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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

TAXARIA NACIONAL

Com grande estardalhaço mediático, os transportes de Lisboa passaram a ser geridos pelo Medina, em vez de pelo chamado ministro da pasta. Fica, pelo menos em parte, explicada a catastrófica situação a que tais transportes têm sido conduzidos pela geringonça. Atira-se agora ao consumo da plebe uma mezinha: a CML, do alto da sua competência, vai tratar do assunto; daí que, como por encanto, passará a haver bilhetes no Metro, os autocarros passarão a não ter avarias, serão mais rápidos, mais frequentes, mais cómodos, etc.

O “contrato” com a CML estipula que os milhões da dívida da Carris e do Metro serão assumidos pelo Estado, sendo entregue à CML, do ponto de vista financeiro, só galinha da perna. Grande malha!

Fácil será ver o que se segue. Sem dívidas, fácil será ao senhor Medina voltar ao doce convívio da banca, e re-endividar-se consoante as necessidades e as conveniências. Isto, se calhar, sem prejuízo das habituais “indemnizações compensatórias”. Se não chegar, há sempre, como no exemplar caso da taxa de “segurança”, mais uma taxa - imposto que não precisa de aval parlamentar mas que, chamem-lhe o que quiseram, irá sempre parar à conta dos mesmos.

Substancialmente, o que se vai passar é que a gestão dos transportes continuará a ser feita pelas mesmíssimas pessoas, só que sob a autoridade de um vereador, ou seja, tudo ficará como está, só que, é de calcular, muito mais caro. Veremos.

 

27.11.16

CARTA ABERTA A ANTÓNIO DOMINGUES

 

Exmo Senhor António Domingues

 

Venho cumprimentá-lo pela coragem que teve ao demitir-se, recusando submeter-se a uma das muitas leis celeradas que o politicamente correcto impõe e que, ainda que generalizadas, invertem valores que são, ou eram, consubstanciais ao Direito e à Moral.

Mais, e mais importante, a sua demissão corresponde à denúncia pública da alcateia de aldrabões que lhe prometeram o que prometeram, que não assumiram a respectiva responsabilidade e que, em vez de se retratar, lhe atiraram à cara com o odioso das suas próprias acções. Não é demais destacar os nomes dos principais culpados: Centeno, Costa e Marcelo.

Não sei se, nalguma democracia estabilizada (e honrada!), gente do calibre desta resistiria à condenação pública e política dos seus actos, bem como às respectivas quão óbvias consequências. Outros há ainda que, infelizmente, cederam à tentação de o condenar, assim contribuindo para isentar quem mais censura merecia. Em melhores panos também caem nódoas.

Não lhe peço mais do que tal denúncia. Mas digo-lhe que, se fosse comigo, não ficava por aqui. Convocava uma conferência de imprensa, punha os pratos sujos em cima da mesa e atirava à cara de toda a gente a sua declaração de rendimentos. Seria a mais merecida e violenta de todas as bofetadas.

 

Saudações irritadas

 

27.11.16

EXÉQUIAS

Há muitos anos, alguém, na Assembleia Municipal de Lisboa, propôs um voto de pesar pela morte de Marcelo Caetano, ocorrida no seu exílio brasileiro. Com inigualável cinismo e alguma piada, depois de votar, um deputado fez a seguinte declaração: “aprovei esta moção porque, como dizia Caracala, aos mortos deve-se sempre a maior das homenagens, desde que tenhamos a certeza de que estão bem mortos”.

Morto o galego das Caraíbas, nem imitando “Caracala”, prestarei tributo ao seu cadáver. Pela mesma razão que não me curvo perante a memória de Hitler, de Estaline, ou de qualquer outro tirano.

Talvez o maior atraso moral, educacional e político da civilização em geral seja o de, perante a morte, esquecer o que os mortos fizeram, quando muito mal fizeram. Entre nós, pior ainda. Já os mais crentes do bolchevismo, por essa Europa fora (Itália, França, Espanha…) “acordavam” perante as evidências, “reciclavam” as suas ideias e reconheciam os seus repugnantes efeitos, e ainda, entre nós, sobrevivia, em toda a sua “pureza”, a fé no estalinismo. Pior ainda: testemunhando o nosso atraso, tal fé ainda existe; os que lutaram pela sua implantação continuam a ser tratados como “combatentes da liberdade”; os seguidores do mais primário sovietismo, mascarados de democratas, nunca abjuraram da sua fé, sequer se propuseram qualquer reciclagem.

Por tudo isto e muito mais, sinto uma imensa vergonha pelas lamentações e homenagens que, segundo me dizem, fazem caminho, hoje, no meu país. Sinto uma imensa vergonha por ter visto o Presidente da minha triste República, há poucos dias, ir prestar, pessoalmente e em meu nome, os seus respeitos ao tirano de Cuba, sem que, ao menos, qualquer alegação de realpolitik o justificasse.

Nem “bem morto”, Fidel merece qualquer estima.

Bem vivo, Marcelo também não.

 

26.11.16    

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