Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

PARALISIAS

Anteontem, naquele chatíssimo programa da dona Maria Elisa, uma menina, dita arquitecta, queixava-se de já ter sido por duas vezes corrida do emprego por estar a recibos verdes. Pois é. A rapariga tem razão. Nem subsídio de desemprego, nem segurança social, nem abono de maternidade, nem nenhuma das vantagens do Estado “social”. Não será tudo verdade, isto é, se pagava as suas contribuições como é devido pelos passadores de recibos verdes, tinha várias destas regalias asseguradas. O que não lhe tira, na base, a razão. Ficou desempregada, sem indemnização nem subsídio. Coitada.
O problema não é que ela se queixe, é que faça, dos seus males, diagnóstico tão habitual quanto burro, apesar dos aplausos da dona Elisa e da sua malta: os recibos verdes e os contratos a termo são um malefício do patronato, da “direita”, de um sistema “neo-liberal”, é indispensável acabar com a “precaridade”, (neologismo bacoco!), dar às pessoas “estabilidade de emprego”, ir para a rua gritar atrás do Silva, do Louça e do Jerónimo, etc.
Nem o diagnóstico é verdadeiro nem os alegados remédios curam seja o que for.  
 
O que se passa com o emprego é, mutatis mutandis, o mesmo que se passa com o arrendamento.
A estupidez, o obscurantismo, a ignorância acerca do mundo em que se vive e trabalha, a prepotência do Estado, a burrice pseudo social, dividem os portugueses em duas classes: a dos que pagam rendas antigas parasitando terceiros (classe A), e a dos que querem uma casa para alugar em condições suportáveis, e não encontram (classe B). Não havendo mercado de arrendamento, as pessoas são empurradas para o de compra, com fatais consequências, das quais o aperto financeiro nem sequer é a mais grave, em termos de futuro: a paralisia social é bem pior.
No emprego, as coisas são da mesma natureza: há a classe A, que tem emprego fixo para toda a vida, regalias sociais e direito a actualizações anuais de salário, quer trabalhe quer não. E há a classe B, de que faz parte a dita arquitecta. Uns, não precisam de fazer qualquer esforço de especial para ir governando a vidinha e gozar das regalias do Estado. Outros, por mais esforços que façam, andam à nora, vivem mal, e não têm acesso às prestações sociais ao alcance dos da classe A.
Ao mesmo tempo que brama com a necessidade de evitar a “precaridade”, o Estado socrélfio promove o alargamento da classe B e é o primeiro empregador a termo e a recibo verde. Os Bês saem mais baratos que os Ás. Voilá.
Na actividade privada, os paralisantes imperativos do estado “social” levam a consequências similares. A esquerda, os sindicatos, os louças, os jerónimos, os silvas, vão metendo na cabeça das pessoas, como se de um direito se tratasse, que a sociedade (o que quer que ela seja) tem a irrecusável obrigação de garantir emprego e regalias sociais a todos, como se fosse possível fazer omeletes sem ovos.
 
É nesta floresta de enganos que vive a dita arquitecta e seus semelhantes. Não percebem que a estabilidade de emprego é fruto da competência, da produtividade, da honestidade, do não oportunismo, da boa relação humana, do êxito empresarial. Não da Constituição, da lei ou dos ditames da social bem-pensância. Nem que o emprego é, por sua própria natureza, ou precário ou falso. É para obviar às consequências negativas e injustas desta substancialidade humana e social que o Estado existe. Ou seja, que o Estado devia existir.
 
O socialismo, letalmente incrustado nas veias das pessoas e agarrado à cabeça dos políticos, tem por base uma sociedade que não existe nem nunca existiu ou existirá, actua sobre dados imaginários e legisla na base de um wishful thinking completamente falso, talvez fruto racional de erróneas premissas, talvez pura fabricação da “correcção” dos tempos.
 
AntónioBorges de Carvalho

O autor

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2022
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2021
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2020
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2019
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2018
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2017
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2016
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2015
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2014
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2013
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2012
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2011
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2010
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D
  170. 2009
  171. J
  172. F
  173. M
  174. A
  175. M
  176. J
  177. J
  178. A
  179. S
  180. O
  181. N
  182. D
  183. 2008
  184. J
  185. F
  186. M
  187. A
  188. M
  189. J
  190. J
  191. A
  192. S
  193. O
  194. N
  195. D
  196. 2007
  197. J
  198. F
  199. M
  200. A
  201. M
  202. J
  203. J
  204. A
  205. S
  206. O
  207. N
  208. D
  209. 2006
  210. J
  211. F
  212. M
  213. A
  214. M
  215. J
  216. J
  217. A
  218. S
  219. O
  220. N
  221. D
Em destaque no SAPO Blogs
pub