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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

UM FARTOTE

Segundo informação não desmentida, só em enfermeiros as 35 horas vão custar vinte e tal milhões de euros. Teremos ainda os médicos, os técnicos, os auxiliares, os mangas de alpaca, e mais umas centenas de milhar de funcionários, ou seja, mais umas centenas, ou milhares de milhões. A não ser que as cinco horas não precisem compensação em trabalho, isto é, que os funcionários andassem a ler o jornal durante cinco horas por semana - o que, em muitos casos, é, evidentemente, verdade.

Diz-se que tal aumento de despesa não é aumento nenhum, uma vez que será compensado por fundos provenientes não se sabe donde, sendo de pensar que, como a reabilitação urbana, sejam sacados à Segurança Social, entidade que tem os cofres a abarrotar e não sabe o que há-de fazer ao dinheiro. Se houver acréscimo de depesa, a lei é inconstitucional. Mas, saia a massa de onde sair, o grande especialista na matéria, senhor Centeno, dirá que a arranja “sem aumentar a despesa". E pronto, fica assegurada a constitucionalidade. Pelo menos, é o que o senhor de Belém fez constar. Ficamos, mais uma vez, cheios de esperança num futuro radioso.

Muito disfarçadinha pelas barrigas de aluguer e pelas 35 horas, ficou a presidencial promulgação do fim da avaliação dos professores, mais um inestimável testemunho do progresso do reversionismo bolchevique em vigor.

O camarada dos bigodes embandeira em arco. O Jerónimo acha uma maravilha. As três desgraças e o careca da Bloca deitam foguetes. O Arménio faz um brinde comemorativo de mais este reforço do seu poder sobre a sociedade. O Presidente dirá que está a preservar a estabilidade. E vão todos ver a bola e aos arraiais de Santo António.

 

Um fartote.

 

8.6.16  

SOARES ASSASSINADO

Foi vasta a lista de escolhidos para o nunca acabar de loas com que o chefe Costa brindou a sua gente nas discursatas do congresso. Até o causídico Arnaud, alegado “pai” do SNS, foi requisitado às catacumbas da maçonaria para ser objecto de reconhecimento e aclamatória eleição.

Soares ficou de fora, suspeito que é (nunca se pronunciou sobre o assunto) de não se incluir nas entusiásticas hostes do front populaire.  Compreende-se. Dona Catarina e o camarada Jerónimo podiam não gostar de ouvir falar dele. Uma chatice. A sala, sempre meio vazia, era um sinal inquietante da existência de desalinhados, muito para além dos três que se pronunciaram. Soares ainda existiria? Eis a angustiante questão. Na dúvida, esqueça-se.

A ideia do front populaire esteve sempre latente na agremiação. Soares não gostava. Logo ao princípio, viu-se aflito para acabar com o Manuel Serra e com o “partido socialista partido marxista”. Quando, em 82, se discutiu a revisão constitucional, importantes matérias ficaram de fora porque Soares, concordando com elas, se queixava de não ter margem para segurar as hostes da esquerda do partido, à altura chefiadas pelo famoso “secretariado”, sob a alta direcção do sinistro Sampaio e do almofadado Guterres. Soares tinha colaborado na extinção da tutela militar do regime e na alteração dos poderes presidenciais, a fim de evitar cenas como a do terceiro-mundismo pintassilguista, ou do tecnocratismo nobredacostista, bem como noutras aventuras demonstrativas da sede castrense de Eanes e da sua “consistência” ideológica. Mas não conseguiu ir mais longe. Mais tarde, viria a ser o motor do bloco central, de má memória mas com boas razões de origem. Depois, Soares não foi na conversa do PRD e fez sair pela culatra o tiro do derrube do primeiro governo Cavaco. Tudo à revelia da ala esquerda do partido, sempre contida por Soares.

Mas, qual caruncho, ela lá foi minando. Sampaio fez a coligação com o PC para a CML, e viria a cavalgá-la até Belém. Depois, até aos nossos dias, as picaretas de muitos galambas e pedrosnunosantos continuaram a sua obra.

Até que... até que, com o advento da “palavra honrada” do chefe Costa, ganharam na secretaria o que tinham perdido nas urnas. Finalmente, o front populaire, um fartar vilanagem de que Soares não faz parte. Daí que o congresso o tenha esquecido, assassinando-o por omissão.

O IRRITADO não é, nunca foi, um admirador de Soares. Mas reconhece o seu papel na contenção do esquerdoidismo hoje vigente, com a sua floresta de enganos, os seus saneamentos gonçalvistas, as suas políticas ruinosas, a sua ultra ideologização do país, o seu sectarismo violento.

Soares deixou de fazer parte do elenco.

 

8.6.16

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