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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

DA ABRANGÊNCIA DA COLIGAÇÃO

 

Está provadíssimo que o chamado primeiro-ministro e o seu testa de ferro Centímetro, perdão, Centeno, enganaram o Domingues, por duas razões de fundo: primeiro, não conheciam as leis aplicáveis (pelo menos duas) e, segundo, achavam-se indiscutíveis proprietários do poder, neste caso com alguma razão.

A marosca causou um sururu dos diabos. De todos os lados se levantaram clamores: o malandro do Domingues não quer cumprir a lei e, pecado maior, quer ganhar uma pipa de massa, coisa que o nacional-invejismo não tolera. Até as bengalas parlamentares, habitualmente tão certinhas, não contiveram a sua indignação.

O chamado primeiro-ministro, entalado e sem saída, quis atirar o assunto para o Constitucional. Mas, como o Presidente do dito muito bem avisou, o TC só age se excitado, e ninguém o excitou. Uma chatice.

Pôs-se então em funcionamento a poderosa máquina do socialismo dito democrático. Como descalçar esta bota? O chefe chamou o César e lá combinaram a coisa. Primeiro, fizeram constar que, no respectivo grupo parlamentar, havia muitas opiniões discordantes. A seguir, o César declarou que ele mesmo, imagine-se, não estava de acordo com o chefe.

Estavam criadas as condições políticas para a aceitação pública de um recuo do Costa. Não seria um recuo, mas a simples e mui democrática verificação da “vontade popular”.

Só faltava o morango no chantilly. Conversada a coisa ao mais alto nível, chegou a voz de Belém para dar uma ajudinha. A partir daí, o Costa passou, em nome da estabilidade e da cooperação institucional, a estar protegido por todos os lados. Fim da crise. O amigo do peito da geringonça, o guru da Pátria falou, está falado, resolvido, é o triunfo da abrangência, da “paz” e do afecto.

A batata fica agora a queimar a boca do enganado. Ou se despe ou se lixa.

Não sei o que o homem vai fazer. Como já disse, o que deve fazer é pôr os pontos nos is, denunciar quem o aldrabou e bater com a porta.

Faça o que fizer, já não há nada que salve a “solução” da geringonça para a CGD. Enganados somos nós.

 

 5.11.16

BURRICES

Aqui há uns anos, o inteligentíssimo Costa, à altura candidato à Câmara de Loures, resolveu fazer uma corrida entre um burro e um Ferrari, para sublinhar os problemnas do trânsito local. E lá fez a sua rábula, sem que ninguém o chateasse.

Os tipos do PSD da Câmara de Lisboa decidiram agora fazer o mesmo, para ilustrar a monumental bagunça pré-eleitoral em que o Medina (merdina, para os críticos) mergulhou a cidade. Só que... só que a coisa foi liminarmente proibida pelo supracitado Medina. Aqui temos um exemplo gritante da “autoridade democrática” do socialismo. Registe-se.

Igualmente digna de registo é a posição da Provedora dos Animais (???), que "deu fé da sua preocupação com o bem-estar do burro". Donde se prova que os burros não são só os de quatro patas. Também integram bípedes, a saber, medinas, “provedores” animalescos e quejandos.

 

4.11.16

RECOMENDAÇÃO

 

Aos meus leitores, recomendo que ouçam os discursos de hoje (afinal não resisti à coisa), sobretudo os de Passos Coelho e os do Costa.

Depois, usem os neurónios que Deus lhes deu, comparem bom-senso com demagogia barata, e pensem duas vezes sobre o que aí vem.

 

4.11.16

JUSTIÇA SOCIAL

 

Parece que os fornecedores de serviços de “medicina” alternativa, tais os massagistas, os acupunctores, os chinocas, os personal trainers, as tarólogas e o professor Karamba, vão ficar, por lei da geringonça, isentos de IVA.

E mais. A magnífica lei é retroactiva, isto é, os profissionais envolvidos não só passam a ter o direito de não pagar como o têm de receber de volta o que pagaram ao longo das suas estimáveis carreiras “médicas”.

Tudo isto é uma estupidez, como é evidente. Mas, dado que a estupidez vem ganhando direito de cidade, comentários para quê?

Resta uma questão muito simples, ou muito complicada. O IVA recebido a devolver foi pago pelos pacóvios que frequentam os “consultórios”. Mas o dinheirinho vai ser devolvido aos que o receberam, não aos que o pagaram. Mais um passo na justiça social da geringonça.

 

4.11.16

CENTENO E O CARRO ELÉCTRICO

Tive o “privilégio” de assistir a uma parte do debate do orçamento.  Um debate sui generis, já que se defrontaram duas oposições: a oposição ao chamado governo e a oposição ao governo anterior.

Explico: o camarada Centeno, que eu tenha ouvido, e ouvi quase tudo, não respondeu a uma só das questões que lhe foram postas. Limitou-se a dizer coisas sobre os “malefícios” da coligação e a dizer o que aconteceria se ela – de acordo com os resultados eleitorais - fosse governo. Numa palavra, argumentou com base na velha expressão popular que diz que “se a minha avó tivesse rodas era um carro eléctrico”. A astrologia preencheu praticamente tudo o que o fulano encontrou para, usando um imaginário futuro, defender o indefensável presente.

Muito interessante foi também o extremoso entusiasmo com que as meninas da Bloca e os soviéticos do PC alinharam na filosofia do Centeno. Foi vê-los a tremebundar exactamente a mesma narrativa, mostrando que estão tão empenhados, tão devedores da geringoncial “solução”, como a maralha do PS, composta esta, em exclusivo, pelos adeptos da geringonça e pelos vira-casacas.

Parece que a encenação continua hoje, já sem a minha presença. Estou esclarecido. E, ao contrário do Centeno, não preciso de imaginar coisa nenhuma. Ficou tudo claro, límpido, explicado. Não há volta a dar: não existe governo, o que existe são duas oposições entre as quais o diálogo é impossível. De certa forma, ainda bem.

 

4.11.16

TRAMPA

Isto de ter de voltar à farsa da CGD é uma chatice, mas não há outro remédio.

Punhamos alguns pontos nalguns is, para saber onde está o gato.

- Querendo recuperar das diversas broncas que levaram a CGD à exaustão, o chamado governo arranjou umas catracas para financiar o buraco sem financiar o buraco, ou seja, para meter os custos da injecção de dinheiros em locais que não entrassem nas contas, fazendo assim calar, Bruxelas, ou com que os respectivos trutas fingissem não perceber. Uma claríssima operação contabilística, como se percebe. Oficialmente, o Estado, metendo dinheiro na CGD, não mete dinheiro na CGD, como é fácil de compreender para os adeptos da geringonça mas poderá escapar ao entendimento do cidadão comum, normalmente mal intencionado.

- Bom, demos isto de barato, ainda que caríssimo. Uma vez garantido o financiamento privado com dinheiro público, havia que dar à CGD um estatuto que, sendo público, fosse privado. Nesta ordem de ideias, estão a perceber, havia que encontrar gestores privados que, ainda que públicos, não deixassem de ser privados. Uma filosofia clara, incontestável, prudente e realista, como se está mesmo a ver.

- Nesta ordem de ideias, o inigulável Centeno, muito conhecido pelos rotundos e fatais fracassos de todas as suas teorias macro-económicas (sem excepção), decidiu contactar um craque privado para o banco público, com funções privado/públicas, ou publico/privadas, consoante os gostos de cada um. Conversaram, e compreenderam-se como Deus com os anjos. O craque privado, que passava a público sem deixar de ser privado, pôs as suas condições. Foram elas aceites e garantidas pelo inigualável Centeno, mais uma vez se verificando a luminar circunstância de a CGD passar a privada sem deixar de ser pública, ou vice-versa - mais uma vez a gosto. E lá fizeram um claríssimo contrato, tudo estabelecendo com a maior das transparências. Para que ficasse ainda mais claro, o chamado governo legislou: o novo homem, sendo público, tinha tratamento privado, ordenado excepcional e dispensa de andar a despir-se no Tribunal Constitucional, o que quer dizer em público, como é sabido.

- De posse dos compromissos do Centeno e da cobertura legal ndecessária, o craque, de acordo com o Centeno e com o chamado primeiro-ministro, convidou vinte e tal senhores e senhoras para o acolitarem. Vai daí, o BCE (uns ditadores por conta do Schäuble) lembraram ao chamado governo que a lei portuguesa não aceitava a coisa e que os nomeados que viessem a ficar tinham que ir para a educação de adultos, em Fontainebleau. 

- Passada esta fase, crítica mas cheia de dignidade, como é evidente, as coisas acalmaram, até que o famoso craque resolveu meter-se em politiquices e pôr-se a desmentir políticos. Pé na argola, mas perdoável a um principiante.

- Depois, azedaram outra vez: a lei do chamado governo sobre o estatuto do craque era uma treta ilegal, isto é, esqueceu-se de abolir outra lei que postula ao contrário, ficando as duas em vigor, preto e branco no mesmo saco.

- Agora, como diria o velho dramaturgo, ser ou não ser o craque obrigado a despir-se, eis a questão. Ninguém sabe a resposta. Só se sabe que o chamado governo não faz, relapsamente, a menor ideia de que são as leis em vigor.

- Azedado o caldo ao ponto a que azedou, há duas soluções: a) o Domingues dobra a espinha e nunca mais terá prestígio - a CGD com ele - e b) o Domingues não dobra a espinha e dá com os pés à geringonça.

Declaração de interesses: o IRRITADO é adepto da solução b).

Uma última, tristíssima observação: é uma pena que o PSD e o CDS andem metidos, como andam, na trampa que a geringonça cagou.

 

2.11.16

 

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