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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

VOTOS

 

Digam o que disserem, a moção do CDS não é tão parva como pode parecer. Não está escrito em parte nenhuma que uma moção de censura só pode ser apresentada se tiver garantia de sucesso, ou se, como há quem advogue, se fundar numa maioria parlamentar capaz de substituir a existente. A moção de censura, apresentada nos termos legais e regimentais, tem a ver com o facto de haver quem ache censurável a política do governo, e mais nada.

Daí que baste que o CDS seja capaz de demonstrar (o que não é difícil) as profundas lesões políticas, sociais, económicas e culturais que a geringonça vem provocando, a permanente ausência de qualquer preparação do Estado para os dias que aí vêm e, acima de tudo,  esquerdização radical da política e dos seus agentes, a estatização galopante que, para além dos eleitores da extrema esquerda, ninguém sufragou, o olímpico desprezo pela sociedade, a diabolização dos agentes económicos, os assaltos ao direito de propriedade, a erosão da dignidade do Estado, a miséria da justiça, o falhanço brutal do Estado Social...

Se o CDS não se meter em guerrinhas do dia-a-dia nem se deixar embrulhar nas teias e acusações hipócritas com que PS não deixará de esgrimir, talvez a moção seja útil, pelo menos na medida em que contribuirá para o esclarecimento popular sobre o que na verdade se passa em Portugal.

E, se os deputados do PSD forem capazes, mesmo à revelia do chefe que arranjaram, de fazer o mesmo, os portugueses só terão a ganhar com esta iniciativa do CDS.

Aqui ficam os votos do IRRITADO.

 

20.2.19

NÚMEROS E GUERRAS

 

Os números estão na moda. Não há quem não faça estatísticas, gráficos, curvas, ordenadas e abcissas, listas... nem quem não tire conclusões. Tantas certezas, tantos estudos, tantos académicos, tudo minha gente quer ver se demonstra coisas indiscutíveis. Os mesmos números servem para conclusões opostas. É o caso, por exemplo, do crescimento económico: para a geringonça estamos, gloriosamente, acima da média da UE; para as pessoas sérias, estamos na cauda dos que nos podem servir de bitola.

Às vezes, porém, há coisas indiscutíveis. Por exemplo, a classificação das escolas. As 32 melhores são todas privadas. Das cem primeiras, 66 são privadas. E assim por diante. A conclusão da geringonça é que as escolas privadas devem acabar, nem mais um tostão, nem um contrato, e os que há são para acabar. Para tal gente, zero! Quando os alunos forem todos igualmente ignorantes, aí teremos a igualdade, objectivo número um do verdadeiro socialismo! E as pessoas? Que se lixem as pessoas.

E as PPP da saúde, hem? Vamos mas é acabar com elas, professa a geringonça. Não interessa se funcionam bem ou mal, se dão lucro ou prejuízo ao Estado, se cumprem ou não os contratos. Se derem lucro, vamos a elas: as facturas do passado, mesmo conferidas e aceites pelo governo, não contam, vamos mas é sacar uns milhões a esses gajos, a ver se acabamos com eles. E, se pagamos a 300 dias, vamos passar a 600, quer a Europa queira quer não. As pessoas estão contentes com a gestão privada dos hospitais públicos? Que se lixem as pessoas. Socialismo é socialismo! Habituem-se, a brincadeira acabou.

No caso da ADSE, a coisa fia mais fino. Os donos da ADSE são os meninos bonitos do PS, os eleitores funcionários públicos. Mas a ADSE, um esquema parecido com os seguros privados, não pode ser bem vista pelo socialismo. Porquê? Porque é a irrefutável prova das preferências dos cidadãos. Os cidadãos que podem, não escolhem o SNS, como não escolhem os hospitais de gestão pública. A geringonça, cuja filosofia mandaria acabar com a ADSE, está num molho de bróculos. Quer dar um sinal verdadeiramente socialista, mas não tem para tal um bom pé. A solução é acabar com os privados, por definição os culpados de tudo e mais alguma coisa. Que fazer? Vamos começar uma guerrinha, pensaram os geringonços. O pior é que, nem os trabalhadores públicos querem acabar com o que, em matéria de saúde, os favorece, nem os prestadores de cuidados estão pelos ajustes. E agora? Mais uma vez, os malditos números favorecem o cancro que são os privados. Não importa. Lá chegaremos. As pessoas que se lixem. O socialismo vencerá. Lá dizia o Jerónimo: a vitória é difícil mas é nossa.

Conclusão: ou as pessoas acordam...

 

17.2.19      

TRÊS COELHOS E DUAS CAJADADAS

Ontem, na luzida companhia de uns cinquenta tipos, foi pomposamente consagrado como grande representante do PS na Europa, o ministro das obras por fazer - um boquinhas estilo Sliva Pereira, que usava, em tempos, aparecer na televisão a espreitar por trás dos ministros e que, sem mais nem menos, passou a aparecer bem à frente, com o títilo de menino das infraestruturas: um tal Marques.

A sua nova posição em termos televisivos subiu-lhe à cabeça. Não deve ter havido um dia em que  o rapaz não aparecesse, em grande estilo, na pantalha. Como, de substancial, nada tinha a comunicar à canalha, pôs à prova a imaginação: novos comboios para substitur os que estão a cair aos bocados, novas linhas férreas, novos cacilheiros, estradas, pontes, hospitais, projectos multimilionários, programações de longa pernada, banha da cobra aos pontapés. Nada é para, fazer, mas tem grande impacto nas tarefas propagandísticas da geringonça. Planos e mais planos, concursos e mais concursos, estudos e mais estudos, investimentos a rodos, uma chuva de benfeitorias a sair da cabecinha do fulano.

Vai daí, o chefe Costa assustou-se. Olhou para o espelho e pensou: este tipo quer ultrapassar-me em comunicação e publicidade. Esta das promessas malucas faz lembrar as minhas, a do fim da austeridade, a do virar da página, a dos rendimentos para as pessoas, a do crescimento económico, a da educação de qualidade, a da excelência da saúde pública, e tantas outras que eram meu exclusivo. Não pode ser! Vou dar-lhe o pontapé pela escada acima. Cabeça de lista, vai para a Europa, deixa de me ultrapassar em patranhas! Livro-me dele, meto o Silva Pereira nos varais e acabo com as ilusões daquela tipa que parece o marquês de Pombal e que anda a querer levantar o tutu do selim. Uma cajadada, três coelhos. Sou um génio. Uma jogada de mestre, a provar que os destinos da Pátria estão em boas mãos.

Mais uma cajadada. Para substitur o boquinhas, venha o pro-comuna dos Porsches. O mais esquerdista do PS, um barbaças de nome P.N. Santos vai para as infraestruturas e a para a habitação. A Catarina deve estar toda contente. Fugiram-lhe 25 estalinistas, mas ganhou um camarada de muito mais peso. O socialismo está em marcha!

 

17.2.19

UM FARTOTE

Em mais uma das suas habituais tiradas, o chamado primeiro-ministro veio garantir à plebe que não é altura de falar em regionalização. Nem pensar. Só no seu “devido tempo”. A prová-lo, a criatura espraiou-se largamente sobre o assunto, sempre salvaguardando que não se deve falar sobre o assunto. Disse que em 2021 haverá eleições directas para as áreas metropolitanas, mas que o assunto, para já,  está “fora de tempo”. Nem uma palavra, como se nota. Afirmou que  já sabe, ou já determinou, quais serão ou não serão as regiões, mas que nada de tocar no assunto. Falar em regiões só depois das eleições deste ano. O grande fala-barato gasta meia hora a falar de um assunto sobre o qual não quer que se fale. Bonito, não é?

E porquê estes cuidados? Talvez porque o homem e o seu sócio regionalizador, um certo Rio, querem continuar a trabalhar as coisas por trás da cortina com outros regionalistas, “independentes” como o Cravinho, cuja missão será justificar tecnicamente a tramoia.  

Atinge-se o máximo quando o camarada informa que, se se começar a falar muito no assunto, tal conduzirá “inevitavelmente ao insucesso”. Como diria António Oliveira Salazar, o “povo não está preparado”. Em versão Costa, ele sabe que se houvesse agora outro referendo, a regionalização levava mais uma vez com os pés. Por isso há que “preparar o povo”, isto é, ir-lhe lavando o cérebro durante uns tempos.

Por outras palavras, não quer que lhe suceda como ao Cameron, referendo sim, mas com resultado garantido.

Mais uns aninhos, e teremos o Rio presidente da Região Norte, o sonho da vida dele. Então, as coisas funcionarão doutra maneira. Por exemplo, auanto o presidente do município de Lamego tiver um problema com o da Régua, não vai falar com o colega lá do sítio. Que disparate. Vai queixar-se à Capital da da sua Região. O presidente desta aprecia o assunto, consulta o seu executivo, manda o caso para a respectiva Assembleia regional e, depois de debatido, mandará o resultado das deliberações ao colega da Região Norte, que comunicará ao seu governo regional, que consultará o seu parlamento. A questão será agendada, discutida, votada e, a seu tempo, o município de Lamego saberá a “sentença”. Prático, barato, rápido e eficaz, como é de calcular.

Na sombra, sem que se fale disso fora do segredo dos deuses, os “técnicos indepenentes”, contratados pelo Costa com a missão de chegar conclusões obrigatórias pré-estabelecidas, darão o seu irrefutável contributo. Sem contraditório. Papa feita, o povo será devidamente engromilado. Nessa altura, o referendo será canja e haverá umas largas centenas de artistas com novas competências e novos empregos.

Um Fartote.    

 

14.1.19

SAÚDE PÚBLICA

Acho que já falei neste assunto, mas a doidice dos dias que passam fazem-me voltar a ele.

Os funcionários públicos têm um sistema de saúde próprio que os põe ao abrigo das esperas, das bichas, das greves dos enfermeiros, médicos e demais especialidades. Pode dizer-se que é um privilégio que aos demais não é dado. Será verdade, pelo menos segundo o “pensamento” dos que tanto falam de “igualdade”. Mas não o é: são os utentes do sistema quem o paga, mediante um desconto de 3,5% do salário de cada um. A ADSE tem a qualidade - ou, segundo os partidos de esquerda, o defeito - de libertar um milhão de portugueses das garras da desorganização a que chamam SNS. Os bancários, por exemplo, via sindicato, também estabeleceram os seus próprios serviços de saúde – o SAMS -  o que, pelo menos, confere alguma utilidade ao dito sindicato. Outros casos haverá. A classe média vai pagando uns seguros com o mesmo objectivo. Não há quem, podendo,  não fuja da bagunça.

A ADSE, ao longo de décadas, foi uma instituição que funcionou a contento. No tempo do governo legítimo, a contribuição dos utentes foi aumentada de 2 para 3,5% do vencimento, perante o escândalo e a gritaria dos “atingidos” e dos outros, os do costume. Facto é, porém, que, passado mais ou menos um ano, as dificuldades financeiras da ADSE se transformaram em superavits, suscitando a justa indignação dos mesmos grupos corais. Mas o sistema continuou a funcionar.

Veio a geringonça. O resultado foi o do costume: a ADSE está falida, ou quase. A esquerda não só não cria nada de novo como destroi o que existe: o SNS está de rastos, afogado em dívidas, desorganizado, pasto de greves, disfuncional, como toda a gente sabe. Faltava a ADSE. Parece que deixou de ser sustentável. O que dava “lucro” no tempo de Passos Coelho está à beira do colapso. Remédio da esquerda? O do costume: que pague quem presta os serviços, rasgue-se os contratos, que essa gente (os privados) é para destruir.

O que menos interessa à esquerda é a saúde pública? Não direi tanto. Mas a saúde pública, para a esquerda, não é prioridade que é para as pessoas. Antes de tudo o que interessa é que ela seja um privilégio do Estado, idealmente um monopólio, um centro de poder político, nem que para tal seja preciso destruir tudo o que mexe à sua volta.

Como diria a chamada ministra da saúde, com carradas de razão, é “uma questão ideológica”.

 

13.2.19      

DIREITO DE ANTENA

O Beco de Esquerda, prenhe de transparência e de exigência moral, propõe a defenestração imediata de Carlos Costa. Genial.

Não se percebe por que carga de água andam para aí com comissões de inquérito se o Beco já condenou o homem. Ou percebe-se: o que o Beco quer é palco. A “informação” colabora com horas de direito de antena para bruxa de serviço. Ela sabe, como toda a gente sabe, que a proposta do Beco vai ser chumbada, por extemporânea, precipitada e desprestigiante para a tal comissão. Perder-se-ão umas horas de inútil debate, mas haverá mais tempo de antena, a rodos, para o Beco. Quem sabe, sabe.

 

12.2.19

FRUSTRAÇÕES

Aqui há uns anos, um fulano, possuído de indefectível esquerdismo, meteu-se em negócios com o arcediago Louçã, da seita do Beco, e sacou-lhe um lugarzinho no Parlamento Europeu. Depois de lá devidamente instalado, zangou-se com o padrinho e foi expulso do grupo do Beco, mas ficou com o taxito, a fim de se lançar em altas lides políticas. Ninguém sabe, mas teve por lá uma inesquecível actuação. Regressado, resolveu aproveitar a universal e brilhante imagem que tinha ganho, e lançar uma importantíssima organização, a que deu o nome de “Livre”.

Como era de calcular, a nova seita não vendeu nada a ninguém. O arcediago riu-se dele, e a criatura ficou a andar por aí. Como é de uso em casos desesperados, um jornal “de referência” contratou-o para propagandear as suas bocas, perdão, ideias, pelo menos três vezes por semana, tarefa que desempenha com assiduidade, dizem que contra uns tostões, o que é normal. Uma estação de TV, por seu lado, acolhe a sua triste verve, com mais dois artistas e muitos tweets, num programa semanal. Muito bem: é a luta contra o desemprego, nada a criticar. O homem auto-classifica-se como “historiador” e “fundador do Livre”. Faz lembrar aquele tipo que tinha no cartão de visita a designação de “antigo passageiro do paquete Funchal”. Não sei se o nosso historiador já tem historiado por aí, mas quem sou eu para entrar em tão académicas matérias? Quanto à fundação do “Livre”, seja lá isso o que for e se é que ainda existe, diz-se que é verdade. Não contesto.

 

O que me traz é o artigo que o historiador em causa publica hoje no “Público”. Não costumo ter pachorra para ler o que o homem escreve, mas desta vez não resisti. Ainda bem, já que há muito não me escangalhava a rir com tanto gosto. Em tremebunda diatribe, cheia de primárias raivinhas, o indivíduo revolta-se por ver o Dr. Santana Lopes e o seu “Aliança” tratados pelos media com algum destaque ou, como é natural, com mais destaque do que (diz ele) tinham consagrado ao seu bem amado “Livre”. O artigo espraia-se em acerbas crítcas ao líder do “Aliança”, que não tem nada para dizer, que significa zero, que foi toda a vida um zero, enfim uma série da adjectivos raivosos e com pouco sentido, já que, por exemplo, Santana tinha dado ao jornal uma entrevista carregada de ideias e propostas absolutamente novas na pasmada e vil tristeza em que a III República está mergulhada.

Nas almas pobres, a frustração, a desilusão, o falhanço, a inveja, o mau perder e outras qualidades do género são o pasto ideal para baixezas a que só vale o facto de ser ridículas.

Fica o registo.

 

11.2.19

RIO É SÓ PARVO, OU TAMBÉM É ESTÚPIDO?

Por uma vez, estou de acordo com o senhor de Belém, comentador contumaz ao serviço da SIC. Disse ele que Portugal, o regime, a democracia, precisa de uma alternativa política, leia-se de uma oposição digna desse nome.

É o que não há. Quem teria condições para criar, ou recriar, essa alternativa, Rui Rio, ou desistitu, ou não lhe apetece. Prisioneiro das suas fixações paroquiais e da sua idolatria pelo desastre fatal (a regionalização), desistiu de fazer frente à geringoncial desgraça. Depois de algumas arrancadas que poderiam fazer parecer que quereria, finalmente, fazer frente à mentira instalada (o “crescimento económico”, a “paz social”, a “justiça” fiscal, o “fim da austeridade”, as “maravilhas do estado social nas mãos das esquerdas”, etc.), voltou a trás. Repescou a sua concepção idiota de “interesse nacional” - bojarda que serve para disfarçar a sua integral submissão à idea de um bloco central sob o jugo do PS – veio, mais uma vez pôr a nu a sua reiterada promessa de associação.

É claro que já recebeu, do patrão do PS, a merecida resposta, da forma mais trocista e pesporrente possível: diz o tal patrão que não quer o Rio para nada, a não ser que "venham aí os marcianos": está feliz com a geringonça, a geringonça é para continuar. Tem sido prática, cómoda, feliz: os sócios aprovam os orçamentos e consolam-se com uma bocas aqui e ali. Até há os, ou as, que, a troco de uns tachitos, se propõem moderar as tais bocas. Para que quer ele a maioria absoluta, se garantir a continuidade do que já tem?

Para qualquer político, ou simplesmente homem de espinha direita, a troça, o desprezo, a petulância, a arrogância do tipo da “cor da pele” (palavras do próprio, como se alguém estivesse preocupado com isso) não lhe beliscam a subserviência, a oferta de serviços, a dignidade.

Por isso que seja legítimo perguntar se Rio é parvo, estúpido, ou as duas coisas.

 

8.2.19

QUANDO O FOGO QUEIMA...

 

Há uns magistrados que investigam uma data de gente suspeita de inúmeros crimes cometidos a propósito, antes, durante e após os incêndios de 2017. Bombeiros, presidentes de câmaras, funcionários de várias origens, comandantes não sei de quê, tipos da protecção civil... parece que já estão 13 na tenebrosa lista .

Muito bem, ou muito mal, segundo a opinião de cada um.

Há, no entanto, um grande mistério. É que os dignos magistrados só deram por aquilo a que podemos chamar arraia miúda. E os outros? Sim, os grandalhões não constam? A dona Constança, agarradinha ao lugar, que passou dias e dias a lacrimejar desculpas esfarrapadas, não consta? O espantoso secretário que dizia coisas, não consta? Os tipos da fileira da floresta, que nunca deram pelos combustíveis em cima das estradas, nem pela falta de limpeza do mato, nem por nada do género, não constam? Os teóricos das ONG, que passam avida a largar bitates e não fazem nada, não constam?

Em cima deste bolo não há um que devia ser o mais acusado de todos? Há. Quem? O camarada Costa, que andava de férias e lá continuou, que disse coisas tidas por ofensivas dos sentimentos das pessoas e, pior, das almas que por lá ficaram esturricadas. Não consta?

Parece que os distintos magistrados não deram pela existência destes e doutros, os mais importantes na origem das tragédias. Talvez por serem importantes, ou intocáveis, ou meterem medo aos magistrados. Será?

 

5.2.19  

ENCANAR A PERNA À RÃ

Não vos incomodeis com a greve dos enfermeiros. A coisa está a ser tratada pelo chamado governo. É um descanso. Se estais aflitos por não verdes, nem à distância,  a cirurgiazinha pela qual esperais há dois anos (o que é isso, dois anos?... bem pouco, no país da geringoça), não temais. O chamado governo, bem personalizado pelo seu inigualável chefe e pela ministra da ideologia sanitária, mandou fazer um “parecer”. A quem? Não interessa. Mais um parecer. O chamado governo não decide sem mais um parecer, como sempre acontece quando não sabe o que fazer à vida. Até à chegada do parecer, fica a geringonça descansada. Vem o parecer, quando vier. Se o parecer não se coadunar com a ideologia, pede-se outro. Espera-se mais uns tempos. Depois, recorre-se à PGR a ver se há contornos criminais na enfermeirática greve. Aí, fica tudo suspenso, a coisa passa ao domínio do segredo de justiça. Vós não tendes cirurgia nenhuma, mas não faz mal, porque o governo, muito preocupado, nada pode fazer, o assunto está entregue a quem de direito.

Dado o carácter sacrossanto do direito à greve, o governo da geringonça não pode, não deve, nem fará nada. Os enfermeiros já dizem que ficam em greve até às legislativas. Que bom. A requisição civil é coisa desproporcionada segundo a geringoncial cobardia. Ficai à espera. Como estais doentes, não tendes “força reivindicativa”. Tal capacidade está reservada à função pública, enfermeiros incuídos. Vós, ou não sendo funcionários públicos, ou estando doentes, não contais.

Como é dos livros do poder vigente, tendes à vossa  disposição as maravilhas do socialismo. Aguentai-vos, ó gentes! Não temais. A geringonça vela por vós.

 

4.2.19

IMAGENS

Não sei, nem ninguém me esclarece, se havia mais manifestantes pró Maduro ou pró Guaidó.

O que as televisões mostraram não esclarece os números, mas esclarece muita coisa.

Não sei se repararam na mancha das multidões. Do lado de Maduro, a coisa era fardada: havia manchas vermelhas, amarelas verdes e cor de burro quando foge. Os manifestantes tinham sido convocados por magotes uniformizados de dependentes do chamado Estado bolivaresco. Do outro lado, a mancha era indistinta, ou seja, cado um vestia o que lhe apetecia.

Pode concluir-se do que a casa gasta: de um lado os assalariados do regime, naturalmente “convocados” pelo poder socialista, sabe-se lá se sob pena de despedimento; do outro a mole imensa das vítimas do socialismo.

Nada mais esclarecedor. Mas os jornalistas e os “analistas” não deram por nada.

 

3.2.19

PERGUNTAS EVENTUALMENTE ESTÚPIDAS

Segundo o que se diz por aí, as chamdas imparidades da CGD somam uns 1.400 milhões de euros. O que corresponde mais ou menos ao mesmo que Passos Coelho meteu (é acusado pelos geringonços de ter metido!) nos cofres da organização.

Parece aos ignorantes como eu que a questão das imparidades ficou resolvida, até por excesso.

Daí que não se saiba ao certo por alma de quem, ou porquê, terão sido precisos os mais 5.000 milhões que os ditos geringonços lá encafuaram. Se as imparidades estavam cobertas, porque raio foram precisos os tais 5.000 milhões?  O que se terá passado para além das imparidades? Mistério.

Aqui há gato, não é? Porque é que toda a gente anda a vasculhar, e bem, nos 1.400, e não há quem pergunte para, ou porquê, foram precisos os 5.000? Ainda por cima, triunfalmente, dizem os geringonços que não foi “ajuda do Estado”! Foi ajuda de quem? Resposta: nossa, mas por baixo do orçamental tapete. Quem está a gozar com o pagode?

Porque é que “os pais da Pátria” só se preocupam com uma pequena parte do problema e deixam de fora a maior?

Gato? Gatarrão! Socialismo socrélfio, é o que parece.

 

3.2.19

VIRAR O BICO AO PREGO

 

Toda a gente sabe que a nova lei de bases da saúde, como muitas outras leis de bases, ou não vai servir para nada, ou vai pôr tudo ainda pior. Adiante. O que se passa é que, enquanto a saúde pública se afunda a velocidade acelerada, nada melhor que entreter o pagode com um bom espantalho.

A poderosa esquerda tem um só objectivo que tem tanto a ver com saúde como os joelhos com as calças: acabar com o que funciona e é viável, e privilegiar o que não funciona e está arruinado. É simples, prático, e consola o ego da comunagem, PS incluído via loirinha oxigenada da “saúde”.

Parece que o senhor de Belém está a fancos. Num estrebucho de bom senso resolve meter a colherada e dizer que quer consensos, isto é, que quer que a direita seja ouvida, a fim de que a desgraça não seja tão grande como é de temer. Muito bem.

A seguir, ouve-se, pela vozinha de uma tal Jamila (será berbere?), o PS a pronunciar-se oficialmente sobre o assunto, com esta espantosa e inteligentíssima interpretação: o que o senhor de Belém disse destina-se a pôr o PSD nos varais. Por outras palavras, que o PSD consensualize, aceitando o que  a esquerdalhada quiser.

Eis como se vira o bico ao prego, como se é desonesto, como se abusa das pessoas.

 

31.1.19

CONTRA OS CANHÕES, MARCHAR, MARCHAR!

 

Em gigantescas parangonas, diz o jornal que Portugal vai enviar tropas para a Venezuela. A coisa é repetida nos telejornais. Em demonstração de indomável força, certamente por inspiração dos nossos egrégios avós, a grande nação lusa propõe-se derrubar o tirano! Pelo menos é o que a “informação” fez de uma declaração do admirável ministro da defesa que a geringonça nos deu em substituição dessoutro herói que dava pelo nome… Que chatice, já não me lembro do nome, só das asneiras.

Trocadas as coisas por miúdos, o que o infeliz Cravinho queria dizer com "tropas" era que ia mandar meia dúzia de polícias, para “apoiar” os portugueses e ex-portugueses residentes no império do tirano Maduro - que não há meio de cair de maduro, ou de podre.

Não se percebe lá muito bem o que poderá fazer tal meia dúzia para dar assistência aos apregoados 400.000, ou 300.000 -depende do gosto dos “jornalistas”- portugueses ou “luso-descedentes” que por lá vegetam.

Mas a geringonça não é de modas. Transformar 6 polícias em “tropas” é coisa que lhe está na massa do sangue. É como os fabulosos investimentos para os próximos duzentos anos, ou a descentralização, ou as formidáveis reformas da saúde. Neste tipo de promessas, parece que aprenderam com o Maduro.

 

31.1.19

DO RACISMO POLICIAL

 

Um impoluto cidadão andava no Largo Camões a contemplar o poeta, muito sossegado e prazenteiro. À sua volta, inúmeros turistas passeavam, distraídos e contentes. A fim de se tornar útil, e de receber os turistas como um verdadeiro português, resolveu o nosso homem meter conversa com eles. Que melhor maneira de o fazer? É claro, dando-lhes acesso a alguns produtos de ponta da nossa indústria. Não, não eram ovos moles, nem queijadas de Cintra, mas coisa mais requintada e atraente: haxixe, marijuana e similares.

Como consequência de tão louvável atitude, um grupo de polícias ao serviço do politicamente incorrecto, decidiu, no cumprimento de legislação a que está obrigado, legislação estúpida, fora do seu tempo e evidentemante injusta, impedir o impoluto cidadão de prosseguir a sua meritória acção comercial e de boas-vindas.

Abordou-o, dizendo que entregasse a mercadoria (exploração do povo!) e intimando-o a ir à esquadra explicar as suas nobres acções. Mas o impoluto cidadão, como é compreensível, resistiu à mais que injustificada e desproporcionada intervenção. Como um verdadeiro herói, desatou a espernear. Opôs-se honradamente à intervenção de tais díscolos, o que já não era a primeira vez que, coitado, lhe acontecia no execício do seu honrado comércio. Os polícias, prenhes dos mais violentos instintos, responderam-lhe à esperneação pondo-o no chão e ali o imobilizando, assim o privando da sacrossanta liberdade que a Constitução garante a toda a gente. Um horror. Calcule-se que lhe tiraram a mercadoria, apesar de  já primorosamente doseada em pequenos pacotes a fim de evitar a especulação, facilitar o transporte e evitar que a clienteala gastasse mais dinheiro do que o razoável

Mas não havia nada a fazer. Os polícias puzeram-no de pé e levaram-no, algemado!, para a esquadra.

A população, indignada, filmou a cena. O povo viu a coisa com horror e indignação, e apressou-se a meter o caso no ciber espaço, o que teve, e ainda bem, consequências “virais”.

Acresce, de longe, a mais importante das ignomínias: o prisioneiro era preto e, como diz o bloco de esquerda e organizações afins, em pretos não se pode tocar. Se o traficante fosse branco, enfim, compreender-se-ia, mas um preto, meus senhores, é racismo ao cubo!

 

29.1.19  

DA NOVA MORAL

Segundo o douto parecer da dona Ana Gomes - ínclita figura da nossa diplomacia, desagradável investigadora do PE, frequente comunicadora televisiva, senhora afirmativa e desapiedada - um tal Pinto, hacker consumado e muito conceituado na facho-democracia magiar, ao penetrar na correspondência, e não só, de terceiros, não lhe dá direito ao título de denunciador, ou bufo, ou queixinhas, muito menos de usurpador ou de ladrão. Pelo contrário, dona Ana chama-lhe “lançador de alertas”, e classifica, entusiasmada, as suas actividades como nobres, necessárias, louváveis, merecedoras de encómios vários, comparável, aliás, com outros heróis, tais o senhor Snowden, aquele sargento que agora é sargenta, o refugiado na embaixada de um país dado ao comércio de estupefacientes, o tipo da uiquiliques e , cereja no bolo, sindicatos de jornais muito preocupados com a moral pública e com as vendas.

Isto coloca algumas dúvidas, sobre as quais já não é a primeira que o IRRITADO se pronuncia. O princípio geral do sigilo da correspondência passou a coisa velha, relha e fedorenta. Em tempos, quem quisesse abrir a correspondência de outrem munia-se de uma panela a deitar vapor de água para derreter a cola, uma faquinha fina e um discreto tubo de outra cola para restaurar o envelope. Por mais nobre que fosse o objectivo de quem o fizesse, podia ser preso por isso, e jamais o acto podia ser invocado como prova fosse do fosse. A não ser, claro, que fosse objecto de mandado judicial. Hoje, é o contrário. Mandam os milhões as anas gomes deste mundo, ferozmante acompanhadas pela imprensa “de referência”, que tais actos sejam tidos por morais, incensados pela opinão, amados por governos e ONG’s, lambidos por alcoviteiros, usados em juízo, esgrimidos por comentadores e por políticos de vários credos, ao mesmo tempo que as mesmas gentes e as mais diversas autoridades lançam campanhas para a defesa da privacidade, a protecção de dados pessoais e outras vertentes da vidinha de cada um.

A bota está longe da perdigota. Os fins passaram a justificar os meios, desde que tal convenha à “opinião correcta”.

É certo que não poucos merecedores de crítica, de alarme social e até de graves penas, têm sido apanhados por obra e graça dos hackers. O que, por um lado é sinal de incompetência de polícias e afins, por outro da “evolução” da moral pública. Admitir-se-ia que as autoridades judiciais, perante indícios, suspendessem o sigilo e contratassem especialistas para se intrometer na correspondência de terceiros. Desde que, é claro, hackers não mandatados, fossem perseguidos e condenados. Mas a moral dos tempos é outra. Bufos, denunciantes anónimos - portanto irresponsáveis – tudo minha gente serve para invadir o que se diz defender, a privacidade, os dados, o que lhes der na realíssima gana.

O mundo é outro, a tão apregoada “ética” não existe, os “bons”, mesmo que bandidos e ladrões, são livres para sujar os “maus”, desde que tenham lama que chegue. Colaboradores e adeptos do big brother há por aí aos pontapés, só lhes faltando um monumento, tipo Arco da Rua Augusta: Virtutibus hackerem ut sit omnibus documento.

 

28.1.19       

TOSTÕES

 

A geringonça anunciou, orgulhosa, que as dívidas em atraso do SNS aos farmacêuticos se situa na ordem dos 500 milhões de euros. Em abono da verdade, reconheça-se que se trata só de dívidas “farmacêuticas”. Das outras não se sabe, ficaram no tinteiro.

Quando um governo sa gaba de coisas destas, temos tudo de pernas para o ar. E, a continuar a geringonça, certo é que será cada vez pior.

 

28.1.19

JAMAICA

Se o racismo é pouco, há que criá-lo e alimentá-lo. Se não se empolar, generalizar, propagandear, não vai funcionar.

Um vídeo de um pormenor de uma acção policial (os operadores de câmara só filmaram um bocadinho do fim da coisa, esquecendo o princípio, a causa, que continua no segredo dos deuses) inculca na cabeça das pessoas e, desgraçadamente, na estupidaz mediática, que houve uns polícias que, de seu livre alvedrio, desataram à porrada a uns cidadãos de origem africana. As almas puras, preocupadas com o caso, desataram a excitar a indignação das massas, diga-se que com notável sucesso. Se os agredidos fossem da cor dos europeus, fiaria mais fino. As mesmas almas considerariam que houve desacatos aos quais a polícia respondeu com “proporcionalidade”. A coisa atingiu reacções estratosféricas, mas as desordens que se seguiram foram menos ordinárias que o palavreado dos pretensos indignados, que viram naquilo um pèzinho para as mais extraordinárias acusações. Ao ponto de um tipo conhecido por primeiro-ministro descobrir que a oposição está preocupada com o seu “tom de pele”. Ao ponto de responsáveis(?) políticos do BE tomarem conta da trapalhada, a fim de conquistar uns votinhos.

Nunca, em Portugal, houve políticas descriminatórias. Mesmo no tempo da II República a doutrina oficial era a da “sociedade plurirracial”, funcionasse ou não. Só agora parece havê-las. O fosso é social e cultural, sejam as pessoas pretas ou brancas. Como em todas as sociedades humanas, há quem não consiga ultrapassar os limites em que nasceu, como há o seu contrário. Inúmeros rapazes e raparigas, pretos e brancos, na sua maioria estudantes, se entregam a pequenos empregos para ajudar a custear os seus estudos, com o objectivo de, honestamente, saltar os muros sociais e culturais em que o passado os colocou. Outros há que se entregam à sua circunstância e preferem o ódio e a cizânia a fazer os possíveis para melhorar a sua vida.

É verdade que nada justifica a existência de bairros como o da Jamaica. Mas, mesmo aí, muita gente há de origem africana que não é desordeira, nem odienta, que vai fazendo pela vida, mais do que queixar-se ou entrar na marginalidade social ou política que o Bloco de Esquerda, repositório de ódios vários, alimenta e protege. Num mercado de trabalho onde a oferta é bem maior que a procura não é aceitável que tantos se queixem de falta de trabalho em vez de se queixar de falta de vontade de trabalhar.      

Esperemos que os acontecimentos sirvam para despertar vontades mais justas, produtivas e sérias que as do Bloco de Esquerda ou do chamado primeiro-ministro.

 

28.1.19

BRUXAS

Há quase vinte anos fiz uma memorável viagem, de carro, de Erevan, na Arménia, até Tbilissi, capital da Geórgia. Cruzar as montanhas do Cáucaso foi algo de inesquecível. Tal viagem não é, porém,  o tema deste post. O tema é a corrupção instalada, organizada e oficial, ou oficiosa.

Tínhamos um motorista arménio, que conhecia as estradas,melhor dizendo, as picadas. Depois de atravessar a fronteira – uma cena do mais ridículo – começámos a ser mandados parar por inúmeros polícias. O nosso motorista, disciplinadamente, saía do carro e ia pôr umas notas na mão deles, o que, vim a saber, estava inclído no preço do transporte. Voltava para o carro sem dar satisfações, e seguia viagem. Não nos metemos no assunto. Num dos dias em que estivemos em Tbilissi fomos jantar com uns políticos locais. Uns copos depois, enchi-me de coragem, virei-me para o tipo que estava ao meu lado, um importantão local, e contei-lhe a história da viagem e das gorgetas aos polícias. Ao que o homem respondeu que tínhamos feito muito bem em pagar e não bufar, uma vez que o chefe da máfia das gorgetas era o ministro do interior. Se não pagássemos, o mais provável era desaparecermos sem deixar rasto. Uma lição de prudência, como se vê.

Vem isto a propósito das facturas das messes da Força Aérea. Dizem as testemunhas que os maiores beneficiários da tramóia eram “os generais”, não sei se todos se só alguns. A coisa estava estabelecida, regulamentada, e parece que a distribuição de de rendimentos era feita de acordo com as divisas, os galões e as estrelas de cada um, depreende-se que do cabo ao general.

Longe de mim afirmar que este jardim tem alguma coisa a ver com a Geórgia de há vinte anos. Mas lá que há “pontos de contacto”, há. Dizem o mesmo das bruxas.

 

24.1.19

O SEU A SEU DONO

 

Foi um vê se te avias ouvir ontem a dona Mortágua, ou uma delas, tão sinistra uma como outra, defender com unhas e dentes a tirania venezuelana, uma organização digna de nota, muito preocupada com o bem do povo, com o progresso, com o socialismo “bolivariano” e submetida aos ditames, aos ataques, às sabotagens do imperialismo americano, coisa que deve merecer a repugnância de todos nós. É verdade que a mulher referiu que o usurpador tinhe feito algumas asneiras, mas nada que tocasse na dignidade do regime.

É assim, meus amigos. O socialismo radical jamais foi culpado fosse do que fosse. Espalhou a miséria, a doença, a fome, a corrupção sempre que teve poder, mas a culpa é do “imperialismo” da “democracia burguesa” e de outros negeregados fantasmas, como a NATO ou a União Europeia, pasto de políticas de direita e de incompetências várias.

Já sabíamos disto tudo, mas é sempre bom ver confirmado o que pensamos do Bloco de Esquerda.

 

24.1.19

 

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