Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

SUBMARINOS: HÁ QUEM SAIBA DO ASSUNTO

Com a devida vénia, a seguir transcrevo um artigo do Almirante Alexandre Reis Rodrigues, publicado no DN e em www.jornaldefesa.com.pt

 

 

SUBMARINOS AFINAL PARA QUÊ

 

 

Os submarinos voltam a estar na ordem do dia; agora pelas piores razões, envoltos no reacendimento de suspeitas de corrupção. No final do ano, a controvérsia era sobre as dúvidas levantadas sobre o seu papel e emprego operacional e, em especial, pelo insólito de virem de onde menos se esperaria (um ex-presidente da AR, o Dr. Almeida Santos e o CEMGFA, general Valença Pinto).

Sobre o primeiro ponto apenas tenho a expressar votos de que tudo se clarifique a curto prazo para bem da dignidade e da imagem do País. Sobre o segundo, gostaria de ajudar a dissipar o “banco de nevoeiro” para que o assunto foi levado recentemente, mal grado as sucessivas revalidações políticas por que o processo passou ao longo de seis legislaturas que sempre aprovaram as leis de programação militar em que a aquisição foi prevista, de sete governos que nunca puseram em causa a necessidade desta capacidade e de onze ministros da Defesa que sempre o fizeram avançar.

É verdade que o contexto resultante do fim da Guerra Fria alterou radicalmente a forma de encarar os desafios à segurança e defesa. Como deverá esta nova situação reflectir-se na Marinha, particularmente na existência de submarinos? Estes, para terem lugar na estrutura de uma força naval, têm que estar ligados a uma estratégia, a uma finalidade específica.

Alguns só a imaginam ao nível táctico, no combate a ameaças navais, como parte de um dispositivo territorial anti-invasão. É uma visão redutora e enganadora. Redutora porque concebe as forças armadas apenas para defender o território quando na realidade existem para defender interesses nacionais, sendo que o primeiro está incluído nos segundos. Enganadora porque assume a justificação da sua posse como decorrente da lógica de que o seguro morreu de velho, como alguns insinuam.

É por isso necessário relembrar que a necessidade de submarinos está principalmente ligada ao controlo da área marítima de interesse estratégico, o que sempre fez parte da grande estratégia nacional. Só os termos em que tem que ser considerada é que mudaram; durante a Guerra Fria, punha-se como contributo para a eventualidade de deflagração de um conflito; era do controlo do Atlântico que dependia o reabastecimento e reforço da Europa.

Hoje, o controlo do mar é um objectivo permanente de tempo de paz, porque a natureza difusa e imprevisível das ameaças exige um esquema de vigilância que detecte oportunamente desvios de comportamento que possam indiciar a tentativa de acções ilegais ou práticas criminosas. Põe-se sob uma perspectiva abrangente, centrada sobretudo nos espaços e não nas forças de eventuais oponentes, como acontecia no passado.

Não se trata de uma estratégia militar-naval; é mais abrangente do que isso porque se relaciona com factores diversos, principalmente económicos, sendo os militares apenas os que viabilizam as condições de segurança para a sua concretização.

Os submarinos são parte indispensável dessa estratégia porque só existe controlo dessa área: 1º, se se exercer nas suas três dimensões, a de superfície e acima-superfície e a de sub-superfície sendo que esta última só os submarinos conseguem garantir de forma eficaz; 2º, se houver capacidade de efectuar operações encobertas (sem revelar a presença), o que só os submarinos garantem.

Sem submarinos Portugal perderia por duas vias: permitiria um vazio de controlo numa área que lhe respeita directamente, e que outros necessariamente se veriam obrigados a ocupar, e perderia a possibilidade, de que usufrui, de participar nos órgãos de controlo e gestão da actividade submarina ficando “nas mãos” de terceiros para saber o que se passa na nossa área de interesse. Situação dificilmente aceitável.

 

5.4.10

 

ABC

OPINIÕES

 

Diz o magnífico ministro das obras públicas que temos que “o carácter é importante, mas não pode ser foco da oposição a Sócrates”.

Pois. Tem toda a razão. Se o carácter fosse importante, há muito que a criatura tinha voltado para as berças, onde seria feliz a assinar uns projectos de engenharia relativa para umas pocilgas.

 

“Parecia que (na comissão de inquérito) queriam tirar conclusões para derrubar o governo”, disse o inacreditável demagogo que dá pelo nome de Ricardo Rodrigues.

Pois. Parecia. Se, passados quatro anos de patranhas político-cívicas, de ruinosa aldrabice e de eleitoral burla programática, ainda não tiraram conclusões que cheguem, não é na comissão de inquérito que as vão tirar. Aliás, há tipos tão parvos que ainda não perceberam que comissão de inquérito vai servir para que se não tire conclusões de nenhuma espécie, mantendo assim o homem no poleiro. Vão ver.

 

“Ficaria satisfeito se, com o novo líder, o PSD se preocupasse menos com estas questões (a comissão de inquérito)”, afirmou, solene, aquele fulano que levou um enxerto de porrada em Felgueiras.

Pois. Se o PSD se distrair, o PS toma conta da coisa e ainda de lá sai algum elogio ao Pinto de Sousa.

 

2.4.10

 

ABC

INÊS DE MEDEIROS III

 

A mui ilustre e prendada deputada Inês de Medeiros resolveu enviar ao Presidente do Parlamento uma cartinha destinada a angariar fundos para as suas deslocações semanais a Paris, em classe executiva, a 1.200 euros cada.

Em inequívoca demonstração de requintada curialidade, de esmerada educação e de respeito pelo destinatário, a nobre senhora decidiu, antes de mais, mandar a missiva aos jornais a fim de tornar a coisa clara e pública. Veja-se o requinte educacional da aristocrática socialista, a fazer lembrar aqueles tipos que, por saber falar francês e viver em Clichy, acham que são mais que os outros. A diferença é que há quem pense que estes têm desculpa. Não ela, coitada.

Pelo que os jornais publicaram, verifica-se que a inigualável criatura, achando, com toda a justiça, que o povo tem que lhe pagar as viagens a Paris como se Paris ficasse na Freguesia de Santa Isabel, em ponto algum refere que o seu diáfano assento se poderia sentar numa cadeira das usadas nos aviões pelos passageiros comuns, a fim de reduzir quase dez vezes o custo das viagens. É que tal cadeira é, inegavelmente, menos confortável que aquelas a que Sua Excelência está, evidentemente, habituada.

Compreenda-se. Uma tão alta personalidade não pode, salvo inevitável e intolerável queda dos parentes na lama, sentar-se ao lado daqueles a quem exige o pagamento dos bilhetes.

 

Há limites para tudo, não é? 

 

2.4.10

 

António Borges de Carvalho

CORRECÇÕES

 

Aqui há tempos, rebentou uma monumental bronca no Reino Unido. Então não é que os investigadores do clima de uma universidade qualquer tinham aldrabado as temperaturas, a fim de defender a tese do “aquecimento global”?

Uma comissão parlamentar veio “limpar” a coisa, dizendo que tinha sido sem intenção, que enfim, aldrabar o pagode não era o objectivo, que era tudo boa gente, etc.

Donde se conclui que os tipos que dizem que a Terra está a aquecer são, segundo o politicamente correcto, intocáveis.

 

2.4.2.10

 

António Borges de Carvalho

A SAGA CONTINUA

A melíflua ministra da saúde, com certeza por engano, resolveu recomeçar a fechar centros de saúde. Ou então já está farta do Pinto de Sousa e quer arranjar maneira de ser demitida, que foi o que aconteceu ao outro.

Desta vez, pelo menos os tipos de Valença não têm com que se preocupar: se apanharem alguma infecção, dão um saltinho a Tui, e está o problema resolvido. Os galegos tratam da coisa, não sei se com taxas moderadoras se sem elas. Segundo os jornais, parece que já há quem queira passar a espanhol, ou a galego, se se quiser.

A galegagem põe tudo à disposição. Consultas, meios de diagnóstico, curativos, medicamentos, etc.

Os galegos, na velha acepção da palavra, somos nós, não é?

 

2.4.10

 

António Borges de Carvalho

PRECISA DE SANGUE?

Se precisa, meu caro, o melhor vai ser ir a Tui, como os valencianos. Pelo menos se for aprovado um projecto do Bloco de Esquerda que postula que os homossexuais, quando se trata de dar sangue, não podem ser descriminados.

É que, dizem os ternurentos bloquistas, é costume fazer umas perguntas indiscretas aos candidatos a dadores para saber se fazem parte de algum grupo de risco. Tais perguntas, segundo a filosofia dos comunistas do Bloco, outra intenção não têm que não seja a de descriminar os homossexuais.

Devo dizer que não é assim. Eu, que não sou homossexual nem nada que se pareça, nem gosto dessa gente enquanto “classe”, também sou descriminado! Como tive, em tempos, uma hepatite, os malandros que tratam das recolhas de sangue não querem nada comigo. Protesto! Eu que gostava tanto de comunicar aos meus concidadãos umas hepatites de boa qualidade, sou impedido de o fazer, por via da intolerável descriminação de que sou alvo.

Ou há moralidade ou comem todos! Abaixo a descriminação! Viva a doença! Se não houvesse doenças, já viram a quantidade de gente que ficava sem emprego?

 

2.4.10 

 

António Borges de Carvalho

ENERGIAS IMPAGÁVEIS

 

De há muito a esta parte, tem o IRRITADO vindo a denunciar a chamada “política energética” do senhor Pinto de Sousa, dito Sócrates, “engenheiro relativo”, como é conhecido no “Correio da Manhã”.

 

Em nome de coisas tão sérias como a necessidade de reduzir as importações de petróleo, de patranhas tão ignaras como a do aquecimento global e de “papões” tão falsos como o CO2 (que não faz mal a ninguém), o governo entrou, a quatro patas, na história das eólicas.

Fortunas incalculáveis têm sido, e continuarão a ser gastas em subsídios a cavalheiros de indústria, como o senhor Pimenta, que constroem equipamentos que ninguém sabe como vão ser pagos nem quando serão, se vierem a ser, rentáveis e verdadeiramente produtivos. As facturas já estão a ser pagas e sê-lo-ão cada vez mais, pelos papalvos do costume: nós.

Há para aí dois anos, um empreendedor, de seu nome Monteiro de Barros, propôs-se construir uma central nuclear em Portugal. O governo correu liminarmente com o homem, porque o nuclear “não estava na agenda”. Depois, sem jamais ter discutido o assunto com o proponente, o mesmo governo pôs a circular que ele fazia tais e tantas exigências, queria tais e tantos privilégios, que… não queria mais nada? Ora vá-se lixar!

 

Pois é. O senhor Pimenta e seus colegas talvez não tenham privilégios formais. Têm outros: milhões e milhões de “ajudas ao investimento”. E são uns heróis. São, além disso, o contrário do que é um investidor, isto é, pouco ou nada arriscam. Produzem a electricidade mais cara do mercado. Recebem, não pagam.

Quem paga e quem arrisca somos nós, a mando do governo.

 

Vem isto a propósito de um manifesto, assinado por um muito largo grupo de técnicos de economia e de energia, provindos de várias universidades e áreas ideológicas. Dizem, em resumo, o que diz o IRRITADO: que a política energética está completamente errada, que a factura a pagar é insustentável e que o nuclear tem que ser “discutido”.

O IRRITADO está de acordo com tudo, menos com a proposta de “discutir” o nuclear. É que o nuclear já está estudado, praticado, consolidado em tantas e tão prósperas partes, já produziu tantos e tão bons resultados, já foi e continua a ser de tal forma apurada a sua tecnologia, que o que valeria a pena seria tomar, já e sem mais discussões, a decisão de o adoptar em Portugal.

Isto, se quiséssemos vir a ter energia mais barata, mais regular e mais abundante. Mas não queremos. O que nós queremos (o que quer o senhor Pinto de Sousa) é poder esgrimir a teoria das “renováveis” na sua mais demagógica expressão, custe o que custar e a quem custar.

Admiram-se? Não é caso para isso. Arruinar o país não é o que preside, desde a primeira hora, aos privilegiados raciocínios do fulano? Não é o que, com mão de mestre, ele tem realizado? Não é o que está à vista?

 

2.4.10

 

António Borges de Carvalho

VERDADES INCONVENIENTES

 

Há dois ou três dias, duas notícias chocaram o IRRITADO. Parece que não chocaram mais ninguém.

 

Aí vão:

 

a)   O Conselho de Estado da República Francesa considerou inconstitucional a proibição da burca, com especiosa argumentação baseada em “direitos humanos”;

b)   Frau Merkel foi à Turquia e, para que não se dissesse que não dava nada aos turcos, consagrou o seu “direito” a viver na Alemanha em “comunidades próprias” e autorizou a criação, de escolas primárias e secundárias destinadas a turcos, não se sabendo sequer se no currículo dos cursos a ministrar estará incluído o ensino da língua alemã.

 

As partir destas duas brilhantes decisões, fica a saber-se que a civilização ocidental, em nome dos seus próprios valores, aceita e protege aquilo que os nega.

Sendo eu produto da civilização clássica e cristã, a qual foi apurando e as mais das vezes aperfeiçoando, ao longo dos séculos, um corpo de regras morais e sociais, não posso, porque isso contraria tais regras, tornar opaca a minha identidade, designadamente escondendo dos demais a minha imagem. Tal coisa, na minha civilização, é reserva de malfeitores.

Mas, se fosse oriundo de uma coisa que se chama Islão – civilização que, ao longo dos mesmos séculos, se atrasou em vez de progredir - podia obrigar a minha mulher a andar de burca, escondendo o principal elemento da sua identificação, a face.

Embora a questão da reciprocidade não seja o mais importante quando desta matéria se trata, valerá a pena referi-la.

Se a minha mulher for a um local onde o Islão é regra, terá que cobrir a cabeça, e não só, se não quiser que lhe chamem rameira ou a apedrejem. Se eu for a tais paragens, serei criminoso se comer chouriço de carne, beber um copo de vinho ou disser a uma mulher que é bonita.

 

Anda a minha civilização muito atarefada em “integrar” aqueles que acolhe, vindos de outras paragens e credos. Depois, como no caso da Frau Merkel, aceita que tais gentes se “guetizem” voluntariamente, ou seja, recusem e amaldiçoem aqueles que os acolheram e lhes deram trabalho e segurança em condições desconhecidas no seu país de origem.

Qual é, afinal, o problema? Ao contrário do que dizem certas “boas almas”, não se trata de impedir que os imigrantes prezem as suas tradições e idiossincrasias. Trata-se de os fazer entender que, se escolheram viver fora da sua comunidade de origem, têm que se ater às regras sociais e às leis do destino que escolheram. Ou ir embora. Ora isto não é, manifestamente, o que decorre de tais decisões em apreço.

Nada pode justificar, em termos de direitos humanos, que os imigrantes sejam autorizados a ofender gravemente a sociedade onde quiseram viver, pondo em causa os seus costumes e as suas leis.

Que guardem os costumes deles lá para casa, como fazem os emigrantes portugueses com os pastéis de bacalhau.

 

Como na Roma clássica, os bárbaros que destruíram o Império começaram por entrar e viver nele.

Se a Europa perde a noção da sua própria dignidade, cria, por iniciativa própria e por uso erróneo - ou estúpido e cobarde - dos valores que criou, as condições para a sua própria destruição.

 

2.4.10

 

António Borges de Carvalho

Pág. 3/3

O autor

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2018
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2017
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2016
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2015
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2014
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2013
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2012
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2011
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2010
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2009
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2008
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D
  170. 2007
  171. J
  172. F
  173. M
  174. A
  175. M
  176. J
  177. J
  178. A
  179. S
  180. O
  181. N
  182. D
  183. 2006
  184. J
  185. F
  186. M
  187. A
  188. M
  189. J
  190. J
  191. A
  192. S
  193. O
  194. N
  195. D