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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

OS VOOS DO DINHEIRINHO

Causando largo afã mediático, o Banco de Portugal divulgou que, na sequência do socialismo tarado, ou socrélfio, hoje de novo em moda, os portugueses puseram a milhas quase cinco mil milhões de euros. Depois, nos anos da troica, foram mais moderados: mais ou menos metade daquilo em quatro anos.

Dos cerca de dez mil milhões que partiram, menos de quatro centenas de milhar são de particulares, o restante é de empresas, parece que algumas do Estado.

Todas estas transferências foram feitas com autorização e registo do BdP, e dentro da legalidade vigente na Europa, ou seja, da livre circulação de capitais.

Longe de mim achar bem, ou mal. Só caso a caso seria possível julgar, o que não é coisa que interesse aos críticos em acção: o que lhes interessa é o barulho e a condenação popular mal informada e fácil.

Onde está o crime? Em parte alguma que não seja a percepção pública da coisa, largamente exponenciada pelas charamelas da “informação” e pelas bocas da Bloca de Esquerda, adjacentes e apaniguados, o que não integra o conceito de crime mas funciona como se integrasse.

Quem não gosta, que ponha em causa a livre circulação de capitais vigente na UE e a universal existência de offshores. Estará no seu pleno direito. Mas o que disto passe é conversa politiqueira, ordinária e pidesca.

Outra coisa será saber se os exportadores do dinheirinho tiveram dele dividendos. Se os declararam ao fisco e pagaram o devido, acabou a história. Se não declararam, então que sejam perseguidos. A história acabará, dolorosamente para eles, mais tarde. Mas acabará na mesma.

Outra história, essa mal conhecida como é natural, será a dos que ficaram de fora, os que puseram o taco a voar sem dar satisfações e por meios fraudulentos. Esses onde estão? Parece que há por aí umas investigações. Que proliferem e cheguem a bom termo.

 

Vir insinuar acusações contra quem cumpriu a lei é que não cola, ou não devia colar. Ainda menos com a colaboração do BdP.

 

29.4.16

INADEQUAÇÃO

Confesso a minha visceral inadequação a inúmeros aspectos da vida moderna. Passo bem sem apps, tenho um ódio gigantesco a call centers, quando me falam em “atendimento personalizado” já sei que é o contrário e fujo, não acredito na antropogénese do “cientificamente” indiscutível aquecimento global, abomino jogos electrónicos, acho que o Jackson e o Prince eram seres repelentes, desprezo revistas cor de rosa, e assim por diante. In short, este mundo já não me diz grande coisa, estou bom para morrer, prouvera que sem chatices de maior.

Vem este arrazoado – que, ao contrário do que possam pensar, não tem nada de triste – a propósito, calcule-se, da manifestação de hoje, os taxistas contra uma coisa que anda por aí, chamada Uber. Esclareço que me é indiferente que haja ou não haja Uber a funcionar. É claro que, numa cidade como Lisboa, talvez a capital europeia onde é mais fácil apanhar um taxi, a Uber faz tanta falta como uma viola num enterro. Que exista, se há quem goste. O que não me é indiferente é que o Estado, depois de declarar a coisa totalmente ilegal, não mexa uma palha para dar cabo dela e ponha polícias a perseguir quem se lhe opõe.

Um alvará de taxi custa uma fortuna, é mais barato e mais fácil comprar um Mercedes que pô-lo na praça. O número de taxis é limitado. Os impostos sobre os taxis são violentos, como sobre a generalidade de tudo o que mexe e não mexe. Os motoristas têm que ser habilitados com uma carta especial. Regras macacas, tarifas reguladas por maquinetas e mais não sei quantas obrigações, regulamentos, portarias e outras fantasias, e até têm que pintar os carros com cores obrigatórias.

Nada disto se aplica aos carros da Uber. Nada. Não há limites, pode haver cem, mil ou dez mil, de qualquer cor e tamanho, os motoristas têm as mesmas habilitações que eu, as tarifas são o que se combinar. Os polícias mais depressa prendem um vendedor de castanhas assadas que não pagou a licença da Câmara, que um Uber que nunca pagou nada a ninguém.

Das duas uma. Ou o Estado acaba com a regulação dos taxis e cada um passa a poder transportar cada qual quando, onde, como e pelo preço que lhe apetecer sem pagar nada ao Estado, à Câmara, seja a quem for, e sem nenhuma regra específica, isto é, totalmente à balda (confesso que a ideia, no fundo, não me desagrada), ou a macacagem da Uber é sujeita aos mesmos ditames, custos e demais gentilezas e limitações administrativas que os taxis. Bastaria aplicar-lhe a regra do alvará dos táxis, com numerus clausus, para acabar com a rebaldaria e a “evasão fiscal”.

Fica a pergunta: porque é que as “autoridades” em geral e o governo em particular têm, em relação à Uber, a postura doce que não têm para o vendedor de castanhas ou as cadeiras das esplanadas? Porque é que, andando para aí a fazer uma propaganda cretina contra os automóveis, protegem, por omissão, a proliferação de “uberes”? Porque é que rodeiam toda e qualquer actividade de inexpugnáveis florestas de taxas e regulamentos, e fecham os olhos às actividades da Uber?

Fica a resposta: porque a Uber é tecnológica, inovadora, adequada, está na moda, sinal de modernidade. É a resposta própria da República das Bananas, com constituição e tudo.

 

29.4.16

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