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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

PEDERASTIA HISTÓRICO-CASTELHANA

 

Um castelhano qualquer, muito conhecido na “cafeteria” lá do bairro, resolveu dedicar-se à distinta tarefa de demonstrar que, para além de Alexandre da Macedónia, Ricardo Coração de Leão e mais umas centenas de figuras históricas, o Senhor Dom Pedro I, o Infante Dom Henrique, Dom Afonso de Albuquerque, o Senhor Dom Sebastião e outros mais eram, passe a expressão… paneleiros!

 

Este novo Petrónio, resolveu arranjar tema para um “Satyricon” de trazer por casa.

A diferença é que, segundo se crê, o elegante Petrónio falava de si e dos seus amigalhaços de forma mais ou menos picaresca. O castelhano, residente nas Canárias - onde deve ter conhecido o Saramago – fala dos outros, com “seriedade” histórica, procurando destruí-los ou aniquilar a imagem deles a que temos direito.

 

Sei que quem isto ler dirá que o IRRITADO está velho, não percebe a evolução dos tempos. Ser bicha é, nos nossos dias, motivo de consideração social, política e legislativa, para além de fonte de direito. A coisa justifica, como é lógico, um orgulho sem limites por parte dos praticantes e é, obrigatoriamente, credora do respeito e da admiração dos que o não são. O IRRITADO ou é estúpido ou está com os pés para a cova.

 

Houve uma editora portuguesa – a porcaria dá dinheiro – que se apressou a traduzir e publicar as aleivosias do “historiador”.

Um jornal qualquer dedicou duas páginas inteirinhas a esta obra “de referência”, como soe dizer-se destas trampas.

 

Como vêm, o rabichismo é como o orçamento. Avança a olhos vistos, com previsíveis resultados.

 

15.10.10

 

António Borges de Carvalho

ALEGRE E O TRABALHO INFANTIL

 

Segundo o senhor Alegre (de Mello Duarte, pelo lado do seu honrado pai), o Doutor Silva anda a fazer propaganda eleitoral à custa das criancinhas.

Porquê? Porque, nas suas viagens pelo país, aparecem sempre umas meninas e uns meninos a agitar freneticamente bandeirinhas da república.

Dando de barato saber se o Presidente anda a fazer propaganda eleitoral ou não, o que esta douta opinião do Alegre revela é um ciúme do caneco. Ele, o maior, o poeta, o português magnífico, o locutor da guerra do ultramar que tantas informações deu aos movimentos de “libertação”, ele, o patriota, coitado, não tem criancinhas à espera dele em parte nenhuma, ainda menos com bandeiras da república.

 

Chatice, não é?   

 

15.10.10

 

António Borges de Carvalho

PROTESTO!

 

Calcule-se que a PJ, após mais de um ano de investigações, apanhou uma série de indivíduos ou, em linguagem técnica, “desmantelou uma rede” que se dedicava à honesta tarefa de pôr na net fotografias eróticas de meninas e respectivos contactos, a fim de oferecer os horizontais serviços das ditas ao respeitável púbico. As meninas, como é lógico, pagavam a publicidade a quem lhes prestava tão relevante serviço, aliás meritório, sobretudo na época de desemprego que o país atravessa.

 

Não se percebe lá muito bem que crime perseguiu a PJ.

É que basta comprar o Diário de Notícias, o Correio da Manhã e outros pasquins para se ter à disposição inúmeras ofertas de “brasileirinhas fofas”, “mulatinhas desinibidas”, “trintonas faz-tudo”, etc., e até de “rapazes” espadaúdos e sem exigências quanto ao sexo ou ao número de clientes por sessão, tudo devidamente ilustrado por rechonchudas bimbas e pernocas de todos os tamanhos e feitios. Tudo gente que paga aos jornais exactamente pelo mesmo serviço que os fulanos da “rede” prestam, ou prestavam.

 

Aqui a razão do meu protesto. Então os rapazes que põem as pequenas na net são uns bandidos da pior espécie, e os outros, que as põem nos jornais, são uns gajos porreiros? Os primeiros são culpados de ganhar dinheiro com as suas actividades, e os outros, que também ganham dinheiro com elas, são uns cidadãos exemplares?

 

Protesto. Ou há moralidade ou comem todos!

 

Meninas à sala!

 

15.10.10

BONS NEGÓCIOS

 

Como é sabido, o governo das ilhas adjacentes dos Açores, em alta demonstração de patriotismo, de fidelidade aos compromissos assumidos, de respeito socialista pelos “trabalhadores”, de preferência pela indústria nacional, etc., recusou receber o navio que encomendou aos estaleiros de Viana do Castelo (nacionalizados, “nossos”) porque, dada uma alteração, aprovada, ao projecto, o tal navio dava menos 2 nós de velocidade que o previsto.

Com equivalente demonstração de qualidade de management, a mesma gente alugou na Grécia os necessários substitutos por uma verba que, em dois anos, será mais ou menos igual à que pagaria aos ENVC. Em relação à recepção do navio, a coisa apresenta, entre outras, estas diferenças: dois anos passados os Açores ficam sem nenhum navio tendo gastou o mesmo dinheiro e continuando a gastá-lo nos anos seguintes.

Se acrescentarmos que o aluguer dos navios aos gregos foi feito por “ajuste directo” e por uma verba que, colossalmente, ultrapassa o que a lei estipula, aí teremos, por um lado, o que é “gestão” nos Açores e, por outro… por outro é legítimo pensar uma série de coisas em que o nosso socialismo é especialista.

 

Para além de algumas referências nos jornais e no IRRITADO, o assunto caiu em saco roto. O governo deve ter achado muito bem, ou seja, muito socialista, o Tribunal de Contas parece não ter dado por nada, o PGR também não, a “Judite” não tem a ver com o caso, a oposição também não, parecendo que, apesar das centenas de milhões deitados ao mar, tudo não passou de negligenciável fait divers. Um entre muitos outros tão ou mais caros que este.

 

Mas o governo, como é sabido, zela pelos nossos interesses.

Vai daí, tratou de arranjar um cliente para ficar com o navio. Quem? Quem havia de ser senão o camarada Chávez. O mesmo Chávez que é íntimo do senhor Pinto de Sousa e que, segundo as agências internacionais, transformou a Venezuela no devedor mais perigoso do mundo, no menos fiável, no que apresenta maiores riscos de caloteirice, PIGS incluídos.

As negociações, diz o governo, vão de vento em popa. Quando chegar a altura de pagar logo se vê, não é?

 

A coisa não acaba aqui. Com pompa e circunstância, o  aparatchik Perestrelo “vendeu” outros dois navios ao Chávez por cento e trinta milhões. Os navios serão entregues daqui a três anos, sendo desconhecidas as respectivas condições de pagamento e as garantias oferecidas.

 

Resta observar que os êxitos comerciais do governo socialista parecem reduzir-se a contactos privilegiados com o camarada Chávez e com o simpático Cadáfi, dois magníficos trutas da nossa praça. É o que se chama promover “produtos transaccionáveis”. Por outras palavras, fazer o “bem” olhando a quem.

 

14.10.10

 

António Borges de Carvalho

MAIS PERGUNTAS ESTÚPIDAS

 

A reforma das reformas de Monsieur Sakozy (em Portugal seria Prof. Sarkozy, Doutor Sarkozy, Dr. Sakozy, Eng. Sakozy, Arq. Sarkozy…) tem provocado a indignação das gaulesas massas. Indignação propriamente dita, porque é indigno de pessoas de bem, ou do povo francês, indignar-se por ter que trabalhar mais dois anitos. Indigno e estúpido, já que os tais dois anitos poderiam das aos protestadores algum acréscimo de segurança quanto ao futuro… das suas reformas.

Aqui há uns quinze dias houve um milhão nas ruas, diz a polícia, houve dois milhões, dizem os “trabalhadores”.

Anteontem houve 65.000 pessoas, segundo a imprensa, que andaram aos gritos pelo mesmo motivo. Os jornais portugueses atribuem a estes protestos significados vários: o Sarkozy tem ali um problema para resolver, os protestos populares aumentam de tom, a contestação vai de vento em popa… tudo “análises" do mesmo jaez.

 

As perguntas são as seguintes:

a) Tendo os protestadores de rua baixado de um ou dois milhões para sessenta e cinco mil, como é possível tirar daí conclusões deste tipo?

b) Que os protestadores são estúpidos já o IRRITADO tinha percebido. Mas, neste caso, fica a dúvida: os nossos jornais também são estúpidos, ou é o IRRITADO que não ter o juízo todo?

 

*

 

Portugal foi eleito para o Conselho de Segurança da ONU, em posição de “não permanente.

Pois. Parabéns.

 

As perguntas são estas:

a) Qual é a real vantagem da eleição para Portugal, para além do “prestígio" de a ter ganho, depois da desistência do Canadá?

b) Quanto vai custar ai país tão honrosa distinção (viagens, diplomatas, apartamentos, ajudas de custo, despezas de representação, subsídios de deslocação, viaturas, funcionários, etc.?

c) Qual será o resultado final em matéria de custos/benefícios? Imponderável?

 

13.10.10

 

António Borges de Carvalho

DO QUE ÉPRECISO

 

 

O senhor Pinto de Sousa aposta forte no chumbo do orçamento. Uma evidência clamorosa.

 

Ao PM interessa, acima de tudo, continuar a chafurdar na trampa que criou com a sua ignorância, a sua propaganda sem freio, a sua teimosia pacóvia, o seu parlapaté aldrabão, a sua flagrante desonestidade, a sua evidente indignidade, sobretudo a sua inesgotável sede de poder.

Sendo o poder o seu único objectivo, os meios para lá se manter são indiferentes. Aí está a última campanha eleitoral para o provar àqueles que ainda não tinham percebido a inumana monstruosidade - o senhor Pinto de Sousa - com que o país lida, com que o país é desavergonhadamente enganado, amarfanhado, arruinado.

 

Nada melhor para ele que ver o orçamento chumbado e ficar com sete meses de folga para acusar o PSD de irresponsabilidade e ausência de patriotismo e para, à última da hora, ir buscar umas massas aos duodécimos de 2010 e enganar outra vez uma sociedade que quer ser ajudada a ignorar os seus reais problemas, não vendo nada para além de uns tostões que, à custa seja do que for, lhe metam no bolso.

 

As hostes socialistas, proto-socialistas, para-socialistas e zarolhas, amontoam razões para obrigar o PSD a deixar passar a última indignidade - o orçamento. 

 Deveria perguntar-se a tal gente: porquê o PSD?

Porque deixou passar ou aprovou os PEC’s?

Porque o bloco central é inultrapassável e inevitável?

Porque não o CDS, ou o PC mais o Bloco?

Por alma de quem é que estes três da vida airada não são tidos por “traidores à pátria” se chumbarem o orçamento, mas tal é assacado, em exclusivo, ao PSD?

 

A situação tornou-se de tal maneira violenta na cabeça das pessoas que já lá não cabe outra solução que a de ser o PSD a abster-se. Outras possibilidades de voto são “cientificamente” colocadas de lado pelos fazedores de opinião, talvez porque, no fundo, sejam tão ignaros como a generalidade dos que ainda põem a hipótese de apoiar o senhor Pinto de Sousa.

 

Perversamente, o PSD, devendo recusar mais esta aldrabice da clique socrélfia, está condenado a ter que a deixar passar.

Porquê? Porque o mais imediato e nobre objectivo nacional é, desde há anos, acabar com o poder do poder canalha que nos ofende e porque a melhor forma de o atingir é deixr passar o orçamento e deixar esta gente enterrar-se até Maio. Então, só então, dar-lhe a estocada final. De outra forma, corremos o risco de ver esta porcaria prolongar-se por mais três anos.

 

Resta saber como pode o PSD, depois das afirmações de princípio já produzidas, deixar passar a coisa com dignidade e sem perder a face. É difícil, mas terá que ser.

 

Antes de mais, é preciso não ter ilusões. O PS do senhor Pinto de Sousa, como muito bem Passos Coelho disse, não merece a mais leve sombra de confiança. Pelo contrário, é capaz de se comprometer com uma coisa e fazer exactamente o contrário, como à saciedade está demonstrado. Poderá chegar-se ao ponto de, no debate na generalidade, o PM encher o plenário de promessas de alteração para a discussão na especialidade, levando o PSD à abstenção e, na comissão, faltar a tudo o que sugeriu e deixar o PSD a falar sozinho, sem margem de manobra para alterar o sentido de voto na votação final.

 

Parece, por isso, que o PSD só tem uma solução;

a) Na abertura do debate, produzir uma declaração, duríssima mas bem-educada, recusando-se a participar na discussão, saindo do plenário e recusando qualquer qualidade moral ou política ao PM e ao governo para discutir com pessoas de bem. Assim lhes retirará a oportunidade de arranjar um bode expiatório para as futuras desgraças que a sua comprovadíssima incompetência não deixará de produzir.

b) Voltar à sessão para se abster, sem mais discussões ou discursos, deixando a batata quente nas mãos de quem a aqueceu.

c) Anunciar uma moção de censura para Abril.

 

Discutir com esta gente é descer ao seu nível.

Passos Coelho já o percebeu. Que aja em conformidade, é o que o IRRITADO ceseja.

 

12.10.10

 

António Borges de Carvalho

 

PS (post scriptum!) - dirá quem acompanha os estados de alma do IRRITADO que, há bem pouco tempo, o dito defendeu com unhas e dentes o chumbo do orçamento. É verdade. O IRRITADO pensa que nada do que vem desta gente merece aprovação. Ou é mau ou é mentira. Mas é altura de fazer as contas necessárias (política de objectivos!) e pensar qual será a melhor e mais rápida maneira de defender o interesse nacional, mandando o parvalhão para casa, ou para a cadeia, ou para um tacho qualquer bem longe daqui.

AINDA O 5 DE OUTUBRO

 

Com a devida vénia, a seguir transcrevo a parte de um artigo de Alberto Gonçalves, publicado no DN de ontem, na parte em que se refere ao 5 de Outubro. 

 

A REPÚBLICA DOS BANANAS

 

A 5 de Outubro de 1910 um bando de rústicos hasteou uma bandeira na varanda da Câmara Municipal de Lisboa e implantou, como se implanta um dente, a República. As baixas foram mínimas, e isso já incluindo os dois líderes revoltosos mortos horas antes por malucos (no caso do almirante Reis, tratou-se de suicídio). A resistência do regime anterior, atarantado, caduco e fatalmente “aberto”, foi residual. O interesse do povo foi quase nulo. A bandeira em causa foi a do Partido Republicano, que contava com a simpatia de uns poucos milhares de lisboetas e o desprezo do resto do Pais. O País caiu assim, feito fruta, nas mãos dos rústicos, que se achavam iluminados por frequentar 
o Rossio e ter ouvido uns delírios em francês. Mesmo por comparação com os desvarios precedentes, estava inaugurada uma época de caos económico, totalitarismo político, perseguições religiosas e ideológicas, discriminação cívica, atentados regulares e geral atraso de vida. E imensa retórica progressista. A deposição da monarquia significou a troca do privilégio de classe pelo privilégio da falta dela, o que não sendo tão mau quanto soa não é tão bom quanto a propaganda oficial jura.  A 5 de Outubro de 2010, o regime em vigor festejou, com tiques devotos, o centenário desse encantador período. Humor negro? Quem dera. Os senhores que hoje mandam nisto celebram a ascensão da I República porque, em larga medida, essa é a sua ascensão. O mofo jacobino e maçónico que tomou conta de Portugal há cem anos é o mofo que desde então sempre nos regeu, com uma longa interrupção para o mofo seminarista, igualmente conhecido por Estado Novo. Se entretanto Portugal mudou muito, quase nada se deveu ao esforço próprio. Nas últimas décadas, as dádivas e o crédito alheios emprestaram-nos o verniz de “modernidade” que disfarçou, mas não impediu, a falência iminente, a corrupção genética e a aversão à autonomia dos cidadãos. Os cidadãos, diga-se, também não ajudam, visto que assistem a tudo com a indiferença de há um século. Excepto quando lhes dá ou retira o amparo, as pessoas não pensam que o Estado e o poder sejam assunto seu. No fundo, e com relativa razão habituaram se a pensar que são assunto “deles”. E “eles” festejam: a desgraça a que, perante a apatia geral e a impunidade,

nos conduziram.

ABC

SERVIÇO PÚBLICO

Muito se tem falado na privatização da RTP.

 

Há para todos os gostos, desde os que consideram sacrossanta a existência de tal coisa, até aos que acham que devia ser privatizada quanto antes, fosse a que preço fosse.

 

O que se passa é mais ou menos o que segue:

A RTP é sustentada:

a)   Por um imposto (taxa!) que, com esta eufemística designação, é cobrado mensalmente em todos os recibos da EDP;

b)   Por receitas de publicidade, como qualquer canal privado;

c)    Por “indemnizações compensatórias” gentilmente cedidas pelo Estado;

d)   Por “dotações de capital”, igualmente provenientes dos cofres públicos.

 

Não sei qual o montante do imposto cobrado, certamente muitos milhões. Não sei o valor das receitas de publicidade, mais uma caterva de milhões. No que às “indemnizações compensatórias” diz respeito, temos que, em três quartos deste ano, vão em 122,5 milhões. Em dotações de capital, a coisa vai em 88 milhões no mesmo período. Uma simpática verba de 200.500.000 euros, ou seja, cerca de 40.196.641 contos.

Por via fiscal e através da “taxa”, pagamos à RTP verias centenas de milhões de euros, quer vejamos a RTP quer não. É um “serviço” que temos que pagar quer queiramos quer não, quer o usemos quer não.

Acresce que, enquanto os outros canais de sinal aberto se sustentam via venda de serviços de publicidade e têm uma situação económica e financeira que parece não causar grandes preocupações, a RTP acumula crónicos prejuízos, só aliviados no tempo do senhor Almerindo Marques, e logo retomados, e em grande.

Posta assim a nu a desgraça que a RTP é para os nossos bolsos, é de perguntar até que ponto se justifica o alegado “serviço público”, ainda por cima e as mais das vezes mero serviço governamental, que só deixou, fugazmente, de o ser, nos consulados de Barroso e Santana Lopes.

 

Alegar-se-á que há serviços que não podem ser rentáveis mas são necessários, como a RTP África, a RTP Internacional e, até certo ponto a 2.

Talvez. Fica, no entanto, por demonstrar se tais serviços, se prestados por companhias privadas contratadas pelo Estado, não seriam substancialmente mais baratos do que são hoje.

 

Daí que seja indiscutível:

a)   Que a RTP é um dos cancros económicos e financeiros de Estado;

b)   Que uma estação de televisão não é deficitária por natureza ou por divina determinação;

c)   Que não há qualquer justificação para que tenhamos que pagar uma taxa por um serviço que deveria ser rentável sem esmolas ou extorsões;

d)   Que a RTP só não é vendida, ou dada, se continuarmos a viver num Estado ladrão;

e)   Que, em alternativa à venda ou à doação, se poderia fechar simplesmente a chafarica.    

Todos ganharíamos com isso.

 

10.10.10

 

António Borges de Carvalho

UM NICHO DE MERCADO

 

A fim de “chegar a outro universo (um “nicho de mercado”) de conhecedores e apreciadores”, um senhor muito culto e útil à sociedade acaba de dar à estampa uma “tradução” dos “Lusíadas” em “língua” mirandesa.

Isto porque “há milhares de mirandeses que ao longo de centenas de anos continuam a falar mirandês”.

Notável. Não sei quantos “milhares” (mesmo contando com os mortos) de pessoas falam essa corruptela do português, nem jamais ouvi, mesmo na terra deles, tal falar. Presumo que os “milhares” sejam meia dúzia de carolas, que têm todo o direito de o ser e de falar como quiserem, mas que estão longe de constituir o tal proclamado “universo”. Menos ainda um “nicho de mercado”.

Dando de barato o direito de cada um falar como entender, erigir em “língua” um português pessimamente falado não será a mais louvável das actividades.

 

Corrompe-se a língua portuguesa, “traduzindo-a” para aquele pobre dialecto, de que não se conhece a gramática nem o “dicionário”, nem jamais foi instrumento de qualquer obra, literária ou oral, digna de nota.

Estropiar uma língua a favor de quem a trata com os pés, seria coisa ridícula se não fosse grave.

 

10.10.10

 

António Borges de Carvalho

MISERICÓRDIAS

 

 

As Misericórdias, à excepção da de Lisboa, são instituições de fiéis católicos, desde há séculos sob a tutela e a orientação da Igreja.

Têm tido, como é natural, uma vasta autonomia decisória, e têm desenvolvido as suas actividades, enriquecido o seu património e prestado relevantes serviços à comunidade.

Isto, como é evidente, sem controlo estatal, ainda que o Estado despenda com elas importantes somas a partir de contratos, convénios e protocolos de diversa ordem.

Acontece que os bispos, tratando-se de instituições umbilicalmente ligadas à Igreja Portuguesa, decidiram dar uma olhada às contas. Assim o decretaram. Vai daí, os provedores desataram aos gritos pelo país fora, que não pode ser, que as misericórdias são independentes, que etcetera e tal.

 

O IRRITADO, que destas coisas sabe quase nada, notou que os protestos dos senhores provedores tinham mais a ver com dinheiro que fosse com o que fosse. Percebeu a enorme quantidade de milhões que querem escapar ao controlo dos bispos, ou seja de quem for. Percebeu o valor imenso do património das Misericórdias, das compras e vendas que fazem ao seu alto critério, sem que seja quem for olhe para elas. Viu, no pátio das ditas, os BM’s e outros carritos que os altos senhores utilizam. Julga ter percebido que, muito para além da defesa da independência das organizações em causa e da sua federação, à reacção corporativa de quem as dirige subjaz qualquer coisa menos clara e mais intrigante.

Oxalá o IRRITADO se engane.

Mas, pelo menos à primeira vista, parece que os bispos têm carradas de razão.

 

8.10.10

 

António Borges de Carvalho

DELICADEZA CAMARÁRIA

Já não estando por dentro da evolução das coisas do imobiliário, é-me dado presumir, com boa base, que o metro quadrado na zona nobre da baixa, em aluguer para comércio, ultrapassa os 25 euros/mês.

Acontece, segundo os jornais, que há um prédio, no Rossio, com nada menos de 1.260m2, cujo inquilino paga, não os 31.500 euros por mês da minha “cotação”, mas 611, cerca de 48 cêntimos por m2, 52 vezes menos que o preço de mercado.

 

Espantoso? Nem por isso. É o que, no estrito respeito pela legalidade republicana que o 5 de Outubro instituiu, que a II República consagrou e que a III República carinhosamente conserva, se justifica e é permitido.

Acresce que o inquilino, sem dar cavaco à senhoria mas com o extremoso apoio da Câmara, fez obras de recuperação do locado.

 

A proprietária do edifício em causa resolveu achar que a situação era injusta e resolveu protestar. O Presidente da Câmara de Lisboa apressou-se a defender a legalidade chamando, delicadamente, “parasita” à dita senhora.  

Em resumo, pelo menos nos privilegiados cérebros do Costa, do Fernandes e da Roseta, o inquilino é um herói e a proprietária uma besta, uma “parasita”. Só falta exigir à senhora que pague as obras do inquilino.

 

Aquelas magníficas criaturas acham, com a certeza e a razão que a lei republicana lhes confere, que a dona do imóvel deveria, com os 611 euros que recebe por mês, ter gasto para aí um milhão a reabilitar o que é seu. Não o tendo feito, não passa de uma parasita, uma espécie de piolho na cabeça da CML. Piolho que, no estrito respeito pela moral republicana, deveria ser objecto de uma desparatização química ou, quem sabe, de um auto de fé.

 

O inquilino, esse, continuará, com o apoio da CML, a desenvolver o negócio que lá explora há não sei quantos anos, negócio obviamente rentável, sobretudo por não ter custos de instalação.

O que, aliás, se passa com a maioria dos negócios da Baixa, e não só.

 

Se isto é justiça, se isto é defender os interesses da cidade, se isto tem seja o que for a ver com progresso, modernidade, equidade, etc., vou ali e já venho.

E pure si muove…

 

8.10.10

 

António Borges de Carvalho

VIVA A REPÚBLICA!

 

Foi notável a sessão de Prós e Prós com que o “serviço” público de televisão quis brindar os ignaros.

No palanque como na primeira fila e, é de julgar, na douta e abonecada assistência, com alta profusão de velhas loiras, amontoava-se, muito compostinho, um sem número de defensores da excelência do 5 de Outubro.

 

O pior, ou o melhor, foi que os debitantes de opiniões eram historiadores. Pelo menos foram como tal anunciados.

O IRRITADO presta homenagem aos ditos pela forma como não conseguiram disfarçar a real realidade da I República, ficando claro, aos olhos dos espectadores, a desgraça nacional que ela foi.

 

Não é possível deixar de comparar o que se ouviu às opiniões do Avante! e quejandos sobre o comunismo soviético. Diz essa gente que a coisa correu mal, mas que as receitas marxistas-leninistas não deixam por isso de ser as melhores.

 

O mesmo se passou no prós e prós. Sem contras. Isto é, os ilustres historiadores em praça concordaram em que a I República não podia ter sido pior, mas que blá, blá, blá, a modernidade, o registo civil napoleónico, o divórcio, as perseguições religiosas, laborais e civis, a ausência de liberdade de expressão, etc., tinham sido contribuições altamente positivas para a Pátria e que, por isso ou apesar disso, o 5 de Outubro foi porreiro, pá.

O camarada Jerónimo não conseguiria melhor.

 

Para supremo gozo do IRRITADO, o prós e prós - se é que alguém que se veja assistiu à manifestação - foi porreiro pá.

É que quem viu e ouviu não pode ter deixado de se perguntar por que raio de carga de água se comemora esta porcaria e não se comemora a Batalha de Alcácer-Quibir. Esta, ao menos, teve dignidade.

 

6.10.10

 

António Borges de Carvalho

NOTAS PATRIÓTOCAS

 

Ontem, a TVI anunciou em notícia de rodapé:

 

No consulado de Portugal em Macau, a bandeira nacional foi, durante a noite, substituída pela da Monarquia.

 

O IRRITADO sugere nova redacção. Por exemplo:

 

“No consulado de Portugal em Macau, a bandeira da República foi, durante a noite, substituída pela Bandeira Nacional.”

 

*

 

Segundo várias famílias, as entrevistas dadas pelo senhor Pinto de Sousa ao Financial Times e ao Wall Street Journal foram catastróficas para os nossos interesses, dada a total falta de inteligência do entrevistado.

 

*

 

O governo português deu aval do Estado à CGD do Estado para um montante de mais de quatro mil e duzentos milhões de euros que esta pôs à disposição do BPN, banco nacionalizado pelo Estado. Para descansar o pagode, o governo garantiu que iria vender o BPN para realizar as massas que lá tinha enterrado. Num esforço terrível, parece que já há quem ofereça duzentos milhões pela coisa. Só faltam quatro mil milhõezitos.

Um negócio que merece, sem dúvida nenhuma, o prémio Nobel da estupidez.

 

*

 

As palhaçadas de ontem reuniram uma vasta quantidade de “homens bons” da III República, a classe política quase em peso – ai!, se não apareço ‘eles’ são capazes de dar por isso! – deputados, ministros, secretários de estado, presidentes de diversas coisas, autarcas, etc.. Só a malta, o chamado povo, ficou em casa.

 

O IRRITADO, possuído de infrene fervor patriótico, içou a Bandeira azul e branca lá em casa, comeu um rico polvo à lagareiro com uns amigos, e regou-o com um tintol alentejano.

Foi o melhor 5 de Outubro dos últimos cem anos.   

 

6.10.10

 

António Borges de Carvalho

COMO SOMOS DIFERENTES!

 

A reacção à crise e aos apertos que ela causa, por parte da generalidade dos eleitorados europeus, tem sido uma viragem à direita. Ou seja, por muito que lhes doa e muito que lhes custe, os europeus, no fundo, intuem que o estado social-democrata que, com tanto êxito, se sucedeu à II Guerra, acabou. Os eleitorados sabem que, em ambiente de crise económica e sem suficientes ou visíveis saídas dela, é inevitável alterar profundamente as regras de financiamento da “previdência”, sob pena de acabar com ela a médio prazo – um médio prazo que cada vez é mais curto.

 

A nenhum eleitorado europeu ocorreu virar à esquerda ou apoiar as receitas dos restos de mentalidades comunistas e socialistas que por lá vegetam.

Nenhum? Mentira. Há um eleitorado, lá para os confins do Oeste, que ainda acredita na “salvação” social-comunista: o nosso!

Olhem as sondagens. Os dois representantes da bolorenta trampa comunista – PC+BE – sobem para quase 10% cada um! Somados com os socialistas, mostram, com mais de 52%, os resultados do analfabetismo político da Nação.

Isto, num país onde nem os partidos mais à direita são de direita. Um diz-se social-democrata e entra em histeria quando lhe chamam liberalizante, outro diz-se democrata cristão e arrenega a liberdade liberal como o diabo arrenega a Cruz.

Isto, num país que se dedica, quase há um ano, a comemorar o mais rasca de todos os regimes políticos que jamais se abateu sobre ele: a I República.

 

Diga-me o mais pintado como se sai disto para outra coisa que não seja pior que aquela em que já estamos.

 

3.10.10

 

António Borges de Carvalho

TERRORES GLOBAIS E TERROR NACIONAL

 

O terror dos não é só profissão de terroristas. Há outros terrores para além dos ditos como tal e também muitos terroristas que assim não são chamados.

O terror é um sinal dos tempos. Manifesta-se um pouco por toda a parte e das mais diversas maneiras. O terror está “a dar”, é um negócio, uma forma de manter a humanidade em baias, via apóstolos informados por instâncias “credíveis”, “científicas”, “idóneas”, cujo resultado é provocar o medo colectivo através de esquemas, ou para que a humanidade se submeta a novas autoridades ou, simplesmente, para a pôr a gastar dinheiro como nunca e em coisas que jamais pensaria onerosas.

 

Alguns exemplos:

 

- A gripe das aves - fantasia imaginária que, partindo de inferências sem justificação possível e de modelos matemáticos especialmente concebidos, pôs a humanidade à beira da histeria;

- Outra gripe, a suína, ternamente chamada “A”, que teve o mesmo efeito, acrescido da “descoberta” da respectiva vacina, que deu o que deu em ataques de medo e em monumentais despesas mascaradas de profilaxia;

- O CO2 - um gás benigno, produzido pelos mares, pelas florestas, pela Natureza, um gás que não polui, que não faz mal à saúde, mas culpado, dizem os propagandistas do terror, do chamado “efeito de estufa”, que provoca o “aquecimento global” que vai destruir a vida na Terra, ou coisa que o valha;

- A descoberta da antropogénese do maléfico CO2 - o homem é o culpado, como se fosse o homem o grande produtor da coisa, como se a coisa fizesse mal ao planeta - como se não fosse um pecado, de orgulho ou de estupidez, pensar que fenómenos naturais que se processam em milhares de anos podem ser avaliados em observações de décadas ou motivados por um telemóvel ou uma acelera.

- Como consequência, mais um terror das empresas e das economias foi lançado pelos crentes, talvez o mais rendoso de todos os terrores: a criação dos “créditos de carbono”, trafulhice global que custa triliões às pessoas sem que dêem por isso ou sejam informadas, cabendo-lhes tão só pagar, sem aviso ou factura, e dar-se por felizes porque lhes diminui o terror;

- Como consequência, ao mesmo tempo que se descobrem novas e colossais jazidas de petróleo e gás, ameaça-se as pessoas com o fim do petróleo e com a necessidade de pagar com língua de palmo autênticas florestas de moinhos de vento, caríssimos, ineficazes, predadores dos nossos bolsos, construídos com o dinheiro dos nossos impostos, incapazes de substituir seja o que for que se veja, não fiáveis, uma balela universal, uma desgraça que, essa sim, devia aterrorizar as pessoas. 

 

A demagogia, a falsa ciência, os lóbis económicos, os estados incapazes de senso prático e ausentes de massa crítica, tudo se conjuga para arruinar o mundo civilizado e para dar aos “emergentes” armas de produção e comércio que contribuem para a ruína da civilização.

 

*

Chamem a isto, se quiserem uma “irritação” mal disposta. A completá-la, um terror verdadeiro, um terror exclusivamente nacional: o do Orçamento de Estado.

 

- Vítimas das burrices constitucionais que mandam para as calendas a queda do medonho governo que nos esmaga em catadupas de aldrabice de há cinco anos a esta parte;

- Vítimas das hesitações de Passos Coelho, que, em vez de correr com este peçonhento bando na ocasião própria resolveu deixar-nos chegar, e a si próprio, à miserável situação a que o aldrabão de feira não ia, como era do conhecimento geral, deixar de nos levar;

- Vítimas de um presidente que foi capaz da pôr acima dos interesses da Nação os seus objectivos pessoais,

os portugueses estão metidos nesta camisa-de-onze-varas: ou o orçamento passa, e ficamos pelo menos mais um ano nas mãos sujas da incompetência e dos enganos dos canalhas, ou não passa, e os ditos canalhas terão na mesma um ano para fazer a sua propaganda na base das culpas de Passos Coelho, “traidor à Pátria” que não o deixou passar e que, com isso, causou todas as desgraças que se seguirão.

O IRRITADO sempre foi de opinião que Passos Coelho devia chumbar mais esta canalhice governamental. Mas, tal como o governo não vem a tempo de colmatar a miséria que gerou, parece que Passos Coelho, seja para o que for, também já não vem a tempo.

 

Clamam várias vozes que as “medidas” do senhor Pinto de Sousa são exageradas, isto é, que, se forem bem geridas, baixarão o défice mais que o previsto. Se assim for, eis o timing do senhor Pinto de Sousa para o ano que se segue:

a)   Garrote orçamental;

b)   Défice abaixo do estimado;

c)   Benesses para gastar as sobras;

d)   Doses maciças de propaganda;

e)   Eleições no papo.

 

Estão a ver o esquema?

 

Não é o mais horrível dos terrores?

Ao contrário de todas as gripes, do aquecimento global, do CO2 et alia, este terror existe, é verdadeiro e justifica-se.

 

Como se sai disto?

Não sei. Só sei que não queria estar na pele do Passos Coelho.

 

3.10.10

 

António Borges de Carvalho

LEGISLAÇÃO À MANEIRA

 

O Senhor Procurador Geral da República habituou-nos às tristes características da sua estranha personalidade, evidentes em diversas matérias, por exemplo na defesa do primeiro-ministro haja o que houver e aconteça o que acontecer, nas suas declarações, umas vezes contraditórias outras ridículas, nas guerras intestinas que provoca e alimenta, na sua sede de poder, nos seus comunicados, dignos ou do amigo banana ou, pior, do Silva Pereira, não sei em quantas parvoíces que o classificam e que dão cabo da dignidade do lugar que ocupa.

 

Poderá dizer-se, com particular boa vontade, que o PGR fez, disse, escreveu e despachou coisas criticáveis, mas não pisou a lei.

O pior é que, além de outras coisas, a pisou mesmo!

 

A história do amigo que lá tinha como número dois é exemplar. Legalmente, o homem já não podia exercer por ter atingido o limite de idade. Mas, ilegalmente, o PGR manteve-o durante meses. Apertado pela opinião, política e pública, retratou-se? Nem pensar! Ele, um dos mais altos representantes do sistema de Justiça, não cumpre a Lei, e insiste nisso. Como se pode exigir ao cidadão comum que a respeite? Que sistema de Justiça é este? Onde estão os responsáveis pela manutenção do contumaz incumpridor e do seu amigo? Onde está o PM? Onde está o PR?

 

A história não acaba aqui. O senhor PGR, não contente com os conflitos que causou, com o seu descrédito dentro e fora de portas, com a sua insuportável insistência no não cumprimento da Lei, teve uma iniciativa!

Pior a emenda que o soneto. O PGR pediu ao parlamento que aprovasse uma lei permitindo manter os amigos ao serviço mesmo que já tivessem atingido a obsolescência legal! E com efeitos retroactivos, a fim de “apanhar" o amigo dele!!!

Como é possível? Como é que um magistrado do seu nível desce a uma coisa destas? Que sistema de Justiça é este que não reage a uma coisa destas, que permite uma coisa destas?

O seu protegido, o PM - que, como é sabido, não tem a menor consideração pela Lei a não ser que lhe convenha - deu ordens aos deputados para aprovar o inacreditável documento, tal como foi proposto, isto é, permitindo legalizar a presença do amigo, pelos vistos também amigo do PM.

A oposição, em bloco, não deixou.

 

Mas o amigo lá continua a ir ao escritório todos os dias. Só falta passar à reforma e continuar a ganhar, de preferência a dois carrinhos.

 

O que anda o Presidente a fazer? Quem mete esta gente na ordem?

 

3.10.10.

 

António Borges de Carvalho

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