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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

ABALISADAS CONSIDERAÇÕES

Na intelectualíssima opinião da restaurada dona Clara F. Alves, Cavaco não passa de um mero professor atascado nas trafulhices dos amigos, presidente passivo no primeiro mandato, e sem uma única ideia sobre o que quer ou o que propõe. Os outros candidatos também não têm uma só ideia na cabeça, a começar com Fernando Nobre, que nem sequer sabe ao que veio. O melhor foi o do PC, que despejava a cassete como um menino do coro. Dois havia (presume-se que fossem o idiota da Madeira e o escarro de Viana do Castelo) que não existem nem ninguém se preocupa com isso. Quanto a Alegre, a senhora confessa que, ao querer desafiar Cavaco, teve a ideia mais estúpida de toda a campanha, se calhar a única no meio do deserto de ideias em que a senhora se debate.

 

Pior que os candidatos, opina a senhora, são os jornalistas, jovens sem preparação, mão-de-obra barata, cheios de leviandade e ignorância. Gente que em vez de se preocupar com a dívida anda a falar do Seabra e do defunto Castro, chegando ao ponto de chamar jornalista ao segundo.

 

Os portugueses, esses, são indiferentes a tudo, conformistas por ignorância, desqualificação e subdesenvolvimento.

 

Assim caracterizados os políticos, os jornalistas e os portugueses, mercê da aplicação dos altíssimos critérios da dona Clara (agora menos clara), parte a genial criatura para o lado bom das coisas, isto é, para o seu amigo Pinto de Sousa, nas suas palavras o único que não é pateta. O único que trabalha, o único que se mexe, o único que tem desempenhado um difícil papel, o único que se bate. O governo não existe, só ele. “No meio dos patetas, aparece um político”. Que, diz ela, jamais se demitirá.

 

Estamos lixados!

 

8.2.11

 

António Borges de Carvalho

PROFESSORAIS OPINIÕES

 

Ninguém haverá em Portugal que perceba o que vai na cabeça do Doutor Freitas do Amaral. O IRRITADO, que até gosta do senhor, faz parte dos mais apreensivos quanto ao seu percurso.

Aluno de eleição do Professor Marcelo Caetano, diz-se que zangou com o Mestre, acabando por escrever uma peça de teatro que pôs os cabelos em pé a meio mundo em praticamente todos os sectores da política.

Fundador e líder incontestado do primeiro partido que se dizia não de esquerda da III República, acabou ministro dos negócios estrangeiros de um governo socialista, ainda por cima um governo do senhor Pinto de Sousa.

Candidato presidencial da direita e do centro, tendo sido publicamente insultado e rebaixado pelo concorrente (Soares), é hoje amigo do peito do insultador.

E tantas mais!

 

Vá-se lá entender!

 

Agora, falando-se da monstruosa máquina estatal e administrativa que nos esmaga, revolta-se indignado contra as propostas de redução do número de deputados, de autarquias e de pesadíssimos trambolhos públicos.

Começa por dizer que em Portugal há poucos deputados, se comparado com os países europeus nossos “parceiros”. Talvez. No entanto, se pensarmos que a Câmara dos comuns tem quase setecentos deputados para setenta milhões de britânicos, concluímos que, na mesma proporção, deveríamos ter… cem deputados.

Depois, fica preocupadíssimo com a eventual saída de cena de partidos como o PC, o BE, o PEV – como se o PEV alguma vez tivesse existido! – e o CDS. Muito preocupado está o ilustre administrativista com esta terrível hipótese. Estranho é que, em vez de pôr a cabeça a funcionar para encontrar uma solução que mantivesse a representatividade do Parlamento, não senhor. Não se pode mexer e acabou-se! Esquece-se, por exemplo, que em países como a Alemanha, quem quiser ter representação parlamentar tem que obter, pelo menos, 5% dos votos. Será que o Bundestag não é representativo, já que ficam de fora mais partidos que os que entram? Depois tem o topete de afirmar que uma assembleia com menos gente ficaria igual à do tempo do Salazar. Este argumento é tão, como dizer… idiota, que nem merece contestação.

Diminuir o número de ministros, nem pensar! Nem uma só sugestão sobre a governabilidade do país, a não ser que tudo deve ficar como está. Nem uma palavra sobre a despartidarização da administração pública ou sobre a criação de corpos administrativos competentes e funcionais para além da cor dos governos em funções. Nada.

Não mudar o número de deputados, nem de ministros, nem de concelhos, nem de freguesias, nada. Que tudo fique na mesma!

Porquê? Diz o ilustre académico que não há razões financeiras para o fazer. Como se as razões financeiras fossem as únicas que justificariam tais reformas. Como se o Estado pintodesousista fosse a última das maravilhas. E diz-nos que se trata de reformas “fáceis”. Onde é que um tão notável administrativista terá ido buscar tal “facilidade”?

Para não bater só no cravo (leia-se no PSD), o Professor dá algumas na ferradura (leia-se no PS).

Até que enfim. Diz-nos então que é preciso acabar grande parte das 14.500 organizações, a maior parte delas ligadas ao PS, que por aí pululam à custa do erário público. Diz-nos que é preciso acabar com os jobs for the boys. De acordo. Isto, para ele, é que é difícil. Só isto, para ele, vale a pena.

 

Reformar a lei eleitoral e o sistema de nomeação de governos, criar uma câmara alta (existente em todos os países que cita como exemplo), obrigar quem quer ser membro do governo a ser eleito em legislativas, acabar com a bagunça e a imoralidade da substituição de deputados que faz com que o Bloco de Esquerda tenha três ou quatro vezes mais deputados que os que elegeu, disciplinar a Justiça e acabar de vez com as veleidades de poder político dos magistrados, e o muito mais que se pudesse aventar, nada disto interessa ao Professor Freitas do Amaral.

Parece que o que lhe interessa é manter o Estado pintodesousista tal como está.

 

Limpar o sujo cheira mal, mas faz falta, não é, professor?

Não faz falta nenhuma, parece que seria a resposta.

 

Valha-me Santa Eleutéria!

 

7.2.11

 

António Borges de Carvalho

ESPANHOLADAS

 

É sabido que o Dr. Balsemão foi (é?) íntimo de S.M. o Rei de Espanha. Muito bem. Nada contra.

 

Não sei se por isso se por distracção, o principal meio do Dr. Balsemão, o “Expresso”, teve a subida amabilidade de oferecer aos seus leitores um “mapa das estradas de Espanha” em que, estranhamente ou não tanto, aparecem as estradas de toda a Península Ibérica.

Por outras palavras, o mapa “integra” Portugal na Espanha, de que passa a fazer parte, ainda que só a título rodoviário.

Em matéria de insinuação gráfica é difícil ir mais longe.

Estará o Dr. Balsemão tão distraído quanto a boa vontade do IRRITADO seria levada a crer?  

 

7.2.11

 

António Borges de Carvalho

BACIOS DE BAIXO

 

Grande emoção em Bacios de Baixo! Durante 5 dias, 8 senhores vindos de Lisboa andaram a preparar o salão de festas local para a visita de Sua Excelência o Primeiro-Ministro, Engenheiro José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa.

Perante os olhos extasiados dos fregueses, surgiu um palanque e uma sala de imprensa, abriu-se uma porta especial para Sua Excelência poder penetrar nas instalações pelas traseiras sem ser incomodado, revestiu-se as paredes de dizeres, flores por todo o lado, bandeiras, um estrado elevado para os operadores de imagem, uma cerca para os fotógrafos, a EDP forneceu energia especial para tudo, havia até umas coisas transparentes a que o agente local do PSD, prenhe de péssimas intenções, disse ser a “cábula do gajo”.

Nunca tal coisa se vira em Bacios de Baixo.

No dia marcado, apareceram quatro autocarros, dois vindos do Porto e dois de Lisboa, a abarrotar de entusiastas, que encheram a sala antes que os locais interessados pudessem lá entrar.

 

Meia hora antes dos telejornais, surgiu, em esplendorosas viaturas, a comitiva primo-ministerial. Os secretários, os adjuntos, os ministros, os homens do Largo do Rato e o astrólogo de Sua Excelência tomaram lugar na primeira fila.

Quando Sua Excelência entrou toda a gente se pôs de pé. As bandeiras agitaram-se, as palmas e os vivas atroaram os ares. Sua Excelência acenou, sorridente, às entusiasmadas gentes. Um representante local disse umas palavras de boas-vindas, enquanto os técnicos ajeitavam as cábulas, os funcionários das televisões, rádios e jornais preparavam a maquinaria para a função.

Quando tudo estava organizado, o senhor Primeiro-Ministro avançou para o pódio e começou o aguardado discurso:

 

Camaradas! Os sucessos do meu governo são tais e tantos que nem sei por onde começar!

(palmas)

Mas, apesar da grande obra do PS, andam ainda por aí uns fulanos a dizer mal!

(assobios)

O Dr. Passos Coelho,

(buuuuuu…)

Agente encapotado neo-liberalismo internacional

(buuuuuu…)

Ainda há dois dias disse que se devia limpar as latrinas de São Bento. O que ele quer é aproveitar-se dos dejectos para os entregar a uma multinacional!

(apupos de vária ordem)

O Dr. Passos Coelho disse que a GNR deve ser operacional. O que ele quer é privatizá-la! Sim, entregá-la às manobras do capital monopolista! Nós, o PS

(aplausos)

Não fazemos acordos com a privada! Nada de neo-liberalismo, ou melhor, nada de liberalismo. As parcerias público-privadas não foram a asneira que diz o Dr. Passos Coelho. Foram uma obra altamente social, uma vez que as novas gerações vão usar as infra estruturas que construímos, nós, sim, nós e mais ninguém!

(bandeiras ao alto, apoiado, apoiado!)

Daqui a cinquenta anos, os nossos netos continuarão a contribuir generosamente com o seu nobre trabalho para terem o gozo daquilo que nós, o PS, o meu PS, deixámos para eles. Sim, camaradas, quando o Dr. Passos Coelho

(apupos… à morte, à morte!)

diz que deixámos tudo por pagar, e a privados, não está mais que a fazer o jogo dos monopólios, que queriam o dinheiro já, e não nas próximas décadas!

(prologada salva de palmas)

Mas há mais, camaradas, muito mais! O Dr. Passos Coelho quer que a reforma passe a ser aos 67 anos! Sabem o que ele quer? Que nós trabalhemos mais anos para os privados. Quer encher a mula aos amigos! Quer privatizar a segurança social, sim, privatizar, privatizar, privatizar! O nosso sistema, a nossa democracia, estão em causa, como muito bem dizia o camarada Alegre que apoiámos com tanto vigor e tanto empenho.

(silêncio)

Não tenhais dúvidas, a culpa da derrota não foi nossa mas dessa gente esquerdista do Bloco de Esquerda, sim, o Bloco de Esquerda está também, à sua maneira, às ordens dos mercados, não passa de um bando de sociais-fascistas!

(buuuu….)

Quando o Dr. Passos Coelho diz que quer menos deputados o que ele quer é privatizar a Assembleia da República! Quando o Dr. Passos Coelho diz que quer pôr o Estado a prestar bons serviços o que ele quer é privatizar os serviços! Nós não privatizamos nada…

(aplausos)

… a não ser a TAP e mais trezentas e oitenta e três empresas, tudo em defesa do estado social, camaradas!  

(pêésse, pêésse, pêésse…)

E agora, camaradas, é com orgulho que aproveito a minha presença na nobre freguesia de Bacios de Baixo para anunciar ao país que as privatizações não passarão e que o capital do BPN nacionalizado-nosso será reforçado com mais catorze mil milhões de euros, em parceria como o Doutor Hugo Chávez e com o camarada Hu! Vai haver dinheiro a rodos para emprestar aos empreendedores socialistas de Bacios de Baixo, e não só de Bacios de Baixo!   

(enorme ovação, bandeiras desfraldadas, cânticos, duas meninas de tranças, vindas de Lisboa de mini saia sobem ao palco e dão dois beijinhos (cada) na face reluzente de Sua Excelência)

Progresso, Justiça, Freternidade, Igualdade! Viva o PS!

(vivaaaaaaaaa…)

Viva Portugal!

 

Sorridente, de cabeça levantada, no meio de retumbantes aplausos, Sua Excelência sai pala porta das traseiras, a sua porta preferida.

 

Trinta segundos depois, já a caravana estava nas estrada. Ingente trabalho esperava Sua Excelência em São Bento.

 

7.2.11

 

Reportagem recebida de Serapião Xuxo, cronista e líder do PS em Bacios de Baixo.   

NOTÍCIAS EMPOLGANTES

 

Tal como o IRRITADO a seu tempo referiu, vai de vento em popa a aliança socrélfia entre esses dois gigantes da nossa praça que dão pelos nomes de Rui Pedro Soares e Emídio Rangel.

 

O Rui ficou célebre pela extremosa colaboração que deu ao chefe aquando da defenestração da dona Guedes, bem como pela forma altamente profissional como terá tratado de assuntos sensíveis, tais a venda da TVI, a questão do Tagus Park e o pequeno-almoço do Figo. Devidamente recompensado pela PT dos incómodos que muitas destas coisas lhe causaram, o indefectível socralista resolveu aplicar uns milhões num “grupo de media”, coisa que possa, pela escrita, pela voz e pela imagem, proporcionar a devida publicidade ao chefe, bem como desmascarar forças ocultas que, a coberto de vários disfarces, sobre ele têm lançado ignominiosos vilipêndios.

O Emídio, esse, para além de indesmentível quão brilhante currículo radiofónico e televisivo, tornou-se nos últimos tempos conhecido pela forma como foi capaz de defender o chefe com argumentos tais, tantos e de tal qualidade que as forças ocultas acharam que tinha perdido a cabeça, que era paranóico ou que os azares da vida lhe tinham irremediavelmente dado cabo do bestunto.

 

Formada a equipa, havia que traçar o perfil de parceiros que acrescentassem uns milhões aos do Rui e que colmatassem a eventual falta de milhões do Emídio. Como era chato estar a pedir ao chefe, ter-se-ão aconselhado com ele e resolveram fazer um bypass, ou coisa que o valha.

O camarada Sapateiro, como é do conhecimento público, tem, tal como o insuportável Berlusconi, uns grupos de media por conta. Tais grupos foram postos à disposição da nacional parelha, tendo a escolha caído sobre a Mediapro, incondicional apoiante do profissional Sapateiro, segundo a imprensa digital espanhola.

É que, explica a mesma imprensa, “o primeiro-ministro José Sócrates tem pelo menos um motivo para invejar o seu bom amigo espanhol José Luís Zapatero. Ainda que ambos sofram da mesma perda de popularidade, o PS há muito que se queixa de não ter qualquer grupo mediático a seu lado, enquanto o PSOE sempre pode contar com o apoio mais ou menos crítico da Prisa e praticamente incondicional da Mediapro”.

O jornal espanhol põe os pontos nos is. Não sabe que o grupo do “amigo Oliveira” já está no papo, ainda que, ultimamente, tenha dado umas na ferradura.

A Mediapro é filha da Imagina. A Imagina já deu o seu apoio ao Rui e ao Emídio e até conseguiu vender-lhes os jogos da liga espanhola por 2,6 milhões (uma época!), dos quais os rapazes já pagaram 850 mil.

A estrutura accionista desta coisa é ainda segredo bem guardado.

 

Pelo andar da carruagem, porém, já há elementos suficientes para que as forças ocultas possam fazer uns cálculos preliminares…      

 

3.2.11

 

António Borges de Carvalho

UMA NOITE PERDIDA

 

Aqui há dias, o “serviço” público de televisão brindou-nos com a presença de várias sumidades educativas. Entre elas, imagine-se, a senhora ministra da educação, a filha do Dr. Mário Soares e um jovem deputado do PSD. Havia também um senhor que sabia do assunto, o Professor Nuno Crato, o qual, manifestamente, se deve ter enganado no cenário, isto é, estava ali como raminho de salsa, fora do contexto.

 

O programa foi cientificamente preparado para que a senhora ministra pudesse dar largas aos seus vastíssimos conhecimentos da matéria. A dona não-sei-quantas, que presidia à celebração, assim que alguém começava a dizer coisas menos condizentes com os objectivos em vista, tratava de interromper com observações a despropósito que, sem excepção, se destinavam a tirar a palavra a quem quer que fosse (menos à doutora Soares, como é óbvio) a fim de a entregar à senhora ministra.

 

O circo completava-se com algumas figuras menores, entre as quais o bigodaças do PC, chefe incontestado dos protestantes professores, que espraiou a cassete das NEP’s da secção de educação marxista-estalinista do respectivo comité central.

Estava também um senhor que diz representar “os pais”, seja isso o que for, já que não conheço nem um pai que ele represente. Deu duas no cravo, três na ferradura e mais dois nas canelas, ninguém tendo percebido o que o homem, no fim de contas, queria dizer.

Um senhor nutrido representava o ensino privado, sendo de recomendar ao representado outro representante, que com este não vai a parte nenhuma.

Finalmente, que me lembre, apareceu um professor tido como “o melhor professor do país”, o qual, coitado, pode ter muito jeito para ensinar mas para exibições destas não tem jeito nenhum.

 

Muita conversa, sobretudo da ministra, como é lógico num “formato” destes.

O Professor Crato depressa desistiu daquilo, julga-se que por ter percebido que não tinha o direito de dizer uma só frase até ao fim.

O rapaz do PSD nada disse que nos pudesse levar a concluir fosse o que fosse sobre a filosofia do partido.

A senhora Soares estava meia encravada, mas lá foi defendendo que, como no caso do “Moderno”, fundado pelo avozinho, o ensino privado jamais devia ser subsidiado pelo Estado, ou seja, é justo privilégio de quem tem dinheiro para o pagar. Muito bem. Só não se sabe, ou não se percebeu, como é que a senhora compagina esta filosofia com as tiradas socialistóides do papá. Pormenores.

A ministra foi usando os generosíssimos tempos que lhe foram atribuídos pela agente do governo. Meteu os pés pelas mãos sem que em um só momento, por exemplo, tivesse “confessado” como é que faz as contas lá da loja, ou porque nem sequer o sabe ou porque tem ordens para não dizer.

 

Em conclusão, ninguém concluiu nada, ou não acrescentou nada ao que já teria concluído antes de assistir à exibição.

Apesar de tudo, uma sessão em que se pôde vislumbrar que a ministra odeia o ensino privado, e ainda odeia mais o ensino privado “supletivo”. O jovem PPD talvez tivesse alguma coisa a dizer, mas ou não foi capaz ou não o deixaram. O professor Crato tinha coisas a dizer mas foi mandado calar até que desistiu. Dos outros não reza a história.

 

Uma noite perdida.

 

3.2.11

 

António Borges de Carvalho

QUE PENA!

 

O camarada Louçã está zangadíssimo com o camarada Jerónimo, exactamente pelas mesmas razões que levam o camarada Jerónimo a estar zangadíssimo com o camarada Louçã.

Andam ambos a insultar-se soezmente, com forte linguagem (atitudes “espúrias”, “oportunismo”, “falta de comparência” e de “convergência”, falha em “promover uma política unitária” e "deserção" no “combate à direita”. etc., blablabla. Tudo por causa do camarada Alegre. O PC queria que o Bloco votasse no Xico, o BE almejava o apoio bolchevista ao Alegre. Uma pena!

O IRRITADO, como é de calcular, está tristíssimo com esta concorrência desleal entre os dois tão simpáticos (xiça!) partidos comunistas. Se eles se entendessem talvez acabassem mais depressa.

 

3.2.11   

 

António Borges de Carvalho

COITADO DO HOMEM

Olho, nas páginas dos jornais, uma fotografia do senhor ElBaradei com um megafone na mão, a falar às massas. Faz-me lembrar Francisco Sousa Tavares, o “Tareco”, no Largo do Carmo, em cima de uma “Chaimite”, a falar às massas sobre a liberdade e a democracia. Mal sabia o orador qual era a democracia que os proclamados heróis do 25 de Abril queriam “oferecer” aos portugueses.

O senhor ElBaradei também não faz ideia do que “as massas” e os capitães lá do sítio querem impingir, se é que querem impingir alguma coisa para além de uma monumental bagunça, da qual, em princípio, vai emergir um bando de aiatolas, como, entre nós, emergiu o PC. O mais provável é que o senhor ElBaradei tenha o destino do Machado dos Santos quando o jacobinismo nacional deu cabo dele em nome da “liberdade” republicana. Talvez se safe, talvez as coisas lhe corram menos mal, como ao “Tareco” e a nós.

 

No entanto, o mais provável é que o senhor ElBaradei venha a ser apedrejado, ou equivalente, em nome de Alá, de Maomé, do Amadinejá, do Binladen ou de outras altas figuras da praça deles.    

 

3.2.11

 

António Borges de Carvalho

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