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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

UM APELO A SEPIIIRPPDAACS*

Há quem diga que as “medidas” que o governo tem vindo a tomar por causa da crise são indiscutíveis. Ninguém sabe se estão certas, mas pouco há quem diga que estão erradas. Ninguém sabendo exactamente o que há a fazer, ninguém arrisca opinar.

 
Uma coisa é certa. A esquerda já não convence ninguém com a estapafúrdia tese de se estar a “proteger” a banca (os ricos) e a esquecer os “pobres”.
Toda a gente sabe, ou já devia ter percebido, que a crise que, para já, os “pobres” sentem, não tem nada a ver com a crise de que se fala, mas sim com os resultados destes anos de “governação” socialista. Senti-la-iam de qualquer maneira, mesmo que não houvesse buracos nas bolsas, que o mundo estivesse na maior, que não houvesse BPN, nem Lehman Brothers, nem BPP ou AIG. A crise que afecta a generalidade dos portugueses é fruto de três anos de poderio absoluto do Estado, de garrotamento da economia por via fiscal, de drenagem de recursos de poupança ou consumo para os cofres do Estado. É consequência directa e inevitável de anos de propaganda de grandes coisas e de total imobilismo em relação às que importam. É a filha directa de uma política social cega, feita de anúncios e de injustiças, ou à bolina ou ao sabor dos ventos, sem controlo, sem gestão, sem projecto, sem rei nem roque.
A outra crise, a importada, não tenhamos ilusões, também a seu tempo a sentiremos com inaudita brutalidade.
 
O governo oferece os sinais contraditórios do costume, a ver se mantem a malta calada. Aconselha prudência mas, se as pessoas são prudentes, vai de incitar ao consumo, para manter a economia a funcionar. Aconselha a banca a apertar critérios para obviar ao crédito mal parado, mas zanga-se com a banca se alguém lhe diz que a banca já não empresta como emprestava.
O ministro das finanças, autor de um orçamento de fábula, chega ao ponto de ameaçar a banca com a “retirada” dos avais se ela não emprestar a massa que algum amigo do PS lhe pedir. Como se fosse possível “retirar” um aval. Como se os avais do Estado português não fossem os mais caros da UE. A asneira é livre, como se sabe, mas, que diabo, o governo de um país europeu não devia abusar de tal liberdade!
A publicidade aos grandes empreendimentos continua. O endividamento que tais e tão estúpidas decisões vierem a provocar não interessa. O governo, como os titulares das dívidas serão os privados, recusa-se a perceber que, como em Portugal há décadas que não há dinheiro, ele terá que vir do estrangeiro. E como os privados não são parvos, é evidente que se vão segurar com os avais do Estado. Se, depois, o cash flow não for o que estava contratado, via ”estudos” que o governo fez ou aceitou, lá terá o Estado que prover às goradas “expectativas” dos privados. Dê-se-lhe a volta que se lhe der, quem, no fim deste horroroso túnel, virá a pagar as facturas, como já sucede com as SCUTS, é o mesmo, ou seja, o Zé. O propriamente dito, não o Fernandes, que esse é caloteiro por religião.
 
Algumas vozes minimamente conscientes da hecatombe para que o senhor Pinto de Sousa e os seus sequazes nos encaminham, argumentam timidamente que, se pelo menos uma boa parte dos milhares de milhões de que se fala fosse aplicada pelo Estado a pagar as próprias dívidas, talvez a economia levantasse a cabecita. Se outros dos tais milhares de milhões fossem usados para cobrir uma baixa de impostos, o poder de compra ou de poupança aumentava, e talvez  o consumo subisse e a economia não encolhesse tanto.
Vozes de tontos não chegam ao céu, não é verdade? Sabem porque são tontos os que assim falam? Porque a floresta de enganos é tão densa que as pessoas são levadas a não ver que os milhares de milhões da propaganda não existem, nem nunca existiram. Ou se trata de avais que, para já, são mais uma receita, e das grandes, para o governo, ou dos tais dinheiros que os privados irão buscar algures, para as obras públicas do governo e que, como vimos acima, sabemos quem vai pagar. Por outras palavras, o Estado, ou o repugnante governo do senhor Pinto de Sousa, não tem dinheiro para pagar seja a quem for aquilo que deve, nem tem margem para baixar os impostos, porque foi, e é, incapaz de gastar menos do que gasta.
 
*
Do ponto de vista político, dado o “pântano” em que, “de tanga”, nos mergulharam e em que tiritamos cheios de frio, e dada a abominável provocação constitucional do PS que a história do estatuto dos Açores constitui, parece não haver outra solução senão a dissolução da AR.
Pois se, sem que nenhuma destas condições se verificasse, o senhor Sampaio não hesitou em ferrar um golpe constitucional, por que carga de água, agora que a Constituição é pisada e em que o governo, claramente, se prepara para arruinar a Nação, se não há-de fazer o mesmo? O que, com Sampaio, era manifestamente ilegítimo, seria, agora, mais que legítimo, justo e necessário.
Mas assim não é. Os portugueses ainda não realizaram o buraco imenso em que os andam a meter. Eleições antecipadas poderiam levar à continuidade desta gente no poder. Por isso que, por um lado, haja que esperar (quer dizer, ter esperança) que a verdade surja, bem clara, aos olhos das pessoas, e só então, mandar o PS para casa.
 
Daqui lanço um apelo e um desafio a SEPIIIRPPDAACS: esclareça as pessoas, diga-lhes oque se está a passar, faça a cama ao senhor Pinto de Sousa.
Que diabo, se, sem sombra de razão, ajudou a dar cabo dos seus, por alma de quem, cheio dela, não há-de dar cabo dos outros?
 
19.12.08
 
António Borges de Carvalho
 
* Sua Excelência o Presidente da III República Portuguesa, Professor Doutor Anibal António Cavaco Silva.

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