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irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

irritado (blog de António Borges de Carvalho).

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill

PERSEGUIÇÕES

 

Por uma vez que seja o IRRITADO está de acordo com o chamado primeiro-ministro. Porquê? Porque, como ele, acha “ridícula” a história da perseguição ao Centeno por causa do pedido de convites para um jogo de futebol. É um pecadilho que prova a inferioridade social que caracteriza o homem, mas não será mais do que isso. Um tipo “normal” não pede para ser convidado seja para o que for: ou o convidam, ou não o convidam. Ponto final. Pedir batatinhas é que não. Mas deixem lá. O homem auto-classificou-se como pequenino demais. “Solicitar” o que “solicitou” não é nada que mereça o estardalhaço que por aí anda, ainda menos a perda de tempo de quem ganha ordenado para andar à perna do homem.

Coisa diferente é a história de uma qualquer isenção de IMI, eventualmente fruto de “diligências” suspeitas. Mesmo neste caso, convenhamos que dois bilhetes para a bola é preço demasiado baixo para um favor, se houve favor. Ou houve outra manigância ou os bilhetinhos para tribuna estão a ser sobrevalorizados.

Note-se, apesar de tudo, que o chamado primeiro-ministro, na feroz defesa que fez do seu colaborador, omitiu a questão do IMI. Fugiu com o rabo à seringa. Ou seja, por inaptidão mental, fez com que toda a gente ficasse a pensar que, afinal, há gato.

De assinalar também que, com a cabeça em brasa, disse que “em circunstância alguma Centeno sairá do governo”. Donde se conclui que, mesmo pedindo convites, mesmo passando a arguido, mesmo tendo feito “favores”, mesmo sendo condenado, mesmo que arrastado num mar de ridículo futebolístico, mesmo que acusado de vilolência doméstica, de homofobia, de racismo ou de outros crimes da moda, mesmo que suspeito de pertencer ao Daesh, mesmo que morto, Centeno jamais, em "circunstância alguma", sairá do governo.

 

O IRRITADO está a favor do Centeno. Acha que não deve ser corrido. Quem devia sê-lo é o Costa e toda a demais descendência do 44. Aí sim, Centeno incluído.

 

30.1.18   

MOCAS

Segundo a nacional bempensância, em Potugal o racismo é endémico, estrutural, está na massa do sangue dos portugueses. Em abono desta opinião está o indesmentível facto de os portugueses em geral, sobretudo os de direita, andarem para aí à pedrada aos pretos, aos amarelos, aos vermelhos, aos azuis às riscas, aos ciganos, etc., isto é, a tudo quanto mexa sem certificado da garantia. Aposto que, na opinião de batalhões de académicos, devo ter atrás da porta uma moca monumental preparada para receber qualquer indivíduo sem certificado, o mesmo se passando, no que se refere à posse de mocas, com qualquer português de origem garantida.

Há catadupas de artigos a afirmar coisas destas, todas, evidentemente, com profundas bases científicas, estatísticas, de estudos sociais merecedores de indiscutível credibilidade. Acresce ao poderoso acervo de dados científios, outra razão de fundo que é o motivo deste post. Li hoje um artigo da dona Joacine e do senhor Piménio, os quais, do alto das suas cátedras (ISCTE), decretam que o tenebroso racismo que envenena a nossa sociedade é um produto da direita, competindo à esquerda tomar, no séc.XXI, a dianterira no combate a tal gente.

O IRRITADO, que nada tem aver com a esquerda, apresenta os seus pedidos de perdão à dona Joacine e ao senhor Piménio e garante que não usará nos seus costados a moca que tem atrás da porta.

 

29.1.18 

PASME-SE

Presença habitual no jornal de "referência" da esquerda portuguesa, dito "Público" sendo privado, um senhor Tavares brinda-nos hoje com uma arenga qualquer sobre uns livros que encontrou em Itália, numa livraria qualquer. O assunto do escrito talvez mereça comentários, mas não é o que me traz.

O homem classifica-se como "historiador", nunca tendo passado pela cabeça do IRRITADO pôr em causa tal dita e tão honrosa alegação.

No entanto - o diabo está nos detalhes - o nosso homem, no meio das suas opiniões insere uma frase que o põe de rastos. A saber: um livro que encontrou na tal loja tinha na capa o brazão dos Filipes, o qual ostentava "pasme-se, as quinas portuguesas". Assim. Poderia tal pasmo tolerar-se a qualquer cidadão que se não intitulasse historiador. Mas, num tipo como o tal Tavares, é de cabo esquadra. Pasme-se: como é que um historiador não sabe que, dos quatro costados de Filipe II de Espanha, três eram portugueses? Nem que o seu paizinho, dito Carlos V, andava bem perto disso.

Onde quer que o senhor Tavares encontre Habsburgos, Carlos ou Filipes, encontra armas portuguesas. Dê umas voltas por aí, vá ao Escorial, vá a Bruges, dê uma voltas.

Donde se conclui que o senhor Tavares não só não é historiador nenhum, como é raso de ignorância em relação a coisinhas que qualquer aluno do nono ano é capaz de comhecer.

 A título de esclarecimento, acresente-se que, ao referir esta história, nada de "nacionalista" ou "patriótico" move o IRRITADO. O problema é que se irrita com gente da "estatura" deste tipo de tavares.

 

23.1.18

 

EFICÁCIA!

 

Ouvi ontem uma declaração daquele senhor conhecido por ministro da ambiente que me deixou verdadeiramente às aranhas.

No que respeita às espumas do Tejo, começou o douto orador por dizer que eram sobretudo causadas pela seca, ou seja, que a diminuição do caudal baixava a capacidade de regeneração das águas. Assim, para quem achava que a coisa se devia a descargas de dejectos industriais, o melhor é não pensar nisso. A maior das culpas cabe ao São Pedro, à Santa Bárbara bemdita e, quem sabe, parcialmente, a alguns despejos industriais.

Apesar disso, o mui preocupado e dito ministro, mostrando a alta autoridade que lhe assiste, decretou que as unidades industriais a quem, eventualmente, se poderia vir a atribuir uma ínfima parte das inocentes espuminhas, ficariam a trabalhar a cinquenta por cento nos próximos dez dias. Trata-se de uma medida de grande alcance, permitindo concluir que, ou o São Pedro e a Santa Bárbara tomam conta do assunto nos próximos dez dias e as água sobem, ou voltaremos à vaca fria.

Finalmente, hossana!, sua excelência acrescentou que iria mandar analisar as espumas e que, dentro da algumas semanas, seria possível identificar a natureza e a origem do acontecido. E também, diga-se em abono da verdade e com humilde reconhecimento, que o impecável governante descansou as hostes dizendo que ia providenciar para a recolha dos produtos ora a banhos nas águas do Tejo.

Há mais de trinta anos, os contumazes poluidores do Tejo foram obrigados a instalar equipamentos destinados a tratar os resíduos e a “limpar” o cheirete que provocam. Que eu saiba, instalou-se umas coisas e o Estado foi vigiando a sua utilização. Mas estas tarefas são chatas, cansam, e parece que a vigilância durou pouco.

Ainda bem que veio a geringonça pôr as coisas no são. A partir de agora, mercê da invejável acção das autortidades, o São Pedro foi metido na ordem, os “alegados” poluidores serão autorizados a poluir, durante dez dias!, mas só metade do que poluiam antes e, daqui uns tempos, recolhidos alguns materiais e feita a respectiva análise, partir-se-á, eventualmente, para a tomada de medidas adequadas ao caso.

Somos tão felizes!    

 

27.1.18

BUBBLE BATH

 

Parece que, lá para os lados de Abrantes, houve umas fábricas que se lavaram nas águas do Tejo. Usaram um gel bubble bath que cobriu a banheira, perdão, o rio, com toneladas de fofa e bonita espuma.

Resultado:

- a presidente da câmara lá do sítio veio dizer que não tinha nada com isso;

- um eco-militante, guarda prisional, desatou aos gritos para quem o queria ouvir, ou seja, para as TV’s;

- um chefinho qualquer do Estado declarou solenemente que a culpa era dos tribunais, uns chatos que tratam estes assuntos com injustificada ternura;

- os pescadores disseram que tinham que ir pescar a montante da espuma;

- os técnicos do ambiente puseram a cereja no bolo: pressurosos, foram analisar as águas da ETAR lá do sítio em vez de levar uns baldes de espuma para o laboratório.

 

Em consequência destas tão prontas reacções, ninguém fez nada para tirar de lá a espuma.

 

Porreiro pá.

 

26.1.18

DGS

 

“As pessoas adoecem, depois agrava-se, depois morrem”, declarou a mui simpática e sorridente nova directora geral de saúde. Lapidar, não é? Faz lembrar a velha máxima “chuva em Novembro, Natal em Dezembro”.

A doce senhora não ficou por aqui. A fim de sossegar o povo disse que não há problema, a gripe é das suaves. Prova disso, justificou, na última semana só morreram 300 pessoas.

Porreiro pá.  

 

26.1.18

CEFALÓPODES

 

O camarada Silva, conhecido por Lula, apanhou 12 anos por ter um apartamento que diz que não é dele, mas parece que é.

Acho demais. O camarada foi eleito uma vez, passou 4 anos a viver à pala da herança do F.H. Cardoso, que não é camarada. A coisa não correu mal. No segundo mandato andou a assobiar para o ar, ignorando o mar de corrupção que o cercava por todos os lados, ou em que se banhava. No que, a seguir,  foi acompanhado pelo seu alter ego, a camarada Dilma: o mar passou a oceano. À esquerda, à direita, ao centro, por baixo, por cima, foram anos e anos de fartote.

Até que... até que a justiça acordou e começou a lavar o chão. Outro fartote, agora de pernas para o ar. Vai tudo raso. Lá como cá. Daí que justiça passou, para a direita, para a esquerda, para o centro, para baixo e para cima, a ser o mau da fita.

No meio desta inenarrável pessegada, o camarada Lula leva só 12 anos. Por causa de um andarzinho? Vou ali e já venho.

Parece que a malta quer que o camarada volte à tona. Nada de estranhar. Por exemplo, por cá, a malta não votou no Isaltino? E por lá, não votava no “seu” Ademar?

Começa a haver quem fale no regresso dos côrôneis. Precatem-se que a coisa está preta.

 

26.1.18

RETOMA

 

Os geringonços lançaram uma monumental campanha de propaganda sobre a previsão do défice de 2017.

As razões para este “triunfo” são de vária ordem: a excelência do Centeno, a “visão” do Costa, a estabilidade da geringonça, as receitas fiscais provenientes da “retoma da economia”, tudo fruto maduro da página “virada”.

Não, caros concidadãos, a baixa do défice não se deve à retoma económica da Europa, não se deve à política do BCE, não se deve ao monumental aumento do turismo, nem à dinâmica empresarial, ainda menos ao aumento de impostos, nada disso. O nosso crescimento, miserável em relação ao resto da Europa, deve-se à geringonça, aquela que, burramente, previa relançar a economia através do consumo. O consumo não tem nada a ver com a tal retoma, mas não faz mal.

Deste lado, diremos que não tem nada a ver com a geringonça. Se aconteceu foi apesar dela.

 

26.1.18

CANTORIAS

 

Foi com o mais profundo desgosto que, cá na casa, soubemos do cancelamento dos concertos da Exma Senhora Dona Carla Bruni/Sarkozy, previstos para Lisboa, Figueira e Porto. Parece que a grande diva está com não especificados problemas de saúde, pelo que aqui lhe apresentamos os nossos mais sinceros votos de um rápido e indolor restabelecimento. Desde já pomos de lado a cínica hipótese de a doença da senhora se ficar a dever a poucos bilhetes vendidos.

Somos bombardeados dia sim dia sim com concertos e cantorias de variegadas personalidades, pelos vistos muito conhecidas e procuradas pelo estimável público. Na nossa profunda ignorância de tão extraordinárias figuras da música moderna, somos péssimos juízes na matéria. O que espanta é que haja tantos espectadores para a catadupa de exibições que assaltam o sossego da Nação e cujas exibições, a avaliar pelos cartazes, continuarão a ser para nós - plural majestático - de evitar a todo o custo.

Dona Carla não seria, pelos cartazes, tão evitada quanto isso. No entanto, como a celebridade da senhora se deve ao facto de ter sido escolhida, amigada, contratada, casada, ou lá o que é, pelo/com o senhor Sarkozy, e não a sofisticadas cantorias, acabávamos por não ser assediados (palavra da moda) pelo desejo de as ouvir, ainda que confessemos que, segundo outros critérios, tal assédio não nos incomodasse.

               

24.1.18   

SOCIALISMO SAUDÁVEL

 

Quando olhamos a obra da geringonça no sistema de saúde ficamos mudos de espanto com o quanto de mal se tem podido fazer ao longo dos últimos dois anos. Ontem, era relatado que o tempo de espera para uma primeira consulta está em mais de 1.800 dias, sendo que, em casos graves e urgentes, o feliz contemplado possa ter a fundada esperança de ser atendido cerca de 30 dias depois de exposto o caso. Diz a maluquinha que manda nos enfermeiros que se chega ao ponto de esconder as macas debaixo da escada para não prejudicar o bom aspecto. E não há quem não diga mais cobras e lagartos sobre o que se passa.

A saúde pública transformou-se num saco de gatos. Todos, médicos, técnicos, enfermeiros, auxiliares, “agentes operacionais”, tudo minha gente se arranha como pode, tudo quer mais dinheiro e menos trabalho, tudo diz que a culpa é do governo. Este, passados dois anos e esgotada a falácia da “culpa” de Passos Coelho, entretem-se a dizer que vai mudar o Infarmed para o Porto e que, um dia, há-de haver um grande hospital em Lisboa. As dívidas acumulam-se sem parar, às centenas de milhão, aos pontapés. O sistema, como é notório e indisfarçável, está em colapso acelerado.

O cidadão, esse, vai aguentando como pode. Como os doentes, felizmente, são muito menos do que os que têm saúde, não contam para as sondagens eleitorais, o que é uma “boa” razão para não lhes dar abusivas prioridades.

Quem pode vai recorrendo aos seguros e à saúde privada, única que vai funcionando e melhorando todos os dias. Dado tal pecado, é decretada pelos parceiros da geringonça como inimiga do povo e do sacrossanto Estado.

A ADSE, único sistema público com alguma eficácia (porque recorria ao sistema privado) entrou em crise: 12 milhões de prejuízo em 2017, contra 200 milhões de superavit em 2014. Malhas que a geringonça tece. No tempo de Passos Coelho era o governo acusado por ter aumentado as contribuições para a ADSE, a qual não se destinava a ter lucros. E agora? A geringonça baixou as contribuições? Parece que não. Mas arranjou uma panaceia muito prática para os resultados da sua gestão: pagar menos, isto é, atacar a saúde privada para que fique no mesmo estado da pública. Deve ser uma questão de moral republicana e socialista.

Uma última observaçãozinha. Alguém fez, ou faz, as contas aos dois sistemas, a fim de responder a esta simples questão: qual é, para o Estado, o mais caro? Qual o mais sustentável? Qual o mais eficaz, em termos de custos/benefícios? Ninguém sabe, nem interessa saber. É o socialismo, estúpido!

 

22.1.18

MENTIRA!

 

A  malta correcta arranjou novos vocábulos para aquilo a que, em tempos que já lá vão, se chamava, treta, mentira, aldrabice... Agora, não é nada disso. Trata-se de pós-verdade, notícias falsas (fake news) e outras designações mais especiosas.

Alguns exemplos da velha treta:

- O substituto de Santana na Santa Casa, assim que tomou posse, declarou que ia pagar 200 milhões por 10% do Montepio. Levantada a bronca – 10% do Montepio talvez valham uns arriscadíssimos 60 milhões – o homem tratou de recuar. Ontem, disse que o valor não existia, o que existia era os 10%. Mentiu uma vez, ou uma data delas?

- O chamado ministro da saúde (o que transformou o SNS no frangalho que se conhece) inventou aquela do Infarmed no Porto. Mentira, ou pura trapalhice?

- O rapazola barbaças (alter ego do tipo da Fenprof) da chamada Educação, perante os miseráveis resultados das suas “reformas”, veio dizer que o mau era o Crato. Um mentiroso compulsivo ou um sicário do bolchevismo em marcha?

- A senhora a quem chamam ministra da justiça disse que a Constituição diz o que a Constituição não diz. Treta irresponsável. Disse outrossim que haver menos pendências era mérito seu. Mentira, demagogia ou pura incompetência?

- O Cabrita veio decretar que vamos passar a andar a 30 à hora na cidade. Tem o benefício da dúvida: se calhar não é mentiroso, é só burro.

 

21.1.18

CTT

 

Anda para aí uma polémica dos diabos por causa dos CTT.

Sei, por experiência própria, que os serviços postais têm conhecido alterações que não funcionam a favor dos utilizadores. Também, por ouvi dizer, sei que os CTT pagaram dividendos excessivos aos seus accionistas.

Posto isto, vejo que a empresa está a reestruturar-se em função da quebra brutal do correio tradicional.  Todas as reestruturações levam ao corte de custos, a fim de os tornar compatíveis com as novas características do negócio. No caso, os CTT viram diminuídos os seus resultados, mas continuam no azul. Nesta empresa como em qualquer outra, reestruturar significa dispensar pessoal excedentário em face das alterações do mercado, e fechar balcões que passaram a redundantes. Tudo isto é normal, tem efeitos como os que sinto enquanto consumidor, mas acabam por produzir bons resultados, sobretudo se se trata de uma empresa com resultados (ainda) positivos, como é o caso em apreço. Mais vale prevenir que remediar.

Então porquê tanta polémica? Porque as forças da geringonça querem aproveitar a oportunidade para fazer regressar os CTT à maravilha que é a “gestão” pública. Se houvesse gestão pública tudo ficaria na mesma, os carteiros a distribuir uma cartita de cada vez, mas todos os dias, balcões e mais balcões, um fartote dos antigos, literalmente falando. Daqui a um ano ou dois, a empresa estava arruinada, isto é, viveria de subsídios públicos e avales do Estado, como as dos transportes e de outras ridentes empresas públicas que por aí vegetam à custa dos impostos.

Gente que acha óptimo que a CGD, depois de uma confusão dos diabos e a braços com um buraco financeiro de todo o tamanho, tenha recebido milhares de milhões do Estado, tenha fechado largo número de balcões e anuncie que vai pôr ao fresco uns milhares de empregados. Tudo isto é normal, funciona a favor da “coisa pública”, é inevitável, saudável e até vai “relançar a economia”, diz tal gente.

Tratando-se de uma empresa privada como os CTT põe-se tudo de pernas para o ar, ainda que, até ver, o Estado só tenha ganho dinheiro com ela, que ela não sossobre no meio de asneiras e mais asneiras e, em relação ao pagode, saia infinitamente mais barata.

Não digo que as empresas privadas sejam boas por definição, e as públicas más. Exemplos não faltam de caríssimos “casos” havidos com empresas privadas, só que são excepções a confirmar a regra do sucesso. Nas empresas públicas, as excepções são as rentáveis, a regra é a do buraco.

Mas as forças da geringonça acreditam no Estado, vaca sagrada “ao serviço da economia e do povo”.

Ainda não chegámos à economia planificada, mas parece que já faltou mais.

 

19.1.18

ESCRÚPULOS

 

Não contente com facto de não conhecer a Constituicão, na qual “lê” o que lá não está, a distinta senhora que ocupa o lugar de ministra da justiça veio, em solene sessão, dizer cobras e lagartos da sua antecessora, que acusou da velha história do fecho de tribunais, fecho cujos inconvenientes estavam ultrapassados e cuja conveniência era já pacificamente aceite.

Não contente, veio gabar-se da diminuição das pendências, como se se tratasse de obra sua, ignorando que foi a legislação do governo legítimo que proporcionou a melhoria.

Tudo ao melhor estilo da geringonça. As “culpas” daquilo de que a geringonça não gosta são dos outros. O que, apesar dela, corre melhorzinho, leva a crédito próprio.

A esta gente não chegaram os últimos dois anos a fazer oposição à oposição em vez de governar.

À falta de melhor, não custa manter o registo. Escrúpulos são coisa que a geringonça desconhece. Com o chefe que tem, não é de estranhar.

 

19.1.18   

COBRANÇAS

 

O PS quer agilizar o processo de cobrança de dívidas, retirando-o da alçada da Justiça.

Acho muito bem, com uma condição: que as dívidas do Estado sejam incluídas. O senhor Centeno tem o vício de “cativar” os pagamentos do Estado, por exemplo quando se trata de cumprir sentenças dos tribunais que o condenam a pagar: senhor Centeno paga (muito) mais de um ano depois, sem juros. Ou então que as dívidas dos cidadãos ao Estado tenham o mesmo tratamento, ou seja, possam ser pagas em prazo a perder de vista e também sem juros.

Assim se faria justiça. Ou há moralidade... só que, para o Centeno e para o PS, não comem todos. Uns apanham com o cobrador do fraque, expresso em penhoras, juros e demandas. Outros, os Centenos e os pêésses, ficam de fora dos ditames da moral republicana.

 

18.1.18   

UM JARRETA

 

No meu tempo de menino do liceu, os professores de português ensinavam umas coisas aos rapazinhos. Bem sei que utilizavam em demasia a “técnica” da ponteirada no toutiço, mas não fiquei com nenhum stress pós-traumático por causa disso. Tempos que já lá vão.

Não sei o que se passou com as gerações seguintes, mas desconfio que, quem sabe se por falta do ponteiro, as coisas mudaram. Se eu dissesse que o lápis era “em” madeira, o professor perguntava: onde? Eu não percebia. E ele: sim, seu palerma, onde é a madeira, na porcalhota? E eu lá percebia que a preposição era “de” e não “em”. Hoje não há quem não diga, quem não escreva, que o fio é “em” ouro ou que a Bic é “em” plástico. O ponteiro funcionava para quem dissesse “antes prefiro” ou “parece-me a mim”, ou “eu parece-me”, ou equivalente. Perdeu-se por completo a noção de pleonasmo. O sujeito indeterminado era, como em qualquer língua latina, da terceira pessoa do singular: “vendem-se” andares é o pontapé mais comum, vulgar e bem aceite como tantos outros. A regra perdeu-se por completo, hoje o verbo a concordar com o complemento direto é comum brutalidade. Os infinitvos precedidos de preposição nunca se conjugavam: foram à bilheteira para “comprarem” os bilhetes. Olaré. As palavras graves eram graves, as exdrúxulas exdrúxulas. Não era permitido dizer “priúdo” em vez de período. Nem pensar em dizer “púrque” em vez de porque. Nem dizer “pêla” em vez de pela (p’la) ou “pêlo” em vez de pelo (p’lo). Nem “póssamos” em vez de possamos. E por aí fora.

Você não precisa de andar na rua para ouvir estas coisas. Ouve-as na rádio, na TV, lê-as nos jornais e até em livros de escritores da moda.

Há também quem exagere, e ao mais alto nível. Olhem o chamado primeiro-ministro a dizer “produtidade” em vez de produtividade, “precaridade” em vez de precariedade, ou escrever “tive” em vez de estive.

A língua, mercê do acordo ortográfico, “enriqueceu” com mais três letras no alfabeto: w, y e k. Ninguém explicou para que precisamos delas, mas... mas o quê? Para nossa vergonha, os africanos borrifam no acordo . É um serviço que nos prestam, já que, para burros, chegamos. Abrasileiramos o portugês. Felizmente, é defendido em África.

Há para aí faculdades de letras, filólogos, doutores, “cientistas” da língua, professores aos pontapés a fazer e manifestos e manifestações por tudo e por nada. Todos bem pagos e incensados. Antes não os houvesse.

 

Conclusão: sou um jarreta que, ou não acompanha o “progresso”, ou anda com o pé trocado.

Quem manda é o mainstream. O resto é conversa.

 

18.01.18

DO “CÓDIGO DE CONDUTA"

 

Não sei se chore, se ria.

Depois de o PS ter entrado como um leão a defender o inalienável direito do chamado ministro das finanças de mendigar borlas a Sua Excelência o Presidente Vieira, o intolerável Lacão avançou com uma proposta fantástica: os deputados e outros titulares de cargos políticos não podem pedir tais favores, nem aceitá-los sem pedir!

Então, e os direitos do Centeno? Será isto uma clivagem na geringonça? Ou é só fumaça, ou é de gargalhada.

 

Há mais. O BE, dono, como é sabido da “moral” pública, acha que quem tiver profissão, quem trabalhar e ganhar bem a sua vida, não pode ser deputado. Só os que, indo para o parlamento, ganhem mais lá do que ganhavam cá fora, estarão habilitados a representar o povo. Juízes em causa própria, os BE’s, todos eles sem nenhuma conexão com a vida real, acham que os outros, se a têm, devem abandoná-la. Caso contrário, têm que abandonar tudo para se dedicar ao serviço da Nação. A vingar esta brilhante ideia, para além de todos os defeitos que há na escolha dos candidatos, teremos mais um: só poderão candidatar-se os inúteis, os funcionários públicos, os trabalhadores não qualificados, isto é, quem ganhar mais na assembleia do que ganhava cá fora. Excluídos ficam todos os profissionais que tenham alguma valia.

Para quem se queixa, com alguma razão, da inutilidade de muitos deputados, ministros, etc., nada melhor que baixar ainda mais o nível dos nossos representantes. Quem for advogado, deixa de o ser durante o mandato. Quem for gestor, deixa de gerir. Quem for empresário, abandona a empresa. Quem for bem pago, passa a ganhar menos. Quem for rico, isto é, quem tiver rendimentos superiores a 3.000 euros por mês, não tem direito a candidatar-se, a não ser que os abandone. Quem, apesar de se sujeitar aos ditames do BE, aceitar ser eleito, quando, quatro anos depois, voltar à “peluda”, não terá clientes, nem emprego, ou estará estagnado na sua vida, ultrapassado pelos outros, etc. A não ser, é claro, que seja funcionário público e suba por antiguidade... Bonito. Lamentável.  

 

Mas... o Lacão e o BE não ficam por aqui. Fica vedada aceitação de convites que, se pagos, custem mais que 150 euros. É claro que se trata de convites de entidades privadas. Se for de entidades públicas, a coisa muda de figura. Compreende-se: as entidades privadas põem em causa a independência dos políticos (leia-se, corrompem-nos obrigatoriamente); as públicas estão acima de qualquer suspeita. Quem aceitar convites de entidades públicas, sejam quais forem, nacionais ou estrangeiras, é, por definição, incorruptível. A sacrossanta coisa pública não tem qualquer capacidade de “influenciar” seja quem for, muito menos os políticos. A lista das angelicais entidades públicas, segundo a proposta, é longa, pormenorizada, sem excepções imagináveis.

E as ofertas? Aqui a coisa fia muito fino. Ofertas até 150 euros (acompanhadas de factura comprovativa?) podem ser aceites. Acima disso, se a sua recusa puder ser considerada “uma quebra de consideração pelo ofertante”, não há problema. Assim, se alguém der um Ferrari a um político ameaçando cortar relações em caso de não aceitação, venha de lá o carrinho!

Estas tão inteligentes medidas, diga-se, ainda estão “em estudo” numa comissão qualquer.

Por um lado, é a presunção da culpa no seu mais alto esplendor. Mas, e aqui é que bate o ponto, vem tão bem embrulhada que os “juízes” de cada caso são os próprios.

Veda-se a intervenção judicial em nome da “transparência”. Todos os que tenham “contacto” com privado são suspeitos. Os que, efectivamente, prevariquem, só faltam ao código de conduta.

 

17.1.18    

VENDER A ALMA AO DIABO

 

Será o poder da frustração, da vingança, da maldade, do desvario psicológico, da idade, o que fez de Manuela Ferreira Leite a horrorosa harpia em que, nos últimos anos, se transformou? Ou tê-lo-á sido sempre?

Perguntas que ficam sem resposta, ou para as quais o seu irmão gémeo Pacheco Pereira talvez tenha resposta. No que diz respeito ao IRRITADO, as perguntas acima, se formuladas a respeito deste, são mais ou menos as mesmas.

Para formar um trio de estalo, aí temos o Morais Sarmento, transfigurado em servo do Costa e da extrema esquerda.

Bem unidos na tramóia de Rui Rio - arregimentação de filiados a viver aos magotes em casas que não existem, exploração de um “nortismo” bacoco, ausência de estratégia nacional e de propostas políticas outras que não a da servidão - esta trempe está objectivamente unida com o chefe num só desejo, o de transformar o PSD em bengala do esquerdismo vigente, o de pôr de lado uma possível alternativa política, o de trair os portuguesas que não se reveem no poder espúrio do esquerdismo institucionalizado.

 

Há um bom par de anos (não sei se já falei nisto), o embaixador da RDA convidou-me para uma conversa na respectiva residência, um andar miserável e mal cheiroso ali para os lados da Fonte Luminosa. Objectivo: convencer-me que a RDA era uma república democrática, onde até havia um partido democrata cristão que aceitava o caminho para o socialismo radical e os métodos “pluralistas” do centralismo democrático.

 

No fundo, mutatis mutandis (os tempos são outros, mas são o que mudou), a realidade é a mesma: há um partido que é proprietário da república, do regime, dos portugueses. O outro, o que podia pôr isto em causa, anuncia orgulhosamente que se propõe ajudar o primeiro a continuar a sua obra de destruição de qualquer alternativa que não passe pela continuidade do poder esquerdista, que hipoteca e destrói um futuro não tão longínquo quanto se pensa, que já vai minando não poucos sintomas da liberdade restante ao mesmo tempo que sacrifica os serviços públicos às exigências da clientela eleitoral.

 

O novo chefe do PSD e o seu trio de principais conselheiros não deram, nem é expectável que venham a dar, qualquer sinal de inversão da promessa política de servidão que, ao longo da campanha foi repetida ad nauseam - percamos as eleições em 2019, ajudemos o Costa a ter maioria no parlamento.

Como se o Costa quisesse saber deles fosse para o que fosse!

 

A esquerda está bem definida, não precisa de ajudantes. O país precisa do centro e da direita como de pão para a boca. Mas o facto é que, ao contrário do que diz dona Manuela, não é preciso “vender a alma ao diabo”. Já está vendida, e a custo zero para o comprador!

 

16.1.18          

FUTURO

 

O “pensamento” dominante, sobretudo a cavalo na postura política de Rui Rio, impõe às gentes a aceitação de um postulado verdadeiramente “científico”, a fazer lembrar a antropogénese do aquecimento global.

Reza tal “conhecimento”, adquirido e irrefutável, que, daqui a dois anos, teremos outra dose de geringonça ou equivalente. Rio está a médio prazo, como o estaria Santana Lopes. E pronto, não há volta a dar-lhe. A continuidade do Costa depois de 2019 é um dado adquirido, aconteça o que acontecer.

Uma espécie de fado da desgraçadinha tomou conta do discurso dos exércitos de politólogos, comentadores, jornalistas e pataratas de outras espécies que por aí pululam. O PS passa a mexicano, como o PRI lá do sítio. Nós continuaremos, não de sombrero no toutiço, mas de barrete enfiado até às orelhas.

Talvez os exércitos tenham razão, primeiro porque o PS, como está provado, não precisa de ganhar eleições para continuar no poleiro (isso de precisar de ser eleito, dizem eles, aplicava-se ao Santana mas não se aplica ao Costa). Segundo, dizem eles, porque será preciso uma hecatombe qualquer para que as pessoas percebam onde foi parar a sua liberdade.

Não sei se será preciso uma hecatombe. É preciso um líder. Rio sê-lo-á? Duvido. Rio ainda não percebeu o imbróglio fatalista em que, insistentemente, se meteu e nos meteu.

Façam figas.

 

14.1.19

WISHFUL THINKING

 

Vamos imaginar que Rui Rio, uma vez sentado no cadeirão do PSD, cai em si.

Vamos imaginar que nega o seu sonho, nosso pesadelo, de vir a dar a mão ao Costa em vez de lhe dar com os pés. Vamos imaginar que cai na real sobre o caminho que levamos nas finanças e na economia. Vamos imaginar que manda o Pacheco e a Leite à urtigas. Vamos imaginar que mete o Sarmento nos varais. Vamos imaginar que se deixa de municipalismos inchados. Vamos imaginar que se esquece (mesmo!) da regionalização. Vamos imaginar que abandona a luta, que aprendeu com o Costa, contra a dona Joana. Vamos imaginar que percebe o que é o “povão” livre do PSD e o põe em luta contra a horda de penduras do PS. Vamos imaginar que percebe que há em Portugal duas imagens de futuro, duas mentalidades, uma que começa no PC e acaba no PS costista, outra que começa no PSD e acaba no CDS, uma que quer a “liberdade” socialista, outra que quer a liberdade tout court.

Imaginemos. Pode ser que, apesar dos negros sinais em presença, alguma coisa boa aconteça.

 

14.1.18    

TRUMP À PORTUGUESA

 

Esta história de o Ministério Público “não acreditar na justiça angolana” toca as raias da loucura, ou da estupidez.

Só Trump é capaz de ofensas deste género. Ao nosso MP faltou usar os palavrões do americano, mas a borrada diplomática mantém-se, e até piora se compararmos a importância das nossas relações com Angola com a dos insultados por Trump em relação aos EUA.

O MP pode ter as maiores dúvidas quanto à fiabilidade da Justiça angolana. Mas não pode, nem dizê-lo, nem sugeri-lo, nem “pensar alto”. Nem pode pôr em causa tal fiabilidade em relação a um país com quem passa a vida a fazer acordos judiciais, conferências conjuntas, visitas de cortesia, o diabo a quatro.

O MP não pode ignorar que Portugal subscreveu o tratado dos PALOPs, onde está consagrada a pretensão angolana de julgar o tal Vicente. Os tratados internacionais têm, por natureza, nas matérias de que tratam, primazia sobre as leis nacionais, ainda mais sobre os humores, as dúvidas metajurídicas, as parvoíces e as faltas de respeito e de juízo dos magistrados.

Portugal, ao armar-se em “mau” num caso em que a Lei está do lado de Angola, ainda por cima com argumento absolutamente ordinário, prejudica-se antes de mais a si próprio.    

O MP tomou uma decisão puramente política, além de ilegal e indefensável. Se é certo que a política não deve meter-se com a magistratura, a contrária também colhe.

Neste sentido, a ultrapassagem da cretinice judicial tem que ser tratada politicamente. O Presidente da República Portuguesa tem que pedir as devidas desculpas ao seu homólogo angolano, que puxar as orelhas ao MP e que pôr as coisas no são, juridica e politicamente falando.

Fá-lo-á?  Não sabemos. Para já, está calado com um rato. Olhe que isto não é só feito de “afectos”, senhor Presidente! Trumps cá no sítio é que não.

 

13.1.18

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