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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

5 DE OUTUBRO PROGRESSISTA

 

Uns senhores, talvez julgando ser gente nestes tempos de geringonça, resolveram, que topete!, escrever uma carta ao chamado ministro da educação, conhecido agente da intersindical na avenida 5 de outubro.

São eles os dirigentes de sociedades científicas, designadamente de matemática, de química, de física e de filosofia.

Qual o teor de tal carta? Nada menos que um protesto contra o facto de terem sido excluídos de um processo de revisão curricular em curso no chamado ministério, versando as matérias em que se dizem, ou são mesmo, especialistas. Pediam uma auduência urgente, a fim de expor as suas razões.

Como é óbvio, foram liminarmente deixados à porta. Porquê? O chamado ministro, através de um funcionário, explicou que já ouvia gente que chegasse: as associações profissionais. As científicas, nem vê-las. Dito de outra maneira, a geringonça, tratando-se de currículos escolares, ouve os tipos da CGTP e quejandos, e mais ninguém. E, democraticamente, explica mais: é que “o trabalho em curso é um trabalho (sic) integrado, relacionando todas as disciplinas”.

Estão a ver? Para este trabalho, que interessam os tipos que sabem das matérias a relacionar? Nada, como é evidente.

O Nogueira fica satisfeito, coça a bigodaça e apresenta ao comité central o relatório de mais este triunfo. Não recebe a medalha de honra da união soviética por que já não há união soviética. Mas marca pontos.

 

12.11.16

BURDEN SHARING

Não me tem parecido valer a pena tecer considerações sobre a eleição de Trump. Está tudo dito, redito e glosado em todos os sentidos e sobre todos os temas, por uma multidão de jornalistas, professores, filósofos, astrólogos, politólogos, etc. etc., à esquerda, à direita e ao centro.

(Não faço futurologia, a não ser sobre os caminhos da geringonça e da palavra dada palavra desonrada.)

Apraz-me, no entanto, fazer um comentário sobre uma matéria que é universalmente considerada como novidade: os desfios, ou provocações, de Trump quanto ao papel dos EUA na defesa da Europa. O homem ribomba que a Europa está encostada à América em termos de defesa e segurança, afirma que ela não passa de um pendura que não gasta dinheiro que se veja nem cuida de si em tais matérias, e diz que não está disposto a deixar continuar tal pendurice. Inquietante novidade!

Não, meus senhores, pode ser inquietante, mas não é novidade nenhuma. Há muitas décadas que os EUA dizem o mesmo. Há muitas décadas que a Europa não investe o que devia em defesa e segurança. À excepção do Reino Unido, a Europa é um tigre de papel. Já Kenedy desafiava a Europa a tornar-se no “pilar europeu da NATO”, exprimindo exactamente o mesmo que Trump, ainda que por palavras mais doces. Esta postura continuou sempre a ser tema a nível diplomático e militar, com maior ou menor intensidade. O chamado burden sharing é tema constante da posição americana em todos os fora de defesa. Trump fala do mesmo (deve ter ouvido algum zumzum...), usando a primitiva brutalidade que o caracteriza e deixando-se de rodriguinhos, pelo menos em termos de campanha eleitoral.

Nada de novo. Tem sido interessante ouvir inúmeros inimigos da NATO, ou seus ferozes críticos, normalmente conotados com a esquerda folclórica, mostrar a sua inquietação, tremer como varas verdes, dizer que a Europa tem que tomar uma atitude e aceitar “novas” responsabilidades por causa da ameaça trumpista.  Afinal, é tudo mais do mesmo, do lado americano. Esta malta é que não dá por isso...

 

12.11.16

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