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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

ABAIXO O SARAMAGUISMO!

Numa das inigualáveis páginas com que usa brindar o povo no jornal socialista “Diário de Notícias”, o nosso grandioso prémio Nobel, José Saramago de seu nome, continua a atribuir as culpas de todos os males do mundo ao tenebroso capitalismo monopolista.

No seu último artigo, a coisa vem, imagine-e, a propósito... da gripe A. Segundo a criatura, se “um vírus presumivelmente mortal” entra na pulmoeira do cidadão, tal fica a dever-se “a ter sido apanhado na teia dos interesses materiais e da falta de escrúpulos das grandes empresas”.

Genial.

O Irritado permite-se acrescentar que deve ter sucedido o mesmo com a peste negra na Idade Média, época em que, como é sabido, havia inúmeras transnacionais de origem ianque a operar na Europa. Isto, para não falar na pneumónica que, a soldo do capital monopolista, dizimou milhões de pessoas a seguir à primeira grande guerra. Deve, aliás, ter sido por causa das multinacionais que o Senhor Dom Pedro V, tão bonzinho, morreu tão cedo.

Pois é. Fique a saber quem ainda o não sabe, que tudo é devido às “ 'factorias' (veja-se o requinte do português do homem) porcinas” que há nos EUA e que se espalham para Sul. O homem documenta a coisa com um estudo de uns amigos dele que publicaram um “informe” (português do melhor, um adjectivo armado em substantivo) a dizer que as grandes varas de porcos são propícias aos surtos virais, e que, no “epicentro” da actual crise é capaz de estar uma pocilga qualquer que a multinacional Smithfield (americana, pois claro!) tem em Veracruz.

Mais, muito mais. A gripe aviária também é resultado directo das manobras das multinacionais que pululam lá para as àsias. No caso vertente deve tratar-se, como é evidente, dos conhecidos cartéis americanos que dominam as tascas chinesas de venda de galinhas.

Não é lindo?

É difícil, diz o nosso distinto Nobel, “enfrentar—se 'ao' (veja-se quão preciosa é a utilização da preposição a, em vez da preposição com, como mandaria um conhecimento básico da língua portuguesa) monstruoso poder dos grandes conglomerados”.

 

O prolixo génio acaba com uma espécie de aviso: “Poderá pedir-se (sic) honradez a uma transnacional?”.

O Irritado não sabe a resposta. Mas pode fazer outra pergunta: Poder-se-á pedir honradez aos comunistas em geral e ao senhor Saramago em particular? Responda quem souber.

 

3.5.09

 

António Borges de Carvalho

TRANSPARÊNCIA À PORTUGUESA


O Irritado não tem por norma criticar o Parlamento. Basta o que basta.

O Irritado é um parlamentarista feroz, acha o semi- -presidencialismo à portuguesa uma coisa ridícula e, à francesa, um resquício da Revolução de que o General se lembrou para cimentar o seu poder pessoal na V República.

Presidencialismo puro já não existe na Europa civilizada, onde as Monarquias asseguram a representação das Nações e onde as repúblicas imitam, como podem, as Monarquias, com o objectivo de assegurar uma representação isenta,  despolitizada e verdadeiramente nacional. Nestas felizes  nações, há parlamentos que funcionam e parlamentares que são homens livres e que respeitam quem neles votou.

 

Dadas estas posições, é doloroso, para o Irritado, ter que reconhecer que o nosso parlamento, prestando um serviço ao PC e ao BE, desceu ao ponto de dizer que defende a transparência do financiamento dos partidos ao aumentar 60 vezes a soma a receber, julga-se que por ano, através de donativos em dinheiro.

É evidente que, como já foi dito e repetido por muita gente, esta nova norma se destina a propiciar as malas de notas que, oferecidas sabe-se lá por quem, vão entrar, completamente à balda, nos cofres partidários.

É assim a “transparência“ à portuguesa. Proíbe-se que as empresas financiem os partidos. Depois arranja-se maneira de ir buscar, na mesma, o dinheirinho.

O Irritado é de parecer que quem quer e pode ajude, sem limites, os partidos politicos, desde que os donativos sejam devidamente declarados e identificados. Diz-se para aí que receber dinheiro das empresas ou dos empresários corresponde a ficar vulnerável as suas exigências no futuro. É exactamente ao contrário. Se os donativos fossem declarados e identificados, muito mais difícil seria, para o poder político, vir a favorecer os doadores, uma vez que estaria aberto ao escrutínio dos media, da oposição e da opinião pública.

O que a Assembleia da República fez a este respeito é uma inominável vergonha para todos nós. Ainda por cima por unanimidade dos partidos nela representados. Que respeito se pode ter para com os nossos legítimos representantes numa circunstância como esta?

 

2.5.09

 

Ant]ono Borges de Carvalho

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