O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA.
Winston Churchill
O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA.
Winston Churchill
É com o maior gosto que o IRRITADO vem pôr um ponto final na história do embaixador em Timor e às delirantes acusações da famosa da dona Gomes, cuja “sede de justiça”, ficou provado, não passa de reles manifestação de ódio primário, de perversão moral e institucional, bem como de raiva gratuita e histérica.
Os pontos foram postos nos is, tanto das gomísticas “verdades”, como das patéticas lamúrias do senhor Duarte, dito Manuel Alegre, e ainda, gozo máximo, dos ditirâmbicos elogios que o senhor Baldaia, fiel à política que imprimiu ao DN, dedicou à “coragem” e ao “amor à verdade” da dona Gomes.
O chamado primeiro-ministro, talvez para justificar a nomeação que fizera, investigou o que havia a investigar, e chegou à inevitável conclusão que todas as raivinhas da dona Gomes não passavam de mentirosas fabricações. Para um homem cujo amor à verdade causa dúvidas a muito boa gente, é de louvar que, por uma vez, a tenha respeitado. E até, imagine-se, teve a ombridade – ó espanto! – de elogiar o “elevado sentido de Estado” demonstrado, no caso, pelos partidos da oposição. Assinale-se.
Esperemos que o esclarecer final deste tenebroso assunto sirva de epitáfio para a credibilidade da dona Gomes.
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Já que o chamado primeiro-ministro teve esta inusitada arrancada, bem podia ter outra, de semelhante natureza: dar ordens ao burgesso que comanda o seu grupo parlamentar e preside ao seu partido, para dar o dito por não dito na história da dona Morais. Seria fácil, já que o tal burgesso deu ordens aos seus subordinados para não votar a proposta sem adiantar uma única razão ou argumento que passasse da chinela ou da pura birra.
Não sei quem é o tal embaixador que foi despejado de chefe das secretas antes de ser chefe das secretas, tipo pescada, que antes de o ser já o era. Mas o caso é interessante e, pelo que é dado saber ao indígena, merece umas consideraçõesinhas (ou zinhas?).
A coisa é mais ou menos assim; o homem era chefe de uma missão em Timor na altura do referendo, coisa que deu pancadaria da grossa. Aquilo aquecia a cada hora que passava, tornando-se quente demais para uma missão civil, desarmada e desprotegida. O homem, responsável que era por uma protecção que não tinha meios para assegurar, pediu que o mandassem de volta com a sua gente, deixando por lá um diplomata menor, protegido por três elementos do Grupo de Operações Especiais da polícia, os conhecidos GOE. Aumentada a tensão, parece que insistiu na necessidade da evacuação. A folhas tantas o MNE concordou e a malta veio embora.
Anos passados, o chamado primeiro-ministro resolveu mandá-lo vir de Estocolmo (ou Oslo?), a fim de tomar conta das secretas. Como já escrevi, tal nomeação não é coisa que, vinda de quem vem, possa motivar a minha simpatia pelo homem. O que não me impede de achar que, no caso vertente, ele foi massacrado por uma das mais desagradáveis criaturas que vicejam neste jardim, a dona Gomes, senhora de instintos policiais e persecutórios da mais rebuscada natureza, capaz de cilindrar sem dó nem piedade quem não estiver nas suas boas graças.
Ódios corporativos são, sempre foram, um hábito nacional, sobretudo em meios académicos, hospitalares, diplomáticos e outros, geralmente públicos. Daí a, praticamente, acusar o homem de traição à pátria, para gente do calibre da dona Gomes, vai um passinho. É uma evidência que, para quem se dê ao trabalho de ver certas coisas, as motivações da indivídua sejam claras. Devia ter em arquivo um assunto, este ou outro qualquer, para dar cabo do homem. Apareceu a ocasião, aplicou a pastilha, ao ponto de até o chamado primeiro-ministro se ter encolhido.
Acontece que, como hoje li escrito pelo próprio, o senhor Manuel Duarte, dito Manuel Alegre, é nem mais nem menos que pai do diplomata menor que estava para ser “condenado” a ficar em Timor com os GOEs enquanto o resto da malta voltava a casa. O que muito acrescenta, em matéria de ódios em conserva, à hipótese que venho adiantando.
Conheço não poucas histórias do género, algumas oriundas da diplomacia, onde poucos não são os casos de “queima” de colegas, ou para benefício próprio ou por simples gozo ou burocrática vingança. Ao mesmo tempo, é de ver, que se encobre o que, por grave que seja, não dá jeito ou não é “correcto” revelar.
O terminal de cruzeiros de Lisboa ainda não está pronto, isto é, está atrasado um ror de tempo. Duas causas fundamentais: primeiro, a chuva; segundo a falta de cortiça para o betão (?). Num país em seca grave, é notável. No maior produtor de cortiça do mundo, é notabilíssimo.
Por causa do Brexit e do terrorismo, a emigração para o Reino Unido caíu 5%. Nos ominosos tempos do governo Passos, todos os dias havia reportagens, lágrimas e abraços, sobre as multidões que fugiam deste jardim a sete pés. Agora, “virada a página”, com brexit e assassinos à solta, são só 95%. E ninguém dá por nada...
O Pingo Doce resolveu dar uma oportunidade aos filhos dos seus funcionários. Consiste ela em pô-los a trabalhar no período de férias, se quiserem, como é evidente. Quarenta horas por semana, 500 euros por mês, mais subsídio de refeição, mais não sei quê. Tal foi sugerido por inúmeros trabalhadores da empresa que querem ver os filhos ocupados durante as férias, ganhar algum dinheiro e alguma experiência. Não há promessas de emprego, mas trambém não há exclusão de tal hipótese.
Para uma pessoa normal, parece boa ideia. Não para o BE, que, indignadíssimo, resolveu, através de um palerma qualquer, vir protestar contra mais esta manobra do negregado patronato. Documentando o seu "raciocínio", o burro atira-nos à cara com as mais rebuscadas burocracias, leis, decretos, regulamentos, portarias, avisos, autoridades, reguladores, entidades, etc., assim mostrando o seu ódio ao trabalho e a sua fidelidade às cartilhas do mais vil e mais tirânico socialismo.
Não se sabe ainda qual será a reacção do chamado governo a mais esta manifestação de fúria anti-social dos comunistas do BE. Mas, a avaliar pelo que por aí corre, não será de admirar se os filhos dos trabalhadores perderem esta oportunidade de ganhar uns cobres.
As maravilhas da gestão Centeno, sob a alta direcção do chamado primeiro-ministro, cada vez se parecem mais com as do camarada Teixeira dos Santos sob a batuta do chamado engenheiro Sócrates.
A conhecida prática da desorçamentação voltou aos procedimentos ditos governamentais, sendo de vaticinar, com foros de certeza, que terá resultados da natureza dos anteriores, isto é, que, mais tarde ou mais cedo, alguém – quem? – se verá a braços com as mesmas surpresas que vieram à tona depois das eleições de 2011.
Olhem o tão proclamado programa Portugal 2020, cuja execução, segundo as fontes do costume, vai de vento em popa. Está a ser aplicado, nos projectos mais caros (os vinte mais caros, segundo o “Expresso”), na cobertura de despesas do Estado, quer dizer, não serve para acorrer à economia privada mas para atender às mais variadas clientelas do Estado. Até agora (Maio), são cerca de 1.000.000.000 (mil milhões!) de euros, de que muito se gaba o chamado respectivo ministro, gestor da coisa.
Entretanto, debaixo do tapete, está a ser metido, em claro prejuízo da economia, o buraco da saúde. Totalmente fora de controle, cresce 1.500.000 (um milhão e quinhentos mil euros) por dia, ou seja, cerca de 600.000.000 (seiscentos milhões) no ano, se não for mais, sendo de augurar as mais temíveis consequências. Neste caso, ainda por cima, é público e notório que o sacrossanto SNS todos os dias perde capacidades.
O orçamento é quem manda, mais do que alguma vez mandou nos tempos da troica.
Notável neologismo, este do covfefe. A começar pelo seu autor, o tramposo Trump, ninguém saberá o que quer dizer, se é que quer dizer alguma coisa.
Mutatis mutandis, por cá temos o inigualável Centeno, nosso distinto covféfio. Ninguém sabe o que significava a recuperação da economia via consumo, já que, por unanimidade, se considera certo que se deu o contrário. Um covfefe. Ninguém sabe o que significava a recuperação via investimento público, já que toda a gente sabe que não houve investimento nenhum. Outro covfefe. Ninguém sabe o que queria dizer o reforço do Estado social, já que a saúde está como está e acumula dívidas à razão de um milhão por dia, o ensino vai pelo mesmo caminho, etc. Mais covfefes. Ninguém sabe o que queria o homem significar quando dizia que, via “virar de página”, a dívida do Estado se reduziria, já que toda a gente sabe do seu brutal aumento. Covfefes à fartazana. E a história do Centeno versus o-tipo-da-CGD-que-não-queria-declarar-o-património-e-acabou-por-atirá-o-à-cara-do-Centeno? Sabem o que queria o dito dizer com o bailarico das declarações sobre o assunto? Um série de covfefes?
A delação premiada anda para aí a ocupar as mentes de tudo o que pensa, ou acha que pensa.
Não tenho opinião. Sou contra bufos em geral, mas não sei se é a mesma coisa, ou parecido.
Só um apontamentozinho sobre a delação em Portugal. Num caso verdadeiramente paradigmático, o das FP25, muita gente recordará que (após 17 assassínios...) os “arrependidos” (ou delatores...) foram de cana, ao mesmo tempo que os que não se arrependeram foram calmamente para casa. Destes, os que, entretanto, não morreram, continuam por aí, sossegadinhos e até prestigiados...
Em Portugal, muita coisa funciona de pernas para o ar. Os delatores que se ponham a pau.
Nos idos de 74/75, havendo, numa escola vizinha, um comício do MRPP, resolvi ir, com a minha mulher, ouvir o que os tipos tinham para dizer. Confesso que a nossa ignorância crassa sobre a linguagem nacional-maoista, pouco ou nada percebemos da “lógica” daquela malta. Uma gritatria dos diabos ao serviço das “ideias” era o sinal mais evidente de que estávamos perante algo de novo entre nós, algo que o golpe de 25 de Abril, abrindo os espíritos para coisas boas, também – não há bela sem senão – tinha despertado a mais rasca das porcarias intelectuais, morais e políticas - coisa que, aliás, não era, nem é, um exclusivo do MRPP.
A certa altura, um dos “oradores”, depois de cuspir toneladas de disparates, gritou:
- Camaradas, se soubéssemos que havia, nesta sala, algum burguês, que faríamos?
A multidão ululou imediata e espontaneamente:
- À morte! À morte!
Seguiram-se palmas e berros. Nós, burgueses e pais de família, aproveitámos um momento de distracção daquele exército de tarados e, rabinho entre as pernas, demos às de Vila Diogo. Estávamos democraticamente esclarecidos.
Várias e conhecidas personalidades dos dias de hoje foram proeminentes militantes daquela agremiação e admiradores incondicionais do camarada Arnaldo Matos, grande educador da classe operária - coisa a que nem eles nem o dito camarada jamais pertenceram. Evoluíram quase todos para regiões menos alegadamente “proletárias”. Lembro-me de um rapazito, meu familiar, que, com meia dúzia de anos de amadurecimento, chegou ao ponto de achar que o CDS era uma organização perigosamente esquerdista. Entre esta extremada posição e a fidelidade à esquerda, houve e há de tudo, do social-democrata Barroso à esquerdófila Ana Gomes, a lista é vasta e rica de opções.
É a propósito desta última que venho à liça. Poucas pessoas nesta terra serão tão desagradáveis como esta senhora, sendo de estranhar que tenha chegado onde chegou na carreira diplomática. Ficou-lhe, da juventude, o odiento espírito da canalha que nos ameaçava de morte, a fúria, os sentimentos, a expressão que, a propósito e a despropósito, vai exibindo e aplicando, e até alguma violência propriamente dita que já fez vítimas, ainda que com relativamente inócuas consequências.
Não conheço de partíssima nenhuma o diplomata que a geringonça decidiu nomear chefe das secretas. Não sei se o fulano se pirou de Timor ou recebeu ordens para o fazer. Francanente, é coisa que não me interessa. Não sei se merece o lugar ou não merece o lugar. O que sei é que está metido na zona de ódio da dona Gomes, coisa terrível de acontecer a qualquer mortal. Com algumas noções sobre o clima de “amizades” vigente cá na terrinha, sobremaneira na função pública, imagino as teias de invejas, de traições, de “chega-te para lá”, de denunciazinhas e de outras demonstrações de “espírito de corpo” de que o tal diplomata é objecto por parte da colega.
Como disse, não o conheço nem sei quem é. Ser nomeado pelo chamado primeiro-ministro não é , na minha opinião, coisa que abone em seu favor.
Mas, dada a fúria assassina contra ele movida pela dona Gomes, aqui lhe expresso alguma solidariedade.
Há uma cena que me tem feito grande confusão: a do caso da central de Almaraz, a 100 quilómetros da fronteira, com larga repercussão pelo país fora, e até ao Terreiro do Paço. É que não consta que, num raio com os mesmos 300 quilómetros haja a indignação, o medo, o burburinho de que, por cá, os zelotas e os fariseus do costume, devidamente seguidos pelo chamado governo, têm dado largas. Também não consta que, por exemplo em França, onde há mais de 50 centrais do género, tenha havido algum 14 Juillet a tal respeito, zelotas excluídos, claro. O mesmo por aí fora, em geral em países onde a energia á mais barata e mais eficaz.
Há dois argumentos fundamentais para o tremebundar das gentes: o primeiro é Chernobyl, onde as culpas vão para a central, a fim de absolver a esmagadora incompetência dos sovietes; o segundo é Fucuxima, onde as culpas também vão para a central, não para o bem amado planeta que resolveu dar cabo de vastos quilómetros quadrados.
Portugal, o maior, sempre à frente no politicamente correcto, anda orgulhosamente a pagar as incalculáveis facturas das renováveis, com evidentes consequências na economia do país e na vida de cada um. Que interessa? Somos objecto de rasgados elogios por quem não paga tais facturas. Somos os melhores do mundo, como diz Sexa!
Facto é que, como é do conhecimento geral, o chamado governo entrou, frenético e galaró, na luta contra um armazém de lixo que os hermanos vão construir em Alamaraz. Após uns episódios ridículos e humilhantes, acabou, como era de prever, com o rabinho entre as pernas. Agora, anda a passear o senhor Rajoy no Douro, com copos e jantaradas (quanto custa a brincadeira?).
É claro que o dito senhor aceitou tais honras imperialmente, isto é, fez constar que Almaraz não era assunto e que, se queriam conversa, o rabinho devia continuar entre as pernas.
E tudo acabou na mais doce Pax Ibérica. Um consolo.
Depois de auspicioso arranque (fórmula 1, aviões verticais, coisas várias), o autódromo do Estoril viu-se reduzido a treinos, festividades, brincadeiras e pouco mais. Por culpa de todos e de ninguém, nunca foi conseguida uma exploração que, além de rentável, cobrisse o gigantesco buraco que o investimento abriu. Se calhar porque não havia por cá quem soubesse promover a barulheira.
Daí, as maiores confusões, com a Câmara, a dona Pires da Silva e o seu rebento, o Turismo, o Estado, os bancos, o diabo a quatro, tudo à bulha. Até que, como não podia deixar de ser, o elefante branco foi “escriturado” numa das múltiplas empresas públicas que por aí vegetam a encanar a perna à rã. Não sei quantos episódios teve a novela, mas sei que foram muitos, sem que ninguém gorasse qualquer espécie de solução.
Até que... até que uma proeminente socialista, de sorriso tão pretensamente encantador como assaz desagradável, descobriu a pólvora, o milagre, a salvação da Pátria, isto é, do autódromo. Quem diria? Uma pianista fórmula 0,5.
Segundo é legítimo pensar com foros de derradeira verdade, dona Gabriela reuniu a equipa de juristas do Largo do Rato e encomendou-lhes um esquema infalível, claríssimo, incontrovertível. O Diário de Notícias, venerador e obrigado, publicou a maravilha com as devidas honras.
O indígena acredita tanto na solução apresentada como no sol da meia noite no Equador.
Adiante. A senhorinha é candidata à Câmara de Cascais e, sem o declarar, passou a comentadora desportivo-financeira, o que a levou, naturalmente, a tecer as mais rasgadas críticas ao responsável de tudo e mais alguma coisa, o seu adversário do PSD. Sim, meus senhores, entre os variadíssimos candidatos a culpados da situação (onde não constam os Judas, as Helenas, os Capuchos, os Rosas, os Dargents, etc.), o culpado eleito é o Carreiras, um tipo horrível a tentar esquemas fraudulentos, ilegais e outras coisas mais. Nem governos, nem privados, nem autarcas outros, ninguém: o Carreiras sozinho, portador e impulsionador de todos os males.
É o geringoncial critério em versão jurídico-rasca.
Mas, convenhamos no que é sabido, façamos justiça: em corridas de automóveis, Canavilhas não tem rival! Auguremos-lhe a tunda eleitoral que merece.