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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

RSI

 

O IRRITADO anda a dormir. Só agora soube que, para ter direito ao chamado RSI, o arruinado e paupérrimo cidadão tinha, ou tem,  que provar não ter mais de 100.000 (cem mil) euros, e picos, no banco.

A solidariedade socialista, ou o Estado “social”, tem coisas destas. Os milhões de infelizes que se vêem à nora para ir vivendo e que nunca tiveram cem mil euros no banco nem nada que se pareça, dão, a tipos que não pagam impostos, nem fazem nenhum, nem têm rendimentos – a não ser os dos cem mil euros, coitadinhos – um estipêndio mensal, tax free, para se sentir “inseridos”.

Fantástico, não é? Se os felizes contemplados com estas benesses sociais vivessem do rendimento líquido dos tais cem mil, viviam mal. Se, pelo contrário, vivessem com mil euros por mês, tirados dos cem mil, sem fazer a ponta de um chanfalho viveriam menos mal durante uns nove anos! Se somarmos a isto o o RSI, iriam buscar mais uns trinta mil, o que lhes daria para uns doze anos, fazendo o mesmo, ou seja, nada. Não é mau, pois não?

E se os tipos que legislaram estas coisas, bem como os que as mantiveram ou mantêm, pagassem do seu bolso o que mandaram os outros pagar a tais “pobres”, não seria justo? Não era não senhor, porque a solidariedade socialista e o Estado “social” têm destas coisas, e não há volta a dar.

 

4.4.14

 

António Borges de Carvalho

REESTRUTURAR CABEÇAS

 

Tem o IRRITADO seguido, com curiosidade, esperança e afã, a posição do PS sobre o panfleto dos 74, adoptado já por figuras incandescentes da economia nacional e internacional e seguido agora de petições, audições, resoluções, comissões, e pofusões de bocas político-oportunistas, a ver quem apanha o nobre comboio.

O PS começou, ao mais alto nível, por se demarcar da iniciativa. Reestruturação tem um significado no dicionário da macro-economia, significado que foi, à partida recusado pela organização. Depois, vieram os fulanos do costume, o Brilhante, o Medina, sei lá, deitar água na fervura, qua a reestruturação não era berm reestruturação, era uma coisa parecida que não era reestruturação mas sim reestruturação. Mais tarde veio o sinistro Galamba, com seu ar de ameaça ao trânsito, dizer que sim senhor, o que o panfleto dizia era isso mesmo, reestruturação, e que sim, estava certíssimo. A prova é que o tal Galamba correu a assiná-lo. O Oco tem-se metido em baias, a ver o que a coisa dá. Finalmente, por intermédio desse seriosíssimo fabricante de ideias ocasionais que é o camarada Alberto Martins, veio o PS passar da demarcação original ao apoio das petições, recomendações, e demais ocasiões.

Em que ficamos? Em nada, nadinha. Vai haver umas rábulas parlamentares, o olho verde do barrilinho do BE vai ameaçar mais na TV do que é costume, se é possível ameaçar mais do que é costume, o C. da Silva bolchevista entrará em mais uma data de debates, o S. da Silva perorará mais umas horitas na TVI e não só, e até o PC, que não pode apanhar o comboio todo, se vai meter no depósito do gasóleo.

Interessante a sério é o PS, como de costume. Já disse tudo e o seu contrário uma data de vezes. Desta feita parece ter encontrado a solução, não para adiantar soluções que está mais que provado nem sonhar, mas para não perder a oportunidade mediática com que a coisa premeia qualquer bitate sobre a matéria.

Depois, como é evidente, o panfleto terá o destino da generalidade dos panfletos, dos do professor Karamba aos do lava mais branco: o caixote do lixo. Faça-se-lhe justiça: irá para o caixote, não por ser bom ou mau. Mas porque, a certa altura, deixará de estar “a dar”. E é tudo.

O que precisa reestruturação, mas reestruturação a sério, é a cabecinha dos tipos do PS.

 

2.4.14

 

António Borges de Carvalho

“RAZÕES” SOCIALISTAS

 

Como bem sabe quem o lê, tem o IRRITADO dito cobras e lagartos da não aceitação do ferry pelos Açores e da valiosa contribuição de tal atitude para o problema dos estaleiros de Viana do Castelo.

Como é sabido, a coisa deu-se mais ou menos na mesma altura em que os estaleiros estavam a ser salvos pelas “vendas” do camarada Pinto de Sousa ao camarada Chávez, o que fez somar a fome à falta de comer.

 

Dois governos socialistas (Lisboa e Ponta Delgada) mancomunaram-se para destruir a empresa.

 

Mas... a capacidade de tripudiar e alterar a verdade das coisas é o principal trunfo de certa gente. O insuportável camarada Santos Silva veio dar um verdadeiro show dos seus talentos. Antes de mais, disse que a coisa se passou num período em que “a situação política nos Açores” “não permitia” que houvesse entendimento entre o governo do país e o dos Açores, já que “havia (por lá) um inquérito parlamentar” em que a líder parlamentar da oposição (PSD) “estava muito activa”. Ou seja, a decisão de dar cabo dos estaleiros de não foi do governo socialista dos Açores, que a tomou, nem do governo do país, que a aceitou: é sibilinamente atribuída à líder minoritária do PSD das ilhas! “É esta a minha opinião”, garantiu o Silva, eventualmente para disfarçar a porcaria.

Como o motivo da coisa foi o navio dar menos um nó de velocidade do que estava previsto (as alterações ao projecto não contam), acha o Silva que “os estaleiros cometeram um erro crasso na questão da velocidade”. Não, não foi o governo dos Açores que achou mais rendoso (?) alugar barcos aos gregos a preços fantásticos, não foi o governo do PS nem o resposável do sector (o Silva, pois então!) quem foi o responsável pela coisa, fomos todos: “nós (nós uma gaita!), o Estado português e a empresa, falhámos”.

Depois, deve ter sido o amigo banana (não o Silva, nem o governo) quem aceitou todas as exigências do governo  açoriano, não foi o Silva nem o governo do PS quem teve medo de um processo judicial, apesar dos pareceres em contrário de vários juristas, não foi o governo do PS, ainda menos o Silva, quem mandou devolver os adiantamentos aos Açores, não foi o governo do PS nem o Silva quem meteu nos estaleiros, para “compensar”, uns 37 milhões... foi, com certeza, o amigo banana.

 

O homem acaba com uma tirada de profunda honestidade, ao considerar-se “responsável político” pelo acontecido. Hossana! Hossana não: se assim se considerasse ter-se-ia demitido. Demitiu-se uma ova.

E continua a ter a lata de atirar baldes de areia aos olhos das pessoas.

 

2.4.14

 

António Borges de Carvalho

BPN/BdP

 

Ninguém faz ideia - nem interessa fazer - sobre o assunto do momento: Barroso convocou Constâncio para falar do BPN, ou falaram do assunto do BPN à mistura com outras coisas?

Das declarações de ambos sobressai, e é o que interessa, que falaram sobre o assunto, quer dizer, acerca do que era público e notóro sobre as tropelias da organização. Barroso tinha as dúvidas que toda a gente tinha, que vinham nos jornais, que eram objecto das mais diversas afirmações e especulações.

Também sobressai – ambos o dizem – qua as conversas havidas, isoladas ou no meio de outras, tiveram lugar anos antes de estourar a bomba, ou seja, a tempo de a desactivar.

 

Posto isto, e acreditando na unanimidade dos dois senhores, sobreleva o que Constâncio disse: que o BPN foi devidamente investigado, “o mais investigado” de todos os bancos, e que de tais tão frequentes e profundas investigações, o BdP “nunca encontrou nada” de suspeito. Donde se conclui que os fiscais do BdP, acima de todos o Constâncio, andaram a dormir na forma, foram totalmente incompetentes, ou foram comprados para se calar. Não encontraram “nada” do que, por aí, toda a gente, sem ser fiscal do BdP, suspeitava, escrevia, passava de boca em boca. Tudo aleivosias, maquinações, invenções, especulações, perseguições políticas? Não. Desta feita a vox populi tinha carradas de razão.

 

Sejam quem forem os culpados do que se seguiu – bronca, prisões, nacionalizações, julgamentos, colossais perda de dinheiro dito público (que é dinheiro privado nas mãos do Estado), -  indesmentível facto é que a gestão criminosa do BPN se prolongou anos e anos com o aval e, portanto, a cooperação do BdP, o qual “nada” encontrou nem descobriu. Nada!

Os culpados são os “gestores” do BPN e da SLN? Com certeza. Mas culpado é, acima de qualquer dúvida, também o Constâncio , actual vice do BCE. Como é que o Draghi atura um tipo destes?

O mínimo que Constâncio podia fazer seria assumir o falhanço da sua supervisão. Mas não assume. Esbraceja. Como se alguém quisesse saber se foi convocado pelo PM com essa agenda ou se as conversas vieram no meio de outras agendas! Como se alguém quisesse saber se o BdP fiscalizou muito ou pouco! Como se não fosse verdade como punhos que deixou passar – por incompetência ou de propósito – as maiores trafulhices, durante anos e anos.

Por isso que sejam tão culpados os que estão a ser julgados (esperando-se que os crimes não prescrevam) e eventuais outros, como os que lhes encobriram, ou “ignoraram”, as maroscas, acima de todos o Constâncio.

Só que uns, espera-se, pagarão pelo que fizeram, enquanto o Constâncio se repoltreia nos cadeirões do BCE.

 

Anda por aí muita malta a pôr as culpas para os partidos, porque daqueles, os primeiros são, maioritariamente, do PSD, ou porque o Constâncio (e outros) é do PS. Tal malta, de um lado ou do outro, não tem razão. Há gente boa e gente má em ambos os partidos. Os crimes são individuais, não colectivos.

 

2.4.14

 

 

António Borges de Carvalho

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