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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

É ASSIM

 

A chamada ministro da administração interna,na sua brilhante conferência de imprensa, respondendo a perguntas, disse umas trinta vezes “é assim”, naturalmente inculcando o vício do erro e da mentira a quem achar que “não é assim”.

Seria engraçado, se o que disse não fosse grave. O que disse ela: que o governo abriu guerra contra o SIRESP. Esqueceu pelo menos, dois factos, a) que o governo é maioritário na parceria da coisa e b) que compete ao governo fiscalizá-la.

Nesta ordem de ideias, pareceria honesto que o governo, maxime ela e o chamado primeiro-ministro, assumisse as falhas que diz que detectou tarde e más horas. Pareceria honesto que a criatura assumisse a responsabilidade de jamais ter fiscalizado a coisa, em vez de disso acusar o ajudante de um director ou secretário geral qualquer.

Há outro bode, também devidamente identificado pela mesma senhora: a protecção civil. Pareceria honesto que, estando tal organização sob a sua dependência, e tendo as suas chefias, por iniciativa dela, sido substituídas por adeptos da geringonça dois meses antes da época dos incêndios, batesse com a mão no peito e pedisse desculpa das sua geringonciais decisões.

Mas o que parece honesto para a generalidade das pessoas, não tem nada a ver com o chamado governo. É outra coisa. Honesto, para Costa e adjacentes, é não assumir qualquer sombra de responsabilidade, aguentar-se, assobiar para o ar, dançar a conga, e andar aos beijinhos atrás do senhor de Belém. É assim.

 

11.8.17    

DA BURRICE IDEOLÓGICA

Por iniciativa do BE, deu-se aquilo a que se pode chamar a irreversibilidade da propriedade municipal da Carris. Segundo a lei aprovada pela malta apoiante da geringonça, a reversão da eventual privatização da concessão é coisa a continuar per omnia secula seculorum.

O senhor de Belém que, juridicamente, não é parvo, vetou a coisa com luvas de renda, isto é, argumentou com a leveza e o respeitinho que lhe merece a referida malta.

Há manifestações deste tipo (“irreversibilidades”) na Constituição que temos, algumas delas já ultrapassadas em revisões da dita. Mas, para acabar com outras disposições da mesma laia, será preciso estar em período de revisão constitucional e reunir para o efeito dois terços dos votos.

Não é o caso do caso da lei da Carris. Se ela passar, bastará a qualquer novo arranjo parlamentar revogá-la por maioria simples. Donde, a nova lei é pior que parva. Quer ser para sempre (um inultrapassável vício da esquerda, dona da “razão” e do “futuro”), e não pode. E, pelo menos neste sentido, é estúpida como os combóios. Desta feita a ideologia totalitária que a inspira auto-denuncia-se enquanto tal. Com o apoio deste PS, de quem tudo se pode esperar.

Engraçado é verificar que o Medina também é contra a lei, não por falta de fé esquerdoide, mas por medo de de perder uma fatiazinha de poder. É que, diz ele, a CML fica impedida de gerir o buraco como entender. Como já percebeu que, sozinho, não vai lá, quer deixar em aberto a possibilidade de recorrer a alguma esmola. Resta saber se haverá por aí algum benemérito.

 

10.8.17

A INVASÃO

 

Havia um ilha, ali para os lados do Pinhal Novo, antiga floresta de pinheiros e hoje lugar da maior exportadora do país. Uma ilha de trabalho, dignidade, bem estar e paz social, num arquipélago que estiola sob o domínio dos nossos maduros, servos da Intersindical, soldados da guerra contra a democracia, a economia e a paz, dirigidos por um vanguardista, arauto do comunismo nacionalista, apropriadamente aparentado com o fascismo radical.

Os tipos das outras ilhas, sob  chefia do nacional Lenine, Arménio de seu nome, foram, aos poucos, abordando  esta, até que deram a volta aos ilhéus. Fartos de um sistema privilegiado em relação ao arquipélago, ao ser-lhes propostos novos privilégios a troco de umas horitas de trabalho, resolveram dizer que não, não precisavam de mais uns euros por mês, nem de mais um dia de férias, nem de nada que se parecesse. Trabalhar mais umas horas, não! Que diabo, somos trabalhadores, não cidadãos conscientes - era o que faltava, não contem connosco para brincadeiras.

O carrito vai atrasar-se em relação aos compromissos da firma? Que temos nós com isso? Nada. O problema é deles, dos patrões, das multinacionais, do capitalismo, do neoliberalismo, do Passos Coelho. Não é nosso. Para prová-lo, vamos mas é fazer umas greves, que  é o que recomenda o camarada Arménio com o apoio do comité central.

Uma alegria, rapazes, uma alegria. Se demos, com tanto sucesso, cabo da CUF e de outras organizações esclavagistas, por que carga de água não havemos de dar cabo da Auto Europa? O camarada Pedro Nuno Santos não dizia que havíamos de pôr os alemães de joelhos?

Resta saber o que farão os tais patrões. Se a mostarda lhes chegar ao nariz, são capazes de ir estabelecer-se, total ou parcialmente, noutras ilhas, que as há para aí com fartura, sem Arménios nem comités.

 

8.8.17

PONTOS NOS IS

 

Leio no jornal que o governo espanhol quer que a UE endureça as suas posições em relação à ditadura protocomunista da Venezuela.

Há um abismo, que já há semanas se nota, entre a atitude da geringonça e a do governo espanhol. Titubeante, palavroso e “diplomático”, o assim chamado ministros dos negócios estrangeiros vai dando uma no cravo outra na ferradura. Parece estar à espera de melhores dias para aliviar as hesitações. Ao contrário do colega castelhano, limita-se a pendurar-se na “Europa”, evitando quanto pode dizer coisas que possam ferir  sensibilidade do tirano Maduro, versão camionista de Chávez, ou do neobolchevista Boaventura, produto ou produtor da filosofia dos “cientistas sociais” da Universidade de Coimbra.

Não cola a desculpa peregrina da presença de muitos portugueses na Venezuela. Como não colaria se à geringonça ocorresse lembrar-se das empresas portuguesas que lá foram levadas pela mão do PS (com a serôdia colaboração do Portas) e que jamais verão de volta os créditos que por lá deixaram: essas não contam, certamente porque à geringonça não cabe defender empresários, eventualmente neoliberais.

Vejam lá se os espanhóis usam, para se pôr nas encolhas, o ainda maior número de cidadãos que lá têm, ou das empresas espanholas encravadas na sangrenta  pacotilha do “bolivarianismo”.

Talvez seja por terem no sítio coisas que por cá escasseiam. E porque são um bocadinho mais espertos que os da geringonça. É que, quem pensar um pouco, pode pôr esta questão: o que convém mais aos portugeses, ser mansinho para o Maduro ou fazer-lhe frente? Parece que os espanhóis são capazes de ver mais longe que o Largo do Rilvas.

Maduro cairá, a não ser que tenha meios para levar por diante a clássica revolução  comunista, com o seu cortejo de cadáveres e de esfomeados. Como não tem tais meios, cairá a médio prazo.

Não seria mau, para os portugueses e para a Venezuela, que desde já, Portugal pusesse os pontos nos is.

 

7.8.17

UM URINOL DE BORLA

 

O camarada Fernandes sim, o da CML, como é sabido, causou à dita, de sociedade com o PS, prejuízos de dezenas de milhões com a suas estúpidas arrancadas contra o túnel do Marquês.

Não contente, aliviou e vai continuar a aliviar a cidade de centenas e centenas de milhões por mor da sua estúpida, odiosa e pidesca campanha do Parque Mayer/Entrecampos. Com o apoio do PS, como é de salientar.

Além disso, fez uma entente com o ilustre conselheiro de Estado e actual porta-voz de Belém, um tal Marques Mendes, para destronar um homem sério e bom Presidente, Carmona Rodrigues, mais uma vez com argumentos estúpidos e aldrabões, como veio a ser provado à saciedade. Com base nesta honestíssima inicitiva, deu - neste caso deram - a câmara ao PS.  

 

Mas, corações ao alto! O homem regenera-se. É que, segundo declarou, “Todas as entradas de Lisboa têm uma árvore plantada por mim e pela minha filha. Não digo é onde elas estão”.

Uma ternura.

É pena que não diga onde estão as tais árvores, se é que existem. Seriam bons locais para os alfacinhas irem pôr os cães a mijar.

 

6.8.17

ASAE, OU QUÊ?

 

Segundo me é dado pensar, ASAE quer dizer autoridade para a segurança alimentar e económica.

É nessa nobre e higiénico-policial missão que a dita organização manda fechar as tendas dos ciganos, fecha restaurantes e bares onde caça baratas e toma drásticas medidas contra antros onde há quem seja autorizado a cometer o gravíssimo crime de fumar um cigarrito. Muito bem!


Vem nos jornais que um conhecido carteirista, após ter feito fortuna a aliviar turistas dos seus tostões na carreira 28, abriu um restaurante, actividade legítima e presenteada pelo Estado, mercê de mui elogiada iniciativa da esquerda e do CDS, com IVA a 13%.

Tudo óptimo. É um alegria ver um trabalhador abandonar a economia paralela e entrar, todo lavadinho, nos negócios legais. Um espécie  filho pródigo que regressa a casa cheio de boas intenções. Louve-se, admire-se, aplauda-se.

Ora o estabelecimento do referido camarada usa uma lista sem preços e cobra 150 euros por um bife com batatas e 250 por uma “mariscada” “à la manière”.

E é aqui que a ASAE não entra, e com razão. Os preços não estão tabelados, se a tasca está limpinha, nada a dizer ou a fazer. É de pensar que  ASAE acha que, a haver intervenção, tal competirá à AC, autoridade da concorrência. Mas como? O filho pródigo não faz concorrência a ninguém, neste aspecto até é um benemérito!

E como ainda não há autoridade para o preço dos bifes e dos camarões, que há-de o Estado democrático fazer?

Recomenda-se vivamente a solução: o BE que faça um projecto de lei, com agendamento potestativo, destinado proibir estas arrancadas capitalistas, especulativas e neoliberais, não se esquecendo de, no respectivo preâmbulo, apontar o dedo aos verdadeiros culpados destas situações: o governo anterior e o Dr. Passos Coelho.

 

6.8.17

MADURICES

 

Nos idos de 74, o generalato português reuniu com o chefe do governo da ditadura para lhe manifestar o seu incondicional apoio, em brilhante cerimónia que ficou conhecida como da brigada do reumático.

Alguns dos participantes, semanas depois deste solene compromisso de honra, estavam por dentro, por trás ou ao lado do golpe que destronou o  senhor que tão vigorosamente tinham apoiado.

Ontem, as forças armadas da Venezuela declararam o seu apoio ao tirano local, camarada Maduro, homem que, em sábias palavras, declarou que “ama a Deus e que Deus o ama”. O caso, se pensarmos no que se passou por cá, pode trazer alguma esperança. Se a brigada de lá for como a de cá, a ditadura tem os dias contados.

É claro que há outra solução: aquela que o próprio Maduro (antigo camionista gay) e o professor Boaventura, burro local, preconizam: a invasão americana. Tal coisa nem pela cabeça tonta do Trump passa, mas é óptima para manter os adeptos contentes, prenhes de patriotismo e justo ódio.

 

Já agora, outro nacional paralelismo com a saga venezuelana. Quando a malta começou a perceber que a revolução dos cravos estava a ser tomada de assalto pelos soviéticos do PC e pelos ignorantes do MFA, um amigo meu, autodidata e boa pessoa, olhava o mar salgado e, avistada uma lancha da marinha ou equivalente, dizia: aí estão eles (os russos), que vêm invadir o país! Tempos depois, eram os do PC/MFA que espalhavam a notícia de que Kissinger, ajudado pelo Carlucci e pelo Mário Soares, se preparava para ordenar uma intervenção.

O inimigo externo sempre serviu para alimentar ditadores e maluquinhos de vária ordem. Pode ser que isso sirva de inspiração à brigada do reumático de Caracas.

 

2.8.17      

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