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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

POLÍTICA EXTERNA

Na propaganda da geringonça, anda a dita muito preocupada com a sorte das instalações da Terceira. Fala-se em negociações com os EUA, em novas e ecológicas facilities a pagar pelos americanos, no diabo a quatro.

É sabido que, nisto de negociações, há que mostrar alguma força. Daí que a subida inteligência do chamado governo tenha desencantado a “ameaça amarela”, de que Salazar já falava. Nada melhor que mandar vir um grandalhão da China para “combinar a visita do Costa a Pequim”. Estão a ver, não é? Portugal (e o Costa) são de tal maneira importantes que o grandalhão, venerador, se mete no seu jumbo e vem encontrar-se com o Santos Silva nos Açores. Nada de diplomatas, nada de gabinetes, nada de protocolos: para tal, só a presença física do tal grandalhão. Gente importante é assim!

A esperteza saloia tem um preço, desta vez corporizado por seis caças americanos a mostrar os dentes.

Nada do que é absurdo, ou estúpido, ou aldrabão, está fora dos horizontes intelectuais da geringonça. Por um lado, enchem a boca com a importância estratégica dos Açores. Por outro, sugerem entregar aquilo aos chineses, a julgar que os EUA estremecem de pavor com tal “sugestão”.

Que mais estará para nos acontecer?

 

2.10.16

SANCHOSTA

O camarada Sanchez olhou para o Oeste e viu a oportunidade da sua vida. Portugal era a prova provada de que não é preciso ganhar eleições para subir ao poder. Viu o triunfo do Costa, viu como se põe no poleiro, não um, mas todos os que as perderam, e como se defenestra os que as ganharam. Percebeu que isso de vontade popular é uma treta se comparada com contas parlamentares, moral e politicamente ilegítimas mas burocraticamente praticáveis. Se, em Portugal, os partidos comunistas eram capazes, a troco do poder, de pôr de lado as suas propagandeadas convicções, porque não havia ele de conseguir que o jagodes do rabo de cavalo se esquecesse da Catalunha e de outros chavões eleitorais?

Assim, provocou duas eleições legislativas, e estava disposto a provocar terceiras. Que interessava que o PP subisse, e ele descesse? Que importava que os espanhóis, como os portugueses, apontassem nas urnas um rumo que, uma vez posto de pernas para o ar, o pudesse levar à Moncloa? Nada. Se Costa “ganhou”, porque não havia ele de fazer o mesmo, com os mesmos métodos?

Enganou-se num pormenor, que distinguirá o que resta do PSOE dos seus hermanos da Lusitânia. É que, por cá, a honra democrática do PS foi substituída pelo oportunismo, o respeito pela vontade popular, salvo tímidas excepções, foi para o cesto dos papéis. No PSOE, pelo contrário, parece que houve quem preferisse ser sério e não aparasse os golpes do Sanchosta. Os antigos líderes revoltaram-se e vieram dizê-lo na praça pública. Por cá, atente-se no silêncio do Sampaio, no entusiasmo do Ferro, ex-líderes, teoricamente democráticos, mas praticamente pró-radicais de esquerda. Atente-se na honradez de uns e na miséria moral de outros.

 

Sanchez caíu. Não se sabe o que se seguirá. De uma coisa podemos estar certos: se houver eleições, o PP ganhará outra vez, os outros perderão, como de costume. Se não houver, é possível que, sem o Sanchosta, o PSOE tome juízo.

 

2.10.16      

DA MEDIÁTICA PORCARIA

A esquerda sempre achou muito bem que o doutor Cavaco aturasse o senhor Pinto de Sousa (vulgo Sócrates) durante anos e anos, e muito mal que não tenha dado cabo de Passos Coelho enquanto pode. Os critérios do costume, nada de novo.

O doutor Cavaco sacaneou muita gente, maxime o dr. Santana Lopes e o PSD, como toda a gente sabe. Nunca sacaneou a esquerda, antes a levou ao colo até à bancarrota, e acabou por, em vez de renunciar ao cargo, empossar a geringonça, com prejuízo do regime e da democracia, pondo de lado tudo o que, honestamente, se poderia ler nos resultados eleitorais.

Posto isto, haverá que lhe reconhcer qualidades institucionais e deixá-lo em paz na sua doce reforma, lado a lado com os seus colegas Eanes, Soares e Sampaio.

Não, não pode ser, diz o mais lídimo representante do PS nos media, a saber, o jornal do engº Belmiro. Há que zurzir os costados do homem. Daí, uma manchete a várias colunas, mais duas páginas de acusações totalmente descabeladas, as quais, espremidas, não têm outro significado que não seja manipular dados e insinuar “pecados” que, a haver, são fruto da nacional-buroctacia, não do cidadão Cavaco.

O ódio, de tão evidente, de tão rebuscado, de tão porco, denuncia-se mais a si próprio do que ao seu objecto.

 

2.10.16  

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