Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

O ESTADO DO ESTADO

 

Há coisas que nem o mais esperto consegue perceber.

 

Um bom exemplo desta asserção é o que se tem passado com a sociedade em geral e com a classe política em particular relativamente às últimas asneiradas do PGR.

 

O Dr. Pinto Monteiro está “no poder” há mais de dois anos. Após as mais diversas atrapalhações e maluquices, depois de ter queimado o que não lhe interessava mas que a nação tinha o sagrado direito de saber, depois de se ter, publicamente, zangado com estes e com aqueles dos seus colegas e subordinados, depois de trapalhices só comparáveis, desde que tenho memória, às do seu protegido Pinto de Sousa, subitamente descobriu que a culpa de tudo é nem mais nem menos que da falta de poder que a Lei lhe outorga. Para provar a justeza da sua opinião, decidiu comparar-se a S.M. a Rainha de Inglaterra, assim mostrando que, além de estúpido, é carroceiro.

Ó espanto, isto não é o pior. O pior é que a classe política, tanto a que o quer ver na rua como a que lhe paga a protecção, se pôs a pensar nos tais poderes que o homem tem a menos. Ao ponto de lhe permitir pronunciar-se sobre a “reforma” que deseja, e dar a melhor atenção às suas opiniões.

Depois, ou antes, já não sei, para dar mais “sal” à questão, o CSMP desatou a doutrinar sobre o mesmo assunto, alegando, evidentemente, o contrário do que o homem opina.

Não ficamos por aqui. Desgraça das desgraças, a classe política, em vez de mandar calar um e outros, mais que não fosse ignorando as opiniões expendidas e relegando o assunto para tempo e lugar próprios, dá atenção a mais este brutal descrédito de instituições que se digladiam na praça pública, como se de peixeiras se tratasse.

 

O Estado “de direito” segue, assim, o mesmo caminho do Estado “social”: a ruína.

O Presidente assobia para o ar, o PM acha muito bem, a oposição anda a pensar na revolução socialista, passeia nas feiras de roupa falsificada, entretem-se em avanços e recuos sobre questões fundamentais.

 

O PGR, afinal, é o PGR que esta gente merece.        

 

13.9.10

 

António Borges de Carvalho

LITERATICES VAGINAIS

Num (péssimo) almoço no “Madeirense” das Amoreiras, já há uns anos, dizia-me o António Lobo Antunes que isto de vender livros tem mais a ver com os públicos que os compram que com o seu conteúdo, a sua qualidade, o que neles se escreve ou o que se quer dizer com eles.

Para ilustrar a asserção, exemplificou consigo mesmo e com uma “rapariga” que vende que se farta. Os livros dela e os dele nada, absolutamente nada, têm a ver uns com os outros, ainda que ambos se vendam bem.

Eu, que não sabia quem era a tal rapariga, não disse nada por vergonha de mostrar ignorância em relação a um tal êxito literário.

 

É claro que assim saí do “Madeirense” fui a correr à livraria e comprei um livro da “rapariga”. Queria resolver o mistério. Li-o de ponta à ponta com muito interesse. Da leitura tirei três conclusões, a) o êxito da obra era compreensível, b) o António tinha razão e c) nunca mais gastaria um chavo nem um minuto com a literatura da pequena.

 

Anos passados, apareceu o jornal “Sol”. A tal rapariga tem duas colunas em página ímpar todas as semanas. Pelos títulos, percebe-se que se trata de variegadas lucubrações sexo-sociais mais ou menos primitivas, produzidas por quem não deve pensar noutra coisa.

Costumo passar adiante. Esta semana, excitou-me o lead da coisa, a saber: O sexo oral de homem para mulher também requer rodagem, treino e alguns truques. E precisa de abertura cultural para ser praticado.

O lead, como se pode compreender, dispensa a leitura do texto. Ficamos a perceber que aquilo a que tantos nomes se chama – não estou contra – não passa, afinal, de uma questão de cultura. E de abertura, por supuesto.

Além disso, quem quiser fazer a coisa como deve ser terá, antes de mais, que a praticar com afinco e galhardia, a fim de ter uma rodagem apropriada, feita de aturado e adequado treino. Depois, deverá familiarizar-se com alguns truques, sendo, neste aspecto, de pedir conselho a quem sabe tudo e mais alguma coisa a tal respeito. Será de consultar a rapariga.

 

O IRRITADO recomenda vivamente à senhora ministra da educação que integre uma sebenta da autoria da pequena no currículo da nova disciplina de educação sexual, indispensável acréscimo de “cultura” muito do agrado do senhor Pinto de Sousa em particular e do socialismo em geral.        

 

13.9.10

 

António Borges de Carvalho

APONTAMENTOS DO DIA

1.PATRIOTISMO

O distinto sindicato dos polícias anunciou uma greve para os dias da cimeira da NATO em Novembro. Atitude que muito honra a classe, como é fácil de perceber.

 

2. ACTUALIZAÇÕES E ESTIMATIVAS

Através do ministro que se cospe de boca à banda, o governo anunciou que a história das portagens não andarem nem para a frente nem para trás nem antes pelo contrário, não se deve à incompetência nem à irresponsabilidade, nem às aldrabices do governo. Nada disso. Em manifestação de inusitada honestidade, o excelente rapaz nem sequer pôs as culpas para o PSD. A razão do octogésimo sétimo atraso da coisa deve-se a uma “actualização de informação”. E, ainda mais claro, disse que o inenarrável ministro das obras públicas tinha feito uma “estimativa”, dizendo que, se calhar, a coisa ia ficar resolvida no próximo conselho de ministros. Era só “estimativa”.

 

3.ABAIXO O LATIFÚNDIO

Na ridente pátria do amigo Chávez há um português, por certo um malandro, um capitalista selvagem, um poderoso sem escrúpulos, um explorador do povo, que entrou em greve da fome. Diz ele que o governo do amigo Chávez lhe vai expropriar um latifúndio de 2 hectares (2 hectares!) de que se apropriou nos termos da lei em vigor antes do advento do bolivarianismo, ou seja, por compra. Acresce que o tal português tem a funcionar no latifúndio uma oficina de serralharia, a qual, dada a sua dimensão - consta que tem nada menos que 5 empregados! - também está na calha para a expropriação. Segundo as últimas informações que chegaram ao conhecimento dos serviços do IRRITADO, o irmão ideológico que o amigo Chávez tem no MNE vai mandar um pack de garrafas de água do luso para evitar a desidratação do nosso tenebroso concidadão.

 

4. DIREITOS SOCIAIS

A maralha lá das franças desceu à rua, diz-se que aos milhões. Com a maior indignação, a maralha protestou contra a intenção do governo de subir a idade de reforma dos 60 para os 62 anos. Medida que não pode deixar de ser classificada como esclavagista. Não é?

 

5. ALTO SÁBIO

Segundo titula o DN, o camarada Louça vai estar “em debate com um Nobel”. Lendo esta gorda informação, proveniente, como é óbvio, dos serviços do Bloco de Esquerda, fica o respeitável público a julgar que o homem vai debater o futuro da humanidade, na CNN, na BBC, ou coisa que o valha, com um tipo que ganhou um prémio Nobel, coisa desclassificada desde a história do Saramago mas, mesmo assim, digna de nota. Lida a notícia, porém, ficamos a saber que o camarada Louça vai passear a Budapeste, onde o vão deixar assistir a uma conferência com mais 349 indivíduos. Mais ficamos a saber que, em tal areópago, dirá de sua justiça um tal Stiglitz, grande guru do Dr. Mário Soares (que o adora, mesmo sem perceber patavina do que o homem diz), fulano que tem enchido o mundo de propostas mais ou menos absurdas.

 

6. TRIBUNAIS ESPECIAIS

Quando o IRRITADO ouviu um fulano que é secretário de estado da justiça dizer que queria criar um “tribunal do desporto”, achou que o homem (diz-se que é jurista), naquela noite, chegaria a casa e, depois de pensar duas vezes, perceberia que se tinha deixado levar pelo ódio do governo ao senhor Queiroz, e voltaria atrás. Mas não. Esqueceu tudo o que lhe terão ensinado, esqueceu o que são tribunais especiais, esqueceu que a lai é geral, esqueceu tudo aquilo que se esperaria fosse ou inesquecível ou sagrado para um jurista. Ansioso por mostrar serviço, o homem já nomeou uma comissão para tratar do assunto. O IRRITADO espera que esta comissão tenha o mesmo resultado que as montanhas de comissões estatais que por aí há: nenhum.

 

7.A CONSCIÊNCIA DAS COISAS

Dona Ângela Merkel vai prolongar a vida das suas centrais nucleares em cerca de 14 anos. É o que se chama visão do futuro e consciência das coisas. Dona Ângela sabe que ainda nada nem ninguém pode confiar nas energias alternativas, à excepção da hídrica, ainda que não seja despiciendo tentar desenvolvê-las e levá-las a aceitáveis condições de custo/benefício. Por cá, como somos ricos e bons rapazes, pomos o nuclear de lado e enchemos o país de moinhos de vento, os quais a malta não sabe que anda a pagar e que pagará para o resto da vida. O governo é doido e nós pagamos as doidices do governo.

 

8. O ENSINO EM FRANCO PROGRESSO

Solenemente, o governo anunciou uma medida de notável    alcance: vai acabar o “ensino recorrente” (no jargão desta gente trata-se de ensino para pessoas que trabalham de dia e estudam à noite), o qual obsolesceu em face da (em linguagem oficial dir-se-ia “face à”) existência das “novas oportunidades”. Trocando por miúdos, trata-se de acabar com algumas réstias de ensino chamado “à noite”, para criar uma legião de tipos ainda mais ignorantes que os “nocturnos”, mas devidamente “diplomados”. O exemplo do senhor Pinto de Sousa a dar os seus frutos.

 

9. LIVROS PARA O POVO!

O pessoal anda por aí à rasca a comprar livros para os filhinhos poderem andar na escola. Todos os anos há livros novos, concebidos segundo a nova reforma pedagógica ou a nona versão dos ditames da anterior. O pessoal, devidamente protegido pelo “estado social”, chegou ao estado social de não ter dinheiro para comprar os livrinhos que as editoras, generosamente aproveitando a “janela de oportunidade” oferecida pela governamental inteligência, lhe põem à disposição. Os outros, os que conseguem ir pagando, podem ter a certeza que o preço é o da livraria acrescido da taxa de IRS que vão pagar para o ano. Mais socialmente justo não pode haver. E, no próximo ano lectivo, há mais.

 

9.9.10

 

António Borges de Carvalho

OBRIGADINHO, Ó BALBINO!

 

Ainda mal refeitos do miserável um a zero que levámos na Noruega, vale a pena fazer o ponto da situação.

 

Sob a direcção do senhor Queiroz, Portugal viu-se à rasquinha para chegar à África do Sul.

Mas chegou.

Na África do Sul, viu-se à rasquinha para passar da primeira fase.

Mas passou. Sem sofrer um único golo. Sem perder, apesar dos adversários fortes que lhe saíram na rifa.

Nos oitavos, perdeu por um miserável um a zero com a equipa que com muita sorte e algum merecimento, ganhou a taça.

Ou seja, só perdeu com o campeão do mundo, e o campeão do mundo viu-se à rasquinha para lhe ganhar.

 

É pouco? Para a matilha dos maldizentes, que já o eram no tempo do Filipão e dos outros todos, é.

Para quem tenha um mínimo de bom senso, é normal e razoável ficar não sei bem onde, mas entre os dezasseis melhores entre cento e muitos.

 

Ora acontece que, durante a preparação, apresentou-se à selecção uma equipa de fulanos, pertencentes a uma “autoridade” qualquer (quantas há em Portugal?) com o nobre objectivo de verificar se os jogadores estavam drogados. Nada melhor para a moral da malta! Nada mais oportuno, mais inteligente, mais nobre, mais patriótico.

O senhor Queiroz, diz-se, reagiu como reagiria qualquer pessoa decente e interessada no êxito da equipa. Mas, diz-se, disse uns palavrões. Como eu o compreendo! No entanto, os distintos membros da “autoridade” fizeram as suas malandrices como lhes apeteceu, sem que nada os impedisse.

 

A matilha entrou em acção. Era preciso punir exemplarmente quem teria tido a aleivosa atitude de espernear contra a perturbação, e a provocação, que os autoritários, certamente apaniguados da matilha, lá foram fazer.

Daí que o homem levasse um mês de suspensão, o que o impedia de “presidir” aos jogos com Chipre e com a Noruega. Já era demais, para os interesses da Selecção e do país.

 

Para o governo, porém, era demenos. É aqui que entra em campo o Balbino. Não será Balbino, será Clementino, ou Jesuíno, ou Gurmesindo, o que se queira, que eu não sujo o post com o nome desse tipo. Um fulano gordinho, com cara de menino da mamã, cheio de poder, cheio de vontade de distrair o pessoal das manigâncias do primeiro-ministro.

Um mês era pouco. O Balbino deu ordens à “autoridade” para carregar mais fundo em cima do Queiroz, da Selecção, de todos nós. O Balbino não é de modas: dêem-lhe seis meses, ou cinco, ou lá o que acabaram por dar.

E depois?, ter-lhe-ão perguntado. Depois, se houver azar, a culpa é do Queiroz, terá respondido. Entretanto os media ficam ocupados com a história e deixam de chatear o chefe, terá pensado.

 

Agara, e até ver, o Funil, ou Cabril, ou Tremoço, ou lá o que é, parece que não tem a coragem, a ombridade, a coerência, a decência, de proteger o homem que contratou e que, para além de uns palavrões, não fez mal a ninguém.

A Selecção lá foi, penosamente, seguindo o seu pobre caminho. Uns, traíram. Aquele português feito à pressa, fugiu para o Brasil, que é a terra dele. Outro, como já está velho para ganhar contratos à custa da Selecção, ficou em Espanha a sacar o que lhe resta. Outro, que não faz falta nenhuma (lembram-se do Portugal/Grécia?), fez o mesmo. Tudo atitudes “moralizadoras”, de acordo com a putativa opinião do Balbino.

 

O resultado está à vista. Mais uma obra, ou manobra de alto mérito que ficamos a dever ao senhor Pinto de Sousa e seu bando de tarados.

 

7.9.10

    

António Borges de Carvalho

 

 

NB. O IRRITADO não conhece o senhor Queiroz de parte nenhuma, nem tem por ele mais consideração que por outro cidadão qualquer. julga-o pelos resultados, que não são maus de todo, e pronto. o que não quer dizer que não se revolte contra a miserável perseguição de que está a ser objecto.

AGENDA DO PRIMEIRO-MINISTRO DE TUGALHÂNDIA

 

Os espiões internacionais por conta do IRRITADO descobriram a agenda primeiro-ministro de Tugalhândia para os próximos dias.

 

Assim, amanhã:

 

- Às nove, Sua Excelência deslocar-se-á a Fortes Macucos para inaugurar uma tasca, fruto da iniciativa privada e testemunho do progresso nacional, onde descerrará uma lápide comemorativa da sua augusta presença.

- Ao meio-dia, Sua Excelência estará em Algochas de Cima, a fim de presidir à cerimónia de lançamento da primeira pedra do urinol público que, naquela risonha localidade, aliviará o povo de prementes necessidades e que é fruto de uma parceria do governo com o Grupo Xinello, o qual se compromete perante a Nação a não cobrar mais de 50 cêntimos por cada mijinha, debitando o restante à SS e à ADSE. Sua Excelência descerrará uma lápide comemorativa da sua augusta presença.

- Às 13 horas, Sua Excelência almoçará com a Sociedade Recreativa das Velhinhas de Tretozelo, após o que descerrará uma lápide comemorativa da sua augusta presença.

- Até às 16 horas. Sua Excelência gozará de merecido descanso no Lar dos Coveiros de Ramalhufe, onde descerrará uma lápide comemorativa da sua augusta presença.

- Às 16,30, Sua Excelência, na qualidade de secretário-geral do PST, estará em confraternização com os militantes de Arcotrofo. Pronunciará um discurso em que sublinhará as inaugurações da manhã enquanto evidentes sinais da recuperação económica do país. A seguir, descerrará uma lápide comemorativa da sua augusta presença.

- Pelas 18 horas, Sua Excelência visitará a exposição de bordados de ponto de cruz da Sociedade Recreativa e Dramática de Badalheira de Baixo, dignando-se descerrar uma lápide comemorativa da sua augusta presença.

- Pelas 20 horas, o PM dará entrada no Hotel Sheraton de Portalhadas, à porta do qual haverá uma concentração de apoiantes expressamente vinda de várias províncias, algumas bem longínquas, em autocarros pullman alugados para o efeito por um benemérito anónimo, concentração a que Sua Excelência se dirigirá, a fim de sublinhar que o país vai por bom caminho, que não deve nada a ninguém e que vai oferecer 3.800 computadores Cagalhães ao camarada Chaves Bolinholo Olé. Seguir-se-á a recepção pelo director do hotel, que ofereceu as instalações a Sua Excelência e sua comitiva, seguindo-se o descerramento de uma lápide comemorativa da sua augusta passagem por aquela unidade hoteleira, fruto de uma parceria público-privada que será paga a partir de 2022.  

 

Nota: está garantida a presença da TE, Televisão Estatal, que dedicará à histórica jornada três horas de tempo de antena, seguidas 15 minutos nos dias subsequentes. Outros órgãos de comunicação estarão igualmente representados, esperando-se, ao todo, vinte e cinco páginas na imprensa, com seis presenças na primeira página, além de sete horas de antena distribuídas por várias estações de FM, ondas longas, médias e curtas.

 

- No dia seguinte, Sua Excelência receberá, pelas 10 da manhã, o embaixador da Lóbia, a quem agradecerá, comovido, o convite para as comemorações do aniversário da ditadura do sargento Catráfio.

- Às 11, Sua Excelência terá uma reunião com o ministro das finanças, a fim de estudar a melhor maneira de aumentar os impostos sem aumentar os impostos, de forma a passar sem sobressaltos pelo crivo das oposições.

- Ao meio-dia, Sua Excelência assinará, em cerimónia pública, um protocolo de cooperação com a Associação dos amigos do Islão, presidida pelo engenheiro Mânfio Borreia.

- Depois de um almoço ligeiro com os seus colaboradores, Sua Excelência reunirá com a Associação dos Antigos Alunos da Universidade de Cracilhas, onde se doutorou quando era jovem.

- O resto da tarde será ocupado com a preparação de um discurso em que Sua Excelência provará o evidente progresso da Nação, coisa que muito ciúme causa à oposição, e anunciará a construção de um bairro de barracas com televisão e frigorífico para as 147.500 cabras que vão tomar conta dos incêndios, assim substanciando as suas promessas eleitorais.

- Findo o dia, Sua Excelência participará num cocktail na embaixada de Vanuatu, onde anunciará um protocolo de cooperação política com aquele país da Oceânia, destinado a explicar aos vanuatuanos a excelência do socialismo. 

 

Os espiões do IRRITADO não puderam obter mais informações porque os seus nomes foram publicados num comunicado do ministro da defesa, com informação à Interpol.

 

8.9.10

 

IRRITADO

A TRAMPA VAI GANHAR

Numa só folha do DN de ontem (2 páginas), podemos ler, em bold, os títulos que seguem:

 

- Custo dos empréstimos está a sufocar as PME

- Área agrícola perde 390 mil hectares

- Aumentos propostos são incomportáveis

- Mal parado das empresas em crescimento

- Crise agravou a economia paralela

- Valor (da economia paralela) é já o dobro do défice orçamental

 

E, em letra pequena:

 

- Alemanha insiste em cortar a despesa

- Mundo recupera mas lentamente

 

Ou seja:

 

Em Portugal, as desgraças são em catadupas. Se mais jornais citássemos, mais haveria a citar. Respondendo-lhes, em seis meses o governo aumenta a despesa anual em 5%.

Na Alemanha, apesar do crescimento económico ser o maior da zona euro, o governo “insiste em cortar a despesa”.

No mundo, a recuperação é fraca, mas acontece.

 

Em Portugal, num comício organizado à moda do Estado Novo, com “autocarros para o povo”, etc., o chefe do governo faz um discurso tresloucado (parecia o Vasco Gonçalves, só lhe faltou atirar cravos às massas) a anunciar as mais rebuscadas balelas, como se tivesse dinheiro para as pagar, as promessas mais idiotas, como se fizesse tenções de as cumprir, os mais tremendas piruetas, a dizer que é óptimo hoje o que condenava há seis meses, num indescritível espernear esquerdóide e balofo.

Na Alemanha, o Ministro das Finanças a firma que “temos uma montanha de dívida e seria irresponsável agravá-la”. Atente-se que a dívida pública alemã é, sobretudo, interna.

Em Portugal, onde a poupança interna foi destruída pelo governo, a dívida é externa. É uma cordilheira, não uma montanha. Respondendo, o governo endivida o país em milhões todos os dias, e, num súbito e oportunista ataque de esquerdofilia, resolve fazer as mais idiotas promessas “sociais”.

No nosso mundo, o ridículo de um país que não é capaz de se livrar da ditadura da incompetência e da demagogia, é motivo de patéticas gargalhadas.

 

De que está o PR à espera para acabar com isto (faltam 2 dias!) é coisa que não cabe na cabeça de ninguém. Porque anda o senhor Passos Coelho a dizer que talvez deixe passar o orçamento, é coisa a que, sem exagero, se pode chamar irresponsabilidade.

 

De uma coisa parece que podemos estar tristemente certos: a trampa vai ganhar.

 

7.9.10

 

António Borges de Carvalho

VUVUZELAS

 

Desiludam-se os amantes da bola. Não vou falar de futebol.

Se titulo vuvuzelas é porque uma obscura coisa que se auto-denomina MUP – Mobilização e Unidade dos Professores (cheira a PC que tresanda) está a planear uma manifestação de protesto contra a precariedade, em que o argumentário se consubstanciará no uso de vuvuzelas.

 

Ponhamos de lado as insuportáveis cornetas e vejamos o que subjaz ao protesto: a precariedade.

 

Há quem diga que o IRRITADO tem a mania de ser contra tudo e mais alguma coisa. Não é o caso. O IRRITADO, ao contrário do MUP, é a favor da precariedade. Como já tem dito, acha que um emprego é um passo na vida ou na carreira de cada um, não uma sinecura indestrutível. A chamada garantia do emprego, entendida como o é nesta pobre terra, não passa de (mais) um elemento de paralisia social e económica. Um tipo com emprego garantido para a vida é levado a perder o sentido da responsabilidade, a ambição pessoal, o brio profissional, o interesse pelo seu próprio progresso, coisa que passa a medir em termos de aumentos salariais, não de melhores e mais exigentes funções, e em diuturnidades de vária ordem, não em pró-actividade laboral. O desafio da vida passa-lhe ao lado.

Ao fim de décadas de “estabilidade”, eis onde chegámos: às vuvuzelas.

 

Segundo o INE, citado nos jornais, mais de 47% dos portugueses (2,4 milhões) tem o mesmo emprego há mais de 10 anos, divididos por 24% há 20 anos ou mais, 9% entre 15 e 19 anos, 14% entre 10 e 14 anos.

Estes números dão-nos uma noção clara da hedionda paralisia laboral em que o país soçobra, vítima da “segurança”, do “estado social”, do socialismo. Se procurarmos razões para a falta de produtividade, aqui temos uma delas. A tal “segurança” criou uma sociedade de desmotivados, de encostados, de vítimas de um sistema que se pretendia salvífico, levadas a encostar-se a vírgulas e invejas, não a procurar valorizar-se.

O sistema tem consequências outras, tão graves como esta, bem expressas na rolha que impede o emprego jovem, na estagnação económica, na mediocridade dos salários, no desemprego galopante.   

 

Quando vemos as “lutas” contra a precariedade, com tanta gente a bramar, com tantos partidos a bolsar teorias num mar de vuvuzelas ideológicas, percebemos até que ponto o socialismo (de direita e de esquerda) criou “o homem novo”: o que acha que tudo lhe é devido e nada lhe é exigível, nem por si próprio.

Não há uma única “luta” que o seja pela dignidade do trabalho, pela produtividade, pela justiça, pela previsibilidade das consequências do marasmo, pelo estímulo, pela lógica das coisas, pela cooperação dentro das empresas, por nada do que pode encaminhar-nos, numa geração que seja, para coisa diferente, mais estimulante, mais responsável, mais estável, mais virada para a vida, que não é coisa fácil, mas pode ser feliz.

 

Esperança? Praticamente nenhuma. Talvez aconteça alguma coisa (o FMI, a revolta dos mais novos, sei lá) que sacuda os portugueses, que sacuda os partidos políticos, que abra alguma luz, que faça nascer um futuro outro que não o que, cobardemente, a minha geração e a dos que lhe sucederam andam a preparar.

 

5.9.10

 

António Borges de Carvalho

MANIPULAÇÕES DE ENCOMENDA

Aquele tipo de olhos esbugalhados que, em tempos, foi director do jornal privado chamado “Público”, informal protector do PS em geral e do senhor Pinto de Sousa em particular tem, no “Sol” um notável lead, a saber:

 

Dizer que ao PS cabe governar e só ele deve assumir a iniciativa política do OE – limitando-se os demais a observar, a contestar e a votar – significa o triunfo da gesticulação irresponsável e demagógica. Esperemos que a memória dos eleitores não seja curta.

 

Conviria que o extraordinário (profissional bem pago) comentador tivesse, ele, alguma memória, a fim de não dizer em tão poucas palavras um tão grande chorrilho de asneiras.

Se tivesse memória lembrar-se-ia, por exemplo, que nas últimas eleições os tais eleitores deram ao país e ao PS a oportunidade de formar pelo menos três coligações maioritárias (PS/PC/BE, PS/PSD e PS/CDS), com isto dizendo, evidentemente, que não queriam ser governados só pelo PS.

Recordaria outrossim que o senhor Pinto de Sousa, logo a seguir a tais eleições, lançou uma palhaçada monumental para convencer as pessoas que estava a “negociar”, sem que nada tivesse querido negociar e preferindo assumir o poder sozinho.

Recordaria que, apesar de acusar terceiros de “não apresentar propostas”, o PS chumbou liminarmente todas as propostas dos tais terceiros.

Vir-lhe-ia à memória que, quando não teve outro remédio, o governo acabou por fazer, ou quere fazer sem que para tal tivesse competência (o caso SCUTS, por exemplo) o que terceiros recomendavam, tendo o cuidado de aldrabar as pessoas dizendo que se tratava de ideias suas.

No que ao Orçamento diz respeito, se a esbugalhada criatura não retorcesse a memória, reconheceria o que o PSD, com a maior das clarezas, anda a dizer há semanas: que, se não houver aumento de impostos, às claras ou disfarçados, e houver ideias claras quanto à redução da despesa pública, o orçamento passará.  

Se não retorcesse a memória, não diria que compete a terceiros pensar na solução dos problemas criados pelo governo, o mais solipsista dos governos que Portugal conheceu desde os tempos do Doutor Oliveira Salazar.

Se não fosse um colaborador assíduo desta gente, lembrar-se-ia que o orçamento de 2010, em termos de despesa, em meio ano, já ultrapassou em 5% o que tinha previsto, legislado e prometido.

 

Se não fosse um colaborador assíduo desta gente, lembrar-se-ia do que os impostos aumentaram para sustentar uma parte de tais despesas, ainda que sem chegar senão para uma parte ínfima delas.

 

É de esperar que os eleitores não tenham a memória tão curta como a dele, nem entrem no seu jogo – e no do senhor Pinto de Sousa – jogo que consiste, exclusivamente, em tudo fazer para “o triunfo da gesticulação irresponsável e demagógica”.

 

4.9.10

 

António Borges de Carvalho

FALTAM SETE DIAS

 

Evitar a crise (política) é preocupação maior de uma data de “pensadores” da nossa praça.

Ainda não perceberam, coitados, que não evitam coisa nenhuma. A crise política está aí, queiram ou não queiram, metam ou não metam a cabeça na areia. A simples existência do senhor Pinto de Sousa é crise bastante. Vivemos nela há anos, e dela não sairemos enquanto formos governados por este pândego palavroso e desonesto.

 

Esgrime-se com a necessidade do orçamento, indispensável coisa para evitar o desprestígio internacional e o agravamento da “confiança”, da “credibilidade externa”, etc.

Pura patacoada. A “confiança” cada dia é menor. A “credibilidade externa” há muito não existe: disso, não faltam concludentes sinais. Os líderes europeus acham que o senhor Pinto de Sousa é um pantomineiro ridículo e incompetente.

Correr com ele, isso sim, seria uma fonte de credibilidade para Portugal, para o Presidente da República, para os partidos políticos, para os portugueses. A “confiança”, essa, poderia, assim, renascer das cinzas em que se encontra e que já nem fumegam.

 

Mas os pensadores aí estão, a escarafunchar na cabeça de cada um. Não entendem que o fundamental para Portugal, neste momento, é sair do pútrido pântano em que o senhor Pinto de Sousa o meteu, à custa de demagogia barata e de muitos milhões.

O Presidente da República veio em socorro do homem, não porque goste dele, mas porque acha que perde votos se não o fizer. A Nação inteira paga hoje e pagará mais amanhã, para satisfação das ambições individuais do Prof. Cavaco.

Marcelo, guru das intrigas, prenhe de inveja, quer evitar a todo o custo que Passos Coelho consiga o que ele nunca foi capaz de conseguir. Avisa: “os portugueses vão punir quem abrir a crise política”. Quer ele dizer: dêem tempo a Passos Coelho para se desgastar, a fim de, como eu, não chegar a parte nenhuma.

O senhor Correia, porta-voz dos interesses islâmicos em Portugal, vai pelo mesmo caminho. E se Passos Coelho não for tão sensível à amizade do Càdáfi como o Pinto de Sousa?

Por diapasões deste género, como seria de esperar, alinha uma data de pensadores, sobretudo os que dependem ou julgam que dependem do senhor Pinto de Sousa.

 

Faltam sete dias.

Haja alguém que “ilumine” a cabeça egoísta do Presidente e o faça perceber que tem sete dias para dar algum sentido patriótico ao seu mandato.

Como disse a Dona Manuela, muito mais mal nos vem se esta gente continuar a arruinar-nos do que se vivermos uns meses com duodécimos…         

 

2.9.10

 

António Borges de Carvalho

UMA CONSPIRAÇÃO ÀS CLARAS

Como já foi dito noutros textos, o “caso Queiroz” funciona como um brinde para o governo.

É o governo que o “empurra”, sedento de distrair as pessoas do que, na verdade, lhes interessa. E fá-lo com plena consciência do que está em causa: a manutenção do prestígio do país em termos futebolísticos, uma das raríssimas áreas onde tal coisa ainda existe.

 

Dirão que estou a imaginar culpas para o governo. Nem por sombras.

Senão vejamos:

O senhor Queiroz foi punido pela Federação por ter dito umas coisas menos simpáticas, voire ordinárias, a uns tipos do governo que foram chatear os rapazes com mijinhas em plena preparação para o campeonato do mundo.

Durante o processo, várias vezes ouvimos um rapazola gorducho, de melena para a testa, membro do governo que temos, proferindo aleivosias, encapotadas ou não, contra o senhor Queiroz. Era mais que evidente que a “entidade”, ou “autoridade”, ou “alto comissariado” das mijinhas (uma entre as centenas de coisas destas que o socialismo tem gerado) estava a ser empurrada pelo governo para exercer as suas “competências”, isto é, para lixar o mais possível o bode expiatório que o governo elegeu para ocupar as primeiras páginas, em benefício próprio.

A “autoridade”, ou coisa que o valha, não foi de modas. Encorajada pelo melenas, pimba!, arrefinfa 6 meses ao bode. Com duas interessantes particularidades, de um ponto de vista jurídico: não ouviu o arguido e “julgou-o” pela segunda vez pelo mesmo “crime”!!!

Fica provado que, quando se trata da vontade do governo, os princípios fundamentais e elementares do direito, os direitos das pessoas, o respeito pela lei, tudo é letra morta. Vale a vontade destes bocassazinhos de pacotilha.

 

Agora, a Selecção não tem treinador, em plena fase de apuramento para o “europeu”.

 

Agora, não há uma alma caridosa que demita essa gente que faz “julgamentos suplementares” e sem ouvir o “réu”.

 

Agora, cúmulo da bestialidade governativa, vem um membro do governo (um jurista!) vem propor a criação de um “Tribunal Especial” para o desporto.

Tribunais especiais? Onde é que eu já ouvi falar disto? Onde é que eu já vi disto?

        

Agora, o ilustre islamófilo Correia vem propor que se transforme a FPF em entidade pública!

 

Onde é que eu ouvi falar na “libertação da sociedade civil”?

Foi cá, eu sei que foi cá.

Infelizmente, fico também a saber que ninguém sabe o que isso é.

 

2.9.10

 

António Borges de Carvalho

AS CORTINAS DE FUMO

 

Com a prestimosa colaboração dos chamados órgãos de comunicação social, adensam-se as cortinas de fumo que escondem as obras do senhor Pinto de Sousa.

Ele são os incêndios – cortina de fumo propriamente dita – que ocupam muito mais tempo informativo do que deviam.

Ele é a dona Rosalina, coitadinha, que acordou ao fim de nove meses na morgue, para ocupar o pessoal. Ainda por cima, o mais “chateado” com a coisa é um tipo do PSD. Sopa no mel!

Ele é o caso Queiroz, meticulosamente empolado pelo governo, a fim de esconder os malefícios do chefe.

 

Escondido o que “não interessa” por estas contínuas fumaradas, o primeiro-ministro desdobra-se em cerimónias de propaganda, primeiras pedras, inaugurações de coisas que nem um secretário de estado mereciam. Lá estão os jornais, sobretudo os telejornais, para ampliar à saciedade estas ninharias, tão dignas de um ditador africano quanto duvidosas num PM que se diz europeu.   

 

Atrás do fumo negro da vilania informativa fica tudo o que interessa à nossa vidinha: os gastos malucos do poder, o desemprego, a estagnação, as barracas das SCUTS, as inúmeras malfeitorias do primeiro-ministro, as bocas ordinárias do Vitalino, do manhoso porta-voz, do Silva, do tipo que rouba gravadores, do Pereira, do rapazola com a boca à banda, daquele díscolo verbal de Viseu... da vasta plêiade de obscuros cidadãos que o primeiro-ministro foi buscar aos arquivos do partido para seu serviço pessoal.

 

E o Presidente da República? Que faz ele? Alinha.

 

2.9.10

 

António Borges de Carvalho

Pág. 2/2

O autor

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2018
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2017
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2016
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2015
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2014
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2013
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2012
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2011
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2010
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2009
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2008
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D
  170. 2007
  171. J
  172. F
  173. M
  174. A
  175. M
  176. J
  177. J
  178. A
  179. S
  180. O
  181. N
  182. D
  183. 2006
  184. J
  185. F
  186. M
  187. A
  188. M
  189. J
  190. J
  191. A
  192. S
  193. O
  194. N
  195. D