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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

DO CONTÁGIO DA LOUCURA, OU DA SÁBIA SABICHONICE

Se heis perdido a “Quadratura do Círculo” de ontem, não sabeis o que heis perdido. Foi muito melhor que ir ao cinema ver a uma comédia negra do Fantasporto ou um episódio dos Monty Pyton.

 
Dantes, o representante da situação no programa era o Coelho. Demagogo de serviço, mandava as suas bocas com um sorriso nos lábios. Às vezes até tinha razão. Quando o Coelho partiu para mais altos voos, foi substituído pelo Costa. Este, sabidão, faz o mesmo papel, às vezes, reconheça-se, com mais categoria que o antecessor.
 
Ontem, porém, o homem perdeu a cabeça. Entrou de corpo inteiro, como um louco, na teoria do oculto. Conseguiu ultrapassar o chefe no histerismo negacionista da evidência. O senhor Pinto de Sousa, como diz o PGR, é suspeito de coisa nenhuma. Sim, é verdade, há uma investigação, mas tal investigação nada tem a ver com o senhor Pinto de Sousa! Não é testemunha, não é suspeito, não é arguido, não é acusado de coisíssima nenhuma. Instado pelo Pacheco e pelo Xavier, que, coitados, achavam que ele os estava a comer por parvos, o homem desatou a espernear, que era o jornal que tinha sido fundado por esse luminar da ciência que é o Silva e que ora se encontra nas mãos de outrem, cujo nome o Costa nem pronuncia, o autor de uma campanha, ao serviço dos poderes ocultos, etc., blá blá blá. Desorbitado, corado, suado, o Costa cada vez esperneava mais. Quando lhe sugeriram que o senhor Pinto de Sousa é, pelo menos para os britânicos, considerado suspeito, não se pode descrever a paranóia dos argumentos, repetidos mil vezes, a ver se se tornavam verdadeiros. Um espectáculo verdadeiramente hilariante.
 
Bom. Façamos cenários, como diria o Sousa. Que quer isto dizer? Como é que um político tão espertalhão como o Costa entra no histerismo, correcto e aumentado, do chefe?
Vejamos:
- se o chefe cair, o número dois sobe, não é? Sobe sem ter o odioso de se ter oposto a ele, ou de o ter criticado.   
- se o chefe não cair, então ele continuará no degrau de cima, com o grande trunfo da impoluta fidelidade que o caracteriza.
 
Se calhar, meus amigos, a loucura negacionista não era loucura nenhuma. Era só uma sabichonice do mais alto coturno.
 
6.3.09
 
António Borges de Carvalho

IR AO ENGANO

1. O banco espanhol Santander Totta lançou esta semana um produto altamente atraente. Dizem eles que dão (vendem) ás pessoas um cartão de crédito que oferece 5% de desconto em todas as compras. Nada mais atraente. 5% em tudo!

Como pode ser tal coisa?, pergunta o pobre, desconfiado, quando a esmola é grande. Não fica, no entanto, muito tempo sem saber.
É que o cartão só é dado a quem queira pagar em prestações, que podem ir de 5 a 50 por cento por mês.  
 
Antigamente, quem pagasse a pronto, era beneficiado. Estava até consagrada a prática de fazer 3% de desconto a quem pagasse cash on delivery. Agora, pelo menos aparentemente, é o contrário, uma vez que, se pagar até trinta dias, não há nenhum desconto. Se pagar até vinte meses, tem 5% de redução no preço.
 
Vamos à letra miúda. Quem paga a bochechos leva nas fuças com uma TAEG de 23,23% que se lixa. Agora faça as contas, em bom cálculo financeiro, a uma compra de 100, e veja quanto vai pagar ao fim dos vinte meses que lhe são generosamente oferecidos. Não digo o resultado de tal conta porque tenho vergonha. Vergonha do produto que é oferecido, vergonha por si, meu amigo, que resolveu embarcar. Faça também as contas, nas mesma condições, para o caso de, todos os meses, comprar 100. E estoure de raiva só por ter tido a tentação de cair na argolada.
 
Quando tanto se fala em “supervisão”, em “contracção de crédito”, na necessidade do legítimo consumismo de cada um ser caldeado com as maiores cautelas, na prevenção do endividamento exagerado “das pessoas e das famílias”, veja o que os “reguladores” andam a fazer: a deixar “produtos tóxicos” ser vendidos aos incautos e propagandeados como benesse.
 
2. Os grandes empreiteiros subscreveram com o ministério da cultura um acordo segundo o qual, se lhes forem adjudicadas obras de valor superior a 2,5 milhões de euros, “pagarão” em espécie 1% do valor da obra na recuperação de monumentos. Notável.
Por cada quinhentos mil contos, os empreiteiro fornecrão “gratuitamente” trabalhos no valor de cinco mil.
Isto permitirá a todos eles, em soberbo e legalíssimo cartel, por um lado subir, todos por igual, os seus preços nas obras públicas e, por outro, dizer que “dão” cinco mil contos ao património, quando não dão nada que se pareça. Se o preço inclui uma margem, digamos de 15%, o que não é escandaloso, o cinco mil contos em espécie passam a quatro mil duzentos e cinquenta. E como, com certeza, se trata de mecenato, ainda vão buscar mais algum em sede de IRS. Digamos que a “dádiva” fica nos quatro mil contos. Ora como o preço tinha sido subido em cinco mil, os empreiteiros ganharão mais mil contos em cada quinhentos mil de obra.
Nós, e o inteligentíssimo ministro da cultura, ficamos muito agradecidos.
O sono da razão engendra monstros. Esta soneca não será das piores, mas não deixa por isso de ser monstro.
 
1.3.09
 
António Borges de Carvalho

AS BRUXAS DE CARNAXIDE

 

Todas as semanas, duas senhoras, por certo bem pagas, fazem política na revista do “Expresso”. Às vezes até têm alguma graça. Desgraçadamente, a sua inegável inteligência tem os handicaps do pedantismo intelectual, da submissão ao politicamente correcto, do esquerdismo pesporrente, visceral ou não, do totalitarismo moral de quem tem a verdade das verdades na gaveta da mesa de cabeceira, a fazer inveja à Inquisição, da mentalidade de sharia pseudo progressista: a lei delas é a Lei.
 
Desta vez, em coro, no mesmo dia, as senhoras cospem a sua condenação sobre aqueles que não estão de acordo com o “casamento” de pessoas do mesmo sexo.
 
Uma delas, santa modéstia, começa por se servir da autoridade de Jesus Cristo para justificar as suas posições. Pobre Jesus, para o que estavas guardado!
Em verdadeira histeria intelectual, a senhora revolta-se contra a “normalidade sexual”, coisa que “deserotiza” o sexo, “transformando-o numa maratona entediante”.
E segue, em êxtase biblico-erótico, a invocar Deus, o qual nos fez nascer no seguimento de um acto sexual. Aqui, escorrega. É que, que se saiba e como diria a dona Manuela, não há meninos nascidos de um acto sexual entre dois homens ou duas mulheres.
A senhora tem “um sentimento erótico da vida” – bom proveito lhe traga -  e, dada a “prodigiosa diversidade dos homens e das mulheres”, acha que cada um é como cada qual e que, por isso, todos devem poder casar com todos.
Não se percebe o conceito. É verdade que ser livre é poder escolher. Mas também é arcar com as consequências e as responsabilidades das escolhas que se faz. Aí é que bate o ponto.
Quem for, ou quiser ser pederasta ou fufo, que o seja livremente. Terá, o que é verdadeiramente normal, que abdicar do que não lhe diz respeito, ou seja, do casamento.
Por outro lado, se, como diz esta mulher, se trata de prevenir interesses, propriedades, asistência na doença e heranças, então tratem de prevenir essas coisas em vez de pretender ser o que não são: susceptíveis de casar.
 
A outra senhora é mais cáustica, menos “religiosa” e dá mais pontapés na gramática.
Diz ela que não se pode discutir racionalmente com quem não é da sua opinião, ou seja, quem não for da sua opinião é estúpido. Lindo. Marcante de uma personalidade.
Como a colega acima referida, brinda-nos com um discurso sobre a “normalidade”. É estranho, mas significativo, que estas pessoas se procupem tanto com tal conceito. Arrisco dizer que se trata de uma réstia de consciência, que considerariam medieval. Não invoca Cristo, mas Darwin, como se tivesse havido alguma evolução nas espécies se os machos se juntassem aos machos e as fêmeas às fêmeas. Coitado do Darwin!
A ilustre intelectual invoca o progresso sob várias formas, do super collider aos ai-podes, das armas inteligentes às nano-tecnologias, considerando o tal “casamento” como fazendo parte deste maravilhoso progresso. É a bota e a perdigota, o cu e as calças, tudo ao molho, desde que a opinião da senhora obtenha o sucesso que merece. Coitados dos que descobrem ou inventam seja o que for!
Depois, descobre a mezinha ideal para dar abrigo e educação às criancinhas abandonadas: entregá-las aos cuidados de dois pederastas ou de duas fufas. Coitadas das criancinhas!
Olhem este raciocínio e curvem-se respeitosamente perante ele: na opinião da senhora, se um preto foi eleito Presidente dos Estados Unidos, se uma mulher podia ter sido eleita, então porque carga de água é que os homens não hão-de poder casar com homens e mulheres com mulheres? Estão a seguir esta brilhante lógica? Apetecia responder que não podem porque dois homens e duas mulheres, por mais que se amem e se marmelem, não são um casal. Valerá a pena dizer isto à senhora, ou ela é, como diz de quem critica, incapaz de usar a razão?
Deve ser este o problema dela. É que o resto do artigo é um mar de insultos, explícitos ou implícitos, a quem se atreve a pensar de outra maneira. Um bando de “trogloditas”. De “homófobos”.
Valha-nos o inquérito informal que a senhora diz ter feito por aí. Segundo ela, o tal inquérito equivale a uma sondagem, coisa científica, sendo que a conclusão é que “99% da população portuguesa é troglodita, quase troglodita, ou troglodita assim-assim”.
Atente-se agora na consequências que, para a senhora, deve ter esta “sondagem”. É lapidar. Vejam bem: “Estes trogloditas não se convencem. Aplica-se-lhes a lei”.
 
Vêem o que é um aiatola de saias? Vêem o que é a “democracia” desta malta? Vêem o que é a esquerda? Vêem o que é a pior das ditaduras?
 
1.3.09
 
António Borges de Carvalho

ENSANDECEU, OU DO REGRESSO A ALMADA

 

Lembram-se do Vasco Gonçalves aos gritos, a atirar cravos ao povo, no célebre comício de Almada?
Lembram-se do misto de terror (vinha aí uma ditadura muito pior que a outra) e de esperança (o homem estava tão doido que talvez alguém corresse com ele) que invadiu as nossas tremebundas almas?
 
Pois, meus amigos, 34 anos depois voltámos à mesma!
Ao político-mór desta desgraçada terra, ontem, só faltou atirar rosas à carneirada dos fiéis. De resto, a loucura foi a mesma.
A culpa, desta vez, não é da “reacção”, do “fascismo à espreita”, não é das “manobras do grande capital” nem da “conspiração do imperialismo”. Os culpados são os jornais, as televisões, as cartas anónimas, as ocultas urdiduras dos que, a coberto de uma campanha negra, quais agentes do demo, perseguem o homem para acabar com a sua magnífica obra. Não se trata do regime, do partido, do socialismo, da Pátria. O alvo é ele, a sua augusta pessoa, só ele, ele que é o maior, o mais sábio, o chefe por natureza e direito, ele que, coitadinho, só quer o nosso bem.
Desta vez não houve cravos nem foi em Almada. Mas a loucura, a paranóia, o auto convencimento dos ignorantes, a fuga para a frente, o desvario histérico, só têm paralelo no discurso de Almada. 
 
Pior. Ele acha que tudo pode porque nele a malta votou. Hitler também foi eleito, e Chávez, e tantos outros. Não pode. A Democracia, a propriamente dita, diz-nos que todo o poder tem limites, coisa que o fulano, porque tem a arrogância dos ignaros e dos broncos, nem sequer sonha. Enquanto votarem nele, pode fazer as asneiras que muito bem lhe der na gana. Pode aldrabar sobre tudo e mais alguma coisa, a começar por si próprio, pode deitar fora as trampolinices profissionais que andou anos a fazer para ganhar a vida, pode tirar cursos de esguicho, pode aldrabar sobre défices passados e futuros, pode fazer propaganda ao nada como se de tudo se tratasse, pode gastar o nosso dinheiro e dar cabo do nosso futuro como muito bem lhe apetecer, pode confundir processos judiciais com campanhas de imprensa, pode, pode, pode.
Não pode. Ou não devia poder.
 
Há quem lá esteja (no Júlio de Matos) por menos.
 
Ontem, os jornais resumiam os grandes temas da palhaçada unanimista, de tipo soviético, que é o congresso do PS: aumentar os impostos, pôr o Estado a intervir ainda mais, tratar das melhores condições para acabar com a vida de quem está a morrer, casar (?) os defeituosos e os transviados como se se tratasse de um “direito” que nem a Declaração Universal dos Direitos do Homem contempla.
 
Estes quatro temas, porém, ainda que presentes no bestunto da carneirada, foram largamente ultrapassados pela gritaria de quem, nada tendo a alegar em sua defesa, se limita a tratar de passar o histerismo próprio aos demais, como se do melhor argumento se tratasse.
Hoje, os jornais comentam tristemente o ocorrido. Para além disso, são unânimes em dizer que o primeiro-ministro “virou à esquerda”. Pois. Talvez tenha virado mais à esquerda. Mas, ao contrário do que dizem os partidos comunistas, do que pensa a estupidez da direita e do que almejam os capitalistas que o socialismo protege, Pinto de Sousa, o louco, esteve sempre à esquerda. Desde o primeiro minuto. O que sofremos hoje são as consequências do poder que a esquerda tomou há quatro anos e que, aos poucos, se vai tornando absoluto.
 
Quem quiser mais do mesmo, vote nos partidos comunistas ou no PS.
 
28.2.09
 
António Borges de Carvalho
 
PS (post scriptum!): Hoje à noite, a caixa de ressonância do senhor Pinto de Sousa teve que fechar mais cedo, porque... faltou a luz.
Nos meios próximos do primeiro-ministro é voz corrente que amanhã o discurso de sua excelência será dedicado a mais este capítulo da campanha negra que lhe é movida pelas forças ocultas que, infiltradas na EDP, conspiram contra a sua ilustre pessoa. As mesmas fontes temem que o homem tenha um ataque de histerismo ainda mais grave que o de hoje. Receando do que o paroxismo dos queixumes o leve a alguma apoplexia, é voz corrente que o secretariado do congresso tem já reservada uma equipa de psiquiatria e um colete de forças.

A FORÇA DA MUDANÇA

 

A esperança é a última a morrer, diz-se por aí. Quando o PS adopta “a força da mudança” como slogan do congresso, quem não pensa, com esperança que lhe resta, que se trata de pré-monitória inspiração, de réstia de consciência moral, de subliminar auto-crítica.
Mudança é o que precisamos. Mas uma mudança profunda, cultural, sociológica, política, cujo slogan seja: socialismo nunca mais!
Façamos como diz o senhor Pinto de Sousa: mudemos, correndo com ele, com a sua gente, com os comunistas do Bloco e do PC, a ver se vamos a algum lado, se encontramos a tal justiça de que se fala, se pomos o Estado em democráticos varais, se entramos num rumo de verdade e de respeito pelos cidadãos, a ver se deixamos de ser tratados como carneiros, estúpidos e dependentes, a ver se conseguimos que os nossos netos tenhamuma vida menos má que a que os nossos filhos vão ter.
 
1.3.09
 
António Borges de Carvalho

CORPORATIVISMO SOCIALISTA

 

Temos um Estado corporativo como Salazar sonhou e nunca conseguiu.
Vitorino Magalhães Godinho, in “Diário de Notícias”
 
Um insuspeito intelectual como Magalhães Godinho vem pôr o dedo numa ferida que já tem sido objecto das diatribes do Irritado. Não vou acusá-lo de plágio, não senhor. Mas fico contente por ver que há pessoas inteligentes, ainda que da área do PS, que vêem o estado a que o socialismo em geral e o senhor Pinto de Sousa em particular conduziram o país.
 
É evidente que, cada dia mais, o poder não dialoga com quem o elegeu, mas com corporações de interesses devidamente organizadas. Os equilíbrios político-sociais estabelecem-se ou rompem-se neste diálogo “dialético”, ao mesmo tempo que as pessoas, os cidadãos, os indivíduos, são socialisticamente ignorados.
Quem não tiver um sindicato, uma ordem, uma união, um clube, não existe.
Os sindicatos e quejandos, sejam da CGTP ou da UGT, da CIP, da CC ou da CAP, da OM, da OA, dos juízes, dos procuradores, dos bancos, do raio que os parta, são quem comanda os destinos da Nação. O governo existe para ir acertando e desacertando com eles.
É o esplendor do corporativismo.
O Estado cede ou não cede às pressões que as corporações fazem, nos gabinetes ou nas ruas, consoante o que, a cada momento, julga ser conveniente para o futuro político do PS, não segundo o que, com alguma visão de futuro, pode ser útil às pessoas. Para elas, a demagogia e a propaganda. Para as corporações, o diálogo, as concessões, as empreitadas, as excepções, as prebendas, nem que para isso se hipoteque, em progressão geométrica, o futuro dos que aí vêm.
 
O Doutor Oliveira Salazar deve estar contentíssimo, lá nas profundezas do globo terráqueo. O seu esquema preferido está em progresso. Mais uma inspiraçãozinha e aí estará outra vez a Câmara Corporativa, ainda que mascarada de “Senado”. Já ouvi vários xuxas a falar nisso.
 
28.2.09
 
António Borges de Carvalho

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