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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

C’EST LA VIE

 

É natural que os governos, quando estão à rasca, lancem uma medidas para ver se compõem as contas antes do fim do ano. É o caso dos perdões fiscais. Não se pode levar isto a bem, mas também não se poderá levar muito a mal.

O que não se pode é chamar carro eléctrico a um perdão fiscal. Ainda menos pode ou deve um governo dizer ao meio dia que há um perdão fiscal, às duas da tarde que não há perdão nenhum, às quatro que há sim senhor e, no telejornal, que não há não senhor. Que diabo, assumam que a coisa está fora dos carris e que é preciso sacar uns mil milhões ou coisa que o valha se quisermos ter contas aceitáveis.

Pior ainda (esta é de há horas) o chamado governo vem anunciar uma das mais rocambolescas medidas de que há memória histórica, ou fiscal. Nada menos que aumentar os impostos às empresas, declarando que, daqui a três anos, recuperarão a massa, correcta e aumentada. É uma aldrabice que não cabe na cabeça, nem dos estúpidos nem dos inteligentes, só dos parvos, dos cobardes e dos banha-da-cobra, tenham a inteligência que tiverem. O governo saca já; na próxima legislatura, quem cá estiver que tenha a despesa da reversão!

Não é fácil comentar mais esta. Mas não faltará quem o faça, com ditirâmbicos elogios.

C’est la vie.

 

9.10.16

FMC

Se há sigla que defina os “nossos” canais de informação, é ela, há quase um ano, o FMC (Futebol, Marcelo e Costa). Nos generalistas, o panorama não é muito diferente.

Aqui há tempos, pus-me a contar os intelectuais da bola que, em simultâneo, debitavam as suas bocas nos vários canais: uns quatorze. Se acrescentarmos a esta porcaria o saltapocinhismo beijoqueiro do senhor Presidente da III República e o aldrabismo militante e alvar do chamado primeiro-ministro, teremos a manhã, a tarde e a noite devidamente preenchidas, natural e salutarmente, com o acervo de informação disponível.

Nesta ordem de ideias, haverá que agradecer ao santo António Guterres ter vindo a ocupar, durante cerca de 29 horas por dia - estatísticas do IRRITADO - o espaço informativo em apreço. Só que... o problema é que já não se pode ver o santinho alimentador do orgulho pátrio, calado, a falar, a passear em Nova Iorque, na Beira Alta (ou Baixa?), pequenino, estudante, mais crescidinho, a falar do pântano, de braço dado com a Angelina, de cu para cima, de cu para baixo, rodeado de criancinhas famélicas ou de chusmas de grandes deste mundo, hoje, há vinte anos, há trinta, não sei quando, no liceu Camões, no Técnico, no Uganda, na Musgueira, a dar explicações de borla, elogiado por centenas de altas criaturas, de amigos, de não-amigos-que-passaram-a-amigos, até parece que o homem já morreu e, como tal, é o máximo.

Coitado, ele até tem valia, até ganhou aquela coisa, pôs Portugal na agenda (dizem), está na maior das mós de cima. Chapeau!

Sublinhe-se também os apanhadores de combóios que por aí se acantonam, batalhões de ajudantes, presidentes, ministros, diplomatas... todos a reivindicar os méritos do António, uma fatiazinha do mérito de António, se não fôssemos nós que seria feito do António, se não fosse eu, as minhas diligências, o meu prestígio global, a minha influência, sim, eu, eu tanbém ganhei à Merkel, eu dei a volta ao Putin, eu isto, eu aquilo.

O António teve, além de tudo o mais, o mérito de nos livrar do FMC durante uns dias. Mas já chega. Senhor, estou farto! O mérito do António, nesta matéria, não é pouco. Valeu a pena. Basta! Não que eu fique contente com o regresso, a galope, do FMC, mas porque foi, continua a ser, o mais prejudicado pelo António.

Passada a onda de gutérrico patriotismo, o António vai ter a mesma influência que tiveram os seus antecessores no que respeita às nações de cada um. A Áustria, o Gana, o Egipto, a Coreia e outros, passaram a ser faróis da humanidade depois de ter tido um tipo no trono da ONU. Não foi?

Depressa voltaremos, ou ficaremos, onde estávamos: no FMC, quer dizer, no pântano, ora mais eutrofizado e escorregadio, que o António criou e denunciou como se aculpa não fosse dele e que vários dos seus seguidores e camaradas tanto amam.

 

9.10.16

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