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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

BRASILEIRICES

Manuel Carvalho,  jornalista que, de vez em quando, diz umas coisas, esceve hoje, acerca do Brasil: “o que está em causa é apenas um expediente legal e processual para derrotar no parlamento o que o PT ganhou nas urnas”. Faz lembrar o que por cá se passou e que levou ao poder, não quem ganhou as eleições sem maioria parlamentar, mas precisamente o contrário do que significava a minoria relativa que obteve e a não tão grande minoria que se lhe opunha. Disso não se lembra o senhor Carvalho. Compreende-se. Tal lembrança não está a dar.

Adiante. Não foi o PT que ganhou as eleições. O PT tem 68 deputados em 513, menos 18 que em 2010. Foi a sua líder que ganhou. Como se trata de uma Constitução presidencialista, a eleita ficou no direito de formar governo. Mas teve que o formar com base num parlamento onde o seu partido não passa de insignificante minoria, e onde há mais uns vinte e tal. A Presidente nunca teve uma maioria estável a seu lado, nem uma oposição coerente, só gozou de circunstanciais conveniências, joguinhos, mexericos e “conveniências”.

Um sistema desgraçado, num país onde se faz partidos como quem faz ovos mexidos, só podia dar no que deu. Quando as coisas começaram a correr mal, com a inflacção a voltar, a economia a cair,a indisciplina social e fiscal a grassar, as “broncas” a rebentar por todos os lados, inevitável se tornou a criação do inimigo principal, ou do bode expiatório. Para o efeito, só dona Dilma estava à disposição, ou mercia ser seleccionada.

Aliás, contribuiu para facilitar as coisas. Há anos que a sua política não passa da repetição exagerada de slogans, há anos que a figura da presidente se desligou totalmente dos problemas da nação e se perdeu em parangonas vazias e em causas sem efeito. Dir-se-á que Lula era mais ou menos a mesma coisa, o mesmo primitivismo, o mesmo parlapaté, etc. Mas Lula tinha muito para gastar e tinha um país cheio de nova vitalidade. Gastou quase tudo, não deixou mais que uns trocos, políticos e financeiros, à sua bem amada sucessora . O caminho para a construção do bode expiatório estava feito. A senhora só teve que o percorrer, eventualmente convencida de que não havia cheks and balances que a pudessem ameaçar. Se hoje os seus adversários não têm outro objectivo político que não seja apeá-la, ela também não tem outro senão o de se aguentar. O Brasil alinha, esquecido de si mesmo.

O sistema implode, todo ele, entre gritaria política e barulheira social, parecendo não haver quem tenha prestígio moral ou estatura política para o reformar de alto a baixo, que é do que o Brasil precisa. Se querem um sistema do tipo americano precisam de o copiar um bocadinho melhor, de alterar sistema eleitoral com a serena violência da razão, de depurar partidecos sem expressão ou de expressão meramente local, de proporcionar a formação de maiorias coerentes, de rever os equilíbrios de poder...

Mas isto está longe. Parece que por lá, como por cá, há vacas sagradas que podem mais que a razão ou os interesses gerais.

 

18.4.16

HÁ TRAIDORES HONESTOS?

 

Dona Eduarda Napoleão, passados que foram uns 12 ou 13 anos de luta nos tribunais, foi ilibada de todas as acusações perpetradas pelo espantoso Sá Fernandes. O mesmo tinha já acontecido com outro dos acusados, o Prof. Carmona Rodrigues.

Comecemos por saudar aquela senhora, que foi talvez a mais notável vereadora que, durante a III República, a CML conheceu, bem como este honestíssimo senhor, apeado da presidênciada Câmara em condições vergonhosas.

Sá Fernandes traíu a Bloca de Esquerda e o seu amigo Louçã, que o tinham promovido a vereador com a cumplicidade do Costa. Mas deixou-se ficar no lugar a que, moral mas não formalmente, tinha perdido o direito.

Depois, traíu o povo de Lisboa mandando parar as obras do túnel do Marquês. Como é sabido, isto custou à CML e aos munícipes chorudas quantidades de euros - milhões -  atrasos, prejuízos comerciais, perdas de tempo, de paciência, de nervos, etc.

Promovendo uma acção popular, que perdeu, conseguiu  que os milhões dos prejuízos causados ficassem por conta do povo. Pagar, indemnizar os lesados, não é com ele. A empresa construtora, na qual o buraco aberto pelo Fernandes, que eu saiba, não foi integralmente tapado, também faz parte dos prejudicados.

Por causa da história da Feira Popular e do Parque Mayer, arranjou um processo pidesco para comprometer um corruptor. Conseguiu, mas, nesse aspecto, pariu um rato. O pior é que pariu também um elefante: em plena consciência, arranjou um trinta e um à cidade, o qual, passados uns treze anos, ainda está à vista de todos em dois locais entregues à bicharada, com gigantescos prejuízos urbanos e sociais. A traição aos interesses municipais cifra-se também em centenas de milhões de euros, já pagos e a pagar, a que o tal corruptor tem inegável direito e que saem do nosso IMI, do nosso IMT, das nossas taxas e taxinhas, por obra das traições do Fernandes.

Não contente com isto, Fernandes acusou de trafulhice pessoas honestíssimas. O negócio da Feira Popular (que tinha sido aprovado, até pelo PS!, na Assembleia Municipal) foi arrastado na lama, com ele Carmona Rodrigues e Eduarda Napoleão, reabilitados mais de dez anos depois.

Estes, porém, foram vítimas de outra traição, talvez mais grave que as anteriores. O chefe do PSD à altura fez cair a Câmara. Pondo-se ao lado do Fernandes contra os seus retirou a confiança aos “arguidos” nos processos fabricados pelo, assim entregando, de mão beijada, o governo da CML ao adversário, por muitos anos e maus.

E, no entanto, o Fernandes continua, inamovível, a passear-se em sessões públicas e patacoadas várias, muito apreciadas pela acefalia dos adeptos do politicamente correcto.

O Marques Mendes, esse, impoluto e grosso, brinda o povo na televisão com “conhecedoras” arengas, bocas e bojardas, ao serviço não se sabe de quê, mas pode calcular-se.

Em matéria de moral republicana, a traição é bem paga.

 

18.4.16

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