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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

REGRESSO E COUVES

REGRESSO

 

Não, o IRRITADO não acabou. Tem andado numa espécie de hibernação, de bloqueamento, de espanto.


Hibernou em relação aos assuntos do dia, da semana, do mês. Está farto de ouvir falar das secretas, do Silva Carvalho e do Relvas. Parece que meio mundo anda a querer entreter o outro meio com histórias da carochinha e guerras de tubarões assanhados uns com os outros. Não vale a pena pensar mais no assunto.

 

Os brilhantes resultados da selecção de futebol fazem lembrar as velhas décadas durante as quais ir a uma fase final, mais do que improvável, era impensável. Os tipos mal se aguentam com a ignota Macedónia e caem como tordos perante a Turquia. Parecem o país, que andou uns anos a flautear sem para tal ter com quê, a fazer omeletas com o ovos dos outros e que, agora, mostra graves dificuldades para perceber que tem que meter a viola no saco e viver doutra maneira, já que quem pagava as contas se fechou em copas. Merece discussão?

 

Os jornais e que tais continuam a preferir vender papel, uns com os anúncios “relax” e todos com a primeira patacoada excitante que achem agradar à malta, considerada esta como ignara e analfabeta, aberta ao primeiro conto do vigário que lhe ponham à frente do nariz. É mais do mesmo, não acham?


O primeiro-ministro, a “troica”, as “agências” e mais uns tantos informam que as coisas não estão tão mal como seria de temer, pelo contrário, e que, a prazo incerto, isto até pode ser que melhore. Não vale de nada. A filosofia dos jornais e que tais, como de outros mais, impõe que o governo “não sabe comunicar”, o que implica que, se comunicar, ou comunicou mal ou não devia ter comunicado.


O que está a dar são as más notícias, os buracos, as frases bacocas do Seguro e do Borrinho, as bojardas do Louça, as tiradas do estalinismo travestido de democrata que o Jerónimo vende, os raciocínios privilegiados do Pacheco, para quem vale tudo para dar cabo dos seus: em vez de mudar de clube, raio! Isto para não falar do socialismo endógeno da dona Cristas e das suas iniciativas, tal a pessegada do arrendamento e outras brilhâncias.

 

Tudo isto bloqueia o IRRITADO. Espanta-o, põe-no em hibernação.

É demais, e o que é demais passa da conta. Não vale a pena.


       

COUVES


Falemos pois de outra coisa, essa digna de menção: a genial cooperação entre o Costa, o Belmiro e o inacreditável pidocrata Fernandes.

O Terreiro do Paço transformado em emanação da PAC. Lindo!

A este repeito, vale a pena transcrever a esclarecedora carta que um adepto, de seu nome Imaginário Prognata, escreveu ao Seguro. Aí vai:


 

Senhor Secretário-Geral, Excelência

 

Vem este seu criado, militante número 3827423 da Federação Urbana de Frielas, apresentar a Vossa Excelência e aos camaradas Costa e Fernandes os seus mais respeitosos cumprimentos pela iniciativa em boa hora tomada de espelhar no Terreiro do Paço a faina do país real, feito dos que labutam nos ridentes campos da Pátria, mourejando para que os alimentos nos cheguem à boca, aliás e neste aspecto por intermédio desse grande português que se chama Belmiro de Azevedo, o qual, ciente da sua responsabilidade social, põe à disposição dos lisboetas, a preços convenientes, inúmeros resultados de tal faina e de tal mourejo.

Pedindo desculpa de tão longo parágrafo,fruto do entusiasmo com que escrevo,  passo a explicar o que, para além dos merecidos parabéns que lhe dirijo e aos seus, motivou a presente:

Ainda há bem pouco, um tenebroso capitalista sediado na Holanda, cujo nome, por nojo, não escreverei, teve o desplante, o topete, a lata – perdoe-me Vossa Excelência o plebeismo – de pôr à venda, nos seus supermercados, tudo, mas tudo, com 50% de desconto. Desde que, como é óbvio, as pessoas comprassem mais que cem euros! Miserável exploração das dificuldades que o povo atravessa! A imprensa, e muito bem, não se cansou de referir a monumental ofensa que o gesto consubstanciou, tanto mais que ocupou com compras os tempo que muita gente, noutras circunstâncias,  dedicaria a desfilar nas ruas em vibrante contestação ao governo e aos seus desmandos.  A opinião socialista, do PC/BE ao Sousa Tavares, passando pelos mais esclarecidos membros do nosso admirável partido, não se cansou, igualmente, de vituperar mais esta vil manobra do capital monopolista e imperialista, concebida com o fim de esfregar na cara do povo o trapo sujo do seu arrogante poder.

E é para que fique bem clara a diferença entre esta tenebrosa manigância e a generosa iniciativa da veneranda Câmara de Lisboa e do nosso estimado Belmiro, que me atrevo a vir à presença de Vossa Excelência.

É que uma coisa é trazer ovelhas e porcos ao Terreiro do Paço, mais umas couves, uns frangos, uns pacotes de leite e uns chouriços, vendendo-os ao povo a preço justo, outra é ofendê-lo com descontos. Uma coisa é proporcinar aos alfacinhas o espectáculo, por certo fabuloso, dos porcos e das vacas a pastar à volta do cavalo do Dom José, acrescidos de umas toneladas de terra cheias de alfaces e similares, outra, nos antípodas desta nobre acção, é vender produtos por metade do preço marcado! De um lado, a ridente quinta camarária à disposição das gentes na mais nobre praça do país, do outro os portugueses em bichas intermináveis, sob a vigilância da polícia, ao mesmo tempo que se lhes infunde os mais vis impulsos cosumistas.

Esta a diferença, Senhor Secretário-Geral, entre uma iniciativa eivada de ganância capitalista e neoliberal, como diria o camarada Soares, e essoutra manifestação de cultura popular e de solidariedade social que o nosso socialismo, auxiliado pela generosidade do camarada Belmiro, Homem com agá grande, oferece, com justificado orgulho, ao Povo Português!

 

Bem haja Vossa Excelência, Senhor Professor Doutor António José Seguro, bem como as ínclitas figuras que, por proposta do nosso Partido, foram pelo Povo colocados no comando da Cidade.

 

De Vossa Excelência atento, venerador e obrigado

 

Imaginário Profeta

 

PS. Viva o PS! Viva o Socialismo! Viva a República! Viva o Terreiro do Paço, finalmente transformado em Praça do Comércio!   

    

5.6.12

 

António Borges de Carvalho

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