O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA.
Winston Churchill
O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA.
Winston Churchill
O jornal socialista do amigo Oliveira, antigo órgão oficioso da ditadura e, pós 25, porta voz de eleição do PC, ficou ofendidíssimo com a utilização de primeiras páginas suas, com mais de trinta anos, na capa de um livro que, segundo se diz, faz a história dos “saneamentos” “democráticos” levados a cabo pelos bolchevistas da casa sob a batuta desse miserável inimigo da liberdade que se chamou José Saramago, e de um outro soviético da época, cujo nome já não sei.
A capa do tal livro reproduz uma primeira página do Diário de Notícias que reza: “Firmeza e coragem moral”... “não respoderei jamais aos autores dos insultos de que sou alvo”... “afirmou Vasco Gonçalves em Almada”. Mais abaixo: “Os trabalhadores do DN suspenderam trinta jornalistas”.
En vez de bater com a mão no peito e tentar o perdão das gentes, o DN fica muito ofendido por lhe destaparem uma careca que, se houvesse um mínimo de honestidade, assumiria como indesculpável erro de um passado já longínquo.
A coisa, porém, é mais sofisticada: o DN não nega a veracidade, material e formal, da página reproduzida. Acha, sim, que há direitos de autor a respeitar e que a editora do tal livro tinha que pedrir licença (ou pagar) os direitos da capa. Algo diz, mesmo ao menos avisado, que o que o DN não queria era que ressuscitassem a repugnante primeira página e o seu conteúdo de polícia política ressuscitada de pernas para o ar.
E se a editora tivesse pedido autorização? Parece evidente lhe lhe não seria dada. A coisa estava escondidinha e quase esquecida! Uns chatos, estes editores.
Antigamente, quando as asneiras eram feitas por mulheres, dizia-se que eram “asneiras de saias”. Com o andar dos tempos, a asserção deixou de fazer sentido, já que o belo sexo passou a andar de calças.
É o caso da segunda figura do Estado, a nossa preclara Presidente do Parlamento, Srª Drª Esteves.
A seguir, umas citações de entrevista recentemente concedida pela ilustre senhora à Rádio Renascença:
«O meu medo... eu formulá-lo-ia de modo abstracto... é o do inconseguimento.» «O inconseguimento é o estar no centro da decisão fundamental, a que possa corresponder uma espécie de nível social frustracional.» «E tenho medo do não conseguimento ainda mais perverso: o da Europa se sentir pouco conseguida... e de não projectar para o mundo o seu soft power sagrado.»
É de pôr as mãos na cabeça. De troça? Não. De piedade. De desgosto. Com um irreprimível sentimento “frustracional”. De vergonha, como diria um português com a instrução primária ainda viva no bestunto, ou que ainda não chegou às frustracionais alturas.
Então uma cidadã, jurista, deputada, ex-juiz do Tribunal Constitucional e não sei mais quê, hoje à frente do Parlamento, representante nº 2 da III República – não do país, da III República – exprime-se, ou espreme-se, desta maneira?
Dê-se, caritativamente, o benefício da dúvida: é que o inconseguimento é abstracto: ainda pior.
Então a dita anda mesmo às voltas com problemas de “inconseguimento”? Anda com frustracionalidades por não se alçar a um nível mais alto que o social frustracional? Então a senhora, quiçá em estremeções ascéticos, acha que o sagrado soft power europeu - tão soft diria o IRRITADO, que deixou de ser power - está com falta de projecção?
Nem o velho amigo banana, nem figura alguma dos livros do velho Eça, nem os palhaços do circo, seriam capazes de se exprimir com tal propriedade.
Terá sido algum programa de manipulação informática do discurso quem pôs na boca da tão insigne criatura palavras que jamais terá dito? Parece que não, não houve desmentido, nem processo judicial nem nada.
Os rapazes de leiloeira retiraram os mirós, apesar de já ter sido decidido que não havia impedimento judicial.
Que quer isto dizer? Que acham que a nacional piolheira não é de confiança? Nem pensar, isso é o que dizem, não o que pensam. Não é preciso ser adepto da teoria da conspiração para imaginar o que se passou na cabecinha dos bifes.
Vejamos. A leiloeira não é uma instituição preocupada com patrimónios, privados ou públicos, coisa para que se está nas tintas. É uma máquina de ganhar dinheiro com eles.
Qual a melhor maneira de ganhar (mais) dinheiro com as maluquices da Cavilhas e quejandos? Pensaram pensaram, e descobriram a solução. Cancela-se o leilão com a desculpa das “dúvidas jurídicas” sobre a legitimidade da venda. Depois... depois é o maná: antes de mais, a piolheira tem que pagar todas as despesas até agora incorridas, às quais até se pode, “justificadamente”, acrescentar uns pós sem que se dê por isso; depois, há que ressarcir a empresa da não realização das verbas que, legitimamente, adviriam do leilão; além disso, há a importante questão dos danos morais, isto é, não pode ser de borla que o universal prestígio da uma instituição como a leiloeira seja ofendido, já que os seus clientes ficarão a pensar que a caríssima preparação do leilão não passou de teasing para os atrair a uma armadilha.
Quanto vale tudo isto? Não se sabe, mas o IRRITADO não se espantaria se a coisa chegasse a uns dez milhões, mais as custas judiciais, as arbitragens, os juros, etc.
A procissão vai no adro. A ver vamos o que aí vem. De certeza, certezinha, só podemos dizer que ficamos a dever mais um favor à Cavilhas.
Ontem, sem querer, dei comigo a ver um programa onde peroram dois impossíveis figurões da nossa praça: Rui Rangel e Marinho Pinto.
O que disseram, o que discutiram, no que se engalfinharam, não interessa. Mas notei com agrado que a dona Alberta Marques Fernandes, pivô da coisa, os deixou falar sem se meter onde não era chamada. Muito bem! Parabéns! Viva!
Um tipo como o IRRITADO costuma ficar possesso com as “intervenções” dos fulanos das televisões, tais uma senhora cujo nome me escapa e que era casada com o Seara, e o intolerável Crespo.
Aquela, vai metendo bitates forçados, mais ou menos a despropósito, julga-se que só para que julguemos que existe, o que dificilmente é o caso. Dêmo-la de barato.
Este, mete-se na conversa, não deixa os outros falar, dá as suas opiniões – como se estivéssemos ali para as ouvir – dá largas à sua informada ignorância, chacina uns com fúrias de vilão, dá abébias aos outros como fiel servo.
Dito isto, parafreseemos o grande Almada, quando se zangou com o Dantas:
Quando se diz que alguém tem muita massa em acções, quer dizer-se que teria muita massa se vendesse as acções. Enquanto as tiver, massa não tem.
Vem isto a propósito dos quadros do Miró, lindíssimos para quem gosta, valiosos no mercado.
Subitamente, o proprietário dos quadros, nacionalizados com o BPN por inteligentíssima decisão do senhor Pinto da Sousa, resolveu vendê-los.
Subitamente também, uma chusma de patriotas decidiu que não podiam ser vendidos. Ninguém sabia, até agora, que a colecção existia, se calhar a chusma também não. Jamais fosse quem fosse se deleitou – sendo o caso – com as admiráveis pinturas do catalão. Mas, já que o governo resolveu ir buscar às ditas uns milhões, gota de água no oceânico buraco do BPN, há que Deus que se está a delapidar o património nacional! Nacional de quem?
Convenhamos que seria pena a saída das obras, se elas constituíssem património de quem gosta delas. Mas, no caso, não se perde o que já se não tinha. Que diabo, esta malta reage como se se tratasse da Custódia de Belém ou dos sinos de Mafra!
Numa raríssima demonstração de bom senso, um tribunal decidiu que sim senhor, a colecção podia ser vendida.
Resta fazer votos para que seja bem vendida e que, sem por uma vez fazer diferença seja a quem for, se tape, com o resultado, alguma frincha dos buracos do BPN.
Faz hoje 112 anos foi cometido em Lisboa um nefando crime. As alfurjas de Lisboa mandaram assassinar o Rei e o seu filho mais velho. Distintíssimo diplomata, cientista inovador e de alto mérito, artista talentoso, amante da terra pela qual muito sofreu, Dom Carlos assassinado é bem a imagem do que se passa numa Nação que perdeu por completo a noção de si própria, e para quem o patriotismo se transformou em arma demagógica da mais repugnante política.
O futuro viria a demonstrar, pelo caos político e pela mais acéfala repressão (neste aspecto, a I República deu lições à ditadura que acabaria por provocar) quais são os resultados dos “princípios” que inspiraram o regicídio.
Esta estrela de primeira grandeza do PS, super nova ou buraco negro, quem sabe, veio declarar à Nação que prefere aumento de impostos a corte na despesa. Está no seu direito o super desagradável cidadão, munido de brinquinho na orelha e de ar de fera da Reboleira.
Está no seu direito, como sempre esteve, de ribombar alarvidades e ameaças. Só que, desta vez, tem direito, mais que a uma boa risota, a um curioso espanto. Então não é que este luminar do PS, há anos a gritar que não se faz cortes na despesa e só se carrega nas receitas, conclui, de repente, que o melhor é aumentar impostos? Vá lá perceber-se.
Será que o Oco sabe disto? Não sabe, como não sabe praticamente de coisa nenhuma, a não ser da melhor maneira de inventar bocas inconsequentes, exigências balofas e promessas mirabolantes.
Venham mais impostos!, opina o rapaz. Toda a gente, a começar pelo Oco, acha que não é possível aguentar mais impostos. Este aparatchique, porém, talvez na louca esperança de chegar ao governo, trata de preparar as coisas.
Ficamos a saber que, se nos cair em cima a desgraça de o poder lhe chegar às mãos, o PS vai aumentar os impostos. No fundo, é uma boa notícia, a bem da chamada transparência.
Vai ser assim: o PS vai prometer aumentos de salários, compensados pelo consequente aumento de impostos. A melhor maneira, será, logicamente, estender os impostos àqueles que os não pagam, isto é, à enorma massa de gente que hoje escapa a todos os impostos pessoais e patrimoniais, o que consistirá num serviço de alta monta ao país.
O homem diz também que, mais tarde ou mais cedo, teremos que re-estruturar a dívida. Talvez tenha razão, mas corresponde a dizer-nos que o que temos sofrido até agora não serve para nada, e que a culpa é do PSD. No fundo, é o maior desejo do PS. Que tudo corra o pior possível. Nisto, o PS não se distingue da chusma de partidos, novos e velhos, que pululam à sua esquerda. Quanto pior melhor. O patriotismo em versão socialista.
O rapaz queixa-se amargamente do Hollande. O Hollande caiu na real. Apesar de limitado – coisa que se vê desde a primeira hora, uma espécie de Oco em versão gaulesa - parece que percebeu no que estava metido. Traíu!, diz o nosso Galamba, o PS jamais fará o mesmo. Pois não. Não é preciso ser bruxo para perceber que fará muito pior.
O ilustre presidente da chamada TV de “serviço público”, senhor Fontes, ou Pontes, parangona-se no jornal: “há gente na RTP que não faz puto”, como se tal coisa não fosse do conhecimento geral.
Na RTP? Por todo o lado, diz o IRRITADO. É, aliás o que significa, por exemplo, a “lei” da limitação dos cães domésticos e um sem número de outras iniciativas igualmente parvas.
Quem não faz puto arranja truques para mostrar serviço. Quem complica a vida às pessoas - milhares e milhares de gente ansiosa por fazer o que não precisa ser feito - está a justificar não ter que “fazer puto” e ganhar o ordenadinho na mesma. E os professores que não têm alunos mas acham que são utilíssimos? E os tipos das entidades, das autoridades e quejandos, que não servem para nada? E os que inventam “normas” para dar que fazer a parasitas que enfernizam a vida de cada um?
Se todos os inúteis, redundantes, extra-numerários, penduras, falsos trabalhadores, da função pública ou dela dependentes, fossem despedidos (já imaginaram?) o desemprego subia em flecha, não é? Mas não podem ser despedidos, diz o Tribunal Constitucional, do alto da sua preponderância política, a que há quem chame “independência”.
É a pescadinha de rabo na boca: corre-se com eles, aumenta o desemprego; não se corre, a despesa é insustentável. Que fazer?, diria o camarada Ulianov. O camarada Ulianov tinha um remédio santo: mandava matar os que fosse preciso. Nós não o fazemos porque somos civilizados, prezamos os direitos humanos, e não somos comunistas.
Mas, como diz o Pontes, que tal começar pela RTP? Viva o Pontes!