se. Outra, totalmente diferente, é pressionar a sociedade para a louvaminha, a propaganda, o endeusamento, o engordar  do número de atingidos por tais disfunções, passando elas, saídas de erros da da natureza ou de perversas opções, a ser farol de cidadania a preservar e propagar.

Tratando-se de matéria dita fracturante – porque destinada a “partir” ou desmoralizar a sociedade - é natural que gente do calibre das esquerdoidas do BE se assanhe na nobre tarefa de erigir tais disfunções em exemplo social a seguir e admirar.

Mas, quando vemos o CDS, na sua versão “maluquinhas de Arroios”, propor transformar a cidade, via passadeiras de peões, em outdoors do LGBetc., riremos da maluquice ou diremos que, no paninho oportunista e parvoide das autárquicas vestes do CDS, caiu o mau cheiro da nódoa LGetc.?  Pararemos estupefactos ante a estupidez centrista em vigor em Arroios, ou diremos à dona Cristas que baixe a crista?

Difíceis opções. Ou não?

 

2.5.19   

DA GERINGONCIAL PENÍNSULA

O super ambicioso Pedro Sanchez, indivíduo capaz de todas as traições como reza quem sabe e o conhece, vai fundar a geringonça espanhola, onde só vai faltar o partido comunista que, dando prova de alguma superioridade civilizacional, deixou de existir lá na terra. Em relação ao seu camarada peninsular, um certo Costa, tem a vantagem moral de ter sido o mais votado, coisa de que o dito não precisa para nada, já que isso de votos é secundário, substitui-se por arranjinhos.

Como é próprio de um tipo sem escrúpulos, para formar maioria parlamentar vai o Sanchez arranjar uns marginais que substituam o nosso PC. O BE local, chamado Podemos, estará, como o nosso, na governamental catraca.

Por cá, deve haver muita gente feliz com a nova parceria ibérica, um exemplo para toda a Europa de (mais) um ciclo claramente iliberal. Não faltarão, por Portugal fora, garrafas de burguesíssimo champanhe, abertas nas alfurjas da esquerda mais reaccionária que se conhece nos nossos dias e no nosso continente.

Uma pequena observação para marcar diferenças. A entrada nos governos, ou nas maiorias formais,  de partidos do calibre do BE, do PC, ou do Podemos, não provoca qualquer erisipela nas mentes intelectualmente bem formatadas por décadas de mau ensino. Mas, quando se pôs a hipótese de uma improvável ascenção do VOX ao cadeiral, ó da guarda, que horror, pobre Espanha! Por outras palavras, se os partidos claramente anti-democráticos forem de esquerda, são benvindos. Se forem de direita, são péssimos.

Para o IRRITADO, é desejável que nem uns nem outros lá cheguem. Dos extremistas de direita estamos livres, dos de esquerda estamos fartos.    

 

29.4.19

SÓCRATES, FAMA E GLÓRIA

Em mais uma poderosa invectiva, o inocentíssimo Sócrates veio declarar, todo contente, que tem toda a confiança no juiz Ivo Rosa. Não podia ser mais claro, mais directo, mais sincero.

Que farão agora as autoridades competentes nestas jurisdicionais matérias? Manter um juiz que é, publicamente, amado pelo arguido? Diz o bom senso que seria preciso arranjar outro, um que não fosse objeco dos amores (ou dos desamores) do acusado. Parece que sim.

Mas, sabendo do que a casa gasta...

 

Já agora, a verdade é que o Pinto de Sousa tem palco de sobra para os seu protestos, as suas desvergonhas, as sua mentirolas, as suas indignações, até as suas declarações de amor.

A nossa “informação” está sedenta das diatribes do fulano, dá-lhe tudo o que ele pede, faz-se eco das suas trapalhadas, dá-lhe cavalaria... é a comunicação anti-social no seu mais criterioso rigor!

 

26.4.19

 

POBRE BLOCO

Não posso deixar de reconhecer e elogiar a legítima indignação do Bloco de Esquerda no espantoso caso da chamada Lei de Bases da Saúde. O homenzinho que mandaram ontem à TV declarou, cheio de razão, que o Costa o traíu da forma mais vil que imaginar se possa. Então não é que os bloquistas chegaram a acordo com sua irmã da saúde, indivídua que participa activamente na nobre luta contra os privados na saúde - passo indispensável na na luta geral contra propriedade privada -, e que veio o Costa, inspirado pelo Marcelo, infirmar o solene compromisso da mulher? Isto admite-se? É claro que não.

Parece que os bloquistas ainda não perceberam o que vale a palavra de Costa, dos seus admiradores, áulicos e adeptos, grupo social em que a chamada tonta, perdão, ministra da saúde, tem proeminente posição. Que diabo, afinal o homem não está tão domesticado como, ao longo dos últimos anos vinha demonstrando, lambendo-se os petiscos que o P.N. Santos ia fornecendo em representação do BE. Um dramático erro de avaliação.

Ou talvez não. Facto é que a procissão ainda vai no adro. Daqui até ao fim ainda vai correr muita tinta, muito paleio, muito protesto, muita conversação com o P.N. Santos. Sendo sabido do que a casa gasta, nada será de espantar. O Costa é homem para virar, mais uma vez, o bico ao prego.

Por isso, ó gentes do Bloco, lembrai-vos que a esperança é a útima a morrer. Ânimo! O IRRITADO augura-lhes a pior sorte.

 

26.4.19

MALES DO EIXO

Há muito tempo que o “Eixo do mal” não me calhava na telerrifa. Calhou ontem, e juro que aguentei a coisa durante quase quatro minutos.

Para a dona Clara Ferreira Alves, ilustríssima, intelectualíssima e convencidíssima comentadora desportiva, perdão, político-generalista da nossa tele-opiniosíssima classe, aqui vai uma sugestão: deixe crescer a barba ou, na falta dela, arranje uma peruca para os queixos.

Justifico: a importantíssima senhora anda rodeada de barbudos, quatro, nem menos. Vejam o Oliveira, ameaçador, barbuça negra, qual talibã, qual Adamastor a assustar os navegantes. Vejam a hipotética e rala barbíola do Lopes. Vejam a perinha do mais decente da trupe, cujo nome me escapa. Vejam a mini pilosa excrecência do tapaz da têvê!

Em matéria de igualdade, isto é um assalto aos direitos da mulher em geral, e desta em particular. Se tudo o que é macho, televisível e não só, passou a andar de barbas, por alma de quem é que as mulheres não hão-de fazer o mesmo? A verdade é que o #metoo ainda não se lembrou desta, pelo que o IRRITADO não quer deixar de colaborar.

 

A trupe estava prenhe de indignação. Um tal Moro disse que a justiça portuguesa nunca mais se desenrasca no caso Sócrates? Canalha, aldrabão! E que, lá nos brasis, o mesmo indivíduo teve o desplante de sugerir que o dito Sócrates era um criminoso? Então e o Estado de direito, a rule of law, a presunção da inocência?  Então um jurista, ministro da justiça ainda por cima , confunde arguido com criminoso? Onde vamos parar? Como é possível tolerar gente desta? O senhor Moro é culpado de ter acusado o impecável Lula, com o pretexto da corrupção – que diabo, só um andarzinho! Como se atreve a tocar a fímbria das vestes do senhor Pinto de Sousa? Então ele não sabe que isso de perseguir corruptos é óptimo desde que os perseguidos não sejam da esquerda? Que horror! Estes fascistas são intoleráveis.

A crónica acaba aqui sem mais comentários. É que, passados os quatro minutos que acima referi, fui ver “Os Pequenos Assassinatos de Ágatha Christy”, coisa bem mais interessante que maléfico Eixo.

Como sempre, o IRRITADO anda fora dos eixos. Pelo menos, dos eixos da modernidade, do politicamente correcto e do que está a dar.

 

26.4.19

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