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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

COITADO DO FALHOUFAKIS!


O homem tinha prometido cortar um braço se a coisa lhe corresse mal.
Ora parece que os tipos de Bruxelas fizeram sentir que não gostavam de lidar com tal trouble maker. Pudera, não é todos os dias que aparece, sentado à mesa, um demagogo daquele calibre, ainda por cima ordinário e exibicionista.
Vai daí, o Tripas, tão demagogo como o Falhoufakis mas um bocadinho menos rasca, aproveitou, e cortou-lhe a cabeça. Um braço era pouco.
Pode ser que, agora, algum “adulto” apareça para negociar os cinquenta anos de austeridade que os gregos vão sofrer por terem sido arrastados, parece que alegremente – para quem acredita nos resultados do “referendo” -  para o abismo.


Modéstia aperte, razão tinha o IRRITADO em lhe dar ao Varofakis a alcunha que deu.

6.7.15

A GRANDE BURLA


Sempre fui contrário a referendos. Sobretudo aqueles que têm por fim pôr o povo a tomar decisões da responsabilidade dos governos. Quando estes, ainda que mandatados, não têm coragem para fazer o que lhes compete, borrifam no mandato e atiram o ónus para as costas do povo.  O povo (os eleitores), sem fazer ao certo ideia das consequências, vota para o lado para que foir mais empurrado.
Quando os governos são de tendência totalitária - como é o caso do Syriza, dos fascistas com quem está coligado e dos nazis que o apoiam - começam por criar o inimigo externo, excitar contra ele aquilo a que chamam orgulho nacional, dignidade da pátria, soberania popular, etc., arrastando estes valores na valeta da demagogia. Depois, transformam a “vontade do povo”, que fabricaram ou aldrabaram, na sua, e fazem dela o que lhes vier à cabeça, doa a quem doer. É triste que, muitas vezes, isto resulte.
Resultou na Alemanha nazi, na Itália fascista, resultou na ilha de Cuba, na União Soviética, no Chile, sempre com fatais consequências para os povos entusiasticamente enganados e, quantas vezes, para muitos outros.


Posto isto, acalmemo-nos. O Falhoufakis já declarou que chegará a um acordo em 24 horas. Depois, disse que não tinha dito “quais” 24 horas, o que quer dizer que, se for meia hora por semana, a promessa cumprir-se-á, a exemplo dos últimos 5 meses, nas próximas 48 semanas. O ministro grego não sei de quê, talvez de forma pré-monitória, já veio esclarecer que não serão 24 horas, mas 48, o que alarga o prazo para umas calendas quaisquer. E fiquemos ainda mais calmos por saber que, afinal, o Falhoufakis não vai cortar um braço, o que teria fatais consequências para a utilização do motociclo.


E inquietemo-nos também. Antes de mais, que entidade tomou conta do referendo? O governo do Syriza e dos fascistas. Quem o vigiou? O governo do Syriza e dos fascistas: ninguém independente, nenhuma organização internacional, nenhuma “entidade” do tipo Comissão Nacional de Eleições. Como é possível que todas as sondagens se tenham enganado, incluindo as feitas à boca das urnas? Quem acredita na fiabilidade do resultado anunciado, ainda por cima com um inacreditável exagero? A Europa? Meu Deus, que desgraça!
Tudo foi feito, no parecer do governo grego e dos seus apoiantes cá do sítio, em nome da “democracia”, da soberania e de outras coisas tranformadas em ameaça, em chantagem, em pantomina, para justificar o aumento do poder da banditagem que se apoderou da Grécia.


O BCE já pôs à disposição dos funcionários públicos e dos pensionistas gregos, através dos bancos, quase €100.000.000.000 (leu bem: cem mil milhões de euros). Sem tais euros, dois meses depois da vitória do Syriza já não haveria salários nem pensões. Três dias depois de estancar esta mama – que não se sabe se, ou como, é contabilizada nas contas públicas - já não havia liquidez nos bancos gregos. Tiveram que fechar. E o povo lá foi, às seis da manhã, para as bichas, à procura de 60 euros. Mas parece que até estes 60 já lá vão. Os pensionistas, esses felizardos, vão buscar 120, de vez em quando, em mais bichas. É a fome institucionalizada pelo governo eleito, e confirmado por “referendo”. Uma burla de dimensões galácticas.


Não restam dúvidas. Nesta matéria, já não há esquerda nem direita, Há democratas de um lado, e os que o não são, do outro. Estes, com o apoio de desvairados ideológicos e demagogos encartados como os do Podemos, do BE e do Front National.


Mais uma vez, helas!, assistimos ao confronto entre a Liberdade e a sua negação.

5.7.15

POMPAS FÚNEBRES

Segundo me disseram, a tarde informativa desta sexta feira foi quase inteiramente preenchida com o cortejo que levou o corpo de Eusébio ao Panteão da República, a fim de lá repousar, lado a lado com Camões e Afonso de Albuquerque.

Não me opinarei sobre o assunto, por medo de represálias.

Mas não quero deixar de  me pronunciar sobre o futuro. Assim, propondo às venerandas autoridades, designadamente ao Presidente da República, aos Senhores deputados e ao Governo, que mandem, desde já, reservar espaço no Panteão para receber os restos mortais do Figo, do Cristiano Ronaldo e, porque não, do Pinto da Costa e do Chico Fininho.

 

Fica esta sugestão, tão responsável como patriótica.

 

4.7.15

 

RTP SYRÍSICA

Esta noite, o "serviço" público de televisão, dito RTP, fez-nos o favor de relatar o que se estava a passar em Atenas. Larga cópia de informação sobre a manifestação do Syriza, a favor do NÃO. O Tripas a falar aos indígenas, todo institucional, no seu gabinete. O Tripas a sair da residência, sorridente e triunfal. O Tripas aos beijinhos e aos abraços à maralha. O Tripas todo agarradinho à Marisa Matias. O Tripas a falar às massas a partir do palco. O Tripas a ser entrevistado por uma menina do "serviço" público. Outra menina da mesma organização a entrevistar o glorioso Falhoufakis, etc. e tal, e lá vem a Syriza Matias outra vez, agarrada ao microfone.

Dizem alguns reaccionários que, ao mesmo tempo, havia em Atenas uma manifestação a favor do SIM. A RTP não deu por isso. Nem reportagem, nem entrevistas, nada. A tal manifestação, segundo os conceitos ou "princípios" informativos do "serviço" público, simplesmente não existiu. Duas meninas, dois operadores de câmara, viagens, ajudas de custo, para dar tempo de antena ao Syriza, e ignorar metade das notícias.

Bom, devem estar a pensar que estou irritado com isto. Nem pensar. Esta noite, sou compensado com uma preleção de meia hora do camarada Louça, conselheiro do Tripas. E mais: tenho pela frente a dona Roseta, a dizer de sua habitual justiça, na SIC. Melhor ainda: aí está a dona Ana Gomes, toda a vibrar de syrizismo, ainda que, desta feita, com contraditório.

Portanto, estou feliz e devidamente informado, não é?

 

3.7.15

UM RAMALHETE “PLURALISTA”


Segundo consta por aí, o chamado Forum Lisboa, propriedade da CML e sede da respectiva Assembleia Municipal, foi ontem ocupado por um painel, dito “policromático”, constituído pelos seguintes opinantes: Francisco Louçã, Marisa Matias, Manuel Alegre, Pacheco Pereira, Freitas do Amaral, Eugénio Rosa e Hélia Correia.
Por eventual ignorância do que se passa no mundo das letras, por cá cheiinho de valores tão altos que não estão ao meu alcance, não sei quem seja a dona Hélia, mas dizem que é escritora. Os outros dão-nos uma ideia do que é a “policromia” política no parecer da CML do Costa, dona da casa: dois bloquistas encartados; um patarata da esquerda blá blá - poetaço e obsoleto; um défroqué do PSD  - rei da dor de corno; outro do CDS - salta pocinhas sem préstimo; um economista - do PC/CGTP.
Pelo que acima se descreve, fácil é imaginar o que foi o “debate”, alegadamente subordinado ao tema da crise grega. Mentira. Não se tratava da Grécia. Tratava-se de dizer bem do Syriza, mal da UE, mal do FMI, mal do BCE e, acima de tudo, mal do governo. Tudo legítimo, aceite-se. O que não se pode aceitar e inquina qualquer valia que o “debate” pudesse ter, é que não houve contraditório, ninguém lá estava com opiniões contrárias às dos camaradas em palco.
Dona Marisa Matias terá posto os pontos nos is, mais ou menos assim: “ou o Syriza faz o que lhe der na gana, ou não há democracia”. Ficamos esclarecidos.

Mais uma iniciativa “democrática” e “cultural” que ficamos a dever ao Costa, por interposto Medina.

3.7.15

NOVOENTAS AMBIÇÕES


Após semanas, ou meses, de actuação política, o insigne professor que, vindo do nacional intriguismo universitário, quer ser Presidente da República, brindou-nos com catadupas de tiradas e patacoadas poético-filosóficas esquerdoides, sem grande sentido prático ou significado que se veja. Além disso, presenteou a Nação com a propaganda de amizades bem escolhidas, todas provenientes de “personalidades independentes”, tais o golpista Sampaio, o acabado Soares ou o confuso e confusionista Eanes, passando por manuéis alegres exumados ad-hoc, tal uma série de gente que se acha fundamental e até tem assento em “publicações de referência”, tais os luminares do basismo esquerdístico e castrese, tipo V. Lourenço y sus muchachos.
Conseguiu assim convencer toda a gente de que se trata de um tipo da esquerda palavrosa, caviar, estrambólica e syrizófila. Foi vê-lo a entusiasmar a ala mais à esquerda do congresso do PS, as reuniões da maçonaria na aula magna, as manifs do BE e outras organizações “unitárias”, tão ao gosto do PC e da chusma de partidecos (uns 17, parece) que se acotovelam por aí.


Postas as coisas neste pé, o homem percebeu que, se quiser ser eleito, terá que contar com muito mais que as dúzias de votos das marchas populares organizadas pela maralha que nele acredita. Daí que, numa tirada universalista e abrangente, se tenha lembrado de dizer que espera receber o apoio dos partidos da coligação e da sua massa de eleitores. O homem tem feito tudo o que está ao seu alcance para alijar tal gente, sendo de duvidar que algum eleitor da coligação ou daqueles que, não o sendo, são alérgicos à filarmónica do Nóvoa (milhões deles), alguma vez venha a ter a triste ideia de o ajudar.


Não há razões para acreditar que o homem não seja inteligente. Mas, quando faz olhinhos às pessoas que não navegam nas águas inquinadas da “nova esquerda”, nega a própria inteligência. Em alternativa, demonstra a que alfurjas morais pode levar a ambição. Vendo-se ao espelho, qual madrasta da Branca de Neve, achou-se o maior. Mas, como prova o que tem feito e dito, não passa de um pequeno fait divers. Coitado, foi enganado pelo espelho. Outra desculpa não tem.
   


2.7.15

MAU CHEIRO


Há duas coisas que já cheiram mal: o 44 e a Grécia.


No caso do 44, diz o Correio da Manhã que há um artista disposto a pôr a boca no trombone. Uma boa notícia para o procurador, o juiz de instrução e a colecção de tribunais que se tem pronunciado sobre a matéria. Uma má notícia para o 44, que se tem desdobrado em insultos, diatribes, aleivosias e esperneações sobre a injustiça de que está a ser vítima, coitadinho, as cabalas da direita, a indiferença do PS, as perseguições sem limites que mentes apostadas em o ver condenado lhe vêm movendo.
Eu achava que o 44, um tipo mau como as cobras, era esperto. Estava enganado. Quanto mais insultar, mais se enterra. Não sei se haverá um só português, amigos dele incluídos, que ainda coma por bons os seus ataques histéricos e não tenha percebido o jogo. A “entrevista” ao DN é mais um marco de estupidez que uma demonstração de inteligência. O tipo ainda não percebeu que quanto mais insistir no amigo que o ajudava mais as pessoas acham que ali há gato.
Com as putativas declarações do artista de que fala o CM, o gato começou a pôr o rabo de fora.

No que à Grécia respeita, o gato já está todo de fora. Como o camarada Putin anda curto de massas, a grande chantagem dos pacóvios do Syriza arrisca-se a ser ainda mais ruinosa que as exigências da troica. Mais um caso de estupidez, feito de ameaças e abraços, avanços e recuos, aldrabices e exibições, motos e cachecóis, palavreado sem tino, enganos e mais enganos. E os gregos, os mais enganados de todos, a servir de carne para o canhão para a banditagem política que se apoderou do país! Prognóstico: os tipos vão conseguir mais um resgate, ou coisa do género; seis meses depois, volta-se à estaca zero, o Tripas não fez nada do que prometeu, voltou a não pagar, a tempo ou a destempo, a economia grega continuou a cair e o desemprego a aumentar.
Na Grécia, há muito tempo, ou desde sempre, não há um Estado, há uma coisa que funciona desde que alguém pague as comissões.      

1.7.15

VERDADES INCONVENIENTES


Há figuras mais ou menos míticas que têm fama por dizer coisas que toda a gente sabe: o Amigo Banana, o M. De Lapalice, o polícia Dupond...
Só dizem verdades meio esquecidas, ou fora de moda, ou redundantes, mas às vezes bem lembradas.
Longe de mim comparar o Prof. Cavaco com estas ilustres personalidades. Ele nada tem de mítico, está bem e recomenda-se. Mas, ou porque certa gente, em geral ordinária, fez do senhor bombo da festa, ou porque há verdades que, de tão simples, se tornam incómodas, quando ele resolveu dizer que 19-1=18, caíu o Carmo e a Trindade! Foi acusado de tudo e mais alguma coisa. Uma desgraça, uma “falta de sensibilidade pessoal e humana”, um imperdoável “esquecimento de que é o mais alto representante da nação”, diz, por exemplo, o Tavares mau, cheio de “vergonha”, coisa que ninguém diria que tivesse. O Tavares péssimo (o Sousa) afina pela mesma nota, como é natural. Os pataratas do PS entram em estremeções de indignação. E assim por diante. Como se 19-1 não fosse igual a dezoito! Se a Grécia sair do euro é uma chatice, disse, por outras palavras, o Presidente. Certo. Se tal acontecer, os países do euro passarão de 19 para 18. Alguém duvida? Então isso de dizer uma verdade mais que evidente é crime? Não é bom lembrar?
No fundo, não sei ao certo o que quis o Presidente dizer com a sua exactíssima conta. Mas sei que não quis dizer, nem disse, aquilo que a alcateia acha que quis dizer.
Ça va sans dire, mais ça va mieux en le disant, não é?

E aqui fica mais uma irritada opinião do IRRITADO.

2.7.15   

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