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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

TRABALHOS A MAIS


Anda a “informação” satisfeitíssima com o caso da Parque Escolar. É que há quem diga que os 447% que o ministro Crato disse ter sido a “derrapagem” das obras, afinal é só de 329%.

Uma tempestade num copo de água! Então o ministro “engana-se” em 118%? Aldrabão! Então 329% não é uma ninharia?

Se você tiver um mindinho que adivinha, acrescido de dois dedos de testa e alguma memória do que foram os tempos do senhor Pinto de Sousa, deve, neste momento, estar a pensar que devem ter sido para aí uns 600%. Pelo menos.


Imagine que chama um empreiteiro para lhe arranjar o bidé. O homem apresenta-lha um orçamento de 100 euros. No fim, a factura é de 500. O que é que você faz? Não quer pagar, como é evidente.

Pode ter acontecido que o empreiteiro tenha ido ter com o porteiro lá do prédio, que o representa na execução dos trabalhos, e o tenha levado, mediante convincente argumentação, a aceitar que era preciso comprar mais uns parafusos e uns tubos de silicone, para que a casa de banho não ficasse a cheirar a cano.

Neste caso, você está feito ao bife. Se o porteiro era seu representante e aceitou os parafusos e o silicone, mais a respectiva mão de obra, você vai ter de pagar.


Mutatis mutandis, é capaz de ser o que aconteceu ao Crato. O porteiro foi-se embora, sabe Deus se com o resultado líquido da convincente argumentação do empreiteiro. Fechou na porta ao sair, e o homem (nós) está feito ao bife.


Pode ser que não seja bem assim, mas lá que, apesar do silicone e dos parafusos, cheira a cano, isso cheira.


8.3.12  


António Borges de Carvalho

HÁ QUE SE LIXE E HÁ QUEM SE SAFE


O IRRITADO não é um admirador da Quercus nem das suas habituais teses.

No entanto, ao ver dois infelizes (oportunistas, claro, mas infelizes) a ser julgados por causa dos crimes associados com o caso Freeport, não pode deixar de se solidarizar com o manda chuva da Quercus, que veio “lamentar” que “os outros” não sejam julgados também.


A coisa tresanda que se farta a bodes expiatórios. Aliás, é de estranhar mais esta originalidade da justiça portuguesa: há dois tipos a ser julgados por corrupção activa sem que haja corruptos passivos. Se não corromperam ninguém, por que carga de água estão a ser julgados? Por más intenções?

Se corromperam, parece que competiria à acusação indicar, e acusar, os que eles corromperam. Ou não?


Será que esta moeda tem só uma face? Eis mais uma brilhantíssima invenção do nosso nobre sistema, ou esquema.


8.3.12  

António Borges de Carvalho

LUTAS DE FRANGOS


Andam para aí dois fulanos, armados em néscios (sê-lo-ão?), a esgrimir argumentos, a ver quem convence o povo que o outro é mentiroso, malandro, canalha, inimigo da liberdade e outras coisas que já não sei nem me interessa.

Não se trata de polémica sobre seja o que for de interessante, sobre coisa que mereça a atenção das pessoas, caso em que as polémicas podem valer a pena.

Duas criaturas convencidas da sua enorme importância, a ponto de se servir do espaço que vendem para vir à praça pública bolsar questiúnculas pessoais.

Um, um tal Sousa Tavares, resolveu vender ao Dr. Balsenão a crónica do seu ódio a um tipo acusado de ter posto na rua um cronista que, à revelia das suas obrigações contratuais para com o patrão, vendia crónicas a terceiros e que, mercê do “saneamento”, passou de obscuro jornalista a herói nacional.

Outro, um certo Luís Marinho, acusado de censura, de servilismo, de despedimento selvagem de um tipo que nem sequer era seu funcionário e mais não sei de quê, resolveu defender-se, invectivando alegadas aldrabices do Tavares, o qual, a seguir, se vem queixar de também ter sido “despedido” mas que, na opinião do Marinho, foi mas é pregar para outra freguesia, onde lhe pagavam mais.


A pergunta é: o que tem o respeitável público a ver com estas porcarias?

Nada, meus senhores, nadíssima. O Tavares usa o espaço que, a bom preço, vende ao “Expresso, para desencadear uma vingança pessoal. O Marinho tem as portas do “Diário de Notícias” abertas para acusar o outro disto e daquilo.  Vai daí, o Tavares responde que o outro é um aldrabão relapso e contumaz.


Que saudades dos tempos em que havia em Portugal polemistas de qualidade, boas cabeças, cultores da língua, gente interessante, produtiva e esclarecedora.


Descemos muito!


5.3.12


António Borges de Carvalho

GRAFITI

 

Li não sei onde um artigo sobre os esforços que uma cidade de um país civilizado faz para tratar o problema dos grafiti que lhe enxameiam as paredes. A tal cidade promove campanhas de sensibilização dos munícipes, persegue os bandos de pintores de paredes e gasta uns largos milhões para se lavar.

 

Olho as paredes da minha cidade, os muros, os viadutos, até os monumentos. Por toda a parte as mais reles demonstrações de vandalismo pictórico. Coisas sem sentido, sem beleza, sem pensamento, sem arte de espécie nenhuma, um abuso, uma violência, uma ofensa à comunidade mesmo que, por absurdo, pudessem ter alguma qualidade.

 

Fico com uma inveja dos diabos da tal cidade.

Tanto mais que, na minha, há um Presidente da Câmara Municipal e um Vereador do pelouro que acarinham, facilitam e até financiam os vândalos da sua escolha, assim incentivando as práticas criminosas dos demais que, sendo igualmente vândalos, não são de sua escolha.

Para perseguir, multar, prender os cagadores de paredes haveria que começar por cima, isto é, por considerar os seus protectores personnae non gratae e expulsá-los da cidade por incitamento ao crime.

 

4.3.12

 

António Borges de Carvalho

FUTEBOLADAS

 

 

O IRRITADO pouco percebe de futebol. Conta-se pelos dedos – das duas mãos – as vezes que foi assistir a um jogo de bola a sério.

Por isso, as suas desculpas pelo que o traz. O que o traz não é fruto dos profundos conhecimentos que ocupam, quase em exclusivo, tantas e tão ilustres almas que por aí vicejam, mas de mera observação de um indesmentível facto, observado, sem espaço para dúvidas, por milhões de pessoas.

 

Nas barbas do bandeirinha (hoje pomposamente chamado “terceiro árbitro - quem será o segundo?, ou “árbitro assistente”), um jogador marca um golo ilegal. Não há quem tenha dúvidas sobre o assunto. O bandeirinha estava mais bem posicionado que qualquer outro mortal para ver a coisa. Tinha, além disso, mais obrigação de a ver que todos os tais mortais. Mas “não viu"!

Não foi um “erro” qualquer: resolveu-se com ele quem venceria o jogo e, se calhar, o campeonato. Um escândalo de colossais dimensões.

Numa primeira observação, diga-se que não é tolerável que não haja forma de emendar o tal “erro”.

Numa segunda, comente-se um escândalo ainda maior. Há quem, supostamente letrado nestes assuntos, garanta tratar-se de um fulano “experiente… habituado a estar em grandes palcos de futebol internacional… um dos melhores árbitros assistentes portugueses”. O mesmo intelectual da bola adianta que o trafulha “não vai ficar afectado por críticas tão violentas” (as de um treinador). “É um homem muito forte psicologicamente”, adianta o sábio.

Interrogado pelos jornais, o bandeirinha escusou-se: “não vou dizer nada sobre essa matéria”, afirmou.

O IRRITADO não duvida do arcaboiço psicológico do biltre. Pelo contrário, acha que o homem é fortíssimo. Tal força, aliada aos seus “profundos conhecimentos” da matéria, explicam bem o que se passou. O homem, como toda a gente, sabe o que fez. Porque o fez, com certeza também sabe. Nós somos livres de imaginar porquê, o que não nos causa trabalho de maior. A “força psicológica" explica também o seu silêncio. Nada de dar à casca. Faz lembrar o camarada Soares quando o Mateus publicou o livro.

 

Aqui há tempos, julgo que pela primeira vez, houve um tipo destes que pediu desculpa por um erro cometido.

Este, de nada vai pedir desculpa, talvez porque não cometeu qualquer erro. Pelo contrário, acertou na mouche.

 

4.3.12

 

António Borges de Carvalho

DA HIGIENE PÚBLICA

 

Quando eu era rapaz, havia, no Bairro Alto porta sim porta sim, e noutras paragens porta sim porta não, umas casas de “meninas”, raparigas à altura conhecidas pelos ternos epítetos de “tias”, ou “manas”.

Tais estabelecimentos eram licenciados pela ditadura. As profissionais eram objecto de vigilância higiénica e assistência médica, entravam de baixa quando ofereciam perigo para a saúde pública, etc. Tinham, além disso, a mais estrita obrigação de providenciar os meios e produtos necessários à salvaguarda da higiene dos clientes.

Do ponto de vista da saúde pública, a coisa funcionava mais ou menos.

Mais tarde alguém, já não sei se durante a segunda república se durante a terceira, o negócio foi mandado fechar, por atentar contra a moral pública. Muito bem.

O problema é que o comércio não deixou de existir e de prosperar a olhos vistos. Hoje são os jornais quem se encarrega da propaganda legal(?) da prostituição, são os prédios onde moram criancinhas os locais onde se operam as transacções e, mesmo com a proliferação dos antibióticos, as doenças propagam-se, tendo-se acrescentado a SIDA ao respectivo cardápio, o que não é coisa de somenos. À publicidade dos jornais junta-se a “sociedade de informação”, isto é, a internet, os telemóveis, etc.

 

Vai daí, umas irmãzinhas da caridade, juntamente com uma associação qualquer, propuseram que se criasse, na Mouraria, uma facility destinada a receber as profissionais e a cuidar delas, de forma a não darem cabo da saúde, delas e dos clientes.

É evidente que tal proposta mereceu o imediato repúdio de quem de direito. Bordéis? Não, nunca mais! Os mesmos que propagandeiam a homossexualidade, com o seu cortejo de miséria social e higiénica, os mesmos que defendem que isso do casamento é coisa do passado, a não ser para os ditos, os mesmos que acham que o serviço nacional de saúde é para todos, esses mesmos, ficam horrorizados com a ideia das irmãzinhas.

 

Vá-se lá perceber o “progresso”!

 

4.3.12

 

António Borges de Carvalho

DA FABULOSA HERANÇA



Muita gente diz cobras e lagartos do sr. Mexia, que mexe nos nossos bolsos, que é um tubarão, um gatuno.
Mas ele não será mais que um tubarãozinho, ou um gatuninho, se for. O que ele é, em boa verdade, é um very successful business man (em chinês não sei como se diz).
Senão, vejamos um exemplo, feito por alguém credível, da formação de uma factura de electricidade no valor de 116 euros:


Custo da electricidade..............................34,00

Taxa RTP/RDP.........................................6.80

Harmonização tarifária Açores/Madeira.........1,60

Rendas por passagem de cabos de alta

tensão para Municípios..............................5,40
Compensação de Operadores - EDP, Tejo

Energia e Turbo Gás ...............................16,10
Investimento em energias renováveis.........26,70

Custos de funcionamento da Aut.da

Concorrência e da ERSE............................3,70

Soma..................................................94,30
IVA.....................................................21,70
Total..................................................116,00

Comentários ou análises? O quadro é simples. Nós é que somos tansos.
Se não, vejamos:


Diz-se que os impostos, para entrar em vigor, só com leis do Parlamento. Nenhuma das posições da factura (à excepção do IVA, que as outras parcelas incham), passa pelo Parlamento. Por isso, não se trata de impostos. Evidente, não é? Genial!
Em consequência, ninguém pode queixar-se de impostos exagerados (no caso da factura da EDP), e há que dar o benefício da dúvida: trata-se de pagamento de “serviços” prestados pelo Estado, não de impostos.
Os serviços têm que ser pagos, não é? Dá-se o caso, estranho q.b., de, habitualmente, ser suposto cada um pagar os serviços que contratou. Se não os contratou, não tem que os pagar. Mentira!
Dir-se-á, com toda a razão, que você tem um contrato com o Estado, com base no qual este lhe presta serviços por troca dos impostos que você paga. Mentira!
O Estado serve-se dos impostos para umas coisas. Para outras, você tem que pagar por fora. Certamente, você julga que o dinheiro que lhe sai do bolso para impostos é o igual ao que lhe sai do bolso para “serviços” (as chamadas taxas), sendo, para si, tudo a mesma coisa. Mentira!  
Se nem você nem os seus legítimos representantes jamais contrataram a construção de florestas de moinhos de vento,

se você, ou quem o representa, jamais foi tido nem achado para a formação das multidões de entidades, autoridades e outras alarvidades criadas nos útimos anos,

se você detesta a RTD/RDP e coisas no género,

se você está farto de pagar a solidariedade com os insulares e até acha que os continentais são quem, nesta altura do campeonato, devia merecer a solidariedade das ilhas,

se você pensa que os cabos de alta tensão têm que passar por algum lado e que a ninguém é legítimo ganhar dinheiro com isso, muito menos as câmaras municipais, que são poços de burocracia onde o seu dinheiro se afoga,

se você é acha que não devia pagar nenhuma das parcelas da factura da electricidade que não têm nada a ver com electricidade,
Você é uma besta, um, um sociopata, um sociófobo, um traste!

Diga-se que, além disto tudo, você está habituado a ouvir falar no “défice tarifário”, coisa que você não percebe lá muito bem o que seja, mas que até é levado a crer que haverá que pagar. Daí, a sua incurável estupidez leva-o a pensar que a parcela “compensação de operadores” tem a ver com tal défice. Mentira!
Você não faz ideia nenhum a que se deve tal verba. O IRRITADO, porém, sabe que o défice tarifário continua, muito sossegado, à espera do seu dinheiro.

Na brilhante situação de que a factura da EDP é um pequeno sinal, vemos bem a herança que recebemos, seja do Marcelo Caetano – altura em que só havia a TV do Estado, e as rádios, excepto a do Estado, viviam à própria custa - , seja de alguns outros, e atingiu o climax com o incomparável Pinto de Sousa*. Foi ele que inventou os moinhos de vento para encher de massa uma data de gente que aproveitou, honra lhe seja, a torneira de dinheiro que ele abriu. Foi que inventou a ERSE e mais uma data de parasitas, como os dos combustíveis, coisas que servem para justificar o injustificável e que trabalham (?) a favor de tudo menos dos cidadãos. E muitas, muitas outras coisas, que o homem era um inventor acabado.

E agora? Que fazer?
Da sua humilde tribuna, o IRRITADO leva aos ouvidos do governo algumas dicas:
- Acabar imeditamente com  RTP/RDP e adjacências, nem que, para tal, seja preciso demitir o ministro Relvas;
- Pôr as regiões autónomas a pagar a electricidade que consomem, como acontece aos demais portugueses, seja qual for a opinião do Jardim ou do outro:
- Acabar com os penduras das entidades, autoridades e outras alarvidades, que só prejudicam as pessoas e lhes prestam serviços negativos. Sem medo de os mandar para casa e sem ouvir a opinião seja de quem for;
- Acabar, sem consulta prévia, com a imoralidade da mama das autarquias, que não param de querer sacar mais dinheiro todos os dias, indiferentes à crise e à demais administração pública;
 - Chamar o pessoal das renováveis e dizer-lhe que nem mais um moinho de vento – isto parece que já está dito, e ainda bem – e que, se são tão bons como apregoam, vão vender o peixe para a Patagónia ou para o raio que os parta onde lhes dêem subsídios milionários, os quais, em Portugal, vão ser reduzidos ao mínimo dos mínimos, ou, se possível, anulados.

Senhores membros do governo, NADA pode justificar que, numa factura de electricidade, 70% não seja para... electricidade.

Seguido o caminho que o IRRITADO sugere, talvez se pudesse fazer alguma Justiça, ajudar a relançar a economia e até, quem sabe, reduzir o défice tarifário, seja lá isso o que for!

1.3.12

António Borges de Carvalho

*Nesta como em muitas outras matérias, a hecatômbica herança do senhor Pinto de Sousa é, de todas e de longe a mais pesada.

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